domingo, junho 21, 2026

Primeiras-damas deixam bastidores e disputam eleições ancoradas em clãs familiares

 

Primeiras-damas deixam bastidores e disputam eleições ancoradas em clãs familiares

Por João Pedro Pitombo / Folhapress

21/06/2026 às 08:10

Foto: Reprodução

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Elas saíram dos bastidores, assumiram funções públicas nas gestões dos maridos e ganharam impulso com os holofotes das redes sociais. Agora, vão tentar transformar esse capital político em votos nas eleições de outubro.

Ao menos seis mulheres que foram primeiras-damas na Presidência, governos ou prefeituras de capitais vão tentar a sorte nas urnas, em um movimento que combina o avanço da participação feminina na política com a continuidade de projetos familiares de poder.

Três ex-primeiras-damas são pré-candidatas ao Senado e aparecem como favoritas em seus estados: Michelle Bolsonaro (PL-DF), Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Rayssa Furlan (Podemos-AP).

Desde que Jair Bolsonaro foi condenado e preso sob acusação de liderar uma trama golpista para permanecer no poder, Michelle tem ocupado espaços dentro do partido e travado uma queda de braço com os filhos do ex-presidente na definição de palanques estaduais.

Além da própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, ela vai atuar como uma forte cabo eleitoral, priorizando a eleição de mulheres conservadoras para o Congresso.

Em Goiás, Gracinha Caiado aparece como peça central na estratégia do grupo do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Enquanto articula sua candidatura ao Senado, ela acompanha as movimentações nacionais do marido, que se lançou candidato à Presidência.

A trajetória de Gracinha na política começou nos anos 1980, quando foi diretora da UDR (União Democrática Ruralista) na Bahia. Como primeira-dama, foi presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás, entidade que teve o orçamento turbinado com repasses estaduais nos últimos anos.

No Amapá, a médica Rayssa Furlan será candidata a senadora pela segunda vez –em 2022, ela concorreu ao cargo, mas foi derrotada por Davi Alcolumbre (União Brasil).

Ela volta ao tabuleiro eleitoral este ano, desta vez tendo o marido Antônio Furlan (PSD) como candidato a governador. Marido e mulher serão companheiros de chapa. Ainda assim, ela nega que se trate de um clã familiar na política amapaense.

"A população sabe diferenciar vínculos familiares de trajetórias pessoais. Eu e meu marido construímos nossa relação com o Amapá através do trabalho, da presença e do contato direto com as pessoas", diz Rayssa, que defende mais mulheres na disputa por cargos eletivos.

A situação é parecida em Alagoas. João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, renunciou à Prefeitura de Maceió em abril para concorrer ao governo do estado. Sua mulher, Marina Candia, filiou-se ao mesmo partido e vai concorrer a deputada federal ou ao Senado.

Entre aliados do prefeito, a avaliação é que ela reúne atributos para a disputa majoritária: tem carisma, boa imagem pública e pode representar uma renovação em uma disputa que terá adversários como Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).

Com forte atuação nas redes sociais, onde tem cerca de 500 mil seguidores, Marina intensificou as agendas públicas e adotou o nome do marido para a eleição: agora se apresenta como Marina JHC. Sua família tem trajetória política em Mato Grosso, onde seu avô foi vice-governador.

Mato Grosso, aliás, é outro estado que terá uma ex-primeira-dama nas urnas: esposa do ex-governador Mauro Mendes, Virgínia Mendes será candidata a deputada federal em dobradinha com o marido, que concorre ao Senado. Ambos são filiados ao União Brasil.

O avanço dessas candidaturas revela uma dualidade: por um lado, ampliam a presença feminina em um ambiente historicamente dominado por homens; por outro, levantam questionamentos sobre uma renovação ancorada em laços familiares.

A historiadora Dayanny Rodrigues, doutora pela Universidade Federal de Goiás, afirma que o cenário atual de múltiplas candidaturas de esposas de políticos vinha se desenhando nos últimos anos.

Em tese apresentada em 2021, Dayanny definiu o "primeiro-damismo" como um fenômeno com práticas que podem ser estratégicas ou táticas. No primeiro caso, primeiras-damas atuam para legitimar os projetos políticos dos maridos; já na dimensão tática, elas ampliam a influência política, ocupam espaços de poder e constroem um capital político próprio.

Esse perfil de primeira-dama com mais influência tem ganhado espaço no Brasil desde os anos 1980, começando pelos municípios, onde esposas de políticos passaram a disputar eleições.

Mesmo fora da arena eleitoral, parte das primeiras-damas passou a ter protagonismo, diz a pesquisadora, que cita exemplos como Ruth Cardoso, Michelle Bolsonaro e Janja da Silva.

"O primeira-damismo mudou sua roupagem ao decorrer da República. Antes, as mulheres atuavam apenas nos bastidores. Hoje, mesmo com mais visibilidade, é uma função que abre portas, mas afunila esta porta ao cobrar determinados modos e comportamentos", avalia.

Além das candidaturas à Câmara e ao Senado, as eleições de outubro terão uma leva de primeiras-damas que vão disputar as Assembleias Legislativas, muitas delas esposas de prefeitos em exercício.
Em São Paulo, a primeira-dama da cidade Regina Nunes (MDB) será candidata a deputada estadual. A esposa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é conhecida pela militância na causa animal e é apontada como uma das apostas do partido na eleição de outubro.

Na Bahia, as primeiras-damas de Camaçari, Itabuna, Teixeira de Freitas e Luís Eduardo Magalhães vão disputar uma cadeira na Assembleia. Em Vitória da Conquista, o movimento é contrário: o marido da prefeita Sheila Lemos estreia nas urnas como candidato a deputado estadual.

Politica Livre

Aliados de Flávio esperam melhora após efeito Jaques Wagner; campanha de Lula minimiza, diz Datafolha

 

Aliados de Flávio esperam melhora após efeito Jaques Wagner; campanha de Lula minimiza, diz Datafolha

Por Laura Scofield, Mateus Vargas e Augusto Tenório / Folhapress

21/06/2026 às 07:15

Foto: Saulo Cruz / Agência Senado

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Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que a diferença entre o senador e o presidente Lula (PT) em um possível segundo turno, medida na pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (20), é superável com o início da campanha. Eles também esperam que os efeitos da operação da PF (Polícia Federal) contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), deflagrada na quinta-feira (18), melhorem o desempenho bolsonarista nos próximos levantamentos.

Pessoas próximas a Lula, por outro lado, minimizam possíveis impactos da operação contra Wagner sobre o presidente. Um ministro do governo afirma que a investigação contra o líder do governo no Senado não está ligada a Lula e não terá efeito comparável às revelações de um áudio de conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A última pesquisa Datafolha mostra que Lula segue em vantagem e marca 41% no primeiro turno, ante 31% de Flávio. A pesquisa foi feita entre quarta (17) e quinta (18) e captura apenas parcialmente os impactos da operação contra Wagner.

O resultado representa uma manutenção do cenário em comparação com a rodada anterior, feita após a revelação de que Flávio havia pedido dinheiro a Vorcaro para bancar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL). O levantamento anterior marcou 40% para Lula e 31% para Flávio.

Na simulação de um segundo turno entre os dois candidatos, ambos repetiram o placar visto há um mês, de 47% para o petista e 43% para o bolsonarista, o que gera uma diferença de quatro pontos percentuais. Os brancos e nulos somam 8%, e 1% não sabe.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para Sóstenes Cavalcante (PL-SP), líder do PL na Câmara, uma diferença de quatro pontos para "quem nem começou a campanha e foi fortemente atacado está muito bom". Ele ressaltou que em 2022 as pesquisam indicavam que haveria uma diferença maior entre os votos de Lula e Jair Bolsonaro (PL) em comparação com o resultado final nas urnas.

Sóstenes diz que a manutenção do percentual de Flávio mostra que a repercussão do caso "Dark Horse" já atingiu seu limite. Ele avalia que o resultado "vai melhorar" quando o impacto total da operação contra Wagner for medido.

O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), também destacou o fato de a pesquisa não ter capturado o impacto total do caso envolvendo o petista.

Outro político do PL diz que a repetição do resultado de Flávio pode impactar na estratégia bolsonarista. A princípio, a campanha defendeu uma reação cautelosa à operação contra Wagner, pois não seria prudente apostar a eleição deste ano no caso Master diante da volatilidade do escândalo.

Agora, avalia que o desgaste a Flávio chegou ao limite e por isso seria possível investir mais na crítica ao PT pela ligação de Wagner com Vorcaro.

Já o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), diz que a pesquisa "consolida uma aprovação do presidente Lula" e mostra uma tendência de ascensão à medida em que sejam sentidos os resultados das ações do governo.

Ele considera que a trajetória política de Flávio no Rio de Janeiro, que inclui o caso da rachadinha, além da relação com Vorcaro, leva a sociedade a diferenciar os candidatos e gera o resultado positivo para Lula.
O deputado federal Jilmar Tatto (SP), que coordena o grupo de trabalho eleitoral do PT, também avalia que o Datafolha mostra que o presidente Lula se "consolida na dianteira" da disputa.
Reconhece, entretanto, que o levantamento indica que o desgaste a Flávio Bolsonaro desacelerou. "Mas, quando começar a campanha eleitoral, eu acho que ele vai se desgastar mais ainda [com o caso envolvendo o ex-banqueiro]", afirmou.
"Não estamos numa zona de conforto, mas numa 'tranquilidade vigiada' para podermos seguir em frente e ganhar a eleição", disse.
Para Tatto, a pesquisa também consolida o cenário de disputa entre Lula e Flávio no segundo turno. "A terceira via realmente não tem alternativa, não existe."
Ouvido pela Folha de S.Paulo sob reserva, um presidente de um partido de centrão discorda. Ele diz que o resultado da pesquisa indica que as ações do Flávio mostram que ele já perdeu a eleição e se tornou o melhor adversário para garantir uma vitória a Lula.
Ele defende que o centro, os partidos à direita e até o próprio PL, liderado por Valdemar Costa Neto, se reúnam para escolher um outro candidato e trocar Flávio por alguém que não tenha o sobrenome Bolsonaro.
Depois de Lula com 41% e de Flávio com 31% no primeiro turno, aparecem Ronaldo Caiado (PSD) com 3%, Renan Santos (Missão) com 3%, Romeu Zema (Novo) com 2%, Aécio Neves (PSDB) com 2%, Samara Martins (UP) com 2%, Augusto Cury (Avante) com 2%, Joaquim Barbosa (DC) com 1%, Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1% e Rui Costa Pimenta (PCO) com 1%.

Politica Livre

PL mira Ceará como estado estratégico, mas aliança com Ciro divide bolsonarismo


Aproximação entre o PL e Ciro é criticada por Michelle

Luis Felipe Azevedo
O Globo

Estado que divide a família Bolsonaro, o Ceará ocupa posição estratégica nos planos eleitorais do PL nesta eleição. Segundo o senador Rogério Marinho, que coordena a pré-campanha de Flávio ao Planalto, a sigla projeta eleger seis deputados federais — a bancada é composta atualmente por três.

Até o momento, não há definição se a legenda estará na chapa do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual. A aproximação entre o PL e o tucano é criticada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e motivou divergências internas no núcleo bolsonarista.

PONTO ESTRATÉGICO – “O Ceará, para nós, é estratégico. Vamos estar lá no dia 10 de julho para dar apoio às nossas candidaturas. Faremos seis deputados federais, essa é a nossa expectativa. Também teremos candidato ao Senado”, disse Marinho a jornalistas nesta semana. O estado deu vitória para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. O petista teve 69,97% dos votos, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) alcançou 30,03%.

O PL deve reunir Flávio e Michelle no evento do mês que vem, que não terá a presença de Ciro Gomes. O diretório do PL no Ceará deseja lançar o deputado estadual Alcides Fernandes ao Senado na chapa do tucano. A articulação conta com o apoio de Flávio. Por outro lado, a possibilidade de aliança com Ciro é desaprovada pela ex-primeira-dama, que defende o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual.

Michelle irá ao Ceará para participar do lançamento da pré-candidatura ao Senado de Priscila Costa, vice-presidente nacional do PL Mulher e uma de suas principais aliadas. Já Flávio acompanhará o lançamento da pré-candidatura de Alcides. O PL deve decidir até o fim da convenção partidária, no fim de julho, se optará pela candidatura de Fernandes ou de Costa ao Senado.

ROMPIMENTO –  A relação de Michelle com Flávio azedou quase um mês antes do anúncio dele como pré-candidato ao Planalto, em dezembro do ano passado. O afastamento ocorreu após o senador ter feitos críticas públicas à madrasta, classificando a postura da ex-primeira-dama como “autoritária”.

A fala do senador ocorreu após Michelle se posicionar contra uma aliança costurada no Ceará para que o bolsonarismo apoiasse Ciro ao governo estadual. A ex-primeira-dama tentou articular o apoio da legenda à Girão, que se coloca como oposição ao tucano. Na época, as negociações para que um acordo entre Ciro e o PL fosse firmado foram rompidas diante da exposição da divergência. Nos últimos meses, entretanto, há sinais de reaproximação entre a ala do tucano e o bolsonarismo no estado.

“MOMENTO CERTO” – Recentemente, Michelle afirmou que apoiará a candidatura do enteado “no momento certo”, sem detalhar quando pretende se engajar de forma mais direta na campanha, se é que isso vai acontecer. Apesar disso, não há previsão de que ela faça manifestações explícitas de apoio ao senador durante a agenda no Ceará.

Reservadamente, integrantes do partido avaliam que a simples presença dos dois no mesmo palco já terá peso político e poderá ser interpretada como um gesto de unidade dentro do grupo bolsonarista. A avaliação, porém, não significa que exista qualquer ação coordenada para transformar o evento em uma demonstração formal de apoio da ex-primeira-dama à pré-candidatura presidencial de Flávio.

Vorcaro soube corromper, ao mesmo tempo, os Três Poderes da República

Publicado em 20 de junho de 2026 por Tribuna da Internet

Vorcaro muda de patamar... - Blog da Denise

Charge do Caio Gomez (Correio Braziliense)

José Casado
Veja

O suave aroma de cerejeiras em flor na primavera parisiense invadiu o jantar de Ciro Nogueira, senador, ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro e presidente do partido Progressistas. À saída, ele nem precisou se preocupar com a conta de 121.500 reais.

O roteiro daquele abril de 2024, escolhido pelo amigo banqueiro, previa também périplos noturnos por ambientes enfumaçados, decorados em vermelho-pecado, com mesa íntima para duas pessoas ao custo de cinco salários-mínimos – comida, bebidas e gorjetas à parte.

UM MÊS DEPOIS… – Maio foi em Lisboa, com dias longos, secos, céu de azul sublime e múltiplos fóruns de brasileiros inebriados na ficção útil de localizar no passado uma ponte para o futuro do Brasil.

Vou precisar do hotel (Four Seasons), de segunda a sábado — disse ao secretário o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em mensagens resgatadas pela polícia. — Preciso (de) mais dois quartos lá… Ciro (Nogueira) e Hugo (Motta, presidente da Câmara dos Deputados).

O.K. Tem a lista de homens? Senão, como saberemos quem pode entrar de homem?

O banqueiro relaciona: Fábio Faria (ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro); Hugo Motta (deputado federal); Ciro Nogueira (senador); Luizinho (Luiz Antonio Teixeira Jr., deputado federal); … Bruno Ferrari (acionista da Oncoclínicas); eu…

PRIVACIDADE – A conta de hospedagem ultrapassaria 90 000 reais por cabeça. Vorcaro estava preocupado com a privacidade:

A gente não pode deixar acontecer igual aconteceu em Nova York… Que venham pessoas, falam que vai pegar um elevador para outro andar, e clica lá no nosso andar. Tem que ficar alguém dentro do elevador

No maio anterior todos estiveram em Nova York, onde também florescem fóruns de brasileiros debatendo problemas seculares do Brasil. Aquela primavera nova-iorquina foi inesquecível para Cláudio Castro, então governador do Rio.

FILÉ DOURADO – Castro se apaixonou por um filé banhado em ouro de 24 quilates. O bife custou 10.000 reais. Vinho, sobremesa e café, outros 50.000 reais.

Mais tarde, um grupo de quinze amigos do cartão de crédito de Vorcaro esticou a noite num clube de jazz, onde se pode fumar e beber sem culpa.

Na entrada, brut francês de 3.380 reais. Depois, uísque irlandês de 5.000 reais a garrafa. Por fim, conhaque francês de 2.800 reais para acompanhar a queima de charutos dominicanos de 1.100 reais cada. A conta total ficou em 5,2 milhões.

GRANDE NEGÓCIO – A primavera nova-iorquina rendeu um dos melhores negócios já feitos por Vorcaro. Ele pagou um jantar de 60.000 reais para o governador fluminense e, no almoço seguinte, recebeu 80 milhões de reais do fundo de previdência dos servidores estaduais para aplicação em títulos Master

Reais resgatáveis somente no endereço imaginado pelo poeta Vinicius de Moraes: Rua dos Bobos, Número Zero. Lucrou 1.300 em cima de cada real que investiu no prato, no copo e no prazer do governador do Rio.

Vorcaro se distinguiu pela ousadia nos laços com o condomínio do poder. Não doava, distribuía dinheiro. Aceitava pedido de 134 milhões de reais do candidato presidencial do Partido Liberal, Flávio Bolsonaro.

Requisitava consultoria de um ex-presidente da República, Michel Temer, e de um ex-presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Comprava a parte do juiz Dias Toffoli num hotel, enquanto contratava escritório familiar de outro juiz do Supremo, Alexandre de Moraes.

CORROMPENDO GERAL – Enlaçou tanto ministros e ex-ministros, como Rui Costa, Walfrido Mares Guia, Guido Mantega e Flávia Péres, quanto líderes do Centrão e do Partido dos Trabalhadores, como Ciro Nogueira (PP), Antonio Rueda (União Brasil) e Jaques Wagner (PT).

Usou todas as moedas disponíveis, inclusive festas com mulheres bonitas em pouca ou nenhuma roupa, recrutadas no Leste Europeu.

Corrompeu executivos do Banco Central, pagou altas comissões na Faria Lima e montou uma pirâmide financeira de 800 000 clientes. Os prejuízos superam 80 bilhões de reais.

MAIOR SONHO – Vorcaro sonhou o sonho de lobistas: mudar a Constituição para benefícios privados. O projeto do Master foi chancelado pelo senador Ciro Nogueira. Passou despercebido num Legislativo que reescreve a Carta a cada trimestre (já são 139 emendas).

A proposta foi rejeitada no Senado e ressuscitou na Câmara pelas mãos do deputado Filipe Barros, líder da bancada bolsonarista.

Na prisão, Daniel Vorcaro, 42 anos, agora resolveu apostar no tempo. Acha que até as eleições amigos do seu cartão de crédito conseguem retirá-lo da cadeia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGGrande texto de José Casado, enviado por Júlio Di Giorgi. O artigo sintetiza a podridão dos Três Poderes, que parece resistir a tudo neste país com autoridades à venda. (C.N.)


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