terça-feira, março 10, 2026

"A CRIAÇÃO DO CONSELHO DE..." by Marcio Notari

 

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Marcio Notari
Adjunct | Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
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A CRIAÇÃO DO CONSELHO DE TRANSPARÊNCIA PÚBLICA E COMBATE A CORRUPÇÃO NO AMBITO MUNICIPAL COMO VETOR PARA A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE
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Guerra contra o Irã eleva petróleo para US$ 120 - Míssil iraniano transforma um ataque em centenas de Bombas. - Irã acelera colapso do petrodólar e muito mais....

 

Guerra dos EUA e Israel contra o Irã provoca disparada do preço do petróleo para quase US$ 120

09/03/2026 Por 

Guerra no Golfo, fechamento do estreito de Hormuz e cortes de produção elevam preço do barril ao maior nível desde 2020. 247 – O preço internacional do petróleo registrou forte disparada e se aproxima da marca de US$ 120 por barril em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio e a interrupções no fluxo global … Ler mais

MÍSSEIS IRANIANOS ATINGEM O CORAÇÃO DE ISRAEL: BEN-GURION SOB FOGO

08/03/2026 Por 

Esta análise examina o recente ataque com mísseis de precisão ao Aeroporto Ben Gurion e a forte censura imposta aos danos causados. O relatório detalha como os mísseis Khorramshahr 4 conseguiram penetrar as defesas aéreas enquanto a cúpula do governo deixava o país antes do ataque. Analisamos também a situação crítica dos voos civis desviados … Ler mais

“Irã acelera colapso do petrodólar e impõe derrota estratégica aos Estados Unidos”, diz Pepe Escobar

08/03/2026 Por 

Analista afirma que resistência iraniana já alterou o equilíbrio global e abriu disputa decisiva pela nova ordem internacional. 247 – O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar afirmou que a atual guerra no oeste da Ásia pode marcar uma virada histórica no sistema internacional e acelerar o fim do petrodólar, base da hegemonia financeira dos Estados … Ler mais

Trump e “o declínio do império norte-americano”

08/03/2026 Por 

Crise fiscal, dependência industrial e perda do papel do dólar. O filme “O Declínio do Império Americano”, de 1986, do diretor Denys Arcand, nunca foi tão atual. Nele, oito amigos se encontram para um jantar e conversam, entre outras coisas, sobre teorias que explicavam o mundo que, no final da década de 1980, começavam a … Ler mais

O que é a mídia corporativa?

08/03/2026 Por 

Estrutura concentrada, interesses econômicos e poder narrativo ajudam a explicar como grandes conglomerados moldam o fluxo de informação nas democracias. A expressão “mídia corporativa” tornou-se recorrente no debate público brasileiro. Ela aparece em análises políticas, em críticas às coberturas jornalísticas e em reflexões acadêmicas sobre democracia e poder econômico. Mas, afinal, o que significa exatamente … Ler mais

Irã desafia a máquina de guerra dos EUA no Oriente Médio

08/03/2026 Por 

O que surpreende não é apenas a intensidade das operações iranianas, mas a escala e a coordenação com que vêm sendo conduzidas. Estamos diante de um momento que poderá marcar uma inflexão histórica na geopolítica contemporânea. Pela primeira vez em muitas décadas, a arquitetura de poder militar construída pelos EUA no Oriente Médio começa a … Ler mais

Clickbait ou jornalismo? O dilema da imprensa na era digital

08/03/2026 Por 

A pressa que ameaça a credibilidade do jornalismo. A cobertura recente de alguns episódios envolvendo o chamado “caso Banco Master” trouxe à tona um problema que vai muito além de um escândalo financeiro ou político específico. Ela expõe algo mais profundo e preocupante: o ritmo cada vez mais apressado com que certas notícias são publicadas … Ler mais

A ‘Cúpula de Trump’ em Miami prepara ofensiva conservadora na América Latina

08/03/2026 Por 

Encontro liderado pelo presidente dos Estados Unidos busca consolidar bloco conservador e conter a influência chinesa nas Américas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne neste sábado (7), em Miami, os presidentes de direita e extrema direita da América Latina. A reunião, denominada Cúpula Escudo das Américas – Shield of Americas Summit –, tem … Ler mais

Irã se diz preparado para guerra “em grande escala e prolongada”

08/03/2026 Por 

Em pronunciamento, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica afirma que “os EUA são o principal inimigo nesta guerra”. 247 – O Irã direciona cerca de 60% de sua capacidade ofensiva contra bases militares e interesses estratégicos dos Estados Unidos em países árabes, enquanto 40% dos ataques são voltados a alvos de Israel, afirmou o porta-voz da Guarda … Ler mais

Mendonça permite visitas de advogados a Vorcaro sem gravação das conversas

Leia matéria completa abrinto este Link :

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/matheus-teixeira/politica/mendonca-permite-visitas-de-advogados-a-vorcaro-sem-gravacao-das-conversas/



Nota da Redação Deste Blog -  


Quando a exceção ameaça virar regra]


A recente decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar que advogados do banqueiro Daniel Vorcaro realizem visitas sem gravação das conversas no presídio federal da Papuda, reacende um debate importante sobre igualdade perante a lei e coerência nas decisões judiciais.

Vorcaro, controlador do Banco Master, foi transferido de um presídio estadual em São Paulo para o presídio federal localizado no complexo da Complexo Penitenciário da Papuda, unidade conhecida por seu rigor e por seguir normas estritas de segurança.

Entre essas normas existe uma regra clara: nos presídios federais de segurança máxima, as conversas entre presos e advogados podem ser monitoradas ou gravadas dentro de protocolos estabelecidos pela administração penitenciária. Trata-se de um mecanismo criado para evitar a comunicação com organizações criminosas, impedir ordens externas e garantir a segurança do sistema penitenciário.

Entretanto, a defesa de Vorcaro solicitou ao STF que seus encontros com o cliente ocorressem sem gravação de áudio. O pedido foi aceito pelo ministro André Mendonça, que é o relator do caso.

A decisão, embora juridicamente fundamentada no direito de defesa e na confidencialidade entre advogado e cliente, abre um precedente delicado. No ambiente de um presídio federal, onde as regras são uniformes e aplicadas a todos os detentos, a criação de uma exceção para um preso específico inevitavelmente levanta questionamentos.

O princípio constitucional da isonomia estabelece que todos são iguais perante a lei. Assim, se um detento obtém o direito de conversar com seus advogados sem gravação, os demais presos poderão reivindicar o mesmo tratamento. Basta que suas defesas apresentem ao juiz responsável a decisão do próprio STF como precedente.

Nesse cenário, dificilmente um magistrado de instância inferior se sentirá confortável para negar um pedido idêntico, especialmente quando a autorização partiu de um ministro da mais alta corte do país.

O problema que surge não é apenas jurídico, mas também institucional. Quando uma exceção é aberta em um sistema baseado na uniformidade de regras, ela tende a se multiplicar. E, se todos os detentos passarem a ter conversas não gravadas, o próprio modelo de segurança dos presídios federais poderá ser esvaziado.

O debate que emerge dessa decisão vai além do caso de Daniel Vorcaro. Ele toca em um ponto sensível do sistema de Justiça brasileiro: a necessidade de equilíbrio entre o direito de defesa, que é sagrado em qualquer Estado democrático de direito, e a manutenção de regras claras e iguais para todos.

Se a lei é rígida para uns e flexível para outros, instala-se um sentimento perigoso na sociedade: o de que a justiça pode variar conforme o peso político, econômico ou social de quem está sendo julgado.

Em um país que luta para fortalecer suas instituições e recuperar a confiança da população no sistema judicial, decisões que aparentam criar privilégios precisam ser cuidadosamente explicadas e justificadas. Afinal, a credibilidade da Justiça depende, acima de tudo, da percepção de que ela é aplicada de forma igual para todos — sem exceções seletivas. ⚖️🇧🇷

BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


Um pouco de jornalismo, para variar:

 Um pouco de jornalismo, para variar:

Como a flexibilização de Campos Neto permitiu a infiltração do crime organizado
Como a desregulamentação promovida por Paulo Guedes e Roberto Campos Neto abriu brechas estruturais para a lavagem de dinheiro no Brasil

Por Luis Nassif

Peça 1. O Caso Banco Master: Ponto de Partida:

Investigações do ICL Notícias revelaram que o fundo responsável pela aquisição do Banco Master para Vorcaro teria utilizado recursos do narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin. O caso expõe uma vulnerabilidade sistêmica: a entrada de capital criminoso no mercado financeiro brasileiro por meio de um instrumento criado justamente para modernizá-lo — as contas fiduciárias.

A porta de entrada do crime organizado não foi um esquema artesanal de doleiros. Foi uma estrutura regulatória criada pelo Estado brasileiro.

Peça 2. Contas Fiduciárias: O Instrumento e Suas Fragilidades

Uma conta fiduciária é uma conta bancária em que uma instituição guarda ou administra recursos em nome de terceiros. Embora conceitualmente simples, sua opacidade é estrutural: por definição, o gestor pode sempre alegar que o dinheiro não é seu.

Elas surgiram nos anos 90 no Brasil, tiveram um bom impulso a partir de 2010. E escancarou-se o mercado com a entrada de Roberto Campos Neto. Entre 2019 e 2024 houve a explosão das FIDCs (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e fundos de crédito privado, todos operando através de contas fiduciárias.

Diferencia-se do truste — instrumento do direito anglo-saxão com obrigações legais claras entre instituidor, administrador e beneficiário — por carecer de transparência equivalente sobre o beneficiário econômico final.

Três informações centrais ficam sistematicamente ocultas:

• Quem efetivamente controla o fluxo da conta

• Quem é o beneficiário econômico real

• Se os recebíveis vinculados são reais ou fictícios

Peça 3. A Decisão Regulatória: Fintechs como Justificativa

A flexibilização das contas fiduciárias foi introduzida durante a gestão Guedes-Campos Neto com o objetivo declarado de estimular o ecossistema de fintechs. Na prática, o resultado foi a criação de um sistema de crédito paralelo — o shadow banking — amplo, interconectado e de difícil rastreamento.

Uma das mudanças estruturais foi a criação de dois novos tipos de instituição financeira:

SCD – Sociedade de Crédito Direto
SEP – Sociedade de Empréstimo entre Pessoas
Como essas empresas não possuem balanço grande para emprestar, muitas passaram a usar:

investidores

FIDC

fintech origina crédito

pagamentos entram na conta fiduciária

Ou seja, o fundo financia os empréstimos.

As contas fiduciárias passaram a alimentar FIDCs, securitizações e plataformas digitais, formando um circuito em que recursos podem transitar por contas de passagem e fundos estruturados com baixa exigência de identificação da origem.

No início da expansão das fintechs, as exigências de Compliance e KYC eram significativamente menos rígidas do que nos bancos tradicionais — janela aproveitada pelo crime organizado.

Peça 4. O Precedente Europeu

O modelo não é inédito. Deutsche Bank e Santander utilizaram estruturas fiduciárias semelhantes para captar recursos do tráfico no Leste Europeu. O Panamá Papers documentou que, apenas em 2016, a unidade offshore do Deutsche Bank nas Ilhas Virgens atendeu mais de 900 clientes, movimentando cerca de € 311 milhões.

Posteriormente, o banco foi multado em US$ 150 milhões pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York por permitir que Jeffrey Epstein movimentasse milhões por meio de contas fiduciárias e empresas de fachada — mesmo após ser classificado como cliente de alto risco.

Peça 5. Três Mecanismos de Lavagem

Fragmentação de fluxos

Cada camada adicionada ao circuito torna o rastreamento exponencialmente mais difícil:

→ Empresa de fachada gera recebível fictício

→ Recebível é cedido a um FIDC

→ FIDC deposita em conta fiduciária

→ Pagamento final chega a investidores ou empresas relacionadas com aparência de legitimidade

Legalização via recebíveis

Organização criminosa controla empresa que cria vendas fictícias, gera duplicatas ou recebíveis e os cede a um fundo de investimento. O dinheiro entra no sistema financeiro formal com a aparência de uma transação comercial ordinária, validada contabilmente por um FIDC.

Multiplicação do capital

O capital ilícito é aportado em um FIDC, que o utiliza para conceder empréstimos. Os juros pagos pelos tomadores fazem o capital crescer dentro do sistema regulado. Recursos de origem criminosa convertem-se, progressivamente, em rendimentos financeiros aparentemente legítimos.

Peça 6. A Segregação Patrimonial como Escudo

As contas fiduciárias operam sob segregação patrimonial — o dinheiro dos clientes não se mistura com o patrimônio da instituição. Embora esse mecanismo proteja o investidor comum, o crime organizado o utiliza para ocultar o beneficiário final, depositar recursos em nome de terceiros ou empresas de fachada e realizar a triangulação de capitais.

No caso Master, recursos do narcotráfico foram injetados em fundos administrados por DTVMs — como a Sefer/Foco — que os repassaram como capital para instituições financeiras maiores, com cada intermediário podendo alegar desconhecimento da origem.

7. Conclusão: Uma Herança Regulatória

O caso Banco Master não é um episódio isolado. É o sintoma de uma arquitetura regulatória que priorizou a agilidade do mercado em detrimento de controles efetivos de rastreabilidade. A combinação de contas fiduciárias, FIDCs, securitizações e plataformas digitais criou um sistema de crédito paralelo em que a opacidade é funcional — e explorada.

A flexibilização promovida durante a gestão Guedes-Campos Neto abriu uma janela que substituiu os controles sobre o mercado de trust por um instrumento com menor transparência e menor responsabilização. O crime organizado não precisou forçar a entrada: encontrou a porta aberta.

O mercado financeiro ‘fecha uma porta e abre uma janela’. A conta fiduciária foi a janela aberta em substituição ao trust — com menos controles e mais opacidade. No caso Master, com um agravante: Roberto Campos Neto autorizou a compra do Banco Máxima para uma pessoa, Daniel Vorcaro, que já tinha sido denunciada pela Polícia Federal.


Fonte Jaco - Comentario Tribuna da Internet

Haddad deixa Fazenda para enfrentar Tarcísio em São Paulo, aposta de Lula para 2026

 

Haddad deixa Fazenda para enfrentar Tarcísio em São Paulo, aposta de Lula para 2026

Haddad deixará governo na próxima semana

Vera Magalhães
O Globo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixa o governo na semana que vem e será o candidato de Lula ao governo de São Paulo. A saída está sendo programada para quarta ou quinta-feira da próxima semana.

A decisão sobre a candidatura vinha sendo amadurecida em sucessivas conversas entre o presidente e o ministro, mas a pesquisa Datafolha deste fim de semana, que mostra o petista com bom desempenho para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, praticamente selou a decisão.

PESQUISA – No Datafolha, o petista tem 28% ou 31% no primeiro turno, em diferentes cenários estimulados, contra 44% de Tarcísio nas duas projeções. No segundo turno, ele perde para Tarcísio por 52% a 37%. A expectativa do QG lulista não é vencer em São Paulo, mas “perder de pouco”. Estudos mostram que o fato de Lula ter conseguido vencer na capital paulista em 2022 e obter uma votação maior no Estado que a do próprio Haddad em 2018 foi preponderante para sua vitória sobre Jair Bolsonaro.

Pesaram na definição do ministro como candidato levantamentos qualitativos nos quais sua imagem se mostra preservada diante de duas crises que devem movimentar a campanha: a dos casos de corrupção (Master e INSS) e a de segurança pública. Ainda não está definido se o anúncio da pré-candidatura será feito junto com a saída da Fazenda ou logo em seguida, ou se ficará para mais adiante, junto com o restante da chapa de Lula em São Paulo.

CONFIRMAÇÕES – Pelo arranjo idealizado por Lula, também devem ser confirmadas Marina Silva e Simone Tebet na chapa de Haddad. Resta definir se ambas serão candidatas ao Senado ou se uma das ministras ocupará a vaga de vice na chapa do hoje colega.

Geraldo Alckmin pode tanto ser um coordenador-geral da campanha do PT em São Paulo, caso seja confirmado como vice na chapa de Lula à reeleição, como pode, caso haja aliança com algum outro partido, ser um dos postulantes ao Senado. Mas a chance de ele permanecer como vice “é de 90% hoje”, na projeção de um dos principais articuladores do palanque paulista.


Lava Jato 2.0: Merval Pereira retoma golpismo de 2016 e pede para comandantes militares enquadrarem Lula

 

Lava Jato 2.0: Merval Pereira retoma golpismo de 2016 e pede para comandantes militares enquadrarem Lula

Porta-voz político do clã Marinho, da Globo, Merval convoca comandantes militares contra Lula e faz uma espécie de copywriting de um artigo escrito em 2016, em meio à condução coercitiva determinada por Moro, citando tese do "artigo 142" adotada depois pelos bolsonaristas.

Por: Plinio TeodoroPublicado: 10/03/2026 - às 07h50Atualizado: 10/03/2026 - às 07h52| 6 min de leitura
Merval Pereira e Sergio Moro em evento da Globo
- Sergio Moro e Merval Pereira, do jornal O Globo (Isaac Amorim/MJSP)
07:16
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Porta-voz do clã Marinho, o editorialista Merval Pereira retomou o roteiro do golpe contra Dilma Rousseff em 2016 e fez um espécie de copywriting de um artigo escrito à época para pedir que comandantes militares enquadrem Lula, em uma reedição do que já vem sendo tratado como Lava Jato 2.0, em meio aos vazamentos seletivos de informações para jornalistas do grupo Globo.

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“Os comandantes militares já fizeram chegar ao presidente Lula a seguinte ponderação: ‘Olha, houve o julgamento do 8 de Janeiro e nós não nos metemos. Ninguém reagiu. Vocês condenaram, o Supremo condenou quem eles quiseram. Fizeram tudo e a gente está aqui assumindo essa coisa. Nós queremos saber o que que vai acontecer no Supremo”, disparou Pereira em conversa com Andreia Sadi na Globonews nesta segunda-feira (9).

“E aí o Lula tá conversando com os militares”, emenda o editorialista do clã Marinho, que admite se quer ter confirmação da conversa do presidente com as Forças Armadas sobre o tema. “E não consegui confirmar, mas haveria uma reunião ontem do Lula com os ministros militares exatamente para desanuviar esse clima”, afirmou, com verbo na condicional.

“Pessoas que tiveram com o Lula me disseram que estava muito preocupado com essa situação. Não é ainda insatisfação, não. É só um chamado: nós estamos quieto aqui”, afirmou Pereira, complementado por Octávio Guedes ao lado de Malu Gaspar. “Um salve. Manda um salve”.

Artigo golpista

Na edição desta terça-feira (10), Merval Pereira fez um copywriting de um artigo publicado por ele em 6 de março de 2016, em meio ao levante da Lava Jato contra Lula e do Centrão contra Dilma Roussef, com o sugestivo nome de “Em busca da Saída”.

No artigo atual, o porta-voz político dos Marinho propõe “Estancar a Sangria”, com o mesmo roteiro de 2016: achaques do comando das Forças Armadas.

“A tentativa de estancar a sangria — “com o Supremo, com tudo”, como previa o lobista Romero Jucá e aconteceu na Operação Lava-Jato — faz com que outras instituições, como as Forças Armadas, se inquietem com a possibilidade de que a solução seja varrer para debaixo do tapete os acontecidos e fingir que nada houve de mais grave”, afirma Pereira.

Em seguida, ele tenta jogar a crise que tem o Centrão de Ciro Nogueira, a gestão de Campos Neto no Banco Central e ex-ministros de Bolsonaro na órbita de Daniel Vorcaro e André Esteves em seu epicentro no colo do governo Lula.

“Há uma sensação de que o governo tem culpa nesse cartório e de que o próprio presidente manipula a situação a seu favor”, escreve sobre sensações – e não sobre fatos.

Merval ainda coloca militares como heróis que salvaram o Brasil da tentativa de golpe de Jair Bolsonaro, ignorando a adesão de muitos deles, de alta patente, aos desejos autoritários do ex-presidente.

“Como o Brasil anda calcificado, na definição do cientista político Felipe Nunes, da Quaest, há disparates para todos os lados. Criticar Moraes agora significa apoiar o bolsonarismo. A esquerda resolveu assumir a defesa dos ministros do Supremo, como se a eles fosse dado o privilégio da impunidade, pois salvaram a democracia. Os militares, que desmontaram o golpe pela não adesão aos planos de Bolsonaro, sofreram. Suas maçãs podres foram devidamente julgadas e condenadas, sem que houvesse reação corporativista como a que toma conta dos supremos”, diz, confundindo a defesa da democracia pelo campo progressista como apoio a ministros do STF.

Condução coercitiva de Lula

O roteiro remete ao descrito em 6 de março de 2016, dois dias após Sergio Moro, que comandava a máquina de vazamentos seletivos aos jornalistas da Globo no comando da Lava Jato, determinar a condução coercitiva de Lula para depor na Polícia Federal.

Pereira chega a citar uma máxima de Raul Jungmann, que assumiria o Ministério da Defesa do governo golpista Michel Temer (MDB) mais adiante. Jungmann, que morreu em 18 de janeiro deste ano, assumiu o comando do lobby das mineradoras transnacionais que querem explorar as terras raras no Brasil após se distanciar da política.

“Se a política não resolver a crise, a crise vai resolver a política. Mais que um jogo de palavras que o deputado Raul Jungman gosta de usar, esta é uma constatação que fica mais evidente ainda diante da iniciativa de militares de contatarem na sexta-feira autoridades civis – governadores de Estados estratégicos como Rio e São Paulo, ministros, líderes partidários – para colocarem à disposição tropas em caso de necessidade de garantir a ordem pública, conforme Ricardo Noblat noticiou em seu blog”, disse Pereira, dobrando a aposta contra Dilma.

Em seguida, o “imortal” cita Lula e faz a defesa de um factoide papagueado pelos bolsonaristas em 2022, de que o artigo 142 da Constituição coloca as Forças Armadas como poder moderador.

“Os confrontos entre petistas e seus adversários políticos nas ruas de diversas capitais do país, enquanto Lula depunha na Polícia Federal, insuflados por uma convocação do presidente do PT Rui Falcão, acenderam a luz amarela nas instituições militares, que pelo artigo 142 da Constituição têm a missão de garantir a ordem pública”, escreveu.

O editorialista da Globo ainda diz que “militares de alta patente estão conversando com lideranças civis de diversos setores da sociedade”, mas não estariam “dispostos a uma intervenção, que seria rejeitada pelas forças democráticas”, mas que “se preocupam com a crise e se dispõem a auxiliar as autoridades civis em caso de necessidade”.

“As milícias petistas mobilizadas na confrontação física nas ruas podem transformar o país em uma Venezuela, e quanto mais os fatos descobertos na Operação Lava-Jato forem sendo desvelados, mais a resposta violenta será a única saída”, brada Merval, em um discurso que também seria replicado pela horda bolsonarista.

“O Congresso tem que encontrar rapidamente uma saída constitucional que possibilite a formação de um governo de transição democrática, e o caminho mais viável parece ser o impeachment, já que a presidente Dilma não se mostra capaz de, por si só, articular essa transição, e se revela comprometida cada dia mais com as ações criminosas que a levaram ao governo”, conclui, no mesmo roteiro do golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência para dar lugar ao mesmo grupo político que articula a retomada do poder à força 10 anos depois.

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