terça-feira, setembro 22, 2026
segunda-feira, setembro 21, 2026
Caso Master: conversas citam jantar de Vorcaro com Jair e Flávio Bolsonaro, diz revista
Investigadores relacionam o episódio a apurações sobre o Banco Master e a atuação de interlocutores próximos ao banqueiro
Por JB POLICIA
redacao@jb.com.br
TSE forma maioria para manter suspensa campanha de Deltan Dallagnol ao Senado
TSE forma maioria para manter suspensa campanha de Deltan Dallagnol ao Senado
Floriano Marques proíbe atos até análise de recurso; Toffoli, Estela e Cueva acompanham
Por Ana Pompeu/Folhapress
21/09/2026 às 20:15
Foto: Marco Torelli/Divulgação Novo/Arquivo
O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR)
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) formou maioria nesta segunda-feira (21) para manter suspensa a campanha do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná.
Relator do recurso, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu, no sábado (19), que Dallagnol permanece impedido de realizar atos eleitorais até o julgamento do registro da candidatura. Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva referendaram a liminar. André Mendonça divergiu.
A sessão ocorre em plenário virtual. Os magistrados têm até o fim da noite desta segunda para se manifestar. Faltam votar o presidente Kassio Nunes Marques e Sebastião Reis.
Ao abrir divergência, Mendonça defendeu haver risco de a decisão significar o "fim prematuro da campanha".
"Vislumbro risco de dano inverso e de improvável (quiçá impossível) reparação, haja vista que a decisão ora examinada não apenas cuidou de retirar o acesso aos recursos do FEFC [Fundo Eleitoral], mas impôs o que se pode denominar fim prematuro da campanha, haja vista que o candidato nem mesmo pode pedir voto", disse.
O processo corre sob sigilo em cumprimento à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), segundo a corte.
Em 2023, a corte eleitoral considerou Dallagnol inelegível por entender que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal de forma antecipada para evitar a conclusão de procedimentos disciplinares que poderiam comprometer sua candidatura.
Na ocasião, os ministros concluíram que a conduta configurou fraude, tendo por consequência a inelegibilidade de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
O TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), porém, deferiu o registro de Dallagnol para a disputa de 2026, acolhendo o argumento de que os procedimentos administrativos contra o ex-procurador foram arquivados e não resultaram em punições. Também considerou que a decisão do TSE de 2023 não estabeleceu impedimento automático para a eleição deste ano.
Ao analisar o caso, Floriano de Azevedo Marques apontou indícios de que o TRE-PR contrariou entendimento firmado pelo próprio TSE ao autorizar a candidatura do ex-procurador da República.
O relator afirmou que os desdobramentos posteriores não afastam, por si só, a possível fraude identificada no momento da exoneração.
Para o ministro, a ausência de mudanças relevantes na situação jurídica do candidato recomenda a manutenção do entendimento anterior do tribunal.
A liminar foi concedida a pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), compostas por PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade.
Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Ele foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022.
Ele diz que vai recorrer da decisão e que a medida ocorre em um contexto de proximidade entre o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, pivô de crise em razão de contatos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A defesa cita reportagem de 2023 do jornal Folha de São Paulo sobre a proximidade dos dois e a influência de Moraes na indicação de Floriano ao tribunal.
Advogados dizem ainda que a decisão foi tomada em sigilo, sem oitiva prévia do candidato, e que ainda não tiveram acesso integral ao pedido. Apontam também o que seriam contradições com decisões anteriores do próprio Floriano. Em caso no Paraná, em 2024, ele aplicou entendimento de que dúvida razoável sobre inelegibilidade deve favorecer o direito de ser votado.
Politica Livre
Nos EUA, Lula volta a chamar Trump de imperador e critica ataques à soberania
Nos EUA, Lula volta a chamar Trump de imperador e critica ataques à soberania
Presidente diz que Lei da Reciprocidade ainda pode ser aplicada se diálogo com Washington não solucionar tarifaço
Por Mayara Paixão/Isabella Menon/Folhapress
21/09/2026 às 18:15
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula em encontro com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani
O presidente Lula (PT) voltou a chamar seu homólogo americano, Donald Trump, de "imperador" e a afirmar que, caso não haja avanço na negociação das tarifas impostas por Washington, terá de aplicar a Lei da Reciprocidade e sobretaxar os americanos.
O brasileiro concedeu entrevista nesta segunda-feira (21) ao programa de Christiane Amanpour, da rede CNN, como faz com frequência quando viaja a Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU. Ele também fez críticas aos ataques americanos contra a soberania nacional.
Lula afirmou que Trump "tem o direito de governar os Estados Unidos, mas não direito de governar outros países". "[Trump] não tem direito de impor suas vontades, tem que ter vontade de negociar. Quero respeito e ser respeitado", disse.
O tema também surgiu quando Lula foi questionado sobre a situação na Venezuela, hoje tutelada pelo governo Trump após a captura do ditador Nicolás Maduro em operação americana. "É grave o que os EUA fizeram à Venezuela. A soberania do país acabou. Isso não é bom para os dois países nem para a democracia. Desse modo os EUA são os chefes da Delcy [Rodríguez]".
A líder interina venezuelana, que era vice de Maduro, está em Nova York e se reúne com Trump na terça-feira (22) para uma conversa informal. Não houve pedido de reunião com Lula, segundo a reportagem apurou.
Sobre as tarifas impostas pelos EUA, Lula disse que, em vez de "chorar o leite derramado", buscará novos parceiros comerciais, mas ressaltou suas críticas a Trump. "Ele age como um imperador. É um jeito de governar que eu não concordo. É um jeito de que 'eu sou o mais forte, eu posso fazer tudo e os outros têm que obedecer'", disse.
"Enquanto estamos na mesa de negociação, eu não tenho que aplicar a Lei de Reciprocidade, tenho que ser mais paciente, mas é importante para você saber que, se não tiver um acordo, teremos que aplicá-la", seguiu.
O Brasil voltou a ser alvo de tarifas adicionais dos EUA em julho deste ano. O governo americano impôs uma tarifa de 25% no âmbito de uma investigação sobre práticas brasileiras consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA e outra de 12,5% pela ausência, segundo Washington, de uma proibição efetiva à importação de produtos feitos com trabalho forçado. Com isso, determinados produtos brasileiros passaram a estar sujeitos a sobretaxas adicionais que somam 37,5%.
"Eu acho que as tarifas são baseadas em mentiras, o Brasil tem um déficit com os EUA", afirmou. De fato, no início do chamado tarifaço, Washington argumentou que a balança comercial seria mais favorável ao Brasil do que aos EUA, o que era incorreto.
A âncora da CNN também perguntou ao presidente sobre a iniciativa que Brasil, União Europeia, Canadá e Quênia lançaram recentemente, o P4M —Parceiros pelo Multilateralismo—, um grupo que pretende ampliar alianças internacionais na área, em um momento no qual não apenas o comércio internacional caminha na direção contrária, mas também o sistema ONU, baseado neste princípio, está em crise.
Lula disse que o multilateralismo é fundamental para manter o mundo em harmonia. "O presidente Trump tem uma forte tendencia pelo individualismo, e isso é muito perigoso. O comércio tem de ser balanceado para não haver grandes distorções e um pais ser mais favorecido do que outros".
Às vésperas da eleição, Lula abordou na entrevista muitos dos temas que devem aparecer em seu discurso no púlpito da ONU nesta terça-feira —o Brasil é tradicionalmente sempre o primeiro país a discursar. Também adotou tom eleitoreiro, em aceno à sua base diante de uma disputa páreo a páreo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ele disse que, ainda que preocupado, sabe que vencerá a eleição —as pesquisas não apontam nenhuma margem de vitória confortável. "Ninguém fez mais do que nós em políticas sociais. O que está em disputa no Brasil hoje não são partidos, mas entre ter democracia ou barbarismo. Conservar a natureza ou desmatar. Incluir as pessoas ou abandonar os pobres. Apoiar a cultura ou destruí-la".
Ainda nesta segunda-feira, Lula recebeu o prefeito de Nova York, o socialista democrata Zohran Mamdani, por quem foi chamado de "inspiração", e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, seu aliado.
Politica Livre
Em destaque
Master transferiu R$ 1,44 bilhão em precatórios a empresa ligada a delator de Vorcaro
Publicado em 23 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge de Orlando Pedroso (Canal Meio) Dimitrius...
Mais visitadas
-
O Congresso Nacional se tornou um picadeiro de circo na atual legislatura, em que a política deu lugar à diversão. Por José Brito e Rodolfo...
-
Bilhões em convênios Levantamento do portal Fiscaliza Minas, que busca dados diretamente na base do governo, revela que no período de 14 m...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Hoje foi dia de Renan Santos no JN, BRASEW. Se você nunca parou para escutá-lo, vou resumir: ele propõe ...
-
Pedro Heitor Barros Geraldo A gestão da "Justiça de Proximidade" na França: A análise da política pública judiciária View PDF ▸ ...
-
por Fernando Duarte Foto: Assessoria Governo de Transição O PSL de Jair Bolsonaro é um partido como outro qualquer, ainda qu...
-
Manchetes do Dia Por Redação 30/08/2026 às 06:45 Foto: Divulgação Jornais - A Tarde: Famílias lutam em defesa de pessoas com deficiência ...
-
Arte: Marcelo Chello Assine agora Parece eleição para presidente da República, mas o povo já está fechando conchavos para a eleição das pr...
-
A Corrupção entre o ser e o dever ser (co-authored) Davide Barile 2016, Argumentos - Revista de Filosofia 27 visualizações Ver PDF ▸ S...






















