sábado, abril 25, 2026

Governo avalia recuo na “taxa das blusinhas” e enfrenta resistência do Congresso e da indústria


Consulta por R$ 50 e sem rede fixa: modelo que dá autonomia ao paciente ganha espaço




Formato sem rede credenciada e com liberdade de escolha avança como alternativa à saúde tradicional


Pagar R$50 por uma consulta com especialista e escolher livremente onde será atendido parecem condições incomuns em um sistema de saúde marcado por mensalidades elevadas, redes fechadas e longas esperas. No entanto, esse modelo já começa a ganhar espaço no país, impulsionado pela busca por alternativas mais acessíveis e flexíveis por parte da população.


A proposta rompe com uma lógica tradicional da saúde suplementar: em vez de restringir o paciente a uma rede credenciada, permite que ele escolha o profissional ou a clínica de sua preferência e receba reembolso parcial do valor pago. Na prática, isso tem reduzido o custo final das consultas e ampliado a autonomia do paciente — um movimento que especialistas apontam como tendência no setor.


Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), milhões de brasileiros seguem fora dos planos privados, seja pelo custo ou pela perda de vínculo formal de trabalho. Nesse cenário, soluções intermediárias, que combinam liberdade de escolha e menor custo, começam a ocupar um espaço antes pouco explorado.


Na Bahia, uma das empresas que adotam esse modelo é a Cheque Saúde, que iniciou operação nacional neste mês de abril. A proposta inclui consultas presenciais em rede aberta com coparticipação reduzida, além de telemedicina 24 horas, terapias online e reembolsos digitais para exames e medicamentos.


“A gente inverte a lógica do sistema tradicional. Em vez de o paciente se adaptar à rede, é o modelo que se adapta ao paciente. Ele escolhe onde quer ser atendido e paga um valor acessível, enquanto a empresa cobre parte do custo”, explica o CEO da Cheque Saúde, Jordal Matos, conhecido como Joca.


De acordo com a empresa, o usuário pode realizar consultas em mais de 20 especialidades médicas, pagando cerca de R$50, enquanto o restante do valor — limitado ao plano — é custeado pela operadora. A ausência de rede credenciada fixa também elimina uma das principais queixas dos usuários de planos tradicionais: a limitação de opções de atendimento.


“A liberdade de escolha é um dos pontos mais valorizados hoje. As pessoas não querem mais ficar presas a uma lista de clínicas ou médicos. Elas querem decidir onde e com quem vão se consultar, e isso tem se tornado um diferencial importante”, afirma Matos.


Outro fator que contribui para a adesão ao modelo é a ausência de carências longas, comuns nos planos de saúde. Em alguns formatos, o acesso aos serviços é imediato, o que atende especialmente trabalhadores informais, autônomos e famílias que não conseguem esperar meses por atendimento no sistema público.


Para o CEO da Cheque Saúde, o crescimento desse tipo de solução está diretamente ligado às mudanças no perfil do consumidor. “Existe uma demanda reprimida por atendimento rápido e acessível. Quando você oferece um modelo sem burocracia, com preço claro e liberdade de escolha, a adesão acontece de forma natural”, diz Joca.


Para quem está fora dos planos tradicionais ou enfrenta dificuldades no sistema público, a possibilidade de escolher onde se consultar e pagar menos por isso já começa a deixar de ser exceção e a se tornar uma nova forma de acesso à saúde. 


Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

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Ex-coronéis do 8 de Janeiro selam trégua e evitam acusações mútuas na prisão

Publicado em 25 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Na guerra da escala 6×1: governo age para frear desoneração e evitar rombo fiscal

Publicado em 25 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Planalto tenta investir em debate sobre regra de transição

Clarissa Oliveira
CNN

Depois de a Câmara dos Deputados aprovar, na última quinta-feira (22), o fim da escala 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mobiliza nos bastidores para frear o risco de um impacto fiscal da proposta. A ordem agora é tentar frear a articulação por uma desoneração de impostos para os setores mais impactados pela medida.

O assunto pautou as conversas entre líderes governistas envolvidos na tramitação do projeto. Segundo os relatos feitos à CNN, a ideia é investir prioritariamente no debate sobre uma regra de transição, como forma de aliviar os efeitos da redução da jornada para o empresariado.

COMPENSAÇÃO – Embora admitam que há forte pressão por uma compensação, aliados do presidente Lula dizem que o avanço de uma desoneração poderia tornar “inviável” a redução da jornada de trabalho nos moldes em discussão. Mesmo que o impacto seja adiado com uma regra de transição, afirmam, a mudança daria origem a uma bola de neve com efeitos expressivos sobre o Orçamento nos próximos anos.

A CCJ da Câmara aprovou a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. O relatório do deputado Paulo Azi (União-BA) foi aprovado de maneira simbólica, limitando-se a analisar a admissibilidade da proposta, ou seja, sua adequação à regra constitucional. O debate sobre como viabilizar a redução da jornada ocorrerá agora na comissão especial que vai analisar o tema.

PROTAGONISMO – Embora olhe com preocupação para a discussão de uma compensação da redução da jornada, o governo se diz otimista quanto ao avanço da proposta, que é estratégica para o presidente Lula do ponto de vista eleitoral. A avaliação entre aliados do petista é de que a disputa por protagonismo no projeto é questão superada, uma vez que Planalto e Câmara concordaram na tentativa de fazer andar a PEC.

O projeto de lei do governo que trata do mesmo assunto seguirá na manga, caso haja dificuldade de articular os votos necessários para aprovar uma mudança constitucional. Mas o entendimento na base governista é que o cenário é propício a um acordo com a oposição, dado o efeito eleitoral da medida.


Moraes manda prender ex-diretor da PRF e outros quatro condenados por trama golpista

 

Moraes manda prender ex-diretor da PRF e outros quatro condenados por trama golpista

Julgamento do último núcleo do caso foi concluído em dezembro e envolvidos tentavam questionar trechos da decisão

Por Ana Pompeu/Folhapress

24/04/2026 às 19:15

Foto: Luiz Silveira/STF

Imagem de Moraes manda prender ex-diretor da PRF e outros quatro condenados por trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), oficializou o início do cumprimento da pena dos cinco condenados do núcleo de gerenciamento de ações da trama golpista. O grupo inclui membros do governo Jair Bolsonaro (PL) que tinham cargos estratégicos e integrantes que já estavam em prisões preventivas.

O relator considerou concluída nesta sexta-feira (24) a condenação definitiva dos militares acusados de atuar como o braço operacional da tentativa de golpe. O julgamento terminou em 16 de dezembro do ano passado e os envolvidos tentavam questionar trechos da decisão.

Integram o grupo o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, a quem foi determinada pena de 24 anos e seis meses de prisão, Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência), Marcelo Costa Câmara (ex-assessor da Presidência), Marília Ferreira (ex-integrante do Ministério da Justiça) e Mário Fernandes (ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência).

Ao longo do processo, as defesas dos integrantes do núcleo afirmaram não haver provas suficientes para uma condenação, apontaram inconsistências na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e defenderam que seus clientes não tinham competência para agir de acordo com o que foram acusados.

É neste núcleo que o Supremo julgou as blitze da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022. Inicialmente, as investigações sobre esse tema eram feitas separadamente pela Polícia Federal, mas a PGR decidiu juntar a acusação à ação principal sobre a tentativa de golpe.

O julgamento também tratou da controvérsia acerca da ida aos EUA de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência. A viagem é marcada por versões contraditórias e foi usada pela defesa e por aliados do ex-presidente para contestar o processo.

Martins é acusado de ter apresentado a primeira versão da minuta golpista. O documento continha uma série de "considerandos", como um fundamento técnico e jurídico para a ação. Segundo a denúncia, Bolsonaro pediu edições no texto e, em seguida, apresentou a proposta aos chefes das Forças Armadas.

Eles foram denunciados por cinco crimes: tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

O trânsito em julgado é o encerramento do processo e a partir de quando a pena começa a ser efetivamente cumprida.

Moraes definiu ainda o local de prisão dos demais réus do núcleo principal da trama golpista.

Preso no final do ano passado, o ex-assessor Filipe Martins chegou a passar um tempo no Centro Médico Penal, de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A defesa do ex-assessor afirma que o local tem melhor estrutura e condições de segurança que a cadeia de Ponta Grossa, no interior do Paraná, onde ele foi mantido.

Silvinei Vasques foi preso em 26 de dezembro passado no Paraguai, no aeroporto de Assunção, quando tentava embarcar em voo internacional para El Salvador com um passaporte paraguaio falso. Ele teria rompido a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, e a suspeita é que tenha ido de carro para o Paraguai.

Na mesma data, Moraes decretou a prisão domiciliar de Marília Alencar. Em março, ela passou por uma cirurgia e, desde então, tem feito consultas e exames pós-operatórios. Segundo Moraes, não houve notícia de descumprimento das medidas cautelares impostas.

Já Marcelo Costa Câmara está em prisão preventiva desde junho passado. De acordo com Moraes, o coronel tentou acessar informações sigilosas sobre a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República.

VEJA AS PENAS ESTIPULADAS:

Mario Fernandes: 26 anos e 6 meses, sendo 24 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, e 120 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

Silvinei Vasques: 24 anos e seis meses, sendo 22 anos de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

Marcelo Costa Câmara: 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-mult; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

Filipe Martins: 21 anos, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão com regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 120 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

Marília Alencar: 8 anos e 6 meses de reclusão com regime inicial fechado, além de 40 dias-multa; cada dia-multa equivalente a um salário mínimo

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