sábado, abril 25, 2026

Combustíveis, poder e narrativa: a política econômica no fio da eleição


Charge do Cazo (Correio Braziliense)

Pedro do Coutto

Há momentos em que a economia deixa de ser apenas um campo técnico e se transforma, sem disfarces, em instrumento político. A decisão do governo Lula da Silva de utilizar a receita extra gerada pela exportação de petróleo para aliviar o preço de combustíveis como diesel e gasolina se insere exatamente nesse território.

Trata-se de uma medida que combina lógica fiscal, oportunidade de mercado e, sobretudo, sensibilidade eleitoral. Em um país onde o preço na bomba influencia diretamente o custo de vida — e, por consequência, o humor do eleitor —, qualquer intervenção que reduza esse impacto tende a produzir dividendos políticos quase imediatos.

COMPENSAÇÃO – O raciocínio é simples, mas não trivial. O Brasil consolidou-se como exportador relevante de petróleo, ao mesmo tempo em que ainda depende da importação de derivados. Essa assimetria abre espaço para uma engenharia econômica em que ganhos externos compensam perdas internas.

Ao subsidiar combustíveis com receitas vindas do mercado internacional, o governo busca amortecer a inflação e proteger o consumo doméstico. Não há ilegalidade ou ruptura institucional nesse movimento — pelo contrário, ele se insere dentro das prerrogativas legítimas do Executivo. A questão central não é jurídica, mas política: o timing e os efeitos dessa decisão dialogam diretamente com o calendário eleitoral.

Reduzir o preço do diesel significa aliviar o custo do transporte; baratear a gasolina impacta a percepção imediata do consumidor; mexer nos tributos federais amplia ainda mais esse efeito. O resultado é uma cadeia que vai do bolso do cidadão à urna.

“FORÇA DA CANETA” – Não se trata de determinar o desfecho eleitoral, mas de reconhecer que medidas dessa natureza alteram o ambiente de disputa. A chamada “força da caneta” — expressão recorrente na política brasileira — manifesta-se com clareza quando decisões administrativas reverberam no cotidiano da população.

Esse movimento ocorre em paralelo a um cenário econômico e institucional mais amplo, marcado por tensões e transformações. O caso do Banco Master, por exemplo, segue alimentando debates sobre regulação, transparência e o papel do sistema financeiro.

Declarações de Gilmar Mendes, ao deslocar o foco da crise para o coração do poder econômico na Faria Lima, revelam uma tentativa de reposicionar o debate: menos sobre instituições formais e mais sobre estruturas de influência. Ao mesmo tempo, o embate entre o ministro e o ex-governador Romeu Zema mostra como o conflito institucional pode ser convertido em capital político — especialmente em um ambiente pré-eleitoral.

CRISE DOS CORREIOS – No campo econômico estrutural, outras mudanças silenciosas ajudam a compor o quadro. A crise dos Correios ilustra a transição acelerada para o ambiente digital. A queda no volume de correspondências tradicionais, substituídas por comunicações instantâneas e gratuitas, redefine modelos de negócio e impõe desafios a empresas estatais com estruturas rígidas e custos elevados. É um exemplo claro de como a tecnologia não apenas transforma mercados, mas também pressiona o Estado a se reinventar.

Essa transformação digital também chega ao centro do debate regulatório. O avanço de plataformas como Google levanta discussões sobre uso de conteúdo jornalístico, remuneração e equilíbrio concorrencial. A atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica nesse campo pode se tornar um divisor de águas, não apenas para o setor de mídia, mas para a definição de regras mais amplas sobre poder econômico na era digital.

Enquanto isso, problemas mais antigos seguem à margem da agenda com a mesma gravidade de sempre. A situação da Rodovia BR-393, marcada por abandono, acidentes e perdas humanas, expõe um contraste incômodo: enquanto o debate político se concentra em grandes narrativas — combustíveis, bancos, Supremo —, a infraestrutura básica continua sendo um ponto cego persistente. E esse tipo de negligência também produz efeitos políticos, ainda que menos imediatos e mais difusos.

CUSTOS E BENEFÍCIOS – O que emerge desse conjunto de fatos é um retrato complexo do Brasil pré-eleitoral. De um lado, um governo que utiliza instrumentos econômicos para estabilizar preços e melhorar a percepção popular. De outro, um ambiente institucional tensionado, onde disputas judiciais, financeiras e políticas se entrelaçam. No meio disso tudo, uma sociedade que experimenta, simultaneamente, os benefícios de decisões pontuais e os custos de problemas estruturais não resolvidos.

A eleição que se aproxima não será decidida por um único fator. Mas seria ingênuo ignorar o peso de medidas que afetam diretamente o cotidiano. O preço do combustível, afinal, não é apenas um número — é um termômetro político. E, neste momento, ele está sendo cuidadosamente calibrado.

Conselho de Cultura aprova tombamento da capela centenária em Estância

A decisão reconhece o valor histórico, cultural e religioso da capela localizada na Praia do Saco e amplia os instrumentos de proteção do patrimônio cultural

 

(Foto: redes sociais)

O Conselho Estadual de Cultura de Sergipe, órgão vinculado à Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), aprovou por unanimidade, em reunião extraordinária nesta sexta-feira, 24, o tombamento da Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, localizada na Praia do Saco, em Estância. A decisão reconhece o valor histórico, cultural e religioso da capela e amplia os instrumentos de proteção do patrimônio cultural sergipano.

A sessão foi realizada na Academia Sergipana de Letras, em Aracaju, sob a presidência do conselheiro Pascoal D’Ávila Maynard Júnior. O requerimento de tombamento foi apresentado pela própria Academia Sergipana de Letras, que já vinha se manifestando em defesa da preservação da igreja como marco da formação histórica e religiosa do litoral sul sergipano. Com a decisão, o processo segue para registro no livro de tombo do Conselho Estadual de Cultura, instrumento que formaliza a condição de patrimônio cultural de Sergipe.

A deliberação ocorreu em meio à repercussão da decisão da Justiça Federal que determinou a desmontagem e realocação da igreja para outro ponto da Praia do Saco, por causa da erosão costeira, com a condição de reconstrução em área mais segura, preservando suas características arquitetônicas.

Com o tombamento, qualquer intervenção futura deverá observar diretrizes específicas de preservação definidas pelos órgãos competentes, e o Conselho Estadual de Cultura seguirá acompanhando o caso e colaborando tecnicamente na busca de soluções que garantam a continuidade da igreja como referência da memória coletiva de Sergipe.

Para o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Pascoal Maynard, o bem ultrapassa sua dimensão física, envolvendo significados, práticas religiosas e vínculos comunitários que justificam a adoção de medidas de salvaguarda. “O tombamento estadual não encerra o debate sobre a melhor solução para enfrentar os efeitos da erosão costeira, mas acrescenta uma camada de proteção jurídica e técnica à capela. A partir de agora, qualquer intervenção deverá considerar diretrizes específicas de preservação, de modo a compatibilizar segurança, proteção ambiental e continuidade da igreja como referência da memória coletiva sergipana”, afirmou.

Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem

Localizada na Praia do Saco e erguida originalmente no século 16, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem é uma das mais antigas referências de ocupação religiosa do litoral sul sergipano. Ligada à devoção de navegadores e comunidades pesqueiras, a capela se firmou ao longo dos séculos como ponto de fé, de celebrações tradicionais e de forte apego afetivo para moradores e visitantes da região.

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Nota da Redação Deste Blog - 

EDITORIAL: O Prejuízo de Jeremoabo e a Lição de Sergipe – Até quando seremos Omissos com nossa História?


Por José Montalvão

A notícia que chega da vizinha Estância, em Sergipe, deveria servir como um soco no estômago da sociedade jeremoabense. O Conselho Estadual de Cultura de Sergipe acaba de aprovar o tombamento da capela centenária da Praia do Saco. Diante da ameaça da erosão costeira, a Justiça e o Estado se uniram para garantir que a igreja seja desmontada e reconstruída em local seguro, preservando cada traço de sua arquitetura.

Enquanto em Sergipe a memória coletiva é tratada como um tesouro jurídico e técnico, em Jeremoabo assistimos a um espetáculo de descaso. E não venham aqui apenas apontar o dedo para os prefeitos de plantão. A culpa é de todos. A culpa é, principalmente, de uma população que assiste passivamente à destruição de suas raízes.


1. O Inventário da Nossa Destruição

O que Jeremoabo perdeu ao longo das décadas é um prejuízo insanável e irrecuperável. Onde está o orgulho de uma terra que deixou ruir ou ser demolido o seu DNA histórico?

  • Fazenda Caritá: A casa onde nasceu o Barão de Jeremoabo, um dos personagens mais importantes da política imperial, foi entregue ao abandono.

  • Casarão do Coronel João Sá: Um monumento à nossa arquitetura e poder político que hoje é apenas lembrança.

  • A Primeira Capela e a Primeira Casa: Localizadas no coração da cidade, foram apagadas do mapa pela modernidade mal planejada.

  • O Antigo Mercado Municipal: Onde hoje é a Praça Coronel Antônio Lourenço, tínhamos um marco da nossa economia e convivência, hoje inexistente.

Para completar o quadro de horror, até as nossas riquezas naturais sofrem. A Pedra Furada, nosso principal cartão-postal e ponto turístico, começou a ser desfigurada pela Embasa sem que houvesse um levante popular à altura da agressão.

2. Sergipe nos Envergonha (com Bons Exemplos)

O exemplo da Capela da Praia do Saco mostra o que significa valorizar a história. O presidente do Conselho de Cultura de Sergipe, Pascoal Maynard, foi cirúrgico: "O bem ultrapassa sua dimensão física, envolve significados e vínculos comunitários".

Lá, o tombamento acrescentou uma camada de proteção jurídica. Aqui, a camada que acrescentamos é a do esquecimento e do mato que cresce sobre as ruínas. Por que o povo de Estância consegue se mobilizar e o povo de Jeremoabo não? Será que perdemos o amor-próprio pela nossa terra?


3. Uma Inversão de Valores Perigosa

Estamos diante de uma inversão de valores gritante. Valorizamos o que é passageiro e desprezamos o que é eterno. Uma cidade sem prédios históricos é uma cidade sem alma, é um povo sem identidade, que não sabe de onde veio e, por isso, não sabe para onde vai.

Não adianta reclamar do turismo que não chega, se destruímos os motivos que trariam os turistas. Não adianta falar em cultura, se permitimos que a primeira casa construída na cidade fosse derrubada no silêncio dos covardes.


Conclusão: O Silêncio que Enterra o Passado

A omissão é a forma mais lenta de suicídio de uma civilização. Jeremoabo está arancando as páginas do seu próprio livro e jogando fora. Enquanto Sergipe preserva uma pequena capela contra as forças da natureza (a erosão do mar), nós entregamos nossos palácios e pedras à erosão da ignorância humana.

Fica o alerta: se a população não acordar e começar a exigir a proteção do que resta, em breve seremos uma cidade de concreto sem história, vivendo apenas de contos de quem "ouviu falar" que um dia fomos grandes. Basta de omissão!


Blog de Dede Montalvão: Doendo em quem tiver que doer, mas sempre em defesa da memória e do patrimônio de Jeremoabo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

De quem são nossos dias?

 

De quem são nossos dias?

A resposta à pergunta-título parece óbvia, mas não é bem assim que a banda toca

Por Evanilton Gonçalves | Edição Thiago Domenici


Assisti ao filme “La Grazia”, do italiano Paolo Sorrentino, sobre um presidente em seus últimos deveres de mandato, lidando com questões morais e éticas. Diante de dois casos que envolvem indulto presidencial, a que condenado ele concederá clemência? Assinará, por fim, a lei de eutanásia? E como lidar com a insatisfatória busca pela verdade? São esses os dilemas que acompanham o líder do executivo, um homem viúvo e católico, cuja filha Dorotea o auxilia nas questões jurídicas. É dela, inclusive, a pergunta-chave que dá título a esta crônica: “De quem são nossos dias?”

Essa pergunta me leva a outro filme, “O Africano que Queria Voar”, dirigido por Samantha Biffot. Nele, a diretora gabonesa-francesa nos conta a história de Luc Benza, um menino de nove anos nascido no Gabão que, após assistir a um filme de Kung Fu pela primeira vez no cinema, se encanta e acredita que chineses sabem voar. Ele se mostra obstinado a aprender a milenar arte marcial chinesa. Apesar da oposição inicial da família e da vasta diferença cultural entre Gabão e China, ele economizou dinheiro e conseguiu o apoio necessário para realizar seu sonho improvável. Assim, passou mais de três décadas vivendo na China, treinando, atuando em filmes de luta, enfrentando inúmeros preconceitos, até se se tornar o primeiro mestre negro do Templo Shaolin.

A resposta à pergunta-título parece óbvia, mas não é bem assim que a banda toca. Repare. A carismática personagem Dona Sebastiana, de “O Agente Secreto”, fala com humildade e sabedoria que “A vida tem coisas boas, mas também coisas ruins”. Nos últimos tempos, porém, basta a gente passar os olhos sobre os noticiários para se horrorizar cada vez mais. É como se as notícias ruins fossem infinitas e nos perseguissem em todo lugar. E é como se os absurdos competissem com outros absurdos para ver quem bate o recorde de mais absurdo. Ameaças distantes e outras bem ao nosso lado. Homens feminicidas, atrofiados por discursos retrógrados. Por acaso não leram a crônica “Não as matem”, publicada por Lima Barreto em 1915?! Como não bradar contra essa cultura machista e perversa que adoece a todos? Sim (homens), a apatia não pode ser a totalidade de nossa emoção. Penso nas mulheres da minha vida. Penso na diversidade de mulheres que conheço e desconheço e que habitam e compartilham o tempo de agora. Imagino que a sensação paralisante é quase inevitável perante tanta desgraça, assim como o pavor e o medo. Que tipo de vida se pode ter quando se é submetido ao constante modo de sobrevivência?

Sim, a vida continua tendo coisas boas a nos oferecer. Sim, é preciso pensar em ações concretas que estejam ao nosso alcance para combater o horror multifacetado. Um ditado popular brasileiro nos diz que é conversando que a gente se entende. É preciso ir além, lutar e cobrar responsabilização para acabar com o ódio e o preconceito estrutural contra as mulheres. A convicção de que há muitas esperanças vem das vozes até então subalternas, que se erguem sobre os escombros construídos por homens vis. Atravessando a devastação, essas vozes marginalizadas ocupam espaços para compartilhar saberes milenares com toda a sociedade. Lembro, como bem disse Seu Zé Maia numa crônica de Adelaide Ivánova: “Tudo que é vivo quer viver”.

Sigo acreditando na força da palavra, das lutas coletivas e do cinema como propulsores de sonhos e da construção de um mundo em que sejamos todos verdadeiramente donos de nossos próprios dias.

Mais Crônica de Sábado:

Como é o cérebro de uma toupeira cega?

 

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Arte: Marcelo Chello

Finalmente chegou aquele dia aleatório do mês que vocês amam: do jornalismo declaratório seguido de reacts!!!!! E hoje está especialmente bom. Tem até o Nikolas chamando o Jair Renan de cérebro de toupeira cega. Como é o cérebro de uma toupeira cega?

Direita se pegando

“Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega.”

Essa foi mais uma treta do Nikolas Ferreira (gente, quase escrevi Maduro) com os filhos de Bolsonaro, dessa vez com Jair Renan. Nem consegui entender qual foi a treta, mas achei bom. Gostamos de fogo no parquinho na sexta-feira. O Jair Renan, ofendido, respondeu compartilhando comentários alheios que dizem que Nikolas passou o Dudu para trás, deu um chega pra lá em Jair Bolsonaro, que mendigava atenção e que hoje faz frescura para apoiar o filho do cara que deu projeção política a ele. Uma reação à moda toupeira.

O Gilmar se perdendo

“Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não o entende, não é? É? Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. Mas é, de qualquer forma, naquilo que foi inteligível, é importante que a procuradoria, a polícia federal e o próprio ministro Alexandre aprecie.”

Esse foi Gilmar Mendes em mais uma entrevista, dessa vez à TV Record, falando do sotaque mineiro do Romeu Zema. (Não disse que falava mais do que o homem da cobra?) O supremo Gilmar fala tão bonito que vendo assim nem parece que foi o comentário mais quinta série possível, né? Esse é o argumento contra o Zema? Really?

“A liberdade de expressão, em uma democracia de verdade, dá a qualquer pessoa o direito de criticar e expressar a sua indignação contra qualquer homem público, seja ele agente público ou político. Eu sou um agente político. Eu sou um democrata. Meu dever é aguentar qualquer tipo de crítica, inclusive essa que tira sarro do meu sotaque, do qual muito me orgulho.”

Zema dando uma de democrata e mostrando como se faz um tétum!

“Se começarmos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão, é só isso, é isso que precisa ser avaliado.”

Esse foi o Gilmar, que já noticiamos ontem, dizendo que ser gay é uma ofensa.

“Gilmar, estou achando isso uma vergonha. Você pode mandar fazer um boneco meu de homossexual, de ladrão ou do que bem entender. Pode me satirizar à vontade. O que você não pode fazer é comparar homossexual com ladrão. Sério que você acha que é a mesma coisa chamar alguém de homossexual ou de ladrão? Aí você mostrou o seu mais puro preconceito para o Brasil.”

Esse foi o Zema de novo mostrando o tétum para o supremo Gilmar.

“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo.”

A essas alturas lá alguém quer saber o que está certo no argumento do digníssimo ministro que quer proibir piadas?

“Nós temos ali dois ministros que sabemos nitidamente que se associaram com o maior criminoso do Brasil, que é o fundador e controlador do Banco Master. Foram tomar uísque juntos, voaram no jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos, vamos deixar bem claro.”

Zema também reiterando o que está certo.

O chapéu

“O importante é se vai atrapalhar o dia a dia da campanha. Não vai. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu.”

Esse foi Kalil, o médico de Lula, depois dos procedimentos que fez hoje no Sírio Libanês. Lula tratou de um tipo de câncer de pele.

O Rio

“O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deve ser mantido no exercício do cargo de governador do estado até nova deliberação daquele órgão.”

Zanin, ministro supremo, reiterando uma decisão que já tinha sido tomada, mas que Douglas Ruas queria tentar derrubar. Ruas é o novo presidente da Alerj e queria tomar posse no lugar do desembargador que está no cargo até o Supremo decidir o que vai decidir.

Programado para falar besteira

“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira. Elas são programadas para causar confusão.”

Esse foi o enviado especial do Donald Trump para assuntos globais falando de sua ex-esposa, que é brasileira e o acusa de violência doméstica.

Gleisi rebatendo

“Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele. Respeite as mulheres, respeite as brasileiras! No Brasil você não é bem-vindo!”

Essa foi a Gleisi Hoffmann perdendo tempo com o tal Paolo.

Pelotão de Fuzilamento

“Os métodos adicionais de execução que o BOP deveria considerar adotar incluem o pelotão de fuzilamento, a eletrocussão e o gás letal.”

Esse foi trecho do relatório do Escritório Federal de Prisões (BOP, na sigla em inglês), do Departamento de Justiça americano, defendendo a volta do pelotão de fuzilamento. Que beleza!

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”

Não resisti em citar a melhor abertura de livro ever de todos os tempos.

E eu decidi pedir uma pizza, BRASEW.

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