quarta-feira, abril 22, 2026

Moradores bloqueiam BR-235 em manifestação após falta de água em Aracaju

 As equipes policiais estiveram no local, o trânsito foi liberado e a interdição foi desfeita após negociações com a Polícia Militar

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Moradores bloquearam a BR-235, na entrada de Aracaju, em manifestação diante da falta de água registrada na capital. A interdição da rodovia ocorreu na manhã desta segunda-feira, 22.

Imagens da manifestação repercutiram nas redes sociais, mostrando o momento da ação dos moradores, que queimaram pneus na rodovia. Segundo relatos, os manifestantes pediam negociações com representantes da Iguá Sergipe, responsável pelo abastecimento de água.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as equipes estiveram no local e a interdição foi desfeita após negociações com a Polícia Militar (PMSE). O trânsito na região já foi liberado e segue normalmente.

O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) também foi acionado e auxiliou combatendo o incêndio causado pelos manifestantes, que incendiaram pneus e madeiras para bloquear a rodovia. No local, a guarnição realizou o combate às chamas para eliminar os focos de incêndio e, em seguida, executou o rescaldo, garantindo a segurança da área e contribuindo para a liberação da via.

Falta de água

Em nota, a Iguá Sergipe informou que a falta de água foi registrada em 16 localidades da capital após um vazamento na adutora que abastece a Estação Elevatória de Água Tratada 3 (EEAT 3), em uma tubulação de 800 mm.

A previsão é de que o reparo seja concluído até as 12h desta quarta-feira, 22, com a normalização do abastecimento ocorrendo de forma gradual.

por Carol Mundim

Foto e vídeo: CBMSE

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Nota da Redação Deste Blog -


EDITORIAL: Saudosismo e Sede – O "Novo Normal" do Desabastecimento em Aracaju


Por José Montalvão 

Diz o ditado popular que a gente só dá valor ao que tem quando perde. Hoje, o aracajuano olha para o passado e suspira: éramos felizes com a antiga gestão do abastecimento e não sabíamos. Com a chegada da empresa Iguá, a promessa de modernidade e eficiência parece ter escorrido pelo ralo, dando lugar a uma realidade seca e revoltante. A falta d'água, antes uma exceção, tornou-se o "novo normal" na capital sergipana.

Nesta segunda-feira, 22 de abril, o desespero de quem abre a torneira e só ouve o barulho do vácuo transbordou para as ruas.


1. O Grito de Socorro na BR-235

O bloqueio da BR-235, logo na entrada de Aracaju, foi o ápice de uma paciência que chegou ao limite. Pneus queimados, fumaça negra e o trânsito interrompido não foram atos de vandalismo gratuito, mas um grito de socorro de moradores que não aguentam mais a humilhação de passar dias sem o básico para a higiene e sobrevivência.

Os manifestantes não queriam apenas "queimar borracha"; queriam ser ouvidos pela Iguá Sergipe. Queriam o respeito que o contrato de concessão exige e que o pagamento das faturas deveria garantir.

2. Notas que Explicam, mas não Justificam

A Iguá emitiu uma nota oficial informando que o vazamento em uma adutora de 800 mm na Estação Elevatória de Água Tratada 3 (EEAT 3) afetou 16 localidades da capital. A previsão de conclusão é para o meio-dia desta quarta-feira, com normalização "gradual".

Para o cidadão que está com a louça acumulada, o banheiro sem condições de uso e os filhos sem banho, essa nota é papel seco. Explicar o problema técnico é obrigação, mas não justifica a recorrência. Onde está a manutenção preventiva? Por que Aracaju se tornou tão vulnerável a qualquer rompimento de tubulação? Uma empresa que assume o saneamento de uma capital precisa ter planos de contingência rápidos, e não deixar o povo à mercê da "gradualidade" de um serviço essencial.


3. A Gestão Privada sob Suspeita

A promessa da privatização ou das parcerias com empresas como a Iguá era a de que o investimento privado traria agilidade. O que vemos, por enquanto, é uma queda brusca na qualidade do atendimento. Se o sistema antigo tinha falhas, ele ao menos mantinha uma regularidade que hoje parece um sonho distante.

O "lucro" não pode vir antes do "fluxo". Se a empresa não consegue garantir a água na torneira, ela está falhando no seu propósito básico. O povo de Aracaju paga caro, e paga em dia. Receber ar no lugar de água é um estelionato social.


Conclusão: O Povo não é Invisível

A interdição da BR-235 é um aviso: o aracajuano não vai aceitar o desabastecimento como destino. A Iguá Sergipe precisa entender que lidar com saneamento é lidar com a dignidade das pessoas.

Enquanto a água não volta, a pressão popular deve continuar. A prefeitura e os órgãos de fiscalização precisam sair da inércia e cobrar multas pesadas e soluções definitivas. Ou a Iguá mostra a que veio, ou a sede de justiça do povo vai continuar parando as rodovias. Aracaju tem sede de respeito!


Blog de Dede Montalvão: Fiscalizando o descaso, dando voz ao povo e cobrando o que é de direito.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Oposição protocolará novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes após ação contra Zema


Sistema S gera hoje no Brasil 7 empregos em cada 10, afirma José Roberto Tadros


 Tributação mais leve do consumo - a chave para o  crescimento - The Winners - Prime Leaders Magazine

Tadros dá destaque à importância da iniciativa privada

Vicente Limongi Netto

Primoroso artigo do presidente do sistema Confederação Brasileira do Comércio, Sesc e Senac, José Roberto Tadros, no Correio Braziliense desta segunda-feira (20/04), salientando a importância do “Sistema S, uma mobilização que integra o Brasil”. 

O líder empresarial destacou o vitorioso sistema da iniciativa privada que opera em sintonia com o Brasil. Há mais de 60 anos, Sesc e Senac participam do desenvolvimento econômico, educacional e cultural do país. 

Tadros enfatizou que o sistema S é responsável por empregar 7 em cada 10 brasileiros com carteira assinada. E assinalou: “É uma engrenagem que não conhece o repouso, operando 24 horas por dia, para garantir que a sociedade brasileira tenha acesso ao consumo, ao lazer e ao suporte essencial para a vida moderna”. 

ÀS ESCURAS – A iluminação pública do Distrito Federal foi trocada. Poderia ser um avanço. Mas o que se vê, na prática, é mais um retrato de má gestão, com serviço de baixa qualidade, manutenção falha e um rastro de problemas em todas as regiões administrativas.

A população paga, e paga caro. Iluminação pública não é favor, é
dever. E mais do que isso, é uma das bases da segurança pública. Quando falta luz, sobra espaço para o crime.

Na Asa Norte e em diversas outras regiões, a realidade é a mesma: ruas escuras, lâmpadas piscando e criminosos agindo sem qualquer constrangimento. O Estado simplesmente não está presente onde deveria.

ERRO ESTRUTURAL – E o absurdo se agrava, já há instalação de lâmpadas de LED com defeito. Ou seja, o erro não é pontual, é estrutural. Falta controle, falta fiscalização e sobra descaso com o dinheiro público.

Mas é preciso ser claro, a responsabilidade é do Governo do Distrito Federal. É o GDF quem gere a CEB IPES, quem contrata, quem fiscaliza, ou deveria fiscalizar. Quando o serviço falha, não é “o sistema”, não é “a empresa”, foi o governo que falhou.

A omissão diante desse cenário não é apenas incompetência administrativa, é responsabilidade política direta. Quem governa não pode terceirizar a culpa junto com o serviço. 

PAGANDO CARO – Enquanto isso, o cidadão segue pagando para viver no escuro,
exposto e inseguro. E quem agradece é a criminalidade, que encontra na ausência do Estado o ambiente ideal para prosperar.

Brasília hoje não enfrenta apenas um problema de iluminação pública. É uma questão de comando, de gestão e de responsabilidade. E isso tem endereço certo.

MENSAGEM – Para terminar, uma mensagem sintética do grande acadêmico Ignacio de Loyola Brandão:

Limongi prezado,

De longe te apoio, digo o mesmo. E esses podres que vão visitar o Bananinha e o Ramagem? Crime de Lesa pátria ou não?

Abs. Ignacio
(Sob o sol de Minas Gerais)


Moraes limita uso do Coaf e protege investigações passadas no STF

Publicado em 22 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Expulsão de delegado federal mostra que Ramagem deverá receber o asilo político

Publicado em 22 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

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Delegado armou a prisão de Ramagem e se deu mal

Deu no 247

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental da Casa Branca, dos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (20) a expulsão do país de um funcionário brasileiro, que, segundo o comunicado, teria ‘manipulado’ o sistema de imigração para driblar pedidos de extradição e promover uma ‘caça às bruxas’ nos EUA. O órgão é ligado ao Departamento de Estado dos EUA.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, disse a publicação oficial na rede social X. O tuíte foi repostado pela conta oficial da embaixada dos EUA no Brasil.

OFICIAL DE LIGAÇÃO – Mais cedo, o Metrópoles informou que tratava-se do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão do ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem. Ivo exerce a função de oficial de ligação da PF junto ao ICE, órgão de repressão à imigração nos EUA.

Ramagem foi preso nos EUA no último dia 13 e posteriormente solto, no último dia 15. À época de sua prisão, a PF informou em nota que ela foi decorrente de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA.

Ramagem, que fugiu para os EUA, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, isso significa que Ramagem não será expulso do país e terá aceitação de seu visto de permanência como asilado político. Sua condenação no Brasil foi perseguição pura e simples, pois ele deixou o governo Bolsonaro e foi morar no Rio em abril de 2002. Portanto, não poderia ter participada das articulações do golpe, pois estava a mil quilômetros de distância de Brasília, onde atuava o grupo conspirador liderado por Jair Bolsonaro e Braga Neto. O resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)


Receita Federal desmente fake news sobre fiscalização do Pix

 Sistemas Harpia e T-Rex citados nas peças de desinformação não existem

(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

É falsa a informação que circula nas redes sociais na notícia “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”, de que a Receita Federal rastrearia movimentações de Pix e notificaria contribuintes por conta disso.

Em nota oficial, a Receita esclarece que não realiza rastreamento de transações individuais nem envia notificações com base em movimentações financeiras.

O órgão também desmentiu a existência de supostos sistemas citados nas mensagens, como “Harpia” e “T-Rex”. Segundo a Receita, essas ferramentas não existem ou não têm qualquer relação com monitoramento de pessoas físicas.

A instituição reforça ainda que movimentação financeira não é sinônimo de renda ou lucro, e, portanto, não pode ser usada isoladamente como base para cobrança ou fiscalização.

Outro ponto importante: a Receita não recebe dados detalhados sobre transações individuais nem identifica o meio de pagamento utilizado, como Pix, transferência ou depósito.

De acordo com o órgão, esse tipo de desinformação costuma gerar insegurança na população e pode favorecer golpes e interesses de organizações criminosas.

A orientação é sempre buscar informações em canais oficiais antes de compartilhar conteúdos sobre impostos, fiscalização ou uso do Pix.

Fonte: Agência Gov 

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terça-feira, abril 21, 2026

Lula, as agruras do Supremo e o peso silencioso da opinião pública


Lula começa a recalibrar sua posição diante de uma crise

Pedro do Coutto

A política brasileira raramente se move apenas por convicções — quase sempre é guiada por termômetros mais sensíveis e menos visíveis. Um deles, talvez o mais decisivo em ano eleitoral, é a percepção difusa da opinião pública.

É nesse terreno instável que o governo de Lula da Silva começa a recalibrar sua posição diante de uma crise que não controla, mas que pode lhe custar caro: o desgaste do Supremo Tribunal Federal.

MOVIMENTO SILENCIOSO – Reportagens de O Globo e análises paralelas de institutos de pesquisa revelam um movimento silencioso, porém estratégico: o Palácio do Planalto busca se descolar de qualquer associação direta com decisões ou controvérsias que envolvam a Corte. Não se trata de ruptura institucional — algo impensável no atual arranjo democrático —, mas de um reposicionamento narrativo.

A razão é simples, embora politicamente delicada. A crise envolvendo o chamado “caso Master”, somada a episódios que atingem a imagem de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, começa a contaminar o ambiente político mais amplo. Ainda que os fatos não estejam diretamente ligados ao governo, a percepção pública tende a operar por associação — e é exatamente isso que preocupa o núcleo político de Lula.

Os dados disponíveis são menos conclusivos do que reveladores. Há um grau elevado de desinformação ou desconhecimento: parcelas significativas da população simplesmente não sabem opinar sobre o tema. Esse vazio, longe de ser neutro, é perigoso. Ele abre espaço para narrativas concorrentes — muitas vezes simplificadas ou distorcidas — que podem atribuir responsabilidades de forma imprecisa.

CONEXÕES – Ainda assim, alguns padrões emergem. Uma parte relevante dos entrevistados associa problemas no Judiciário a governos anteriores, especialmente ao período de Jair Bolsonaro. Mas há também um contingente expressivo que já começa a enxergar conexões com o presente. Mais importante do que os percentuais específicos é o sinal político: o tema entrou no radar do eleitor.

Diante disso, o Partido dos Trabalhadores prepara uma resposta que mistura formulação programática e estratégia eleitoral. No seu novo programa — a ser apresentado no congresso da legenda — surge a proposta de uma reforma do Judiciário, com foco em códigos de ética, normas de conduta e maior transparência nas cortes superiores.

A iniciativa carrega uma ambiguidade calculada. Por um lado, permite ao partido reconhecer problemas institucionais sem confrontar diretamente o STF. Por outro, sinaliza à sociedade que há disposição para mudanças — uma tentativa de ocupar o espaço crítico antes que ele seja monopolizado pela oposição.

FORMULADOR ESTRATÉGICO – A coordenação desse novo programa por José Dirceu não é um detalhe menor. Personagem central em um dos maiores escândalos políticos do país, Dirceu reaparece como formulador estratégico, defendendo publicamente reformas no Supremo. Sua presença adiciona complexidade ao discurso petista: ao mesmo tempo em que reforça a experiência política, também reativa memórias sensíveis no eleitorado.

Enquanto isso, o pano de fundo institucional agrava o quadro. Órgãos de controle enfrentam fragilidades evidentes. A Comissão de Valores Mobiliários, por exemplo, atravessa um período de inércia preocupante, sem liderança efetiva e com baixa capacidade de resposta. Em qualquer democracia funcional, esse tipo de vazio regulatório tende a produzir efeitos previsíveis: redução da fiscalização e aumento do risco de práticas irregulares.

Esse cenário reforça uma percepção mais ampla, apontada por especialistas e organismos internacionais: a credibilidade das instituições não depende apenas de sua autonomia formal, mas da sua capacidade concreta de მოქმედação. Quando essa capacidade falha, a confiança pública se deteriora — e, com ela, a estabilidade política.

DESGASTE – É nesse ponto que o cálculo do governo se revela mais nítido. Ao adotar uma postura de distanciamento, Lula tenta evitar que o desgaste institucional se transforme em desgaste eleitoral. Não se trata de negar a importância do STF, mas de reconhecer que sua defesa irrestrita, neste momento, pode ser politicamente tóxica.

O risco, porém, é evidente. Ao se afastar demais, o governo pode alimentar a percepção de oportunismo ou fragilidade. Ao se aproximar, corre o risco oposto: ser arrastado por uma crise que não controla. Entre esses dois polos, constrói-se uma estratégia de equilíbrio — instável, mas necessária.

O episódio expõe uma verdade recorrente na política brasileira: crises institucionais raramente ficam confinadas às instituições. Elas transbordam, contaminam narrativas e, sobretudo, moldam eleições. Lula parece ter compreendido isso — resta saber se o eleitor compreenderá da mesma forma.


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