domingo, abril 19, 2026

67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras, e 21%, parcela em atraso, segundo Datafolha

 

67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras, e 21%, parcela em atraso, segundo Datafolha

Por Maeli Prado e Júlia Moura/Folhapress

19/04/2026 às 06:57

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

Imagem de 67% dos brasileiros dizem ter dívidas financeiras, e 21%, parcela em atraso, segundo Datafolha

O hábito de pagar a fatura de um cartão com o limite de outro sempre ou frequentemente foi apontado por 5% dos usuários de cartão, e 10% o fazem às vezes

Dois em cada três brasileiros dizem ter dívidas financeiras, como empréstimos, segundo pesquisa Datafolha.

Os dados também mostram que um a cada cinco brasileiros (21%) diz estar com dívidas financeiras atrasadas. Entre quem pegou dinheiro emprestado de amigos e familiares, 41% estão devendo. A inadimplência no cartão de crédito parcelado foi citada por 29% de quem tem essa dívida, seguida por empréstimos em banco (26%) e carnês de lojas (25%).

Dos entrevistados, 27% disseram que utilizam o crédito rotativo com diferentes graus de frequência. O rotativo é uma modalidade de crédito acionada automaticamente quando se paga apenas o valor mínimo da fatura do cartão, parcelando o restante com juros. Os que afirmam fazer isso com alta frequência somam 5% e os que usam o rotativo às vezes ou raramente são 22%.

O rotativo é a linha mais cara do mercado, com juros mensais de 14,9% em média, segundo dados do Banco Central, limitados a uma cobrança de juro anual de 100%. Desde 2024, está em vigor a norma que limita a dívida no cartão de crédito ao dobro do montante original.

"A inclusão financeira dos últimos anos e o aumento dos juros bancários acabaram elevando muito o comprometimento de renda e a própria inadimplência", afirma Isabela Tavares, economista da Tendências Consultoria.

O levantamento investigou ainda a inadimplência em contas de consumo e serviços. Entre os ouvidos, 28% afirmam que estão em atraso com elas. Os tipos de contas em atraso mais citados são de telefone/celular/internet (12% dos inadimplentes), IPTU, IPVA e carnê-leão (12%), luz (11%) e água (9%).

O tema do endividamento entrou na campanha eleitoral deste ano, e o governo Lula tem feito uma série de anúncios de medidas sobre o assunto, incluindo um programa de renegociação de dívidas e saques extraordinários do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 117 municípios do Brasil nos dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo, dentro do nível de confiança de 95%.

A pesquisa também mostra que os brasileiros se sentem apertados financeiramente. O Datafolha calculou um índice de aperto financeiro ao pedir para os entrevistados apontarem oito diferentes tipos de restrição no orçamento nos últimos meses, como reduções de consumo, falta de pagamento de dívidas e mudanças de hábitos.

Dependendo da quantidade de diferentes tipos de contenção de gastos, os ouvidos foram classificados em diferentes índices de situação financeira: severa (sete ou oito itens com restrições), apertada (cinco ou seis), moderada (dois, três ou quatro itens) e isentos ou leves (nenhum ou um item assinalado).

A conclusão foi que 27% vivem em situação financeira apertada e 18% em condições severas, somando 45%. Já os que se enquadram na categoria moderada representam 36% do total, e aqueles classificados como isentos ou leves somam 19%.

Para enfrentar essa situação, 64% dos entrevistados disseram que cortaram gastos com lazer, 60% reduziram a quantidade de vezes que comem fora de casa, 60% trocaram marcas por outras mais baratas e 52% contaram ter reduzido a quantidade de alimentos comprados.

Além disso, 50% afirmam que reduziram o consumo de água, luz e gás, 40% deixaram de pagar alguma conta, 38% deixaram de pagar dívidas e 38% reduziram a compra de remédios.

Quando questionados de forma espontânea sobre o seu principal problema pessoal hoje, os brasileiros apontam aspectos financeiros, o que inclui falta de dinheiro/renda, endividamento, custo de vida, salário baixo e previdência como as principais preocupações (somando 37% dos ouvidos).

Dentro desse conjunto, a resposta mais frequente foi "questões financeiras/falta de dinheiro/renda", indicada por 27% dos entrevistados, seguida por "endividamento (empréstimos, contas, aluguel)", com 5%, e "custo de vida/inflação/impostos", com 2%.

Os demais temas mais citados foram saúde (18%), questões relacionadas ao trabalho (8%) e relacionamentos familiares e pessoais (5%), além de falta de tempo e frustração pessoal (3%) e problemas sociais do país (2%), entre outros. A parcela dos que dizem não ter problemas é de 14%.

De acordo com o Datafolha, 57% dos brasileiros afirmam usar cartão de crédito. Nesse universo, 13% dizem parcelar compras do supermercado no crédito sempre ou frequentemente, e 4% o fazem com contas de água e luz.

O hábito de pagar a fatura de um cartão com o limite de outro sempre ou frequentemente foi apontado por 5% dos usuários de cartão, e 10% o fazem às vezes.

Tavares, da Tendências, aponta que houve um aumento no uso do crédito nos últimos anos. "Mas os juros começaram a subir no mesmo momento. Isso, somado aos preços em alta dos alimentos, fez as pessoas recorrerem mais a modalidades de crédito emergenciais."

A pesquisa questionou os entrevistados também sobre como avaliam determinados comportamentos financeiros. Entre os ouvidos, 68% concordam com a afirmação de que as ofertas de crédito pelo celular ou pela internet facilitam muito o endividamento por impulso. Mais da metade (51%) expressaram concordância total com a afirmação de que é difícil viver sem usar o cartão de crédito para fechar as contas do mês.

Segundo Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas) e professor da FGV EAESP, a maior oferta de crédito com a abertura do mercado é um dos fatores que explicam o alto endividamento.

Os demais incluem o cenário macroeconômico, com uma taxa básica de juros a 14,75% ao ano e inflação de 4,14% nos últimos 12 meses e a falta de educação financeira.

Quando o assunto é planejamento financeiro, 44% dos brasileiros afirmam fazer um orçamento detalhado e saber tudo que gastam com cada despesa, enquanto 32% têm algum tipo de controle mas não sabem todos os seus gastos. Quase um quarto (23%), porém, declara não fazer nenhum tipo de controle de gastos.

A maioria dos entrevistados (66%) disse não ter uma reserva financeira. Entre os que têm, 12% afirmam que as economias suportam menos de três meses de contas. Outros 10% conseguem se manter por três a seis meses em caso de desemprego ou invalidez apenas com os investimentos.

A pesquisa também perguntou como os brasileiros se sentem em relação à situação financeira do Brasil, e metade (49%) dos ouvidos afirmaram que se sentem mal ou muito mal.

"Se a dívida está consumindo uma parcela significativa da renda, mesmo a renda tendo evoluído positivamente, isso pode significar uma queda em termos de sensação de bem-estar, que tem efeitos eleitorais. Não estamos num momento de crise de crédito, estamos num momento em que existe uma sensação de piora no bem-estar por conta do endividamento", diz Gonzalez, da FGV

Politica Livre

Lula tratará Flávio como submisso a Trump; senador atacará fraqueza petista na economia e segurança

 

Lula tratará Flávio como submisso a Trump; senador atacará fraqueza petista na economia e segurança

Por Gabriel de Sousa e Naomi Matsui/Estadão Conteúdo

19/04/2026 às 07:36

Atualizado em 19/04/2026 às 07:36

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Lula tratará Flávio como submisso a Trump; senador atacará fraqueza petista na economia e segurança

O presidente Lula

Liderando as pesquisas de intenção de voto até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) já possuem na cabeça as principais estratégias que vão usar um contra o outro durante a campanha eleitoral. Enquanto o petista deve intensificar a classificação de Flávio como ‘subserviente’ ao governo de Donald Trump e como um parlamentar improdutivo, o filho de Jair Bolsonaro tem canalizado as críticas ao presidente nas atuações do governo em áreas como economia, segurança pública e combate à corrupção.

Atualmente, os levantamentos dos principais institutos apontam, para o segundo turno, um empate técnico entre os dois, que possuem grande vantagem sobre os demais candidatos no primeiro turno. Os levantamentos, porém, mostram crescimento de Flávio Bolsonaro, que tinha desvantagem expressiva quando foi escolhido como pré-candidato pelo pai e conseguiu igualar as ações e aparecer inclusive numericamente à frente na maior parte das pesquisas sobre o segundo turno.

As estratégias de Lula contra Flávio

Aliados do presidente apontam que um dos focos será mostrar o adversário como um agente político que agiria de acordo com os interesses dos Estados Unidos caso seja eleito presidente.

Desde que os EUA aplicaram sanções contra autoridades brasileiras e impuseram uma tarifa de 50% sobre produtos nacionais, Lula passou a adotar a retórica de que seu governo defende a soberania do Brasil diante de ameaças externas. Até o slogan do mandato foi modificado, passando de “Governo federal - união e reconstrução” para “Governo do Brasil - do lado do povo brasileiro”, com o objetivo de capitalizar a postura combativa do Palácio do Planalto em relação à Casa Branca.

Nas palavras de um integrante da pré-campanha de Lula, o presidente buscou afirmar, em 2022, que a eleição do bolsonarismo traria riscos internos à independência das instituições. Neste ano, o discurso deve se repetir, mas agora os perigos apontados pelo petista teriam origem estrangeira, com Flávio sendo enquadrado como subserviente a Trump.

Uma mostra de como serão as manifestações públicas de Lula contra Flávio foi observada na última reunião ministerial do governo, realizada no fim do mês passado. Segundo auxiliares, Lula disse que o senador iria “entregar o Brasil para os EUA” e que ele é um “traidor da pátria”.  

A análise do QG petista sobre a importância de relacionar Flávio ao presidente americano Donald Trump, baseia-se em pesquisas como a da Genial/Quaest, publicada no mês passado, que mostrou que um eventual apoio de Trump ao senador aumentaria em 32% as chances de voto em Lula, em 19% em um nome de terceira via e em 28% no próprio senador. Outros 33% afirmaram que escolheriam um candidato alternativo.

Além disso, a campanha focará em mostrar que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 23 anos como deputado estadual e senador, não teve uma lei de destaque de sua autoria. Uma resolução política do PT aprovada no mês passado - isto é, um documento que orienta os rumos do partido - afirma que o senador passou oito anos no Senado sem apresentar projetos voltados ao desenvolvimento do País. A trajetória dele entre 2003 e 2018 como deputado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) também será apontada como inexpressiva por Lula e seus aliados.

A campanha do presidente também quer que Lula passe a relacionar, com frequência, Flávio ao pai. A ideia é associar a gestão anterior ao senador, transmitindo ao eleitorado a percepção de que um eventual mandato dele seria uma repetição do governo do capitão reformado.

Segundo um integrante da equipe de campanha de Lula, a intenção é afirmar que Flávio também teria ambições antidemocráticas e promoveria privatizações em setores estratégicos do Estado, como o petrolífero, diretamente afetado pelo conflito no Oriente Médio. Nos últimos discursos, o presidente tem ressaltado que a venda da BR Distribuidora, durante o governo Bolsonaro, teria contribuído para o aumento abusivo dos preços em alguns postos de combustíveis.

As polêmicas pessoais de Flávio devem ficar em segundo plano, mas também integram a estratégia do governo. Uma delas é o caso do esquema de “rachadinhas” no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio, revelado pelo Estadão, que consistia na apropriação, por Flávio, de parte dos salários dos funcionários quando ele era deputado estadual. O senador sempre negou as acusações.

Outra orientação da equipe a Lula é que o petista passe a rebater diretamente ataques feitos pelo senador. Um exemplo ocorreu no mês passado, quando Flávio chamou o presidente de “Opala velhão”. Em resposta, Lula afirmou que o pai dele - Jair Bolsonaro - à época internado com pneumonia, estava no “desmanche”.

As estratégias de Flávio contra Lula

Pelo lado de Flávio Bolsonaro, os temas de economia, segurança pública e combate à corrupção ganham cada vez mais atenção. Embora Flávio lance mão de munições já conhecidas do público bolsonarista e usadas em eleições passadas pelo pai, há mudanças. O pré-candidato do PL à Presidência deixa em segundo plano a pauta ideológica de sua própria agenda e abandona temas caros à ala mais conservadora da direita.

Ele tem evitado comentários sobre questões como aborto, religiões não cristãs e casamento homossexual, além de não ter tocado em uma das bandeiras que marcaram a família Bolsonaro: o chamado “kit gay”.

A estratégia tem como objetivo conseguir o apoio do eleitorado indeciso e de partidos como o PP, que já declarou que não respaldará Flávio se ele adotar um discurso de extrema direita.

Por ora, em seus discursos, entrevistas e mídias sociais, o pré-candidato do PL foca apenas em Lula, poupando nomes como o do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, e Romeu Zema (Novo), mirando uma possível aliança em um eventual segundo turno.

Aliados do senador consideram que a polarização contra Lula está posta. “Não vejo hoje nenhuma possibilidade de Flávio ou Lula ganharem a eleição no primeiro turno. Nós temos um cenário já consolidado [entre os dois]. Meu sentimento é que em 2022 as pessoas votaram no Lula para derrotar o Bolsonaro e agora estão votando em Flávio para derrotar o Lula. É uma eleição de rejeição, e quem for menos rejeitado vai ganhar”, afirmou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Flávio concentra na economia o maior arsenal contra Lula. Um dos principais temas abordados, por exemplo, é o de aumento de impostos durante a terceira gestão do petista.

O senador do PL também tem acenado ao mercado ao defender uma revisão da reforma tributária e redução do número de ministérios. Também não faltam críticas ao atual patamar dos juros no País. “Temos uma taxa de juros das mais altas do mundo, proporcionalmente, e isso reflete na dificuldade de tomar financiamento. Quem quer empreender no Brasil, primeiro, tem que fazer as contas, porque o Estado é sócio-majoritário do seu negócio”, afirmou.

Flávio também tem tentado trazer um tom popular ao abordar temas econômicos, como as críticas aos preços dos alimentos e ao endividamento das famílias. “Metade da população adulta no Brasil tá com o nome sujo na praça. É uma âncora, um peso absurdo na vida de mais de 80 milhões de pessoas. É algo que vai muito além de atrapalhar o João, a Maria a financiar um carro, comprar uma geladeira nova ou fazer uma viagem com a família. Isso representa comer menos, significa panela vazia”, disse nas redes sociais.

Flávio ainda usa as mídias sociais para colar em Lula uma imagem de envolvimento em “escândalos, corrupção e retrocessos”. “Basta um pingo de lucidez para entender que a corrupção é parte inseparável da trajetória de Lula”, escreveu em uma publicação nas redes sociais.

O senador também diz que seu nome representa renovação diante de um Lula e de um PT que são “coisa do passado” e um “projeto falido”. “Aquele produto vencido, se comparar o Lula a um carro, ele é aquele Opala velhão, câmbio manual, já foi bonito, mas hoje não te leva a lugar nenhum e ainda bebe para caramba”, disse, em fevereiro, em evento do BTG Pactual.

Flávio ainda tem reforçado um dos discursos mais usados pelo bolsonarismo: o do combate à violência. Para isso, algumas das propostas são a redução da maioridade penal e o endurecimento penal. “No atual governo, passaram a normalizar o furto de celulares e outros crimes que acontecem todos os dias. O trabalhador sofre com o descaso e a insegurança. Precisamos ter pulso firme”, escreveu em uma rede social.

O senador reconhece a importância do Nordeste em sua campanha e já visitou Estados como a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Aliados classificam a região, de forte voto lulista nos últimos pleitos, como crucial para a vitória nas eleições. “Nordeste é nosso desastre”, disse o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Em entrevista ao programa Papo com Editor, do Estadão/Broadcast, o senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao governo da Paraíba, afirmou que o foco do PL na região é reforçar a comunicação com microempreendedores individuais e trabalhadores considerados “precarizados”, como entregadores e motoristas de aplicativo.

“Nas conversas que eu tive com o presidente [do PL] Valdemar e com o próprio Flávio, o Nordeste não tem uma identidade única. Cada Estado tem sua cultura, sua raiz, suas próprias nuances. Fazer uma estratégia para o Nordeste não é o melhor caminho. Acredito que eles perceberam isso. Cada Estado tem um caminho, cada Estado tem uma estratégia”, disse Efraim.

Flávio, inclusive, já afirmou que não acabará com o programa Bolsa Família, tido como uma marca de Lula no Nordeste.

Politica Livre

Na Europa, Lula fala em “extremismo vivo” no Brasil e entra de vez no tom eleitoral


Lula citou em discurso condenação de Bolsonaro e generais

Jeniffer Gularte
O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos generais quatro estelas pela trama golpista ao discursar neste sábado na Espanha. Em tom eleitoral, o petista afirmou que o “extremismo no Brasil não acabou” e vai disputar a corrida presidencial neste ano:

— No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo, temos um ex-presidente preso condenado a 27 anos de cadeia, temos quatro generais quatro estrela presos porque tentaram dar o golpe, mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez, mas esse é um problema nosso, do povo brasileiro, esse a gente lida com as nossas forças e as nossas armas — disse Lula em Barcelona, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre.

CRÍTICAS – Lula não mencionou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas fez críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O petista condenou a postura do líder americano em relação a guerra do oriente médio e suas ameaças de novos conflitos pelas redes sociais.

“Não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia a noite com um Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra. Todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho”, afirmou.

Lula também criticou os reflexos econômicos no conflito na economia interna dos países. No Brasil, há repercussão no preço dos combustíveis e no alta do preço dos alimentos: “A ONU não pode ficar silenciosa e ver o que está acontecendo no mundo. O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer. O mundo não está precisando de guerras”.

REGULAÇÃO DAS MÍDIAS – O presidente também defendeu a regulação das mídias sociais, citou que “controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas, é uma questão mundial” e apontou que a Organização das Nações Unidas (ONU) poderia ter papel importante nesse processo:

“A ONU é um instrumento valioso, se ela funcionar, e precisa funcionar para garantir que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro. Não pode um presidente da república interferir na eleição de outro, pedir voto para outro, cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”, questionou.


Moraes pressiona, mas Fachin trava julgamento sensível sobre delações premiadas


Em destaque

TRE-BA rebate declaração de Eduardo Bolsonaro e afirma que é falsa acusação sobre fraude em votos na Bahia

  TRE-BA rebate declaração de Eduardo Bolsonaro e afirma que é falsa acusação sobre fraude em votos na Bahia Por  Política Livre 25/04/2026 ...

Mais visitadas