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Publicado em 17 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Farra da hora extra na Câmara: um grupo de 13 servidores recebeu R$ 9,3 milhões


O diretor-geral da Câmara dos Deputados, Guilherme Barbosa Brandão, ganhou  R$ 22.931,04 em horas extras no mês de março deste ano. Para chegar a esse  valor, Brandão teria de trabalhar até oAndre Shalders
Metrópoles

Um grupo de 13 servidores concursados em altos postos da Câmara dos Deputados recebeu R$ 9,3 milhões apenas em horas extras da Casa desde 2016, em valores corrigidos pela inflação. Como mostrou a coluna, um pequeno grupo de servidores da Casa, em posições de direção, passou a ter ganhos extraordinários com as horas extras pagas pela Câmara, frequentemente acima de R$ 20 mil ou mesmo R$ 30 mil mensais.

Por ser considerada uma verba “extraordinária”, esse tipo de pagamento está fora do teto constitucional, que limita os ganhos de servidores públicos, e não desconta Imposto de Renda.

FALSA HORA EXTRA – Para alcançar esse valor, os servidores teriam que trabalhar até o limite de horas extras permitidas durante a semana e ainda dar expediente aos fins de semana e feriados.

O levantamento foi feito com base em raspagem de dados públicos da própria Câmara, que disponibiliza as informações sobre os contracheques dos servidores em seu site. O grupo de 13 servidores representa aqueles que receberam os maiores valores em horas extras desde 2016.

O maior valor foi recebido pelo advogado-adjunto da Casa, Daniel Borges de Moraes: R$ 1.062.774,22. Em 2025, foram R$ 174,6 mil em horas extras. O levantamento mostra que o recebimento de valores elevados em horas extras é mais antigo: em 2019, por exemplo, foram R$ 150,3 mil.

ÍNDICE DE CORREÇÃO – Os valores de anos anteriores foram corrigidos pela inflação usando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segundo maior recebedor de recursos nesse período foi o atual diretor-geral da Câmara, Guilherme Barbosa Brandão, com R$ 823,9 mil recebidos desde 2016. Em 2025, o servidor recebeu R$ 160,7 mil em horas extras, atrás apenas de Daniel Borges de Moraes.

Guilherme Brandão é diretor-geral da Câmara desde agosto de 2025, indicado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele foi alçado ao cargo para substituir Celso de Barros Correia Neto, o diretor-geral anterior, ligado a Arthur Lira (PP-AL). Brandão é servidor concursado da Câmara há mais de 12 anos.

JORNADA EXTENUANTE – No organograma da Casa, o diretor-geral é o responsável pelo funcionamento administrativo da instituição. Na sequência, aparecem outros servidores em posições estratégicas da Casa.

Em nota à coluna, a Câmara dos Deputados disse que os servidores mencionados recebem horas extras em função de “jornada semanal extenuante, ordinariamente superior a 40 horas” e que a frequência dos servidores tem “registro obrigatório em sistema eletrônico biométrico, tanto durante os dias úteis quanto aos fins de semana”.

“Ressalte-se que não há pagamento de serviço extraordinário sem a devida justificativa formal, prévia autorização e o correspondente registro biométrico no sistema de ponto eletrônico. A realização de serviço extraordinário por esses servidores observa rigorosamente todos os requisitos estabelecidos na Lei nº 8.112/1990, bem como os normativos internos da Câmara dos Deputados”, diz o texto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Matéria importante revoltante enviada por José Perez, sempre atento aos lances da política. Jornada extenuante? Ora, todo mundo sabe que a Câmara só funciona de terça a quinta-feira… Num país medianamente civilizado, essa gentalha já teria sido demitida e encarcerada. Mas aqui no Brasil são servidores altamente prestigiados e respeitados. (C.N.)


Nota da Redação Deste Blog - 


EDITORIAL: O Oscar da Imoralidade – A Farra das Horas Extras enquanto o Povo Padece


Por José Montalvão

É de revirar o estômago. Enquanto os "donos do poder" em Brasília pregam austeridade, cortam verbas da educação e saúde, e discutem com má vontade cada centavo de aumento no salário mínimo ou no Bolsa Família, nos bastidores da Câmara dos Deputados a realidade é outra. Lá, o dinheiro público — aquele suado, fruto do trabalho de cada brasileiro — escorre pelo ralo de uma "indústria" imoral de horas extras que beneficia uma elite de servidores altamente prestigiados.

A denúncia trazida pelo portal Metrópoles revela o que o cidadão comum já desconfiava: o sistema é feito para se proteger, se locupletar e rir da cara do contribuinte.


1. A Perfeição do Esquema: Eu Autorizo, Eu Faço, Eu Recebo

O cenário descrito beira o surrealismo. Estamos diante de um sistema onde a fiscalização é uma piada de mau gosto. Como bem pontuado por observadores atentos, o nível de "perfeição" de certos diretores da Câmara é digno de um Oscar de malandragem:

  • O Ciclo Vicioso: O diretor autoriza a própria hora extra, afirma que a cumpriu (muitas vezes apenas entrando por um portão e saindo por outro), verifica a própria frequência e, por fim, autoriza o próprio pagamento.

  • Acima do Teto: Por ser verba "extraordinária", esses valores — que chegam a R$ 30 mil mensais apenas de extra — não batem no teto constitucional e nem sofrem o desconto do Imposto de Renda que castiga o trabalhador comum.

É um tapa na face de quem vive com um mínimo e ainda precisa enfrentar a falta de água, a saúde precária e a insegurança.

2. Os Números da Vergonha: R$ 9,3 Milhões para 13 Pessoas

O levantamento de dados públicos expõe o tamanho do abismo social e moral:

  • Um seleto grupo de 13 servidores abocanhou R$ 9,3 milhões em horas extras desde 2016.

  • Há casos de servidores recebendo mais de R$ 170 mil anuais apenas de "extra". Para cumprir isso legalmente, teriam que viver dentro da Câmara, trabalhando todos os fins de semana e feriados, sem descanso.

Enquanto isso, quando o assunto é liberar recursos para assistência social ou para garantir que famílias de detentos não passem necessidade (um dever do Estado para evitar que o ciclo do crime se perpetue na fome), o discurso é sempre o mesmo: "não há orçamento".


3. A Culpa do Voto e a Acomodação do Povo

É duro admitir, mas essa "gentalha" — que em países civilizados estaria enfrentando processos de demissão e cárcere — só continua no poder porque o povo, muitas vezes massacrado e humilhado, acaba votando nos mesmos carrascos. Parece que o Brasil se acostumou ao sofrimento.

A seletividade do sistema político é gritante. Para o pobre, o rigor da lei e a economia de palito. Para a cúpula do funcionalismo e seus padrinhos políticos, a "farra" sem limites.


Conclusão: Só Jesus na Causa?

Dizer que "só Jesus na causa" é um reflexo do nosso desespero, mas a mudança real precisa vir da indignação que vira voto consciente. Não podemos aceitar que justificativas formais e "registros biométricos" escondam uma imoralidade que salta aos olhos.

O Brasil não será consertado enquanto o diretor da Câmara puder ser o juiz e o beneficiário da própria jornada. Tragam o Oscar da impunidade, pois, nesse teatro de horrores, o povo brasileiro continua sendo o único figurante que paga a conta do espetáculo.


Blog de Dede Montalvão: Denunciando a farra com o dinheiro público e clamando por justiça social.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


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Apartamentos de luxo e papéis sem lastro num escândalo expõe o poder financeiro


Suspeito de agiotagem é preso com dezenas de cartões do Bolsa Família

 Investigado é apontado por extorsão indireta, apropriação indébita e agiotagem

Foram apreendidos 53 cartões magnéticos de benefícios sociais e de instituições bancárias e mais de R$ 2 mil em espécie (Foto: SSP/SE)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Municipal de Monte Alegre, prendeu em flagrante um suspeito de praticar crimes contra o patrimônio e a economia popular. Ele foi interceptado em uma agência da Caixa Econômica Federal enquanto tentava realizar saques utilizando cartões do programa Bolsa Família pertencentes a terceiros. A operação foi registrada na última quarta-feira, 15.

De acordo com as informações policiais, o investigado foi abordado no momento em que realizava movimentações financeiras com cartões de diversas vítimas. Após a prisão em flagrante, foi cumprido mandado de busca e apreensão em sua residência, localizada no povoado das Taxas.

Durante a ação, foram apreendidos 53 cartões magnéticos de benefícios sociais e de instituições bancárias, mais de R$ 2 mil em espécie, um simulacro de arma de fogo, além de cheques e notas promissórias assinadas por vítimas.

As investigações apontam que o suspeito vinha sendo monitorado há alguns meses por envolvimento com a prática de agiotagem, mediante a concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos. Conforme apurado, as vítimas deixavam os cartões de benefícios sob posse do investigado como garantia, ficando impedidas de acessar os próprios recursos.

Segundo o delegado Artur Herbas, responsável pelo caso, há relatos de cobrança de juros elevados e práticas de constrangimento. “Há notícias de juros de 50% por empréstimo, além de ameaças e cobranças vexatórias, o que desenvolveu a investigação e culminou na Operação Retenção, cujo nome faz menção aos inúmeros cartões das vítimas que o suspeito mantinha em seu poder”, destacou.

O suspeito foi submetido à audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva, permanecendo à disposição da Justiça

A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a Delegacia de Monte Alegre para reaver seus cartões e formalizar denúncias. Informações também podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.

Fonte: SSP/SE

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