segunda-feira, abril 13, 2026

Tarso Genro critica Lula por demora e expõe racha no PT no Rio Grande do Sul

Publicado em 13 de abril de 2026 por Tribuna da Internet


Congresso avança novamente sobre o Orçamento e concentra R$ 61 bilhões em emendas

Publicado em 13 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Nani (Nani Humor)

Vanessa Araujo
Folha

O volume de recursos do Orçamento da União de 2026 sob influência direta do Congresso Nacional chegou a R$ 61 bilhões durante a tramitação da proposta no Legislativo, montante superior ao orçamento anual previsto de 20 estados brasileiros. As informações foram obtidas a partir de levantamento com informações oficiais dos governos e Assembleias Legislativas.

Lula sancionou a Lei Orçamentária Anual em 14 de janeiro, com veto a uma parte menor das dotações alteradas pelo Congresso para ampliar o espaço das emendas parlamentares. À época, o governo também anunciou o bloqueio e o remanejamento de recursos que haviam sido incorporados ao cálculo durante a tramitação do texto.

PREVISÃO – Formalmente, o Orçamento aprovado prevê R$ 49,9 bilhões em emendas. Parlamentares, porém, haviam incluído no cálculo outros R$ 11,393 bilhões em despesas discricionárias, recursos originalmente sob controle do Executivo, elevando a reserva sob influência de deputados e senadores para cerca de R$ 61 bilhões. O Planalto vetou em janeiro R$ 393 milhões dessas dotações e informou que pretendia bloquear e redistribuir o adicional incorporado.

Os R$ 61 bilhões reservados pelos parlamentares são quase equivalentes ao orçamento total do estado de Pernambuco, que tem despesas previstas de R$ 60,7 bilhões para 2026. A população do estado é de 9 milhões de habitantes. Em seguida aparecem Santa Catarina (R$ 57,93 bilhões), Pará (R$ 54,2 bilhões), Goiás (R$ 53,4 bilhões), Ceará (R$ 48,2 bilhões) e Mato Grosso (R$ 40,7 bilhões).

DESPESAS PERMANENTES – Os orçamentos estaduais incluem todas as despesas de atribuição, nos três Poderes. Diferentemente das emendas, que financiam ações pontuais e de execução fragmentada, sustentam despesas permanentes, como folha de pagamento, previdência, manutenção das Polícias Militares e escolas estaduais.

A comparação aponta que esses governos administram compromissos contínuos com volumes inferiores ao montante hoje concentrado sob influência parlamentar no Orçamento federal.

O contraste entre o volume de emendas e os orçamentos locais é ainda mais acentuado em estados com menor capacidade fiscal. Roraima terá orçamento de R$ 9,92 bilhões em 2026, enquanto Amapá (R$ 12,42 bilhões) e Acre (R$ 13,8 bilhões) também ficam muito abaixo do valor concentrado nas emendas. Tocantins e Sergipe integram o grupo, ao lado de Amazonas, Maranhão, Piauí, Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Mato Grosso do Sul.

EQUILÍBRIO DE FORÇAS – O avanço das emendas ao longo da última década está associado a uma mudança no equilíbrio de forças entre Executivo e Congresso. O processo ganhou força no período do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foi aprofundado com a ampliação das emendas impositivas e se consolidou como instrumento central de negociação política, especialmente em momentos de fragilidade do governo.

Para o economista e professor do Insper Marcos Mendes, que é colunista da Folha, a escalada das emendas reflete conflitos recorrentes entre os Poderes. “Houve um desequilíbrio no jogo de forças em momentos em que o Executivo não teve habilidade para negociar com o Congresso. Isso ocorreu nos governos Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. A resposta do Congresso foi alterar a Constituição para se apropriar de parte do Orçamento”, afirma.

Segundo Mendes, embora a comparação com os orçamentos estaduais ajude a dimensionar o fenômeno, o impacto mais relevante aparece dentro do próprio Orçamento federal. “As emendas representam cerca de 25% das despesas discricionárias da União [aquelas de livre uso dos governantes]. É um percentual absurdamente alto. Em outros países, quando existem emendas, elas não passam de 1%”, diz.

DESEQUILÍBRIO –  O economista avalia que o modelo compromete a coordenação de políticas públicas. “As emendas desestruturam o planejamento da despesa federal. No caso da saúde, por exemplo, o SUS é um sistema integrado. Quando parlamentares pulverizam recursos sem planejamento, isso gera desperdício”, afirma.

A economista Zeina Latif, sócia da Gibraltar Consulting, ex-secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo e ex-economista-chefe da XP Investimentos, afirma que a dimensão atingida pelas emendas já produz efeito comparável ao de uma reforma estrutural. “Se você considerar o tamanho que isso alcançou, o impacto fiscal é equivalente ao de uma reforma”, diz.

Para ela, embora a comparação com os orçamentos estaduais tenha valor didático, o parâmetro mais adequado é observar o peso das emendas nas despesas discricionárias da União.

MARGEM ESTREITA – “O governo já opera com margem muito estreita. Quando você pulveriza recursos em grande escala, reduz a capacidade de financiar projetos estruturantes e aumenta a ineficiência”, afirma.

Zeina avalia que eventual mudança exigirá negociação gradual. “Um governo que precise aprovar reformas estruturais não consegue, ao mesmo tempo, reduzir drasticamente as emendas. A diminuição teria de ser paulatina e negociada ao longo do mandato.”

Mantida a trajetória atual, afirma, o risco recai sobre o espaço discricionário já comprimido da União. “Empurra o fiscal para patamares cada vez mais difíceis. O Estado brasileiro tem despesas obrigatórias crescentes. Sem margem, compromete-se a execução de políticas públicas.”

Vítima de erro judiciário no STF, Ramagem é preso pela Polícia de Imigração nos EUA


Preso pelo ICE, Ramagem disse que tinha "anuência" do governo Trump

Ao; ser preso, Ramagem disse ter “anuência” de Trump

Felipe Igreja
CBN

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Ramagem, que também foi diretor da Abin, deixou o Brasil antes da conclusão do julgamento. Saiba mais abaixo.

PRESO EM ORLANDO – Segundo informações preliminares obtidas pelo g1, Alexandre Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, e encaminhado a um centro de detenção na cidade. A detenção ocorreu por questões migratórias, e o governo brasileiro ainda aguarda detalhes sobre como será conduzido o processo de retorno ao país.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prisão é resultado da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. “Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou à GloboNews.

Alexandre Ramagem fugiu do Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, em setembro de 2025, atravessando o estado de Roraima sem passar por qualquer posto de controle migratório. Foi o que apurou a Polícia Federal.

COM PASSAPORTE – Após cruzar a fronteira, Ramagem embarcou no aeroporto de Georgetown, capital da Guiana, com destino aos Estados Unidos. As investigações apontam que ele entrou no país usando seu passaporte diplomático, ates de o documento ser cancelado.

A fuga ocorreu no mesmo período em que o STF condenou integrantes do núcleo central da trama golpista. Ex-diretor-geral da Abin, Ramagem recebeu pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.

Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Alexandre Ramagem foi oficialmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos.

LISTA DA INTERPOL – A documentação havia sido enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado norte-americano em 30 de dezembro de 2025.

O ministro Alexandre de Moraes então determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista de difusão da Interpol, o que abriu caminho para sua eventual detenção por autoridades estrangeiras.

Mesmo fora do país, Ramagem passou a sofrer sanções administrativas e políticas. A Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático após a cassação do mandato e, por determinação do STF, também realizou o bloqueio dos seus vencimentos parlamentares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Embora ninguém se interesse por isso, é preciso lembrar que o julgamento
de Ramagem foi totalmente irregular, consagrando um tremendo erro judiciário, pois o delegado federal não participou da trama golpista. Motivo: durante as articulações do golpe, estava a mais de mil quilômetros de distância de Brasília. Como se sabe, em março de 2022 Ramagem pediu demissão do governo e se desligou, para ser candidato a deputado federal. Na mesma época, voltou a morar no Rio, para dedicar-se à sua campanha eleitoral. Portanto, só poderia participar do golpe por telefone ou e-mail, e isso nunca ficou provado. Vamos voltar ao assunto, que precisa ser muito bem esclarecido
. (C.N.)

Flávio usa imagens do governo Bolsonaro para atacar Lula sobre miséria

Publicado em 13 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Senador atribuiu imagens à notícia veiculada este ano

Deu no O Globo

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo, em que faz críticas ao atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva, com um vídeo sobre fome gravado na época do governo do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No início do vídeo, Flávio fala sobre a inadimplência e fome no Brasil e compartilha uma notícia do Diário do Nordeste, veiculada em março deste ano, sobre famílias coletarem comida descartada no lixo por um supermercado em um bairro nobre de Fortaleza, no Ceará.

SETEMBRO DE 2021 – Junto à notícia, porém, o senador utiliza imagens que foram gravadas em setembro de 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, que viralizaram pelo país. O vídeo mostra um grupo de pessoas à procura de alimentos dentro de um caminhão de lixo na porta de um supermercado no Bairro Cocó, área nobre de Fortaleza.

As imagens foram gravadas pelo motorista de aplicativo André Queiroz e compartilhadas nas redes sociais na época. “Pois é, muito triste. Existem cenas como essa sempre naquela região. Sempre vejo, mas não como essa daí. Por isso resolvi filmar. É bem impactante”, disse o motorista na ocasião.

Na época, um funcionário do supermercado que preferiu não se identificar afirmou ao G1 que a cena acontecia todas as semanas, e que crianças também buscavam comida que seria jogada em um lixão: “É isso aí que você vê no vídeo. Faz pena ver essas pessoas nessa situação humilhante. São idosos e até crianças, algumas vezes. As crianças chegam a entrar no caminhão. Os próprios lixeiros ficam sensibilizados. Alguns chegam até ajudar”, contou.

Além do Master, outras delações devem influir no resultado da sucessão de Lula


Delacao premiada charge – Bem Blogado

Charge do Dé (Arquivo Google)

Deu em O Globo

Depois que o banqueiro Daniel Vorcaro anunciou que pediria delação premiada, outros envolvidos em diversos tipos de fraudes e crimes se animaram a seguir o exemplo. Um deles é o empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro do ano passado por suspeita de ser um dos operadores do esquema de fraudes do INSS, que  já fechou um acordo de delação premiada com a PF.

A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Globo.

FRAUDES NO INSS – Camisotti foi preso preventivamente na Operação Sem Desconto, que também mirou o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Os dois são apontados como os principais operadores do suposto esquema que desviava recursos de aposentadorias e pensões.

Os advogados que negociaram a delação de Camisotti com as autoridades são Átila Machado e Celso Vilardi, que já intermediaram outros acordos do gênero.

Vilardi atuou na colaboração de diretores da Hypermarcas (atual Hypera Pharma), acusados pela Operação Lava-Jato de pagar propinas a políticos. Já Machado participou do caso envolvendo o doleiro Dario Messer, também no âmbito da Lava-Jato. Procurada, a defesa do empresário não se manifestou.

MENDONÇA RELATOR – Para firmar o acordo, Camisotti precisou admitir envolvimento no esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS. Caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, analisar a legalidade das tratativas e homologar ou não a delação.

As investigações apontam que sindicatos e associações cobraram de aposentados e pensionistas descontos indevidos e sem autorização no período de 2019 a 2024. De acordo com a PF, o valor do prejuízo pode chegar a mais de R$ 6 bilhões.

Camisotti é citado no inquérito como beneficiário direto das fraudes e sócio oculto de entidades ligadas às associações que promoveram os descontos indevidos. A PF sustenta que tanto ele quanto Antunes — o Careca do INSS, figura conhecida nos círculos de Brasília e com ampla rede de contatos no mundo político — tinham papel essencial no funcionamento do esquema.

CARBONO OCULTO – Já a delação do empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, está nas mãos do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sergio de Oliveira e Costa.

Ele foi um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, sob suspeita de comandar um esquema de lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração de combustível. Os documentos referentes ao acordo já foram entregues ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Fontes relatam que Silva forneceu informações preliminares sobre o que as autoridades podem conseguir com suas revelações. Interlocutores contam, por exemplo, que ele revelou nomes de magistrados e de servidores responsáveis por fiscalizações no setor de combustíveis supostamente associados ao esquema. Também colocou à disposição celulares usados por ele, em que podem ser obtidos dados importantes sobre as fraudes e os envolvidos.

POSTOS DO PCC – A PF apura a relação entre esse esquema e postos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Cerca de mil estabelecimentos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Segundo as investigações da Carbono Oculto, Beto Louco ficava responsável por gerir as empresas Copape e Aster, pelas quais o grupo cometia as fraudes fiscais e viabilizava a lavagem de dinheiro.

As tratativas para uma eventual colaboração também incluem Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Ambos são considerados foragidos desde agosto, quando foi desencadeada a Carbono Oculto, e foram localizados por autoridades brasileiras na Líbia. É de lá que os dois, atualmente na lista da Interpol, negociam a delação premiada com o MPSP através de seus advogados. Procurada, a defesa afirmou que não poderia comentar sobre o caso em razão do sigilo.

OUTRA TENTATIVA – Antes, entretanto, Roberto Silva chegou a procurar o Ministério Público Federal para tentar um acordo mais amplo, que pudesse lhe gerar mais benefícios. Interlocutores do investigado buscaram a PGR no ano passado sob o pretexto de citar autoridades com prerrogativa de foro junto ao STF, mas a avaliação foi a de que as informações iniciais apresentadas foram inconclusivas, sem menção a elementos que pudessem eventualmente corroborar os relatos.

Além da avaliação, pela PGR, de que os relatos eram incipientes, o que abortou as conversas ainda no início, também foi feita a ponderação de que a investigação sobre a Carbono Oculto está sob a alçada do Ministério Público estadual, em primeira instância, sem contato com as equipes em Brasília. No MPSP, no entanto, o acordo também vem dividindo opiniões.

Enquanto um grupo de promotores vislumbra a relevância de uma visão interna do esquema e a possibilidade de ressarcimento de valores bilionários sonegados, outros avaliam ser possível que os investigadores cheguem às mesmas conclusões pelas vias normais do inquérito. Internamente, a expectativa é que o parecer sobre a colaboração de Beto Louco possa sair já na próxima semana.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria de O Globo mostra que outras importante delações já estão no forno e suas revelações certamente vão influir na sucessão do presidente Lula da Silva, aquele que diz ainda não ter decidido se será candidato, mas já escolheu o vice, fazendo uma tremenda Piada do Ano. (C.N.)


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