sábado, abril 11, 2026

Lula está ensinando ao Supremo que em política não existe gratidão nem lealdade


Charge do Zé Dassilva: Ninguém precisa saber - NSC Total

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

William Waack
Estadão

Lula entregou aos leões o homem que ele diz em público ter salvado a democracia, o ministro Alexandre de Moraes. Ao recomendar ao ministro que “salve sua biografia”, e se declare impedido de julgar qualquer coisa relativo ao escândalo do Master, Lula pediu para Moraes não atrapalhar a reeleição.

Explícito nesse conselho é o reconhecimento de que a situação do STF – perda de credibilidade e legitimidade – terá impacto eleitoral. Bastante evidente, aliás. Na noite do primeiro turno já se sabe qual será a composição da Câmara dos Deputados e do Senado. Portanto, qual o peso da tropa para se pedir votos no segundo turno contra o STF – visto como associado a Lula.

SALVAR A PELE – As posturas públicas de integrantes das duas principais alas em que se divide hoje o Supremo indicam que a luta por “preservar” a imagem da instituição cedeu lugar à luta para salvar literalmente a pele de alguns de seus integrantes. Não ganhou tração no debate a tentativa de tratar a crise em que se encontra o Supremo como esforço para preservar a institucionalidade diante de ataques infundados.

Formou-se um tipo de “onda”, de “momento” na política, no qual a hipertrofia do STF é percebida amplamente como intolerável. E surgiu bastante distante, mas está na linha do horizonte, o temor de algum tipo de desobediência civil. A tal da “autocontenção” sequer é percebida como tal.

Ao contrário. A resposta à crise dada pelo STF é vista pelo público como o emprego mal disfarçado de subterfúgios “técnicos” para limitar o poder de investigação do Legislativo, cercear a distribuição de conteúdo obtido por órgãos como a PF, mudar regras do jogo para dificultar a tramitação de pedido de impeachment dos ministros e, por último, contestar o alcance e valor de delações – quando virão várias no Master.

NOVA LAVA JATO – Talvez seja a arrogância do poder irrestrito que tenha levado alguns integrantes do STF a acreditarem que está em curso um novo tipo de lavajatismo. O paralelo possível com aqueles tempos é outro: é o grau da indignação em vários setores da sociedade com a podridão e falta de moral no “sistema”. A Lava Jato foi um grande grito de “basta”. É o que se ouve novamente.

As duas “saídas” em curso no momento para a situação do Supremo são o forte espírito corporativista do Judiciário em geral e da corte suprema em particular. E um tipo de entendimento “informal” com um Senado que não mais comanda o mesmo respeito que já teve. Ficou mais parecido com a Câmara dos Deputados e suas “negociações”, inclusive políticas.

Seria mesmo difícil vislumbrar como “saída” uma eventual ajuda vinda de um mandatário que admite em público estar no cargo graças ao Supremo. Lula ensinou que em política não existe gratidão e nem lealdade.


O rastro de bilhões de reais do Master que expõe as zonas cinzentas do poder

Publicado em 11 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Laerte (Folha)

Pedro do Coutto

Há momentos em que a política brasileira não se revela por discursos, mas por conexões. E poucas histórias recentes ilustram tão bem essa engrenagem quanto o caso do Banco Master — um enredo que mistura expansão agressiva, colapso financeiro e uma rede sofisticada de relações que atravessa Brasília, o mercado e o Judiciário.

As revelações mais recentes, baseadas em dados fiscais e reportagens de veículos como O Globo, mostram que o banco não apenas cresceu de forma acelerada, mas também construiu, ao longo desse processo, uma espécie de “cinturão de proteção” composto por advogados, consultores e figuras de peso da República.

MILHÕES DE REAIS – Não se trata de pagamentos clandestinos, ao menos não no sentido clássico. São contratos, pareceres, consultorias — todos formalmente registrados. E é justamente aí que reside o problema. Entre 2023 e 2025, milhões de reais foram destinados a escritórios de advocacia e estruturas de assessoria jurídica.

Parte relevante desses valores foi direcionada ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Dados encaminhados a investigações e divulgados pela imprensa indicam repasses que chegam à casa de R$ 80 milhões em cerca de dois anos .

Formalmente, não há acusação direta de ilegalidade. O próprio escritório afirma não atuar em processos no âmbito do STF e sustenta que os serviços prestados foram técnicos, com reuniões e pareceres ao longo do contrato . Ainda assim, o impacto político é inevitável. Porque, em ambientes institucionais, não basta ser legal — é preciso parecer legítimo.

PADRÃO RECORRENTE – Esse é o ponto central que transforma o caso em algo maior do que uma simples relação contratual. O escândalo do Master, já descrito como um dos maiores colapsos financeiros recentes do país, com bilhões em jogo e investigações em curso, acabou por expor um padrão recorrente na elite brasileira: a sobreposição entre interesses privados e redes de influência pública .

O controlador do banco, Daniel Vorcaro, não operava apenas no mercado financeiro. Sua estratégia envolvia algo mais sofisticado: construir pontes. Pontes com o Executivo, com o Legislativo, com o Judiciário e com a opinião pública. Consultorias econômicas, pareceres jurídicos, mediações institucionais e até gestão de crise — tudo integrado em uma estrutura que, na prática, funcionava como um sistema de proteção e expansão simultâneas.

Não é um fenômeno novo. O Brasil já assistiu, em diferentes momentos, à formação de ecossistemas semelhantes, onde o poder circula por meio de relações personalizadas, contratos bem remunerados e uma zona cinzenta entre influência legítima e captura institucional. O que diferencia o caso Master é a escala e o timing: ele explode em um momento de forte polarização política e de crescente desconfiança nas instituições.

QUESTIONAMENTOS ÉTICOS – O efeito colateral mais sensível recai sobre o próprio Judiciário. O Supremo Tribunal Federal, que nos últimos anos assumiu protagonismo político, agora se vê, ainda que indiretamente, envolvido em questionamentos éticos. E isso tem consequências. Pesquisas recentes já apontam erosão na confiança pública, alimentada justamente por episódios que, mesmo sem ilegalidade comprovada, geram desconforto coletivo .

O presidente Lula da Silva chegou a reconhecer, em declarações públicas, que há situações em que decisões podem ser juridicamente corretas, mas politicamente problemáticas — sobretudo quando afetam a percepção da sociedade sobre a imparcialidade das instituições. Essa distinção, aparentemente sutil, é hoje o centro do debate.

DÚVIDAS LEGÍTIMAS – No fundo, o caso Master revela menos sobre um banco específico e mais sobre o funcionamento do poder no Brasil. Um sistema em que contratos podem ser legais, relações podem ser formais, mas o conjunto ainda assim levanta dúvidas legítimas.

Porque, quando milhões circulam entre atores que orbitam o núcleo do Estado, a questão deixa de ser apenas jurídica — torna-se política, institucional e, sobretudo, moral. E é exatamente nesse território, onde a lei encontra a percepção pública, que crises verdadeiramente perigosas começam a se formar.


Envolvido até o pescoço com Vorcaro, a eleição de Ibaneis será um desacato

 

Escândalo Vorcaro: A Prisão e suas Implicações na Democracia

Esta é a pergunta que não quer calar em Brasília

Roberto Nascimento

Até semana passada, o rombo do BRB  (Banco Regional de Brasília) era de R$ 12 bilhões, jogados no colo do banqueiro fraudador e picareta Daniel Vorcaro. Mas ainda era pouco e novas investigações da Polícia Federal, apontam um rombo muito maior, na faixa de 30 bilhões.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, salafrário, tinha uma milícia particular para fazer o serviço sujo, sob o comando do matador e aluguel, o “Sicário” Mourão, um moderno cangaceiro de Minas, parecido com o Antônio das Mortes, que também matava no sertão, por dinheiro de fazendeiros, imortalizado no filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do cineasta Glauber Rocha.

SAI ILESO – No filme, uma bela ficção de Glauber, Antônio das Mortes sai ileso, são e salvo, enquanto as vítimas, ficaram na horizontal com terra por cima. Na vida real, o Sicário Mourão, o chefe da milícia do  Vorcaro, teria se enforcado na cela da PF em Belo Horizonte.

No meio dessa confusão, surge uma pergunta que não quer calar, e todos a fazem em Brasília e arredores:
Por que o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, ainda não foi preso?

Ele negociou as compras de papéis podres do Master, diretamente com o banqueiro Vorcaro na mansão do picareta. Que país é este, que deixa o vampiro de Brasilia solto e livre para se candidatar ao Senado e ganhar imunidade eterna?

PROPOSTA INDECENTE – E agora surge a nova governadora Celina Leão, que era vice e assumiu o cargo de Ibanéis após a renúncia dele para se candidatar ao Senado, tenta pressionar o governo federal para salvar o BRB, o Banco de Brasília do rombo gigantesco.

Qual a proposta de Celina Leão? Ora, ela pretende que a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, comprem papéis do BRB, da ordem de R$ 8 bilhões. Que vergonha, governadora Celina, esse pedido é uma proposta indecente e imoral.

A única saída é uma intervenção do Banco Central, liquidando de vez o BRB. Embora seja estatal, pode sofrer intervenção e liquidação por insolvência, má gestão grave ou colapso financeiro, justamente as características atuais do BRB, deixando claro que governadores não devem administrar Bancos, porque o rombo é praticamente certo.

CIDADE ABANDONADA – Ao mesmo tempo, Brasília dá mostras de que está abandonada, com o aumento do número de moradores de rua nas superquadras e a favelização das chamadas cidades satélites.

Tudo isso demonstra que os políticos querem alçar ao poder apenas para enriquecer. Pedem votos ao eleitor com promessas impossíveis e depois riem da cara do povão, quando são eleitos.

Será que o morador de Brasília ainda pretende votar no Ibaneis Rocha e na Celina Leão? Acho que não. Errar de novo e sofrer duas vezes, sinceramente seria demais.

 

Datafolha confirma que Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno



TV Globo prepara missão à Lua para Cesar Tralha ir e nunca mais voltar…

Publicado em 11 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

César Tralli, o 'amigo gente boa' do público na internet - 01/12/2025 -  Thiago Stivaletti - F5

Cesar Tralha está pronto para partir en viagem à Lua

Vicente Limongi Netto

Cesar Tralha aproveitou o retorno dos astronautas americanos que chegaram perto da Lua, para entediar e irritar os poucos que ainda se dão ao trabalho de perder tempo vendo o Jornal Nacional. Tralha é irrecuperável. Fogoso deslumbrado, fala pelos cotovelos. Ficaria rico como camelô. 

As imagens mostram tudo. Não precisam dos palavrórios de Tralha. Os comentários de apresentador de telejornal são sempre dispensáveis. Mas o Tralha insiste em ser mais importante do que a notícia.  Adora se exibir. 

MISSÃO TRALHA – A TV-Globo pedirá empréstimo ao BNDES ou ao Daniel Vorcaro para organizar a missão espacial a Lua. A previsão é partir antes das eleições de outubro.  Tralha será o único astronauta na memorável cápsula. Está mais feliz do que pinto no lixo.

Sua difícil tarefa já foi definida pelos chefões da TV-Globo. Trazer vestígios de vida de alguém no universo que seja mais chato e desagradável do que o próprio Tralha.

Cientistas responsáveis pela missão não sabem ainda quando a cápsula retornará ao Brasil. Tralha saberá da dramática decisão apenas quando a capsula estiver no espaço. Distante mil quilômetros da aprazível Terra.

COMPARAÇÃO – Vou emoldurar a comparação que recebi do acadêmico Ignácio de Loyola Brandão:

“Limongi, você está se tornando um novo Stanislaw Ponte Preta furioso”.  


Saúde de Bolsonaro melhora, mas quadro ainda sustenta domiciliar sob aval de Moraes


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