sexta-feira, abril 10, 2026

EDITORIAL: O Contraste da Água – Enquanto Jeremoabo Avança, Sergipe Sede sob a Gestão de Mitidieri

 


Nota da Redação Deste Blog -   EDITORIAL: O Contraste da Água – Enquanto Jeremoabo Avança, Sergipe Sede sob a Gestão de Mitidieri


Por José Montalvão


O direito à água é, antes de tudo, um direito à dignidade. No entanto, o que vemos hoje em Sergipe é um cenário de contrastes profundos que revela a diferença entre uma gestão que prioriza o povo e outra que se perde em promessas e privatizações intempestivas. Enquanto em Jeremoabo o prefeito Tista de Deda trabalha para levar o precioso líquido a povoados distantes, em Aracaju e no interior sergipano a população revive cenas de um passado que julgávamos superado.


1. Jeremoabo: A Água como Prioridade de Gestão

Em Jeremoabo, a notícia é de esperança e trabalho. Povoados como Malhada Vermelha e Araticum estão vendo a água chegar, fruto de uma administração que entende que o sertanejo não pode esperar.

Levar água para o interior não é apenas uma obra de engenharia; é um ato de respeito com quem produz e vive naquelas terras. O prefeito Tista de Deda tem demonstrado que, com planejamento e foco nas necessidades prioritárias, é possível transformar a realidade de comunidades que antes eram esquecidas.

2. O Caos em Sergipe: A Herança da "Venda" da Deso

Em contrapartida, o cenário em Sergipe é desolador. Graças à intempestiva entrega da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), o estado mergulhou em uma crise hídrica jamais vista. É vergonhoso e revoltante encontrar, em pleno 2026, "flagelados urbanos" subindo e descendo ladeiras em Aracaju com latas d’água na cabeça.

Ao contrário do saudoso João Alves Filho, o "Ministro das Águas", que combateu a seca com obras estruturantes e visão de futuro, o governador Fábio Mitidieri parece ter "construído" um desabastecimento infernal.

  • Falta de Solução: Semanalmente, bairros inteiros da capital e cidades do interior ficam secos.

  • Promessas Vazias: O governo limita-se a notas oficiais e promessas de melhoria que nunca chegam à torneira do cidadão.


3. Privatizar não é Solucionar

A "venda" da Deso foi vendida como a solução mágica para a eficiência, mas o que o povo recebeu foi a conta mais alta e o cano seco. O governo Mitidieri falha ao não cobrar resultados imediatos das concessionárias e ao não apresentar um plano de contingência real para o sofrimento da população.

A crise hídrica em Sergipe não é culpa de São Pedro ou da falta de chuvas; é fruto de uma gestão que priorizou o mercado em detrimento do bem-estar social. Enquanto o governador nada resolve, o povo padece com a falta do básico para cozinhar, tomar banho e viver com o mínimo de higiene.


Conclusão: O Exemplo que Vem do Município

O contraste é claro: em Jeremoabo, a água chega para quem precisa; em Sergipe, ela foge de quem paga. O prefeito Tista de Deda dá uma aula de gestão pública ao focar no essencial. Já o governador Fábio Mitidieri precisa descer do palanque das promessas e entender que o povo de Sergipe não bebe propaganda, bebe água — e ela está em falta.

A história lembrará de João Alves pelas obras que saciaram a sede; por enquanto, Mitidieri corre o risco de ser lembrado como o governador que deixou Sergipe com a lata d'água na cabeça.


Blog de Dede Montalvão: Denunciando o descaso e celebrando o trabalho sério onde ele acontece.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

"Independência do Poder Judiciário e..." by Luciano Da Ros"Independência do Poder Judiciário e..." by Luciano Da Ros

 

Independência do Poder Judiciário e corrupção: ainda em busca de uma relação
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2022, Democracia e justiça na América Latina: para onde vamos?
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Ex-chefe do BC recebeu R$ 4 mi de operador do Master e usou relatório para esconder propina, diz investigação


Por Constança Rezende e Nathalia Garcia/Folhapress

10/04/2026 às 09:12

Foto: Belline Santana/Reprodução/Instagram

Imagem de Ex-chefe do BC recebeu R$ 4 mi de operador do Master e usou relatório para esconder propina, diz investigação

Belline Santana

Investigação interna do Banco Central concluiu que o ex-chefe de Supervisão Bancária Belline Santana simulou dois contratos, que somaram R$ 4 milhões, com um advogado ligado ao Banco Master para receber propina.

A conclusão está no relatório sigiloso da comissão de sindicância patrimonial do BC, encerrada no dia 4 de março. O documento foi obtido pela Folha. Os contratos foram firmados pelo servidor com a Varajo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a comissão, em um dos contratos, Santana recebeu R$ 2 milhões em troca de um estudo de 50 páginas sobre educação financeira, composto basicamente por um resumo de oito artigos acadêmicos e entrevistas de terceiros.

O trabalho tinha como foco a prestação de consultoria e outros serviços para um projeto voltado para conectar jovens de comunidades periféricas ao mercado financeiro.

De acordo com a sindicância, o resultado apresentado não teve produção autoral relevante ou qualquer referência ao nome do ex-chefe de supervisão da autarquia.

Os procuradores do BC afirmaram ser "pouco crível" que alguém pagasse o montante milionário por um material daquela natureza. Segundo eles, o estudo poderia "ser facilmente produzido com o uso de inteligência artificial (IA), ou mesmo solicitado a terceiros, tais como estudantes ou estagiários, a baixíssimo custo".

A comissão ainda disse que ficou "muito claro" que o investigado não possuía experiência nem os conhecimentos necessários para desenvolver esse tipo de trabalho, muito menos com tal remuneração.

"Se em algum momento [a quantia] fosse paga a alguém para a execução dessa atividade –o que é mesmo duvidoso–, certamente o seria para uma sumidade no assunto", disse.

A sindicância do BC afirma que o funcionário ocupou importantes cargos e funções, mas os objetos contratados são de uma área do conhecimento mais próxima da sociologia, que não é a especialidade dele.

Procurada, a defesa do empresário afirmou que "o tema está atualmente sob a apreciação do Poder Judiciário e tanto a Varajo Consultores quanto o seu sócio têm cooperado com a Justiça para a apuração da realidade dos fatos". A defesa de Vorcaro, procurada por meio de sua assessoria de imprensa nesta quinta-feira (9), informou que não iria se manifestar.

Como mostrou a Folha, investigação do Banco Central também mostrou que o ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza simulou a venda de um sítio em Minas Gerais para ocultar recebimento de propina do Banco Master ou de pessoas ligadas ao grupo.

O segundo contrato firmado por Santana com a Varajo Consultoria tinha como objetivo complementar o estudo realizado e executar um ciclo de palestras no projeto "Jovens Potentes".

Em oitiva, Santana disse ter sido contratado para implementar o projeto, fazendo a sensibilização de empresas.

Como entrega concreta, segundo ele, houve a criação de uma logomarca para o projeto, a criação de perfis nas redes sociais –LinkedIn e Instagram (com pouco mais de 1.000 seguidores)– e a divulgação da logomarca nas plataformas. O conteúdo com melhor desempenho no Instagram obteve 65 curtidas. Além disso, ele contou ter realizado um webinário, com adesão de apenas 20 pessoas.

"O servidor investigado sequer tinha domínio ou noção exata do próprio objeto do contrato, a constituir forte indício de que o negócio jurídico foi parte de manobra artificiosa para ‘esquentar’ o recebimento de recursos", disse a sindicância.

Os membros ainda ressaltaram que os contratos foram muito mal elaborados e os produtos entregues não tinham conexão com o compromisso firmado.

A investigação disse ver indícios de que o contrato "foi mero negócio simulado para tentar dar aspecto legítimo ao pagamento ilícito feito ao contratado."

Segundo o relatório, a Varajo Consultoria, de Palhares, tinha R$ 10 mil de capital social e sede em um espaço de coworking em São Paulo "–circunstâncias que seriam incompatíveis com a contratação de um projeto no valor de R$ 4 milhões".

Palhares também comanda a Super Empreendimentos, investigada pela Polícia Federal sob a suspeita de servir de canal de pagamentos pelo Master a agentes públicos. E é diretor da Solar (Sociedade Organizada Spread of Love and Respect), que tem como embaixadora a filha de Daniel Vorcaro.

Santana atuou, de 2019 a 2026, como chefe do Departamento de Supervisão Bancária, lidando diretamente com informações de interesse das instituições bancárias.

Segundo a sindicância, as informações revelaram um vínculo claro, embora indireto, entre o servidor e a instituição sob supervisão do BC, havendo conflito de interesses.

Os procuradores do BC que assinam o documento também lembram que, como chefe do departamento de supervisão, Santana tinha enorme poder de influência e decisão sobre instituições bancárias – inclusive o Banco Master – e com acesso a informações.

A comissão pontuou que o ex-chefe do BC não consultou a Comissão de Ética da autarquia sobre o caso, mesmo tendo sido membro (titular ou suplente) do comitê por mais de três anos, entre 2022 e 2025, quando já tinham sido detectadas irregularidades no caso Master.

Em seu depoimento, Santana disse que, ao tomar conhecimento de possível relação de Palhares com a instituição supervisionada, optou por encerrar a prestação de serviços.

Também afirmou ter ponderado a Palhares que não teria disponibilidade para elaborar o projeto, ao que este teria respondido que tinha interesse, unicamente, em utilizar "seu nome e imagem", sem necessidade de efetiva participação em sua elaboração.

Na oitiva, Santana também argumentou que não adotou medidas que favorecessem o conglomerado Master. A comissão, porém, afirma que, para a configuração dos ilícitos, é desnecessário que os atos em benefício do agente corruptor sejam efetivamente consumados.

As conclusões levaram o grupo a propor a instauração de processo administrativo disciplinar contra Santana na CGU (Controladoria-Geral da União).

Segundo a autarquia, os indícios apontam para a caracterização de enriquecimento ilícito, recebimento de propina, prática de corrupção e improbidade administrativa.

Alvo de investigação da Polícia Federal, Santana foi submetido a medidas cautelares, como a suspensão do exercício de função pública, proibição de acesso às dependências do BC e a imposição de monitoramento eletrônico.

Os advogados de Santana afirmaram que estão avaliando todo o material das investigações conduzidas pela Polícia Federal, conforme disponibilizado pelo Supremo Tribunal Federal, bem como os recentes desdobramentos perante a CGU.

Também disseram que todos os esclarecimentos serão apresentados oportunamente às autoridades e que o servidor sempre exerceu suas atividades no Banco Central "de forma técnica e, principalmente, lícita, dentro dos limites legais, observando-se a natureza prudencial inerente à referida autarquia".

"Isso significa dizer que não houve, de sua parte, favorecimento a qualquer instituição financeira, muito menos ao Banco Master, conforme já apontado pelo Tribunal de Contas da União, em relação à supervisão realizada pelo BC, em matérias veiculadas pela própria imprensa".

Informou ainda que "espera que seja resguardado o regular contraditório nas instâncias administrativa e policial em trâmite neste momento, principalmente sobre a compatibilidade entre suas atividades no BC e serviços de caráter social que foram efetivamente realizados para a promoção de igualdade de oportunidades para jovens no mercado financeiro".

Politica Livre

Exército prende militares condenados por trama golpista após ordem de Moraes

 

Exército prende militares condenados por trama golpista após ordem de Moraes

Por Folhapress

10/04/2026 às 10:17

Foto: Luiz Silveira/Arquivo/STF

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Alexandre de Moraes

O Exército cumpre nesta sexta-feira (10) quatro mandados de prisão contra membros da corporação condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pela trama golpista.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Já foram presos Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues, subtenente da ativa; e Guilherme Almeida, tenente-coronel da ativa.

O primeiro foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo, e os dois últimos foram presos em Brasília, no Distrito Federal.

Além disso, estão foragidos Reginaldo Abreu, coronel da reseva do Exército, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

O STF oficializou em novembro do ano passado o fim do processo e o início do cumprimento da pena dos condenados da trama golpista.

Os presos dessa operação foram condenados por participar do núcleo da desinformação da trama golpista.

O grupo foi acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de difundir informações falsas sobre as urnas eletrônicas e promover ataques contra os chefes das Forças Armadas contrários ao golpe de Estado.

Além dos cinco com mandados de prisão, fazem parte do núcleo Ailton Barros (major expulso do Exército), e Marcelo Bormevet (policial federal).

O núcleo é formado por ex-integrantes do governo Bolsonaro de escalões inferiores, militares do Exército e acusados de disseminar desinformação sobre as eleições.

Segundo a denúncia, os ex-integrantes da Abin Giancarlo Rodrigues e Marcelo Bormevet participaram de uma estrutura paralela da agência para a produção e disseminação de notícias falsas e ataques contra opositores políticos de Bolsonaro.

Gonet diz que o major e ex-assessor do Ministério da Saúde Ângelo Denicoli atuou com o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem nos "ataques sistemáticos de Jair Bolsonaro ao processo eleitoral".

Já o tenente-coronel Guilherme Almeida é acusado de difundir o material falso sobre fraude nas eleições presidenciais, e o coronel Reginaldo Vieira de Abreu teria tentado interferir no relatório das Forças Armadas sobre o sistema eletrônico de votação.

Carlos Cesar Rocha teria sido o responsável por produzir um "relatório técnico maliciosamente manipulado" pelo Instituto Voto Legal para o Partido Liberal.

Segundo Moraes, Rocha fraudou o documento técnico para viabilizar uma representação eleitoral do PL para pedir a anulação de votos e declarar a vitória de Bolsonaro na disputa eleitoral de 2022.

Na ocasião, Moraes disse que a acusação demonstrou a participação de Rocha nos ataques à Justiça Eleitoral, configurando os crimes de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. O ministro, porém, votou pela absolvição do réu pelos crimes de golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

O major da reserva Ailton Barros, por fim, é acusado de promover ataques virtuais contra os chefes das Forças Armadas que foram contrários à tentativa de golpe. Os alvos teriam sido determinados pelo ex-ministro Braga Netto, como mostram mensagens obtidas pela investigação.

Veja as penas estipuladas para o núcleo:

Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército): 17 anos de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército): 15 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Marcelo Bormevet (policial federal): 14 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Giancarlo Gomes Rodrigues (sargento do Exército): 14 anos de prisão em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Ailton Barros (major expulso do Exército): 13 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército): 13 anos e seis meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 120 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Carlos Cesar Rocha (presidente do Instituto Voto Legal): 7 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 40 dias-multa, sendo um salário mínimo cada dia-multa.

Politica Livre

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