quinta-feira, abril 09, 2026

Rompimento de Belivaldo deixa reduto governistas atordoado

 em 9 abr, 2026 8:22

Adiberto de Souza

Os governistas ainda estão zonzos com a decisão do ex-governador Belivaldo Chagas (Pode) de romper com o bloco da situação para apoiar a pré-candidatura ao governo do ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos). E não é pra menos: uma das figuras mais importantes na eleição de Mitidieri, o ex-gestor entregou o estado ao agora ex-aliado com muito dinheiro em caixa e um grande volume de obras praticamente prontas para serem inauguradas, coisas que serão ressaltadas durante a campanha. Além disso, Chagas desembarca na oposição ao lado da filha e superintendente do Sebrae, Priscila Felizola (Republicanos), que deve ser candidata a vice na chapa do itabaianense. Portanto, a saída de um quadro dessa importância da canoa mitidierista é mesmo para deixar muita gente com a pulga atrás da orelha. Assim como Chagas, outros aliados do governador também já devem ter arrumado as malas, estando aguardando apenas o momento certo para pular a cerca. Acreditando em pesquisas – muitas das quais encomendadas por bajuladores – e apostando que já está reeleito, o governador parece não enxergar além dos arredores do Palácio, talvez por acreditar que a sua reeleição depende apenas do Diário Oficial e da chave do cofre estadual para custear obras. Para muitas lideranças políticas, se Mitidieri não deixar a soberba de lado e se afastar da renca de puxa-sacos que o cerca, caminha a passos largos para ser derrotado em outubro próximo. Quem viver, verá!

Ministro em Sergipe

O governador Fábio Mitidieri (PSD) pega carona, hoje, na solenidade montada pelo governo do presidente Lula da Silva (PT) para a inauguração de um trecho da BR-101 no município de Maruim. Comandado pelo ministro dos Transportes, George Santoro, o evento deve ficar cheio de petistas, principalmente daqueles que querem uma carona no palanque do líder pedessista. Além dos oito quilômetros duplicados da rodovia, o ministro assinará duas ordens de serviço para a duplicação de novos segmentos da BR-101/SE no sul do estado. As intervenções somam 16 quilômetros entre Estância e Umbaúba e outros 19,1 quilômetros entre Umbaúba e Cristinápolis, até a divisa com a Bahia, com investimentos de R$ 499,3 milhões. Marminino!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/rompimento-de-belivaldo-deixa-reduto-governistas-atordoado/

Policial penal é denunciado pelo MPSE por feminicídio em hotel de Aracaju

 em 9 abr, 2026 18:20


Thiago Sóstenes foi denunciado por feminicídio (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O policial penal Thiago Sóstenes Miranda de Matos, de 35 anos, foi denunciado pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) pelo assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, ocorrido em um hotel na zona sul de Aracaju. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 9, pelos advogados que representam a família da vítima.

De acordo com os advogados, a denúncia enquadra o caso como feminicídio qualificado, com agravantes como o uso de arma de fogo de uso restrito. O Ministério Público reconheceu a gravidade extrema do crime, destacando que a utilização de arma dificulta qualquer tentativa de defesa da vítima e a motivação torpe, relacionada ao ciúme excessivo e no sentimento de posse.

O crime ocorreu na madrugada do dia 22 de março, quando o policial penal teria invadido o quarto onde Flávia estava hospedada e efetuado diversos disparos a curta distância, surpreendida durante o repouso noturno. Após o ataque, ele tentou tirar a própria vida, foi socorrido e encaminhado ao hospital.

A investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já havia indiciado o policial por feminicídio, com base em depoimentos, imagens e laudos periciais elaborados pelo Instituto de Criminalística. Depois de receber alta, o suspeito passou a cumprir prisão no Presídio Militar de Sergipe (Presmil). Thiago Sóstenes também foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso após o ocorrido.

A prisão do acusado foi mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada no último dia 26, na 5ª Vara Criminal de Aracaju. Segundo a defesa, durante a audiência, Thiago optou por permanecer em silêncio. Também houve um pedido para que ele retornasse ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), o que foi negado.

Os advogados da família da vítima afirmam que acompanharão todas as etapas do processo, incluindo a produção de novas provas periciais, como análises balísticas e de dispositivos eletrônicos apreendidos. A expectativa é que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, com o objetivo de garantir celeridade e rigor na condução do processo.

Flávia era empresária com forte presença nas redes sociais e morava em Paulo Afonso, no norte da Bahia. O caso teve grande repercussão em todo país e segue sendo acompanhado pelas autoridades.

Por Aline Souto e Verlane Estácio

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Flávio Dino pede vista em julgamento sobre eleições no RJ, e placar no STF é de 4 a 1 por pleito indireto

 

Flávio Dino pede vista em julgamento sobre eleições no RJ, e placar no STF é de 4 a 1 por pleito indireto

Por Italo Nogueira e Ana Pompeu, Folhapress

09/04/2026 às 15:40

Atualizado em 09/04/2026 às 18:37

Foto: Victor Piomonte/STF/Arquivo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino

O ministro Flávio Dino pediu nesta quinta-feira (9) vista dos processos no STF (Supremo Tribunal Federal) que tratam das eleições para escolha do governador-tampão do Rio de Janeiro, que comandará o Palácio Guanabara até o fim do ano.

Dino afirmou que prefere aguardar a publicação do acórdão do julgamento em que o ex-governador Cláudio Castro (PL) foi condenado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), adiando a definição do caso.

Apesar do pedido, os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos, registrando 4 a 1 em favor das eleições indiretas, pelos deputados estaduais da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Os três afirmaram ver avanço do Supremo sobre tema de responsabilidade do TSE, do qual fazem parte.

Há ainda divergência sobre quem conduz o Palácio Guanabara até a definição do governador -tampão, como determina liminar ainda válida do ministro Cristiano Zanin.

Dino defendeu a permanência do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, como interino até a conclusão do caso. Mendonça argumentou que o magistrado permaneça no cargo apenas até a eleição do presidente da Alerj, que assumiria o cargo após escolhido.

Ao suspender o julgamento, o presidente do STF, Edson Fachin, disse que Couto deve permanecer no exercício do cargo "com todos os poderes e prerrogativas inerentes da chefia do Poder Executivo".

O julgamento havia sido interrompido na quarta (8) com um empate. O ministro Cristiano Zanin, relator do processo, manteve seu posicionamento favorável ao pleito por voto popular e Luiz Fux se posicionou em favor do pleito pelos deputados estaduais.

O plenário julga reclamação proposta no Supremo pelo PSD-RJ, do ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato a governador, pedindo a realização de eleições diretas no estado.

O partido argumenta que a renúncia de Cláudio Castro na véspera do julgamento do TSE, em março, foi uma manobra para evitar a eleição direta, que poderia ser determinada pelo tribunal em caso de cassação do mandato no julgamento em que o ex-governador foi declarado inelegível.

A Constituição fluminense prevê eleição indireta, pelos deputados estaduais, caso a dupla vacância dos cargos de governador e vice ocorra sem condenação eleitoral. O estado está sem vice-governador desde o ano passado, quando Thiago Pampolha renunciou para assumir uma cadeira no TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Mendonça afirmou que a data de renúncia de Castro não pode, por si só, indicar um drible à punição da Justiça Eleitoral. Ele disse que a saída do cargo ocorreu em razão do prazo de desincompatibilização (4 de abril) em datas próximas às de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, e de Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda.

"Renunciar a alguns dias ou mesmo a poucas semanas do prazo final não parece ser conduta anômala ou indicativa, per si, de desvio de finalidade. [...] Entender que essa renúncia, no contexto da necessária desincompatibilização e a mobilização para se candidatar ao Senado, teve a finalidade oculta e ilegítima de interferir no formato da eleição extraordinária, me parece um salto interpretativo que não pode prevalecer", disse Mendonça.

Cármen Lúcia indicou posição semelhante.

Nunes Marques, por sua vez, apontou que, mesmo que fosse entendida como burla à Justiça Eleitoral, a renúncia mantinha seus efeitos no "plano institucional", levando à eleição indireta.

Durante a sessão, os ministros buscaram defender a atuação do TSE, que reconheceu erro na emissão da certidão de julgamento de Castro. Cármen Lúcia, presidente da corte eleitoral, classificou a reclamação do PSD-RJ como ageressiva.

"Uma assunção indevida, muito agressiva contra o Tribunal Superior Eleitoral. A petição inicial fala que a certidão equivaleria ao voto prolatado e ao acórdão prolatado, o que, como eu disse desde ontem, não existe", disse ela.

Mendonça afirmou que houve um questionamento antecipado do TSE. "Na minha perspectiva houve um atravessamento e uma deslegitimação do TSE no exercício de suas atribuições."

O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, mencionou os questionamentos à Justiça Eleitoral feito por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022. Ele citou a necessidade de preservar o TSE em razão da iminente mudança de comando da corte —Cármen Lúcia vai ser substituída pelo ministro Kássio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro.

"Esse momento que o tribunal está passando por troca de guarda, é fundamental que tenhamos esse senso de autopreservação, de preservação do TSE. Ele é árbitro. Não pode ser envolvido nesse pugilismo político", disse Mendes.

Flávio Dino apontou que temas cruciais para o julgamento no STF não foram tratados na sessão do TSE. Entre eles está a decisão sobre a cassação do diploma do ex-governador.

O STF vai aguardar a publicação do acórdão do TSE, sob responsabilidade do ministro Antônio Carlos. Não há prazo para a divulgação do documento, que resume o julgamento e expõe os argumentos do tribunal e os efeitos da condenação.

Politica Livre

Alcolumbre destrava indicação de Messias ao STF, e sabatina é marcada para dia 29 deste mês

 

Alcolumbre destrava indicação de Messias ao STF, e sabatina é marcada para dia 29 deste mês

Por Carolina Linhares, Folhapress

09/04/2026 às 16:22

Atualizado em 09/04/2026 às 16:54

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu enviar à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quinta-feira (9), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

A sabatina foi marcada para o dia 29 de abril, e a votação em plenário deve acontecer em seguida, na mesma data. Na próxima quarta-feira (15), na reunião da CCJ, o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), vai ler seu relatório, que será favorável à aprovação de Messias.

O calendário foi acertado em uma conversa, nesta quinta, entre Alcolumbre, Weverton e o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD).

Além da sabatina na CCJ, Messias precisa receber a maioria absoluta de votos no plenário, ou seja, ser aprovado por ao menos 41 senadores em votação secreta.

A mensagem que formaliza a indicação de Messias foi enviada ao Senado pelo presidente Lula (PT) no último dia 31, mas estava parada desde então, em meio à relação desgastada entre Alcolumbre e o petista. O anúncio do nome havia sido feito há mais de quatro meses, no dia 20 de novembro.

Naquela época, o governo enfrentou um impasse com Alcolumbre, que resistia ao nome de Messias. A preferência inicial do presidente do Senado era pelo nome do também senador Rodrigo Pacheco (hoje no PSB-MG). Lula, então, decidiu segurar o envio do comunicado oficial para ter mais tempo de articulação política para a sabatina.

Apoiadores do advogado-geral no Congresso afirmam que sua situação está melhor agora do que em relação a novembro. O cálculo feito nos bastidores é de que Messias tem hoje cerca de 56 votos favoráveis entre 81 senadores.

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