quinta-feira, abril 09, 2026

Fux cita Master e diz que, se políticos do RJ forem ao inferno, vão com 'altas autoridades

 

Fux cita Master e diz que, se políticos do RJ forem ao inferno, vão com 'altas autoridades'

Declaração foi dada após Gilmar ligar jogo do bicho a deputados e Dino citar cenário de perplexidade

Por Italo Nogueira/Ana Pompeu/Folhapress

09/04/2026 às 17:45

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Imagem de Fux cita Master e diz que, se políticos do RJ forem ao inferno, vão com 'altas autoridades'

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou nesta quinta-feira (9) o caso do Banco Master, que envolve colegas da corte, para defender seu estado de origem, o Rio de Janeiro, de críticas que considerou "generalizadas".

O embate ocorreu durante o julgamento sobre as eleições do mandato-tampão para o comando do Palácio Guanabara.

Fux saiu em defesa do Rio após críticas à degradação institucional do estado feita por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes (os dois citados no caso Master) e Flávio Dino. Para o ministro carioca, os comentários foram "manifestação de profundo descrédito em relação ao Rio de Janeiro de forma generalizada".

"Eu até credito que muitos assim o fizeram, porque ingressaram no Supremo Tribunal Federal em época posterior, mas essa perplexidade não seria tão grande se colegas tivessem participado do julgamento do mensalão, do julgamento da Lava Jato, desse julgamento agora do INSS e do Banco Master, porque os escândalos não são concentrados no estado do Rio de Janeiro", afirmou Fux.

Gilmar pegou carona em um avião da Prime Aviation, empresa da qual o dono do Master, Daniel Vorcaro, era sócio.

"Há bons políticos políticos no estado do Rio de Janeiro, que representam o estado na Câmara Federal. São excelentes políticos. De sorte que se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades", afirmou Fux.

A fala do ministro ocorreu após Gilmar, Dino e Moraes debaterem o envolvimento de políticos do estado em escândalos criminais.

Gilmar afirmou ter recebido informações do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segundo a qual "32 ou 34 parlamentares da Assemleia recebem mesada do jogo do bicho". "Estamos vivendo esses episódios a toda hora. Deus tenha piedade do Rio de Janeiro."

Dino listou a sequência de ex-governadores presos ou investigados por crimes, sendo o último o ex-governador Cláudio Castro (PL), condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Repito Gilberto Gil: 'o Rio de Janeiro continua lindo, continua sendo'. Nada contra. Mas, institucionalmente, o povo do Rio tem essa perplexidade."

Moraes citou o caso Marielle Franco, em que foram condenados dois ex-deputados fluminense, Domingos e Chiquinho Brazão, ambos também apontados como líderes de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro.

Politica Livre

Moraes determina perda de cargos de coronéis da PM por omissão no 8 de Janeiro


Decisão atinge oficiais condenados a 16 anos de prisão

Ana Pompeu
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF(Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (8) que a Polícia Militar do Distrito Federal declare a perda dos cargos públicos dos cinco coronéis condenados por omissão durante os ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Segundo o relator, com base na jurisprudência do STF, não há controvérsia sobre a possibilidade de perda do posto e da patente de oficial como consequência de condenação criminal, seja por crime militar ou comum.

A corporação enviou um ofício ao ministro no último dia 25 pedindo orientações sobre o cumprimento da decisão de expulsar Fábio Augusto Vieira, Klepter Rosa Gonçalves, Jorge Naime Barreto, Paulo José Ferreira e Marcelo Casimiro. O relator respondeu ao questionamento na decisão.

OMISSÃO – Moraes reproduziu trecho do voto dado por ele pela condenação no qual afirma que as condutas dos militares foram “marcadas pela omissão deliberada no cumprimento do dever funcional” e têm “manifesta incompatibilidade com a permanência no serviço público”.

Os ex-integrantes da cúpula da corporação tiveram pena de 16 anos de prisão fixada pela Primeira Turma pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Além disso, o colegiado também havia decretado a perda dos cargos públicos.

“Não há, portanto, qualquer dúvida em relação à decisão proferida […] uma vez que, nos termos da tese firmada no julgamento do ARE 1.320.744/DF, de minha relatoria, a perda da graduação da praça pode ser declarada como efeito secundário da sentença condenatória pela prática de crime militar ou comum”, disse Moraes.

PERDA DOS CARGOS – Os oficiais estão presos desde 11 de março na chamada Papudinha, em Brasília, mas a decisão do Supremo que condenou o grupo determinou também a perda dos cargos públicos. Como mostrou a coluna Painel, a situação dos cinco coronéis hoje causa apreensão na Polícia Militar do DF. Enquanto as tropas temem que a decisão de Moraes abra um precedente capaz de encurtar o rito de expulsão da categoria, familiares relatam angústia com a possível perda da aposentadoria.

No ofício enviado a Moraes, a PMDF reafirma seu “integral e incondicional compromisso com o fiel e imediato cumprimento” da decisão, mas diz haver uma dúvida sobre o regime constitucional específico aplicável aos militares estaduais e do DF sobre a perda do posto e da patente.

“A questão assume relevo particular em razão da condição dos atingidos —oficiais já na inatividade (reserva remunerada)—, circunstância que recomenda a definição mais precisa acerca da forma de implementação do comando decisório, especialmente diante das especificidades do regime jurídico-constitucional aplicável à categoria”, diz o documento.

POLICIAIS MILTARES CONDENADOS: 

Coronel Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da PMDF em 8 de janeiro.

Coronel Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral da PMDF em 8 de janeiro, promovido a comandante-geral pelo interventor Ricardo Cappelli no dia 9.

Coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-comandante do DOP (Departamento de Operações) da PMDF, de licença em 8 de janeiro.

Coronel Paulo José Ferreira, chefe interino do DOP em 8 de janeiro devido à folga de Naime.

Coronel Marcelo Casimiro, ex-comandante do 1º CPR (Comando de Policiamento Regional) da PMDF.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mais um grave erro judiciário de Moraes e da Primeira Turma do STF. O coronel Jorge Naime Barreto estava de férias, viu o problema na TV e correu para a Praça dos Três Poderes, para ajudar a repressão aos manifestantes. Como pode ser acusado de omissão? (C.N.)

Sugestão de Pauta | "Nós não somos pessoas do passado, estamos aqui no presente", diz Eloy Terena sobre valorização da cultura indígena

 “Nós não somos pessoas do passado, estamos aqui no presente”, diz Eloy Terena sobre valorização da cultura indígena

Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, titular dos Povos Indígenas destacou importância da memória indígena e criação dos espaços de representatividade

 

Ministro aproveitou a entrevista para falar sobre a campanha "Brasil Raiz de Verdade: É Indígena o Berço da Nossa Identidade", que propõe um resgate da memória ancestral do país. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, destacou, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta quinta-feira, 9 de abril, a importância de respeitar e homenagear os povos indígenas no tempo presente. “Nós não podemos mais entender os povos indígenas como aquelas figuras dos nossos livros de história, no dito descobrimento do Brasil. Nós não somos pessoas que ficaram no passado, nós estamos aqui, no presente.”

 

"Nós não podemos mais entender os povos indígenas como aquelas figuras dos nossos livros de história, no dito descobrimento do Brasil. Nós não somos pessoas que ficaram no passado, nós estamos aqui, no presente.”
Eloy Terena
Ministro dos Povos Indígenas 

 

Terena aproveitou a ocasião do 19 de abril, quando é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, para relembrar o motivo essencial da mudança de nomenclatura da data comemorativa, que até 2023 chamava-se Dia do Índio. “Parece que é uma simples mudança, mas não. A palavra ‘índio’ tem uma carga colonial muito grande e reforça estereótipos que recaem sobre os indígenas”, disse.
 

“Você ter ali o reconhecimento do nome de ‘povos indígenas’ é você reconhecer que o Brasil tem 391 povos diferentes, 295 línguas indígenas que ainda são faladas neste país. Cada um com seu costume, cultura, forma de organização própria e maneira própria de ver o mundo”, completou o ministro.
 

ABRIL INDÍGENA — Com o objetivo de propor um resgate da memória ancestral do país, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a campanha "Brasil Raiz de Verdade: É Indígena o Berço da Nossa Identidade". A ação de comunicação percorrerá todo o mês de abril e tem o objetivo de conectar o público à ancestralidade indígena, revelar hábitos e saberes de origem indígena muitas vezes desconhecidos e valorizar essa contribuição para a formação da identidade brasileira.
 

Para Eloy Terena, a diversidade indígena precisa ser vista com orgulho pelos brasileiros. “Nós precisamos aprender a conviver com toda essa diversidade e respeitá-la. E essa campanha, essa mensagem do Abril Indígena, vem justamente nesse sentido, para a gente não só reconhecer, mas também valorizar essa raiz dos povos indígenas, porque as raízes do povo brasileiro ainda estão entre nós, nós estamos entre vocês”, ressaltou.
 

Os conteúdos da campanha serão veiculados nas principais plataformas online, trazendo vídeos e postagens em redes sociais que abordam temas como vocabulário de origem indígena, contribuição econômica dos povos indígenas e segurança alimentar. “Nós temos povos nos mais diversos biomas, das mais diversas línguas. Estamos presentes em todos os estados brasileiros, não apenas na Amazônia brasileira”, relembrou o ministro.
 

UNIVERSIDADE — Outro destaque feito pelo titular dos Povos Indígenas foi a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), que está em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o ministro, este é um dos principais legados que a pasta deseja deixar neste mandato. “Nós temos feito um esforço muito grande, com o Ministério da Educação, de valorizar a cultura indígena contemporânea. Vai ser justamente uma universidade gerida por indígenas e quem vai ganhar com isso é toda a sociedade brasileira, não só os povos indígenas”, declarou.
 

REPRESENTATIVIDADE — Sobre a representatividade indígena nos espaços de decisão pública, Terena disse que atualmente vivemos em um momento simbólico onde candidaturas indígenas estão cada vez mais presentes. “Hoje temos indígenas que são advogados, ministros, deputadas. E nem pelo fato de estarmos ocupando essas instâncias, deixamos de ser indígenas. É importante as pessoas terem essa consciência de que os povos indígenas, quando chegam nesses espaços de decisão, não chegam sozinhos. Eles estão levando consigo uma coletividade”, ressaltou.
 

O ministro completou que esse sentimento coletivo é importante também para os não indígenas, porque levam adiante, além da pauta indígena, a pauta ambiental, a defesa de direitos coletivos e a defesa dos interesses das comunidades periféricas.

 

 

EMPREENDEDORISMO — Durante a entrevista, Eloy Terena comentou sobre a importância de se apoiar iniciativas empreendedoras nas comunidades, assim como o turismo indígena, respeitando a territorialidade e a cultura. Ele ressaltou a criação de um projeto, junto ao Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), que oferecerá capacitação e fomento produtivo para as comunidades, fortalecendo o cooperativismo e o empreendedorismo indígena.
 

Sobre o etnoturismo, ou turismo indígena, o ministro destacou o apoio à prática bem gerida, quando se é coordenada pelos povos originários, gerando imersão cultural ao visitante e também retorno econômico para as próprias comunidades indígenas.
 

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira (9/4) a Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA); Correio da Manhã (Rio de Janeiro/RJ); Rádio Bandeirantes (Campinas/SP); Rádio CBN Foz (Foz do Iguaçu/PR); e Rádio Acta (Maceió/AL).

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

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"CORRUPÇÃO: UM DIÁLOGO ENTRE ESTADO,..." by Jhonata Assmann

 

CORRUPÇÃO: UM DIÁLOGO ENTRE ESTADO, SOCIEDADE E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
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Desenrola para enrolar de novo

 


Desenrola para enrolar de novo

 

O Idec expressa preocupação com a construção de um novo programa de renegociação de dívidas das famílias sem participação social, bem como a devida transparência sobre os resultados da experiência anterior e sem o combate das causas estruturais do endividamento.

 

São Paulo, 09 de abril de 2026 – O Governo Federal informou que está em discussão a elaboração de um projeto inspirado no Programa Desenrola Brasil. De acordo com as poucas informações divulgadas até o momento, a iniciativa será apresentada como Medida Provisória e poderá utilizar o FGTS para quitar as dívidas ou facilitar o pagamento.

 

Apesar de ser importante tratar do endividamento da população, para o Instituto de Defesa de Consumidores - Idec, um programa construído em tempo recorde não parece ser a melhor indicação para o problema.

 

“Uma política pública construída às pressas, sem debate amplo com a sociedade, em especial de representantes de consumidores, e sem avaliação consistente de experiências anteriores, tende a reproduzir limitações já conhecidas", explica Ione Amorim, economista e consultora do Instituto.
 

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), responsável pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o endividamento das famílias atingiu 80,2% em março/2026, o maior índice da série histórica iniciada em 2010. Uma outra informação divulgada pelo Banco Central, no relatório de Estatísticas Monetária de Crédito, aponta, neste mesmo período, que o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas bancárias atingiu 29,33%, enquanto a inadimplência foi a maior em quase uma década, atingindo 6,9% em fevereiro de 2026.
 

Em conjunto, esses indicadores apontam para o agravamento do endividamento familiar, que ultrapassou, inclusive, o período da pandemia - quando o Brasil vivia uma crise sanitária e econômica com perda de emprego e redução de renda.
 

De acordo com Ione, com o passar dos anos, novos fatores somaram-se ao endividamento que já era preocupante: a ampliação da oferta de crédito, as taxas de juros em elevação contínua e, recentemente, a chegada das Bets. Elementos que contribuem, diretamente, para a desestruturação financeira das famílias. “Mesmo em um momento de, relativamente, pleno emprego e inflação controlada, o nível da renda mostra-se insuficiente, resultando em uma incapacidade de pagar as dívidas e, com isso, maior dependência de crédito caro”, explica.
 

Nesse contexto, o cartão de crédito se consolida como um dos principais vetores do endividamento. A ampla facilidade de acesso combinada com taxas de juros do rotativo acima de 400% ao ano, transforma essa modalidade em um dos mecanismos mais caros de financiamento de consumo. Dados do Banco Central indicam que cartão de crédito responde por 63,5% da inadimplência entre as modalidades de crédito, evidenciando o seu papel principal de desequilíbrio das condições financeiras das famílias.
 

Para o Idec, é fundamental que eventuais reformulações do programa avancem para além de iniciativas pontuais de renegociação e incorporem elementos estruturais alinhados à Lei do Superendividamento. Isso inclui a adoção de critérios mínimos obrigatórios para renegociação, mecanismos de avaliação da capacidade de pagamento, transparência integral das condições dos acordos e sistemas de monitoramento pós-negociação.
 

“Antes de repetir o remédio, seria fundamental avaliar os resultados do programa anterior. Qual foi o impacto real sobre o nível de endividamento das famílias? Houve redução sustentável da inadimplência ou apenas um alívio momentâneo? Quantos consumidores voltaram a se endividar após a renegociação?”, reforça a pesquisadora de Infraestruturas Públicas Digitais do Idec, Viviane Fernandes.
 

A experiência anterior do Programa Desenrola Brasil em 2023/2024 evidencia a necessidade de revisão estrutural das políticas públicas voltadas ao enfrentamento do superendividamento das famílias. Embora o programa tenha viabilizado a renegociação de volumes significativos de dívidas, contemplando grande número de beneficiários, os dados disponíveis indicam que seu impacto sobre a inadimplência foi limitado e de curta duração. A redução observada não se sustentou ao longo do tempo, indicando que o programa atuou sobre o estoque das dívidas, sem alterar a dinâmica de produção de novos endividamentos.
 

Vale lembrar que a implementação do programa também revelou fragilidades importantes. Foram registrados problemas de comunicação e de acesso à plataforma, além da ocorrência de fraudes e golpes associados ao processo de renegociação, expondo consumidores a novos riscos em um momento de vulnerabilidade. Houve ainda relatos de reativação de dívidas antigas, já prescritas ou próximas da prescrição, que voltaram a ser cobradas no contexto do programa, muitas vezes sem a devida clareza para o consumidor.
 

A proposta atual sinaliza a repetição de uma estratégia, baseada em descontos e refinanciamento das dívidas existentes. Esse tipo de abordagem pode produzir alívio imediato, mas não altera as condições que levam ao endividamento.
 

Nesse sentido, o Idec questiona a recorrência de políticas que tratam o endividamento das famílias por meio de medidas paliativas, acordadas majoritariamente com os representantes do setor financeiro – que, ao final, sempre lucram com essas iniciativas – sem enfrentar seus problemas estruturais. Entre eles, destacam-se a oferta irresponsável de crédito, a diversidade de produtos financeiros inadequados ao perfil dos consumidores, as assimetrias informacionais no sistema financeiro, o elevado custo do crédito e a ausência de mecanismos eficazes de prevenção e tratamento do superendividamento.

 

“Infelizmente corremos o risco de assistir, mais uma vez, à criação de um programa que abrirá espaço para reduzir a inadimplência momentânea, mas não mudará a dinâmica de produção de novas dívidas”. “É fundamental que as organizações da sociedade civil e representantes de consumidores participem da definição dessa política”, finaliza Ione.

 

Mais informações sobre o Idec: Link

Link para posicionamento: Link

 

Contato para a imprensa:

Advice Comunicação Corporativa | advice@idec.org.br 

Christiane Mariotto | +55 11 99128-4092

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