quarta-feira, abril 08, 2026

Além do estreito de Hormuz, veja outros gargalos cruciais para o transporte de petróleo

 

Além do estreito de Hormuz, veja outros gargalos cruciais para o transporte de petróleo

Por Folhapress

08/04/2026 às 06:58

Foto: Arquivo Agência Petrobras

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Sonda da Petrobras

Desde que a guerra no Irã começou, em 28 de fevereiro, o estreito de Hormuz virou parte central do conflito. A interrupção do tráfego de navios pelo local, por onde passa 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, fez os preços das commodities dispararem e pressionou o abastecimento de diversas regiões.

O fechamento da passagem evidenciou que Hormuz é um dos grandes gargalos do transporte marítimo, mas ele não é o único.

Esses pontos de estrangulamento são passagens estreitas ao longo de rotas marítimas muito utilizadas, fundamentais para o comércio e a segurança energética mundial devido ao grande volume de insumos que passam por eles.

Os mercados internacionais de energia dependem de rotas confiáveis. O bloqueio do trânsito de petróleo por um grande gargalo, como Hormuz, pode causar atrasos substanciais no abastecimento e custos de frete mais elevados, elevando preços de energia no mundo todo.

A EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA) elenca, além do estreito de Hormuz, outros gargalos cujas interrupções poderiam acrescentar milhares de quilômetros às rotas alternativas e afetar os preços do petróleo e do gás natural, pressionando a inflação no mundo todo.

Veja outros pontos de estrangulamento marítimo

  • Estreito de Málaca
  • Cabo da Boa Esperança
  • Canal de Suez
  • Estreitos dinamarqueses
  • Estreito de Bab al-Mandeb
  • Estreitos turcos
  • Canal do Panamá

ESTREITO DE MÁLACA

A passagem conecta o Oceano Índico ao Oceano Pacífico, sendo a rota marítima mais curta entre os fornecedores de petróleo e gás natural do Oriente Médio e os mercados no leste e sudeste asiáticos. É o maior ponto de estrangulamento do mundo em termos de volume de trânsito de petróleo.

No primeiro semestre de 2025, foram transportados 23,2 milhões de barris por dia através do estreito —quase 60% desse volume pertencia aos principais produtores da Opep no golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque).

Como rotas alternativas, há outros dois pontos de estrangulamento menores no Oceano Pacífico: o estreito de Sunda e o estreito de Lombok.

CABO DA BOA ESPERANÇA

O Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África do Sul, não é tecnicamente considerado um ponto de estrangulamento, mas é uma rota importante para o comércio global e um ponto de trânsito significativo para petroleiros e cargas de GNL.

A EIA estima que 9,1 milhões de barris de petróleo por dia e derivados tenham passado pelo local na primeira metade de 2025. A passagem é uma rota marítima alternativa para embarcações que viajam para o oeste e desejam contornar o golfo de Áden, o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez. No entanto, desviar embarcações pelo cabo aumenta significativamente os custos e o tempo de transporte.

CANAL DE SUEZ

O Canal de Suez é uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural do golfo Pérsico. A passagem fica no Egito e conecta o mar Vermelho ao mar Mediterrâneo.

Antes de 2024, grande parte das exportações de petróleo e gás natural do golfo Pérsico para a Europa passava pelo canal. No entanto, após ataques da milícia Houthi a navios comerciais que transitavam pelo mar Vermelho, em novembro de 2023, algumas embarcações começaram a fazer rotas mais longas e custosas ao redor do Cabo da Boa Esperança para evitar a passagem.

O fluxo de barris de petróleo caiu pela metade de 2023 para 2024 por causa de preocupações com a segurança no local. Desde 2023, os fluxos de GNL pelo Canal de Suez destinam-se quase inteiramente ao Egito ou à Jordânia.

ESTREITOS DINAMARQUESES

Os estreitos dinamarqueses são formados por uma série de canais que conectam o mar Báltico ao mar do Norte. Historicamente, a rota era importante para as exportações de petróleo russo para a Europa, antes do início da guerra na Ucrânia em 2022 e as subsequentes sanções da UE às exportações de petróleo da Rússia.

Na primeira metade de 2025, estima-se que 4,9 milhões de barris de petróleo por dia passaram pelos estreitos. O Canal de Kiel, no norte da Alemanha, oferece uma rota alternativa para o petróleo em relação aos estreitos dinamarqueses, mas atende apenas navios-tanque de pequeno porte.

A Rússia foi a maior exportadora de petróleo pelos estreitos em 2025, com a maior parte do volume enviado para Ásia e Turquia.

ESTREITO DE BAB AL-MANDEB

O estreito de Bab al-Mandeb liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao mar da Arábia, sendo um ponto estratégico para o transporte de petróleo e gás natural do golfo Pérsico.

Assim como o Canal de Suez, o Bab al-Mandeb sofreu com ataques da milícia Houthi a navios comerciais a partir de novembro de 2023. Os volumes de petróleo bruto e condensado saudita que passaram pelo local caíram mais de 50% de 2023 para 2024. Os fluxos de GNL foram próximos de zero em 2024 e na primeira metade de 2025 em função da preocupação com a segurança e com as altas taxas de seguro no local.

ESTREITOS TURCOS

Os estreitos turcos estão entre as rotas mais difíceis de navegar do mundo e incluem as vias do Bósforo e dos Dardanelos (também conhecidas como estreito de Istambul e estreito de Çanakkale, respectivamente).

O Bósforo conecta o mar Negro ao mar de Mármara. O estreito dos Dardanelos liga o mar de Mármara aos mares Egeu e Mediterrâneo. Ambas as vias estão na Turquia e abastecem a Ásia, a Europa Ocidental e a Europa Meridional com petróleo da Rússia e da região do mar Cáspio.

Mais de 45 mil embarcações transitaram pelos estreitos em 2024, tornando a passagem um dos pontos de estrangulamento marítimo mais movimentados do mundo. A estimativa da agência dos EUA é de que 3,7 milhões de barris por dia de petróleo bruto e derivados de petróleo passaram pelo local na primeira metade de 2025.

Alternativas ao trânsito pela rota turca são o oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan, do Azerbaijão no mar Cáspio até o porto de Ceyhan na Turquia, e o oleoduto Iraque-Turquia, da região do Curdistão no norte do Iraque.

CANAL DO PANAMÁ

O Canal do Panamá conecta o Oceano Pacífico ao mar do Caribe e ao Oceano Atlântico. Apenas 3% do fluxo marítimo global total de petróleo passou pelo local entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, mas a hidrovia é uma rota importante para derivados de petróleo —que, diferentemente do petróleo bruto, são transportados em embarcações menores capazes de navegar pelo canal estreito.

A seca no lago Gatún, que fornece água para operar as eclusas do canal, já interrompeu fluxos pelo local no passado. As restrições levaram a longos atrasos e taxas de frete mais altas para embarcações que transportam GLP.

As alternativas ao Canal do Panamá incluem o estreito de Magalhães, o cabo Horn e a passagem de Drake, mas essas rotas acrescentam até 12.800 quilômetros de viagem ou envolvem a travessia de hidrovias perigosas.

Outras opções incluem seguir para o leste contornando o Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, ou atravessar o Canal de Suez. O Oleoduto Trans-Panamá é outra rota alternativa para o transporte de petróleo bruto.

Politica Livre

Federação com PP acelera racha e União Brasil enfrenta debandada em massa de deputados


Deputados criticam a condução partidária de Rueda

Levy Teles
Danielle Brant
Estadão

Recém-federado com o PP, o União Brasil sofre uma debandada que ameaça reduzir a bancada atual do partido quase à metade, o que levaria a legenda a registrar um dos piores desempenhos na janela partidária de 2026.

Em fevereiro, antes do início do período que permite aos parlamentares trocarem de partido sem perder o mandato, o União Brasil tinha 59 parlamentares. Até o momento, ao menos 22 já deixaram ou indicaram que vão deixar o partido. Há uma expectativa de que outra dezena deixe a legenda, que já foi a terceira maior bancada da Câmara.

CONDUÇÃO DE RUEDA – Os deputados que saem citam a necessidade de ter um palanque mais competitivo em seus Estados, mas também criticam a condução partidária do presidente Antonio Rueda, cuja habilidade política é contestada. Procurado, Rueda não respondeu aos contatos da reportagem.

Pauderney Avelino (AM), que já está com “um pé fora” do partido, atribui a Rueda parte da responsabilidade pela debandada. “O Rueda não é da política, não tem experiência”, afirmou.

Kim Kataguiri (SP), que deixou o União para inaugurar a bancada do recém-criado Missão nesta janela partidária, vê incompetência da direção nacional e conflitos regionais como fatores fundamentais para o abandono de colegas do partido. “O fato de que o partido não tem programa também faz com que cada um saia de acordo com sua conveniência política”, analisou.

NOMINATA – Uma das saídas mais ruidosas do partido foi a do deputado Danilo Forte (CE), que migrou para o PP. O parlamentar negociava a sua filiação ao PSDB e já tinha um acordo com o presidente nacional do partido, Aécio Neves. Porém, segundo Forte, não houve espaço na nominata do Ceará. A nominata é uma expressão que designa a lista dos candidatos de um partido ou de uma federação.

Forte buscava ser o nome do União para a disputa pela vaga do ex-ministro Aroldo Cedraz no Tribunal de Contas da União (TCU). Ele atribui à falta de cumprimento de acordo por parte de Rueda a decisão de ter deixado o partido. A eleição na Câmara para uma cadeira na Corte de Contas ainda não ocorreu.

O parlamentar diz que tinha apoio da bancada e do líder Pedro Lucas (MA) para disputar a vaga no TCU, mas que Rueda se esquivou de indicá-lo. “Eu cumpri todos os prazos que estavam pré-estabelecidos para essa indicação. Pedi a convocação da bancada várias vezes para tomar essa decisão. Mas o embarreiramento se deu exatamente pela postura do presidente”, afirmou.

INTERESSES PESSOAIS –  “Então, diante dessa situação e diante de tudo que a política exige de mim, a minha opção foi tomar meu rumo e ele continuar na postura e no gerenciamento que ele faz da política em função não da conjuntura econômica e social do país, mas dos interesses pessoais que ele coloca acima do partido”, concluiu Forte.

O União Brasil foi criado a partir da fusão do PSL com o DEM e teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em fevereiro de 2022. Dois anos depois, já estava mergulhado em uma crise, depois que um racha interno sacou do comando do União o então presidente Luciano Bivar (PE) e colocou Rueda no poder.

A partir daí, uma série de divergências internas aprofundou as fragmentações no União. No final do mesmo ano, por exemplo, o partido se dividiu novamente ao escolher um novo líder de bancada na Câmara. Rueda atropelou os trâmites partidários, que envolvia eleição para o substituto de Elmar Nascimento, e apontou Pedro Lucas para o posto.

DECLARAÇÃO – Em reunião da bancada no final de 2024, Forte deu uma declaração que agora soa profética. “Hoje o partido pode ter 60 deputados, mas no próximo ano pode ficar 25 ou 30. Todo mundo aqui vai procurar um partido”, afirmou. Nessa mesma reunião, Leur Lomanto Júnior (União-BA), defendeu a reconciliação para evitar que o partido virasse alvo de chacota. “Não queremos voltar à piadinha dos deputados, quando éramos chamados de ‘Desunião Brasil’”, afirmou.

Além dos problemas com Rueda, outro motivo apontado pelos dissidentes é a própria decisão de federar com o PP, que criou impasses regionais. Integrantes do União passaram a disputar com o PP o controle dos diretórios estaduais. Os que perderam a queda de braço decidiram deixar o partido.

A situação ocorreu, por exemplo, com o deputado Alfredo Gaspar, em Alagoas. Aliados do parlamentar dizem que Rueda chegou a prometer que ele assumiria o controle do diretório estadual, que foi para nas mãos do grupo do ex-presidente da Câmara Arthur Lira. Gaspar foi para o PL.

INTERVENÇÃO – Há ainda reclamações de que Rueda decide unilateralmente intervir em diretórios do partido sem avisar parlamentares e prefeitos, aumentando o desgaste. No começo de março, o deputado Mendonça Filho (União-PE) chegou a pedir a Rueda o cancelamento da federação por causa dos entraves regionais. Ele deixou o partido e também migrou para o PL nesta semana.

O partido tenta conter a sangria. O líder da legenda tenta demover os potenciais dissidentes e atrair novos parlamentares. O próprio Rueda entrou em campo, segundo relatos ouvidos pela reportagem, e procurou convencer parlamentares a desistir da ideia de deixar o União, mas sem sucesso na grande maioria dos casos.


Pagamentos acima do teto explodem nos tribunais e chegaram a R$ 10,7 bilhões em 2025

 

Pagamentos acima do teto explodem nos tribunais e chegaram a R$ 10,7 bilhões em 2025

Nota da Redação Deste Blog

EDITORIAL: A República dos Reis – O Escândalo dos Bilhões Acima do Teto Constitucional


Por José Montalvão


No Brasil, a Constituição Federal estabelece um teto para o funcionalismo público, mas, para uma casta específica, esse teto parece ser feito de borracha. Um novo levantamento da Transparência Brasil e da República.org revela uma realidade que causa náusea ao cidadão comum: em 2025, os tribunais brasileiros pagaram pelo menos R$ 10,7 bilhões acima do limite constitucional.

A raiz do problema não são apenas os "penduricalhos" — as gratificações criativas que surgem a cada dia. A verdadeira raiz é a mentalidade. No Brasil, muitos magistrados parecem ter esquecido que são servidores públicos e passaram a se comportar como reis, donos arbitrários de um Estado que eles deveriam proteger. São mais de 500 anos de irregularidades que o país carrega nas costas, uma anomalia tão profunda que, como diz o ditado, só "Jesus na causa".


1. A Explosão dos Supersalários: Números que Assustam

O salto nos pagamentos fora do teto é alarmante. Saímos de R$ 4,5 bilhões em 2023 para R$ 7,5 bilhões em 2024, chegando aos atuais R$ 10,7 bilhões em 2025. O que impulsionou esse crescimento?

  • Pagamentos Retroativos: Cerca de R$ 4 bilhões referentes a exercícios anteriores.

  • Acúmulo de Serviço: Benefícios que somaram R$ 2,6 bilhões.

O estudo analisou 17,6 mil magistrados estaduais e o resultado é vergonhoso: 98% receberam acima do teto constitucional. Mais do que isso, 25% deles ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão em rendimentos extras. Enquanto o trabalhador luta para fechar o mês com o salário mínimo, a elite do Judiciário acumula fortunas sob o manto da legalidade autoconcedida.


2. Os "Campeões" da Distorção: Piauí e São Paulo no Topo

O levantamento destaca tribunais que parecem viver em uma realidade paralela. No TJ-PI (Piauí), a situação beira o inacreditável:

  • Uma única magistrada recebeu R$ 2,8 milhões no período.

  • Cerca de 40% da corte piauiense recebeu mais de R$ 2 milhões fora do teto.

  • O principal vilão aqui é o abono de permanência, pago a quem já poderia estar aposentado mas continua na ativa.

Já o TJ-SP (São Paulo) continua sendo uma máquina de gerar rendimentos astronômicos, mantendo a tradição de ignorar o limite que deveria valer para todos os brasileiros. Vale ressaltar que essa metodologia é conservadora: ela não computa o 13º salário nem o terço de férias. Se incluísse, a cifra bilionária seria ainda mais estratosférica.


3. O Teto que Virou Chão

O teto constitucional deveria ser o limite máximo, o ponto onde ninguém ultrapassa. No Judiciário brasileiro, ele virou o "chão". Dos 15 mil magistrados com dados completos, apenas 255 (menos de 2%) tiveram uma remuneração estritamente compatível com o que manda a Constituição.

Isso revela uma falência moral das instituições que deveriam ser as guardiãs da lei. Como um juiz pode julgar com imparcialidade e justiça se ele próprio é beneficiário de manobras jurídicas para burlar a norma máxima do país em benefício próprio?


Conclusão: O Brasil das Desigualdades Institucionalizadas

Enquanto o Brasil discute cortes em saúde, educação e assistência social, o Judiciário consome bilhões em benefícios que a maioria da população sequer consegue entender. A "anomalia" citada no início deste artigo é o reflexo de um país onde a lei é dura para quem está embaixo, mas é uma sugestão flexível para quem está no topo.

São 500 anos de herança patrimonialista, onde o público e o privado se misturam na conta bancária de quem veste a toga. Se a reforma não vier por uma indignação coletiva ou por uma mudança profunda de mentalidade, continuaremos assistindo a essa transferência massiva de riqueza do suor do povo para os bolsos de uma magistratura que se sente divina.


Blog de Dede Montalvão: Onde a verdade dói, mas precisa ser dita. Pelo fim dos privilégios e por um Brasil para todos.



O QUE PODERIA SER FEITO COM OS R$ 10,7 BILHÕES DOS "SUPERSALÁRIOS"?

Para o cidadão ter uma ideia, os R$ 10,7 bilhões pagos aos magistrados acima do teto constitucional em 2025 seriam suficientes para transformar a realidade de milhares de municípios como Jeremoabo. Veja o que esse dinheiro compraria:

INVESTIMENTO SOCIALQUANTIDADE POSSÍVEL COM R$ 10,7 BI
Ambulâncias equipadasMais de 35.000 unidades (daria para renovar a frota de quase todos os municípios do Brasil).
Casas Populares (Minha Casa, Minha Vida)Construção de 71.000 casas para famílias de baixa renda.
Cisternas no SemiáridoInstalação de 1,7 milhão de cisternas para combater a seca no Nordeste.
Escolas de Tempo IntegralConstrução de 2.100 escolas modernas e equipadas.
Salários de ProfessoresPagamento de um ano inteiro de salário para mais de 180 mil professores da rede básica.

A Conta que Não Fecha

Enquanto um único magistrado chega a receber R$ 2,8 milhões em um período curto (como no caso do TJ-PI), o Brasil discute se tem orçamento para manter o piso da enfermagem ou para garantir o remédio na Farmácia Popular.

O valor pago "por fora" do teto em apenas um ano é superior ao orçamento anual de muitos ministérios inteiros. Isso prova que o problema do Brasil não é falta de dinheiro, é a má distribuição e o privilégio encastelado.


Blog de Dede Montalvão: Traduzindo os números para mostrar a realidade do povo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


Moraes reduz pena do hacker Delgatti em 100 dias após desempenho no Enem

Publicado em 7 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Alexandre de Moraes segue parecer da PGR

Fernanda Fonseca
CNN

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a remição de 100 dias da pena do hacker Walter Delgatti, com base no desempenho do condenado no Enem PPL 2025 (Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade).

A defesa havia solicitado a redução de 133 dias, mas o ministro seguiu o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) e negou a bonificação adicional. O hacker está preso, em Tremembé, no interior de São Paulo. Na decisão, Moraes afirmou que o benefício extra não se aplica porque Delgatti já possuía ensino superior completo antes de ingressar no sistema prisional.

PONTUAÇÃO – No Enem, o hacker alcançou 636 pontos em matemática, 635,4 em ciências humanas, 550,7 em linguagens e 476,8 em ciências da natureza, além de 700 pontos na redação. O tema da prova foi “A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância”. O relator também rejeitou outros pedidos da defesa, como o abatimento de 173 dias da pena por leitura de obras literárias, por falta de comprovação das atividades.

Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por ter invadido o sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, emitido um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. O documento chegou a ser incluído no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão).

Caso Master: Proximidade entre Vorcaro e cúpula do BC expõe bastidores do colapso

Publicado em 8 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

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