domingo, abril 05, 2026

Confirmado! Moraes voou num jatinho de Vorcaro para fazer uma reunião com ele


Caso Master: Moraes usou aviões ligados a Daniel Vorcaro, diz mídia;  ministro nega | Brasil 247

Vendido a Vorcaro, Moraes está inteiramente desmoralizado

Vinícius Valfré, Aguirre Talento, Weslley Galzo e Gustavo Côrtes
Estadão

Documentos da CPI do Crime Organizado, da Aeronáutica e de empresas de táxi aéreo indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes viajou de Brasília para São Paulo em agosto de 2025 em um avião de empresa da qual o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, era sócio. No dia seguinte à viagem, ele teria se reunido com o banqueiro, segundo mensagem de Vorcaro enviada a então namorada na ocasião.

Moraes acessou o terminal de aviação executiva do aeroporto de Brasília às 19 horas do dia 7 de agosto de 2025, segundo dados enviados à CPI pela Inframérica, administradora do aeroporto da capital federal. Era uma quinta-feira, após sessão plenária do STF.

DECOLAGEM – A reportagem analisou os registros de partidas e chegadas de Brasília naquela data mantidos pela Aeronáutica. Após a chegada de Moraes, três aeronaves voaram para Congonhas, em São Paulo.

Às 19h16, decolou um avião da empresa FSW PSE, que tem Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro entre os sócios. A reportagem teve acesso a um documento ao qual o piloto que conduziu a aeronave Falcon 2000, da FSW, neste dia afirma categoricamente que o ministro Alexandre de Moraes não esteve a bordo. Em seguida, um voo da Prime, empresa que teve participação de Vorcaro até setembro de 2025, partiu de Brasília para o Aeroporto de Congonhas. O Phenom 300, de prefixo PR-SAD, decolou às 20h05 e aterrissou às 21h33.

O terceiro voo com destino a Congonhas realizado pela aviação secundária em Brasília, no dia 7 de agosto, partiu às 20h29. Era uma aeronave da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso.

REUNIÃO COM VORCARO – Um dia após embarcar em Brasília, o ministro teve uma reunião com Daniel Vorcaro. Ao menos foi o que o banqueiro relatou em conversa com a ex-namorada Martha Graeff, encontrada no celular dele e obtida pela CPI do INSS.

Às 18h39 de 8 de agosto de 2025, o banqueiro escreveu para Martha Graeff, em duas mensagens de texto: “Tô com Alexandre e tenho reunião depois com Ciro”. Essas seriam referências ao ministro do STF e ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).

No dia 11 de agosto, segunda-feira, o ministro fez palestra em programação jurídica do Tribunal de Contas de São Paulo.

OUTRAS VIAGENS – Em 16 de maio, os registros apresentam nova vinculação entre a presença de Moraes no terminal executivo e avião ligado a Vorcaro. Naquela data, a entrada do ministro no terminal foi registrada às 9h30. O PR-SAD decolou para Congonhas às 9h37, segundo a Aeronáutica. Um outro voo para São Paulo só decolaria às 21h51.

Uma dinâmica semelhante ocorreu em 1º de agosto. Moraes e a mulher dele, a advogada Viviane Barci, além de um policial da equipe do ministro, chegaram ao terminal às 12h40, conforme o registro da Inframérica. O único voo que partiu para Congonhas foi o PR-SAD, às 12h44.

Em nota divulgada na terça-feira, 31, o escritório de Viviane Barci afirmou que “contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation”.

HONORÁRIOS – Disse também que “todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”. A reportagem perguntou ao escritório, ainda na quarta-feira, dia 1º, se Viviane e Moraes usaram o voo das 20h05, da Prime. Não houve nova manifestação.

O Master, de Vorcaro, firmou contrato com o escritório de Viviane Barci em fevereiro de 2024 por um total de R$ 129,6 milhões em três anos, recebendo R$ 3,6 milhões mensais em honorários. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

O contrato foi encerrado em novembro, após a liquidação do Master pelo Banco Central, após pagamento de R$ 75 milhões.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Resposta oficial do gabinete no Supremo: “O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”. A nota é capciosa, porque o ministro e a esposa viajavam em aviões que pertenciam a empresas de Vorcaro, e uma delas até hoje é administrada por Zettel, cunhado do banqueiro. Tudo isso deixa uma pergunta que não quer calar. O que falta para o impeachment de Moraes? Perto das armações dele, que “vendia” proteção milionária a Vorcaro, mas não conseguiu entregar, as pedaladas fiscais de Dilma Rousseff e Guido Mantega são uma brincadeira de criança. Definitivamente, a presença de Moraes no Supremo é um tapa no rosto dos homens de bem deste país. Apenas isso. (C.N.)

Fala de Lula tensiona Senado e ameaça articulação para emplacar Messias no STF

Publicado em 3 de abril de 2026 por Tribuna da Internet


Donald Trump mina os três pilares a partir dos quais os EUA exerciam seu poder

Publicado em 4 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está sentado à mesa do escritório Oval. Usa paletó escuro, camisa branca e gravata roxa. Está com as mãos entrelaçadas sobre documentos. Bandeiras e símbolos oficiais aparecem ao fundo.

A vaidade de Donald Trump o conduz a caminhos insanos

Hélio Schwartsman
Folha

Donald Trump procura “tornar a América grande de novo” exercitando o músculo militar do país, hostilizando imigrantes e impondo tarifas a outras nações, entre outras políticas erráticas. Na prática, o que ele está conseguindo é erodir três pilares a partir dos quais os EUA exerciam seu poder. Liderança internacional, predominância científica e apetite global pelo dólar estão sob risco

Recursos bélicos importam, mas o que realmente dava aos EUA um lugar único na ordem global era seu papel de liderança sobre o que os próprios americanos chamavam meio pretensiosamente de “mundo livre”.

REGRAS DEMOCRÁTICAS – Não era uma liderança que se impunha só pela força, mas principalmente pela adesão voluntária a um sistema internacional baseado em regras. O Agente Laranja já dinamitou esse sistema. Até os mais tradicionais aliados dos EUA já buscam alternativas.

Mesmo que a Otan sobreviva a Trump, não será a mesma organização. Isso vale para todas as instituições multilaterais, da Organização Mundial Do Comércio à ONU.

A questão da imigração, ao lado do corte de verbas para pesquisa, vai na jugular do que, a meu ver, era a joia da coroa dos EUA: sua predominância científica. A capacidade da América de atrair estrangeiros para estudar e depois pesquisar no país era o grande trunfo.

IMIGRANTES COM NOBEL – Dos 329 americanos que receberam prêmios Nobel em física, química ou medicina entre 1901 e 2025, 36% nasceram em outro país, isto é, eram imigrantes. O número vai a 40% se considerarmos as láureas científicas de 2000 até 2025. Com Trump, as matrículas internacionais em universidades americanas caíram 17% em 2025.

Se os EUA fossem um país normal, desvalorizar o câmbio poderia ser uma estratégia comercial apta. No caso americano, porém, ela embute um risco. O país goza da vantagem de emitir o dólar, que é a principal moeda de reserva global. É a divisa que todo mundo quer.

Essa hegemonia do dólar permite aos EUA financiar seus gigantescos déficits comerciais apenas imprimindo mais dólares sem causar inflação. Ao minar a confiança internacional nos EUA, sua moeda e títulos, Trump pode estar privando os americanos daquilo que já foi chamado de “exorbitante privilégio”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo. Em poucas linhas, mostra o flagrante despreparo de Trump para governar e exibe sua colossal irresponsabilidade. Com toda certeza, trata-se da pessoa mais vaidosa do planeta Terra. Entregar o poder a Trump foi tão perigoso quanto permitir a ascensão de Hitler, mas há uma diferença abissal. O líder do nazismo não tinha como destruir o mundo, mas o líder do americanismo tem essa prerrogativa a seu dispor. (C.N.)   

Muito além do banco: o caso Vorcaro e as conexões entre finanças e poder


Charge do Clayton (O Povo)

Pedro do Coutto

O avanço das investigações sobre os recursos no exterior ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro marca uma inflexão importante não apenas no caso em si, mas na forma como o Brasil lida com a interseção entre sistema financeiro, poder político e responsabilização institucional.

A reportagem de Patrik Camporez, publicada em O Globo, revela que autoridades passaram a rastrear ativos fora do país, ampliando significativamente o escopo da apuração. Esse movimento, embora técnico à primeira vista, carrega implicações profundas: ele desloca o centro do debate da simples recuperação de valores para a compreensão das engrenagens que permitiram sua formação, circulação e eventual ocultação.

FLUXOS FINANCEIROS – O rastreamento internacional sugere que não se trata de um episódio isolado ou de uma falha pontual de governança, mas de uma estrutura sofisticada, possivelmente desenhada para dificultar a identificação de fluxos financeiros e proteger patrimônio em diferentes jurisdições. Esse tipo de engenharia, comum em casos de grande complexidade financeira, raramente opera sem algum grau de interlocução institucional.

É nesse ponto que o caso deixa de ser apenas econômico e passa a adquirir contornos políticos mais sensíveis. Afinal, o dinheiro, quando se move em escala e com esse nível de organização, quase sempre dialoga com poder.

A possível conexão de Vorcaro com autoridades brasileiras, ainda sob apuração, adiciona uma camada de gravidade ao episódio. A menção à tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília, operação que envolvia um banco público e que acabou sendo barrada, funciona como um sinal de alerta sobre a proximidade entre interesses privados e estruturas estatais. Mesmo que não haja comprovação de irregularidades nessa interlocução, o simples fato de ela existir já impõe um desgaste institucional relevante, sobretudo em um contexto em que a confiança nas instituições é constantemente testada.

DELAÇÃO – Paralelamente, ganha força a negociação de um acordo de delação premiada, que reposiciona Vorcaro não apenas como investigado, mas como potencial fonte de revelações capazes de reconfigurar o cenário. Nesse tipo de acordo, a devolução de recursos é apenas uma das variáveis.

O elemento central passa a ser a qualidade e o alcance das informações oferecidas. Em outras palavras, o valor estratégico da delação está menos no dinheiro recuperado e mais naquilo que pode ser revelado sobre redes, conexões e eventuais zonas de influência. Trata-se de uma moeda de troca poderosa, que historicamente tem sido capaz de produzir avanços institucionais, mas também de gerar instabilidade política.

O Estado brasileiro, diante desse cenário, se vê novamente confrontado com um dilema recorrente: até que ponto é aceitável flexibilizar punições em troca de informações que podem atingir outros atores, possivelmente mais relevantes do ponto de vista sistêmico? A resposta nunca é simples, porque envolve equilibrar eficiência investigativa, justiça e credibilidade institucional. Se conduzida com rigor e transparência, a delação pode contribuir para esclarecer estruturas mais amplas e fortalecer mecanismos de controle. Se mal calibrada, pode alimentar a percepção de seletividade ou oportunismo.

CAPITAL E PODER – O caso Vorcaro, portanto, ultrapassa os limites de um escândalo financeiro. Ele se insere em uma tradição brasileira de episódios que expõem a permeabilidade entre capital e poder, revelando fragilidades que vão além dos indivíduos envolvidos. A existência de fluxos internacionais, a possível interlocução com agentes públicos e a negociação de uma delação robusta colocam em evidência não apenas eventuais ilícitos, mas a própria capacidade das instituições de reagir de forma consistente e estruturante.

O que está em jogo não é apenas a devolução de ativos ou a responsabilização de um agente econômico, mas a possibilidade de se produzir uma leitura mais ampla sobre como operam, no Brasil, as conexões entre dinheiro e influência. Se essa oportunidade será aproveitada para promover mudanças reais ou se resultará apenas em mais um capítulo de desgaste sem transformação efetiva, dependerá menos do que já foi descoberto e mais da forma como o Estado escolherá agir a partir daqui.

A sujeirada se alastra, mas ninguém sabe quem é o pai do porco clonado


Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Dono dos porcos

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Vicente Limongi Netto 

Primeiro porco clonado no Brasil como era de se esperar causando o maior rebuliço nos três poderes da República. Todos querem ser pai do porquinho bem nascido. Togados não abrem mão da façanha. Contam com fortes banqueiros patrocinando tudo. Mas Edson Fachin pede moderação. 

Um dos financiadores para as festas suntuosas e pesquisas suínas da Suprema Corte, banqueiro hoje em desgraça,  está enrascado com a Justiça até a medula óssea. Suspeita-se que tenha sido amante da mãe do porquinho clonado…

BRIGA PELA PATERNIDADE – Por sua vez, dentro do Congresso Nacional a briga pela paternidade do porco é acirrada. Deputados e senadores querem levar o suíno clonado para os palanques das campanhas.

 

Dinheiro não é problema para os parlamentares. Alegam que as pesquisas cientificas que permitiram a descoberta do novo xodó do Brasil foram bancadas pelo bilionário Fundo Partidário.
O senador Davi Alcolumbre, mestre em sentar em cima de iniciativas que não interessam aos congressistas e sobretudo a ele, já deu sinal que usará de toda sua força regimental para que o porquinho seja admirado e celebrado pelos brasileiros como patrimônio dos senadores.
SÍMBOLO REPUBLICANO – O porquinho correrá o país como símbolo republicano. Banhado, perfumado e com fitinha no pescoço. Senadores ostentam com orgulho e fascínio o conhecido e surrado espírito de porco em suas entranhas.  Lula também entrou na roda. Mas foi logo investindo na maldade.
Mandou o ministro Sidônio Palmeira preparar milhões de peças lembrando que Bolsonaro,  amorosamente chamado por dona Michele de” meu galego”, tem 3 filhos porcos: Flávio, Eduardo e Carlos.  Mas o porquinho clonado é fruto do empenho do Planalto e usou até verbas do Bolsa Família…

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