sábado, março 28, 2026

EDITORIAL: O Teatro das CPMIs – Entre o "Lero-Lero" Eleitoreiro e a Verdade dos Fatos

EDITORIAL: O Teatro das CPMIs – Entre o "Lero-Lero" Eleitoreiro e a Verdade dos Fatos


Por José Montalvao

O encerramento da mais recente CPMI no Congresso Nacional deixa no ar um gosto amargo de déjà vu. Após meses de depoimentos, embates acalorados e um "lero-lero" interminável que inundou as redes sociais, a montanha pariu um rato. Para quem esperava justiça ou esclarecimentos definitivos, o que sobrou foi apenas material bruto para palanques eletrônicos e munição para as próximas eleições de deputados e senadores.

O desfecho não poderia ser mais emblemático da nossa atual conjuntura: o relatório final da oposição foi rejeitado, revelando que a estratégia central — tentar atingir Lulinha, filho do presidente Lula, sem a apresentação de uma prova sequer — fracassou retumbantemente.


A Guerra dos Relatórios: O Oficial Rejeitado vs. O Paralelo Silenciado

O cenário que restou foi uma divisão nítida que paralisou a comissão. De um lado, o relatório da oposição, que foi derrotado no voto. Do outro, um relatório paralelo da situação, robusto em provas e indiciamentos de atos criminosos, mas que a mesa diretora, em uma manobra de autoproteção, sequer colocou em votação.

No entanto, engana-se quem pensa que um relatório paralelo é "letra morta". Na engrenagem do poder, ele possui uma eficácia estratégica:

  • Registro Narrativo: Ele funciona como a contraprova histórica, impedindo que apenas uma versão dos fatos prevaleça.

  • Subsídio ao Ministério Público: Mesmo sem aprovação da comissão, esse documento é encaminhado às autoridades competentes. O Ministério Público Federal (MPF) pode — e deve — utilizar as provas documentadas ali para abrir investigações e ações judiciais independentes.

  • Pressão Popular: Ele expõe nomes e fatos que a maioria tentou blindar, moldando a opinião pública para além das paredes do Congresso.


"Às Favas os Escrúpulos": O Brasil é um País Sério?

Assistir ao desenrolar dessa CPMI nos faz recordar frases que cicatrizaram na história do Brasil. Quando vemos o regimento interno ser manobrado para esconder provas e o foco ser desviado para ataques pessoais sem fundamento, lembramos do embaixador Carlos Alves de Souza Filho e sua amarga constatação: "O Brasil não é um país sério".

Pior ainda, a postura de certos membros da mesa diretora remete ao sombrio 13 de dezembro de 1968, quando Jarbas Passarinho, ao aprovar o AI-5, disparou: "Às favas, senhor presidente, todos os escrúpulos de consciência". Parece que, para alguns parlamentares, os escrúpulos e o respeito ao dinheiro público gasto nessas comissões continuam indo para as favas em nome de interesses partidários mesquinhos.


Conclusão: A Verdade não se Apaga com Manobras

As autoridades competentes agora têm em mãos o relatório paralelo. Nele, estão apontados atos que ferem a administração pública e a moralidade. Se a CPMI, como colegiado político, falhou em dar uma resposta, cabe agora ao Judiciário e à Polícia Federal dar continuidade ao que foi provado.

Encerro este artigo reproduzindo os comentários em vídeo de importantes jornalistas do mundo político que corroboram essa visão: a de que o teatro acabou, mas os crimes apontados continuam aguardando julgamento. O povo não quer espetáculo; o povo quer seriedade.


Blog de Dede Montalvão: Fiscalizando o poder e defendendo a Constituição, acima de qualquer ideologia.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

O Resgate da Credibilidade: Como Jeremoabo Voltou a Ser Ficha Limpa para o Progresso

Por Jos[e Montalv]ao

Para se construir o futuro, muitas vezes é preciso, antes de tudo, limpar os escombros do passado. Em Jeremoabo, a gestão do prefeito Tista de Deda enfrentou um dos maiores desafios da história administrativa do município: o caos das certidões negativas. O cenário encontrado era de uma irresponsabilidade fiscal profunda, com dívidas acumuladas que impediam a cidade de receber um único centavo em convênios ou recursos federais e estaduais.

A Faxina Necessária

O primeiro grande passo não foi uma obra de pedra e cal, mas uma obra de engenharia financeira e moral. O município estava mergulhado em débitos com órgãos essenciais como INSS, COELBA e EMBASA. O mais grave, porém, era o desrespeito direto ao servidor público: empréstimos consignados eram descontados em folha pela gestão anterior, mas o repasse aos bancos não era feito, deixando o trabalhador em uma situação de vulnerabilidade e injustiça.

Com coragem e planejamento, Tista de Deda priorizou o parcelamento dessas dívidas altíssimas. O resultado? Hoje, Jeremoabo é um município adimplente. Estar com as contas em dia não é apenas uma obrigação legal, é a chave que abre as portas nos palácios de Salvador e Brasília. Sem essa organização, as demandas levadas ao Governador Jerônimo Rodrigues e ao Governo Federal seriam apenas promessas no papel; agora, são projetos prontos para execução.

Santo de Casa Faz Milagre, Sim

Um dos pontos altos desta gestão é a quebra do mito de que "precisamos trazer gente de fora para resolver nossos problemas". Tista de Deda apostou no talento local. A equipe de governo, com destaque para o setor de Engenharia e Arquitetura, é composta por filhos de Jeremoabo.

Esses profissionais, que conhecem cada rua e cada necessidade do nosso povo, foram os responsáveis por elaborar projetos tecnicamente impecáveis e bem fundamentados. É essa competência técnica "da terra" que tem garantido a aprovação de recursos junto aos entes federativos.

Um Novo Tempo de Parcerias

Com a casa organizada e projetos de excelência em mãos, o diálogo com o Governador Jerônimo e com as instâncias federais ganha uma nova força. Jeremoabo não vai mais com o pires na mão pedir socorro por dívidas do passado; vai com projetos debaixo do braço buscar benfeitorias para o futuro.

A gestão prova que, com seriedade no trato do dinheiro público e valorização dos profissionais locais, é possível reverter quadros de abandono. O "milagre" operado em Jeremoabo nada mais é do que o resultado de trabalho duro, honestidade e fé na capacidade do povo da nossa própria terra.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)






 

sexta-feira, março 27, 2026

CPMI: PT apresenta relatório paralelo e aponta 170 envolvidos no INSS

Documento contesta parecer da oposição, atribui avanço do esquema ao governo Bolsonaro e pede indiciamentos e reforço nos controles previdenciários.

Congresso em Foco

27/3/2026 19:45

 A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na CPMI do INSS apresentou um relatório alternativo ao parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), elevando o tom da disputa política na reta final dos trabalhos da comissão. O documento contesta a versão da oposição e lista cerca de 170 pessoas supostamente envolvidas em um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas.

Cabe ao presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidir se põe ou não em votação o relatório alternativo.

A bancada aponta parcialidade no relatório oficial.Jefferson Rudy/Agência Senado



Segundo o texto do PT, o sistema de irregularidades não foi episódico, mas estruturado ao longo dos anos e ampliado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A bancada sustenta que mudanças normativas, fragilização de controles e ocupação de cargos estratégicos no INSS criaram condições para a expansão dos descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A investigação descreve um mecanismo baseado na falsificação de autorizações, uso indevido de dados de beneficiários e inclusão automática de cobranças nos contracheques, muitas vezes sem consentimento dos segurados. A prática teria sido viabilizada por entidades de fachada, operadores financeiros e servidores públicos.

O relatório também apresenta uma linha do tempo indicando que as irregularidades já eram conhecidas desde 2016, mas ganharam escala a partir de 2019. Entre os fatores apontados estão a flexibilização de regras para acordos com entidades e o fim de mecanismos de verificação periódica.

Indiciamentos

O documento atribui diferentes níveis de responsabilidade a agentes públicos e privados. Entre os citados estão o ex-presidente do INSS José Carlos Oliveira, apontado como peça-chave na engrenagem institucional, e o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni, associado a medidas que teriam reduzido barreiras de controle.

Também aparecem no relatório o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, o ex-ministro da Cidadania João Roma e seu sucessor Ronaldo Vieira Bento, além de dirigentes e técnicos do INSS envolvidos na autorização de entidades e na formalização dos descontos.

No núcleo operacional, o texto destaca a atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como articulador central do esquema, e de empresários e dirigentes de entidades que movimentaram recursos milionários.

Governo Lul

A bancada governista afirma que a desarticulação do esquema ocorreu apenas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a atuação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Sem Desconto resultou no afastamento de envolvidos, suspensão dos débitos irregulares e início do ressarcimento aos beneficiários.

De acordo com o relatório, mais de 4 milhões de pessoas já foram reembolsadas, somando bilhões de reais devolvidos.

Disputa política

A apresentação do documento ocorre em meio a acusações de parcialidade no relatório oficial da CPMI. Para os parlamentares do PT, o parecer da oposição omite personagens relevantes e tenta direcionar politicamente as conclusões da comissão.

O texto pede o indiciamento dos envolvidos por crimes como estelionato contra idosos, corrupção e organização criminosa, além do envio das conclusões ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Também propõe medidas para reforçar os mecanismos de controle no INSS, ampliar a proteção de dados dos beneficiários e endurecer punições para fraudes previdenciárias.

Confira a íntegra do relatório.

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/117662/cpmi-pt-apresenta-relatorio-paralelo-e-aponta-170-envolvidos-no-inss


Leia na íntegra o relatório final da CPMI do INSS

Documento ultrapassa 4.300 páginas

27/03/2026 13:43 | Atualizado 27/03/2026 13:51


 

Deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado).


Mael Vale

Apoio de Flávio Bolsonaro a projeto sobre misoginia gera atrito entre aliados


Nikolas criticou senadores de direita que apoiaram a iniciativa

Lauriberto Pompeu
O Globo

O voto favorável do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ao projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo provocou insatisfação em parte dos bolsonaristas, que trabalham para derrubar o projeto na Câmara. A iniciativa foi aprovada na última terça-feira por unanimidade no Senado e contou com o aval também de outros parlamentares da oposição, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O relatório é da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que reuniu projetos feitos pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo nas redes sociais em que critica o projeto. Na postagem, o deputado não cita Flávio Bolsonaro, mas reclama de senadores de direita que apoiaram a iniciativa.

DECEPÇÃO – “Estou extremamente decepcionado com o nosso Senado. Afinal de contas, ninguém se opôs a isso e viu o real perigo do que estava acontecendo. Ou seja, só mostra que muitos, inclusive da própria direita, estão em um berço infantil da guerra cultural. Não tem justificativa para poder não ter batalhado contra esse projeto”, afirmou.

Deputados bolsonaristas alegam que o projeto se tornaria um instrumento de censura. Por outro lado, parlamentares que articularam a iniciativa dizem que o texto delimita bem os casos que deverão ser punidos e descartam o uso para restringir a liberdade de expressão.

COBRANÇA – O influenciador Paulo Figueiredo, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), disse que Flávio precisa ser cobrado pelo voto. “Não conversei com o Flávio para saber o que se passou na mente dele pra votar favoravelmente por essa abominação da ‘misogenia’. Tudo que eu ouvi até agora torna totalmente injustificável, mas gostaria muito de ouvi-lo antes de emitir uma opinião definitiva. Ao eleitor, cabe cobrá-lo”.

Por sua vez, a deputada Julia Zanatta (PL-SC), também crítica do projeto, evitou se posicionar contra o apoio dado pelo pré-candidato do PL à Presidência. Ela declarou que Flávio ainda atuou para impedir que o texto tivesse uma tramitação acelerada no Congresso. “Foi o Senado todo (que apoiou o projeto). O Flávio ainda assinou o recurso que levou o projeto ao plenário. Ele poderia ter terminado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)”, disse a deputada.

OFENSAS – Além de equiparar a misoginia ao crime de racismo, o projeto aumenta as penas para ofensas contra mulheres. Pela proposta, a injúria motivada por ódio ou aversão ao gênero feminino passa a ser punida com reclusão de dois a cinco anos e multa.

Hoje, casos de ofensas contra mulheres por razão de gênero são enquadrados como injúria no Código Penal, com pena que pode chegar a um ano de detenção — ou até o dobro quando há contexto de violência doméstica. Com a mudança, a conduta passa a ser tratada como crime mais grave, com pena maior e enquadramento na Lei do Racismo. Ainda não há previsão de quando o texto vai ser analisado pela Câmara.


EDITORIAL: Entre o "Grito" da Oposição e o "Fato" da Realidade – Jeremoabo Vive um Novo Tempo

Por José Montalvão

Assisti, nos últimos dias, a uma série de vídeos e postagens nas redes sociais onde figuras da oposição tentam, de forma desesperada, lançar críticas infundadas e sem qualquer nexo contra o prefeito Tista de Deda e o governador Jerônimo Rodrigues. Diante de tanta "conversa fiada", sou obrigado a lançar um desafio à memória do povo jeremoabense: Qual foi o prefeito que, em tão curto espaço de tempo, conseguiu tantas melhorias reais para a nossa terra?

Vou além: Qual foi o governador da Bahia que já trouxe tantos benefícios concretos e investimentos de peso para o município de Jeremoabo como Jerônimo tem feito?

A resposta é o silêncio dos críticos, pois contra fatos não há argumentos. O povo de Jeremoabo não é bobo e não cai mais em "papo furado" de véspera de eleição. O cidadão quer ver ação, quer ver a obra na porta e o benefício no dia a dia.


O Dia do "Sim" para Jeremoabo: Obras que Transformam Vidas

Enquanto alguns gastam tempo com vídeos vazios, o prefeito Tista de Deda, juntamente com sua equipe de auxiliares, esteve com o governador Jerônimo Rodrigues para dar o passo que Jeremoabo tanto esperava. Foram assinados convênios históricos que deixam de ser promessas de palanque para se transformarem em realidade de canteiro de obra.

Vejamos o que foi conquistado:

  • Ampliação do Hospital Municipal: A obra mais sonhada, comentada e cobrada pela nossa gente. Chega de promessas vazias! Agora é realidade: Jeremoabo terá uma saúde de qualidade, humana e com estrutura para atender quem precisa.

  • Novo Mercado Municipal: O atual está defasado e inadequado para o tamanho da nossa cidade. O novo mercado trará dignidade ao feirante e higiene para o consumidor.

  • Pavimentação no Povoado Brejo Grande: O progresso chegando ao interior, tirando o povo da lama e da poeira.

  • Requalificação da Fonte da Tapera: Resgate histórico e lazer para a nossa comunidade.

  • Equipamentos e Mobiliários Escolares: Atendendo a uma cobrança legítima e constante dos vereadores que compõem a base de Tista de Deda, investindo no futuro das nossas crianças.

  • Iluminação do Estádio de Futebol: O esporte também é prioridade, permitindo que nossa juventude e os desportistas tenham lazer com estrutura.


A Diferença entre Promessa e Compromisso

A oposição se incomoda porque o trabalho de Tista de Deda, em parceria com o Governo do Estado, está expondo a inoperância de quem passou anos no poder e pouco fez. É fácil criticar no teclado do celular; difícil é articular recursos em Salvador e Brasília, manter as contas em dia e ter prestígio para assinar convênios desta magnitude.

Essa relação de benefícios ainda renderá muitos frutos. O que vimos hoje foi apenas a ponta do iceberg de um projeto de reconstrução que não tem volta.


Conclusão: O Povo quer Ver é Obra!

Jeremoabo cansou do "carrancismo" e das promessas que sumiam logo após a contagem dos votos. Hoje, a gestão é pautada pelo resultado. Quem ganha é o povo, que passa a ter saúde, infraestrutura e educação de verdade.

Podem continuar com as críticas infundadas nas redes sociais, pois enquanto eles fazem barulho, Tista de Deda e Jerônimo fazem história. O trabalho não para e Jeremoabo segue avançando!


Blog de Dede Montalvão: A voz da verdade contra a demagogia de quem não aceita o progresso.]José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

 Eles são citados no esquema de descontos em aposentadorias


4Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil 

Publicado em 27/03/2026 - 15:48
São Luís
Brasília- DF  – 27/3/2026 – Reunião da CPMI do INSS para leitura do relatório final pelo relator, Alfredo Gaspar.   Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
© Lula Marques/ Agência Brasil.

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS pede o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas. documento, que tem mais de 4 mil páginas, começou a ser lido na manhã desta sexta-feira (27).

Entre os indicados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”; o empresário Maurício Camisotti; o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro; ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, ontem (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, no início dos trabalhos, que após a leitura do relatório, será concedido pedido de vista pelo tempo de uma hora.

Na sequência, o texto deve ser colocado para votação. Há a expectativa de que integrantes da comissão, da base do governo, apresentem um relatório alternativo ao de Gaspar.

“Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, disse Viana.

Para que os 216 indiciados se tornem réus pelos crimes listados pela CPMI, é preciso que haja denúncia pelo Ministério Público e que ela seja aceita pela instância judicial competente.

Indiciamentos

O principal indiciado é o “careca do INSS”, apontado como líder e articulador do esquema. Também foram indiciados a esposa e o filho do Careca do INSS, Tânia Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes. Já o empresário Maurício Camisotti foi indiciado como operador e intermediário do esquema.

Entre os indiciados estão ainda: os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; os ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg; os ex-dirigentes do INSS André Paulo Félix Fidélis (ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão), Sebastião Faustino de Paula (ex‑diretor de Benefícios).

Também estão listados os servidores do INSS Rogério Soares de Souza, Ina Maria Lima da Silva, Jucimar Fonseca da Silva e Wilson de Morais Gaby, o ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS  Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson.

Além do ex‑diretor‑presidente da Dataprev Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, do diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan do Nascimento Santos e Heitor Souza Cunha, funcionário da Caixa Econômica Federal.

O relatório pede ainda o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), dos deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo (PSB-MA).

O relator pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS através de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

Gaspar solicitou ainda o indiciamento do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes; do ex-dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) Aristides Vera e do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz.

Também foram pedidos os indiciamentos do executivo do Banco C6 Consignado S.A  Artur Ildefonso Brotto Azevedo; Augusto Ferreira Lima, executivo do Banco Master S.A e de Eduardo Chedid, executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.

Os indiciamentos são pelos crimes de: advocacia administrativa, desobediência, prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto mediante fraude, furto eletrônico, violação de sigilo funcional, uso de documento falso, evasão de divisas, falso testemunho, tráfico de influência, condescendência criminosa, peculato, coação no curso do processo, crime de responsabilidade, gestão fraudulenta e temerária e crime contra a economia popular.

Agência Brasil entra em contato com a defesa dos citados e está aberta a manifestações

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-03/relatorio-da-cpmi-do-inss-pede-indiciamento-de-216-pessoas

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