sexta-feira, março 27, 2026

EDITORIAL: A Volta da Cavalgada de São Jorge – Fé, Tradição e o Resgate da Alegria em Jeremoabo

Por José Montalvão

Jeremoabo se prepara para ver, mais uma vez, a poeira levantar e o som dos cascos ecoar com força. No próximo dia 19 de abril, a nossa terra celebra o retorno triunfal da Cavalgada de São Jorge, um evento que nasceu do idealismo do hoje prefeito Tista de Deda e que, após cinco anos de espera, volta com todo o vigor para o calendário oficial do nosso município.

Falar desta cavalgada não é apenas falar de lazer; é falar de resistência cultural. Afinal, não faz muito tempo que vivemos "tempos de escuridão" em Jeremoabo, onde até a alegria do povo foi alvo de proibição. O retorno desta festa simboliza que a liberdade e o respeito às nossas raízes voltaram a ser prioridade.


1. Uma Festa de Todos: União Acima da Politicagem

O que torna a Cavalgada de São Jorge um evento diferenciado é o seu caráter democrático. Diferente de outros momentos, aqui a "corrente política" dá lugar à corrente da amizade. É uma festa de participação e união, onde o que importa é o gibão, o cavalo e a fé no santo guerreiro.

O prefeito Tista de Deda demonstra maturidade ao promover um evento que abriga todas as alas da sociedade, provando que a cultura deve estar acima de disputas partidárias. É o momento em que o povo se abraça como uma única família jeremoabense.

2. O Giro da Economia e o Suor do Ambulante

A Cavalgada une o útil ao agradável. Se por um lado é diversão garantida, por outro é uma injeção de ânimo na nossa economia local:

  • Comércio Informal: É a oportunidade de ouro para os nossos ambulantes venderem sua cerveja gelada e seus tira-gostos, garantindo o sustento de muitas famílias.

  • Comércio Local: Lojas de vestuário, selarias, postos de combustíveis e supermercados sentem o impacto positivo da movimentação.

  • Valorização do Homem do Campo: O vaqueiro, o criador e o agricultor são os grandes protagonistas, recebendo o prestígio que merecem.


3. Lazer é Direito, Trabalho é Dever

Uma gestão completa é aquela que entende que o povo precisa de pão, mas também de poesia e festa. Ao resgatar a Cavalgada, Tista de Deda cumpre seu papel de gestor que olha para o social e para o bem-estar da população. É oferecer uma válvula de escape para o estresse do dia a dia através de uma tradição que está no nosso DNA.


Conclusão: Dia 19 de Abril, Jeremoabo se Encontra

Fica aqui o nosso convite a todos os filhos da terra e aos visitantes. Que no dia 19 de abril possamos invadir as ruas e estradas com muita alegria, mas, acima de tudo, com muita paz no coração.

Vamos celebrar São Jorge, vamos celebrar a nossa cultura e vamos comemorar o fato de que Jeremoabo, definitivamente, saiu das trevas para viver um novo tempo de luz e tradição.


Blog de Dede Montalvão: Acompanhando o galope do progresso e a força da nossa história.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

STF derruba prorrogação da CPI do INSS e alerta Congresso sobre excessos em comissões

 

STF derruba prorrogação da CPI do INSS e alerta Congresso sobre excessos em comissões

Ministros criticaram condução do trabalho pelo colegiado e quebras de sigilos

Por Luísa Martins/Ana Pompeu/Carolina Linhares/Folhapress

26/03/2026 às 19:15

Atualizado em 26/03/2026 às 20:16

Foto: Antonio Augusto/STF

Imagem de STF derruba prorrogação da CPI do INSS e alerta Congresso sobre excessos em comissões

Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal)

O STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou nesta quinta-feira (26) a decisão de André Mendonça pela prorrogação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O ministro Flávio Dino abriu divergência e foi acompanhado em seguida por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Edson Fachin. Luiz Fux votou com o relator. O placar do julgamento ficou em 8 a 2.

Relator da controvérsia, Mendonça defendeu a continuidade dos trabalhos como resposta a um "roubo de bilhões de reais" e afirmou que "os mais vulneráveis da nossa sociedade", vítimas dos descontos associativos feitos sem autorização, precisam obter do Congresso Nacional um retorno sobre a responsabilização política dos envolvidos nas fraudes.

O ministro falou em "omissão deliberada da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso", posto ocupado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), "consistente em deixar de receber e de promover a leitura do pleito de prorrogação da CPMI do INSS".

Ao se manifestar, Dino foi interrompido por Gilmar Mendes. Enfático em sua intervenção, o decano atribuiu irregularidades na condução de CPIs, citando por exemplo quebras de sigilo "sem fundamentação".

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propuseram a prorrogação por, no mínimo, mais 90 dias, com possibilidade de estender por mais 30 se surgirem fatos novos. Alcolumbre, no entanto, ignorou o pedido.

Viana, Gaspar e outros sete parlamentares acompanham a sessão presencialmente.

"Criam-se obstáculos de impedimentos de leituras de requerimento, de aprovação de requerimentos, até que se esgote o prazo e depois não se prorrogue", disse Mendonça.

Moraes afirmou não caber ao STF interpretar normas regimentais e ainda que a corte não admitiria a interpretação de outro Poder sobre o regimento do tribunal. Mas também acrescentou críticas à CPMI do INSS.

"A CPMI fez um 'quadradinho' com imagens e fotos inclusive de colegas parlamentares e foi necessário o ministro André determinar imediatamente o retorno disso para a PF pelo total desrespeito. Absolutamente inconstitucional", disse.

Antes, Gilmar tinha também defendido uma "reforma" no regramento das CPIs. "É fundamental que haja uma reforma. Quem tem acesso ao sigilo, isso é só uma transferência, não significa que se tornou dono daquilo e possa vazar informação."

Ao votar, Zanin afirmou que criação e prorrogação de CPIs são situações distintas e, assim, o Supremo não poderia interpretar os regimentos da Câmara, do Senado ou do Congresso para o segundo caso.

"A criação envolve o ato de instalar, iniciar uma investigação. Não entendo possível a equiparação desses atos. Mesmo se fosse possível, ali exige expressamente que 'poderá ser prorrogado', o que indica uma análise política que a casa teria que fazer nessa circunstância", disse.

No mesmo sentido, Kassio entendeu ser um caso de avaliação interna do Congresso e de o Supremo ter uma postura autocontida.

"Entendo que é uma boa solução [do relator], porque não parte de nenhuma criatividade, é calcada exatamente na Constituição. Mas para esse caso me preocupa não permitir que a própria Casa não faça seus arranjos normativos", afirmou.

Ao acompanhar o colega, Fux disse que a não leitura do requerimento prejudica o direito dos parlamentares, enquanto representantes da sociedade.

"Os autores comprovaram documentalmente que apresentaram requerimento, com apoio de 175 deputados e 29 senadores, para investigar fatos específicos envolvendo desvios no INSS [...] que pretendem a apuração dos eventos gravíssimos de apropriação indevida de recursos de aposentados e pensionistas, idosos e vulneráveis", disse.

O presidente Edson Fachin fez um voto mais ponderado entre as posições. Segundo ele, ainda que o tema seja interno ao Parlamento, se ferisse a Constituição, o tribunal poderia agir. Ainda assim, acompanhou a divergência.

"Em princípio temos de ser deferentes, mas precisamos fazer uma análise se há violação constitucional. mas no âmbito de mandado de segurança, não vejo direito líquido e certo".

A tendência era a de que Mendonça não obtivesse o apoio da maioria dos colegas e que uma ala de ministros quer usar esse julgamento como plataforma para enviar recados ao Congresso sobre o que classificam como excessos cometidos pelas comissões.

Esse grupo entende que, em um momento de vulnerabilidade do tribunal em meio aos desdobramentos do caso do Banco Master, é preciso fixar parâmetros claros à atuação de CPIs, para que não se transformem em instrumento de intimidação do Supremo.

Já os presidente do Senado e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmaram a aliados que a prorrogação decretada foi uma intervenção do STF em uma prerrogativa exclusiva do Legislativo.

Antes da decisão, a CPI do INSS se reuniu e Viana decidiu prorrogar os trabalhos. Nos bastidores, integrantes da CPI admitiam que a medida dependia do julgamento e, por isso mesmo, a definição de um prazo seria feita apenas após a sessão da corte.

Ao prorrogar a CPI, Viana entendeu que o prazo de 48 horas dado expirou na manhã desta quinta. Viana mencionou uma certidão emitida pelo STF que diz que a decisão do ministro foi recebida pelo Senado na terça (24), às 10h03 e 10h18.

Para Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), porém, o prazo só expirava às 18h20 desta quinta, horário em que a advocacia da Casa recebeu a intimação fisicamente. Alcolumbre, então, preferiu esperar a decisão final do STF.

Caciques do centrão, lideranças do PT e a cúpula do Congresso avaliam que o STF precisa derrubar a decisão de Mendonça, uma vez que a extensão do funcionamento da CPMI pode tumultuar o processo eleitoral. A avaliação é de que os trabalhos vão acabar sendo contaminados pelas campanhas políticas.

O avanço sobre o caso Master e a imprevisibilidade dos materiais é tratada como uma espécie de caixa de Pandora, que pode afetar nomes de diversos espectros políticos. O principal fator de preocupação é o vazamento de conteúdos íntimos dos celulares de Vorcaro e de outros personagens que podem se tornar alvos.

Outros parlamentares têm reclamado das decisões individuais de ministros do STF que impactam os trabalhos das comissões parlamentares, não só em casos de suspensão das quebras de sigilo, como também em relação a testemunhas convocadas para depor e que acabam sendo desobrigadas de comparecer.

Politica Livre

Lula diz que Bolsonaro 'está no desmanche' ao rebater Flávio

 

Lula diz que Bolsonaro 'está no desmanche' ao rebater Flávio

Candidato à reeleição, presidente havia sido chamado de 'Opala velho' pelo senador, seu adversário na eleição

Por Catarina Scortecci/Italo Nogueira/Folhapress

26/03/2026 às 20:15

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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O presidente Lula

O presidente Lula (PT) rebateu nesta quinta-feira (26) uma fala do senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que o pai do presidenciável "está no desmanche". No mês passado, o parlamentar havia comparado o petista a um "Opala velho".

"Outro dia o filho do Bolsonaro [Flávio Bolsonaro] disse assim: o Lula é o Opala velho. Quando ele fala assim, eu não me ofendo. Porque eu tive um Opala 94 turbinado. Se ele conhecesse o meu Opala, ele não falava. Ele fala porque o Opala dele é o pai dele, que está no desmanche. O Opala que ele conhece é o pai dele. Ele não sabe o que é o Opala turbinado", disse Lula, 80.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, 71, está internado com um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões desde 13 de março. Nesta quinta, boletim médico informou que ele deve ter alta hospitalar na sexta (27). Por conta dos problemas de saúde, o ex-mandatário obteve o direito a prisão domiciliar

A medida foi autorizada na terça (24) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), por um prazo inicial de 90 dias. Durante o período, Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica e ficará proibido de usar as redes sociais ou de gravar áudios ou vídeos.

A declaração de Lula foi feita durante seu discurso na abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, em Niterói. A iniciativa reúne representantes de órgãos federais e oferece suporte a prefeituras, com orientações sobre políticas públicas e acesso a recursos.

No mês passado, durante participação remota na CEO Conference Brasil 2026, promovida pelo banco BTG Pactual, Flávio afirmou que Lula era "um produto vencido de verdade".

"Se compará-lo a um carro, ele é aquele Opala, velhão, de câmbio manual, que já foi bonito, mas hoje não te leva a lugar nenhum e ainda bebe para caramba. A gasolina que o presidente Bolsonaro deixou no tanque do Brasil, o Lula já bebeu toda. Descontrolou completamente as contas do nosso país", disse Flávio na ocasião, se dirigindo a uma plateia formada por integrantes do mercado financeiro.

Nesta quinta, Lula enalteceu os programas federais em andamento e alfinetou o ex-presidente Bolsonaro em outras situações, comparando números dos governos. Também voltou a falar que 2026 será o ano "de provar quem vence a luta, a verdade ou a mentira".

"Essa luta não é minha. Eu sou apenas o porta voz. Essa luta é de vocês, é da sociedade brasileira. Ou a gente passa a desmontar a mentira ou a gente vai ficar neste lenga lenga, da boataria, da mentira, sem nenhum compromisso com a verdade. Este é o ano da verdade", afirmou Lula.

Politica Livre

Os sete recados do STF ao Congresso na decisão que travou a CPI do INSS

Publicado em 26 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Superpoderes do Supremo minam sua legitimidade, e  está difícil controlá-los

Charge do Mariano (Charge Online)

Carolina Brígido
Estadão

No julgamento que derrubou a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da CPI do INSS, os ministros embutiram em seus votos recados para o Congresso Nacional. Deixaram, também, mensagens para os próprios colegas, com pistas sobre decisões que devem ser tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um futuro não muito distante.

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1 – LIMITES PARA AS CPIS – 
Ministros que formaram a maioria deixaram claro que as CPIs têm poderes limitados. Ao apontarem que o STF pode atender as minorias apenas para a criação de comissões, e não para a prorrogação, os ministros dizem que estão atentos aos limites de prazo das investigações parlamentares e também ao fato determinado. No caso específico, foi enfatizado que a CPI do INSS passou a tratar de outros temas – inclusive do escândalo do Banco Master. Houve crítica generalizada ao vazamento de mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Gilmar Mendes sugeriu inclusive a reforma na legislação sobre CPIs para determinar limites para as investigações

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2 – DIVISÃO DOS PODERES – 
Em meio a embates com o Congresso Nacional, o STF sinalizou que existe autocontenção do Judiciário a ponto de não interpretar questões regimentais do Legislativo.

É esse o recado do Supremo ao dizer que a duração das CPIs fica a cargo dos parlamentares.

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3 – FRAUDES DO INSS – 
Na decisão, ministros afirmaram que são graves as fraudes ao INSS, mas elas já estão sendo investigados em inquérito aberto no STF. No tribunal, a preferência é que o caso corra no Judiciário e não no Legislativo, para evitar o uso político das investigações em ano eleitoral – inclusive com eventual apuração de menções a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Nos bastidores, há temor de que novos vazamentos atinjam políticos e ministros do Supremo.

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4 – APOIO A MORAES E TOFFOLI – 
O encerramento da CPI do INSS protege Moraes e Toffoli, já que a comissão poderia apurar eventual envolvimento dos ministros no caso Banco Master dentro da comissão – que não tem esse assunto no seu escopo inicial. A proteção aos dois ministros veio por meio dos votos da maioria.


5 – O
 SIGILO DE LULINHA – O resultado do julgamento desta quinta-feira, 26, abre caminho para que seja confirmada a decisão de Flávio Dino de anular quebras de sigilo em bloco aprovadas pela CPI. Entre os alvos dos parlamentares, estava o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na decisão, Dino argumentou que não se pode quebrar sigilos de forma indiscriminada, sem justificar individualmente cada medida.

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6 – INQUÉRITO DAS FAKE NEWS – 
Os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino mencionaram o perigo de haver uma investigação com prazo indeterminado. Para Dino, esse tipo de procedimento é típico de regimes autoritários e dão margem para a pescaria probatória – ou seja, uma investigação sem fato determinado com o intuito de encontrar provas de forma aleatória. Gilmar recomendou que se tranque “inquéritos eternos”. Não se sabe se o recado foi para o ministro Alexandre de Moraes, que é relator do inquérito das fake news desde 2019. Sabe-se, no entanto, que dentro e fora do Supremo há críticas contundentes à forma como as apurações são conduzidas nesse caso.

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7 – A DERROTA DE MENDONÇA – 
A votação desta quinta-feira sugere que o maior aliado de Mendonça no STF não é Kassio Nunes Marques, que chegou ao tribunal também por nomeação de Jair Bolsonaro, mas Luiz Fux. O único ministro a concordar com a tese de Mendonça foi Fux. Para a dupla, os direitos das minorias devem ser respeitados não apenas na criação de uma CPI, mas na prorrogação dela. Fux tem sido um aliado de primeira hora de Mendonça em votações da Segunda Turma. Ele foi o primeiro a concordar com o colega na decisão de mandar prender Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em suma, a Ditadura do Judiciário veio para ficar e não aceita a independência harmônica dos três Poderes, criada pela genialidade de Montesquieu. Simples assim. (C.N.)

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