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Publicado em 24 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Para os criminosos tudo se consegue, sem burocracia e com muita dignidade


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Charge do Nani (nanihumor.com)

Luiz Felipe Pondé
Folha

A esta altura, todo mundo já deve saber que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã é apenas colateralmente sobre Israel, apesar do papel essencial que o moderno Estado judeu tem desempenhado, ao longo dos anos, ao combater os tentáculos do regime iraniano assassino através de seus “proxies”, como o Hamas e o Hezbollah.

Israel tem sorte de que os Estados Unidos precisam, por razões geopolíticas, cortar as asas da China no Oriente Médio. O Irã era, até ontem, a grande cabeça de ponte da China para desgastar o orçamento militar, a inteligência e a energia geopolítica americana.

PLANO DA CHINA – Ao vender armas superagressivas e tecnológicas para o “governo legítimo dos aiatolás”, o governo chinês —com um Irã hoje totalmente dependente da China, como Cuba foi um dia da URSS— viu no iraniano uma chance de, quem sabe, concretizar o sonho de engolir Taiwan e a sua superindústria, indispensável para armas e lucros do século 21.

 Enquanto isso, os Estados Unidos iniciariam negociações sem fim com o Irã, principalmente se um democrata for eleito presidente e o país voltar a ser leniente com terroristas.

Irã, Venezuela e Cuba são, hoje, os tentáculos da China na Guerra Fria do século 21. E o Brasil quer brincar de bobo da corte nessa tragédia. Sinto vergonha alheia de ver gente grande, e, supostamente, bem formada, “defendendo” a dignidade e legitimidade do regime dos aiatolás, como se geopolítica fosse uma brincadeira infantil de polícia e ladrão.

PODER E DOMÍNIO – O sofrimento dos seres humanos nunca importou em geopolítica. Judeus, palestinos, africanos, indígenas, só importam quando sopram ventos de alguma modinha humanista efêmera. A história chega a ser monótona na sua repetição de que o que importa é poder, domínio, dinheiro e, como um resumo disso tudo, o controle do futuro próximo.

Quando se faz parecer que o que está em jogo em geopolítica são direitos humanos, se presta um enorme desserviço à informação e formação da sociedade. Afirmar que direitos humanos importam em geopolítica é uma das maiores fake News, divulgadas até mesmo por jornalistas profissionais.

Voltando para o nosso quintal. Outro dia, vindo do aeroporto de Guarulhos em um táxi, tentei usar o celular até perceber que, como de costume ao passar pelas imediações das penitenciárias, o sinal é interrompido por razões de “segurança”.

WI-FI DA CADEIA – O motorista imediatamente reagiu: “Os presos usam o wi-fi da cadeia, porque, afinal, eles têm direito de continuar seus negócios de lá de dentro, né?”. E continuou de forma desenvolta, como se defendesse uma tese em sociologia.

Os bandidos têm muito mais direitos humanos do que nós, que trabalhamos de sol a sol e somos roubados, assassinados e temos nossas famílias acuadas por eles. Afinal de contas, os bandidos têm um ofício: matar, roubar e vender drogas para os riquinhos. Mais do que um ofício, eles têm o direito de nos matar, roubar e tomar conta do país, com a ajuda da “Justiça”.

BOLSA RECLUSÃO – Coitados, nós tiramos o direito deles de ir e vir para roubar, matar e vender drogas. Por isso mesmo, eles recebem “bolsa reclusão”. Já que a sociedade os trancafiou de forma injusta na cadeia, nada mais legítimo do que paguemos, com o dinheiro que nos é roubado pelo governo em impostos, uma bolsa para as suas famílias, vítimas do absurdo que é botar bandidos na cadeia. Para os criminosos tudo se arranja, com zero burocracia e muita “dignidade”.

Mas a nossa vergonha alheia não para aí. Nosso STF ainda decidiu que, nesses casos, não importa o que aconteça em termos de abusos de poder, nem de indiferença para com conflitos de interesses que parecem se multiplicar na mais alta corte.

ABUSOS DO STF – A sociedade brasileira, que já nasceu cansada e corrupta, não fará nada para barrar esses abusos. Nossos representantes são delinquentes institucionais. Nasce assim uma nova cultura de truculência: uma truculência togada. E com esta ninguém pode —e tudo regado ao “molho” da defesa da democracia.

Aliás, falando de democracia, não conheço uma em que não se possa xingar seus mais altos mandatários. O argumento da honra, hoje, a fim de defender abusos das altas patentes do Estado brasileiro, é uma verdadeira desonra nacional. E desgraçadamente, essa desonra nacional vem cercada de discursos da “intelligentsia” que defendem todo tipo de abuso, contanto que ajude Lula a ganhar a eleição deste ano.

O tal desfile que fez propaganda de Lula no Carnaval carioca é a prova de que o Brasil está perdido como lugar de instituições que gozam de alguma credibilidade. Se você for aliado do Lula, você pode até mesmo debochar de segmentos religiosos considerados aliados dos “idiotas em conserva”.

Kassab, o senhor dos anéis, sempre dá um jeito de levar vantagem nas eleições


Charge: Vencedor - Blog do AFTM

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Carlos Newton

Na política brasileira, há muitos “donos” de partidos, mas não existe ninguém como Gilberto Kassab. Ele entrou na política em 1989, pelas mãos de Guilherme Afif Domingos, que presidia em São Paulo o PL, partido criado pelo deputado Álvaro Valle. Depois, foi para o PFL, que se tornou DEM, e nele ficou até 2011, quando era prefeito de São Paulo, uniu-se a dissidentes de diversas siglas e recriou o  Partido Social Democrático (PSD).

Desde então, Kassab é o presidente e vive às custas da sigla, que se tornou o partido de maior crescimento no país. Em 2024, conquistou a prefeitura de 887 municípios, sendo cinco capitais, o que representou aumento de 35% em relação ao pleito de 2020.

DONO DO PARTIDO – Kassab vive em função do PSD e levou o partido a uma política adesista, sob a justificativa de que “o PSD não é de direita nem de esquerda”. Essa vocação de equilibrista faz com que o partido sempre apoie presidentes, governadores e prefeitos de outras siglas, e assim o PSD vai dominando cada vez mais os cabides do poder.

Nas eleições de 2022, a sigla lançou uma quantidade expressiva de candidaturas próprias a governos estaduais, resultando na eleição de dois governadores no primeiro turno.

E agora, na eleição presidencial, pela primeira vez Kassab muda de estratégia, por sentir que há espaço para uma terceira via que enfrente a polarização entre bolsonaristas e lulistas. Com a desistência de Ratinho Júnior, o próprio Kassab, que no PSD é uma espécie de senhor dos anéis, vai decidir se escolhe Ronaldo Caiado, de Goiás, ou Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e a candidatura será para valer, no primeiro turno.

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P.S. –
 Não importa o candidato que venha a ser escolhido, seja Caiado ou Leite. O objetivo maior de Kassab é sempre marcar presença. Vai trabalhar pela vitória, é claro. No entanto, caso o candidato do PSD não chegue ao segundo turno, não tem problema, porque o partido vai retomar o velho hábito de não apoiar nenhum dos candidatos e esperar a apuração das urnas, para então declarar seu amor eterno ao vencedor, não importa se for Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro. De uma forma ou outra, o grande vencedor será sempre Kassab, que então vai ficar à frente de algum ministério importante. E vida que segue, como dizia João Saldanha, que faz uma falta danada em ano de Copa. (C.N.)

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