sábado, março 21, 2026

Futuro motorista poderá fazer exame prático de CNH em outra cidade

 

Futuro motorista poderá fazer exame prático de CNH em outra cidade

Por Fábio Pescarini | Folhapress

Futuro motorista poderá fazer exame prático de CNH em outra cidade
Foto: Bahia Notícias

O futuro motorista que fez as aulas para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na cidade onde mora poderá fazer o exame prático em outro município. A novidade faz parte de algumas mudanças promovidas neste mês pelo Detran (Departamento de Trânsito) no estado de São Paulo.
 

Segundo o órgão, o agendamento do exame poderá ser feito em outro município no caso de falta de vagas no original.
 

Se o candidato tiver feito as aulas por meio de autoescola, a instituição deverá disponibilizar veículo para realização do exame na outra cidade —desde o fim do ano passado, motoristas podem contratar instrutores particulares e usarem o próprio carro, inclusive com câmbio automático.
 

Outra mudança é que será possível fazer a prova de direção de duas categorias diferentes no mesmo dia: carro e moto, por exemplo —segundo o Detran, até então isso não estava sendo permitido.
 

A partir de agora, pessoas com deficiência passam a contar com o apoio de tablet para registro de resultados da Junta Médica Especial e da prova.
 

"O uso do tablet, pelo acesso direto ao sistema do Detran-SP, torna o processo mais rápido e eficaz" diz o órgão de trânsito.
 

Também foram adequados em São Paulo neste mês novos critérios para exames práticos de direção estabelecidos por uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) do fim do ano passado.
 

A prova prática não tem mais faltas eliminatórias automáticas. Agora, o candidato terá pontos somados para cada conduta que corresponder a uma infração de trânsito.
 

Para ser aprovado, não pode ultrapassar o limite de dez pontos, de acordo com os seguintes pesos:
 

- 1: infração leve
 

- 2: infração média
 

- 4: infração grave
 

- 6: infração gravíssima
 

"Na prática, as condutas observadas durante o exame passam a ser registradas como infrações de trânsito, o que aproxima a avaliação da realidade da circulação nas vias", diz o Detran.
 

As questões utilizadas nos exames teóricos de habilitação também foram atualizadas, passando a adotar o Banco Nacional de Questões, elaborado pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).
 

Ao todo são 1.500 questões e, independentemente do estado onde o candidato fizer a prova, elas são as mesmas.
 

Devido à prova ter 30 perguntas e um mínimo de acerto de 20, a distribuição das questões é randômica.
 

Além das novas regras, em janeiro, as provas de baliza foram retiradas dos exames práticos para quem vai tirar a CNH.
 

O fim da baliza é previsto na resolução do Contran de dezembro do ano passado e é obrigatória para todo o país
 

Sem a prova, na qual o motorista estaciona o veículo, o exame passa a concentrar a avaliação na etapa de circulação, diz o Detran.
 

O trajeto do exame prático permanece conforme o modelo atual, contemplando, entre outros aspectos, as conversões à direita e à esquerda, o uso correto de seta, a realização do procedimento de "parada" em local permitido, bem como a condução segura e responsável no trânsito.
 

Com a retirada do exame da baliza, duas das dez faltas eliminatórias que existiam no sistema anterior foram excluídas.a delas era não colocar o veículo na área balizada, em no máximo, três tentativas e no tempo estabelecido.
 

A outra, avançar sobre o balizamento demarcado no estacionamento do veículo na vaga.
 

Em dezembro do ano passado, o governo federal anunciou uma série de medidas para facilitar o acesso à carteira de habilitação.
 

Motoristas que não somarem pontos em seus prontuários de multas de trânsito durante os últimos 12 meses renovarão a CNH automaticamente. A medida não é válida para quem tem idade igual ou superior a 70 anos.

Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no Supremo; entenda

 

Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no Supremo; entenda

Ministro foi sócio de fundo ligado a operador financeiro de dono do Master

Por Lucas Marchesini/Folhapress

21/03/2026 às 07:00

Foto: Luiz Silveira/STF/Arquivo

Imagem de Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no Supremo; entenda

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli

Os questionamentos sobre as conexões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, crescem desde que a primeira relação entre os dois foi revelada pelo jornal Folha de São Paulo, em janeiro, e podem ser respondidos ao longo da investigação da Polícia Federal sobre o caso.

O ministro não é investigado pela PF —isso só poderia ocorrer com autorização do próprio Supremo—, mas, como mostrou a Folha, investigadores suspeitam de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual a família do magistrado é ex-sócio, e avançam na apuração.

A PF elaborou um relatório de 200 páginas sobre as relações de Toffoli e Vorcaro e entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Os achados da PF não foram suficientes para Fachin autorizar uma investigação contra o ministro, mas provocaram a saída de Toffoli da relatoria do caso, que passou para o ministro André Mendonça. Agora, qualquer avanço nas investigações contra Toffoli dependerá de decisões de Mendonça.

Nesse relatório, a PF incluiu diálogos entre Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel no qual discutem pagamentos para Toffoli. Neles, há indicações de que o ex-banqueiro determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões ao ministro.

A primeira conexão entre Toffoli e Vorcaro surgiu em reportagem da Folha em 11 de janeiro mostrando que um resort no interior do Paraná, o Tayayá, teve como sócios uma empresa de dois irmãos do ministro e um fundo que faz parte da rede fraudulenta atribuída ao Banco Master.

Na época, atos de Toffoli à frente do caso causavam estranhamento nos órgãos que investigam o caso. O magistrado convocou em dezembro uma acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor do BC (Banco Central) Ailton de Aquino.

A medida colocava Aquino como um dos investigados, seguindo a linha de defesa de Vorcaro à época, de que a autoridade monetária tinha se precipitado ao decretar a liquidação do Master, em novembro.

Diante da repercussão, o ministro mudou a solicitação para depoimentos individuais, que ocorreram em 30 de dezembro —enquanto estava hospedado no resort Tayayá.

A parceria no resort localizado em Rio Claro (PR) começou em setembro 2021, quando a Maridt Participações S.A., empresa do ministro com os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, vendeu metade de sua participação no empreendimento ao fundo de investimentos Arleen por pouco mais de R$ 3 milhões.

O Arleen integra uma extensa cadeia de fundos utilizados pelo Master, de acordo com as investigações da PF e do Banco Central. O controlador do fundo é Fabiano Zettel, pastor e operador financeiro de Vorcaro, através de outro fundo, o Leal.

O cunhado de Vorcaro aplicou R$ 26 milhões no fundo Leal no segundo semestre de 2022.

A Maridt deixou a sociedade nas empresas que compõem o grupo Tayayá em fevereiro do ano passado, quando o restante de sua participação foi adquirida pelo empresário Paulo Humberto Barbosa.

Barbosa é um advogado goiano que atuou diversas vezes para a JBS, empresa do grupo J&F. Quando ele comprou a participação do Arleen no Tayayá, o fundo não pertencia mais a Zettel, mas sim a Alberto Leite, empresário amigo de Toffoli que manteve as cotas do fundo por menos de um ano.

Na época da revelação, o ministro Dias Toffoli não disse que também era sócio da Maridt. Ele só fez a revelação em 12 de fevereiro, após a PF produzir um relatório sobre as relações entre Toffoli e Vorcaro.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Zettel, por mensagem de WhatsApp, qual era a situação dos repasses. "Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim", escreveu o banqueiro.

O cunhado respondeu: "Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim".

Depois disso, Zettel apresentou a lista de pagamentos para Vorcaro aprovar. Nessa lista, constava em uma das linhas: "Tayaya - 15″. Para a PF, tratava-se do repasse de R$ 15 milhões ao empreendimento. Vorcaro respondeu: "Paga tudo hoje".

Em agosto de 2024, Vorcaro voltou a tratar das cobranças com o cunhado. "Aquele negócio do Tayayá não foi feito?", perguntou o banqueiro.

Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Vorcaro se irritou. "Onde tá a grana?", afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: "No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele".

Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. "Me fala tudo que já foi feito até hoje". O cunhado, então, respondeu: "Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões".

Em nota enviada por Toffoli quando o relatório da PF veio a público, o ministro disse que "jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro" e que "jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel".

A Maridit, afirma Toffoli em nota enviada nesta sexta (20), é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal.

"Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas", afirmou.

"O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro", acrescentou, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.

Sobre as vendas de participações no Tayayá para o fundo Arleen e para Paulo Humberto, Toffoli afirmou que "tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado".

A defesa de Daniel Vorcaro não quis se pronunciar.

Leia também: Impeachment imediato de Toffoli é defendido por 49,3%; outros 33,7% apoiam medida após investigações, aponta pesquisahttps://www.politicalivre.com.br/2026/03/impeachment-imediato-de-toffoli-e-defendido-por-49-3-outros-33-7-apoiam-medida-apos-investigacoes-aponta-pesquisa

Escândalo do Master ameaça as campanhas eleitorais do PT e do União Brasil na Bahia

Publicado em 20 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Publicado em  2 Comentários | 

Caso do Master tem muita semelhança com o escândalo da Loja Maçônica P-2


43 yıl önce (1982) bugün, Tanrının bankeri Roberto Calvi'nin cesedi  Londra'daki Blackfriar's Köprüsü'nün altında sallanırken bulundu. Calvi,  Vatikan'ın çoğunluk hissesine sahip olduğu İtalyan Banco Ambrosiano'nun  yönetim kurulu başkanıydı. Vatikan ...

Calvi, o tesoureiro, foi “suicidado” numa ponte em Londres

 

Mario Sabino
Metrópoles

O caso do Banco Master, protagonizado por Daniel Vorcaro, esse personagem deplorável, me remete ao escândalo da loja maçônica secreta Propaganda Que, ou P2, que sacudiu a Itália no início dos anos 1980. Na década anterior, sob o comando do financista e industrial Licio Gelli, o “Venerável Mestre”, a P2 abrigava uma estrutura de poder oculta e paralela ao Estado italiano.

Essa organização criminosa reunia 962 integrantes, entre políticos, magistrados, empresários, jornalistas, chefes dos serviços secretos e militares.

INCLUINDO VATICANO – Os seus nomes estavam em uma lista que Gelli guardava em sua casa, encontrada pela polícia enquanto cumpria uma ordem de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre outro integrante da P2, o banqueiro Michele Sindona, ligado à máfia e ex-assessor financeiro do Vaticano.

Sindona, que já havia sido condenado nos Estados Unidos pela quebra fraudulenta do Franklin National Bank, morreu em uma prisão de segurança máxima ao ingerir café com cianeto de potássio, apenas dois dias após de ser sentenciado.

Na versão oficial, ele se suicidou, mas nunca foram afastadas completamente as hipóteses de homicídio ou de “suicídio assistido”. Com Sindona, foram enterrados segredos que ele prometia revelar.

BANQUEIRO DE DEUS – Quatro anos antes, outro banqueiro membro da P2, de quem Sindona era mentor, morreu em circunstâncias estranhas: Roberto Calvi, do falido Banco Ambrosiano, cujo principal acionista era o Vaticano, daí o seu apelido de “banqueiro de Deus”.

Calvi era o tesoureiro da P2. O banqueiro de Deus usava o Ambrosiano para lavar dinheiro para a organização criminosa que se formou sob o guarda-chuva da loja maçônica e para a máfia.

Ele cometia toda sorte de fraudes financeiras, como empréstimos fantasmas bilionários a empresas de fachada registradas em paraísos fiscais. Boa parte do dinheiro emprestado era usado para a compra de ações do Ambrosiano, o que inflava artificialmente o valor do banco e servia para cobrir perdas e aumentar o controle de Calvi.

FOI SUICIDADO – Quando o esquema do banco explodiu, o banqueiro de Deus fugiu para Londres, e lá foi encontrado morto, enforcado sob uma ponte.

A cena da morte de Calvi foi montada para parecer suicídio, mas uma perícia realizada anos depois mostrou que, antes de o seu corpo ser pendurado sob a ponte, o banqueiro havia sido estrangulado.

A P2 tinha um “plano de renascimento democrático”, igualmente encontrado na casa de Gelli pela polícia. O plano previa uma reforma do Estado italiano no sentido de torná-lo autoritário, o controle da imprensa e o confronto com o então poderoso Partido Comunista Italiano — o que levou a que se estabelecesse uma conexão jamais provada entre a P2 e a CIA americana.

CAI O GOVERNO – O escândalo foi causa direta da queda do governo de Arnaldo Forlani, visto que três ministros e cinco subsecretários estavam na lista de integrantes da P2.

Os personagens destes tristes trópicos são mais vagabundos, assim como o enredo. No caso do Banco Master, Vorcaro não tinha plano político nenhum, a não ser o de roubar dinheiro de correntistas e aposentados por meio de uma reles pirâmide financeira, que causou a sangria de mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito.

A semelhança com o escândalo da P2 está no grau de infiltração no meio institucional. A sua real extensão será conhecida no caso de Vorcaro vier mesmo a fazer uma delação séria (agora criamos a delação não séria),

INFILTRADO – O dono do finado Banco Master não precisava de plano político: ele conseguiu infiltrar-se e operar nas sombras graças a uma estrutura autoritária que preexistia no interior do Estado brasileiro e que, recentemente, perpetrou o seu próprio plano de “renascimento democrático”.

Essa estrutura garante poder ilimitado, enriquecimento ilícito e impunidade a quem nela se encastela, e com uma desfaçatez jamais vista na nossa história.

Portanto, foi justamente a estrutura autoritária manejada pelo Supremo que permitiu a Vorcaro infiltrar-se no Estado.


Em destaque

TRE-BA rebate declaração de Eduardo Bolsonaro e afirma que é falsa acusação sobre fraude em votos na Bahia

  TRE-BA rebate declaração de Eduardo Bolsonaro e afirma que é falsa acusação sobre fraude em votos na Bahia Por  Política Livre 25/04/2026 ...

Mais visitadas