sexta-feira, março 20, 2026

J&F pagou R$ 25,9 milhões a empresa que comprou cotas de Toffoli em resort, diz jornal

 

J&F pagou R$ 25,9 milhões a empresa que comprou cotas de Toffoli em resort, diz jornal

Por Folhapress

20/03/2026 às 15:49

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

Imagem de J&F pagou R$ 25,9 milhões a empresa que comprou cotas de Toffoli em resort, diz jornal

Ministro afirma que se relacionou apenas com comprador; grupo empresarial fala em pagamento a advogado por serviços prestados

O grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, pagou R$ 25,9 milhões a uma empresa que comprou a participação da família do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), no resort Tayayá, no Paraná. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aponta que a J&F fez uma única transferência à empresa PHB Holding no intervalo de 5 de fevereiro a 6 de outubro de 2025, segundo o jornal. O documento não informa a data exata do pagamento. Nesse período, em 21 de fevereiro, a PHB comprou as cotas da família Toffoli no resort.

A PHB pertence a Paulo Humberto Barbosa, que advogou para a empresa e para os irmãos Wesley e Joesley Batista em causas tributárias no TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás) e na Secretaria de Fazenda estadual.

Barbosa também divide uma empresa, a Petra Participações, com Gabriel Paes Fortes, genro de José Batista Jr., irmão mais velho de Joesley e Wesley, e com Renato Costa, executivo da Friboi.

Documentos da Junta Comercial do Paraná mostram que, em 21 de fevereiro de 2025, a PHB comprou as cotas do resort que pertenciam à Maridt, empresa que pertence a Toffoli e era administrada por dois de seus irmãos.

A compra da participação foi feita em duas empresas envolvidas na administração do empreendimento: a Tayayá e a DGEP. Segundo o registro, a PHB teria pagado R$ 3,6 milhões à Maridt.

Toffoli já afirmou publicamente que é um dos sócios da Maridt e que a venda das cotas foi feita "dentro do valor de mercado". Procurado nesta sexta-feira (20), o gabinete do ministro afirmou que "a empresa se relacionou exclusivamente com a PHB Holding".

Paulo Humberto Barbosa afirmou a O Estado de S. Paulo que recebeu o pagamento da J&F por serviços de advocacia e nega que o dinheiro tenha relação com a compra do Tayayá, que ele disse ter sido fechada em dezembro de 2024. O empresário não respondeu aos contatos feitos pela Folha no início da tarde desta sexta-feira (20) por telefone e Whatsapp.

A J&F declarou que o pagamento à holding de Barbosa foi referente a honorários de advogado e que o grupo não é sócio do resort.

Por quatro anos, a empresa de Toffoli dividiu a sociedade no resort Tayayá com um fundo de investimentos ligado ao Banco Master, como revelou a Folha em janeiro deste ano. Esse envolvimento ampliou a pressão sobre o ministro e culminou, em fevereiro, em sua saída da relatoria das investigações sobre a instituição financeira no STF.

A Maridt, que pertence a Toffoli, vendeu uma parte de suas cotas no Tayayá em 2021 ao fundo Arleen, que pertencia a uma teia financeira do banco de Daniel Vorcaro —agora em negociação para uma delação premiada. Em 2025, a empresa da família do ministro vendeu o restante de sua participação à PHB Holding.

Investigadores que participam das apurações sobre o caso Master afirmam ter detectado transferências de R$ 35 milhões do grupo de Vorcaro em benefício de Toffoli. O ministro afirma que "suas movimentações financeiras estão todas declaradas à Receita Federal do Brasil".

Nas investigações, a PF produziu um relatório que aponta conexões de Toffoli com o Master e entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin. Na ocasião, os ministros da corte se reuniram para analisar o material e manifestaram apoio a Toffoli. Ele se afastou da relatoria do caso, mas não reconheceu conflitos de interesses.

O relatório do Coaf noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta uma transação considerada atípica de R$ 25.965.197 da J&F Participações para a PHB Holding. O documento não diz para quem a PHB transferiu os valores recebidos. Não há referência a Toffoli ou à Maridt.

Toffoli já foi alvo de críticas por ter suspendido, em dezembro de 2023, uma multa de R$ 10,3 bilhões da J&F por um acordo de leniência firmado pela empresa com o Ministério Público Federal.

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Publicado em 20 de março de 2026 por Tribuna da Internet

De olho no desgaste, Kassab confia em rejeição e telhados de vidro de Lula e Flávio


Kassab quer capturar eleitor cansado da polarização

Dora Kramer
Folha

A data precisa do anúncio de quem será o escolhido para tentar atrair o eleitorado hoje dividido entre Luiz Inácio da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Gilberto Kassab (PSD) não diz. Fica naquilo que já se sabe: “Será até o fim do mês”, repete, também na guarda do quase segredo de polichinelo de que a indicação recairá sobre o paranaense Ratinho Jr., cujo nome pode passar por um reposicionamento de marca.

Do triunvirato composto pelo gaúcho Eduardo Leite e o goiano Ronaldo Caiado, é quem aparece nas pesquisas em situação menos pior em relação aos dois favoritos; é visto como o preferido da elite econômica e aquele com maior capacidade de construir alianças nos estados.

CARISMA – Fica faltando o critério do magnetismo pessoal —também chamado de carisma— que, convenhamos, não é exatamente uma característica de destaque no perfil do governador do Paraná nem de sobra nos outros. Portanto, caso dê zebra, não terá sido esse o fator de desempate.

A aposta de Kassab é no conteúdo do discurso sustentado em temas que permeiam o ambiente social e traduzem demandas não atendidas pelo governo Lula nem pelo antecessor, do qual o primogênito de Jair Bolsonaro é representante. Nas propostas, os três Poderes estarão na mira.

PLANOS DE DIÁLOGO – Uma rasante nos planos de diálogo com o eleitorado mostra o seguinte: no Judiciário, a defesa da idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros, com manutenção da aposentadoria aos 75. Na prática, mandato máximo de 15 anos. No Legislativo, articulação política que dê jeito no uso abusivo de emendas; no Executivo, a volta do teto de gastos, e, na administração pública em geral, uma radical reforma do Estado.

Criminalidade, corrupção e capacidade de gestão também estão no cardápio, cujo diferencial seria justamente o abandono do embate ideológico para dar prioridade aos problemas objetivos da vida das pessoas. Gilberto Kassab acha que por aí tem jogo para o time do meio se aproveitar da rejeição e dos telhados de vidro —mercadoria farta nas prateleiras dos oponentes.

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PT anuncia a frente pele reestatização da BR distribuidora

 

Selic cai para 14,75%, mas juros seguem sufocando o país. Limite dos juros, já!

 19 de março, 2026

A decisão da diretoria do Banck Central, reunida no Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano, uma queda de apenas 0,25 ponto percentual, marca o primeiro recuo dos juros desde maio de 2024. Embora apresentada como um movimento positivo, a medida mantém o Brasil em um patamar extremamente elevado de juros, sem enfrentar o problema estrutural que sustenta o Sistema da Dívida.

Como alerta a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, a manutenção de juros ainda tão elevados segue drenando recursos públicos para o sistema financeiro, comprometendo investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Mesmo com a redução anunciada, o nível da Selic continua sendo o mais alto do mundo, evidenciando a insuficiência da medida diante da grave situação do país.

A política de juros altos mantém o país preso a um modelo que privilegia o rentismo em detrimento do desenvolvimento socioeconômico e ambiental. A leve queda está longe de alterar essa lógica. Esse cenário se reflete diretamente na vida da população: o endividamento das famílias brasileiras atingiu um recorde histórico em fevereiro de 2026, com 80,2% dos lares declarando possuir algum tipo de dívida, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). E não são dívidas para investimento, mas sim para pagamento de contas do dia a dia, cheque especial e rotativo de cartão de crédito, que mesmo com limite previsto em lei, segue mantendo taxas de juros que extrapolam os 400%.

Diante disso, a Auditoria Cidadã da Dívida defende mudanças estruturais, como o Projeto de Lei Complementar (PLP) 104/2022, disponível em nosso site, que propõe a limitação dos juros no país. A proposta estabelece um teto de 12% ao ano ou, alternativamente, o dobro da taxa Selic, o que for menor, criando um freio legal à escalada dos juros e abrindo caminho para uma política econômica decente, voltada ao interesse público.

Conheça a Campanha pelo Limite dos Juros.

 

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