quinta-feira, março 19, 2026

CPI do INSS aprova convite para depoimentos de Campos Neto e Galípolo

 

CPI do INSS aprova convite para depoimentos de Campos Neto e Galípolo

Por Rafaela Rosa / Folha de São Paulo

19/03/2026 às 12:42

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

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Roberto Campos Neto

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (19) requerimentos para ouvir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-chefe da autoridade monetária Roberto Campos Neto sobre suspeitas de irregularidades em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.

A comissão aprovou os convites em votação simbólica. Os parlamentares deram aval a dois requerimentos apresentados pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) com foco em investigações sobre o mercado de crédito consignado.

Os requerimentos preveem ouvir o atual presidente do Banco Central e o ex-chefe da autoridade monetária para esclarecer possíveis irregularidades em operações de crédito consignado oferecidas a beneficiários do INSS. Como se trata de um convite, eles não são obrigados a comparecer à comissão.

A CPMI investiga suspeitas de irregularidades em empréstimos a aposentados e pensionistas, incluindo contratos sem autorização, e quer apurar se houve falhas na fiscalização do sistema financeiro.

A oitiva pode expor disputa sobre responsabilidade. Parlamentares articulam ouvir Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo no mesmo dia para comparar a atuação do Banco Central diante do avanço das suspeitas em meio a narrativas sobre herança de problemas e eventuais omissões.

Os parlamentares ainda deram aval a um requerimento que permite o compartilhamento de informações sigilosas obtidas pela CPI do Crime Organizado sobre Fabiano Campos Zettel, ampliando o material disponível para a investigação.

Após a votação dos requerimentos, a CPMI iniciou a oitiva de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, convocado para prestar esclarecimentos.

Politica Livre

Gilmar exalta Moraes e diz que Brasil tem dívida com o ministro em meio a crise de imagem da corte

 

Gilmar exalta Moraes e diz que Brasil tem dívida com o ministro em meio a crise de imagem da corte

Por Ana Pompeu, Folhapress

19/03/2026 às 15:37

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

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O ministro Gilmar Mendes (STF)

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o Brasil tem uma dívida com Alexandre de Moraes. Em meio a uma crise de imagem da corte em decorrência da investigação da fralde do Banco Master, o decano discursou em defesa da atuação do colega.

As declarações foram dadas na abertura da sessão do plenário desta quinta-feira (19). No próximo domingo (22), Moraes completa nove anos de sua posse no STF.

"O Brasil tem uma dívida para com vossa excelência, ministro Alexandre. As futuras gerações saberão reconhecê-lo", disse.

Atualmente, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão no centro dos desgastes, devido às menções localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Ambos negam qualquer irregularidade.

As investigações encontraram a contratação, pelo Master, do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por R$ 129 milhões no período de três anos.

"Vossa Excelência, que, com ânimo inquebrantável, já suportou nestes nove anos tantas tribulações em virtude da sua irretocável, proba e sacrificante atuação, terá forças para suportar tantas outras quantas surgirem", disse Gilmar Mendes.

De acordo com o decano, o STF se orgulha e o povo brasileiro pode se tranquilizar por ter o ministro na corte. O ministro se emocionou ao final da fala.

Gilmar citou a relatoria da trama golpista de 2022, a presidência de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) naquele ano, o inquérito das fake news, as suspensões do X (ex-Twitter) e os embates com o bilionário Elon Musk, as sanções da Lei Magnitsky.

Politica Livre

Tarcísio se reúne com Moraes, Gilmar e Fachin em meio a ofensiva por domiciliar de Bolsonaro

Tarcísio se reúne com Moraes, Gilmar e Fachin em meio a ofensiva por domiciliar de Bolsonaro

Por Luísa Martins Carolina Linhares

19/03/2026 às 14:41

Foto: Marco Galvão/Alesp/Arquivo

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Governador vai tratar oficialmente sobre Sabesp, mas há expectativa de que situação do ex-presidente seja debatida

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fará um périplo nos gabinetes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (19) para tratar de ações judiciais de interesse do estado, mas há expectativa de que a possibilidade de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro também seja discutida.

Tarcísio se reúne com os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Edson Fachin, presidente da corte, em agendas que vão das 16h às 19h15. Como mostrou a Folha, a internação de Bolsonaro reacendeu uma articulação para convencer Moraes a conceder a domiciliar.

Segundo dois interlocutores do governador, considerado uma ponte da direita com o STF, ele deve abordar o assunto com os ministros, na tentativa de sensibilizá-los sobre a situação de saúde do ex-presidente. Por parte dos magistrados, também há uma expectativa de que esse assunto seja colocado na mesa.

O foco principal é Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro e responsável pela decisão. O ministro negou o último pedido de domiciliar por entender que a Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, tem condições de atender suas eventuais intercorrências médicas.

Após a internação hospitalar, a defesa pediu a reconsideração da decisão. Os advogados citam um agravamento no quadro clínico de Bolsonaro e afirmam que a prisão em regime fechado é "absolutamente incompatível com a preservação de sua saúde e integridade física".

Divulgadas pelo STF, as agendas dos ministros citam o processo que trata da privatização da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) como pauta oficial dos encontros com Tarcísio. A ação começa a ser julgada pelo STF nesta sexta (20), em plenário virtual.

Especificamente com Fux, Tarcísio também quer falar do julgamento, atualmente em curso no plenário virtual, sobre o decreto estadual que revogou a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para áreas de livre comércio. Já há três votos contra o governo (Cármen Lúcia, Moraes e Zanin) e um favorável (Kassio Nunes Marques).

Politica Livre

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