segunda-feira, março 16, 2026

Em pânico, Brasília aguarda o anúncio da delação premiada de Vorcaro


Brasília entra em pânico com possível delação de Vorcaro Troca de advogado do dono do Banco Master após decisão do STF que manteve sua prisão aumenta expectativa de colaboração premiada

Charge reproduzida do site Brasil 247

Roberto Nascimento

A confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, por decisão por maioria da Segunda Turma do Supremo, com os votos de Luiz Fux e Nunes Marques acompanhando o relator, ministro André Mendonça, repercutiu no meio político e causou uma apreensão a mais no intrigado tabuleiro político e judicial, deixando à beira de um ataque de nervos muitas autoridades dos três Poderes.

O causador dessa insuportável tensão é o banqueiro Daniel Vorcaro, do grupo Master, um operador financeiro especializado em fraudes bancárias, pirâmides e até no comando de milícias digitais e físicas, disposto a mandar moer e matar adversários.

VORCARO BALANÇA – O fato concreto é que Vorcaro não está aguentando o isolamento na prisão. Trocou de advogados e assim mandou recados ao Congresso e ao Judiciário sobre a possibilidade de delação premiada. Mas, o líder de uma organização premiada, no topo do crime, pode fazer delação?

A legislação em vigor – Lei de Organização Criminosa – diz que sim. A diferença é que, se a delação for de um subalterno contra o líder da quadrilha, o delator pode ficar isento de crime e sequer ser denunciado pelo Ministério Público na abertura do processo penal.

No caso de Vorcaro, não há essa moleza. Como ele é o chefe da organização criminosa, seus benefícios serão no máximo uma redução da pena. De toda maneira, será julgado e condenado, porém com menos rigor.

IBANEIS EM PÂNICO – O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, governador de Brasília, levou o Banco Regional de Brasília (BRB) a torrar R$ 12 bilhões dos cofres públicos na peneira do Banco Master de Vorcaro.

Às vésperas de deixar o governo para se candidatar ao Senado, Ibaneis não vem conseguindo dormir, toma Rivotril direto e teme ser rejeitado pelo eleitor da capital, onde há fortes candidatos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O governador Cláudio Castro, que perdeu quase R$ 1 bilhão do RioPrevidência no Banco Master, já não tem certeza da viabilidade de sua eleição ao Senado e pode ser cassado pelo TSE no julgamento marcado para o dia 25 deste mês.

MAIS PREJUÍZOS – O senador Davi Alcolumbre está metido no rombo de 400 milhões da AmPrev (Previdência do Amapá), cujo presidente, indicado por ele, torrou investindo no Banco Master. O presidente do Senado está uma fera com a Polícia Federal, que teima em investigar corretamente essa fraude bilionária.

Hugo Motta, Jaques Wagner, Ciro Nogueira, e muitos outros políticos, assim como magistrados de tribunais superiores e membros do governo, são muitas “autoridades” com algum negócio fora das quatro linhas republicanas, alguns até legais, mas todos imorais, e temem a delação de Daniel Vorcaro.

A cada dia, surge uma novidade extraída dos oito celulares de Vorcaro e de seu cunhado, o pastor Zettel, expulso da Igreja Lagoinha de Belo Horizonte. Quem podia, levou dinheiro do Banco Master em troca de algum pedido desse verdadeiro encantador de serpentes. Mas quem vai pagar esse rombo, que já passa de R$ 50 bilhões? Ora, somos todos nós, os contribuintes, é claro.

Ataques a Flávio Bolsonaro seriam um erro estratégico na campanha de Lula


Pedro do Coutto

Nos bastidores de Brasília, cresce a pressão de setores do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele altere sua estratégia política e passe a adotar uma postura mais agressiva contra o senador Flávio Bolsonaro. A sugestão de alguns assessores e aliados é que o presidente abandone a linha centrada na divulgação de pautas positivas do governo e parta para o ataque direto contra a oposição, sobretudo diante de pesquisas eleitorais recentes que indicam maior competitividade do cenário político. No entanto, essa leitura pode estar equivocada e ignorar um princípio clássico da política: quem governa não deve agir como quem está na oposição.

Um presidente da República em exercício ocupa uma posição institucional completamente diferente da de seus adversários. Enquanto candidatos oposicionistas dependem do confronto e da crítica permanente para ganhar visibilidade e mobilizar suas bases, quem está no poder precisa transmitir estabilidade, confiança e capacidade de gestão.

RISCO – Quando um governante parte para o ataque com intensidade excessiva, corre o risco de passar a impressão de fragilidade política, como se estivesse reagindo de forma ansiosa a dificuldades momentâneas ou ao impacto de pesquisas desfavoráveis. Em termos estratégicos, esse movimento pode acabar fortalecendo justamente o adversário que se pretende enfraquecer, pois o coloca no centro do debate político nacional.

No caso de Lula, essa dinâmica é ainda mais sensível. Trata-se de um líder político com décadas de experiência e com uma trajetória que sempre se apoiou na imagem de liderança forte, capacidade de articulação e diálogo com diferentes setores da sociedade. Adotar uma postura reativa ou demonstrar preocupação excessiva com oscilações de pesquisas poderia transmitir ao eleitorado a sensação de que o governo se sente pressionado ou inseguro. Na política, a percepção de controle do cenário costuma ser tão importante quanto os próprios resultados eleitorais.

Além disso, o governo possui instrumentos políticos e administrativos que nenhum candidato de oposição tem. A chamada “máquina do governo”, longe de ser apenas uma expressão retórica, representa a capacidade concreta de implementar políticas públicas, apresentar resultados e dialogar diretamente com a população por meio de programas que impactam a vida cotidiana dos cidadãos. Nesse contexto, partir para o confronto direto pode significar desperdiçar uma vantagem estratégica importante.

TEMAS CENTRAIS – Há, inclusive, temas centrais que podem fortalecer a posição do governo no debate eleitoral sem necessidade de ataques. A discussão sobre mudanças no Imposto de Renda, especialmente a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores de renda mais baixa, tem forte apelo social e pode dialogar diretamente com milhões de brasileiros. Da mesma forma, o fortalecimento de programas sociais como o Bolsa Família continua sendo uma das marcas mais reconhecidas das administrações petistas e possui impacto direto na vida de famílias em situação de vulnerabilidade. Políticas dessa natureza criam vínculos concretos com o eleitorado, algo que discursos agressivos dificilmente conseguem produzir.

Outro ponto relevante é que o cenário político brasileiro permanece profundamente marcado pela polarização que ganhou força com a ascensão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para setores da oposição, o ambiente de confronto permanente é extremamente favorável, pois mobiliza emocionalmente suas bases e mantém o debate público em torno de disputas ideológicas intensas. Ao entrar nesse terreno de forma deliberada, o governo pode acabar reforçando a lógica de polarização que beneficia seus adversários.

Historicamente, presidentes que buscam a reeleição ou a continuidade de seu projeto político tendem a ter melhores resultados quando conseguem transformar o debate eleitoral em uma comparação entre governos e propostas concretas. Quando a campanha gira em torno de indicadores econômicos, programas sociais, investimentos e melhorias percebidas pela população, o governante geralmente parte de uma posição mais confortável. Já quando o debate se transforma em uma sequência interminável de ataques e respostas, a disputa tende a se nivelar entre governo e oposição.

REFLEXO – Por isso, a pressão para que Lula adote uma estratégia de confronto direto contra Flávio Bolsonaro pode representar mais um reflexo da ansiedade típica dos bastidores políticos do que uma leitura estratégica consistente. Em vez de reagir às pesquisas com nervosismo ou elevar o tom contra adversários, o caminho mais sólido pode ser justamente o oposto: reforçar a agenda de governo, comunicar resultados e demonstrar tranquilidade diante do cenário político.

Na política, muitas vezes vence quem consegue transmitir a sensação de que controla o tabuleiro. Um presidente que demonstra serenidade, apresenta políticas públicas com impacto real e evita cair em provocações tende a ocupar uma posição mais forte diante do eleitorado. Em última análise, o eleitor costuma confiar mais em quem governa com segurança do que em quem parece disputar cada movimento como se estivesse na oposição.

STF exibe intolerável abuso de poder contra pastor, auditor e jornalista

STF exibe intolerável abuso de poder contra pastor, auditor e jornalista

Não há como ter um país livre sem uma imprensa livre

Fernando Schüler
Estadão

“Recebi a denúncia, apurei, confirmei a veracidade e publiquei”, diz Luís Pablo Conceição, o jornalista do Maranhão que teve a Polícia Federal na sua casa, por ordem de nossa Suprema Corte, por uma matéria sobre o uso de um carro oficial, por parte de um ministro. O carro é uma Toyota SW4, e a história é conhecida.

Havia imagens do ministro e familiares na praia, usando o veículo, e o Luís Pablo foi lá investigar. Fosse o Brasil uma democracia fundada em direitos, do tipo que desenhamos na Constituição, quem sabe o caso rendesse uma nota explicativa, por parte do Supremo. E talvez mais rigor no uso de carros oficiais. E assunto encerrado. Mas não é o caso.

BUSCA E APREENSÃO – Por estes dias, a Polícia Federal apareceu na casa do Pablo, às 6h da manhã, levou seu celular e seu computador. Seu sigilo de fonte virou poeira, se é que uma coisa dessas faça muito sentido no Brasil de hoje.

Não importa muito se Luís Pablo é um bom ou mau jornalista, ou um mero “blogueiro”, como diz um pedaço da imprensa. O fato é que atuou como jornalista, neste caso. Pela lógica de nossa Suprema Corte, ele não poderia ter investigado o uso de um carro oficial, por parte de um ministro. Simples assim.

Quem sabe Pablo pudesse publicar uma matéria sem investigar, mas neste caso seria mau jornalismo. Vamos imaginar: ele vê, por acaso, o carro passando na frente de sua casa, na praia, e publica uma foto. Seria um crime também? O ponto é que tudo isso é tremendamente bizarro.

DEMOCRACIA? – Se um jornalista identifica o uso indevido de um bem público, por parte de uma autoridade, ou qualquer outra irregularidade, diria que é sua função investigar. Ou então para que serve o jornalismo em uma democracia?

Sejamos claros: não há outra maneira de se ter um país livre se não com uma imprensa livre. Podendo errar, muitas vezes, pois isso faz parte do jogo. Vamos imaginar uma sociedade com a seguinte regra: você é livre para dizer o que quiser, mas não pode errar. Com um detalhe: é o Estado que define o que é o erro e o que é o acerto.

Pensem este princípio sendo aplicado às matérias recentes sobre os diálogos entre o ministro e Vorcaro, no dia de sua prisão. Seu conteúdo é muito mais grave do que a investigação do Pablo sobre o uso daquela SW4, no Maranhão.

TUDO FALSO? – O ministro Dino afirma que é tudo falso. Vai mandar a Polícia Federal para lá também? A pergunta sombria aqui: se os jornalistas que revelaram aqueles diálogos fossem apenas “blogueiros” sem pedigree, quem sabe no Maranhão, teriam escapado de receber a Polícia Federal na sua casa?

O que nosso Supremo está fazendo é mandar um recado: não investiguem. Se vocês acharem que há algum delito, por parte de uma autoridade, desistam. Fiquem calados. Caso contrário, isso pode ter uma enorme dor de cabeça.

Se isso tudo for um ponto fora da curva em nossa democracia seria lamentável, mas compreensível. Como escutei de um antigo ministro do Supremo, “as instituições são como grandes avenidas. São fundamentais, mas produzem lá seus acidentes”.

CRÔNICA SOMBRIA – O ponto é que nada disso é um acidente. É a crônica sombria do Estado brasileiro. Foi este o mesmíssimo caso da “investigação” sobre o Kleber Cabral, presidente da Unafisco.

Ainda por estes dias, lia a carta de um grupo de auditores da Receita Federal sobre o caso, dizendo que “o trabalho do auditor fiscal inclui a fiscalização de qualquer cidadão, inclusive autoridades públicas”. É curioso que uma coisa dessas precise ser dita, no Brasil de hoje.

Kleber Cabral não fez nenhuma matéria jornalística. Deu apenas uma opinião útil ao País. Disse que havia mais medo de investigar certas autoridades do que tratar do crime organizado. Ao invés de servir de alerta ao País, é ele quem termina na Polícia Federal. E desse modo, sejamos claros, confirmou seu ponto.

MALAFAIA RÉU – E por fim temos o pastor Malafaia, prestes a ser convertido em réu pelo STF, por dar um discurso chamando generais de “covardes”. Inútil dizer que não há foro de função para pastores no País e que, se alguém se sentisse ofendido, deveria mover um processo na primeira instância, contra o pastor. Mas o ponto não é este.

O Comando do Exército, com razão, considera que chamar um general de “covarde” é uma ofensa grave. Fôssemos uma grande democracia, nossos generais fariam uma nota pública contestando aquele discurso e dizendo que respeitam a lei. E que podem discordar duramente de Malafaia, mas respeitam seu direito de emitir a sua opinião.

Isto, na minha modéstia visão, seria de fato um ato de coragem. Acionar o inquérito das fake news expressa o caminho precisamente oposto: a chancela a um instrumento de exceção contra cidadãos comuns, algo que jamais poderia existir, em nossa democracia.

SEMIDEMOCRACIA – A verdade é que não andamos bem. Talvez sem notar, vamos passando do abuso para o uso mesquinho do poder. Ao lado do problema ético, que envolve nossa Suprema Corte, temos uma ferida aberta sobre direitos individuais no País.

Por agora lidamos com a agressão aos direitos de um pastor, um jornalista e o presidente de uma entidade de classe. Mas a verdade é que isto tudo diz respeito a cada um de nós.

Viver em uma sociedade livre significa que você pode dizer o que pensa, criticar e fazer jornalismo investigativo, se desejar. E à noite dormir tranquilo, porque sabe que há leis que protegem os seus direitos. E que há pessoas com a virtude e a coragem de fazer com que as leis sejam respeitadas. Se isso tudo desmorona, deveríamos nos preocupar. E, quando se percebe que vamos perdendo, dia a dia, a capacidade de indignação, deveríamos nos preocupar mais ainda.

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Nota da Redação deste Blog -   A Perseguição aos Mensageiros


Por José Montalvão

O desabafo acima reflete o que muitos de nós, jornalistas independentes e blogueiros, enfrentamos diariamente. Muitas vezes, o conteúdo de uma denúncia é gravíssimo e deveria exigir uma investigação profunda por parte das autoridades. No entanto, o que vemos é uma inversão de valores: em vez de apurarem o fato denunciado, as baterias de advogados se voltam contra quem deu a notícia ou contra quem a reproduziu.

É a tática de matar o mensageiro para evitar que a mensagem seja ouvida. Quando fui penalizado por reproduzir uma frase que sequer era de minha autoria, senti na pele a tentativa de asfixiar o "Blog de Dede Montalvão". Querem que o medo de processos e punições nos impeça de exercer nossa função social.

O Sono que Já Não é Tranquilo

Como diz o texto, a liberdade se baseia na certeza de que, ao deitar a cabeça no travesseiro, as leis nos protegem. Mas o que fazer quando as leis parecem ser usadas como armas de um lado só? Quando a indignação morre, a democracia definha.

A perseguição a pastores, jornalistas e líderes de classe não é um problema isolado dessas categorias. É um ensaio para o que pode acontecer com qualquer cidadão. Se o jornalismo investigativo e a livre expressão forem criminalizados por meio de interpretações convenientes do poder, o que restará será apenas a propaganda oficial e o silêncio dos oprimidos.

Conclusão: Resistir é um Dever Ético

Não podemos aceitar que o conteúdo grave de uma denúncia "seja levado pelo vento" enquanto o denunciante é chicoteado pelo sistema. A ética na vida pública exige transparência, não censura.

Continuarei reproduzindo o que for necessário para despertar a consciência de Jeremoabo e do Brasil. A minha mordaça caiu faz tempo, e a minha capacidade de indignação continua mais viva do que nunca.


Blog do Montalvão: Onde a verdade resiste ao abuso do poder.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

Aos 94 anos, Bernardo Cabral critica a omissão do governo na crise hídrica


Bernardo Cabral, o estadista da República | Monitor Mercantil

È preciso garantir uma melhor qualidade de vida, diz Cabral

Vicente Limongi Netto

Hoje, quando a escassez de água tornou-se um tormento para governantes e população, vale recordar que há 30 anos, como senador, palestrante e escritor, Bernardo Cabral já ponderava e alertava sobre o assunto. Dizia Cabral:

“É preciso colocar-se na agenda da humanidade, como questão central, a falta de planejamento e racionalidade no uso dos recursos hídricos, uma constante que começa a ameaçar o abastecimento adequado”.

CRISE HÍDRICA – Como senador, Bernardo Cabral foi relator, em 1997, da lei que criou a política Nacional dos Recursos Hídricos. Em 2000, foi, também, relator no senado da lei que criou a Agência Nacional de Águas. Em 2004 Cabral continuava na sua pregação, no Brasil e no exterior, chamando a atenção para a crise hídrica.

O ex-ministro da Justiça, ex-presidente nacional da OAB, ex-relator geral da constituinte, o ex-senador antevia que o Brasil teria imensas dificuldades para lidar com o tema, e continua insistindo para que haja providências.

“A falta de planejamento e racionalidade no uso de recursos hídricos não é, por certo, uma característica isolada das grandes cidades, mas, sim, uma constante em todo o Brasil, que começa a ameaçar o abastecimento adequado dos vários aglomerados urbanos”, salienta o ex-senador, que no próximo dia 27 completa 94 anos de idade. 

MÃE DA VIDA – Em suas manifestações, Cabral destaca que “a mãe de toda a vida na terra é a água. Dela surgiu a vida. Dela a vida se nutre”.

Como relator-geral da Assembléia Constituinte Magna, o parlamentar perenizou a Zona  Franca de Manaus na Constituição. Ele tem diversos livros tratando de recursos hídricos, todos com edições esgotadas.

O Amazonas e os amazonenses devem eterna gratidão e respeito a Bernardo Cabral, que não está nada satisfeito com a omissão do governo federal e dos respectivos governos estaduais da Amazônia, em relação à falta de tratamento de esgotos nas cidades da região, uma situação revoltante.

Os traficantes de consciência já circulam por Sergipe

em 16 mar, 2026 8:30 


Adiberto de Souza

Com a proximidade da campanha eleitoral, os compradores de votos começam a circular por Sergipe para avaliar os preços dos currais eleitorais. Lamentavelmente, em pleno século 21, ainda persiste no Brasil, em particular no Nordeste, o criminoso comércio de consciências, como se o cidadão fosse uma reles mercadoria usada em troca de mandatos eletivos. Os políticos que confundem o eleitor com bois de cabresto são uns mequetrefes, porém o sujeito que negocia a própria consciência é tão patife quanto quem compra. O lastimável nisso tudo é que os candidatos dispostos a trabalhar em favor da coletividade e que não aceitam este jogo safado acabam sendo derrotados. Claro que é necessário punir os maus políticos, mas enquanto parte do povo continuar vendendo a consciência por alguns trocados, o vergonhoso comércio de votos permanecerá florescente em Sergipe. Creindeuspai!

Briga por terra

Desde 1954 que São Cristóvão perde território para Aracaju. Naquele ano, o então prefeito sancristovence Lourival Baptista trocou a área correspondente à Coroa do Meio, Atalaia e Aruana por um gerador elétrico. Com esta permuta, tida à época como eleitoreira, a capital sergipana passou a ter costa oceânica, uma vez que se encontrava somente às margens do estuário do rio Sergipe. Em meados dos anos 1990, São Cristóvão voltou a perder para Aracaju os povoados Robalo, Náufragos, Mosqueiro, Areia Branca e São José, além do bairro Santa Maria, Aloque e parte da Jabotiana. Agora, a Justiça determinou que Aracaju devolva 11% de seu território para São Cristóvão. Danôsse!

Greve continua

Para desespero do governo Mitidieri, os professores da rede estadual de ensino mantêm a greve geral decretada na última segunda-feira. Para retornarem ao trabalho os educadores cobram a abertura de diálogo por parte do Executivo para discutir sua pauta de reivindicações. Os grevistas condenam o processo de desvalorização da categoria e denunciam as perdas acumuladas pelo magistério ao longo de uma década e meia. Hoje, os professores estão na feira de Japoatã explicando à população os motivos da greve. Na próxima quarta-feira, o Tribunal de Justiça volta a julgar a legalidade ou não do justo movimento paredista. Então, tá!

Quebra de braço

A Prefeitura de Aracaju e a concessionária Iguá Sergipe travam uma quebra de braço na Justiça para ver qual das duas arcará com as despesas para a substituição de quase quatro quilômetros da adutora sob a Avenida Maranhão. Diante da recusa da empresa em fazer a necessária obra, a municipalidade acionou a justiça, pois alega que enquanto a velha e desgastada tubulação de amianto não for substituída não pode continuar com as obras de melhoria daquela importante avenida da zona norte da cidade. Enquanto isso, o povo sofre para trafegar por uma via remendada e onde ocorrem grandes vazamentos d’água. Home vôte!

Unidade difícil

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), está se esforçando para restabelecer a unidade da chapa majoritária. Ontem, ele, o pai Luiz Mitidieri (PSD), o presidente da Assembleia, Jeferson Andrade (PSD) e o ex-deputado André Moura (União) tiveram uma longa reunião. Segundo as más línguas, o encontro foi mais uma tentativa de debelar os ruídos de microfonia entre Mitidieri e André. Fala-se pelas esquinas de Sergipe que Moura teria ficando irritadíssimo após o governador ter praticamente fechado o acordo com o presidente Lula (PT) para ceder um lugarzinho no palanque governista ao senador Rogério Carvalho (PT). Marminino!

Posse no TCE

O procurador Eduardo Santos Rolemberg Côrtes será reconduzido para o cargo de procurador-geral do Ministério Público de Contas de Sergipe no biênio 2026-2028. A solenidade de posse está marcada para a próxima quarta-feira na sede do TCE, em Aracaju. O procurador é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em Direito Processual e MBA em Gestão e Auditoria Ambiental. Eduardo Côrtes ingressou no Ministério Público de Contas como subprocurador em fevereiro de 2005 e foi empossado procurador em 2015. Ah, bom!

Em destaque

EDITORIAL: O STF e o Espelho da Urna – Por que a Culpa não é Apenas da Toga, mas de Quem Vota

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Jrnoticias (Junior de Santinha ) (@jrnoticias.com.br)   EDITORIA...

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