Nota da Redação Deste Blog - O encontro divulgado, reunindo a presidenta do PT de Antas, Luísa Montalvão, e a assessora Cláudia Fonseca, para dialogar sobre as ações do chamado “Março Mulher”, não pode ser visto como um simples ato protocolar. Trata-se de um gesto político que carrega simbolismo e responsabilidade. O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, representa muito mais do que homenagens: é um período de reflexão, reivindicação e reafirmação de direitos historicamente conquistados com luta e resistência.
Quando o texto destaca que foi um momento de “escuta, construção e fortalecimento da luta das mulheres”, aponta para algo essencial na política contemporânea: ouvir é governar com responsabilidade. A presença feminina nos espaços de decisão não é favor, nem concessão — é necessidade democrática. Uma sociedade que exclui as mulheres das instâncias de poder compromete a própria ideia de justiça social.
É preciso lembrar que os direitos políticos das mulheres no Brasil não surgiram por benevolência, mas por pressão e mobilização. Há 94 anos, durante o governo do presidente Getúlio Vargas, foi reconhecido o direito de voto feminino por meio do Código Eleitoral de 1932. Esse marco histórico representou uma ruptura com séculos de exclusão política e abriu caminho para que, gradualmente, as mulheres ocupassem espaços antes restritos aos homens.
De lá para cá, os avanços são inegáveis, mas os desafios permanecem. A sub-representação feminina em cargos eletivos ainda é uma realidade em muitos municípios e estados brasileiros. Por isso, iniciativas que promovem o debate, a formação política e o fortalecimento da participação feminina são fundamentais.
A frase “Lugar de mulher é onde ela quiser” sintetiza uma mudança cultural profunda. A mulher pode e deve estar na política, na gestão pública, nos movimentos sociais, no mercado de trabalho e onde mais decidir estar — não por imposição ideológica, mas por direito constitucional e cidadania plena.
Mais do que palavras de efeito, o verdadeiro compromisso se mede por ações concretas: incentivo à participação, combate à violência política de gênero, garantia de igualdade de oportunidades e políticas públicas que enfrentem desigualdades históricas.
O encontro mencionado, portanto, simboliza algo maior: a continuidade de uma luta que começou muito antes de 1932 e que segue viva. Democracia se fortalece quando inclui, quando escuta e quando amplia vozes. E a voz das mulheres é parte indispensável dessa construção.
José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025
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O encontro divulgado, reunindo a presidenta do PT de Antas, Luísa Montalvão, e a assessora Cláudia Fonseca, para dialogar sobre as ações do chamado “Março Mulher”, não pode ser visto como um simples ato protocolar. Trata-se de um gesto político carregado de simbolismo e responsabilidade. O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, representa muito mais do que homenagens: é um período de reflexão, reivindicação e reafirmação de direitos historicamente conquistados com luta e resistência.
Ao refazer este texto, faço questão de registrar uma menção que, de forma proposital, deixei de citar anteriormente: a atuação da deputada estadual Fátima Nunes, eleita 1ª vice-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Representando a presidente Ivana Bastos, durante a certificação do Selo Lilás 2025, Fátima Nunes enalteceu a iniciativa do governo baiano, desenvolvida por meio da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), destacando os avanços conquistados na luta pelos direitos femininos. A pasta é dirigida pela deputada estadual licenciada Neusa Cadore.
A fala reforça algo essencial: ocupar espaços não basta. É preciso garantir respeito, igualdade de condições e segurança institucional para que a presença feminina não seja simbólica, mas efetiva. Democracia não se constrói apenas com acesso — constrói-se com dignidade.
Ao chamar a atenção para a necessidade de denunciar a violência, a vice-presidente da ALBA foi além do discurso formal. Ela destacou que as mulheres são maioria na sociedade e, por isso, não podem se silenciar diante das injustiças. Ao mencionar a importância da aplicação integral da Lei Maria da Penha, enfatizou que não se trata apenas de punição, mas principalmente de prevenção — a parte inicial da lei, que busca evitar que a violência aconteça.
É preciso lembrar que os direitos políticos das mulheres no Brasil não nasceram por concessão graciosa. Em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o Código Eleitoral reconheceu o voto feminino, rompendo com séculos de exclusão. Foi um marco histórico que abriu portas, mas não encerrou a luta.
De lá para cá, os avanços são inegáveis, mas a sub-representação feminina nos espaços de poder ainda é realidade em muitos municípios e estados. Por isso, encontros como o realizado em Antas e pronunciamentos como o de Fátima Nunes ganham relevância: eles reafirmam que a participação feminina precisa ser fortalecida continuamente, com políticas públicas concretas, combate à violência política de gênero e garantia de igualdade de oportunidades.
O verdadeiro compromisso com o “Março Mulher” não está apenas nas palavras, mas nas ações permanentes. Democracia se fortalece quando inclui, quando escuta e quando amplia vozes. E a voz das mulheres não é acessória — é indispensável na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

