segunda-feira, janeiro 26, 2026

Após raio em ato, esquerda responsabiliza Nikolas por feridos

 

Parlamentares afirmam que deputado ignorou alertas climáticos e falhou na organização do ato que terminou com dezenas de feridos.

Congresso em Foco

26/1/2026 8:00

Parlamentares da esquerda reagiram com dureza ao episódio em que um raio atingiu manifestantes durante o ato convocado e liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25), em Brasília. Deputados acusaram o parlamentar de irresponsabilidade na condução da mobilização, responsabilizaram-no pelos feridos e defenderam apuração política e jurídica do caso. Nikolas negou qualquer culpa e afirmou que o episódio foi um "incidente natural".

Mulher é carregada nos ombros após ser atingida por raio.

Mulher é carregada nos ombros após ser atingida por raio. Reprodução/Youtube

A manifestação marcou o encerramento da chamada "caminhada pela liberdade", iniciada em Paracatu (MG), com percurso de cerca de 240 quilômetros até a capital federal. No destino final, na Praça do Cruzeiro, uma tempestade atingiu a região. Um raio caiu sobre um poste próximo à concentração, provocando descarga elétrica que deixou ao menos 72 pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Destas, 30 foram encaminhadas a hospitais, e oito teriam sido diretamente atingidas pela descarga.

Falhas na organização

Para o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), o episódio expôs uma sequência de falhas na organização do ato. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a mobilização como "irresponsável do começo ao fim". Lindbergh afirmou que a caminhada ocorreu sem as autorizações necessárias para uso da BR-040, com interdições irregulares da via, circulação de manifestantes fora do acostamento e até pousos de helicópteros em área inadequada.

Segundo o petista, a condução do ato em Brasília agravou os riscos. "Estava acontecendo uma tempestade, uma chuva muito forte. Os organizadores tinham que ter dispersado a mobilização. O pior aconteceu", disse. Lindbergh também criticou o fato de Nikolas não ter manifestado solidariedade imediata às vítimas durante seu discurso. "A primeira coisa que ele tinha que ter pensado era solidariedade às famílias e às pessoas atingidas", afirmou.

Interesses eleitorais

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) também responsabilizou diretamente o parlamentar mineiro. Em publicação nas redes sociais, ela prestou solidariedade aos feridos e afirmou que a caminhada foi liderada de forma "completamente irresponsável". Para Erika, Nikolas teria optado por manter o ato apesar dos riscos climáticos para não perder "timing político", colocando vidas em perigo por interesses eleitorais.

A deputada destacou ainda que havia crianças entre os manifestantes e criticou a ausência de medidas básicas de segurança. "Quem convoca a população para andar 200 quilômetros no acostamento de uma BR precisa ter o mínimo de clareza para dialogar com autoridades, se atentar aos alertas de risco e, em caso de tempestade com raios, parar em local protegido", escreveu. "Hoje, esses eleitores estão no hospital", completou.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) adotou tom ainda mais duro. Em postagem, afirmou que os organizadores levaram manifestantes para uma tempestade e para um local com estruturas metálicas, como um guindaste, e ironizou a explicação dada por Nikolas. "Quem negou a vacina na pandemia, negou a física neste domingo e é o culpado pela tragédia", escreveu, ao chamar o deputado de "imbecil".

Já a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) afirmou que a marcha ocorreu apesar das previsões de mau tempo e dos alertas de risco. Para ela, houve "cálculo político e irresponsabilidade" na decisão de manter o ato. A parlamentar também apontou a contradição de manifestantes críticos ao sistema público de saúde dependerem do SUS após o acidente. "É preciso responsabilizar politicamente e juridicamente quem incentivou, organizou e manteve o ato", defendeu.

Incidente natural

Nikolas Ferreira rejeitou as acusações. Em declaração a jornalistas na porta do Hospital de Base, onde algumas vítimas foram atendidas, o deputado afirmou que o ocorrido não teve relação com falhas na organização. "O que aconteceu foi um incidente natural, não foi por irresponsabilidade nossa, não foi falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle", disse.

O parlamentar encerrou a caminhada com um discurso contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal, cobrando a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master e denunciando o que chama de abusos contra condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em sua fala, Nikolas não fez menção aos feridos. Somente depois do ato ele se dirigiu ao hospital para visitar as pessoas atingidas pelo raio.





Nota da Redação Deste Blog - Conforme as denúncias feitas pelos próprios deputados, o episódio ocorrido ao final da passeata comandada por Nikolas Ferreira escancara uma grave irresponsabilidade na condução do ato. Não se trata apenas de um “incidente natural”, como ele tenta minimizar, mas de um conjunto de falhas que envolveram desrespeito à lei de trânsito, falta de autorizações, interdições irregulares de rodovia, ausência de medidas básicas de segurança e, sobretudo, a manutenção da mobilização mesmo diante de alertas claros de tempestade com raios.

A lei existe para ser cumprida, independentemente de se tratar de um cidadão comum ou de um deputado federal. Ninguém está acima da lei. Quando um parlamentar convoca centenas de pessoas para caminhar 240 quilômetros por acostamentos de BRs, com crianças no meio, sem o devido planejamento e sem diálogo efetivo com as autoridades, ele assume responsabilidade direta pelos riscos impostos aos participantes.

Mais grave ainda foi a decisão de não dispersar o ato em Brasília, mesmo com a chuva forte e os sinais evidentes de perigo. O resultado foram dezenas de feridos, pessoas hospitalizadas e um clima de total insegurança. A tentativa de transformar tudo em “fatalidade” soa como fuga de responsabilidade política e moral.

Além disso, causa indignação o fato de o deputado ter encerrado o evento com discurso político, sem sequer manifestar solidariedade imediata às vítimas. Isso revela uma inversão completa de prioridades: o palanque acima da vida.

Portanto, é legítima e necessária a cobrança por apuração política e jurídica do caso. Quem convoca, organiza e lidera uma mobilização desse porte tem o dever de zelar pela segurança dos participantes e de cumprir rigorosamente a lei. O que aconteceu não pode ser tratado como algo que “foge do controle”, quando havia previsões, alertas e meios de evitar a tragédia. Responsabilidade não é opcional — é obrigação.


Fraudes no Master comprovam que BC e CVM não fiscalizam praticamente nada


Banco Master: Entenda por que ministro do STF decretou sigilo elevado no processo de Daniel Vorcaro - Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Vorcaro criou facilmente uma superpirâmide financeira

Pablo Giovanni
Metrópoles

Com a liquidação do Will Bank, esta é a sétima intervenção do Banco Central no escopo do caso Master, hoje investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

As liquidações efetivadas pelo BC tiveram início em novembro do ano passado, quando as principais instituições do Banco Master, controladas pelo empresário Daniel Vorcaro, sofreram intervenção.

PRIMEIRO ALVO – No mesmo dia, o banco Letsbank, que era comandado pelo empresário Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, também foi liquidado. O empresário consta entre os alvos de busca e apreensão no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, cumprida pela PF dia 14 de janeiro.

Dentro do conglomerado Master, as instituições individuais ligadas a Vorcaro são apenas três: o próprio Master, o Letsbank e o Will Bank. Com a intervenção nas três, todas as instituições diretamente ligadas ao empresário estão em processo de liquidação.

Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial das instituições do grupo Master: Banco Master S/A; Banco Master de Investimento S.A.; Banco Letsbank S.A.; Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo S.A.

OUTRAS LIQUIDAÇÕES – Já em 15 de janeiro, o BC liquidou a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., anteriormente conhecida como Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

Por último, o BC decretou a liquidação da Will Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento, popularmente conhecida como Will Bank.

Além das instituições ligadas a Vorcaro, como as próprias instituições do Master e bancos relacionados, a corretora Reag foi liquidada extrajudicialmente por ato assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.

ELO COM O PCC – Dentro das investigações da Polícia Federal, os fundos da corretora Reag têm ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em operação deflagrada ainda em 2025. O fundador da instituição é João Carlos Mansur, também alvo da PF no âmbito da Compliance Zero.

Em apenas cinco anos, de 2020 a 2025, o patrimônio sob gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: passou de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. As apurações também apontam que a corretora pode ter sido utilizada para inflar ou ocultar riscos do Master, para facilitar uma tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB), vetada pelo BC.

Fundos ligados à própria corretora adotaram, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sigilo sobre suas carteiras, omitindo o detalhamento dos ativos por prazo de seis meses, conforme mostrou o Metrópoles.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma coisa é certa nesse vespeiro – a fiscalização exercida pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários está deixando muito a desejar. Em tradução simultânea, BC e CVM não estão controlando nada. Mesmo assim, até agora não se viu nenhuma autoridade defendendo nem propondo mais rigor na fiscalização. Por que será? Ora, é porque nasce um otário a cada 30 segundos. (C.N.)


Fim de patente do Ozempic gera batalha de lobbies no Congresso

 

Fim de patente do Ozempic gera batalha de lobbies no Congresso

Por Fábio Pupo | Folhapress

Fim de patente do Ozempic gera batalha de lobbies no Congresso
Foto: Caroline Morais/ Ministério da Saúde

A proximidade do fim da patente brasileira do Ozempic, remédio para diabetes que ganhou projeção global por ser usado para emagrecimento, deflagrou uma disputa entre grupos empresariais no Congresso Nacional. A atual fabricante defende um projeto de lei que pode prorrogar em cinco anos seus direitos sobre o produto, enquanto farmacêuticas nacionais querem barrar a iniciativa para produzir suas próprias versões.
 

A dinamarquesa Novo Nordisk, dona da patente da semaglutida —substância contida no Ozempic e no Wegovy (ambos nomes comerciais da fabricante)— obteve em 2024 uma receita líquida global de US$ 28 bilhões com os dois medicamentos. A patente expira em março no Brasil, mas a empresa afirma que atrasos do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) na análise do pedido justificam uma prorrogação.
 

De acordo com a companhia, o órgão responsável pela análise de patentes teria permanecido em estado de inércia no processo por quase oito anos. O pedido inicial da empresa foi feito em março de 2006 e o registro foi concedido 13 anos depois, em março de 2019.
 

A empresa levou a argumentação à Justiça, mas o Superior Tribunal de Justiça barrou o pleito em novembro. A decisão manteve a data original do vencimento para março e abriu espaço para a entrada de versões mais baratas.
 

Agora, a empresa tenta mudar a situação no Congresso defendendo uma alteração na legislação. O tema está sendo discutido principalmente por meio do projeto 5810/2025, que prevê prorrogação de até cinco anos no prazo de patentes "sempre que houver comprovado atraso" cuja responsabilidade não seja da parte interessada.
 

Um dos autores da proposta é o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). Em sua justificativa, ele afirma que tem como objetivo preencher o vácuo legal criado por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2021, que declarou inconstitucional a previsão legal anterior, de garantia mínima de sete a dez anos para patentes após a concessão do registro e que abria a possibilidade de ressalvas em caso de atraso do Inpi.
 

"Desde então, a ausência de instrumento legal para compensar atrasos injustificados do Inpi compromete a segurança jurídica, a previsibilidade e o ambiente de investimentos em pesquisa e desenvolvimento", afirma o parlamentar na justificativa do projeto. "Ressaltamos a importância deste aperfeiçoamento legal para garantir maior segurança jurídica, promovendo clareza, previsibilidade e confiança para todos os envolvidos", diz.
 

A proposta do parlamentar recebeu um requerimento de urgência assinado por deputados como Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL (principal bancada da Câmara), e Doutor Luizinho (RJ), líder do PP (partido com quarta maior representatividade na Casa). Caso aprovado o pedido, o texto poderia ir direto ao plenário, sem passar por comissões nem audiências públicas.
 

No fim de dezembro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou o projeto a duas comissões (de Indústria e de Constituição e Justiça), abrindo caminho para que elas tenham apreciação conclusiva –quando não precisam passar por discussão em plenário.
 

Adriana Diaféria, vice-presidente do Grupo FarmaBrasil –associação que reúne fabricantes nacionais, interessadas em versões genéricas–, diz que o movimento na Câmara ocorre após o esgotamento das tentativas judiciais de reverter o entendimento do STF. "A grande preocupação agora é justamente o Congresso", afirma.
 

Uma das principais interessadas em oferecer um genérico do Ozempic é a EMS, mas há uma série de outros pedidos para fabricar canetas emagrecedoras na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
 

O Grupo FarmaBrasil aposta em um argumento específico para tentar convencer o Congresso a não aprovar o projeto. Seria o efeito que ele teria sobre uma série de outros medicamentos, inclusive de alto custo, para a população em geral e para o SUS (Sistema Único de Saúde).
 

"A garantia de uma extensão de exclusividade impede que os concorrentes possam trazer as versões genéricas para o mercado, que têm um preço muito mais acessível", diz Diaféria. "Quem vai ser prejudicado com essa medida vai ser diretamente a população e o próprio SUS, que já está com o seu orçamento absolutamente estourado".
 

As fabricantes nacionais apontam que outros produtos com patentes próximas do vencimento também poderiam ser beneficiados, incluindo medicamentos usados no tratamento de câncer e doenças autoimunes.
 

Além do projeto 5810/2025, há propostas semelhantes em tramitação no Senado e outros projetos mais antigos que tentam reintroduzir, por via legislativa, mecanismos de ajuste no prazo de patentes. Para Diaféria, o movimento é coordenado.
 

Em nota, a Novo Nordisk complementou que o projeto de lei "representa um passo importante para o fortalecimento do ambiente de inovação no Brasil". Segundo a farmacêutica, a proposta enfrenta o problema da ausência de mecanismos legais para lidar com atrasos injustificados do Estado na análise de patentes.
 

"O projeto não cria privilégios nem amplia direitos de forma automática. Ele propõe um mecanismo técnico já adotado internacionalmente, que apenas recompõe o tempo perdido quando a demora no processo de avaliação de patentes é atribuível exclusivamente ao próprio Estado. Trata-se de alinhar o Brasil às melhores práticas globais e garantir regras claras, estáveis e previsíveis", diz a empresa dinamarquesa.
 

O Inpi contesta o argumento da dinamarquesa, dizendo que a Lei da Propriedade Industrial (9.279/1996) prevê a proteção desde a data de solicitação da empresa. O titular pode usar o direito e, após a concessão por parte do Inpi, buscar indenização por eventuais usos indevidos retroativamente à data do pedido.
 

"O entendimento do Inpi, contrário à prorrogação da vigência das patentes, está consolidado na jurisprudência brasileira, com mais de 30 decisões judiciais favoráveis ao instituto em casos semelhantes, inclusive do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal", afirma o órgão, em nota.
 

A Novo Nordisk, por sua vez, diz que a patente, e não o pedido, é o instrumento que confere proteção efetiva ao titular. Além disso, defende que a indenização pode não sanar totalmente o eventual dano causado.
 

A empresa ressalta um ponto da lei que faz prescrever a ação de reparo do dano em cinco anos. "Mesmo que o titular ingresse com uma ação logo após a concessão de sua patente, só poderia buscar compensação pelos danos ocorridos nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da demanda", diz a companhia.
 

Saiba mais sobre a patente do Ozempic
 

Cronologia
 

- 20 de março de 2006: Pedido da Novo Nordisk no Inpi
 

- 26 de março de 2019: Deferimento por parte do Inpi
 

Fim da patente no mundo
 

- Brasil: 2026
 

- China: 2026
 

- Japão: 2031
 

- Europa: 2031
 

- Estados Unidos: 2032
 

Fonte: Novo Nordisk.

Saiba quem dos baianos chegou primeiro, por último e quem já foi embora da caminhada do Nikolas

 

Saiba quem dos baianos chegou primeiro, por último e quem já foi embora da caminhada do Nikolas

Por Política Livre

25/01/2026 às 09:40

Foto: Reprodução

Imagem de Saiba quem dos baianos chegou primeiro, por último e quem já foi embora da caminhada do Nikolas

Três parlamentares baianos que aparecem levantando a bandeira do bolsonarismo estão marcando presença na chamada “Caminhada pela Paz” que é liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato início no município de Paracatu, em Minas, e deve chegar amanhã (25) em Brasília. 

O primeiro a chegar, já no segundo dia de caminhada, foi o deputado estadual Leandro de Jesus (PL). O parlamentar, que nas redes sociais foi atualizando os seu seguidores sobre o caminho até o encontro ao deputado mineiro, já retratou que recebeu algumas ameaças nesta semana por aderir ao movimento. 

“Estamos aqui pela nossa liberdade, pelo nosso futuro, pela liberdade dos preso políticos do 8 de janeiro e pelo nosso presidente Jair Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais o PT e os desmandos e escândalos do STF. É por isso que estamos aqui reunidos, é por isso que voltaremos às ruas”, disse o deputado.  

Leandro também revelou que chegou a se machucar, sem gravidade, mas que estará chegando até o final do movimento, em Brasília. Ele, na Bahia, é um dos mobilizadores de atos contra o PT e o STF, e prometeu que organizará manifestações no estado muito em breve. 

O segundo a registrar ida foi o ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma. No entanto, Roma só permaneceu por dois dias. Já na sexta-feira (23) foi registrado na última homenagem ao deputado estadual Alan Sanches (União), na missa de sétimo dia na Igreja da Conceição da Praia. A sua esposa, a deputada federal Roberta Roma, não participou da caminhada, nem publicou nada sobre a manifestação nas redes. 

Quando já se iam mais de 150 km de caminhada, os deputados Capitão Alden (federal) e Diego Castro (estadual) registraram chegada ao ato de Nikolas apenas nesta sexta-feira (23), quatro dias após do início. Os dois viajaram juntos e estão postando sobre a manifestação praticamente em tempo real. 

Além das pautas já conhecidas como a anistia ampla, geral e irrestrita, os bolsonaristas pedem maiores investigações no caso Banco Master e punição aos envolvido nas fraudes do INSS. 

Até o momento as autoridades não divulgaram qualquer levantamento que mostra a participação do público. Nas redes, o próprio Nikolas tem mostrado surpresa com a chegada de centenas de pessoas ao movimento. A expectativa é de que no domingo milhares de pessoas estejam reunidas na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

Politica Livre

Compliance Zero: PF ouve 8 investigados do caso Master-BRB a partir desta segunda; veja quem depõe

 

Compliance Zero: PF ouve 8 investigados do caso Master-BRB a partir desta segunda; veja quem depõe

Por Mateus Maia/Estadão Conteúdo

25/01/2026 às 17:50

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Imagem de Compliance Zero: PF ouve 8 investigados do caso Master-BRB a partir desta segunda; veja quem depõe

Sede da Polícia Federal em Brasília

A Polícia Federal (PF) começa a ouvir nesta segunda-feira, 26, oito investigados na operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Os depoimentos serão feitos por videoconferência ou na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). As oitivas vão de 8h às 16h e seguirão até terça-feira, 27.

Entre os investigados que vão depor estão diretores do Banco Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos das empresas financeiras. A PF deve abordar os R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito vendidas ao BRB e uma teia de fundos e ativos inflados para aumentar o patrimônio do banco, em operações com a gestora Reag DTVM, que somam outros R$ 11,5 bilhões, segundo o Banco Central (BC).

O Banco de Brasília anunciou, no dia 28 de março de 2025, uma proposta de compra do Banco Master com o objetivo de formar um novo conglomerado, controlado pela estatal. O processo, no entanto, levantou polêmicas, dada a desconfiança sobre a qualidade dos ativos do Master e, no da 3 de setembro o Banco Central reprovou o negócio.

A partir daí, investigações em torno do Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, indicam que uma estrutura baseada em operações irregulares, fraudulentas ou enganosas, como mostrada nesta reportagem. Na prática, todas as operações que estão sob investigação tinham como objetivo aparente tentar mostrar a solidez dos números do banco, para que ele continuasse fazendo negócios.

O Banco Master apresentou nos últimos anos crescimento exponencial ao emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que pagavam retornos ao investidor acima da média do mercado − com a propaganda de venda baseada no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As investigações indicam que o balanço do Master mostra ativos inflados artificialmente via fundos com suspeita de serem turbinados ou com crédito consignado aparentemente frágil, enquanto os passivos eram bem maiores. 

Veja quem será ouvido pela PF na operação Compliance Zero

• Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e controladoria do BRB;

• André Felipe de Oliveira Seixas Maia, empresário;

• Henrique Souza e Silva, empresário;

• Alberto Felix de Oliveira, superintendente de tesouraria do banco Master;

• Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do BRB;

• Luiz Antonio Bull, ex-diretor executivo do Master;

• Angelo Antonio Ribeiro da Silva, executivo do banco Master;

• Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do banco Master.

A primeira etapa da operação chegou a prender o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro de 2025, um dia antes de o BC determinar a liquidação do Master. Ele é acusado de liderar o esquema que vendeu créditos fictícios ao BRB. Vorcaro, porém, acabou solto.

Depois do Banco Master, foram liquidados a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag Trust, no último dia 15, e o Will Bank, na quarta-feira, 21.

Politica Livre

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