terça-feira, dezembro 09, 2025

Soltura de Rodrigo Bacellar: como votou cada deputado na Alerj

Publicado em 9 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

Bacellar foi preso suspeito de vazar informações 

Deu no Estadão

Por 42 votos a favor a 21 contrários – além de duas abstenções -, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta segunda-feira, 8, o Projeto de Resolução 2.116/2025, que prevê a revogação da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União). A medida tinha como relator o deputado estadual Rodrigo Amorim (PL).

Bacellar foi preso na última quarta-feira, 3, suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, que capturou o então deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação criminosa com a facção Comando Vermelho (CV). A prisão foi determinada após mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi cumprido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Unha e Carne.

REVOGAÇÃO – O relatório de Amorim, que é líder do governador Cláudio Castro na Alerj, não trata sobre o mérito da prisão e das medidas cautelares impostas por Moraes, apenas sobre a revogação da prisão de Bacellar.

A votação provocou divisão entre os parlamentares. A maioria saiu em defesa do presidente da Alerj e do governador, como o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Para o parlamentar, a decisão de Moraes “não se sustenta” e, segundo ele, não há envolvimento de TH Joias e Comando Vermelho com Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar.

“SIMPLES MEME” – “O que nós temos no que nós recebemos aqui nesta casa? Nós recebemos a decisão do ministro Alexandre Moraes. O que nós temos nessa decisão? Três prints. Um deles, do deputado TH Joias mandando: “Mudei o telefone”. E o presidente Rodrigo Bacelar respondendo com um meme. Um meme simples, um único meme”, disse Knoploch.

Já o deputado Flávio Serafini (PSOL), da oposição, defendeu que os elementos probatórios para a prisão de Bacellar “estão colocados” e são “gravíssimos”. “Até o dia 3 de setembro desse ano, a gente tinha aqui nessa Casa um parlamentar (TH Joias), um suplente de parlamentar no exercício do mandato, acusado de lavar dinheiro, de importar drogas, de importar armas, de importar equipamentos antidrones para para fornecer para as organizações criminosas, para as facções que atuam aqui no estado do Rio de Janeiro”, disse.

VOTOS –  A favor do Projeto de Resolução e, consequentemente, pela soltura de Rodrigo Bacellar: Alan Lopes (PL); Alexandre Knoploch (PL); Andre Correa (PP); Arthur Monteiro (União); Brazão (União); Bruno Boaretto (PL); Carla Machado (PT); Carlinhos BNH (PP); Carlos Macedo (Republicanos); Chico Machado (Solidariedade); Daniel Martins (União); Danniel Librelon (Republicanos); Dr. Deodalto (PL); Dr. Pedro Ricardo (PP); Elton Cristo (PP); Fábio Silva (União); Felipinho Ravis (Solidariedade); Filippe Poubel (PL); Franciane Motta (Podemos); Fred Pacheco (PMN); Giovani Ratinho (Solidariedade); Giselle Monteiro (PL); Guilherme Delaroli (PL); India Armelau (PL); Jorge Felippe Neto (Avante); Julio Rocha (Agir); Lucinha (PSD); Marcelo Dino (União); Munir Neto (PSD); Rafael Nobre (União); Renan Jordy (PL); Renato Miranda (PL); Ricardo da Karol (PL); Rodrigo Amorim (União); Samuel Malafaia (PL); Sarah Poncio (Solidariedade); Thiago Gagliasso (PL); Thiago Rangel (PMB); Tia Ju (Republicanos); Val Ceasa (PRD); Valdecy da Saúde (PL); Vitor Junior (PDT)

Contra a resolução e pela manutenção da prisão: Atila Nunes (PSD); Carlos Minc (PSB); Célia Jordão (PL); Claudio Caiado (PSD); Dani Balbi (PCdoB); Dani Monteiro (PSOL); Elika Takimoto (PT); Flavio Serafini (PSOL); Jari Oliveira (PSB); Lilian Behring (PCdoB); Luiz Paulo (PSD); Marcio Gualberto (PL); Marina do MST (PT); Professor Josemar (PSOL); Renata Souza (PSOL); Renato Machado (PT); Rosenberg Reis (MDB); Sergio Fernandes (PSB); Verônica Lima (PT); Yuri Moura (PSOL); Zeidan (PT)

STF vira a página do golpe e mira crime organizado, emendas e filhos de Bolsonaro


 

Aliança entre André e Alessandro pode acabar num abraço de afogados

em 9 dez, 2025 8:22

Adibero de Souza 


A decisão do senador Alessandro Vieira (MDB) de sair por aí de mãos dadas com o adversário André Moura (União) pode ser muito traumática para os dois. O que mais se ouve pelas esquinas de Sergipe é a pergunta: Quem mudou, André ou Alessandro? E o questionamento tem razão de ser, pois o senador vivia denegrindo a imagem do hoje aliado. Outro dia, Vieira disse que não faz “acordos com corruptos” e que Moura só não foi preso porque “confessou os crimes que cometeu”. Já André acusou o senador de fazer hoje “aquilo que sempre criticou: barganha política em troca de apoio à sua reeleição”. Nunca é demais lembrar as eleições de 1994, quando a desunião entre os candidatos governistas ao Senado, Lourival Baptista e José Carlos Teixeira, resultou nas eleições de Antônio Carlos Valadares e Zé Eduardo Dutra. Ressalte-se que Alessandro se elegeu em 2018 muito graças a desarmonia entre os candidatos a senador do lado da situação, incluindo aí o próprio André. Ora, depois que Vieira e Moura já terem declarado que um não vota no outro nem que a vaca tussa, por que diabos os sergipanos sairiam de casa para eleger uma dupla tão desunida? Portanto, se a reação popular contrária a esse arranjo político virar uma sangria desatada, a estranha aliança entre Alessandro e André pode acabar num mortal abraço de afogados. Quem viver, verá!

Falando só

Após ter sacramentado a chapa majoritária com as pré-candidaturas ao Senado de Alessandro Vieira (MDB) e André Moura (União), o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), deixou o ex-prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), falando sozinho. Rejeitado pelo aliado pessedista, só restou ao ex-gestor aracajuano dizer que segue pré-candidato a senador visando “fazer ainda mais por Sergipe e pelo Brasil”. Nogueira garante que a sua vivência política o ajudará a impulsionar o crescimento de Sergipe “e defender, com responsabilidade e dedicação, os interesses do nosso povo”. Só Jesus na causa!

Defesa de preso

O jornal O Globo informou que o secretário de Governo do Rio de Janeiro, André Moura (União), telefonou para deputados estaduais orientando o voto favorável à libertação do presidente da Assembleia Legislativa fluminense, Rodrigo Bacellar (União). O parlamentar é acusado de vazar informações sigilosas sobre a Operação Zargun, que prendeu o também deputado estadual TH Joias (União). Já o jornal Valor Econômico noticiou que, tão logo chegou ao Rio, ontem, André telefonou para alguns deputados, pressionando-os a votarem para revogar a prisão de Bacellar. O que será que o senador e delegado de polícia Alessandro Vieira (MDB), o mais novo aliado de Moura, acha de tudo isso? Creindeuspai!

Licitação já era

A Justiça anulou integralmente a licitação feita Prefeitura sobre o transporte coletivo na Grande Aracaju. A decisão foi tomada após o Ministério Público apontar irregularidades como falhas técnicas, ausência de informações essenciais, riscos de direcionamento e indícios de superfaturamento. Segundo a prefeita Emília Corrêa (PL), que sempre foi contra a licitação feita pela gestão passada, será possível fazer uma nova concorrência pública “sem punir o usuário. Vamos ter condições de apresentar um modelo que realmente melhore o transporte, com mais transparência, mais segurança e com uma tarifa mais justa”, promete. Misericórdia!

Visita de cortesia

O senador Rogério Carvalho (PT) fez uma visita de cortesia ao ex-governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (Pode), que se submeteu recentemente a uma cirurgia de próstata. O petista afirmou que a conversa entre os dois tratou sobre memória, política e esperança: “Conversamos sobre Sergipe, sobre nossos caminhos e sobre os desafios que ainda movem nossa vida pública”, afirmou Rogério após deixar a casa de Belivaldo, em Simão Dias. O prefeito daquele município, Cristiano Viana (PT), também participou do animado bate-papo. Ah, bom!

Volta ao batente

Após uma semana sem atividades em plenário, a Assembleia Legislativa retoma hoje os trabalhos parlamentares. É que, entre os dias 3 e 5 passados, vários deputados e deputadas foram a Bento Gonçalves (RS) prestigiar da 28ª Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). Além de terem participado de discussões sobre inteligência artificial e questões climáticas, os representantes sergipanos elegeram o deputado Vilmar Zanchin (MDB-RS) para a presidência da entidade no biênio 2026–2027. Marminino!

Abandonou o ninho

Quem acabou de trocar de partido foi o ex-senador Eduardo Amorim. O distinto renunciou a presidência do PSDB em Sergipe para se filiar ao Republicanos, tendo assumido a vice-presidência estadual. Com a saída de Amorim, a legenda tucana perdeu seu nome mais destacado e ainda não definiu quem o substituirá. Pré-candidato ao Senado, o ex-tucano acompanhou a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, que trocou o PL do presidiário Jair Bolsonaro pelo Republicanos. Antes dela, os prefeitos de Itabaiana e Areia Branca, respectivamente, Valmir de Francisquinho e Talysson Costa, já haviam deixado o PL e se filiado ao Republicanos. Deus é mais!

Dia de posse

Está agendada para hoje a posse do estanciano Mário Dias na superintendência da Codevasf em Sergipe. O ilustre vai substituir Thomas Jefferson, o “Jeko”, que havia sido indicado pelo ex-deputado federal André Moura (União). Mário Dias se apresenta no Instagram como produtor cultural e radialista, tendo atuando como assessor de Macêdo quando este era ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Comenta-se pelas esquinas de Sergipe que o senador Rogério Carvalho (PT) tentou indicar um nome para a Codevasf, porém foi atropelado por Márcio. Home vôte!

Gado ferrado

Tal qual os fazendeiros, que reúnem a vaqueirama para ferrar o rebanho bovino, os pré-candidatos às eleições de 2026 estão se encontrando com lideranças políticas parar marcar o eleitorado. Quem melhor se sair nesta fase de delimitar território, terá mais chances nas urnas. Ainda é modesta a oferta de dinheiro vivo aos coronéis dos grotões, pois o período de compra verdadeiramente dita só começa no próximo ano. Lamentavelmente, para boa parte dos políticos o povo não passa de um rebanho bovino em fase de engorda para ser abatido nas eleições. Arre égua!

De olho na santa

Muitos políticos aproveitaram as comemorações pela passagem do Dia de Nossa Senhora da Conceição para avaliar a quantas anda a receptividade deles junto ao eleitorado. A maioria prestigiou as missas e procissão promovidas em Aracaju pela igreja católica, enquanto outros foram a Porto da Folha para participar das homenagens à santa padroeira daquele município sergipano. Entre os que participaram da festa religiosa no sertão sergipano estavam os deputados federais Thiago de Joaldo (PP) e Katarina Feitoza (PSD). O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), optou em permanecer no município onde prestigiou a festa para a Imaculada Conceição no bairro Miguel Teles de Mendonça. Aff Maria!

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Arte: Marcelo Chello

Qual não foi a surpresa quando, na última sexta, Flavio Bolsonaro disse que o pai disse que ele era o candidato e, no sábado, Flavitcho disse que a candidatura tinha preço. Que poderia largar o páreo pelo preço certo. Oi? Será que ele aceita uma caixa de bombons da Kopenhagen? No domingo, ele lançou o filme do pai com um ator gringo que já encarnou Jesus e daí ninguém acreditou que o filme existe mesmo (mas parece que existe). Imagina, ninguém já nem acreditou na candidatura. Se segura, BRASEW.

O preço a que se referia Flavitcho seria a anistia de Bolsonaro. Mas já no domingo parece que ele entendeu que pegou mal com o eleitor dizer que ele tem um preço e foi para a Record dizer que sua candidatura era séria. Ah, tá! Hoje, segunda, reafirmou que não está à venda, desta vez para a Folha. Até guardei aqui os bombons; se alguém tiver à venda por aí, por favor, me avisa.
Mas a Family mesmo deve estar é emocionada com o apoio do Tarcísio. Só hoje, 72 horas depois do lançamento da candidatura.
Eis o que disse Tarcísio:

“Sobre a escolha que o Bolsonaro fez em nome dele, é isso, o Flávio vai contar com a gente.”

Perguntaram se foi uma boa estratégia, e ele respondeu:

“Isso a gente vai avaliar ao longo do tempo. Tá cedo. A gente tem tempo de maturação.”

É isso.

O Ciro Nogueira, presidente do PP, resolveu deixar clara a posição do Centrão:

“Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder Bolsonaro, não tenho a menor dúvida de que seria Flavio, pela minha relação com ele. Mas política não se faz só com amizades. Se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL.”

O que significa que vai ter mais candidatos da direita. As pesquisas dizem que Tarcísio e Ratinho performam melhor do que Flavitcho.

O BRASEW “é isso”, parafraseando Tarcísio.

O escândalo Toffoli

E o Lauro Jardim que revelou que o supremo Dias Toffoli foi assistir ao jogo da final da Libertadores em Lima num jatinho privado que carregava o advogado Augusto Arruda Botelho, que tem como cliente um preso do caso Banco Master. Dias depois, o que fez Toffoli como relator do caso Banco Master, que subiu para o Supremo? Mandou que nenhuma investigação mais caminhasse sem sua autorização e botou sigilo absolutíssimo sobre tudo. Significa que o ministro foi influenciado em sua decisão? Claro que não significa. Pode ter acontecido? Pode. Parece que aconteceu? Você que me diz, darling!

A verdade é que a decisão do Toffoli travou o caso Banco Master. Oitivas suspensas, perícias nos celulares apreendidos paralisadas. Essas coisas básicas, como bem relatou a Malu Gaspar. O Ministério Público que lute. E está lutando.

Os procuradores alegam, na primeira instância da Justiça Federal, que o documento encontrado na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, que citava um deputado e que fez o caso ir parar no Supremo, não tem relação com o que está sendo investigado sobre a venda do Master para o BRB.

Sou candidato

E o Pacheco, querendo ser ministro supremo, que não andava dizendo nada, hoje disse que a circunstância de o ministro ter compartilhado um voo privado na companhia de um advogado não faz dele suspeito ou impedido para julgar processos que tenham esse advogado como patrono constituído. Claro, claro. Falamos disso também, senador.

Adiós Sabino

E finalmente o Celso Sabino, que é ministro do Turismo do Lula, foi expulso do União Brasil. Finalmente porque ele chegou a entregar a carta de demissão para Lula a mando do partido e depois voltou atrás. O União Brasil deu a ordem porque o presidente do partido, Antonio Rueda, não gostou de um vazamento de uma investigação da PF que busca saber se ele tem algo a ver com um avião do PCC.

6x1 está mais para 7x1

Lula já começou a campanha faz tempo e já está claro que vai botar nas próximas promessas o fim da semana 6x1. Mas agora ele está agindo para mostrar que está fazendo algo. Como o projeto não anda na subcomissão que discute o assunto, o governo resolveu alavancar outros projetos para substituir o do deputado Luiz Gastão, do PSD, que estava em discussão. Escalou o Boulos para fazer barulho sobre o tema.

É isso. Vou ali, BRASEW. Não num jatinho, por supuesto. 

Carteira de motorista: novas regras passam a valer esta semana

 Medidas podem reduzir em até 80% custo total da CNH

As novas regras para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passam a valer esta semana, logo após a publicação da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito que dispensou, por exemplo, as aulas de autoescola obrigatórias para poder obter o documento. 

O ministro dos Transportes, Renan Filho, confirmou à Agência Brasil que a resolução com novas regras será publicada nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), com validade imediata. A expectativa é que a publicação ocorra nesta terça-feira, 9, após cerimônia no Palácio no Planalto para lançar o novo aplicativo para celular CNH do Brasil.

O aplicativo deve viabilizar a obtenção da CNH sem necessidade de passar por uma autoescola, disponibilizando o material para que os pretendentes a condutor estudem as regras de trânsito. Quem quiser ainda poderá fazer aulas teóricas e práticas em uma autoescola.

Segundo o Ministério dos Transportes, as medidas podem reduzir em até 80% o custo total da CNH.

Veja as principais mudanças: 

Abertura do processo

  • Poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Aulas teóricas

  • O Ministério dos Transportes irá disponibilizar todo o conteúdo teórico online gratuitamente.
  • Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

Aulas práticas

  • A exigência de aulas práticas passará das atuais 20 horas-aula para duas horas.
  • O candidato poderá escolher entre: autoescolas tradicionais, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou preparações personalizadas.
  • Será permitido uso de carro próprio para as aulas práticas

Provas

  • Mesmo sem a obrigatoriedade das aulas, o condutor ainda é obrigado a fazer as provas teórica e prática para obter a CNH.
  • Outras etapas obrigatórias como coleta biométrica e exame médico devem ser feitas presencialmente no Detran.

Instrutores

  • Os instrutores autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos órgãos estaduais, com critérios padronizados nacionalmente.
  • A identificação e o controle serão integrados à Carteira Digital de Trânsito.

Fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, dezembro 08, 2025

Para líderes, Bolsonaro humilha Tarcísio ao impulsionar Flávio à Presidência; governador se cala

 

Para líderes, Bolsonaro humilha Tarcísio ao impulsionar Flávio à Presidência; governador se cala

Desde que candidatura de senador foi lançada, ele não se manifestou sobre ela

Por Mônica Bergamo/Folhapress

08/12/2025 às 17:00

Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

Imagem de Para líderes, Bolsonaro humilha Tarcísio ao impulsionar Flávio à Presidência; governador se cala

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

O lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, com a benção do pai, Jair, teve um efeito imediato: mostrar para as lideranças políticas de diferentes partidos que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) segue sem autonomia política e não é dono do próprio destino, pois tem que se submeter sempre aos desígnios da família do ex-presidente.

Desde que a candidatura de Flávio foi lançada, o governador permaneceu em silêncio.

Segundo dirigentes de diferentes legendas, a família Bolsonaro diminuiu Tarcísio perante outros líderes —e faz com que sua palavra em negociações políticas fique desacreditada, já que as decisões principais não passam por ele —mas, sim, pelo ex-presidente e seus filhos.

Resumindo: ele tem um chefe, afirma um dos dirigentes.

Uma segunda liderança do Centrão afirmou que a situação criada com o lançamento de Flávio "é até humilhante" para o governador, que "passou os últimos dois meses se comportando, nos bastidores, como se fosse candidato a presidente da República".

De acordo com o mesmo dirigente, Tarcísio dizia que não seria candidato contra Lula em 2026, mas fazia discursos sobre conjuntura nacional em encontros com banqueiros e se reunia com diferentes líderes para discutir contextos e articular alianças estaduais.

"Era como se ele estivesse no comando, costurando tudo. E, de repente, de uma hora para a outra, o Bolsonaro vem e destrói o castelinho de cartas dele. Todo mundo está achando que o Tarcísio é o bobo da corte", diz um líder mais contundente, que esperava uma reação diferente do governador.

O mesmo político afirma que Tarcísio tem, sim, votos para vencer Lula. Mas não tem o comando político. "As pessoas jogaram três meses de conversa fora e agora percebem que ele não tem liderança alguma, é submisso mesmo", segue. "Ele dá razão para os que gostam dele, mas temem que o Bolsonaro, com ele, entre sem bater na porta".

Um dirigente que se reúne permanentemente com o governador, e apoia seu nome para concorrer à Presidência, afirma que o fato de a família querer sempre diminuir Tarcísio, mostrando que ele não está no comando das decisões, é uma estratégia burra, já que o governador é o que mais tem condições de derrotar Lula em 2026, como mostrou o Datafolha. Eleito, ele poderia anistiar Bolsonaro.

O mesmo dirigente diz acreditar que Flávio Bolsonaro vai acabar recuando, já que nem mesmo na direita houve apoio amplo à sua candidatura. Além disso, ele não perderia um mandato de oito anos no Senado para uma aventura eleitoral em que a derrota, para Lula, é quase certa.

Ainda que a possibilidade de um recuo da família em favor de Tarcísio seja previsível, afirma outro líder, só a permanência de Flavio como pré-candidato por alguns meses já empurra o governador para uma situação difícil.

"Acaba com o palanque dele nos estados", afirma. Afinal, governadores e lideranças regionais, sem a segurança de que o governador paulista será candidato a presidente, e tem a palavra final sobre acordos, vão buscar outras alianças e palanques para suas candidaturas. "Ninguém vai ficar esperando para ver se o Flávio se retira da disputa", diz.

Um terceiro líder afirmou acreditar que "a água vai correr para o mar", e que a candidatura de Tarcísio é uma realidade incontornável, por ser ele o candidato mais competitivo. Mas será preciso, antes, enfrentar e vencer a barreira colocada pela família em seu caminho.

Um político com trânsito tanto com a família quanto com Tarcísio afirma que o governador não soube fazer gestos para os Bolsonaros, que agora relutam em passar a ele o bastão político.

Ele diz que o bolsonarismo é "barato", e que a família nunca fez grandes exigências ao governador. Nem os pequenos pedidos, entretanto, foram atendidos por ele.

Com isso, a relação degringolou, pois Tarcísio não teria percebido o básico: embora "barato", o bolsonarismo é "produto essencial" porque tem a principal matéria-prima das eleições: os votos.

Politica Livre

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