terça-feira, dezembro 02, 2025

Sobre Michelle, ladrões de galinhas e galos

 

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Arte: Marcelo Chello

Michelle soltou a granada no Ceará contra Cirão das massas de lasanha, o Ciro Gomes, agora na versão PSDB e… adivinha? Os filhos de Bolsonaro estrilaram e falaram mal da madrasta. Vai vendo, BRASEW. O clã virou um galinheiro em guerra aberta, com direito a galo preso, milho cozido e quem manda em quem na sucessão do patriarca. E ainda por cima, o PL deu um puxão de orelha na Michelle. E nem falei da Joice Hasselmann, que não perde um flash para dizer que Michelle é uma crente de araque.

E hoje ainda temos um diagnóstico preciso do Brasil feito pela Quaest e como Lula parece estar seguindo a cartilha. Aliás, Lula já está fazendo campanha até em rede nacional. E o Aécio, que ressuscitou outro dia, já disse que vai entrar com uma ação na Justiça. Temos ainda Davi Alcolumbre, a estrela-mor do Senado, mandando cartinhas no fim de semana e muito mais. Vem ler.

A treta é a seguinte: desde que Bolsonaro foi preso, The Family está se bicando para saber quem será o novo mito. Já se bicaram na reunião do PL em que a galera se reuniu para saber o que seria do bolsonarismo após a prisão. A Michelle estava toda trabalhada nas piadas, dizendo que levou milho para o Bolsonaro e o chamou de “meu galo”. Depois ainda disse que nosso ex segue firme na prisão e que havia chegado a hora de provar ser “imbrochável”. Gente!!! Os filhos não gostaram e disseram que ela estava expondo Bolsonaro. Flavitcho saiu da tal reunião se dizendo porta-voz de Bolsonaro.

Mas eis que, neste finde, Michelle foi para o Ceará e disse no palco que a aliança do PL com Ciro, do PSDB, no Ceará “não dá” porque Ciro foi o homem que chamou Bolsonaro de ladrão de galinhas (gente, mas esse povo está fissurado nos galináceos). E criticou o André Fernandes, que é deputado federal pelo PL, dizendo que ele foi precipitado em se aproximar do Ciro. A ideia, pelo que entendi, é que Ciro Gomes seja candidato a governador. E eis que Michelle lançou o Girão, que é do Novo, como candidato a governador. Ainda garantiu que foi ao Ceará a pedido do marido.

O André não tomou o toco sozinho e devolveu: “Mas isso veio do seu marido, ok?” E jogou Carlos Bolsonaro no viva-voz pra provar. O Flavitcho, nesta segunda, também entrou em campo dizendo que Michelle é autoritária e que ela atropelou o próprio pai dele. Logo, logo a gente lança a newsletter Tretas Familiares.

Só sei que o PL também não gostou nada do que Michelle fez e a chamou para um puxão de orelha. E ainda tem a treta de Santa Catarina, em que Michelle quer apoiar Caroline de Toni para o Senado, mas eis que por lá querem lançar o Carluxo e a Caroline já estrilou.

E, como trilha sonora paralela, Joice Hasselmann segue em modo ataque total, chamando Michelle de tudo — de “amante” a “santinha do pau oco”. Joice foi para as redes hoje contar que a Justiça não atendeu ao pedido da Michelle de tirar os vídeos de Joice do ar, em que ela conta que a ex-primeira-dama, toda trabalhada na religião, foi amante de Bolsonaro. E ficou grávida nesse ínterim.

E nem chegamos em 2026 ainda.

Vão chamar a Regina Duarte

Felipe Nunes, da Quaest, deu um tapa na cara do autoengano nacional: o Brasil de 2025 pensa como 1997. Medo, desconfiança, cansaço e um conservadorismo meio “quero segurança, mas sem virar Texas”. Aposto que alguém vai chamar a Regina Duarte de novo para dizer “eu tenho medo”.

A pesquisa mostra que o brasileiro quer lei dura, mas não arma na cintura. Quer trabalho que não se esgote, mas não acha que o Estado é quem salva. E que o eleitor decisivo hoje não é nem o petista raiz, nem o bolsonarista raiz: é o empreendedor precarizado que se acha classe média — motorista de app, cabeleireira, entregador, manicure, o grupo que a política ignorou por décadas.
A grande avenida eleitoral? Reduzir o cansaço do país. A galera tá exausta. Seis em cada sete brasileiros precisam de mais de um trampo pra fechar o mês. Metade está relatando cansaço como um estado emocional permanente. Segurança, renda e menos sufoco viraram a tríade do voto.

E é aqui que entra Lula, seguindo a apostila Quaest quase linha por linha:

Escala 6x1 → Lula já mostrou que essa vai ser a nova promessa de campanha. Conversa direto com quem está no limite físico.

CNH mais barata → O governo anunciou hoje que não será mais preciso fazer autoescola para tirar a carteira de motorista. Recado cirúrgico pro exército de autônomos precarizados.

Pronunciamento “ricos vs. pobres” → Brasil ama um justiceiro tributário e Lula foi em rede nacional de televisão mostrar que ele é o cara.

Isenção do IR até R$ 5 mil → Lula vendeu “quase um 14º salário”.

Estética Robin Hood em cadeia nacional → imagens de país estável, família feliz, fábrica girando.

O recado subliminar do governo foi claro: “Eu sei que você está cansado. Eu vou aliviar.” O problema, segundo Nunes, da Quaest, em entrevista dada ao Estadão, é que a sensação real da população não acompanha a narrativa e 2026 não tem Bolsonaro no ringue para repetir a fórmula de 2022.

O país quer segurança e a direita tem discurso afinado nisso. Hoje mesmo, Tarcísio subiu também no palanque com Cláudio Castro e o Derrite (que está deixando sua Secretaria de Segurança Pública) e, sobre o que eles falaram? Segurança. Não esqueçam que a operação de Castro no Rio, que matou 120 pessoas tidas como pertencentes ao crime organizado, foi apoiada pela maioria da população.

Mas Lula vem tentando comprar tempo com alívio imediato, justiça fiscal de bolso e um Brasil de comercial de margarina em cadeia nacional.

Kassab tá ligado também

Kassab parece que também leu a Quaest e entendeu que o Brasil está conservador, com medo, exausto e num nível -5 afim de radicalismo. Aí resolveu dar o recado mais passivo-agressivo do ano: “Tarcísio, amor, você quer ganhar ou quer continuar brincando de bolsonarista?” As aspas eu inventei, darling, com licença poética, mas foi mais ou menos isso que ele disse.

Eis o que de fato Kassab disse:

“O melhor candidato é o Tarcísio. Se ele for candidato, meu partido vai apoiá-lo. Mas ele tem errado. Daqui para trás, ele exagerou um pouco. Ele não pode se apresentar como bolsonarista. Ele tem que ser um líder acima de tudo, e ele vai se apresentar.”

Resumindo: para Kassab, ficar colado no mito só rende like no X; voto mesmo está no meio-termo, nesse eleitor que é careta, que quer ordem, mas não quer sentir que está embarcando num bunker.

Lá vem o Master

E parece que o caso do Banco Master vai parar no Supremo. Eis que a Polícia Federal encontrou um documento que cita o deputado João Carlos Bacelar Filho, do PL da Bahia. A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master, pediu que o caso vá para o Supremo diante de tal documento. O deputado diz que era apenas uma tentativa de constituir um fundo para construir um empreendimento em Porto Seguro.

Só eu achei que a defesa se apressou demais em levar o caso para o Supremo? Vorcaro parece que tinha uma relação cortês com ministros supremos. Patrocinou diversos eventos nos States onde vários supremos foram palestrantes.

Davi revolts

E nossa estrelamor do Senado, Davi Alcolumbre, mandou uma notinha para a imprensa para dizer que o governo Lula está tentando colar nele a imagem de toma-lá-dá-cá por cargos e emendas para justificar atritos em torno da indicação de Messias ao STF. Davi surfando na onda de que o problema é o Messias, quando se sabe que o problema está nas profundezas do Banco Master. Davi, querido, acredito em você que o problema desta vez não são cargos e emendas.

No recadinho final, Alcolumbre diz que o Senado não aceita pressão, que cada Poder precisa respeitar seu limite e que a decisão sobre Messias será “livre e soberana”, sem aceitar jogo político externo. Ahã, claro, claro.

Lula está pedindo votos

E Lula saiu a campo para pedir uns votinhos para o Messias. Não, darling, não seja perdido, não é para o Bolsonaro. É para o Jorge Messias, que ele indicou para o Supremo. Messias precisa de 41 votos no Senado para virar ministro supremo. Mas fiquem tranquilos, eu apostaria que Davi e Lula logo vão sentar, conversar e Davi ganhará alguma coisa que ele quer (e que nunca ele vai botar numa notinha para a imprensa, né, BRASEW?). E aí virá uma notinha de que estamos trabalhando pelo BRASEW.

Curtíssimas

👉 E essa notícia do Estadão dizendo que o vencedor de uma licitação milionária do Ministério da Previdência estava circulando livremente pelo ministério durante a licitação. Gente, sério? A licitação é para atendimento de telemarketing do INSS. O ministro Wolney Queiroz agora diz que vai investigar para saber o que aconteceu.

👉 Ramagem, o deputado federal condenado, com prisão decretada e foragido, agora teve o seu salário bloqueado pela Câmara. Mas a equipe segue firme lá e ele ainda não perdeu o mandato.

👉 Xandão mandou fazerem um laudo oficial para saber se o general Heleno está mesmo com Alzheimer ou não, e então poder decidir sobre a prisão domiciliar. Heleno disse para os médicos do Exército que está diagnosticado desde 2018. Seu advogado diz que foi só agora, em 2025.

Hoje é só segunda, BRASEW!

Argentina virou um paraíso seguro para golpistas do 8 de Janeiro?

 

Argentina virou refúgio do golpismo?


Julgamento e prisão de foragidos do 8 de Janeiro caminha a passos lentos na Argentina, e governo Milei evita agir contra aliados do bolsonarismo.


Olá, Intercepter!

Buenos Aires, 27 de fevereiro de 2025. Eram 8 horas da manhã quando avistei, em uma das mais movimentadas avenidas da capital da Argentina, um homem condenado a 16 anos e meio de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de estado no Brasil.

Não era só isso. Em volta daquele homem, que trabalhava tranquilamente abordando pedestres na tentativa de vender passeios turísticos, dezenas de viaturas da Polícia Federal Argentina faziam uma operação em torno do prédio do Ministério da Educação.

Mas a condenação no Brasil ou a presença policial na Argentina não pareciam colocar medo em Josiel Gomes de Macedo — condenado por, entre outras acusações, ter ateado fogo em uma viatura da Polícia Legislativa Federal no fatídico 8 de Janeiro.

Depois da reportagem em que revelei seu paradeiro, talvez você saiba o que houve: fui alvo de uma enxurrada de ameaças de morte, perseguição e violência física, além de ter meus dados pessoais e os de meus familiares vazados por políticos e militantes bolsonaristas.

Talvez você diga: “Paulo, foi por uma boa causa”. Afinal, Josiel e as outras dezenas de condenados na Argentina devem ter sido presos e extraditados desde então. Ledo engano. Não houve absolutamente nenhum avanço na responsabilização dos foragidos.

Até aquela altura, apenas cinco bolsonaristas estavam presos no país vizinho e 61 eram alvo de pedidos de extradição. Tudo continua igual. Josiel está solto e, até agora, nenhum condenado foi extraditado. Mas nesta semana, finalmente, as coisas podem começar a mudar.

Nesta edição de Cartas Marcadas, convidei o repórter argentino Facundo Iglesia para contar o atual estado de coisas da colônia golpista do Brasil em terras argentinas.

A partir de amanhã, começa o julgamento da extradição dos cinco bolsonaristas que estão presos. Mas nem isso parece ser motivo de alento. Afinal, caberão recursos à Suprema Corte da Argentina e, por fim, a Javier Milei.

E tem mais: cerca de uma centena segue vivendo no país sem ser incomodada pela polícia.

Vamos aos fatos.



No dia 8 de janeiro de 2023, a especialista em marketing digital Ana Paula de Souza saiu de Florianópolis, em Santa Catarina, para integrar a horda bolsonarista que invadiu o Palácio do Planalto durante o ataque à Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A viagem não terminou bem. A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu Ana Paula dentro do Palácio do Planalto. Liberada para responder o processo judicial em liberdade, agora ela está detida na Argentina. Eu tive autorização para entrevistá-la e perguntei o que levou ela a fazer parte do 8 de Janeiro.

Ana Paula afirmou que apenas exigia transparência no sistema de votação. “É meu direito constitucional. Eu achava que o Brasil era uma democracia. Por que não posso questionar?”, ela me perguntou.

Depois de ser condenada pelo STF a 14 anos de prisão, Ana Paula contou que, em fevereiro de 2024, rompeu sua tornozeleira eletrônica e fugiu para a Argentina, onde entrou como turista. Segundo ela, ninguém a ajudou: só contou à família onde estava depois que chegou.

Há mais de 100 brasileiros, condenados ou acusados por participação na tentativa de golpe, que tomaram a mesma decisão, confiando que o governo de Javier Milei, um grande aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, os receberia de braços abertos.

Apenas em 2024, 181 brasileiros solicitaram asilo político na Argentina por meio da Comissão Nacional de Refugiados, a Conare. Mas, em novembro de 2024, o juiz federal Daniel Rafecas ordenou a prisão de 61 condenados pelo golpe que estavam no país. No mesmo mês, cinco deles, entre eles Ana Paula, foram presos.

A audiência que decidirá a extradição deles acontece na próxima quarta-feira, 3. O desfecho será decisivo não apenas para os cinco bolsonaristas, mas também para a já delicada relação entre a Argentina de Javier Milei e o Brasil do presidente Lula.

O julgamento da extradição, inicialmente marcado para 18 de junho pelo tribunal de Rafecas, já foi adiado três vezes. A primeira porque coincidia com uma marcha convocada por apoiadores da ex-presidente Cristina Kirchner; a segunda porque o governo brasileiro solicitou ser parte no processo; e a terceira porque um dos advogados dos presos pediu a suspeição do juiz, sem consultar o restante das defesas.

“Eles nos torturam, marcam uma data e cancelam um dia antes como se nada tivesse acontecido, sempre com desculpas absurdas”, disse Ana Paula, de dentro da Penitenciária de Ezeiza, onde está presa há um ano.

Além dela, serão julgados Joelton Gusmão de Oliveira (condenado a 17 anos), Rodrigo de Freitas Moro Ramalho (14 anos), Joel Borges Correa (13 anos) e Wellington Luiz Firmino (17 anos). Após a audiência, o tribunal terá três dias úteis para definir a sentença.

Caso a extradição seja aceita, resta ainda um recurso à Suprema Corte argentina. Depois disso, a decisão final cabe ao Poder Executivo — ou seja, a Javier Milei.

Também ouvi a advogada Carla Junqueira, que defende Ana Paula e Rodrigo Moro. Ela afirma que “o Brasil não respeitou o devido processo legal” nos julgamentos do 8 de Janeiro. Segundo ela, houve “desproporção na dosimetria das penas” e “influência política nas condenações”.

Mas fontes do Judiciário argentino discordam. “São condenados com sentença definitiva do tribunal máximo do Brasil. Além disso, fugiram para evitar a pena”, afirma uma das fontes, acrescentando que os crimes atribuídos a eles também existem na legislação argentina, o que viabiliza a extradição.

Apesar de eu, Paulo Motoryn, ter ido pessoalmente a Buenos Aires e localizado Josiel — um condenado a 16 anos pelo 8 de Janeiro, vendendo passeios turísticos na rua — ele segue solto um ano depois. Nenhum dos mais de 100 golpistas foragidos na Argentina foi extraditado.


Minha investigação expôs o refúgio, mas a resposta foi uma enxurrada de ameaças de morte, com meus dados e os da minha família divulgados por políticos e militantes bolsonaristas.


Enquanto o governo Milei protege politicamente a impunidade, com foragidos protestando publicamente contra ministros do STF sem serem presos, o risco é real: sem investigação, quem vai responsabilizar o último foragido?


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Doe agora e garanta que nossa reportagem encontre e exponha todos os golpistas, fazendo a diferença onde Milei escolhe a omissão.



Publicamente, o governo argentino evita se manifestar. Embora um advogado próximo a Milei defenda um dos bolsonaristas presos, o presidente nunca se pronunciou diretamente sobre o assunto.

Nos bastidores da diplomacia brasileira, a leitura é de que os cinco presos estariam sendo usados como “bodes expiatórios” como uma maneira de preservar, ao mesmo tempo, laços comerciais com o Brasil e relações com o bolsonarismo.

O Itamaraty avalia que a Argentina dificilmente concederá refúgio aos condenados, já que não quer ser vista como paraíso de foragidos. Mas também não confia que a polícia argentina fará grande esforço para agilizar a prisão dos foragidos que seguem no país.

Em dezembro do ano passado, o próprio Jair Bolsonaro, por meio de uma mensagem gravada enviada à Conferência de Ação Política Conservadora, o CPAC, em Buenos Aires, agradeceu a Milei por “sua recepção a essas pessoas que estão em seu país”.

Um ano depois, Ana Paula diz se sentir traída pelo governo argentino. “Se você acredita que Lula está perseguindo pessoas, e essas pessoas pedem refúgio aqui e você não faz nada, ignora, isso é uma total falta de coerência”, diz.

“A Argentina, assim como os Estados Unidos, sabe muito bem o que acontece no Brasil. Não são inocentes”, afirma.

Em meio ao imbróglio, uma dúvida persiste. “Somos muitos, mais de 300 brasileiros. Por que só existem cinco presos?”, questiona a própria Ana Paula. Fontes do Judiciário argentino até afirmam que a Interpol e a Polícia Federal estão procurando os demais.

No entanto, no mês passado, três deles — Symon Filipe de Castro Albino, Daniel Luciano Bressan e Claudiomiro Rosa Soares — participaram, na Universidade de Buenos Aires, de um protesto público contra Gilmar Mendes, ministro do STF.

Durante uma palestra do magistrado, Symon Filipe de Castro Albino se levantou no meio da plateia e afirmou, com o microfone em punho, que estava sendo acusado injustamente por Alexandre de Moraes. Acredite se quiser: nem ele nem nenhum outro foi detido desde então. 


Jair Bolsonaro está preso, mas o bolsonarismo segue em fuga pelo mundo: deputados como Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem circulam pelos Estados Unidos, Carla Zambelli tentou se abrigar na Itália, e centenas de golpistas continuam vivendo livremente na Argentina, apostando na morosidade da Justiça e na proteção política de Milei.

Nosso jornalismo vai seguir firme, rigoroso e incansável até que o último envolvido nos ataques à democracia seja localizado, julgado e responsabilizado.

Se você tem informações sobre o paradeiro de golpistas foragidos, entre em contato por meio do e-mail paulo.motoryn@intercept.com.br. Sua denúncia pode ser decisiva.

Até semana que vem,

Paulo Motoryn
Editor de Brasília

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