sexta-feira, julho 25, 2025

Ministros do Supremo sugerem que Moraes tenha cautela e pise no freio


Quem é Alexandre de Moraes, o novo ministro do STF - BBC News Brasil

Moraes precisa ter paciência no caso de Jair Bolsonaro

Cézar Feitoza, Catia Seabra e Marianna Holanda
Folha

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm defendido cautela na avaliação da possibilidade de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por descumprimento de medidas cautelares.

A análise foi consolidada após integrantes do tribunal observarem a repercussão do despacho do ministro Alexandre de Moraes no qual ameaçava prender Bolsonaro caso não explicasse sua declaração a jornalistas contra a obrigação de usar tornozeleira eletrônica.

IMPACTOS NEGATIVOS– Políticos e empresários sinalizaram ao Supremo que os impactos de uma prisão preventiva seriam negativos para o esforço diplomático de derrubar o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros e poderia tumultuar o processo sobre a trama golpista, em fase final, que pode culminar na condenação definitiva do ex-presidente.

Os editoriais publicados pelos principais jornais com opinião contrária à proibição de Bolsonaro conceder entrevistas foram recebidos no Supremo como uma repercussão negativa da opinião pública sobre a escalada da crise com Bolsonaro neste momento.

CENÁRIO CONTURBADO – Cinco ministros ouvidos pela Folha destacam que é preciso ter cautela diante de um cenário conturbado. Eles rechaçam, porém, que a liberdade de Bolsonaro signifique uma interferência do governo Donald Trump sobre a corte.

As estratégias para pacificar a situação são as mais variadas. Um -Ministro do Supremo chegou a sugerir um pacto de silêncio entre Bolsonaro e o tribunal como forma de acalmar os ânimos.

Outros argumentam que não há razão para uma prisão preventiva considerando que o processo sobre a tentativa de golpe de Estado está em sua fase final, com julgamento próximo.

RESPALDADO – Moraes tem tido respaldo da maioria dos ministros do Supremo nas decisões que toma em processos que miram o bolsonarismo. A imposição de medidas cautelares contra Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, foi referendada pela Primeira Turma do STF.

Há, porém, uma avaliação que a decisão que impediu o ex-presidente de dar entrevistas, com ameaça de prisão por ter falado às câmeras no Congresso Nacional na segunda-feira (21), pode ter tensionado o clima além do necessário.

O acirramento poderia prejudicar ainda mais a relação com Estados Unidos, o que prejudicaria as negociações para impedir a sobretaxa de 50% em produtos brasileiros, marcada para entrar em vigor em 1º de agosto.

A máscara do bolsonarismo e a escalada da rejeição

 em 25 jul, 2025 4:08

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A rejeição a Donald Trump, Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas deu um salto significativo, segundo pesquisa divulgada na última quarta-feira pela jornalista Mônica Bergamo. O dado, embora alarmante para os entusiastas da extrema-direita, é, na verdade, um alívio para os que ainda acreditam na democracia como valor e projeto de país — não como trampolim familiar para aventuras autoritárias.

O bolsonarismo já não esconde o que deseja: um projeto de poder centrado não em ideias, propostas ou nação, mas em sobrenomes. Uma oligarquia travestida de moralismo, que se alimenta da mentira, do ressentimento e do caos. Quem ainda tinha dúvidas de que o “quanto pior, melhor” é seu lema oficioso, agora vê os próprios protagonistas torcendo pelo fracasso do Brasil — desde que isso lhes renda dividendos eleitorais.

Mas o povo brasileiro, apesar de suas muitas desilusões, não é tolo. Já entendeu que o projeto bolsonarista não é de reconstrução nacional, mas de vingança e autopreservação. Vingança contra as instituições que ousaram contestá-los. Preservação dos privilégios de uma família que confunde o público com o privado, o país com o quintal de casa.

E as conexões internacionais não são menos reveladoras. Donald Trump, referência inconteste dessa direita nativa, enfrenta agora graves acusações ligadas a Jeffrey Epstein, milionário condenado por crimes sexuais, inclusive estupro e pedofilia. É com esse tipo de figura que o bolsonarismo mantém afinidades — não apenas ideológicas, mas morais.

Ambos os movimentos, o trumpismo e o bolsonarismo, compartilham não só bordões e símbolos, mas também o desdém pelas instituições, o apego à mentira como método e o flerte constante com a violência. São movimentos que, ao se verem ameaçados, recorrem ao vitimismo e à manipulação, sempre com uma aura messiânica e autoritária.

A história, porém, é implacável com projetos que colocam o poder acima da dignidade humana. O fascismo e o nazismo também começaram como histeria de massas alimentada por falsos heróis e terminaram como páginas vergonhosas nos livros de história. Não nos espantemos se, em futuro não tão distante, o bolsonarismo for tratado com o mesmo repúdio — por sua estética, sua lógica persecutória e por seu desprezo pelos valores civilizatórios mais básicos.

O avanço da rejeição não é apenas um número frio nas tabelas dos institutos de pesquisa. É um sintoma de que parte expressiva da sociedade começa a acordar do transe. Que continue assim. A democracia agradece. E o Brasil também.

 

Ainda dados da Ibope rádios Sergipe Pelos  números parece que os programas jornalísticos de rádio perderam suas forças atingindo perto dos 30% da audiência do rádio no horário matutino, todos os programas juntos jornalismos das FMs. Chegando perto apenas 23.000 ouvintes por minuto. Audiência alta nesse horário das 6h às 8h vai para os programas músicas de Adjan Souza da FM Sergipe e Flávio Foste da Xodó FM. Jornalismo perdendo a força?   

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/a-mascara-do-bolsonarismo-e-a-escalada-da-rejeicao/

Ônibus elétricos começam a circular na capital; confira as linhas

Com a iniciativa, Aracaju se torna a primeira capital do Nordeste a operar uma frota urbana com veículos totalmente elétricos, consolidando-se como pioneira na eletromobilidade na região.

 


Aracaju inicia operação com 15 ônibus elétricos nesta sexta (Foto: SMTT/ Aracaju)

A partir desta sexta-feira, 25, Aracaju passa a contar com 15 ônibus 100% elétricos em circulação pelo sistema de transporte público. A operação será feita pelas empresas VRS, Atalaia e Modelo, com cobertura de 10 linhas da capital. A instalação dos carregadores foi concluída nesta quinta-feira, 24.

Com a iniciativa, Aracaju se torna a primeira capital do Nordeste a operar uma frota urbana com veículos totalmente elétricos, consolidando-se como pioneira na eletromobilidade na região.

Os ônibus têm capacidade para 75 passageiros e são equipados com tecnologias de conforto e acessibilidade, como ar-condicionado, tomadas USB, piso baixo, além de espaço reservado para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Os veículos operam com emissão zero de dióxido de carbono e ruído. A autonomia média é de 300 quilômetros por recarga, podendo ser ampliada em até 30% graças ao sistema de freios regenerativos. As baterias de 385 kWh podem ser recarregadas em até duas horas e meia.

A medida visa tornar o transporte público mais sustentável e eficiente, reduzindo os impactos ambientais e elevando o padrão de conforto dos usuários.

Confira as linhas em que os ônibus elétricos irão operar

001: Augusto Franco – Bugio

004: Santa Maria – Mercado

005: Maracaju – DIA

008: Porto Sul – Bairro Industrial

080: Bugio – Atalaia

200-1: Circular Indústrias e Comércio 1

200-2: Circular Indústrias e Comércio 2

310: Shopping Riomar – Zona Oeste

400-1: Circular Santa Lúcia 01

701: Jardim Atlântico – Mercado

por João Paulo Schneider 

Com informações da PMA

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quinta-feira, julho 24, 2025

Grandes redações brasileiras mesclam entusiasmo com previsões sombrias diante do avanço da IA

 

Representantes das principais redações brasileiras discutem "O papel das grandes redações na condução do jornalismo com inteligência artificial" no congresso da Abraji em São Paulo. Da esquerda para a direita: Cláudia Croitor (G1), Luiza Baptista (O Globo), a mediadora Katia Brembatti (Estadão Verifica/presidente da Abraji), Camila Marques (Folha de S.Paulo) e Eurípedes Alcântara (Grupo Estado). (Foto: Luciana Vassoler/Abraji)

Jornalistas que não estão incorporando a inteligência artificial para ajudá-los em seu trabalho diário estão equivocados. Mas, ao mesmo tempo, a IA pode ser o furacão que dará o golpe final na sustentabilidade de muitos meios de comunicação.

Esse paradoxo, entre ganhos potenciais de produtividade e ameaças existenciais, esteve no centro de um animado debate durante o painel “O papel das grandes redações na condução do jornalismo com inteligência artificial”, realizado em 11 de julho em São Paulo, durante o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji.

Representantes de quatro dos maiores veículos de imprensa do Brasil — Folha de S.Paulo, G1, Grupo Estado e O Globo — discutiram o dilema que se repete em redações do mundo inteiro. Eles afirmaram que adotar ferramentas de empresas como OpenAI, Google e Anthropic é praticamente inevitável, ao passo que os riscos de dependência tecnológica, pirataria de conteúdo e queda brusca na receita digital põem o futuro do jornalismo em xeque. Isso pode significar demissões em massa nas redações, alertou um deles.

Os painelistas endossaram a adoção das ferramentas de IA generativa sobretudo por seuu potencial de otimização de tarefas. Revisão, refinamento estilístico, checagem de inconsistências de dados, decupagem e transcrição de gravações, análise de grandes volumes de informação, geração de ideias de pauta e monitoramento de comentários de leitores estiveram entre os motivos mencionados pelos debatedores sobre por que jornalistas devem usar a IA.

Os apoios foram firmes.

“Tem que usar, tem que usar”, disse Luiza Baptista, editora executiva de estratégia digital do GLOBO, sintetizando um consenso entre os debatedores. 

“Se você não usa hoje, você está errado”, afirmou Cláudia Croitor, editora chefe do G1. 

Camila Marques, editora de audiência da Folha de S.Paulo, explicou a motivação dessas máximas: ”A IA diminui o caminho entre a sua ideia e a sua publicação”, disse ela.

A IA ajuda, o jornalista decide

Há limites nítidos, contudo, para a adoção da tecnologia, disseram os debatedores. Hoje, nenhum conteúdo publicado pode ser gerado de forma autônoma por sistemas de IA, afirmaram os representantes das quatro redações. O uso de IA é incentivado nos bastidores e produção de notícias e reportagens, mas o “output final”, o conteúdo que chega ao público é sempre responsabilidade de um jornalista identificado 

“Nada pode sair no Estadão, em qualquer canal, que seja produto de inteligência artificial”, disse Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Grupo Estado. “Toda a matéria, todo gráfico, toda foto tem um autor com CPF, com RG”.

A ênfase na autoria humana não é apenas uma exigência ética ou jurídica, mas também uma estratégia de diferenciação do jornalismo em um ambiente saturado por conteúdos automatizado. Se delegar tarefas demais à IA, o jornalismo corre o risco de perder relevância, foi uma das lições do debate, disseram os panelistas. 

Por mais avançados que sejam os sistemas, ainda cabe ao jornalista interpretar os dados, contextualizar a informação, reconhecer o que é importante e identificar erros factuais o ou de análise.“Você tem que ser muito inteligente para fazer boas perguntas e ter boas respostas. O cérebro humano continua sendo determinante”, disse Marques.

A mediadora Katia Brembatti, editora do Estadão Verifica e presidente da Abraji, foi na mesma linha.

“A IA não faz [nada] sozinha. O olhar do jornalista investigativo continua insubstituível”, afirmou ela.

Máquinas de fazer salsicha

A inteligência artificial também tem contribuído para o desmonte do modelo de financiamento do jornalismo. O principal impacto mencionado no debate foi a perda de tráfego vinda dos buscadores, hoje canibalizado por sistemas que resumem o conteúdo jornalístico sem redirecionar para o site original — o que reduz drasticamente o número de cliques e as receitas publicitárias digitais.

“No caso dos Estados Unidos, os cliques enviados pelo Google para os jornais diminuíram em cerca de 35%”, disse Eurípedes Alcântara, do Estadão. Camila Marques, da Folha, disse que isso também acontecerá no Brasil. “A impressão [a respeito do seu conteúdo] pode estar enorme, mas ninguém clica. Isso já está acontecendo”, disse ela

Para os executivos, esse fenômeno é parte de uma tendência maior, que já vinha se desenhando com a ascensão do que se convencionou chamar de zero-click search — as buscas que respondem a usuário diretamente na plataforma. 

Marques descreveu como há sites reciclando e misturando conteúdo utilizando inteligência artificial.

"Antes copiava na mão, mudando uma palavra ou outra. Hoje colocam numa máquina de fazer salsicha um link de cada um desses jornais e geram um texto totalmente novo”, disse ela.

Baptista, do Globo, mencionou a dificuldade de rastrear e bloquear todas as formas de reaproveitamento indevido do material publicado: “É impossível vetar tudo via publicador. Os bots mudam o tempo todo”.

Alcântara destacou o caso do Perplexity, um mecanismo de busca baseado em inteligência artificial que fornece respostas precisas e concisas para perguntas, citando fontes de informação.

"Eles desconhecem a realidade dos jornais, não estão nem aí. E oferecem um serviço extraordinariamente bom, infelizmente, usando informação que eles pirateiam", afirmou.

Enxugamentos à vista

Quanto a possíveis reduções de postos de trabalho, Alcântara fez uma previsão sombria. “A gente vê os dados dos americanos, que são mais rápidos em demitir, e já apontam uma diminuição”, disse o diretor do Estadão.

Frente a essa tempestade avizinhante, o conselho repetido por diversos debatedores foi uma paráfrase do diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Rosental Alves, que participou de um dos principais painéis do congresso, sobre o passado e o futuro do jornalismo investigativo no Brasil.

“Como disse Rosental, provavelmente você tem menos chance de perder o seu emprego para uma IA do que tem de perder para uma pessoa que saiba usá-la", disse Brembatti, a mediadora do debate.

Brembatti chegou a dizer que a IA representa uma “última fronteira” na crise de sustentabilidade do jornalismo.

“As plataformas já sugaram nossas fontes de receita, e agora a IA chega para morder o que restou”, disse ela.

Frente a cenário tão complexo, os participantes concordaram na necessidade urgente de novas formas de monetização, seja por meio de ações judiciais, de negociações com plataformas ou legislação específica para garantir remuneração pelo uso de conteúdo jornalístico.

“O que não pode é não existir remuneração”, disse Marques.

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Liberdade de Expressão sob Ataque: A Luta Contínua por Justiça e Transparência

 

Liberdade de Expressão sob Ataque: A Luta Contínua por Justiça e Transparência

Em um cenário onde a liberdade de imprensa e a denúncia de irregularidades são cada vez mais desafiadas, a iniciativa de republicar a nota de denúncia do Diretório Municipal do PSOL de Coronel João Sá é um ato de coragem e um reforço ao compromisso com a transparência. Não fugir da luta e não temer a mordaça são pilares fundamentais de uma imprensa livre, princípios assegurados pela nossa Constituição, que garante a liberdade de expressão e de divulgação de informações.

Contudo, essa coragem não vem sem custos. A experiência recente de ter sido penalizado pela justiça de Jeremoabo por reproduzir um documento oficial da OAB-BA, que denunciava supostos atos de ilicitudes de um servidor do foro local, é um doloroso lembrete da fragilidade desse direito na prática. Esse incidente ilustra a "tensão" entre o direito de informar e os riscos de retaliação judicial, um desafio constante para quem busca expor verdades incômodas.

Apesar dos percalços, a mensagem é clara: "a vida continua". A luta pela justiça e pela verdade é um caminho árduo, mas essencial para a saúde democrática. Que a republicação da denúncia do PSOL de Coronel João Sá sirva como um reforço à importância de não se calar diante das improbidades, por mais que as tentativas de mordaça e intimidação se façam presentes. A vigilância e a coragem de denunciar são ferramentas vitais para a construção de uma sociedade mais justa e transparente..

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                                            Foto Divulgação - Diretorio do PSOL


Julgamento de Fraude na Cota de Gênero em Jeremoabo: O Impasse no TRE-BA Continua

 

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DA BAHIA

SECRETARIA JUDICIÁRIA 


 


 


 

CERTIDÃO DE JULGAMENTO


 


 

RECURSO ELEITORAL - 0600425-35.2024.6.05.0051

ORIGEM: Jeremoabo - BAHIA

JULGADO EM: 23/07/2025

RELATOR(A): PEDRO ROGERIO CASTRO GODINHO

PRESIDENTE DA SESSÃO:  ABELARDO PAULO DA MATTA NETO

PROCURADOR REGIONAL ELEITORAL:  SAMIR CABUS NACHEF JUNIOR

SECRETÁRIO(A): MARTA GAVAZZA

SUSTENTAÇÃO ORAL: ADVOGADOS ALEXANDRE MIGUEL FERREIRA DA SILVA E ALLAN OLIVEIRA LIMA

 

 


 

DECISÃO

 

Após o voto do Relator NEGANDO PROVIMENTO AO RECURSO, pediram vista simultaneamente a Desembargadora Eleitoral Maízia Seal Carvalho e o Presidente.

 

Composição: ABELARDO DA MATTA, MAURICIO KERTZMAN SZPORER, PEDRO ROGÉRIO CASTRO GODINHO, MOACYR PITTA LIMA FILHO, MAÍZIA SEAL CARVALHO, DANILO COSTA LUIZ E RICARDO BORGES MARACAJÁ PEREIRA.

 

              Por ser verdade, firmo a presente.

              Salvador, 23 de julho de 2025.

 

Marta Gavazza
SECRETÁRIA JUDICIÁRIA

 Nota da Redação deste Blog -  Julgamento de Fraude na Cota de Gênero em Jeremoabo: O Impasse no TRE-BA Continua

Conforme já informado em matérias anteriores, o recurso eleitoral que apura supostas fraudes na cota de gênero nas eleições de 2024 em Jeremoabo segue em compasso de espera no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Mesmo após o voto do Relator, que se manifestou negando provimento ao recurso, o caso ainda não foi finalizado.

A razão para o impasse reside no fato de que a Desembargadora Eleitoral Maízia Seal Carvalho e o Presidente do Tribunal pediram vista simultaneamente logo após o voto do Relator. Esse pedido de vista é um indicativo claro de que a tese apresentada não convenceu de imediato os demais desembargadores, inclusive o próprio Presidente.

O gesto de pedir vista demonstra a necessidade de uma análise mais aprofundada das provas e dos argumentos, especialmente quando se trata de um tema tão sensível e crucial para a lisura do processo democrático como a fraude em cotas de gênero. É um sinal de que os julgadores buscam uma decisão robusta e bem fundamentada, que não deixe margem para dúvidas ou contestações.

A situação mantém a expectativa em Jeremoabo, onde o futuro da composição da Câmara de Vereadores permanece incerto, aguardando o desfecho de um processo que exige a máxima atenção e rigor da Justiça Eleitoral.


Você acredita que a transparência desses pedidos de vista fortalece a confiança no processo judicial, mesmo que gere mais espera?

Em meio a ataques de Trump, empresa americana passa a aceitar pagamentos por Pix nos EUA

 Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Pix23 de julho de 2025 | 22:00

Em meio a ataques de Trump, empresa americana passa a aceitar pagamentos por Pix nos EUA

economia

Brasileiros que forem aos Estados Unidos poderão pagar compras usando Pix em algumas lojas. A Verifone, uma empresa de processamento de pagamentos americana, firmou um contrato com a PagBrasil, de Porto Alegre, para que seus clientes possam receber recursos via Pix.

Para receber pagamento com a ferramenta, os lojistas terão que usar um equipamento da Verifone. Na operação, haverá uma conversão em tempo real de dólares para reais. O comerciante não precisará atualizar os sistemas para começar a receber, diz o texto. “Os vendedores podem ativar o Pix no ponto de venda [maquininha] usado a API [interface de programação] de pagamentos alternativos do equipamento.”

Ainda segundo a Verifone, as transações têm uma taxa de cerca de 2% —os cartões de crédito cobram de 2% a 3%. A Verifone afirma que como o Pix é uma transferência bancária imediata, o comerciante não corre risco de ter a compra contestada (“chargeback”, no jargão do setor).

Em sua página, a PagBrasil afirma que o Pix internacional é processado por ela, que faz a conversão e repassa o valor em moeda estrangeira ao comerciante internacional.

Madhu Vasu, vice-presidente de Produtos Globais da Verifone, disse que isso vai mudar o cenário do comércio em estados que recebem muitos turistas brasileiros, como a Flórida e Nova York.

Ele afirma que hoje há cerca de 1,9 milhão de pessoas do Brasil que visitam os EUA, gastando mais de US$ 4,1 bilhão (cerca de R$ 22,6 bilhões, pela cotação atual) no país. A expectativa é que esses números sejam bem maiores no ano que vem, porque a Copa do Mundo será disputada em parte no território americano (EUA, Canadá e México serão a sede).

Pelas estatísticas mais recentes do Banco Central, mais de 168 milhões de pessoas já fizeram transações usando o Pix.

O método de pagamento é um dos temas das recentes reclamações comerciais que o governo dos EUA fez sobre o Brasil.

Na carta que o presidente Donald Trump reclamou do destino de Jair Bolsonaro (PL), ele também anunciou um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros e disse que mandou o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) abrir um procedimento contra o Brasil.

Pelas regras dos EUA, o governo pode retaliar outros países por práticas que os americanos consideram injustificadas.

No último dia 15, o USTR abriu uma investigação comercial contra o Brasil. No documento que justifica essa apuração, aponta-se que há supostas práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo o favorecimento de serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo brasileiro, como o Pix.

Felipe Gutierrez/Folhapress

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