em 25 jul, 2025 4:08
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

A rejeição a Donald Trump, Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas deu um salto significativo, segundo pesquisa divulgada na última quarta-feira pela jornalista Mônica Bergamo. O dado, embora alarmante para os entusiastas da extrema-direita, é, na verdade, um alívio para os que ainda acreditam na democracia como valor e projeto de país — não como trampolim familiar para aventuras autoritárias.
O bolsonarismo já não esconde o que deseja: um projeto de poder centrado não em ideias, propostas ou nação, mas em sobrenomes. Uma oligarquia travestida de moralismo, que se alimenta da mentira, do ressentimento e do caos. Quem ainda tinha dúvidas de que o “quanto pior, melhor” é seu lema oficioso, agora vê os próprios protagonistas torcendo pelo fracasso do Brasil — desde que isso lhes renda dividendos eleitorais.
Mas o povo brasileiro, apesar de suas muitas desilusões, não é tolo. Já entendeu que o projeto bolsonarista não é de reconstrução nacional, mas de vingança e autopreservação. Vingança contra as instituições que ousaram contestá-los. Preservação dos privilégios de uma família que confunde o público com o privado, o país com o quintal de casa.
E as conexões internacionais não são menos reveladoras. Donald Trump, referência inconteste dessa direita nativa, enfrenta agora graves acusações ligadas a Jeffrey Epstein, milionário condenado por crimes sexuais, inclusive estupro e pedofilia. É com esse tipo de figura que o bolsonarismo mantém afinidades — não apenas ideológicas, mas morais.
Ambos os movimentos, o trumpismo e o bolsonarismo, compartilham não só bordões e símbolos, mas também o desdém pelas instituições, o apego à mentira como método e o flerte constante com a violência. São movimentos que, ao se verem ameaçados, recorrem ao vitimismo e à manipulação, sempre com uma aura messiânica e autoritária.
A história, porém, é implacável com projetos que colocam o poder acima da dignidade humana. O fascismo e o nazismo também começaram como histeria de massas alimentada por falsos heróis e terminaram como páginas vergonhosas nos livros de história. Não nos espantemos se, em futuro não tão distante, o bolsonarismo for tratado com o mesmo repúdio — por sua estética, sua lógica persecutória e por seu desprezo pelos valores civilizatórios mais básicos.
O avanço da rejeição não é apenas um número frio nas tabelas dos institutos de pesquisa. É um sintoma de que parte expressiva da sociedade começa a acordar do transe. Que continue assim. A democracia agradece. E o Brasil também.
Ainda dados da Ibope rádios Sergipe Pelos números parece que os programas jornalísticos de rádio perderam suas forças atingindo perto dos 30% da audiência do rádio no horário matutino, todos os programas juntos jornalismos das FMs. Chegando perto apenas 23.000 ouvintes por minuto. Audiência alta nesse horário das 6h às 8h vai para os programas músicas de Adjan Souza da FM Sergipe e Flávio Foste da Xodó FM. Jornalismo perdendo a força?
https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/a-mascara-do-bolsonarismo-e-a-escalada-da-rejeicao/