sábado, março 29, 2025

Polarização é alimentada pela estratégia de ofender ao invés de debater

Publicado em 29 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Tribuna da Internet | Há três graves equívocos que causam distorções no  debate sobre a polarização

Charge do Nani (nanihumor.com)

Fabiano Lana
Estadão

No mundo ideal, ideias e argumentos se combatem com concepções ainda melhores ou contra-argumentos mais eficientes. Você lê ou escuta o que alguém disse ou escreveu e, para rebater, tenta mostrar que ele pode ter se equivocado em fatos, ter entrado em contradições, ter apresentado algumas conclusões que não se fundamentam. Mas isso é apenas uma utopia de civilização iluminista – o que pretendemos ser, mas não somos. Longe disso.

Na prática, ocorre o seguinte, ainda mais no contínuo veloz das redes sociais. Ninguém perde mais seu tempo escasso para desmontar alguma tese. Ou mesmo de ler um texto. Dá trabalho, exige algum tutano e capacidade de articular palavras e pensamentos.

BRIGA DE RUA – O mais prático é transformar o jogo das ideias numa briga de rua. Leia apenas o título e acuse seu interlocutor de má-fé, de sordidez, de estar a serviço de causas inconfessáveis. Abuse de palavras ou expressões de baixo calão. Jogue fora toda sua ira interior, suas frustrações, naquilo que te contrariou. Peça para que o texto seja apagado, sonhe com sua proibição.

A questão é que nenhuma dessas estratégias é suficiente ou mesmo eficiente para diminuir ou derrubar um conjunto de ideias ou visão de mundo.

Neste momento em que o Brasil vive o início do julgamento de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado, esse tipo de comportamento se exacerba.

SEM ARGUMENTOS – Está claro que ninguém mais leva fé em argumentos. O que vale é a desmoralização, a luta sem fim. Vencer é melhor do que ter razão, já nos dizia o filósofo Arthur Schopenhauer.

Daí que, instigados pelos próprios bolsonaristas, a ordem unida é invocar a tese de que o Judiciário é uma linha auxiliar das forças políticas de esquerda. É manter a conspiração de que nosso sistema eleitoral montou uma fraude para vencer as eleições. Não há espaço para a autorreflexão de que, quem sabe, erros do próprio Bolsonaro podem ter tido como consequência a sua derrota. O que se quer é o confrontamento sem tréguas.

ATAQUE A LULA – “Lula, cachaça, o brasileiro sabe de sua índole e de como você chegou até aqui. Só um imbecil ou um canalha compra esse papo de plano de assassinato. A única pessoa que tentaram matar fui eu, em uma ação de antigo militante do PSOL, seu braço político de primeira hora. Não conseguiram! Esse foi o grande erro de vocês, como admitiu José Dirceu”, escreveu Jair Bolsonaro (ou seu filho Carlos) nas redes sociais.

É uma demonstração de que tipo de sociedade belicosa nossos líderes políticos querem. O problema é que a turba gosta de obedecer, e as consequências visíveis foram as depredações desesperadas do 8/1.

No lado do PT, também há pouco espaço para nuances. Que a punição para os celerados do 8/1 seja a maior possível.

TRAIÇÃO DO PAÍS – Qualquer tipo de ponderação, de comparação, mesmo de reflexão, é considerado estar do lado da ditadura, da truculência, do golpismo. Muitas vezes, estar contra o PT parece ser visto como uma traição ao País. Ser obtuso e maniqueísta é a tendência do momento. Dá cliques, apoio e até votos.

Há momentos em que a sociedade brasileira se parece com matilhas que latem umas para outras. Qualquer frase de Lula é atacada sem piedade pelos bolsonaristas e aplaudida sem críticas pelos petistas.

Qualquer frase de Bolsonaro é atacada sem piedade pelos petistas e aplaudida sem crítica pelos bolsonaristas. Vamos fazer o exercício de inverter as sentenças e associar aos autores errados e ver o resultado?

ATÉ A MORTE… -De maneira merecida ou não, o Brasil chegou ao ponto em que as duas maiores forças políticas desejam o encarceramento do líder adversário. E, talvez, também a morte. Os bolsonaristas querem Lula de volta à cadeia por corrupção, por entenderem que ele foi “descondenado” de maneira arbitrária.

Já o petismo não vê a hora de Bolsonaro estar preso. É por uma visão de justiça ou por vingança? A depender do ódio que se estampa desses desejos é que podemos tirar as conclusões mais assertivas.

É possível que uma sociedade nesse estado de ânimo prospere? Não em harmonia. Mas é preciso pensar que sua visão política sobre o mundo é apenas uma perspectiva, nunca a verdade absoluta. E a pessoa que você odeia pode ter outra perspectiva, não necessariamente é um canalha. Se você não pensa assim, que as visões sobre as coisas são múltiplas e precisamos aceitar até o que odiamos, o conselho é revisar a sua definição de democracia.


Prisão é o fim da minha vida, já estou estou com 70 anos, afirma Bolsonaro

Publicado em 29 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Marianna Holanda
Folha

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu nesta semana no Supremo Tribunal Federal, acusado de liderar uma trama golpista, admitiu à Folha ter conversado com auxiliares sobre estado de sítio, estado de defesa e intervenção federal em 2022, mas diz que essas possibilidades foram descartadas “logo de cara”.

As medidas estão previstas na Constituição para serem usadas para manter a ordem pública e a paz social ameaçadas por “grave e iminente instabilidade institucional”, comoção grave de repercussão nacional ou guerra.

Bolsonaro é acusado de cinco crimes, cujas penas somadas superam 40 anos. Questionado se uma eventual prisão significaria o fim da sua carreira política, disse: “É o fim da minha vida. Eu já estou com 70 anos”. Ele recebeu a Folha para uma entrevista na sede do PL na qual também falou da delação de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid.

A Procuradoria-Geral da República pediu arquivamento da investigação contra o senhor por fraude no cartão de vacina. O Cid disse à PF que o sr. pediu para ele isso. Por que acha que ele falou isso? E o que acha da decisão da PGR?
Eu jamais faria um pedido desse para alguém, me desmoralizaria politicamente, porque sempre fui contra a vacina, que até hoje é experimento [o imunizante foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)]. Um delator, para seguir a regra, tem que ser espontâneo, falar a verdade e ter prova. Tanto é que o senhor [procurador-geral da República Paulo] Gonet chegou à conclusão que não tinha indícios mínimos de eu ter mandado falsificar o cartão. Esse pedido de arquivamento, se fosse a Lava Jato, já tinha anulado tudo. Mas como eu não sou tão poderoso assim…

O sr. acha que pode ser uma sinalização para os outros processos, como o das joias?
Mais que uma sinalização, uma luz vermelha contra o processo. Porque você não pode investigar o cartão de vacina, olhar do lado ali e ah, apareceu presentes, apareceu estado de sítio, não pode fazer isso aí. Até porque nunca vi um juiz começar um processo sem ser provocado. Uma vez provocado, ele analisa, se investiga. Por que eu sou diferente dos outros?

O sr. falou que conversou já com auxiliares sobre alternativas, mas não sobre ruptura. Quais foram essas alternativas?
Eu não esperava o resultado [das eleições]. Nós entramos com a petição e, no dia seguinte, o senhor Alexandre Moraes mandou arquivar e nos deu uma multa de R$ 22 milhões. Se a gente recorresse, podia passar para R$ 200 milhões. Se eu não vou recorrer à Justiça Eleitoral, pode ir para onde? Eu conversei com as pessoas, dentro das quatro linhas, que vocês estão cansados de ouvir, o que a gente pode fazer? Daí foi olhado lá, [estado de] sítio, [estado de] defesa, [artigo] 142, intervenção…

Essas foram as possibilidades discutidas na época?
É, não foi decisão. Reuni duas vezes com os comandantes militares, com umas outras pessoas perdidas por ali. Mas nada com muita profundidade, porque quando você perde a eleição, você fica um peixe fora d’água. Metade do seu ministério, você tem que tomar cuidado para conversar com os caras, né? E também eles querem voltar à normalidade da vida deles, você não pode botar pressão em cima deles. E daí, no depoimento do comandante do Exército, ele fala que foi discutida possibilidade de dispositivos constitucionais. Qual o problema? Nenhum. O PGR falou de estado de defesa ou sítio. Primeiro passo é convocar os conselhos da República e da Defesa. Isso não foi convocado, não houve nem cogitação de nada.

Em 7 de setembro de 2021, o sr. chegou a mencionar que chamaria o Conselho da República. Isso já era uma coisa que estava na cabeça do senhor desde 2021?
Eu quero saber quando eu falei isso, não estou lembrado… Mas, se falei, não tem crime nenhum nisso aí.

Por que o sr. discutiu essas alternativas com os militares?
Tem que discutir com várias pessoas. Eu tenho muita confiança nos militares. Não tem problema nenhum conversar. Conversa primeiro com o ministro da Defesa. Depois, na segunda reunião que apareceu os caras lá. Existe algo fundamentado, concretamente, para gente buscar uma alternativa? Chegou à conclusão que, mesmo que tivesse, não vai prosseguir. Então esquece.

Discutir uma alternativa com os militares que fosse para impedir o presidente Lula de assumir o mandato não seria uma tentativa de golpe de Estado?
Golpe não tem Constituição. Um golpe, a história nos mostra, você não resolve em meses. Anos. E, para você dar um golpe, ao arrepio das leis, você tem que buscar como é que está a imprensa, quem vai ser nosso porta-voz, empresarial, núcleos religiosos, Parlamento, fora do Brasil. O “after day”, como é que fica? Então, foi descartado logo de cara.

Foi descartado porque o Freire Gomes [então comandante do Exército] não deu apoio a essa iniciativa?
Não pedi apoio para ninguém. Pergunta para o Freire Gomes se, em algum momento, eu falei golpe. Vai responder que não. Se você quer dar golpe, troca o ministro da Defesa, troca o comandante de Força, bota um pessoal disposto a sair fora das quatro linhas. Mas isso não passou pela cabeça. Você não dá golpe à luz do dia. Você vai criando um fato, uma oportunidade, como o Lula diz, né? Então estão construindo narrativa. Porque, obviamente, a não eleição nossa nos pegou de surpresa. O TSE, é bom você publicar, tomou providências contra Jair Bolsonaro, o candidato.

O sr. se arrepende de não ter reconhecido firmemente o resultado das urnas em 2022?
Não me arrependo. Eu tinha meus questionamentos. Todo candidato faz isso quando ele vislumbra qualquer possibilidade. E eu jamais passaria faixa para ele [Lula] também, mesmo que tivesse dúvidas de nada.

E o sr. se arrepende de ter discutido essas alternativas que o levam hoje a ser julgado pela trama golpista?
É uma história contada por aquela parte da Polícia Federal vinculada ao senhor Alexandre de Moraes. Aqui [Constituição] é a minha Bíblia. Tenho um problema, recorro a isso aqui. Agora, se não se pode falar estado defesa, de sítio, se revoga isso aqui. Pronto. Agora, não pode quando alguém fala sobre esse assunto e outra pessoa tem opinião contrária, passa a ser golpe.

E o sr. apoiaria um projeto de anistia que não o contemplasse?
Olha só, quando começou a tramitar, eu falei não quero saber de anistia envolvendo meu nome. Como é que eu podia imaginar que me colocariam no [processo do] 8 de janeiro, se eu estava lá nos Estados Unidos? Não acharam nada a meu respeito. Olha só, anistia, você tem que fazer, não é para… Quando é individual, chama-se graça.

O sr. teme que, se for efetuada uma prisão, possa ser o fim da sua carreira política?
É o fim da minha vida. Eu já estou com 70 anos.

Como seria uma prisão para o sr.?
Completamente injusta uma possível prisão. Cadê meu crime? Onde eu quebrei alguma coisa? Cadê a prova de um possível golpe? A não ser discutir dispositivos constitucionais que não saíram do âmbito de palavras.

O sr. cogita se juntar ao Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, pedir asilo político? Já chegou a conversar sobre isso com algum chefe de Estado?
Zero, zero, zero. Eu acho que eu estou com uma cara boa aqui. Tenho 70 anos, me sinto bem. Eu quero o bem do meu país.


ICL: Bomba branca é ilegal em todo país


O Instituto Combustível Legal (ICL) considera que o fim da legalidade da bomba branca em todo país é uma conquista para o consumidor brasileiro e para o segmento nacional de combustível que opera respeitando as leis vigentes. O decreto 10.792/21 e a resolução ANP 858/21, que permitiam a comercialização de combustíveis de outros fornecedores em estabelecimento que tenha uma bandeira (marca), deixaram de ser válidos.

Essa foi a determinação da Justiça Federal de Minas Gerais, em dezembro de 2024, que julgou procedente a Ação Civil Pública contra a comercialização por meio de "bombas brancas" em postos bandeirados em todo território nacional. O processo foi movido pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e por representantes da indústria. E, como se trata de uma Ação Civil Pública, os efeitos da decisão do judiciário são imediatos, até que sobrevenha eventual posicionamento em sentido contrário, por meio de recursos.

Na visão do ICL, o fim da bomba branca em postos bandeirados fortalece a proteção dos consumidores contra publicidade enganosa e riscos ao abastecimento seguro. “Essa decisão reconhece que a existência de uma bomba de abastecimento com combustível diferente daquele exibido pela marca do posto induz o consumidor ao erro, além de comprometer a transparência, as regras de compliance e ética da nossa indústria. Ela colabora ainda com o fim de práticas que confundem órgãos de fiscalização e causam prejuízos à livre concorrência”, analisa o presidente do ICL, Emerson Kapaz.

A decisão judicial reflete os esforços contínuos de diversas instituições, incluindo órgãos como o Ministério Público e o Procon, que vêm alertando sobre os riscos da bomba branca. O ICL reforça sua disposição em colaborar com as autoridades e o setor privado para construir um mercado de combustíveis mais transparente, seguro e competitivo.


Mulher presa por pichação no Regime Militar foi presa, internada e morta: paralelo com o caso Débora Rodrigues dos Santos no STF

 

O caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada por pichação da estátua da Justiça no STF, e a história de Jacinta Velloso Passos, presa pelo mesmo ato

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Começaram hoje, 25 de março de 2025, os trabalhos da primeira turma de juízes do Supremo Tribunal Federal para decidir se os denunciados pela suposta trama golpista serão ou não réus perante o Tribunal.

À parte o especial momento político-histórico do que está se desenrolando frente a milhões de brasileiros, via aparato midiático, talvez sem precedentes no país, outro drama se desdobra. Este, capturado pelo que tem de inusitado e – para muitos – injusto, trata da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. 

Débora Rodrigues dos Santos, um caso de pichação no STF

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de condenar Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão, provocou reação nas redes sociais.

No último domingo, 23, vários perfis começaram a publicar a hashtag #TodasSomosDebora, em apoio à mulher presa durante as depredações do 8 de janeiro de 2023.

A campanha pede aos seguidores dos perfis que postem principalmente uma imagem própria segurando um batom na mão.

A ideia é ser um protesto ao julgamento no STF, pelo qual a cabeleireira, mãe de um casal de crianças, recebeu pena por escrever, com o uso de um batom, a expressão “Perdeu, mané”, na estátua da Justiça, entre outros atos cometidos por ela.

A pichação como forma de protesto político, ontem e hoje 

A Revista Sociedade Militar traz informações interessantes sobre a história de uma mulher, que como a Débora Rodrigues dos Santos, era esposa, mãe de uma criança, e que foi presa pelo mesmo ato cometido pela cabeleireira. As duas foram detidas por pichação de patrimônio.

A mulher era a poetisa Jacinta Velloso Passos, baiana, formada em pedagogia, casada com James Amado, irmão do famoso escritor Jorge Amado. Jacinta era de família tradicional de Cruz das Almas, na Bahia.

Histórias paralelas: Débora e Jacinta

A partir daqui as coincidências entre Debora e Jacinta terminam, já que a baiana, logo cedo, em 1944, entrou para o Partido Comunista Brasileiro. Rodou o Brasil lutando pelo que acreditava.

Em julho de 1962, Jacinta se mudou para Sergipe e foi morar sozinha em Barra dos Coqueiros. Após poucos contatos com o PCB sergipano, tornou-se uma militante avulsa, por conta própria.

A repressão política no regime militar

Dados pesquisados no site Documentos Revelados – que faz um trabalho de garimpo de documentos do período militar – lançam luz sobre este caso sombrio da repressão durante a ditadura militar brasileira.

A prisão e subsequente internação forçada de Jacinta Velloso Passos num hospital psiquiátrico por um período de nove anos, após ser detida por pichar um muro com mensagens de protesto contra o regime.

A prisão foi seguida por um período de detenção e interrogatório, culminando na internação compulsória.

No hospício, Jacinta viveu abandonada, encarcerada como doente mental, na verdade uma presa política sem julgamento. No prontuário médico dela está anotado com destaque,  como se fora um diagnóstico: “desde 1944, é comunista”

Jacinta reagiu à internação, mas foi acalmada com eletrochoques. Passou a viver isolada num quarto, afastada dos outros pacientes.

O fim trágico de Jacinta Velloso Passos: prisão, morte e legado

Segundo o jornalista e escritor Célio Nunes:

Presa em 1964, Jacinta Passos foi internada no Adauto Botelho, removida depois para a Clínica Santa Maria. Internado como louca por 9 anos, para o sossego dos que não toleram comportamentos diferentes e contestadores. Depois de muitos eletrochoques, veio a falecer em 1973.”

A quem lhe perguntasse o que ela estava fazendo ali, no hospital psiquiátrico, Jacinta respondia sem pestanejar: “estou presa. Sou uma presa política. Foi o Exército. Estou presa desde 1965, quando caí, estava escrevendo num muro de Aracaju.”

Em 28 de fevereiro de 1973, faleceu aos 57 anos, no Hospital Psiquiátrico Santa Maria, em Aracaju, a presa política Jacinta Velloso Passos, deixando uma ampla produção literária: “Os Cadernos do Sanatório”. No atestado de óbito consta como causa do óbito “derrame cerebral”.

Jacinta Passos deixou uma filha, a historiadora Janaína Amado.

https://www.sociedademilitar.com.br/2025/03/a-historia-da-mulher-torturada-e-morta-por-pichacao-no-regime-militar-e-o-caso-debora-rodrigues-dos-santos-no-stf-reis.html



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