quinta-feira, março 27, 2025

PF cumpre mandados em Sergipe por fraudes em licitações da Covid-19

 

PF cumpre mandados em Sergipe por fraudes em licitações da Covid-19 (Foto: PF)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 27, a ‘Operação Teatro’, que apura supostas fraudes em  licitações públicas de municípios sergipanos. As contratações investigadas somam R$ 860.719,98.

De acordo com a PF, a ação ocorre em quatro cidades: Aracaju (SE), Nossa Senhora Aparecida (SE), Nossa Senhora do Socorro (SE), além do município pernambucano de Cedro. No total, 28 policiais federais e dois servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem sete mandados de busca e apreensão em empresas, repartições públicas e residências ligadas aos investigados.

A PF diz que a  investigação teve início após auditoria da CGU e aponta indícios de superfaturamento e direcionamento das licitações para empresas específicas. O suposto esquema envolvia a montagem de processos e o uso de orçamentos de cobertura para garantir a vitória dos concorrentes escolhidos.

A apuração busca aprofundar as provas sobre os crimes que podem ter sido cometidos, incluindo fraude ao caráter competitivo de licitação, corrupção, peculato e associação criminosa.

O nome da operação, “Teatro”, faz referência ao suposto conluio entre empresários e servidores públicos, que teriam ensaiado uma disputa simulada para encobrir as irregularidades no processo licitatório.

por João Paulo Schneider 

Com informações da PF

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Operação combate furtos de energia em bairros de Aracaju

 em 27 mar, 2025 9:22


Operação combate furtos de energia em bairros de Aracaju (Foto: Energisa)

A concessionária de energia elétrica Energisa, em parceria com a Polícia Civil e a Polícia Científica, realiza na manhã desta quinta-feira, 27, uma operação nos bairros Coroa do Meio e Atalaia, em Aracaju, para identificar possíveis casos de furto e fraude de energia.

Desde o início do ano, as fiscalizações já detectaram 1.513 irregularidades e recuperaram 3,89 gigawatts-hora de energia, volume suficiente para abastecer o município de Maruim por dois meses.

De acordo com a concessionária, o furto de energia é um crime que prejudica a qualidade do fornecimento, podendo causar curtos-circuitos, quedas de energia e riscos de choques elétricos. Além disso, esse tipo de fraude impacta a tarifa cobrada dos consumidores, que é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

A Energisa reforça que a população pode contribuir com denúncias anônimas sobre irregularidades pelo telefone 0800 079 0196.

por João Paulo Schneider 

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quarta-feira, março 26, 2025

Após Moraes enterrar a narrativa dos amantes do golpe em seu voto, Primeira Turma do Supremo torna Bolsonaro e parceiros réus por atentado à democracia

 

Por JB JURÍDICO
redacao@jb.com.br

Publicado em 26/03/2025 às 12:49

Alterado em 26/03/2025 às 13:03

Alexandre de Moraes, durante a leitura do seu voto, exibiu as imagens estarrecedoras do 8 de Janeiro Foto: Antonio Augusto/STF


O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para aceitar a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas por crimes ligados a uma tentativa de golpe de Estado.

Os ministros Flávio Dino, Luiz Fux , Cármen Lúcia e Zanin acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, que afirmou que, neste momento, o que se exige é a "materialidade dos delitos imputados aos denunciados", algo que já foi reconhecido pelo STF em 474 denúncias relativas aos atos golpistas de 8 de janeiro, das quais 252 já levaram a condenações.


Moraes ao ler o seu voto na sessão desta quarta-feira Fotos: Antonio Augusto/STF

A defesa do ex-mandatário alega não haver provas que indiquem participação dele na trama golpista, mas, segundo Moraes, os autos da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) "demonstram o contrário". "Há indícios razoáveis que apontam Jair Messias Bolsonaro como líder da organização criminosa, demonstrando a participação do ex-presidente da República", disse o ministro.

Segundo o relator, a denúncia detalha como Bolsonaro, a partir de 2021, começou a "organizar uma estratégia para difundir notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro" e "incitou publicamente a intervenção das Forças Armadas" contra a democracia.

Além disso, de acordo com o ministro, a PGR demonstrou que Bolsonaro tinha "conhecimento" do plano "Punhal Verde Amarelo'", que previa o assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva, de seu vice, Geraldo Alckmin, e do próprio Moraes, em dezembro de 2022, e da chamada "minuta do golpe".

Esse documento foi encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e decretava a prisão de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a convocação de novas eleições para impedir a posse de Lula.

"Não há mais nenhuma dúvida que o denunciado Jair Bolsonaro conhecia, manuseava e discutiu sobre a minuta do golpe. Isso não há dúvida. As interpretações do fato vão ocorrer durante a instrução processual penal", ressaltou o ministro.

Moraes ainda exibiu um vídeo com atos violentos cometidos por militantes bolsonaristas em dezembro de 2022 e no dia 8 de janeiro de 2023, quando milhares de pessoas invadiram o STF, o Congresso e o Palácio do Planalto para pedir uma intervenção militar contra o recém-empossado Lula. "Nenhuma Bíblia é vista e nenhum batom é visto neste momento, mas ataque à polícia é visto. Nós tivemos uma tentativa de golpe violentíssima", disse Moraes, em referência à tese de apoiadores de Bolsonaro de que o STF colocou na cadeia "velhinhas com Bíblia" e às críticas ao processo contra uma cabeleireira que pichou "Perdeu, mané", na estátua diante do Supremo.

Bolsonaro é acusado como líder de uma organização criminosa armada para subverter o resultado das eleições de 2022 e pelos delitos de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração do patrimônio tombado. Se for condenado, pode pegar mais de 30 anos de cadeia.

Além do ex-capitão, o chamado "Núcleo 1" da trama golpista ainda inclui os ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Souza Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça); Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens do ex-presidente; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e o deputado federal Alexandre Ramagem, que na época chefiava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O voto de Moraes foi acompanhado por Flávio Dino, e ainda faltam os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo. (com Ansa)

Bolsonaro e os outros se tornam réus, mas Fux vai rever pena no caso Débora


Fux indica que vai rever pena defendida por Alexandre de Moraes para  pichadora de estátua

Fux quer consertar os erros, mas pode ser tarde demais

Deu na Folha

Na sessão que acolheu a denúncia da Procuradoria-Geral da República e tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete indiciados, o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quarta-feira (26) estar preocupado com a questão da dosimetria das penas impostas pela corte aos réus no caso dos ataques do 8 de janeiro de 2023 às sedes dos três Poderes, ou seja, quanto tempo cada acusado pode enfrentar caso seja condenado.

“Eu tenho que fazer uma revisão dessa dosimetria, porque se a dosimetria é inaugurada pelo legislador, a fixação da pena é do magistrado”, disse em relação à iniciativa de suspender, por intermédio de um pedido de vista (mais tempo para estudar o caso), o julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”.

CAPACIDADE DE REFLETIR – “Debaixo da toga bate o coração de um homem, então é preciso que nós também tenhamos essa capacidade de refletir.”

Após essa intervenção, Fux acompanhou o entendimento do ministro Alexandre de Moraes (relator) na análise da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a trama golpista e votou para tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados.

Na segunda-feira (24), na véspera da análise do recebimento da acusação, dois casos envolvendo bolsonaristas foram suspensos. Além de Fux, Kassio Nunes Marques pediu vista —mais tempo para análise — do julgamento da ação penal contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP).

90 DIAS – Depois de pedidos de vista, os ministros têm até 90 dias para devolver o caso para ser novamente incluído em pauta.

Segundo assessores próximos a Fux, a medida dele foi uma forma de tentar baixar a tensão em torno da corte, que vem sofrendo críticas pelo caso de Débora.

Na sessão desta manhã, Fux mencionou o tema e relacionou com a denúncia em análise. “É verdade que as penas são tratadas na lei, e pela iminência dos termos jurídicos protegidos — democracia, Estado democrático —, tudo isso leva o legislador a ter uma grande preocupação para que não tenhamos a mesma indiferença em relação ao nosso período passado”, afirmou o ministro no início do voto.

“E o ministro Alexandre, em seu trabalho, explicitou a conduta de cada uma das pessoas. E eu confesso que em determinadas ocasiões eu me deparo com uma pena exacerbada. E foi por essa razão, dando satisfação à vossa excelência, que eu pedi vista desse caso. Eu quero analisar o contexto em que essa senhora se encontrava”, disse.

PENA DE 14 ANOS – Débora Santos está sendo julgada por abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada, e Moraes estipulou uma pena de 14 anos de prisão.

Após a fala de Fux, o relator rebateu os argumentos do colega. “Houve toda uma manifestação anterior de aderir a uma tentativa de golpe de Estado”, disse Moraes, pedindo para o colega se ater ao factual. O relator do caso disse ainda que a dose das penas pode ser debatida e que o ministro Cristiano Zanin normalmente diverge dele, mas não dos fatos.

Sobre o caso da mulher que pichou ‘perdeu, mané’, quando Fux pediu vista —mais tempo para analisar o processo—, o placar era pela condenação de Débora a 14 anos de prisão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Fux tem razão, mas está agindo tarde demais. Moraes já fez a lambança e agora é Bolsonaro que está no banco dos réus, junto com os cúmplices, e o país está mais dividido dos que as correntes da Psicanálise. (C.N.)

Bolsonaro rebate Moraes, que mentiu sobre “amplo e integral acesso” a provas


Bolsonaro se pronuncia sobre julgamento no STF: “Espero justiça”

Bolsonaro diz que não houve “acesso integral” aos autos

Leandro Magalhães
da CNN

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu uma das falas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso em que o ex-mandatário foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em um plano de golpe.

“Todos os advogados disseram que não tiveram acesso [às provas]”, disse Bolsonaro à CNN.

DISSE MORAES – Na sessão de terça-feira (25), Moraes afirmou que as defesas dos oito denunciados tiveram “amplo e integral acesso” às provas e indícios de crime apresentados pela PGR.

Essa é uma das principais contestações da defesa de Bolsonaro, que alegou “document dumping” – uma enxurrada de documentos, em tradução literal, que levaria à quebra da isonomia entre acusação e defesa na análise do caso. Advogados dos acusados ouvidos pela CNN afirmaram que souberam de informações do processo pela imprensa nos últimos meses e negaram que tiveram acesso integral a todo o material.

Moraes apresentou em sua fala a quantidade de acessos feitos pelos advogados aos autos do caso. Por unanimidade, os cinco ministros da turma rejeitaram a queixa das defesas durante a análise das questões preliminares.

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NOTA DA ACUSAÇÃO DO BLOG –
 O que se pergunta é por que cercear as defesas? É um procedimento ilegal, mesquinho e persecutório. O: mais ridículo foi Moraes citar o número de vezes que os advogados acessaram os autos. Uma coisa é tentar acessar os autos; outra coisa, muito diferente, é conseguir acesso às informações que Moraes sonegou, especialmente quanto ao inteiro teor das nove delações de Mauro Cid. Se tivessem sido sete delações, dir-se-ia que se trata de “conta de mentiroso”, como se dizia antigamente. Como foram nove delações, é conta de supermentiroso, igual a Moraes. (C.N.)


Bolsonaro ataca Moraes e retoma ofensiva contra sistema eleitoral após virar réu no STF

 Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Ex-presidente faz pronunciamento nesta quarta (26) após a decisão da corte26 de março de 2025 | 15:07

Bolsonaro ataca Moraes e retoma ofensiva contra sistema eleitoral após virar réu no STF

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou o ministro Alexandre de Moraes ao comentar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de torná-lo réu nesta quarta-feira (26) e retomou a ofensiva contra o sistema eleitoral, iniciada antes mesmo de se eleger presidente da República em 2018.

“Quer botar 30 [anos de cadeia] em mim. Se eu tivesse devendo qualquer coisa eu não estaria aqui. Fui para os Estados Unidos graças a Deus porque se tivesse aqui em 8 de janeiro estaria preso ou morto, que é o sonho de alguns porque preso eu vou dar trabalho”, afirmou.

“Eu sou golpista? [Em] 8 de janeiro estava nos Estados Unidos. Uma das cinco acusações é destruição de patrimônio. Só se for por telepatia.”

Bolsonaro atacou o sistema eleitoral e as eleições e defendeu voto impresso.

Marianna Holanda, Folhapress

Bolsonaro será condenado e preso. E depois, o que acontecerá ao país?


Bolsonaro provoca mais para posar de vítima. Por Fernando Brito

Charge do Duke (O Tempo)

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Uma previsão segura: a denúncia da Procuradoria contra Bolsonaro será aceita e ele se tornará réu. Outra previsão: ele será condenado. Esse ponto, aliás, une apoiadores e detratores. Para estes, a condenação se dará pelas provas de que arquitetou e colocou em andamento um plano de golpe de Estado. Para aqueles, ela será fruto da perseguição política do Supremo. Em ambos os casos, o mesmo desfecho.

 O caminho jurídico se fecha para Bolsonaro e é altamente improvável que qualquer argumento da defesa mude isso. Sendo assim, e dado que ele quer continuar livre e liderando a direita nacional, ele terá que encontrar uma saída não jurídica —ou seja, política. E é isso mesmo que tem feito.

NOVA ANISTIA – O caminho político tem duas possibilidades: interna ou externa. A política interna envolve aprovar o projeto de anistia de tal modo que possa incluir Bolsonaro. Muitos deputados são simpáticos à anistia, por considerar que as penas aos invasores dos três Poderes estão excessivas.

O presidente do Senado, contudo, já declarou que não levará o projeto adiante. E, mesmo que haja uma reviravolta no Congresso e ele seja aprovado, o Supremo poderia perfeitamente declará-lo inconstitucional ou ainda impedir sua aplicação ao caso específico de Bolsonaro ou outros mandantes.

Resta o caminho externo: conseguir algum tipo de intervenção americana, como sanções aplicadas segundo a Lei Magnitsky — criada para punir com sanções membros de regimes ditatoriais.

BRIGA FEIA – Será que o governo Trump está disposto a comprar essa briga para salvar Bolsonaro? Ninguém sabe, mas não é impossível. Não está claro, contudo, que ela teria muitos efeitos sobre Moraes, que não tem ativos nos EUA. Mesmo que tivesse, será que isso mudaria sua conduta e a de outros ministros?

Pela experiência que temos dos últimos anos, a resposta é não. Toda vez que se viu pressionado —por Bolsonaro enquanto era presidente, por Musk no ano passado— o Supremo não moveu um milímetro. Com a pressão do governo Trump, veremos novamente o Supremo dobrando a aposta, no que provavelmente teria o apoio de muitos outros países. Ou seja, Bolsonaro seria igualmente condenado e preso.

Com ações americanas contra o Brasil, um possível efeito seria a opinião pública brasileira se voltar contra o grupo político de Bolsonaro, aliado de uma potência estrangeira interventora, o que reduziria suas chances em 2026.

PEDIR ASILO – Por fim, resta a fuga. Sem passaporte, é difícil ele ir muito longe. No passado, ele já sugeriu que poderia buscar refúgio em uma embaixada, então temos que considerar essa hipótese.

 Seria inédito o governo americano (ou húngaro) se prestar a um circo desses, mas quem poderá garantir que, sob Trump, isso não aconteceria? O resultado seria um impasse diplomático. Bolsonaro viveria preso na embaixada.

Eduardo pode continuar com seus planos mirabolantes nos EUA para salvar o pai, mas o mais provável é que tudo seja em vão. É muito difícil ver um cenário em que ele escape da condenação e prisão. Talvez sua melhor chance esteja em eleger um aliado à Presidência em 2026, que lhe conceda a graça presidencial no primeiro ano de mandato. Se for isso mesmo, a aproximação excessiva com o governo Trump pode ser um erro.


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