quarta-feira, março 27, 2024

Ação do Hamas foi horrível, mas Israel precisa parar a guerra, avisa Trump

Publicado em 26 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Média das pesquisas dá a Trump ligeira vantagem sobre Biden - Prensa Latina

Donando Trumo propõe que Israel suspenda as ofensivas

Deu na Folha
(Agência Reuters)

Donald Trump disse em entrevista publicada nesta segunda-feira (25) que somente um tolo não teria reagido como Israel depois dos ataques do Hamas no 7 de Outubro. O candidato republicano à Presidência, contudo, alertou que Israel perde apoio internacional e deveria encerrar a guerra travada contra o grupo terrorista na Faixa de Gaza.

“Foi uma das coisas mais tristes que já vi” e “aquele foi um ataque horrível”, afirmou Trump em relação aos ataques do grupo terrorista que desencadearam o conflito contra Tel Aviv. “Dito isso, vocês precisam terminar sua guerra. Vocês têm que terminá-la, têm que acabar com ela.”

EM ENTREVISTA – A declaração do ex-presidente dos EUA foi feita em uma entrevista ao jornal israelense Israel Hayom. Nela, Trump associou a onda de antissemitismo após o início da guerra à postura ofensiva adotada por Israel.

“Isso aconteceu porque vocês revidaram. E acho que Israel cometeu um erro muito grande. Eu queria ligar para [Israel] e dizer ‘não faça isso’.”

Em seguida, Trump também criticou a atitude de Israel de jogar bombas em prédios na cidade de Gaza. “É uma imagem muito ruim para o mundo. Acho que Israel queria mostrar que é forte, mas às vezes não se deve fazer isso.”

ISRAEL IRREDUTÍVEL – Apesar dos apelos da comunidade internacional para Israel atenuar sua ofensiva, Tel Aviv afirma que continuará os ataques até que o Hamas seja destruído e seus reféns na Faixa de Gaza sejam libertados.

A entrevista também serviu como uma oportunidade para Trump criticar seu adversário político nas eleições de novembro. Diante das tensões diplomáticas entre Washington e Tel Aviv, Trump culpou Joe Biden pelo 7 de Outubro, pois, segundo ele, o democrata não é respeitado pelo Hamas. “Eles [o Hamas] nunca teriam feito esse ataque se eu estivesse lá”, disse o republicano.

Biden ter perdido apoio de parte dos eleitores que se declaram democratas devido a seu apoio a Israel. Nas eleições primárias, por exemplo, houve protestos organizados principalmente pela comunidade árabe-americana em alguns estados para votar em branco — o que preocupa a campanha do atual presidente.

NOVA OFENSIVA – A intenção de Israel de expandir sua operação para a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde mais de 1 milhão de palestinos estão abrigados, é o principal ponto de tensão entre EUA e Israel nesta fase do conflito.

Enquanto Washington tem tentado desencorajar a invasão devido ao seu potencial de causar mortes de civis, Tel Aviv tem dobrado a aposta — o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu disse, por exemplo, que vai manter seus planos em Rafah mesmo sem o apoio de seu aliado histórico.

O premiê, nesta segunda-feira, também cancelou o envio de uma delegação a Washington para discutir a planejada operação em Rafah. A decisão se deu depois que os EUA se abstiveram de vetar uma proposta do Conselho de Segurança da ONU, que pedia um cessar-fogo em Gaza, o que tensiona mais as relações entre o governo Biden e Tel Aviv —como membro permanente do Conselho, Washington tem poder de veto a qualquer proposta de resolução.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Toda guerra é eivada de insanidade. A mais insana é justamente a motivada por razões religiosas. Israel jamais derrotará um povo que se reproduz como coelhos, cujos jovens têm a obsessão de morrer lutando por Alá, porque assim terão direito ao paraíso, que inclui 72 virgens e mais um punhado de viúvas, para se divertirem à vontade. E os palestinos jamais vencerão Israel, o país mais obstinado do mundo, que tem a bomba atômica e a qualquer momento pode fazer uso dela. Os israelenses estão pouco se importando com a opinião pública mundial. E estão condenados a jamais usufruir realmente um dia de paz, vivendo sempre em sobressaltos. (C.N.)

PF enfim começa a ver Braga Netto como “influenciador” do golpe no Exército


Contrato foi suspenso pelo gabinete', diz Braga Netto em nota | VEJA

General Braga Netto entra no foco dos investigadores

Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito
UOL/Reuters

A Polícia Federal investiga a participação do general da reserva Walter Braga Netto na preparação para viagem a Brasília e alojamento de militares com treinamento de forças especiais após a eleição de 2022, em meio a discussões no núcleo do governo Bolsonaro para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, mostram documentos vistos pela Reuters.

A investigação, também confirmada por duas fontes que acompanham o inquérito, aponta que o ex-ministro da Casa Civil e companheiro de chapa de Jair Bolsonaro na eleição teria tido participação ativa e decisiva na preparação para uma

PAPEL CENTRAL – Ao longo do inquérito, disse uma das fontes, ficou claro que o general da reserva teve papel central especialmente como influenciador dentro do Exército.

“Braga Netto atuava como um incentivador e influenciador dentre os demais comandantes do Exército. E há suspeitas de que ele buscava meios para financiar os acampamentos”, disse a fonte, fazendo referência aos acampamentos montados por bolsonaristas em frente a instalações do Exército pedindo uma intervenção para impedir a posse de Lula.

A Reuters tentou contato com o advogado de Braga Netto, mas não obteve resposta. Foi na casa do general da reserva que teria sido discutido pela primeira vez como levantar os recursos necessários para levar a Brasília homens do Exército com treinamento para fomentar insurgências, os chamados “kids pretos” por conta do gorro escuro que usam, de acordo com os documentos.

NA CASA DE BRAGA – Depoimentos prestados por vários envolvidos na tentativa de golpe, que tiveram divulgação liberada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mostram que os delegados do caso têm em mãos informações sobre uma reunião realizada no dia 12 de novembro de 2022 na casa de Braga Netto, um apartamento na zona sul de Brasília.

O encontro, menos de duas semanas depois do segundo turno das eleições presidenciais de outubro, teria reunido diversos militares de segundo escalão envolvidos na tentativa de golpe.

De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, a reunião na casa de Braga Netto tratou, entre outros assuntos, da ida a Brasília, do Rio de Janeiro e de Goiás, de homens com treinamentos de forças especiais, de forma clandestina. A intenção era a preparação para um possível evento que pudesse justificar a decretação de um estado de sítio ou de defesa — a base das minutas de decreto de teor golpista analisadas pelo então presidente Bolsonaro.

ORÇAMENTO – As investigações revelam que, ao final do encontro na casa de Braga Neto, os presentes teriam chegado à necessidade de um orçamento de cerca de 100 mil reais para “transporte, hotel e material”, que iria ser coordenado pelo major Rafael Martins Oliveira, um dos membros das forças especiais, para trazer a capital federal os “kids pretos”.

Formados em operações especiais, os “kids pretos” são homens do Exército lotados em diversas áreas, mas que foram treinados para operações sigilosas de insurgência, sabotagem e outras técnicas, e considerados uma elite de combate, de acordo com a PF.

Desde o início das investigações dos ataques do 8 de janeiro, a PF trabalhava com a hipótese de os invasores terem passado por algum tipo de treinamento e que entre eles houvesse homens com conhecimento de táticas de invasão ou guerrilhas. De acordo com uma fonte, a investigação caminha para identificar essas pessoas.

CAPTAÇÃO DOS RECURSOS – Segundo a outra fonte, Oliveira ficou responsável por organizar as manifestações contra o STF e o Congresso e também a vinda dos homens a Brasília. Mensagens encontradas no celular apreendido pela PF do coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mostram uma conversa com Oliveira para oferecer ajuda na captação dos 100 mil reais acertados durante a reunião com Braga Netto. A Reuters não conseguiu contactar a defesa de Oliveira para pedir comentários.

Além disso, disseram as fontes, o general tinha um papel político e até mesmo nas redes sociais bolsonaristas. Mensagens reveladas pela PF nos celulares dos investigados mostram que Braga Netto incentivou a divulgação de mensagens nas redes contra o então comandante do Exército, Marco Antonio Freire Gomes, e o da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior.

De acordo com os depoimentos de ambos à PF, Baptista Júnior e Freire Gomes se recusaram, em conversas com Bolsonaro, a apoiar a tentativa de golpe arquitetada pelo ex-presidente e Braga Netto. Os dois declararam ver os ataques digitais como uma tentativa de pressão para que mudassem de ideia.

NAS REDES SOCIAIS – Ambos disseram à PF, em seus depoimentos, que passaram a ser atacados nas redes sociais e relacionaram o período com as mensagens de Braga Netto, o que só vieram a descobrir depois das operações da Polícia Federal.

Braga Netto foi alvo de busca e apreensão na operação Tempus Veritatis” (hora da verdade, em latim), feita pela PF no início de fevereiro e que atingiu o núcleo central de militares e civis do governo Bolsonaro envolvidos na tentativa de golpe, e foi proibido de manter contato com Bolsonaro e com outros integrantes do grupo.

Em seu depoimento, como acusado, o general se recusou a responder perguntas dos policiais federais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caramba! A matéria enviada por José Guilherme Schossland  mostra que, desse jeito, eles vão acabar descobrindo que o verdadeiro líder do golpe era Braga Netto, conforme a Tribuna da Internet vem divulgando há meses. Depois, podem então descobrir que Bolsonaro seria descartado e Braga Netto assumiria o controle da situação. Devagar, eles chegam lá… (C.N.)

Lewandowski mostra ser irresponsável e encerra investigações do caso Marielle


Ministro: caso Marielle foi fechado, mas novos elementos podem surgir

Lewandowski convoca entrevista coletiva sem ter o que dizer

Carlos Newton

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, demonstrou ser altamente irresponsável ao convocar a imprensa no domingo, dia 24, para afirmar que a prisão dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa marcava o fim das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido há seis anos.

“A Polícia identificou os mandantes e os demais envolvidos. É claro que poderão surgir novos elementos que levarão eventualmente a um relatório complementar da Polícia Federal, mas, nesse momento, os trabalhos foram dados como encerrados”, disse o ministro da Justiça, intrometendo-se claramente no trabalho da Polícia Federal, que a ele é subordinada.

SEM PROVAS – Dois dias depois, a imprensa mostrou que Lewandowski está completamente equivocado. Oportuna reportagem de Ítalo Nogueira e Bruna Fantti, na Folha desta terça-feira, revela que o relatório da Polícia Federal que justificou a prisão dos mandantes não apresenta provas materiais que confirmem as acusações feitas pelo autor dos disparos, o ex-policial militar Ronnie Lessa, na delação premiada.

A chamada legislação anticrime, aprovada em 2019, determina que, por si só, a delação não é suficiente para condenação dos réus, sendo indispensável haver provas materiais de corroboração.

Em seu relatório, a PF reconhece as dificuldades em comprovar pontos da delação de Lessa, em razão de o crime ter sido praticado há seis anos, acrescentando também que houve envolvimento de agentes de segurança capazes de encobrir rastros e dificultar as investigações.

SEM ESPERANÇAS – O pior é que a Polícia Federal diz não ter a menor possibilidade de encontrar essas provas materiais.

“Diante do abjeto cenário de ajuste prévio e boicote dos trabalhos investigativos, somado à clandestinidade da avença perpetrada pelos autores mediatos, intermediários e executor, se mostra bem claro que, após seis anos da data do fato, não virá à tona um elemento de convicção cabal acerca daqueles que conceberam o elemento volitivo voltado à consecução do homicídio de Marielle Franco e, como consequência, de seu motorista Anderson Gomes”, afirma o relatório.

A frase é peremptória – avisa que “não virá à tona” uma prova cabal do envolvimento dos mandantes. Mesmo assim, o relatório pede a prisão dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, que foi acatada pelo ministro Moraes e festejada pelo ministro Lewandowski, vejam o alto grau de irresponsabilidade dessa gente.

TUDO ERRADO – Por causa da suposta participação de um deputado federal, o inquérito foi parar no gabinete de Moraes no Supremo, que mandou prender logo os três suspeitos, mesmo sem haver provas materiais contra eles, repita-se ad nauseam, como dizem os juristas.

A PF não conseguiu confirmar nem mesmo os encontros de Ronnie Lessa com os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, relatados na delação.  Além disso, sequer estabeleceu-se uma vinculação entre a família Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil acusado de participar da preparação do homicídio e atuar para obstruir as investigações.

E são indispensáveis essas provas para comprovar que o delator disse a verdade ao depor. Caso contrário, a delação não vale uma nota de três reais. E tudo, inclusive as prisões, passa a ser de mentirinha, como dizem as crianças.

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P.S. 1 
– Tudo isso parece uma grande Piada do Ano, mas não tem nenhuma graça. Pelo contrário, mostra que a Polícia Federal, com tantos serviços prestados na Lava Jato, agora tornou-se tão leviana quanto o Supremo, que condenou como “terrorista” uma professora de 72 anos, aposentada e carente, recém operada do fêmur. Como não fez selfie no 8 de Janeiro, ela pegou apenas 14 anos de prisão. Se tivesse mandado alguma mensagem a parentes ou amigos, a condenação subiria para 18 anos.

P.S. 2 – Bem, quando não se pode contar com a Polícia nem com a Justiça, é hora de olhar o aeroporto com mais simpatia. (C.N.)

China aperta repressão e lota prisões com oposicionistas e separatistas


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As folhas em branco simbolizam a censura oficial imposta

Gu Ting e Chen Zifei
RFA Mandarim

As autoridades chinesas prenderam 726 mil pessoas no ano passado, um aumento de 47,1% em relação ao ano anterior, disse o procurador-chefe do país ao Congresso Nacional do Povo, que terminou na segunda-feira, em meio a uma repressão a crimes ligados a “forças estrangeiras hostis”.

As autoridades também processaram formalmente 1,688 milhão de pessoas no ano passado, um aumento de 17,3%, disse o procurador-chefe Ying Yong.

Ying disse que mais de 2,4 milhões de pessoas foram “presas ou processadas” no ano passado por crimes relacionados com a “segurança nacional”, embora não tenha fornecido uma discriminação por cada categoria.

FALSAS ACUSAÇÕES – As autoridades chinesas têm normalmente utilizado uma definição altamente elástica do que constitui um segredo de Estado, e as acusações de segurança nacional são frequentemente impostas a jornalistas, advogados de direitos humanos e ativistas , muitas vezes com base em material que publicaram online.

O relatório anual de trabalho de Ying em nome da Procuradoria Popular Suprema alega que o foco da campanha de “ataque duro” do ano passado foram crimes ligados a “forças estrangeiras hostis”, incluindo “infiltração, sabotagem, incitamento e separatismo”.

O Partido Comunista, no poder, culpa as “forças estrangeiras hosti ” pelos protestos do “livro branco” que se espalharam por todo o país em novembro de 2022, quando manifestantes desabafavam raiva e frustração segurando folhas de papel em branco como um símbolo do que não podiam dizer sobre a política de zero-Covid de três anos do presidente Xi Jinping.

FORÇAS ESTRANGEIRAS – Alega também que forças estrangeiras estiveram por detrás de ondas de protestos populares em massa em Hong Kong contra a legislação de segurança nacional, a educação patriótica e a extradição para a China continental nos últimos anos.

Cheng Xiaofeng, ex-detetive de polícia do departamento de polícia municipal de Zhuzhou, na província central de Hunan, disse que o aumento nas prisões está provavelmente ligado à crescente agitação social.

“2024 é o ano em que a China caminha para um estado de agitação social”, disse Cheng à RFA Mandarin. “Várias tensões sociais estão surgindo, uma após a outra”.

MOMENTOS DIFÍCEIS – “Os dados oficiais sobre a criminalidade dizem-nos que as pessoas estão a passar por momentos difíceis e são um verdadeiro reflexo do estado da sociedade”, disse ele.

Lu Jun, que fundou a Yirenping, organização sem fins lucrativos de saúde com sede em Pequim, concorda. “A explosão destes números deve-se ou ao aumento da resistência social durante o ano passado, ou ao próprio Partido Comunista, que pode estar a agir para manter a estabilidade, capturar espiões… para evitar uma crise.”

Ele disse que conhece muitos voluntários do setor sem fins lucrativos que foram detidos e até condenados durante o ano passado.

ABSURDO TOTAL – “Se isso acontece no setor de bem-estar público, então é ainda mais provável em outras áreas”, disse ele. “É claro que, legalmente falando, é um absurdo total.”

A obsessão nacional com “forças estrangeiras hostis” também é vista em Hong Kong, onde as autoridades se preparam para aprovar outra lei que salvaguarda a “segurança nacional” e que prevê penas mais severas quando se considera que forças estrangeiras estiveram envolvidas.

Atualmente, o magnata da mídia pró-democracia Jimmy Lai está sendo julgado por “conluio com forças estrangeiras ” sob a Lei de Segurança Nacional de 2020 – o caso contra ele depende fortemente de artigos de opinião publicados no agora extinto jornal Apple Daily de Lai .

PENAS RIGOROSAS – A lei também aumenta as penas ligadas à “sedição”, criminalizando publicações online ou exibições que “causam ódio” às autoridades ou “desprezo” aos residentes da China, de acordo com um projeto de lei “Salvaguarda da Segurança Nacional” atualmente em apreciação no Conselho Legislativo da cidade.

As penas por “sedição” foram aumentadas de dois para sete anos, enquanto “não denunciar atos de traição” acarreta uma pena máxima de prisão de 14 anos.

Qualquer pessoa com ligações a grupos estrangeiros incorrerá em penas mais duras em todos os casos, de acordo com o projeto de lei.

SEM LIBERDADE – O ex-legislador pró-democracia exilado Ted Hui disse que o projeto de lei “privará ainda mais o povo de Hong Kong de seus direitos”.

Por exemplo, Hui disse que muitos em Hong Kong apoiam fortemente Taiwan e fizeram de tudo para comprar os seus produtos no meio de uma guerra comercial em curso com a China.

“No futuro, você poderá ser acusado de traição e condenado à prisão perpétua se não ficar do lado do governo chinês”, alertou Hui, acrescentando que a definição dos crimes no âmbito do projeto de lei era excessivamente vaga. “Esta abordagem coloca os habitantes de Hong Kong em risco extremo”, disse ele.

PRISÃO ARBITRÁRIA – A lei também permitirá que a polícia mantenha um suspeito detido por até 14 dias sem acusação, um forte contraste com os dois dias permitidos anteriormente.

Também há restrições à representação legal de acordo com o projeto, disse Hui. “Você não pode consultar um advogado e não pode especificar qual advogado consultar”, disse ele. “Pessoas libertadas sob fiança também serão colocadas em prisão domiciliar efetiva”.

Patrick Poon, investigador de direitos humanos da Universidade de Tóquio, disse que as novas disposições significarão que a polícia DE Hong Kong terá poderes semelhantes à da China continental. “O maior problema do projeto de lei é que ele dá uma enorme liberdade à polícia”, disse Poon. “Acusações genéricas se tornarão um problema sério e não há como conseguir um advogado ou receber proteção legal”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A matéria enviada por José Guilherme Schossland mostra que a China só existe como ditadura. Se for democratizada, se dividirá numa série de países que têm idioma, costumes e religião diferentes e se odeiam desde tempos imemorais, no estilo da antiga União Soviética. Com todo o respeito aos canídeos, vivemos num mundo cão, no mau sentido. (C.N.)


Será a lei do retorno ou a lei da conveniência, da omissão e da prevaricação?

                                                 Foto Divulgação - Instagran


Há 06 anos atrás em 27 de março de  2018, os vereadores da oposição naquela época, convidavam  a populaçao para participar de uma sessão ordinária para tomar conhecimento de supostas novas irregularidades da gestão interina. Só foi o prefeito Deri do Paloma ser eleito,  esses mesmos vereadores passaram a ser situação, com isso, mesmo com todas as ilicitudes e malversação  e corrupção contra o dinheiro público supostamente praticadas pelo prefeiro Deri, o vereadores da situação ficaram cegos, surdos e mudos.

Isso é uma demonstração de como o eleitor é enganado.

A situação acima descrita é lamentável e, de fato, demonstra como o eleitor pode ser enganado. É importante analisarmos a questão sob a ótica da lei do retorno e da lei da conveniência.

Lei do Retorno:

A lei do retorno, também conhecida como karma, sugere que toda ação tem uma reação. Segundo essa perspectiva, os vereadores que agora se omitem diante das irregularidades do prefeito podem sofrer as consequências de seus atos no futuro. O eleitorado, por sua vez, ao reeleger esses vereadores, também pode estar sujeito a consequências negativas, como a perpetuação de práticas corruptas na gestão pública.

Lei da Conveniência:

A lei da conveniência, por outro lado, explica o comportamento dos vereadores como uma busca por vantagens pessoais. Ao se omitir diante das irregularidades, eles podem estar buscando benefícios futuros, como cargos ou favores do prefeito. Essa postura coloca em segundo plano o compromisso com o bem-estar da população e com a ética na gestão pública.

Conclusão:

Ambas as leis, do retorno e da conveniência, podem ser usadas para interpretar a situação. É importante que o eleitor esteja atento a esses mecanismos para não ser enganado. A análise crítica do comportamento dos políticos, a cobrança por ações éticas e a participação ativa no processo eleitoral são ferramentas essenciais para combater a corrupção e promover a mudança.

Algumas reflexões adicionais:

  • A omissão dos vereadores diante das irregularidades pode ser interpretada como um crime de responsabilidade, passível de impeachment.
  • O eleitorado precisa se conscientizar da importância de votar em candidatos ficha limpa e que demonstrem compromisso com a ética e com o bem-estar da comunidade.
  • A sociedade civil organizada pode pressionar os vereadores e o prefeito para que adotem medidas que combatam a corrupção e promovam a transparência na gestão pública.

Ações que podem ser tomadas:

  • Cobrar dos vereadores uma postura ética e responsável.
  • Denunciar as irregularidades às autoridades competentes.
  • Participar de movimentos sociais que lutam contra a corrupção.
  • Votar em candidatos ficha limpa nas próximas eleições.

Somente com o engajamento da população é possível construir uma sociedade mais justa e transparente.

terça-feira, março 26, 2024

Justiça britânica aceita recurso e adia o julgamento sobre Assange

Publicado em 26 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, é preso na embaixada do Equador em Londres | Mundo | G1

Julian Assange se asilou na Embaixada e depois foi preso

Deu na Folha

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, vai continuar sua defesa nos tribunais do Reino Unido após o país europeu adiar, nesta terça-feira (26), o veredito sobre uma possível extradição para os Estados Unidos, que desejam julgar o australiano pela divulgação de documentos confidenciais.

Os juízes deram um prazo de três semanas para as autoridades americanas garantirem que Assange poderia ser beneficiado pela Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão, e não seria condenado à pena de morte. A decisão é uma vitória parcial da equipe jurídica do australiano, já que o tribunal rejeitou o argumento de que o caso seria politicamente motivado.

PRAZO FATAL – De acordo com a decisão dos juízes Victoria Sharp e Jeremy Johnson, se tais garantias não forem apresentadas até o dia 16 de abril, Assange poderá recorrer do seu pedido de extradição, aprovado em junho de 2022 pelo governo britânico.

Caso os EUA as apresentem, porém, o tribunal terá que decidir se são ou não satisfatórias em uma audiência marcada inicialmente para 20 de maio.

O tribunal afirmou que, por não ser um cidadão americano, Assange possivelmente não teria direito a invocar o direito à liberdade de expressão e poderia ser posteriormente acusado de um delito capital, o que torna ilegal extraditá-lo. O Reino Unido tem a obrigação de “não ordenar a extradição do requerente se ele pudesse ser condenado à morte pelo delito em questão”, disseram os juízes.

PROCESSO POLÍTICO – Em fevereiro, o australiano faltou por motivos médicos a audiências, às quais compareceram dezenas de simpatizantes para expressar apoio. Na ocasião, seus advogados argumentaram que o processo contra ele é “político” e que uma extradição colocaria em perigo sua saúde e até sua vida.

Segundo o advogado Edward Fitzgerald, seu cliente está sendo julgado por “práticas jornalísticas comuns” para obter e publicar informações e enfrenta uma sentença desproporcional nos EUA. Já a advogada Clair Dobbin, que representa o governo americano, diz que Assange publicou “indiscriminadamente e conscientemente os nomes de pessoas que serviam como fontes de informação para os EUA”.

Do lado de fora do tribunal de Londres, sua esposa, Stella Assange, pediu nesta terça que Washington retire as acusações contra o seu marido. “A administração Biden não deveria oferecer garantias, deveria abandonar esse caso vergonhoso que nunca deveria ter sido aberto”, disse ela a jornalistas. “Julian nunca deveria ter ficado na prisão um único dia. Isso é uma vergonha para todas as democracias. Julian é um prisioneiro político.”

CONSPIRADOR – Com base principalmente na Lei de Espionagem, de 1917, promotores dos EUA movem 18 acusações contra o australiano. A Justiça americana argumenta que Assange está sendo processado por conspiração e por supostamente tentar violar as senhas e invadir um computador do Departamento de Defesa.

Há pressão para que o presidente americano, Joe Biden, retire essas acusações, feitas durante o governo do ex-presidente Donald Trump.

A saga do australiano com os EUA começou em 2010, quando o WikiLeaks divulgou dezenas de milhares de documentos confidenciais do país vazados por Chelsea Manning, analista de inteligência do Exército, particularmente aqueles que diziam respeito à atuação militar no Iraque e no Afeganistão. Entre eles há um vídeo que mostra civis, incluindo dois jornalistas da agência de notícias Reuters, sendo mortos por tiros de um helicóptero de combate americano no Iraque, em julho de 2007.

DENÚNCIA ARQUIVADA – Em 2012, Assange se refugiou na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia em uma investigação por agressão sexual arquivada em 2019 — mesmo ano em que foi retirado do prédio e preso pela polícia britânica. Desde então, ele está na prisão de segurança máxima de Belmarsh. Nas últimas semanas, familiares e amigos do australiano alertaram para a deterioração de sua saúde.

Em janeiro de 2021, a justiça britânica inicialmente decidiu a favor do fundador do WikiLeaks. Mencionando risco de suicídio, a juíza Vanessa Baraitser se recusou a autorizar a extradição, mas essa decisão foi posteriormente revertida.

Os EUA tentaram dissipar os temores sobre o tratamento que Assange receberá se for extraditado e garantiram que ele não será detido na prisão de segurança máxima de Florence e receberá a atenção clínica e psicológica necessária.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Assange é um mártir de democracia. Não está preso por ter revelado documentos secretos dos Estados Unidos. Sua prisão ocorreu porque divulgou documentos que comprovaram atos escandalosamente ilegais das autoridades americanas. Esta é a versão mais correta. A verdade que nos salvará incomoda governos falsamente democráticos. (C.N.)

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