quinta-feira, março 21, 2024

Torres afirma que os ex-chefes militares mentiram e propõe até fazer acareação

Publicado em 20 de março de 2024 por Tribuna da Internet

O ex-ministro Anderson Torres presta depoimento na CPI do 8 de Janeiro

Torres jamais se reuniu com os ex-comandantes militares

Paolla Serra
O Globo

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acesso aos registros de entrada dos palácios da Alvorada e do Planalto, além de dados de geolocalização do seu telefone, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-comandante do Exército Freire Gomes e do ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior.

O objetivo do requerimento da defesa de Torres é confrontar a versão dada pelos militares em depoimentos prestados à Polícia Federal de que ele teria atuado como “suporte jurídico” para a elaboração de uma minuta golpista apresentada em reuniões na presença de Bolsonaro e de aliados.

ATÉ ACAREAÇÃO – Na petição, assinada pelo advogado Eumar Novacki, são solicitados também que seja autorizado um novo depoimento de Torres, bem como uma acareação com os oficiais, caso as supostas contradições não sejam sanadas.

A interlocutores, o ex-ministro da Justiça tem dito ter encontrado com Freire Gomes e Baptista Junior apenas uma vez no Alvorada. Na ocasião, teria apenas cumprimentado os militares que chegavam para encontrar com Bolsonaro.

Como O Globo mostrou, tanto o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, como o então comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, confirmaram aos investigadores a presença de Torres em pelo menos um desses encontros.

SUPORTE JURÍDICO – Freire Gomes contou que o ex-ministro atuava “explanando o suporte jurídico para as medidas que poderiam ser adotadas”. Em janeiro do ano passado, foi apreendida na casa dele uma minuta de um decreto golpista que tinha o objetivo de instaurar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mudar o resultado das eleições presidenciais realizadas em 2022.

Já Baptista Junior relatou que Torres chegou a participar de uma reunião em que os comandantes das Forças, e que na ocasião ele buscou “pontuar aspectos jurídicos que dariam suporte às medidas de exceção (GLO e Estado de Defesa”.

Segundo o militar, o ex-ministro tinha como papel assessor o ex-presidente durante a reunião “em relação às medidas jurídicas que o poder Executivo poderia adotar no cenário discutido”.

DEFESA DESMENTE – Na semana passada, após Moraes derrubar o sigilo dos depoimentos prestados, a defesa de Torres reiterou que ele não esteve nas reuniões em que foram discutidas ‘medidas antidemocráticas’.

“O ex-ministro da Justiça, citado de modo genérico e vago por duas testemunhas, esclarece que houve grande equívoco nos depoimentos prestados. Nesse sentido, vai requerer nova oitiva e eventual acareação, além de outras providências necessárias à elucidação do caso. Anderson Torres mantém sua postura cooperativa com as investigações e seu compromisso inegociável com a democracia”, informou Novacki, em nota.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Chefes militares não somente mentindo, mas também combinando depoimentos entre si, isso é grave e o ex-ministro Anderson Torres acaba de colocar de saia justa o general Freire Gomes e o brigadeiro Baptista Júnior. Pelo jeito, realmente não se fazem mais militares como antigamente, aqui do lado de baixo do Equador. (C.N.)


Lula fez “falsa comunicação de furto” dos 261 objetos perdidos no Alvorada

Publicado em 20 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Lula ficou desolado ao entrar no Palácio da Alvorada, diz Janja | Blog da Natuza Nery | G1

Janja convocou a imprensa para esculhambar Michelle

Rafaela Ferreira
Estadão

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta quarta-feira, 20, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) “incorreu em falsa comunicação de furto” por ter acusado o ex-chefe do Executivo e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo “desaparecimento” de 261 objetos do Palácio da Alvorada. Os itens foram localizados pelo governo no ano passado, dentro do próprio imóvel.

“Todos os móveis estavam no Alvorada. Lula incorreu em falsa comunicação de furto”, escreveu o ex-presidente no X (antigo Twitter).

FIZERAM ESCÂNDALO – Durante a transição de governo, no final de 2022, Lula e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reclamaram das condições da residência oficial, em Brasília, e apontaram que estavam faltando bens no local, após Bolsonaro e Michelle deixaram de usar o Alvorada.

Além da mobília, também foram considerados desaparecidos utensílios domésticos, livros e obras de arte.

Os itens foram localizados até setembro do ano passado, dez meses depois da primeira inspeção no local, que ocorreu em novembro de 2022. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência afirmou que os objetos foram encontrados em “dependências diversas” dentro do Palácio da Alvorada. Ao ser questionada sobre quais seriam essas dependências, a pasta informou que os objetos estavam “espalhados” no imóvel, sem detalhar os locais.

NÃO TINHAM SUMIDO – Foram necessárias três conferências para localizar os móveis, disse a pasta. A primeira inspeção, em novembro de 2022, atestou que 261 bens estavam desaparecidos. A segunda conferência ocorreu no início do ano passado e localizou 173 peças.

A última foi feita em setembro e atestou que nenhum item havia sido extraviado pelo casal Bolsonaro. Apesar da descoberta dos itens, a Secom disse que os móveis sofreram um “descaso” por parte de Bolsonaro e Michelle.

O suposto sumiço dos móveis foi um dos motivos para que Lula e Janja comprassem nova mobília. Em dezembro do ano passado, um levantamento feito pelo Estadão mostrou que o governo federal gastou R$ 26,8 milhões com reformas, compra de novos móveis, materiais e utensílios domésticos para os palácios presidenciais de Brasília em 2023.

MICHELE EXPLICOU – Na ocasião, Michelle havia usado das redes sociais para explicar onde poderia estar a mobília desaparecida.

“Esses móveis estão ou no depósito 5 do Palácio da Alvorada ou no depósito da Presidência. Existe esse depósito com várias cadeiras, mesas, sofás, quadros, que você pode fazer esse rodízio. Quando a Marcela Temer me apresentou o Alvorada, em 2018, ela me falou dessa possibilidade e da possibilidade de trazer os meus móveis, da minha casa”, disse a ex-primeira-dama, quando Janja denunciou que tinham levado até a cama do casal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Importante matéria, enviada por Mário Assis Causanilhas. Quem conhece Lula sabe que ele está pouco ligando para essas coisas. Quem fez o escândalo, à época, foi sua terceira-dama, Janja da Silva, ao tentar justificar a compra de móveis superluxuosos para o quarto e a sala principal do Alvorada. É triste isso, ver um presidente que vive a reboque da mulher e deixa que ela faça o que bem entende. Dos 261 pertences, cujo sumiço Janja denunciou na televisão, em matéria exclusiva na GloboNews, nenhum havia sido levado. E agora, será que a jornalista vai mostrar que foi usada pela terceira-dama? (C.N.)

Bolsonaro faz 69 anos, vamos cantar parabéns ou pedir que tenha juízo?

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Parar o ódio é tarefa urgente

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Carlos Newton

Mesmo sem fazer pesquisa, sabe-se, com toda certeza, que quase todos os bolsonaristas, incluindo os militares, aceitariam o golpe de estado, porque isso significaria livrar o país do petismo. Esses brasileiros lembram e jamais esquecerão o que Lula da Silva e o PT fizeram no verão passado, digamos assim, e gostariam de vê-los longe do poder.

Embora os bolsonaristas sejam minoritários, a simples existência do fanatismo deles comprova o mal que o Supremo Tribunal Federal fez ao país ao se meter em política, descondenando Lula e os maiores corruptos do mundo, ao mesmo tempo em que passou a perseguir justamente aqueles que lutavam para tentar o aprimoramento da democracia.

ANTIDEMOCRACIA – Dez anos depois da Lava Jato, o resultado dessa distorção foi o fortalecimento da antidemocracia no país. Como brasileiros, todos deveriam se sentir envergonhados. Ter Lula e Bolsonaro como maiores ídolos políticos desta nação é um fato deprimente e constrangedor.

Mas as pessoas se comportam como se essa imundície toda tivesse de ser parte integrante da normalidade institucional. Ou seja, acham que única opção do país seria escolher entre Lula ou Bolsonaro, como se não houvesse alternativa, e é claro que existe.

É pena que a grande maioria dos brasileiros se comporte assim, deixando-se levar por falsos líderes. De toda forma, sabemos que se trata de um fenômeno político-social passageiro, porque o tempo sempre se encarrega de corrigir determinados erros que cometemos.

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P.S. –
 Como dizia o poeta Mário Quintana, esses falsos líderes passarão e o país continuará indo em frente, como um passarinho, sem que eles possam nos atrapalhar. Nada como o tempo, para resolver esse tipo de problema.  (C.N.)

BC reduz Selic a 10,75% ao ano, mas coloca o pé no freio, devido à inflação

Publicado em 21 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar | VEJA

Charge do JCaesar | VEJA

Nathalia Garcia
Folha

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (20) a taxa básica de juros (Selic) em mais 0,5 ponto percentual, de 11,25% para 10,75% ao ano. Em decisão unânime, o colegiado do BC também alterou a comunicação sobre os seus próximos passos e sinalizou um corte da mesma intensidade apenas na próxima reunião.

Isso significa que o comitê prevê uma nova redução de 0,5 ponto somente no encontro agendado para maio, deixando de se comprometer com a magnitude dos movimentos depois disso. Dessa forma, o Copom ganha mais liberdade para mudar o ritmo de cortes à frente.

SEM PLURAL – A orientação dada pelo Copom sobre o ritmo de redução da Selic foi alterada com a retirada do plural no trecho do comunicado que era aguardado com grande expectativa pelo mercado financeiro.

“Em função da elevação da incerteza e da consequente necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária, os membros do comitê, unanimemente, optaram por comunicar que anteveem, em se confirmando o cenário esperado, redução de mesma magnitude na próxima reunião”, escreveu o colegiado.

Na avaliação do comitê, essa é a condução apropriada para manter a política monetária contracionista —que busca desacelerar o crescimento da economia— no processo de redução da inflação.

DEPENDE DA INFLAÇÃO – As palavras “cautela”, “moderação” e “serenidade” continuaram fazendo parte do repertório do comunicado. “O comitê avalia que as conjunturas doméstica e internacional estão mais incertas, exigindo cautela na condução da política monetária”, afirmou.

Isso pode sinalizar uma possível redução de ritmo a partir de meados do ano. O Copom, contudo, reiteirou que a magnitude total do ciclo de flexibilização de juros ao longo do tempo dependerá da evolução da trajetória da inflação, dentro outros fatores.

O Copom manteve nesta quarta-feira o ritmo de cortes aplicado desde o início da flexibilização de juros iniciada em agosto do ano passado. Até agora, já foram seis reduções consecutivas na mesma intensidade de 0,5 ponto percentual. Com isso, a Selic chegou ao menor patamar desde fevereiro de 2022, quando a taxa básica estava fixada em 9,25% ao ano.

LULA CRITICA – Depois de um momento de trégua, Lula voltou a fazer pressão sobre Campos Neto na semana passada. Na ocasião, afirmou que o chefe da autoridade monetária mantém a taxa de juros alta “por teimosia” e que ele contribui para o “atraso do crescimento econômico” do país.

Com os efeitos defasados da política monetária sobre a economia, o BC passa a mirar com cada vez mais ênfase o alvo fixado para 2025, quando terá início o modelo de meta contínua após mudança no sistema de metas de inflação.

O comitê conta, desde janeiro, com quatro diretores indicados pelo governo Lula—Paulo Picchetti, Rodrigo Teixeira, Gabriel Galípolo e Ailton Aquino—, de um total de nove membros da diretoria, incluindo o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Um dos problemas de Lula é não ter medo do ridículo. Para Lula, tudo o que não dá certo é culpa do Banco Central.  Desde o início de sua gestão, vem criticando impiedosamente o Banco Central, sem perceber que vem sendo ajudado pela atual direção, considerada a melhor do mundo. São coisas do Brasil, como diz Pedro do Coutto. (C.N.)

quarta-feira, março 20, 2024

A saída dos vereadores não foi surpresa, surpresa seria se Tistinha, fiel escudeiro de Deri, o principal suporte do governo. saltasse do barco.

Este artigo discute o cenário político turbulento em Jeremoabo, evidenciado pela recente "traição" dos vereadores ao prefeito Deri do Paloma. O autor, que anteriormente apoiava Deri, agora se afastou dele devido a discordâncias em relação ao modo de governar. A saída dos vereadores não foi surpresa, surpresa seria se Tistinha, fiel escudeiro de Deri, o principal suporte do governo. saltasse do barco.

O peso dos serviços prestados e a busca por alternativas exceto a permanência de Tistinha, um fiel aliado de Deri.

Apesar das críticas à gestão de Deri, muitos reconhecem os serviços prestados à cidade, especialmente pela população carente que valoriza as obras realizadas. No entanto, há preocupações com possíveis irregularidades.

No cenário político futuro, Tista de Deda emerge como um candidato forte e independente, enquanto Deri ainda mantém parte do apoio popular, mas enfrenta incertezas quanto à transferência de votos para seu sobrinho. Outro candidato é Fábio da Farmácia, que recebeu o apoio dos vereadores que abandonaram Deri, mas precisa conquistar a confiança dos eleitores.

A conclusão é que o futuro político de Jeremoabo está em jogo, com uma variedade de candidatos disputando a preferência do eleitorado diante da "traição" dos vereadores, da insatisfação com a gestão de Deri e da força de Tista de Deda. O cenário é incerto e complexo, destacando a importância das próximas eleições para definir o rumo da política local.

165 novas UBS vão reforçar atendimento na Bahia

 NOVO PAC

165 novas UBS vão reforçar atendimento na Bahia
Em todo o Brasil, serão construídas cerca de 1,8 mil unidades

 

Com os recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC Saúde), 132 municípios da Bahia receberão novas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com investimento de cerca de R$ 312,6 milhões, serão construídas 165 unidades no estado. Mais de 1,5 mil munícipios brasileiros serão beneficiados com a construção de cerca de 1,8 mil UBS. Com isso, mais 8,6 milhões de pessoas poderão ser atendidas pela Atenção Primária do SUS.


Leia a matéria na íntegra aqui!

Publicado Edital das Eleições 2024 do 1/3 do Conselho Deliberativo

 

secretaria1@abi.org.br




Lula sobe o tom e cobra mais trabalho e desenvoltura dos ministros

Publicado em 20 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Dúvida cruel! Militares que souberam do golpe e nada fizeram devem ser presos?

Publicado em 20 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Cúpulas militares só abortaram plano de golpe por falta de apoio dos EUA.  Por Jeferson Miola

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Vera Rosa
Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai punir o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros militares que armaram a trama golpista de 8 de janeiro de 2023. Trata-se de um desfecho dado como favas contadas pela caserna. Nos bastidores, porém, integrantes do Alto Comando do Exército mostram preocupação com o julgamento de oficiais que, embora sabendo do plano para impedir a posse do presidente Lula, nada fizeram.

Há no STF uma divergência em relação a esse ponto. Decano da Corte, o ministro Gilmar Mendes, por exemplo, classificou os depoimentos de ex-comandantes militares divulgados até agora como “extremamente graves”. Não foi só: disse que quem participou de reuniões ou teve acesso a informações sobre ruptura institucional será alvo de processo judicial ainda neste semestre.

VERSÃO CONTRÁRIA – Na outra ponta, o ministro André Mendonça e outros magistrados têm dado sinais de que são contra a tese segundo a qual todo militar que soube das intenções golpistas de Bolsonaro e cruzou os braços se encaixa no crime de prevaricação e, portanto, deve ser preso.

“Qualquer ação de golpe de Estado necessitaria da intervenção de forças militares”, disse Mendonça, que foi ministro da Justiça e chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) no governo Bolsonaro.

Os depoimentos à Polícia Federal que revelaram os labirintos da intentona de 8 de janeiro desgastaram ainda mais a imagem das Forças Armadas, às vésperas dos 60 anos do golpe de 31 de março de 1964. Foi por isso que o comandante do Exército, general Tomás Paiva, saiu a campo para defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe a candidatura de militares da ativa a cargos eletivos.

MUDAR DE PROFISSÃO – “O militar que quiser ser político deve mudar de profissão”, afirmou Paiva. “Nós não temos que estar envolvidos com política. Se é de direita ou de esquerda, não interessa”, emendou o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Joseli Parente.

Depois do julgamento do Supremo, o STM vai se debruçar sobre a situação dos oficiais, alguns deles de alta patente, e medidas disciplinares serão tomadas. O general Walter Braga Netto, candidato a vice de Bolsonaro em 2022, é um dos que estão na mira do STM.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Braga Netto chamou o então comandante do Exército Freire Gomes de “cagão” por ter se recusado a aderir ao golpe. Além disso, incentivou ataques nas redes sociais ao tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, que à época chefiava a Aeronáutica e foi considerado por ele como “traidor da Pátria”. Deu a mesma “orientação” para que houvesse um bombardeio na direção do general Tomás Paiva, visto como “PT desde criancinha”.

VOZ DE PRISÃO – Coube a Baptista Junior a revelação de que Freire Gomes disse, numa reunião convocada pelo então ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em 14 de dezembro de 2022, que seria obrigado a dar voz de prisão a Bolsonaro, caso ele tentasse virar a mesa.

Mas, para aliados de Bolsonaro, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, esta versão foi criada para que os dois militares se livrassem do crime de prevaricação.

“Eles foram omissos”, disse Ciro. Em julho de 2021, o senador testemunhou uma aliança dos oficiais com Braga Netto, então ministro da Defesa, para pressionar a Câmara pela aprovação do voto impresso.

A PORTAS FECHADAS – Pouco mais de um ano depois, em agosto de 2022, Freire Gomes também participou de uma reunião a portas fechadas, na casa de Baptista Junior, com o comandante da Marinha, Almir Garnier, entre outros convidados. Na ocasião, o general reclamou muito do ministro do STF Alexandre de Moraes, que havia tomado posse a poucos dias como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A conversa começou às 20 horas e terminou bem depois da meia noite. Freire Gomes estava enfurecido com o fato de Moraes ter se reunido com os 27 comandantes das Polícias Militares para discutir a segurança das eleições, sem ao menos consultá-lo. Dizia que, pela Constituição, quem comanda as PMs e as forças auxiliares é o Exército.

O tempo fechou e houve ali quem pregasse que a Procuradoria-Geral da República pedisse a prisão de Moraes.

EMERGÊNCIA DO BEM – É certo que muitas revelações ainda estão por vir, mas sobre um fato não há dúvida: desde 2020 Bolsonaro queria decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no País.

Na pandemia da Covid-19, sua intenção era pôr o Exército nas ruas para abrir as lojas. Seria uma “emergência do bem”, dizia ele, quando falava sobre um possível estado de sítio.

Militares que foram contra, como o então ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, caíram no fim de março de 2021. Ainda há muito o que se investigar para impedir que o futuro repita o passado. Mas, como se vê, o planejamento do golpe não ocorreu de uma hora para outra.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma matéria instigante, sem dúvida. Mas é preciso entender que o golpe foi “vendido” às Forças Armadas caso houvesse fraude eleitoral, e isso não ficou provado. Essa circunstância “caso houvesse fraude eleitoral” muda tudo, porque o golpe aceito pelos militares era na forma da lei. (C.N.)


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