segunda-feira, janeiro 29, 2024

Semana tem fim do recesso do Legislativo e Judiciário, posse de Lewandowski e decisão do Copom sobre juros


Por Edu Mota, de Brasília

Três Poderes em Brasília
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A semana que marca o fim do mês de janeiro e o início de fevereiro, também registra o fim do recesso nos poderes Legislativo e Judiciário. Enquanto o STF e os tribunais superiores iniciam seus trabalhos já nesta semana, o Congresso só retornará de fato na próxima segunda-feira (5). 

 

Com o retorno do Legislativo adiado para a semana que vem, os assuntos que tensionaram as relações entre parlamentares e o governo federal, como a medida provisória da reoneração e o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma parte das chamadas emendas de comissão, só devem ser retomados a partir do início efetivo dos trabalhos. O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), chegou a agendar uma reunião para esta segunda (29), a fim de ouvir líderes sobre esses temas, mas adiou o encontro por falta de quórum. 

 

O presidente Lula, por sua vez, terá uma semana em que continuará operando nos bastidores para tentar adiar a reunião da Vale na qual será escolhido o sucessor de Eduardo Bartolomeo, presidente da mineradora desde 2019 e que tem mandato até maio. Lula queria emplacar o ex-ministro Guido Mantega na companhia, mas por conta da rejeição do mercado, abortou a tentativa.

 

Ainda nesta semana, Lula terá a posse do seu novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que substitui Flávio Dino, que assumirá a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal no dia 22 de fevereiro. Lula também terá uma agenda extensa em São Paulo no final da semana.

 

Confira abaixo o resumo da semana em Brasília. 

 

PODER EXECUTIVO

O presidente Lula começou a semana realizando reuniões com ministros de seu governo nesta segunda-feira (29). O primeiro encontro foi com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e depois com a ministra Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Ainda nesta segunda Lula tem um encontro com Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). 

 

A agenda de Lula nesta semana prevê a ida, na próxima quinta (1º), à posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que substitui Flávio Dino, senador eleito e futuro ministro do STF. Na equipe de Lewandowski já estão confirmados Manoel Carlos de Almeida Neto como secretário executivo, Mário Sarrubbo, procurador-geral de Justiça de São Paulo, para o cargo de secretário nacional de Segurança Pública e Ana Maria Neves na chefia de gabinete. 

 

Na sexta (2), Lula participa do anúncio das obras do Túnel Santos-Guarujá, em São Paulo. O presidente também visitará a fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, onde fará anúncio de investimentos. No final da tarde, na Casa de Portugal, participa da filiação de Marta Suplicy ao PT, partido pelo qual ela se elegeu prefeita da capital paulista em 2000. 

 

Na agenda da economia, a semana terá a primeira reunião do Comitê de Política Econômica do Banco Central para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic. A reunião começa nesta terça (30) e na quarta (31) de noite será anunciada a decisão dos membros do Copom. 

 

A expectativa do mercado é quase unânime de que o Copom irá promover novo corto de 0,50% na taxa Selic. Se esse corte se confirmar, a Selic vai cair dos atuais 11,75% ao ano para 11,25%.

 

Também na quarta o IBGE divulga a taxa de desocupação dos brasileiros para o trimestre encerrado em dezembro. Em novembro, a taxa obtida pela Pnad Contínua havia caído para 7,5%, a terceira queda consecutiva nos números do desemprego.

 

Ainda nesta semana, teremos a divulgação da balança comercial pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, na quarta (31), e o resultado da produção industrial de dezembro, pelo IBGE, na sexta (2). 

 

PODER LEGISLATIVO

O Congresso Nacional retorna do recesso parlamentar no dia 1º de fevereiro, mas oficialmente, os trabalhos só começarão na próxima semana, com a realização de sessão solene. Na sessão será lida mensagem enviada ao Congresso pelo presidente Lula, na qual são abordados os temas e projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto para o período que começa.

 

Na Câmara, o presidente Arthur Lira (PP-AL) cancelou a reunião de líderes marcada para esta segunda (29). Lira constatou que poucos líderes participariam do encontro, já que os trabalhos do Legislativo só começam na próxima semana. 

 

O presidente da Câmara queria realizar a reunião para conversar com os líderes sobre temas que geraram polêmica desde o final do ano passado, como a edição da MP da reoneração, os vetos do presidente Lula às emendas de comissão, além das operações da Polícia Federal que tiveram como alvos dois deputados federais do PL. 

 

Assim que forem iniciados os trabalhos legislativos em 2024, os parlamentares terão pela frente a análise de 20 medidas provisórias, entre elas a que promove a reoneração gradual da folha de pagamento dos 17 setores atualmente isentos e acaba com o Perse. Essa medida recebeu críticas de diversos líderes partidários e pedidos de devolução. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), entretanto, deve finalizar o recesso sem devolver a medida.  

 

PODER JUDICIÁRIO

A semana marca também o fim do recesso do Poder Judiciário. Um discurso do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, na quinta (1º), às 14h, registrará a abertura do ano judiciário. Após a solenidade, que deve contar com a presença de representantes dos três Poderes, da Procuradoria-Geral de República e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Plenário realiza sua primeira sessão de julgamentos do ano.

 

Entre as primeiras pautas do STF está o julgamento de regime diferenciado de separação de bens para o casamento de pessoas com mais de 70 anos. Também está agendado o julgamento da chamada “revisão da vida toda” para aposentadorias e benefícios de quem contribuía para a previdência antes de 29/11/1999.
 

A eleição de Aracaju passa pela briga para o Senado em 2026

 em 29 jan, 2024 8:36

Adiberto de Souza


A disputa para o Senado, no ainda distante 2026, pode ser o principal obstáculo para os governistas chegarem a um consenso em torno das eleições deste ano em Aracaju. Postulante a uma das duas cadeiras senatoriais, o ex-deputado federal André Moura (União) enxerga no prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) um adversário em potencial, podendo ficar ainda mais forte se conseguir eleger Luiz Roberto (PDT) como seu sucessor, agora em 2024. A pré-candidatura de Yandra Moura é, na verdade, a tentativa do pai dela de impedir o sucesso eleitoral de Nogueira, que já anunciou o desejo de concorrer ao Senado. Portanto, André aposta que abortando a pré-candidatura de Luiz Roberto fragilizará o projeto futuro de Edvaldo e, por conseguinte, se fortalecerá para o pleito de 2026. Mesmo que a pré-candidatura de Yandra não vingue, Moura se dará por satisfeito se o grupo da situação optar por outro nome que não seja o do pedetista. Essa disputa paralela entre o PDT e o União Brasil é até salutar politicamente, porém não pode sair do controle. Em isso ocorrendo, ameaça provocar um racha, resultando em sérias consequências para o grupo, pois tanto Edvaldo quanto André são peças importantes dos governistas na disputa pela Prefeitura de Aracaju. Marminino!

Dinheiro na mão

O governo de Sergipe inicia, hoje, o pagamento dos servidores referente a este mês de janeiro. Os primeiros a botar a mão na grana são os aposentados e pensionistas. Quem faz aniversário em janeiro já recebe neste mês a primeira parcela do décimo terceiro. Amanhã, será a vez dos servidores das secretarias da Educação, Saúde e Fundações de Saúde receberem seus salários. Na próxima quarta-feira, receberão os integrantes das demais secretarias, empresas, autarquias e fundações. Então, tá!

Bases agitadas

Veja o que publicou o jornalista Eugênio Nascimento no blog Primeira Mão: “Eles já desmentiram uma série de boatos sobre rachas políticos e até mesmo inimizade. Mas, os seus seguidores em algumas cidades do interior entendem que há uma rivalidade entre o governador Fábio Mitidieri (PSD) e o ex-deputado federal André Moura (União Brasil).  É que lá nas bases, em algumas localidades, há candidatos a prefeito e a vereador dos dois segmentos que não se suportam e até fazem aposta sobre qual deles elegerá a maioria dos prefeitos em outubro próximo”. Misericórdia!

Força da máquina

Apesar de toda fiscalização da Justiça Eleitoral, é inegável que a máquina pública faz grandes estragos no campo da oposição. Os prefeitos, por exemplo, negam a utilização política desse torpedo eleitoral, porém o simples fato de comandarem verbas públicas e disporem da caneta para nomear e exonerar ajuda e muito os candidatos que apoiam. E quando os fidalgos postulam a reeleição é que usam e abusam da máquina em benefício de seus projetos eleitorais. É uma concorrência desleal sem tamanho. Só Jesus na causa!

Nova vereadora

O município de Santo Amaro das Brotas ganhou uma nova vereadora: Simone Cristina Santana Feitosa (Patriota) assumiu o mandato por conta da retotalização dos votos referentes à eleição de 2020. Após a conclusão do processo que apurou a utilização de candidatura laranja pelo Progressistas, a Justiça Eleitoral cassou o mandato do vereador Gildo Moura de Souza e retotalizou os votos, fato que garantiu a eleição de Simone. A posse da nova parlamentar brotense ocorreu na última sexta-feira. Boa sorte!

Menos desocupados

O ex-deputado federal Valadares Filho (SD) está comemorando a recuperação da economia: “No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desocupação caiu para 7,5% no país. Significa menos desemprego e mais gente ocupada, empregada, reconstruindo o Brasil”, afirma Vavazinho, que é assessor do ministro Márcio Macêdo (PT). O ilustre conclui lembrando que “esta é a menor taxa de desocupados para um trimestre encerrado em novembro desde 2014, segundo o IBGE”. Ah, bom!

Cozinhando o galo

Apesar da movimentação exibida pelos pré-candidatos à Prefeitura de Aracaju, nenhum deve colocar o carro diante dos bois. Vão esperar o momento certo para se lançar na disputa pra valer. Todos sabem que qualquer passo em falso pode colocar tudo a perder. Cientes disso, os postulantes à cadeira ocupada hoje pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) vão mantendo contatos com os cabos eleitorais, avaliando as ações dos concorrentes e, naturalmente, “plantando” notinhas favoráveis a eles na imprensa. Em outras palavras: estão cozinhando o galo em fogo baixo. Home vôte!

Show de arromba

Sem a presença dos petistas que o impediram de fazer o show em Aracaju no ano passado, o cantor baiano Netinho puxou uma multidão no bloco pré-carnavalesco organizado pelo Iate Clube de Aracaju. “Era para eu cantar por três horas, cantei 4h30 e não senti o tempo passar””, afirmou Netinho, todo satisfeito. Em 2023, um grupo de petistas promoveu o maior barulho contra a presença do cantor baiano no “Bloco Por Amor ao Iate”, sob a alegação de que o artista patrocinou os atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. Este ano, a galera do PT botou a viola no saco, enquanto Netinho deu um grande show na Treze de Julho. Supimpa!

Montaria dos sonhos

Muita gente que pretende disputar as eleições deste ano alimenta a esperança de um cavalo selado aparecer em sua porta. Estes pré-candidatos sonham em repetir a façanha do delegado Alessandro Vieira (MDB), eleito senador em 2018, para surpresa até dele mesmo. Os candidatos majoritários que inovarem na disputa pela simpatia do eleitor terão mais chances de vitória. E é aí que aparece o misterioso cavalo selado, pronto para servir de montaria aquele ou aquela que melhor se comportar na campanha eleitoral que se avizinha. Por outro lado, o candidato que não souber usar o palanque eletrônico e se fender das fake news, dará com os burros n’água. Só Jesus na causa!

De festejado a renegado

Foi-se o tempo em que todo partido dito progressista queria se aliar ao PT na disputa pela Prefeitura de Aracaju. Os filiados mais maduros devem sentir saudade da época em que a sigla era estrelada pelo saudoso Marcelo Déda. Naqueles idos, a porta da legenda vivia cheia de pretendentes a uma aliança política. Hoje o PT não desperta a atenção da maioria dos partidos, o que pode levá-lo a ir para a disputa com uma chapa “puro sangue”. Renegado pelos outrora aliados e sem um discurso que empolgue, o PT pode até usar a frase “o partido da estrela solitária” como slogan da próxima campanha eleitoral. Crendeuspai!

Nas ondas do rádio

O ex-prefeito de Capela, Manoel Sukita (PT), está prometendo uma super festa no próximo dia 2, quando será inaugurada a Rádio Mega FM. Entre as atrações artísticas, destaque para a Banda Calcinha Preta. O ex-gestor garante que a nova emissora vai estourar a boca do balão, pois tem potencial para ser ouvida em todo Sergipe e nos estados vizinhos. Nem precisa dizer que quem não está gostando desse barulho todo em torno da inauguração da rádio é a prefeita capelense e ex-esposa de Sukita, Silvany Mamlak (PSC). Aff Maria!

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Aracaju e a sucessão 2024: o erro dos “líderes”

 em 29 jan, 2024 4:00

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
           “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Aracaju e a sucessão 2024: o erro dos “líderes”

A escolha de um candidato ou candidata para ser indicado ou indicada ao cargo eletivo de prefeito ou prefeita de Aracaju, deveria ser tratada com um novo viés.

As redes sociais elevaram a participação dos eleitores no acompanhamento da atuação de cada agente público, e tem demonstrado nos últimos pleitos que é preciso um investimento altíssimo para mudar a vontade do povo.

Escolher quem será apresentado ao público para administrar Aracaju, é de tão grande responsabilidade, que exigiria uma avaliação mais apurada, por parte dos que têm a responsabilidade de escolher o nome a ser apresentado. É essa a exigência desse novo momento.

Há aspectos a serem avaliados, além de uma popularidade construída com fotos sorridentes nas redes sociais, e tapinhas nas costas da população da periferia. Há temas importantes e cruciais que atormentam a vida dos aracajuanos, assim como em diversos outros municípios. O que tem levado a população a ter que aplaudir obras superfaturadas e com qualidade duvidosa, além de enfrentar situações vexatórias e humilhantes ante a péssima execução de algumas políticas públicas.

O ERRO

Os líderes do agrupamento governista, cometem um erro enorme, quando permitem que o responsável pela indicação do candidato do agrupamento, seja protagonista de uma das candidaturas. Se a escolha do candidato ou candidata será feita por quem tem um candidato preferencial, o peso na definição do candidato passa a ser igual para todos. Quem detém o voto de minerva não pode ter preferência declarada por nenhuma das partes.

Há uma propagação demasiada de que o condutor da escolha será o prefeito Edvaldo Nogueira, e matérias e mais matérias tentam diariamente impor que o governador Fábio Mitidieri, terá que engolir qualquer que seja o nome por ele apresentado, e por esse motivo, Edvaldo já surgiu na imprensa local como padrinho de no mínimo três ou quatro pré-candidaturas e à medida que um nome não emplaca ele surge com outro, sempre nomes intimamente ligados a ele. Se atento à essa regra, Edvaldo deveria ter deixado o lançamento de Luiz Roberto para ser conduzido pelo PDT enquanto partido, se abstendo de apadrinhar apenas um candidato.

Mas a pergunta é: Ele está decidindo por um nome de dentro do agrupamento, ou apenas por um nome dentro de casa?

Num agrupamento que possui nomes como Luiz Roberto, Yandra Moura, Katarina Feitosa, Nitinho, Fabiano Oliveira, Danielle Garcia e Zezinho Sobral (apenas os que se apresentaram publicamente até agora), como gesto nobre, caberia a Edvaldo, que possui a prioridade na indicação do nome a ser apoiado pelo agrupamento para a sua sucessão, incentivar todas as candidaturas do agrupamento, torcendo por todos indistintamente, e no momento exato, pós avaliação coletiva sobre quem teve melhor desempenho, passar a apoiar exclusivamente, o escolhido pela maioria dos líderes, o que facilitaria a conquista da Prefeitura pelo agrupamento governista.

 

Assomise e Amparo Saúde anunciam Parceria Estratégica para Beneficiar Associados No último dia 26, o presidente da Assomise, Cel. Adriano Reis, realizou uma reunião estratégica com os responsáveis do cartão de benefícios Amparo Saúde, Max Amaral e Rodrigo Batista. O objetivo é oferecer serviços com descontos em consultas, exames, cirurgias e assistência à gestação para os associados que aderirem ao Amparo Saúde. A parceria promete agilizar procedimentos, reduzir tempo para marcações e liberar acesso a prontuários clínicos de forma eficiente. Duas clínicas serão inauguradas em Aracaju e Carmopólis nos próximos 30 dias, proporcionando maior proximidade aos usuários do cartão Amparo Saúde em Sergipe. O presidente da Assomise enfatizou a satisfação em oferecer mais opções aos associados, aguardando a conclusão dos trâmites burocráticos para formalizar o contrato.

 

 

Clínica de Especialidades Integradas de Macambira – CEIM é inaugurada, no povoado Sobrado A Prefeitura de Macambira, através da Secretaria Municipal de Saúde, entregou mais uma grande obra que irá beneficiar toda a população. A Clínica de Especialidades Integradas de Macambira – CEIM foi inaugurada na último dia 16 e já se encontra em funcionamento com atendimento nas mais diversas áreas da saúde.

Acolhimento “Este novo espaço foi feito e pensado para melhor acolher cada paciente, assim como, oferecer maior suporte aos nossos profissionais, que agora poderão contar com um ambiente amplo e um quadro de médicos composto por endócrino, psiquiatra, cardiologista; além de uma equipe eMulti (psicólogas, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, assistente social e nutricionista). Aqui também estaremos disponibilizando o serviço de ultrassonografista”, comenta a secretária municipal da saúde, Acácia Costa.

 Grupo e suporte permanente Como destaque, a unidade traz ainda a realização do projeto Sonhos Inclusivos: um grupo de assistência e suporte permanente em saúde voltado para o desenvolvimento da autonomia de criancas e adolescentes portadores de necessidades especiais. “Além delas, estaremos acolhendo as famílias, que hoje se encontram sem nenhuma referência e acabam sem saber como lhe dar com a situação”, acrescenta.

 Marco na saúde “Sem dúvidas, é um marco na saúde pública do município e é mais saúde para os macambirenses. E, é assim que celebramos o primeiro mês do ano. Com obra entregue e em pleno funcionamento”, disse o prefeito Carivaldo Souza que este presente na solenidade de inauguração junto com secretários, vereadores, profissionais e a população local. Vale destacar que a CEIM possui também conta com uma sala com oratório, na qual foi colocada a imagem de Nossa Senhora das Graças, doado pelo padre Paulo Moura.

Vacina contra dengue Na última quinta-feira, 215, o Ministério da Saúde divulgou a lista dos municípios que irão receber a primeira remessa da vacina contra a dengue através do Sistema Único de Saúde (SUS). A Qdenga, primeira vacina contra a doença aprovada no Brasil para um público mais amplo, será aplicada a partir de fevereiro em 521 municípios, mas nenhuma cidade sergipana aparece na lista divulgada pelo Ministério da Saúde, por não atenderem aos critérios definidos pela pasta. Serão vacinadas primeiro as pessoas em regiões consideradas endêmicas para a doença, de acordo com os seguintes critérios: Cidades de grande porte, com mais de 100 mil habitantes, e com classificação de alta transmissão de dengue do tipo 2;Prioridade para municípios com maior número de casos em 2023 e 2024.

Casos em Sergipe Em Sergipe, no ano de 2023, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), 2.771 casos de dengue e 10 óbitos. De acordo com Bruno Eduardo Silva de Araujo, doutor em Saúde Pública e professor do Centro Universitário Estácio de Sergipe, a escolha de algumas localidades pelo Ministério da Saúde se deu pela capacidade limitada de fabricação de doses, pois o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante na rede pública. Além do critério geográfico, há também a definição de faixa etária para aplicação da vacina. “O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Anvisa. A vacina é indicada para pessoas de 4 a 60 anos e deve ser aplicada em duas doses com intervalo de 3 meses”, explica o especialista.

Alta de casos O Ministério da Saúde estima que, no ano de 2024, cerca de 5 milhões de pessoas serão infectadas com o vírus da dengue, superando o recorde de 2015, quando houve aproximadamente 1,6 milhão de casos registrados. Ainda segundo Bruno Eduardo, alguns dos motivos por trás da previsão da epidemia para este ano são as mudanças climáticas causadas pelo fenômeno El Niño, o ressurgimento do sorotipo 3 e 4, e a redução no número de infecções pelo vírus Zika. “As ondas de calor e chuvas intermitentes causadas pelo El Niño, favorecem a proliferação do mosquito transmissor do vírus da dengue, o Aedes aegypti. Isso explica a previsão de um cenário pior para as regiões centro-oeste e sudeste, mais atingidas pelo fenômeno climático”, explica o especialista.

Quatro sorotipos Bruno acrescenta ainda que o vírus da dengue é classificado em quatro sorotipos. “O sorotipo 3 ressurge após 14 anos no Brasil e aumenta a possibilidade de mais casos pela baixa imunidade da população causada pela falta de contato. Além disso, acredita-se que a epidemia de Zika causou de certa forma um efeito protetor contra a dengue, por gerar uma resposta imune para as duas enfermidades. Assim, com a diminuição dos casos de Zika, esse efeito protetor se dissipou, o que vem causando aumento dos casos desde 2022”, destaca o professor.

 Prevenção Enquanto a vacina não chega para todas as regiões do país, os órgãos de saúde indicam que sejam reforçadas as medidas de proteção já conhecidas. Uma das formas de prevenção mais eficientes é o combate ao mosquito Aedes aegypti, através da eliminação e/ou controle de depósitos de água domiciliares e eliminação de lixo a céu aberto. Além disso, segundo Bruno, alguns métodos individuais podem ser utilizado, como o “uso de repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina e do uso de telas nas janelas para evitar a entrada dos mosquitos nos ambientes domiciliares”.

Fonte oficial O especialista reforça ainda que é importante lembrar que, em caso de sintomas da doença, é preciso evitar medicamentos que podem reduzir a capacidade coagulação como Dipirona e Ácido Acetilsalicílico (AAS), por conta da possibilidade de piora dos efeitos da dengue hemorrágica. Em caso de dúvidas sobre a dengue, a fonte oficial de informação é o site do Ministério da Saúde, no portal gov.br.

PELO E-MAIL nunesclaudio@infonet.com.br 

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Donald Trump representa perigo imenso para o mundo, mas quem se interessa?


Ex-presidente Donald Trump durante evento de campanha em Iowa

Ex-assessores transmitem uma péssima impressão de Trump

Deu em O Globo

As duas primeiras prévias do Partido Republicano — nos estados de Iowa e New Hampshire — confirmaram o favoritismo de Donald Trump. Descartados efeitos de eventos imprevisíveis, como condenações judiciais nos processos em que é réu, o mais provável é que seu nome esteja nas cédulas em novembro.

Pelas pesquisas, ele hoje derrotaria o presidente Joe Biden, virtual candidato democrata, na maioria dos estados necessários para vencer a eleição. É verdade que tudo pode acontecer até lá, mas o risco de uma eventual vitória de Trump precisa ser levado a sério desde já.

MUITA PREOCUPAÇÃO – Líderes políticos e empresariais de todo o mundo começam a traçar cenários sobre sua volta à Casa Branca. Não causa surpresa que as conclusões sejam preocupantes. As avaliações, afinal, não são feitas com base em suposições.

Nos quatro anos em que ocupou a Presidência, entre 2017 e 2020, Trump criou um clima de caos e incerteza em torno de sua personalidade errática e mercurial. Desagradou mais a aliados que a inimigos históricos dos Estados Unidos. Foi explícito ao pôr em questão a Otan, aliança militar com os europeus. Aproximou-se de Vladimir Putin, Kim Jong-un e outros autocratas. Num eventual segundo mandato, a única certeza é a incerteza.

Mesmo assim, algumas de suas inclinações sugerem os rumos prováveis. É o caso da retirada de apoio à Ucrânia e da reaproximação da Rússia de Putin. Ou do recrudescimento do protecionismo. Um dos planos expostos na pré-campanha é impor uma tarifa de importação de 10% a todos os países, com consequências negativas nos planos interno e externo. O risco é uma nova guerra comercial de dimensão global.

AGENDA AMBIENTAL – Para o planeta, o perigo mais insidioso seria o recuo na agenda ambiental. Em 2017, Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, reação da humanidade contra as mudanças climáticas. Segundo Trump, o acordo é injusto com trabalhadores e empresas americanas.

“Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não de Paris”, disse na época. Ao assumir, Biden restaurou a adesão dos Estados Unidos, segundo maior emissor de gases de efeito estufa. Uma nova ruptura sob Trump ameaçaria as metas e poria em xeque o futuro do planeta.

Há, por fim, o risco que Trump representa à própria democracia americana, demonstrado pela invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

INTERESSES PESSOAIS – Na campanha, ele deu a entender que pretende enviar tropas a cidades governadas por democratas, invocando uma lei que amplia os poderes do Executivo. Só não fez isso no primeiro mandato porque foi convencido do contrário por militares e assessores. Tentaria de novo?

De acordo com dois ex-secretários do governo Trump — Bill Barr, de Justiça, e Mark Esper, de Defesa —, ele sempre põe seus interesses à frente do nacional. Sobre o 6 de Janeiro, o ex-vice Mike Pence declarou ter sido instado a escolher entre Trump e a Constituição. Para John Kelly, seu ex-chefe de gabinete, Trump “é a pessoa mais imperfeita que conheci”. Quem acompanha a equipe atual de Trump não vê gente com estatura moral para frear seus impulsos.

Muitas promessas de campanha de 2016 não viraram realidade por falta de experiência e organização. Um novo governo Trump promete ser mais eficaz. Seria desejável que a sociedade americana aproveitasse o tempo que resta até novembro para oferecer alternativas melhores ao eleitor. Do contrário, o risco para o mundo será imenso.


Lá estão Boulos e Tabata com Marta e Datena, oportunistas de papel passado

Publicado em 28 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

Tabata lança pré-campanha e diz que, se eleita, contará com apoio de Lula e  Tarcísio - Folha PE

Na política, cospe-se no passado e pisoteia-se o futuro

Mario Sergio Conti
Folha

Existe algo mais aborrecido que acompanhar a baixa política? Sim. Ir ao dentista, achar vaga para o carro num shopping center, pegar estrada em véspera de feriado, assistir a um filme de Danilo Gentili. Mas a política vicia.

Quando percebe, a leitora obtura cáries todas as tardes. Não sabe onde deixou o carro e erra pelo estacionamento. Achou emprego fora da cidade. Vê “Podia ser Pior” em looping. Sabe tudo sobre o PTB do interior do Acre. Está a um passo da cracolândia, coitada.

POLÍTICA TRONCHA -Em que pese o empenho dos que entram na política com intenções magníficas, ela é troncha na situação e na oposição. Eis aí, por exemplo, o bate-coxa de Guilherme Boulos, de centro esquerda, e Tabata Amaral, de centro direita. Querem o lugar do Zé do Caixão da prefeitura paulistana.

Lá estão eles, então, no maior lero-lero com Marta e Datena, oportunistas de papel passado e firma reconhecida em cartório. Acham que São Paulo passará da água para o vinho se tiverem esses sommeliers como vice-alcaides. Tim-tim, um brinde às próximas eleições!

É em benefício de eleições futuras que políticos da centro esquerda de direita cospem no passado e pisoteiam o presente. Prometem medidas urgentes e as adiam para o dia de são Nunca. Enquanto as mudanças ficam para as calendas, espertalhões papam a “Secretaria de Negócios Sinistros do Município”.

É UMA CARREIRA – Quem esnoba o toma-lá-dácá, que os profissionais do ramo chamam de “realismo”, é logo lembrado do dito de Platão: “O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus”. Nem tanto. A política é um meio de ganhar a vida, uma carreira.

Há, ainda, as diferenças entre alta e baixa política. A primeira ocorre se uma crise supura e as lesmas têm de sair da letargia. Assim foi quando se teve de dar um basta à Besta, e se deteve o massacre que Bolsonaro urdia. Viva. Mas o preço que se paga hoje é o retorno ao ramerrame político.

O nível melhora quando sacerdotes da política escrevem sobre sua trajetória. “Minha Formação”, de Joaquim Nabuco, é um clássico de nossas letras. E os quatro grossos volumes dos “Diários da Presidência”, de Fernando Henrique, têm muitas revelações.

ESTÁ NOS LIVROS – Na França, livros de políticos abarrotam bibliotecas. Nicolas Sarkozy lançou cinco sobre seus cinco anos no poder. Até François Hollande, de mediocridade pastosa, perpetrou dois, sabe-se lá como. Aliás, sabe-se: com “ghost writer”, que eles chamam de “nègre”.

Na regra, não são politicões que fazem bons livros, e sim politiqueiros, que espiam os grandes. Ou homens públicos cujo estilo supera a politicagem; como Saint-Simon, que contou como agia à corte de Luiz 14 e compôs um painel soberbo da nobreza francesa, “Memórias”.

Roland Dumas é um caso à parte. Tem 101 anos e está enfronhado na política desde a ocupação nazista, que fuzilou seu pai. Lutou na Resistência, foi deputado, ministro e presidente da Corte Constitucional, o STF francês. Advogado, defendeu Picasso e Kadafi, Chagall e Lacan.

A C0NTA-GOTAS – Sobretudo, foi íntimo de Mitterrand, presidente francês por 14 anos. Seu livro “Coups et Blessures” (sem tradução) tem o subtítulo “50 anos de segredos compartilhados com François Mitterrand”. É verdade, mas as intimidades e os segredos lhe eram concedidos a conta-gotas.

O próprio Dumas conta ter dito a Mitterrand que, como eram amigos havia décadas, sabia tudo a seu respeito. O presidente rebateu na bucha que ele sabia 15% da sua vida, se tanto. Ainda assim, são impagáveis os retratos que faz de Mitterrand e das mesuras e firulas da política francesa.

Sem papas na língua, conta que Mitterrand nunca foi de esquerda; que era um mulherengo contumaz; que passou sem dramas de colaborador do regime de Vichy para resistente, e depois chefe do Partido Socialista; que foi bígamo durante decênios; que a corrupção grassa no poder político.

EXEMPLO DE CIMA – O vigor do relato está na candura, na mixórdia de pompa e escracho, de fofoca e análise, de alta e baixa política. Candura que aplica contra si mesmo ao revelar que tinha mulher, amante oficial e uma segunda amante. “Isso pode parecer excessivo, mas o exemplo vinha de cima”, diz Dumas, apontando para Mitterrand.

Essa terceira amante, executiva da Elf, o gigante do petróleo, o corrompeu com um par de sapatos Berluti, no valor de € 1.600, e uma coleção de estatuetas africanas. Na cara dura, Dumas diz que era rico e foi imprudente. E xinga a amante de “p… da República”. Gente fina é outra coisa.

Esse realismo faz falta à política nacional.

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