sábado, janeiro 27, 2024

No governo Lula, Abin também espionou adversários e Gilmar era o principal alvo

Publicado em 27 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

G1 > Política - NOTÍCIAS - Paulo Lacerda pede ao STF para não depor na CPI  dos Grampos

Paulo Lacerda comandava a espionagem na era Lula

Hugo Marques
Veja

No despacho em que autorizou a busca no gabinete e na casa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, faz várias menções à possível existência de uma estrutura paralela dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro.

Ramagem era diretor da Abin e é investigado por supostamente utilizar equipamento para rastrear a localização de autoridades através de celulares. Mas a espionagem clandestina do órgão de inteligência do governo, se confirmada, não é novidade.

GILMAR INVESTIGADO – No segundo governo Lula, por pouco não houve uma crise institucional quando se descobriu que a Abin investigava secretamente políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na época, um dos alvos investigados pela Abin foi o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que teve as conversas com um senador da oposição gravadas por arapongas, conforme mostrou reportagem de Veja. Quem chefiava o órgão era o delegado Paulo Lacerda, que tinha sido diretor-geral da Polícia Federal no mesmo governo Lula.

Diante da revelação, os ministros do Supremo cobraram uma resposta do presidente Lula.

Gilmar Mendes diz que Lula é inocente, TSE proíbe uso de | Política

Gilmar pediu que Lula fosse chamado às falas

DEGRADAÇÃO – “O próprio presidente da República precisa ser chamado às falas, ele precisa tomar providências”, disse Gilmar Mendes.  

“Não há mais como descer na escala da degradação institucional. Gravar clandestinamente os telefones do presidente do Supremo Tribunal Federal é coisa de regime totalitário. É deplorável. É ofensivo. É indigno”, frisou.

O escândalo ficou ainda maior quando se descobriu que o órgão havia colocado mais de 50 agentes para investigar juízes, políticos, jornalistas e um banqueiro considerado como desafeto do governo. Paulo Lacerda acabou demitido. No lugar dele, assumiu o cargo o delegado Luiz Fernando Corrêa, que voltou à direção da agência no ano passado.

EM OUTROS GOVERNOS – Espiões fizeram bisbilhotagem em outros governos. Há outros exemplos de investigações clandestinas da Abin.

Em 2013, o governo Dilma Rousseff, conforme reportagem de Veja, a agência enviou quatro agentes ao Porto de Suape, em Pernambuco, para fazer uma investigação política que tinha como alvo o então governador do Estado, Eduardo Campos, do PSB, um dos pré-candidatos à Presidência da República.

Os quatro espiões foram identificados ao ingressarem no Porto de Suape, com suas identidades reveladas. Eduardo Campos era um dos mais fortes concorrentes à Presidência e morreu em 2014, na queda de um avião, em plena campanha.

ESPIÃ SEDUTORA – Na gestão de Fernando Henrique, um procurador da República que incomodava o governo foi vigiado de perto por uma agente da Abin que se passava por estudante de Direito. Ela primeiro tentou seduzir o procurador. Depois o acusou de agressão, com o objetivo de desmoralizá-lo. A armação foi descoberta.

Há casos de espionagem “oficial” ainda mais antigos, isso só para ficar no período democrático.

Em 1991, um espião do serviço de inteligência do governo Collor, que se apresentava como jornalista, advogado, fazendeiro e funcionário do Ministério da Justiça, foi flagrado por bisbilhotando os sem-terra no Pará. Foi descoberto, e a agência disse que o espião estava fazendo uma “pesquisa” para o governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo no front ocidental.  Alguém esperava outro tipo de procedimento desta gentalha que tomou conta da política brasileira??? (C.N.)

Difícil entender por que Genoino cedeu à intolerância que alimenta a polarização


José Genoino perdeu uma bela oportunidade de ficar calado

Maria Hermínia Tavares
Folha

Em toda parte, a radicalização sempre foi um empreendimento das lideranças políticas, gerido por seus seguidores mais ativos. No Brasil, desde as eleições de 2014, a disputa pelo poder se encrespou.

O impeachment de Dilma Rousseff e o terremoto no campo da direita que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro só fizeram nutrir a radicalização de posições. No governo, o ex-capitão dedicou-se a cevá-la.

BUSCA DA PACIFICAÇÃO – O resultado do pleito de 2022 e a derrota da intentona do 8/1 sustentam a crença confortável de que tudo aquilo foi parar na proverbial lata de lixo da história. Um governo de amplíssima coalizão, chefiado por um grande negociador, parece ter sucesso em atrair as forças da direita mais pragmática.

O apoio significativo do público sustenta os esforços de pacificação. Contudo, seu êxito exige, de um lado, isolar a extrema direita adepta do autoritarismo; de outro, educar para a tolerância uma parcela da esquerda que se quer democrata, mas, na hora do vamos ver, lhe é refratária.

Aqui, a clivagem da retórica radicalizada definiu-se em quatro pontos. Alguns são velhos frequentadores do repertório da direita, como corrupção política e segurança pública. Outros são de incorporação mais recente, como os valores que guiam comportamentos privados e – quem diria! – até assuntos de política externa.

POLÍTICA EXTERNA – Cuba e Venezuela tornaram-se escalas inevitáveis no debate polarizado que agita especialmente os guerrilheiros das redes sociais, de todos os lados do espectro. Mesmo que sejam temas de escassa importância na agenda externa do país.

O conflito Israel-Palestina transformou-se em novo marco por onde passa a linha de fogo que, entre nós, separa os ativistas radicalizados dos dois campos. O debate é cheio de som e fúria, poucas luzes e relevância zero para o futuro do Oriente Médio.

Tampouco deixa espaço para uma avaliação bem-informada do que está em jogo e das soluções que, talvez —apenas talvez— conduzam ao convívio civilizado entre dois povos que disputam a mesma terra.

BOICOTE DE GENOINO – Pois foi nesse ambiente abrasivo que se propagou país afora que o ex-deputado petista José Genoino defendeu o boicote a “empresas de judeus” pela guerra devastadora que Israel move aos palestinos de Gaza, em resposta ao massacre de civis judeus perpetrado pelo Hamas em outubro último.

Sendo a declaração escancaradamente racista, é até possível supor que a intenção fosse pregar o boicote a empresas israelenses.

O difícil é entender por que um político experiente – e de ficha democrática alentada –resolva alimentar a intolerância que aviva a polarização e beneficia a extrema direita

 


Piada do Ano! Lula alegou amizade com Odebrecht e tentou evitar CPI da Braskem


Jornalista Polibio Braga: Emílio Odebrecht e Lula combinaram pessoalmente o  negócio sujo fechado entre BNDES+Odebrecht+Angola

Fotocharge reproduzida do Arquivo Google

Laryssa Borges e Marcela Mattos
Veja

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva invocou a amizade que tem com o empreiteiro Emílio Odebrecht para tentar barrar, em dezembro passado, a instalação da CPI da Braskem. Em reunião com os principais políticos de Alagoas – o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) à frente – ele disse ter ouvido do próprio empresário apelos para que uma “pacificação entre os dois caciques pudesse travar a comissão de inquérito.

A CPI foi apresentada oficialmente como uma oportunidade para se apurar as circunstâncias do colapso provocado pela exploração de sal-gema pela petroquímica e analisar a legalidade do acordo de 1,7 bilhão de reais que a empresa fechou com a prefeitura de Maceió para reparar o desastre ambiental, mas, como mostra a Veja, dificilmente ficará restrita a isso.

VELHA AMIZADE – Lula e Emílio Odebrecht são amigos há pelo menos 40 anos. Desde que foram apresentados pelo ex-prefeito de São Paulo Mario Covas, o petista e o empreiteiro estabeleceram uma estreita parceria que incluía acesso preferencial a cúpulas decisórias, desembolsos de bancos públicos para projetos da empresa no Brasil e no exterior e financiamentos para todo tipo de campanha política do partido.

A afinidade era tanta que o presidente era identificado em planilhas e e-mails da Odebrecht descobertos pela Lava-Jato com alcunhas das mais lisonjeiras: o “amigo”, o “amigo de meu pai” e o “amigo de EO”.

A CPI é tratada como um vespeiro capaz de trazer à tona antigos escândalos de corrupção, porque a Odebrecht e a própria Braskem fecharam acordos de leniência com a Lava Jato, uma espécie de delação premiada das empresas, e confessaram pagar propina aos mais diversos espectros ideológicos.

CPI INCÔMODA – Portanto, a CPI não é do interesse nem do Planalto, que designou bombeiros para argumentar que as investigações poderiam respingar na Petrobras, detentora de 47% do capital votante da Braskem, nem da petroquímica, que teme que a investigação parlamentar desgaste a empresa e desvalorize suas ações.

“Eu quero dizer a todos vocês aqui: o Emílio Odebrecht é meu amigo particular. É meu amigo e me pediu para tentar pacificar”, disse Lula na reunião.

“A todo momento Lula dizia que tinha boa relação com os acionistas controladores, que queria ajudar em uma solução, mas não sabia se CPI era o mais recomendável. Todo mundo tem dúvida com relação a CPI”, relatou à Veja, sob condição de anonimato, um dos presentes ao encontro com o presidente.

DELAÇÃO GERAL – No escândalo do petrolão, a antiga Odebrecht, que controla a Braskem, delatou quase 100 políticos, incluindo Lula, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o atual ministro dos Transportes Renan Filho e o senador Renan Calheiros, autor do pedido de abertura da comissão de inquérito.

As confissões feitas pessoalmente por Emílio Odebrecht e seu Marcelo, que passou longa temporada preso, eram lastreadas em boa parte em planilhas do setor de propina da empreiteira, provas que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli anulou por completo em setembro passado, no mais duro golpe contra o que ainda restava da Lava-Jato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Agora, não tem mais jeito. A CPI terá de funcionar, e muita água podre vai passar novamente por baixo dessa ponte imunda que sustenta a amizade espúria entre um empresário corruptor e um político corrupto, que passou 580 dias na prisão, mas parece que não aprendeu nada, rigorosamente nada.  É pena. (C.N.)

Porém, cedo ou tarde, todos esses improbos irão prestar contas à justiça. As ilegalidades já foram comunicadas ao MPF.

 


Esse pessoal que por assédio consegue algum cargo temporário, a primeira coisa que faz é perseguir seus subordinados, praticando todo tipo de perversidade e baixaria. Só que quando chega a hora de prestar contas à justiça, amarelam e começam logo a chorar, e lembrar do nome de Deus. Estou me referindo à Secretária de Educação, que está cometendo supostos casos de improbidade administrativa, abuso de autoridade, perseguição e descontos fora da lei de servidores afastados em licença médica, mesmo já ettornando ao trabalho.

Primeiro, perseguiu e cometeu supostos casos de danos morais, abuso de autoridade e descontos indevidos de salário contra a esposa do vereador Eriks Varjão, confore várias denúncias do edil atarvés da ribuna da Câmaar de Vereadores de Jeremoabo..

Inconformada com esses atos fora da lei, resolveu continuar perseguindo dessa vez a professora Edilma. Não respeitou o período em que a mesma esteve doente, nem tão pouco a convalescência. O pior é que a professora Edilma retornou ao trabalho, assinou o livro de frequência, cumpriu a carga horária. Mesmo assim, os dias foram indevidamente considerados faltas, mesmo prestando os serviços. O abuso de poder falou mais alto.

O pior é que a professora, agindo de boa fé, foi solicitar providências logo ao secretário de administração e ao jurídico. Só que bateu na porta errada. O secretário de administração é cunhado da secretária. Tomou conhecimento dos aumentos supostamente fraudulentos do salário da secretária e nada fez.

Porém, cedo ou tarde, todos esses improbos irão prestar contas à justiça. As ilegalidades já foram comunicadas ao MPF.


Cúpula da Abin se reúne durante operação, PF suspeita e convoca servidores para depor

 Foto: Agência Brasil/Arquivo

Funcionários da agência de inteligência foram ouvidos pela Polícia Federal nesta sexta-feira (26)27 de janeiro de 2024 | 10:30

Cúpula da Abin se reúne durante operação, PF suspeita e convoca servidores para depor

BRASIL

Uma reunião interna da cúpula da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) convocada pelo atual diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, na quinta-feira (25), dia da operação que mirava a agência, entrou na mira da Polícia Federal. A PF convocou três servidores para depor buscando informações sobre o teor do encontro.

A operação na quinta-feira trouxe a público mais uma linha de investigação da polícia, além das que já existiam na primeira fase da apuração, a de que a direção atual da Abin estaria atrapalhando as investigações.

Embora isso tenha surgido nos relatos do delegado responsável pelo caso para o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a ação, não havia na decisão do ministro nenhuma diligência a ser cumprida sobre o tema.

Após investigadores tomarem ciência da reunião, a PF decidiu intimar servidores para depor nesta sexta-feira (26). Um dos objetivos, de acordo com pessoas familiarizadas com o inquérito, é apurar se a cúpula da Abin sob Lula tentou interferir nas investigações.

Na quinta-feira, a reunião começou por volta das 11h, quando Moraes ainda não havia retirado o sigilo da decisão em que autorizou a operação nas dependências da Abin.

Até então, não era de conhecimento público que a atual cúpula da Abin também era citada pela PF no pedido que motivou a operação que investiga a suposta espionagem ilegal da agência.

De acordo com a PF, há indício de “conluio” entre a atual gestão e servidores que atuaram no governo passado e são investigados, o que a agência nega.

Os agentes federais chegaram ao prédio da Abin por volta das 6h e saíram de lá à noite.

Funcionários da agência negaram qualquer tipo de tentativa de interferência e dizem que a reunião foi convocada para gestão de crise, o que, dizem, é normal em situações em que o órgão tem a sua imagem atingida por algo de vulto.

Investigadores da Polícia Federal relataram no pedido a Moraes haver indícios de que a cúpula da Abin tentou obstruir antes as investigações.

Eles dizem ainda que os diretores da agência barraram o acesso a documentos e por isso foi necessário realizar medidas de busca e apreensão na sede da agência mais de uma vez. Além disso, apontam que a cúpula do órgão chegou a passar informações erradas à PF, dificultando a apuração.

Já servidores da Abin negam esses relatos e dizem que nenhum pedido da PF relativo a essa investigação ficou sem resposta.

A operação desta quinta-feira mirou o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem, que comandou o órgão na gestão de Jair Bolsonaro e hoje é deputado federal, e outros policiais que trabalham no órgão.

Para a PF, houve “conluio de parte dos investigados com a atual alta gestão da Abin”, que teria causado prejuízos à investigação e também à própria agência.

O órgão cita o número dois da agência, Alessandro Moretti, e diz que, em reunião com investigados, ele afirmou que a apuração sobre o caso tinha “fundo político e iria passar”. Moretti é delegado da PF.

Para pessoas envolvidas no caso, houve falta de vontade por parte da cúpula da Abin de elucidar a investigação.

A Abin também nega esses pontos. Integrantes da agência ressaltam que no dia da citada reunião de Moretti, no final de março, os servidores não estavam sendo investigados ainda. E que o “fundo político” citado se referia à rixa de bastidor entre a cúpula das duas corporações, Abin e PF, não a investigações.

A primeira vez que a PF realizou operação nas dependências da Abin ocorreu em outubro, também autorizada por Moraes, para apurar uso irregular de seu sistema de geolocalização.

Já a tomada de depoimentos desta sexta-feira acontece quando o comando da agência corre risco de exoneração. Aliados do presidente Lula apostam na saída de Moretti e têm dúvidas sobre a permanência do diretor-geral.

A operação da PF na quinta-feira ocorre numa investigação sobre o suposto uso político da Abin contra adversários políticos do ex-presidente Bolsonaro.

O principal alvo da operação é Ramagem, pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro. A PF chegou a pedir a suspensão do mandato do parlamentar, mas a medida não teve a concordância da PGR e foi negada por Moraes.

As suspeitas que vieram à tona na operação causaram reação política em Brasília, com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, falando em “um dos maiores escândalos da história” e a “ponta de um novelo que envolveu dezenas de milhares de pessoas”.

Por outro lado, o caso deve causar ainda mais tensão na relação de parte do Congresso com o Supremo, já que foi a segunda operação em pouco mais de uma semana com buscas dentro da sede do Legislativo.

Bolsonaristas tentam articular medidas para rever os poderes do STF na volta do recesso, em fevereiro, e dizem que há perseguição política.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) escreveu em rede social: “Mais um capítulo da ditadura do Judiciário. Cabe ao Senado brecar esta perseguição e preservar as liberdades”.

A PF mira o uso pela Abin do software espião FirstMile, de fabricação israelense, e apura se a agência produziu relatórios sobre ministros do STF e opositores de Bolsonaro. Em outra frente, a investigação encontrou indícios de que a Abin atuou para fornecer informações sobre investigações em andamento para Jair Renan e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente.

O deputado Ramagem negou qualquer utilização ou relação com softwares de espionagem da Abin. “Nenhum plano de operação, em três anos de Abin, assinado por mim, colocava a utilização do FirstMile [como um pedido]”, disse o deputado, em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira.

A operação, batizada de Vigilância Aproximada, investiga uma “organização criminosa que se instalou na Abin com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial”.

O programa espião investigado pela PF tem capacidade de obter informações de georreferenciamento de celulares. Segundo pessoas com conhecimento da ferramenta, não permite acesso a conteúdos de ligação ou de trocas de mensagem.

De acordo com a PF, a “Abin Paralela” criada na gestão Ramagem tentou atrelar Moraes e o também ministro do STF Gilmar Mendes à facção criminosa PCC. Para a corporação, as informações sobre a tentativa de ligar os ministros ao PCC foram encontradas em documentos apreendidos na Abin.

Catia Seabra, Julia Chaib e Ranier Bragon, FolhapressPoliticalivre

Donald Trump deve pagar cerca de US$ 83,3 milhões a escritora que ele teria abusado sexualmente


Por Redação

 Donald Trump deve pagar cerca de US$ 83,3 milhões a escritora que ele teria abusado sexualmente
Foto: Reprodução / Live CNN

 

O ex-presidente norte-americano Donald Trump foi condenado por um júri federal nesta sexta-feira (26) a pagar cerca de US$ 83,3 milhões (R$ 409 milhões) em indenização a E. Jean Carroll, que o acusou de destruir sua reputação como jornalista confiável ao negar que a estuprou, há quase três décadas. 

 

O júri composto por sete homens e duas mulheres precisou de menos de três horas para chegar ao veredicto. O valor foi além do que Carroll pedia, que era em torno de US$ 10 milhões (R$ 49 milhões), de acordo com informações do g1.

 

O júri concedeu-lhe US$ 18,3 milhões (R$ 89,96 milhões) em danos compensatórios e aproximadamente US$ 65 milhões (R$ 320 milhões) em danos punitivos.


 

Carroll, de 80 anos, processou Trump em novembro de 2019 por ele ter negado, cinco meses antes, que a tivesse estuprado em meados da década de 1990 no camarim de uma loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan.

 

Trump, de 77 anos, afirmou que nunca tinha ouvido falar de Carroll e que ela inventou sua história para aumentar as vendas de seu livro de memórias.

 

Em maio, em um primeiro julgamento sobre o caso, um júri concedeu a Carroll uma indenização de aproximadamente US$ 5 milhões (R$ 24,5 milhões) após concluir que Trump abusou sexualmente da escritora, e depois a difamou em 2022, alegando que ela inventou a história.

 

A escritora disse à época, durante o julgamento, que não tinha ido nem à polícia nem ao hospital após o caso. Ela afirmou também que publicou a história no livro inspirada no movimento Me Too, de denúncias contra abusos sexuais.  

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