sábado, janeiro 27, 2024

Prefeito do Sudoeste baiano é acusado de usar recursos da Conder para outros fins


Por Francis Juliano

Prefeito do Sudoeste baiano é acusado de usar recursos da Conder para outros fins
Foto: Reprodução / Vilson Nunes

A prefeitura de Igaporã, no Sudoeste, é acusada de usar recursos liberados em convênios da Conder [Companhia de Desenvolvimento do Estado] para outras despesas da gestão, como pagamento de fornecedores e prestadores de serviços.

 

Segundo denúncia recebida pelo Bahia Notícias, a gestão de Newton Francisco Neves Cotrim, o Neto, teria se utilizado do expediente em convênios firmados que deveriam ser usados para obras, como reformas de um auditório e de um mercado e pavimentação de ruas em um bairro da cidade [Alto do Cruzeiro]. Os dois primeiros tiveram as obras executadas, mas o último, da pavimentação, não teria sido realizado.

 

O montante para as pavimentação foi de R$ 2 milhões. Conforme a acusação, a prefeitura teria usado o recurso para outras despesas, chegando a aplicar parte do valor [R$ 1,7 milhão] em fundos de investimentos, como forma de auferir lucro para as contas da gestão.

 

Os outros convênios tiveram recursos liberados em R$ 829,5 mil [reforma do mercado] e R$ 266,9 mil [reforma do auditório].

 

Em 18 de dezembro passado, um ofício da Conder pedia explicações ao prefeito de Igaporã sobre uso dos recursos em pagamento de despesas em desacordo com o objetivo dos convênios.  

Pedido de prisão preventiva de piloto do barco que naufragou em Madre de Deus é negado


Por Redação

Pedido de prisão preventiva de piloto do barco que naufragou em Madre de Deus é negado
Foto: Reprodução / TV Bahia

A 17ª Delegacia Territorial de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), pediu a prisão preventiva do piloto Fábio Freitas, condutor do barco que naufragou no último domingo (21) e vitimou oito pessoas – seis adultos e duas crianças. No entanto, a juíza de Direito em substituição, Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto, acatou o posicionamento do Ministério Público da Bahia (MP-BA), e negou o pedido. 

 

Conforme informações obtidas pelo g1, a decisão judicial foi publicada nesta sexta-feira (26). Ao pedir a prisão, a polícia argumentou que  "(...) mesmo se não existisse o instituto do dolo eventual, a conduta de Fábio Freitas configura o homicídio, já que ele se colocou na posição de garantidor do bem jurídico (vida) e assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; e com o seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência das mortes".

 

Porém, como apontou a juíza ao seguir o mesmo entendimento do MP-BA, há “contradições e fragilidade quanto à prova até o momento colhida".

 

Entre as contradições está o número de passageiros na embarcação no momento do acidente. Uma testemunha disse que havia 32 pessoas a bordo, enquanto um segundo depoente disse que 13 a 15 passageiros estavam no barco. A capacidade da embarcação era para 10 pessoas.

 

Além das oito vítimas fatais, outras 10 pessoas foram hospitalizadas inicialmente, e pelo menos quatro delas seguem em hospitais de Salvador e Lauro de Freitas, também de acordo com a decisão judicial.

 

Uma das sobreviventes é a criança Laura Sofia, de apenas 1 ano, que estava no Hospital do Subúrbio, na capital baiana. A assessoria de comunicação da unidade de saúde confirmou que a menina já recebeu alta médica, mas a data não pôde ser informada.

Lula mantém no primeiro ano investimento militar de Bolsonaro


Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folhapress

Lula mantém no primeiro ano investimento militar de Bolsonaro
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O primeiro ano do terceiro mandato de Lula (PT) à frente da Presidência manteve o padrão de gasto militar e o nível de investimento nas Forças Armadas deixados por seu antecessor e rival Jair Bolsonaro (PL), que governou de 2019 a 2022.
 

Isso configura uma vitória política do ministro José Múcio Monteiro (Defesa), que passou o ano passado driblando iniciativas do entorno de Lula para retirar poder dos militares, acentuadas devido à associação de parte dos fardados ao bolsonarismo e à suspeita de leniência no 8 de janeiro.
 

Múcio buscou aproximá-lo dos comandantes das Forças e, desde a virada do ano, o presidente tem feito gestos de apreço aos militares --inclusive evitando cortar emendas parlamentares para o setor. Daqui para a frente, o cenário fiscal é mais incerto.
 

Segundo dados do Siga Brasil, sistema do Senado que monitora quanto o governo gasta de forma precisa, por acompanhar a execução orçamentária programa a programa, incluindo dispêndios novos e restos a pagar, os militares investiram R$ 8,13 bilhões em 2023.
 

Isso representa apenas 6,8% do desembolso total, um problema crônico do setor, que gastou 79,8% dos R$ 119 bilhões com pessoal ativo e inativo e busca sem sucesso saídas para o cenário. O restante foi despendido com custeio, o cotidiano da administração das organizações militares.
 

Em 2021 e 2022, a proporção foi a mesma em valores já corrigidos pela inflação. Isso equivale a cerca de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, abaixo dos 2% preconizados pela Otan (aliança militar liderada pelos EUA), o padrão-ouro da área no mundo e defendido como meta pela Defesa desde os anos 2000. Em 2020, o investimento foi algo maior, R$ 9,9 bilhões.
 

Questionado, Múcio não comentou o contexto político. Em nota, sua assessoria disse que "os projetos estratégicos têm sido mantidos e que o direcionamento dos esforços é nesse sentido". Mas afirmou que "as regras fiscais dos últimos anos trazem limitações para o incremento desse tipo de gastos, o que torna um grande desafio o cumprimento de cronogramas".
 

Com o patamar atual, o país volta ao nível em valores corrigidos de investimento militar de 2008, antes da entrada em vigor dos grandes negócios de defesa patrocinados por Lula em seu segundo mandato, como o acordo Brasil-França para fabricar submarinos e helicópteros.
 

Eles floresceram no governo de Dilma Rousseff (PT, 2011-16), que também assinou em 2014 o programa de maior gasto ao longo dos anos da Defesa, a aquisição de 36 caças suecos Saab Gripen E/F.
 

Os anos Dilma, ironicamente uma presidente desprezada pelos fardados devido a seu apoio à apuração sobre os mortos pela ditadura de 1964, foram os mais fartos de forma contínua para as Forças. Em 2014, os investimentos chegaram a seu pico, R$ 17,48 bilhões em valores atuais.
 

Mas foi seu sucessor, Michel Temer (MDB), que governou após o impeachment da petista em 2016, que gestou a manobra permitindo ao capitão reformado do Exército propagandear que tratava os militares de forma diferenciada.
 

Temer permitiu a capitalização da Emgepron, empresa de projetos navais próxima da Marinha mas que, como estatal, tem seus gastos registrados fora do antigo teto de gastos. Em 2018 e 2019, ela recebeu uma injeção de R$ 13,2 bilhões, em valores atuais, para focar no projeto de construção das corvetas Tamandaré, classe depois elevada para de fragatas leves.
 

O grosso veio em 2019, quando R$ 9,6 bilhões entraram no cofre da Emgepron. Isso criou uma distorção, levando os 7,6% destinados a investimentos serem acrescidos de 6,9% do orçamento total para a operação, chamada inversão financeira.
 

Com isso, o gasto militar geral daquele chegou a R$ 140 bilhões. Só que foi um evento único, que o Tesouro teve de registrar, e no ano seguinte o investimento caiu à metade.
 

A partir daí, há uma espécie de orçamento de defesa paralelo só para os projetos da Emgepron, que ficou fora dos limites derrubados por iniciativa de Lula no ano passado. Ato contínuo, a estatal começou a bancar a fabricação no país de quatro fragatas compradas da alemã TKMS, que associou-se à brasileira Embraer.
 

O resultado foi um gasto que superou o de qualquer outro programa militar brasileiro: R$ 1,2 bilhão em 2021, R$ 2,4 bilhões em 2022 e, até 16 de novembro de 2023, R$ 1,7 bilhão --o número pode mudar bastante ainda. Segundo a Marinha, a previsão de entrega do primeiro navio, 2025, está mantida.
 

No ano passado, o programa da Defesa que mais gastou recursos foi o do Gripen: R$ 1,2 bilhão. De 2019 para cá, ele recebeu R$ 7,7 bilhões, sempre em valores corrigidos. Já há seis aeronaves operacionais com a FAB (Força Aérea Brasileira), além da unidade usada na campanha de testes.
 

Com R$ 1,1 bilhão, o programa de submarinos de propulsão convencional ficou em segundo lugar no ano passado, sempre frequentando o top 5 do ranking desde 2019. O mais recente modelo, o segundo dos quatro previstos, foi entregue para patrulhas da Marinha há duas semanas.
 

O projeto dos submarinos tem outras duas pernas, uma de instalações físicas (R$ 372 milhões gastos em 2023) e outra, da lenta e difícil construção de um modelo de propulsão nuclear (R$ 317 milhões). Como a Folha de S.Paulo mostrou, há óbices técnicos e políticos que dificultam a previsão de ver a embarcação no mar em 2033.
 

Sob Lula, ganhou fôlego uma ação que sempre estava entre as dez mais dispendiosas, a infraestrutura para as 442 cidades na área do programa Calha Norte, que abrange dez estados, do Acre a Mato Grosso do Sul. Ela ficou em terceiro lugar, com R$ 671 milhões.
 

A seguir vem o controle de tráfego aéreo, a cargo da FAB, com R$ 530 milhões, outra figura carimbada do top 5. Depois, outro projeto aeronáutico, o da aquisição de 19 aviões de transporte Embraer KC-390. Aqui há uma particularidade. O programa recebeu R$ 458 milhões, mas sua rubrica de desenvolvimento pagou à parte R$ 260 milhões, o que o colocaria no terceiro posto de gastos.

PMs agora podem recarregar munição – um desastre

 

Intercept Brasil



Novidade criada pelo Exército ignora caos na segurança e arrisca vida de policiais.

Em 2019, publiquei uma matéria que analisou projéteis recolhidos pelas ruas do Rio de Janeiro para saber de onde vem essa munição. Hoje, graças ao Exército, isso não seria mais possível.


Os militares aprovaram uma nova norma que permite a policiais e bombeiros recarregarem munição, o que só CACs podiam fazer. Aquelas cápsulas que recolhemos hoje podem ser reutilizadas – e isso é péssimo.


Constatamos na época que balas de sete países voavam pelo Rio, mas a imensa maioria era de fabricação brasileira, algumas delas da Marinha e da Polícia Federal.


Obviamente, elas não foram monitoradas e acabaram disparadas em uma disputa entre traficantes. Mas não apenas. A munição usada para matar Marielle Franco e Anderson Gomes, vale lembrar, veio de um lote comprado pela Polícia Federal.


De lá para cá, o número e os tipos de armamentos nas ruas aumentaram, mas os mecanismos de fiscalização continuaram obsoletos. A portaria 162, publicada em 22 de janeiro de 2014, diz que "alternativamente à aquisição da munição, poderão ser adquiridos insumos necessários para a recarga".


Há poucos meses, militares desviaram armas de um quartel em São Paulo, e sabe-se que apenas cinco estados do país fazem controle eletrônico de munição nas polícias.


Sabe quando um policial sai para fazer uma operação e pega a arma e a munição para a missão do dia? Há batalhões que anotam esse material retirado do paiol em cadernos, à mão.


Como permissão para recarga de munição vai impactar um estado como o Rio de Janeiro, onde as milícias – formadas em sua maioria por agentes públicos de segurança – cresceram quase 400% na última década e meia e estão presentes em mais áreas que traficantes? Ou na Bahia, onde o Ministério Público investiga a ação de milícia em 16 cidades?


As respostas não são boas, e há mais alguns detalhes.


Conversei com Floriano Cathalá, instrutor de tiro credenciado pela Polícia Federal, ex-policial militar, atirador desportivo e associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com uma visão peculiarmente ampla, ele levantou alguns pontos.


Para ele, não há problema em a instituição ter máquina de recarga, apenas para munição de treinamento. Mas ele faz uma ressalva: "O policial, individualmente, não precisa de máquina de recarga para a atividade policial, pois a munição para o serviço é e tem que ser fornecida pela instituição. A munição para treinos deveria, também, ser fornecida pela instituição. O policial não pode ser o responsável por providenciar seus instrumentos de trabalho".


A munição recarregada pode oferecer riscos para quem está no entorno destas operações e para o policial em atividade, inclusive de morte. Envolve ainda questões de responsabilização. Quem vai responder por um caso de morte causada numa situação dessas?


Se a munição fornecida pela instituição falha, a responsabilidade é da instituição. "Se a munição recarregada pelo próprio policial falha em serviço, o policial está assumindo uma responsabilidade que deveria ser do estado, nunca do policial, individualmente".


Cada estojo de 9 milímetros pode ser recarregado em média 10 vezes antes de rachar. Já o fuzil 5.56 não aguenta mais que cinco ou seis recargas. Se a bala racha, a arma pode travar. E, se isso acontecer quando o policial estiver no meio de uma operação, ele pode ser vitimado.


Pensando que a maioria das polícias militares não faz o devido controle de seu arsenal, como esse novo risco vai ser monitorado?


Como nada disso é levado em consideração? Isso mostra que os militares não se importam com a segurança pública – e nem com os policiais.


Governador confirma partida do Flamengo na Arena Batistão

  em 26 jan, 2024 15:27

O gestor se pronunciou sobre o jogo através de suas redes sociais (Foto: Reprodução/Flamengo)

O governador Fábio Mitidieri anunciou na tarde desta sexta-feira, 26, que o jogo entre o Flamengo e o Bangu está oficialmente confirmado em Sergipe. A informação foi divulgada através de um vídeo em suas redes sociais.

De acordo com o vídeo, a partida estava sendo discutida com Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e o gestor do estado esperava a confirmação para fazer a divulgação. “Está confirmado mesmo, Flamengo vai jogar dia 15 de fevereiro contra o Bangu no Batistão”, afirmou o governador.

Ainda conforme Mitidieri, o jogo vai acontecer com apoio do Governo do Estado, da Federação Sergipana de Futebol (FSF) e do vereador da capital, Fabiano Oliveira. A partida havia sido confirmada ao Portal Infonet por uma fonte ligada ao time carioca na tarde da última quarta-feira, 24.

Federação Sergipana de Futebol

Em nota publicada no fim da tarde desta quinta-feira, 25, a FSF confirmou que Sergipe finalizou as negociações para sediar um dos jogos do Campeonato Carioca de 2024. Conforme divulgado, os ajustes com a Federação Carioca de Futebol e os clubes da partida foram concluídos.

Ainda de acordo com a federação, os laudos necessários foram enviados e a disputa está confirmada. A entidade vem intermediando com empresários locais e órgãos competentes a possível vinda do time desde o início do mês.

por Carol Mundim e Verlane Estácio

INFONET

PM é indiciado por estupro e exploração sexual de adolescentes

 em 26 jan, 2024 18:15

O mandado de busca e apreensão foi cumprido em ação policial conjunta na residência do investigado (Foto: SSP/SE)

Uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e Científica cumpriu mandado de busca e apreensão contra um policial militar de Sergipe na última quinta-feira, 25. O policial está sendo investigado pelos crimes de estupro de vulnerável, exploração sexual infantojuvenil e pela produção, armazenamento e distribuição de vídeos registrando as práticas criminosas. 

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a perícia foi iniciada pela Delegacia de Japaratuba, a partir de uma denúncia recebida no dia 27 de novembro de 2023. De acordo com as investigações da unidade, o policial possui fotos de uma menor de 13 anos sem roupas e sendo abusada sexualmente.

Ainda conforme a denúncia, o investigado pagava para que as vítimas fossem levadas para uma suposta festa, na qual ocorriam os crimes. Com a gravidade dos fatos, a unidade de Japaratuba solicitou decisões judiciais e cumpriu o mandado de busca e apreensão na residência do policial.

A ação policial apreendeu itens como DVD, HD de computador, celular e um pendrive. Os materiais encontrados foram encaminhados à perícia pelo Instituto de Criminalística (IC), que, em relatório, confirmou provas materiais do crime.

As investigações continuam em andamento com a finalidade de identificar eventuais vítimas, além de buscar se há outros envolvidos nas práticas criminosas. Em caso de informações sobre o caso, uma denúncia anônima pode ser registrada através do Disque-Denúncia, 181.

Com informações da SSP/SE

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Oceanário oferta opções de lazer e educação ambiental em Aracaju

 em 27 jan, 2024 7:15

Visitantes contemplam tartarugas e tubarões no Projeto Tamar. (Foto: Projeto Tamar)

Neste mês de janeiro, o Tamar Aracaju – também conhecido como Oceanário – visa atrair muitos visitantes de Sergipe e turistas que aproveitam o período de férias em Aracaju. O centro é uma opção e um espaço recreativo e de lazer para toda família que busca conhecer um pouco mais da fauna marinha.

Durante todos os dias, há uma equipe engajada responsável por promover atividades de sensibilização ambiental, visitas orientadas entre 10h30 e 14h, alimentações assistidas dos tubarões nos horários de 11h e 16h e das tartarugas marinhas das 11h30 e 16h, além do enriquecimento ambiental, uma atividade que promove saúde e bem – estar animal nos horários de 10h e 15h.

Para acessar o centro do Tamar, é necessário pagar o valor do ingresso que é de R$ 36 para adulto e meia – entrada corresponde ao valor de R$ 18 para estudantes, professores militar e idosos acima de 60 anos.

“Há muita diversão na programação dos finais de semana (sábados e domingos). No horário de 11h30, acontece a alimentação interativa, ou seja, a participação das crianças na alimentação das tartarugas marinhas com a nossa equipe. E aos domingos pela manhã, são realizadas as oficinas artísticas e educativas com o público infantil”, informa a Bióloga da Fundação Projeto Tamar, Caroline Pulita.

Durante a semana, o funcionamento ocorre de terça a domingo, das 10h às 18h, e não é necessário realizar agendamento para visitação. O Tamar Aracaju fica na avenida Santos Dumont, nº 1010, na Orla de Atalaia.

Por Cleiton Alberto e Aisla Vasconcelos

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Plano de saúde descobre fraudes até em clínica de procedimentos estéticos

Publicado em 26 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

charge planos-de-saude - Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região

Charge do Nani (nanihumor.com)

Julio Wiziack e Diego Felix
Folha

A seguradora  SulAmérica descobriu novas fraudes no setor da saúde, desta vez envolvendo a clínica de estética Forma Humana, que cobrou do plano de saúde reembolsos indevidos entre janeiro de 2022 e setembro do ano passado que totalizaram R$ 1,25 milhão.

Na semana passada, o juiz Ricardo Cunha de Paula, da 4ª Vara Cível de Osasco (SP), reconheceu a ilegalidade apontada pela SulAmérica e determinou que a clínica deixe de praticar “captação indevida” de dados como login e senha dos beneficiários.

LOGIN E SENHA – Após uma auditoria interna, a SulAmérica descobriu que a Forma Humana solicitava login e senha dos beneficiários da seguradora.

Esta foi a forma como a clínica conseguiu gerar os pedidos de reembolso sem, necessariamente, ter prestado os atendimentos aos clientes.

Com esses dados, a clínica fazia o chamado reembolso assistido. Por ele, o pagamento pelo serviço prestado (ou não) é feito com um cartão de crédito emitido pela clínica em nome do cliente, sem que ele soubesse.

EMPRESA DE SOFTWARE – As investigações da SulAmérica mostraram que a emissão do cartão era feita em parceria com uma empresa de software para criar um comprovante de pagamento falso.

Não havia qualquer tipo de pagamento realizado pelo próprio cliente. Mesmo assim, ao enviar o comprovante do suposto pagamento, ele era ressarcido pelo plano e o dinheiro da suposta prestação de serviço, repassado à clínica.

Procurada, a Forma Humana não se manifestou até a publicação desta reportagem. A SulAmérica não quis comentar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma armação do mais alto nível, que nem precisava ser do conhecimento do cliente, que era surpreendido com o ressarcimento em sua conta, ficava todo satisfeito e seguia em frente. Jamais passaria por sua cabeça comunicar-se com a Sul América para perguntar por que a seguradora havia feito o depósito em sua conta. Simplesmente, genial. Mas alguém alcaguetou… (C.N.)

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