sábado, janeiro 27, 2024

Objetivo da África do Sul (com apoio de Lula) é evitar enfraquecimento do Hamas

Publicado em 27 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

No aniversário de 10 anos da morte de Nelson Mandela, | Opinião

Hamas marcou presença na solenidade em honra a Mandela

Demétrio Magnoli
Folha

Este sábado (27), aniversário da libertação de Auschwitz, é o Dia Internacional da Memória do Holocausto. O governo da África do Sul, com apoio do governo do Brasil, decidiu enterrar a memória do genocídio dos judeus europeus por meio de uma cínica acusação de genocídio contra o Estado judeu.

Na guerra civil síria, o regime de Bashar al-Assad matou mais de 300 mil civis. Cidades inteiras sofreram bombardeios devastadores. Forças do Irã e da Rússia participaram dos massacres. Nenhum país acusou a Síria, na Corte Internacional de Justiça, de praticar genocídio. Com razão: a ditadura síria não cometeu o crime dos crimes.

SIGNIFICADO REAL – Genocídio requer a intenção de dizimar um grupo populacional inteiro. Assad pretendia destruir seus opositores, à custa de pilhas infinitas de cadáveres, mas não eliminar os muçulmanos sunitas. Na guerra de Gaza, Israel busca eliminar o Hamas, não a população palestina.

A peça acusatória da África do Sul banalizava o mais abominável dos crimes, reduzindo o Holocausto a uma nota de rodapé na longa história dos horrores de guerra.

Se Israel pretendesse exterminar os palestinos, não ordenaria a evacuação de áreas sob bombardeio ou colocaria seus soldados em risco: seu poder aéreo seria suficiente para matá-los em quantidade várias vezes maior. Há fortes indícios de que, em Gaza, as forças israelenses cometem diversos crimes de guerra. Mas o lugar para processar crimes de guerra é o TPI (Tribunal Penal Internacional), não a CIJ (Corte Internacional de Justiça).

CRIMES DE GUERRA – O governo sul-africano teria firmes fundamentos para abrir no TPI um processo por crimes de guerra contra Netanyahu – e outro por terrorismo, contra os líderes do Hamas. Contudo, escolheu a CIJ porque seus objetivos são políticos: a corte só pode processar Estados, o que elimina a hipótese de condenação do Hamas.

Esqueça a hipócrita alegação humanitária. Há pouco, o governo sul-africano recebeu, com honras, Mohamed Dagalo, chefe da milícia sudanesa Janjaweed, que perpetrou os massacres de Darfur. Foram 200 mil mortos, entre 2003 e 2005, numa tragédia qualificada por inúmeros especialistas como o primeiro genocídio do século 21.

O governo sul-africano mantém laços estreitos com o Hamas. No último 5/12, semanas após as atrocidades do 7/10, uma delegação da organização terrorista palestina participou como convidada da marcha oficial sul-africana em memória aos dez anos da morte de Mandela.

PRESERVAR O HAMAS – Na ação, solicita-se à CIJ a imposição de um cessar-fogo permanente. Seu objetivo tático: preservar o poder do Hamas na Faixa de Gaza.

A escolha da acusação de genocídio ilumina o objetivo estratégico do governo sul-africano. Trata-se de avivar a campanha internacional destinada a isolar Israel num gueto diplomático: um Estado ilegítimo, o “judeu das nações”.

A acusação de genocídio dispensa a guerra em curso. Daud Abdullah, do Conselho Muçulmano Britânico, classifica a guerra de 1948 como genocídio. O ativista-historiador Ilan Pappé descreveu o bloqueio israelense de Gaza de 2007 como genocídio. Grupos palestinos foram ao TPI para acusar Israel de genocídio pela invasão de Gaza de 2014.

JUDEUS E NAZISTAS – Essa operação incessante, sistemática, busca estabelecer uma identificação histórica entre a natureza do Estado judeu e a do Estado nazista. O primeiro deveria ter o mesmo destino do segundo: desaparecer.

“Antissionismo é dever ético”, escreveu na Folha Berenice Bento, professora da UnB. Juntar-se ao Hamas e ao Irã para clamar pela abolição do Estado nacional judeu tem nome mais preciso: antissemitismo.

A ação sul-africana – e o apoio prestado pelo governo Lula a ela – é uma estufa de mudinhas do antissemitismo. Sob o seu domo, José Genoino qualificou como “interessante” a “ideia de boicote” a “empresas de judeus”. Antes dele, alguém teve essa “ideia interessante”. Nela encontram-se as sementes do arco histórico que se concluiu em Auschwitz.


Conheça a mais forte das armas, na concepção poética de Fagundes Varela

Publicado em 27 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

VIDA DE FAGUNDES VARELA | SecchinPaulo Peres
Poemas & Canções

O poeta Luís Nicolau Fagundes Varella (1841-1875), nascido em Rio Claro (RJ), indaga qual é a mais forte das “Armas”, a mais firme, a mais tremenda, e nos surpreende com a conclusão a que conseguiu chegar.

ARMAS
Fagundes Varela

– Qual a mais forte das armas,
a mais firme, a mais certeira?
A lança, a espada, a clavina,
ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão que em praça forte
faz em dez minutos brecha?
– Qual a mais firme das armas? –
O terçado, a fisga, o chuço,
o dardo, a maça, o virote?
A faca, o florete, o laço,
o punhal, ou o chifarote?
A mais tremenda das armas,
pior que a durindana,
atendei, meus bons amigos:
se apelida: – a língua humana.

Abin paralela colocava seus agentes e recursos públicos a serviço de Bolsonaro


Bolsonaro e Ramagem montaram uma forte arapongagem

Bruno Boghossian
Folha

Quando passou um pito em sua equipe e reclamou dos órgãos de inteligência que deveriam abastecer seu gabinete, Jair Bolsonaro pegou mais leve com um departamento específico. Na famosa reunião ministerial de abril de 2020, o presidente se queixou da Polícia Federal e das Forças Armadas, mas disse que a Abin lhe dava “algumas informações”.

Bolsonaro afirmou que a agência ainda tinha um problema de “aparelhamento”. Meses depois, o problema foi resolvido. Em julho, a Abin criou uma máquina operada por homens de confiança do diretor-geral, Alexandre Ramagem, para bisbilhotar rivais e buscar informações para proteger a família do presidente.

ARAPONGAGEM – As investigações sobre o uso do software espião FirstMile indicam que Ramagem explorou estruturas, recursos humanos e dinheiro público para “monitorar sujeitos sem qualquer pertinência com as atribuições institucionais da Abin”.

A arapongagem teria envolvido delegados, agentes da PF, servidores e um sistema comprado por R$ 5 milhões.

A máquina escolheu alvos políticos. Monitorou um jantar do então presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mandou um drone para a vizinhança do então governador do Ceará, Camilo Santana, e buscou elos de ministros do STF com o PCC. A qualidade do serviço parece ter levado a PF a usar a palavra “inteligência” entre aspas no relatório do caso.

CONTRA-INFORMAÇÕES – Os agentes também trabalharam para ajudar o clã Bolsonaro a fugir da polícia. Um grupo levantou informações contra auditores da Receita para anular a investigação da rachadinha de Flávio. Outro servidor recebeu ordens para buscar provas que pudessem salvar Jair Renan de suspeitas de tráfico de influência.

O ex-presidente nunca disfarçou o interesse em instalar dentro do governo um “sistema de informações” particular, financiado pelo contribuinte. Também jamais escondeu o objetivo de xeretar opositores e blindar seu grupo político.

“Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem”, avisou, naquela mesma reunião de 2020.

A ameaça do populismo autoritário e a necessária defesa da estabilidade democrática


Charge do Renato Peters (G1)

Marcelo Copelli

O retorno do populismo sob o véu do autoritarismo nos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, mostra que fatos passados podem se repetir com mais intensidade naquele país, ratificando que o ex-presidente americano não titubeará em romper as amarras constitucionais para exercer o poder sem entraves.

E nesse processo, não só nos Estados Unidos, mas em diversos países, as instituições liberais são subjugadas ou capturadas para atender aos desejos do líder populista. No Brasil, por exemplo, veja-se como exemplo do possível o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar opositores do ex-mandatário e proteger seus familiares.

INSTRUMENTALIZAÇÃO – Uma vez confirmada a articulação, vê-se, em mais um exemplo, de que forma populistas autoritários instrumentalizam as instituições para alcançar os seus propósitos. Ao contrário dos Estados Unidos, as instituições constitucionais brasileiras demonstram uma maior capacidade de enfrentamento no que tange ao atual ciclo ascendente do populismo autoritário.

A legislação dispõe de regras rigorosas estabelecidas para punir a deslealdade à democracia, como a inelegibilidade por abuso de poder político. Além disso, a lei penal também mostra-se mobilizada para defender o Estado democrático de Direito, com a sanção da Lei 14.197 em setembro de 2021.

Após os graves fatos ocorridos no final da última gestão e no início do terceiro mandato do governo Lula, com tentativas de ataques contra a democracia e contra as instituições, é preciso que seja revista não só questões relativas ao efetivo e correto uso dos mecanismos dos quais o país dispõe para garantir a ordem e a vontade soberana da maioria da população, mas sobretudo desvendar os verdadeiros patrocinadores de movimentos que ferem a vontade das urnas e a legalidade instituída.


Mais um prefeito bolsonarista de SC é preso por corrupção

 

Ari Baguio (PL) se torna o 18° prefeito catarinense preso desde outubro de 2022

Ari Baguio (PL) junto de Bolsonaro em um evento de 2022
Ari Baguio (PL) junto de Bolsonaro em um evento de 2022Créditos: Reprodução/Facebook
Escrito en POLÍTICA el 

O prefeito de Ponte Alta do Norte, Ari Baguio (PL), foi preso nesta sexta-feira (26) no âmbito da operação Limpeza Urbana do  Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina.

O bolsonarista é suspeito de operar um esquema de corrupção nos contratos dos serviços de limpeza urbana na pequena cidade de 3,2 mil habitantes no Meio-Oeste Catarinense.

Em 2022, o membro do partido de Bolsonaro esteve em um evento junto do ex-presidente e do atual governador Jorginho Mello (PL) em defesa da reeleição do inelegível.

Na semana passada, Elias Costa, também da legenda de Bolsonaro e prefeito de Barra Velha, foi detido no âmbito de outra operação contra ilicitudes e corrupção em fraudes e licitações.

Eles se somam aos outros 16 prefeitos de Santa Catarina, em sua maioria bolsonaristas, detidos em operações contra a corrupção desde novembro de 2022.

Os outros mandatários municipais catarinenses foram detidos, assim como Baguio, por suspeita de esquemas ilícitos em contratos de limpeza urbana em cidades do interior do estado.

Baguio ainda não se pronunciou, nem sua equipe jurídica ofereceu explicação sobre as investigações.

https://revistaforum.com.br/politica/2024/1/26/mais-um-prefeito-bolsonarista-de-sc-preso-por-corrupo-152943.html

Nota da redação deste Blog Espera-se que a PF com toda urgência que o caso requer, ainda nesse primeiro trimestre implante essa moda em Jeremoabo.

A improbidade e os desmandos supostamente priticados pelo prefeito e alguns de seus secretários, tornou-se insuportável em Jeremoabo, está humanamente o povo continuar suportando.

Enqaunto isso a violência e assassinatos vem crescendo em Jeremoabo alimentado pela escuridão das ruas verdadeiro incentivo para crimnalidade.


A falta de iluminação pública é um problema sério que afeta muitas cidades brasileiras, incluindo Jeremoabo. Em bairros como o A Praça da Rosa mística no Bairro João Paulo II e Jeremoabo, a falta de luz deixa as ruas escuras e aumenta a sensação de insegurança. Isso pode levar a um aumento da criminalidade, como assaltos, estupros e homicídios.

A falta de iluminação pública também pode ter um impacto negativo na qualidade de vida da população. Em ruas escuras, é mais difícil se locomover, principalmente à noite. Isso pode dificultar o acesso a serviços essenciais, como escolas, hospitais e comércio.

A falta de iluminação pública também pode ter um impacto negativo na economia da cidade. Em ruas escuras, os comerciantes ficam menos propensos a abrir seus negócios à noite. Isso pode levar a uma redução da atividade econômica e do emprego.

A solução para o problema da falta de iluminação pública é simples: instalar mais lâmpadas nas ruas. Isso pode ser feito pelo governo municipal, com recursos do orçamento público. No entanto, é importante que a população também participe da solução do problema. Os moradores podem denunciar a falta de iluminação pública às autoridades competentes e cobrar o cumprimento dos serviços públicos.

A frase "Iluminação pública, necessidade do cidadão que paga o seu imposto e que quer ver a lâmpada" é uma afirmação verdadeira. Os cidadãos têm o direito de exigir que os seus impostos sejam usados para fornecer serviços públicos básicos, como iluminação pública.

Aqui estão algumas ações que a população de Jeremoabo pode tomar para resolver o problema da falta de iluminação pública:

  • Denunciar a falta de iluminação pública às autoridades competentes, como a prefeitura ou a Câmara de Vereadores.(???).
  • Cobrar o cumprimento dos serviços públicos pelos vereadores e pelo prefeito, quanto ao preefito não adianta que está com psicose de dançarino.
  • Enqaunto isso a violência e assassinatos vem crescendo em Jeremoabo alimentado pela escuridão das ruas.

A união da população pode fazer a diferença para resolver esse problema e melhorar a qualidade de vida na cidade.

sexta-feira, janeiro 26, 2024

Lula cai na real, desiste de Mantega na Vale e as ações da mineradora sobem

Publicado em 26 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

Lula desiste de indicar Guido Mantega para Presidência da Vale - YouTube

Reprodução da BandNews

Deu na Folha

As ações da Vale aceleraram o movimento de alta perto das 13h30 desta sexta-feira (26) com a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula de Silva (PT) desistiu de emplacar o seu ex-ministro Guido Mantega na presidência da mineradora. Às 14h29, os papéis da mineradora subiam 1,94%, a R$ 69,69 cada um. O Ibovespa tinha ganhos 0,59%, ade 128.927 pontos.

Segundo a coluna Painel, da Folha, Mantega vai divulgar uma carta ainda nesta sexta-feira (26) afirmando que abre mão de ocupar um cargo na Vale, em um movimento articulado junto com o presidente Lula.

SINALIZAÇÃO – A ideia do governo é que isso seja interpretado como uma sinalização para a mineradora privada escolher um outro nome para o cargo de presidente, sem reconduzir Eduardo Bartolomeo, que ocupa o posto atualmente. O movimento também foi articulado com o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia).

A mineradora privada começou a debater nesta semana sobre o comando da companhia nos próximos três anos, com a avaliação de comitê interno sobre a possível recondução do presidente atual.

Nas últimas semanas, membros do governo e aliados do petista fizeram uma ofensiva em defesa do nome de Mantega, enquanto os principais acionistas da companhia, como Bradesco, resistiam à indicação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma dura lição para a dupla Lula e Mantega. Ainda bem que sonhar não é proibido nem paga imposto. Se pagasse, Lula e Mantega estariam endividados. O pior é a queda do prestígio, devido à entrada em luta corporal com a realidade e à derrota desmoralizante, diante dos olhos de todos. Realmente, uma dura lição. Espera-se que tenham caído na real. (C.N.)

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