sexta-feira, janeiro 26, 2024

Governo não pode perder votos que já não tem, como os do eleitor evangélico

Publicado em 26 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

Por que o voto evangélico é tão cobiçado?

Conquistar o voto evangélico é um desadio para Lula e PT

Janio de Freitas
Poder360

Anular a isenção de imposto de renda sobre a “remuneração” de pastores, como feito agora pelo governo Lula, só em aparência é decisão na área dos impostos. A rigor, é medida de saneamento básico. Já no surgimento, a decisão do Fisco era enganosa, tratando-se, de fato, de uso da Receita Federal por Bolsonaro na campanha pela reeleição.

Os pastores ganharam o privilégio a duas semanas do pleito. Criar uma igreja é tão fácil quanto fazer riqueza pessoal com ela. Pode começar com hipotética pregação em praça pública, os dízimos logo permitirão alugar uma sede, pronto. E do dinheiro colhido da ingenuidade que pouco ou nada tem, depressa se fará o milagre da fortuna.

Os trabalhadores de 2 salários mínimos vão, neste ano, pagar imposto “de renda” (sic!). Os pastores não querem pagar o imposto sobre a transferência de renda que os enriquece. Transferências às avessas: os que têm mais aflições que dinheiro são os doadores ao abonado.

PERDER VOTOS? – Os pastores e fiéis evangélicos já integram a oposição ao governo, em continuidade ao seu bolsonarismo terraplanista e eleitoral. Em termos políticos, portanto, o governo não precisa negociar concessão, para não perder votos que não tem. Alterar a decisão em troca de apoio reduziria um ato justo a peça de chantagem. Não há o que negociar.

As reações evangélicas começaram na quarta-feira (17.jan.2024) mesmo, com vozes consagradas como a do deputado Marco Feliciano e a da senadora Damares Alves, autodeclarada interlocutora de Jesus. Não os ocupou a decisão concomitante do presidente: auxílio aos moradores de rua. É a peculiaridade do governo: ação com este peso humanitário, e nenhuma forma de interesse, só em governo Lula.

CONTRASTE CHOCANTE – Nesse sentido, o contraste entre o governo e o Congresso, se surpreendesse, seria muito chocante. Sobrecarrega a índole do governo em dois planos. De uma parte, sucedem-se as dificuldades de projetos governamentais e a derrubada de vetos do presidente a aprovações congressistas de duvidosa decência.

Um exemplo para a história: o marco temporal contrário aos indígenas, mas favorável aos açambarcadores de terras e riquezas florestais e minerais. De outra parte, os numerosos ministros representantes do Centrão e de Arthur Lira são um ônus para a ação e a imagem do governo.

Os pastores evangélicos estão nos dois planos.

 



Oposição perde rumo, ao fazer acordo com Lula e pedir renúncia de Moraes

Publicado em 26 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

Rogerio Marinho, o convidado da semana do programa "Amarelas On Air", de Veja -

Rogério Marinho lidera uma oposição tipo nau sem rumo

José Casado
Veja

A bancada oposicionista no Congresso avisa: é oposição. É o que vêm anunciando, há um ano, parlamentares de partidos como Progressistas, Liberal e Republicanos.

O senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, tem sido dos mais insistentes sobre a posição do PP em relação ao governo Lula. “Não somos independentes, somos de oposição”, repete quase diariamente.

FORA DA ORDEM – Alguma coisa está fora da ordem quando a oposição se sente na obrigação de reiterar em público que é oposição. Por um lado, pode ser sintoma da corrosão partidária, decorrente da fragmentação.

Por outro, é evidência do perene fascínio pelo poder, que Lula maneja para atrair votos no Congresso das bancadas ditas independentes do centro e da centro-direita e, também, da direita autoproclamada conservadora e de oposição.

A identidade oposicionista se dilui, por exemplo, quando na abertura da temporada de eleições municipais o governo entrega aos três maiores partidos oposicionistas o controle da diretoria da Caixa Econômica Federal.

TERÃO SETE VOTOS – Os beneficiários são o Progressistas, do senador Ciro Nogueira e do deputado Arthur Lira; o Partido Liberal, de Valdemar Costa Neto e que abriga Jair Bolsonaro; e, o Republicanos, chefiado pelo deputado Marcos Pereira e vinculado à Igreja Universal. Juntos, terão sete votos na mesa de doze diretores.

Lula deu-lhes cargos de influência num banco público que é dono de patrimônio inestimável e dos mais cobiçados na política: o cadastro de 150 milhões de clientes em todos os municípios, aos quais presta serviços derivados dos programas sociais federais (como FGTS, PIS, Bolsa Família e auxílio emergencial).

Em caso de dúvida sobre o potencial da Caixa, deveriam recorrer para esclarecimentos aos ex-deputados Eduardo Cunha, que presidiu a Câmara, e Geddel Vieira Lima, que teve assento na diretoria.

PATINANDO… – Sem rumo, a oposição patina. Nesta quarta-feira (24/1), o líder do bloco oposicionista no Senado, Rogério Marinho, eleito pelo Partido Liberal do Rio Grande do Norte, atravessou a Praça dos Três Poderes e foi à sede do Supremo pedir que o juiz Alexandre de Moraes renuncie aos inquéritos que preside sobre a insurreição de 8 de janeiro.

Marinho, que foi ministro do governo Jair Bolsonaro, não estava só. Estava acompanhado dos senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice presidente da República, Izalci Lucas (PSDB-DF) e Marcio Bittar (União Brasil-AC), integrantes da ala bolsonarista.

Apresentaram-se como bancada de oposição ao juiz Moraes, a quem julgam “suspeito” nas ações contra Bolsonaro e aliados.

SILÊNCIO PROTOCOLAR – Sugeriram sua renúncia à condução desses processos, durante audiência com o presidente do STF, Luis Roberto Barroso, que se manteve em silêncio protocolar.

A manobra da ala bolsonarista da oposição foi inócua, porque o juiz Moraes não deve renunciar e nem pode ser “renunciado” nos casos que comanda.

Foi, também, exdrúxula. Tanto quanto seria uma comitiva de juízes do STF ir ao Senado pedir a renúncia de parlamentares bolsonaristas, por causa do “tom político” que usam contra o Supremo.

Banco do Nordeste abre inscrições para concurso com 410 vagas de analista bancário

 


Banco do Nordeste abre inscirções para concursos com 410 vagas de analista bancário 

 

Salvador (BA), 26 de janeiro de 2024 - O Banco do Nordeste (BNB) anunciou a abertura de concurso, oferecendo 410 vagas para o cargo de analista bancário de nível médio, além de 300 vagas para cadastro de reserva. As inscrições serão aceitas no período de 2 de fevereiro a 9 de março de 2024, com a data provável das provas marcada para 28 de abril do mesmo ano.

"O concurso reflete nosso engajamento em fortalecer nossa equipe, tornar nosso atendimento mais próximo aos clientes e proporcionar oportunidades de carreira sólidas para os profissionais da região”, declarou o presidente do banco, Paulo Câmara.

Os interessados em participar do processo seletivo devem ter ensino médio completo e idade mínima de 18 anos no momento da admissão. A remuneração inicial é de R$ 3.788,16 para uma jornada de trabalho de seis horas diárias, totalizando 30 horas semanais.

Os candidatos contratados estarão subordinados à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre os benefícios oferecidos, destacam-se auxílio-refeição, auxílio cesta alimentação, 13ª cesta alimentação, auxílio-creche, seguro de vida, possibilidade de participação em plano de previdência complementar, de forma contributiva, e oportunidade de ascensão e desenvolvimento profissional.

O edital completo, com todas as informações necessárias para os candidatos, está disponível nos sites da organizadora do certame, a Cesgranrio, e do Banco do Nordeste.

Acerca das vagas autorizadas para provimento de profissionais de nível superior para graduados na área de Tecnologia da Informação, o executivo esclarece que, primeiramente, foram chamados os aprovados no último certame para o cargo de especialista técnico. Os convocados estão em fase de qualificação documental para contratação. Após a efetiva contratação dos candidatos habilitados, será possível determinar quantas vagas serão preenchidas por meio de novo concurso, a ser lançado ainda em 2024.

 

Fachada da agência Medeiros Neto, no extremo sul da Bahia


IMPRENSA - Banco do Nordeste
(71) 99602-4330/ (85) 99965-0339
 

 

‘Não subestimaria Michelle como candidata à Presidência’, avalia Dirceu sobre eleição

Publicado em 26 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

Projeto de poder de 12 anos é viável, diz José Dirceu à CNN; veja íntegra  da entrevista | CNN Brasil

José Dirceu diz que PT pode ficar no poder por mais 12 anos

Deu em O Globo

O ex-ministro José Dirceu, que foi o homem forte do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, disse não subestimar uma eventual candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à Presidência em 2026, no lugar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada durante entrevista à CNN, nesta quinta-feira, quando ele também defendeu a reeleição de Lula e falou que “um projeto de poder de 12 anos é viável”.

— Muitas vezes, se fala que ela pode ser candidata no lugar do Bolsonaro. Eu não subestimaria a Michelle como candidata, porque o bolsonarismo é uma força. O Bolsonaro elegeu senadores, o Tarcísio foi eleito em São Paulo—, disse Dirceu, ao analisar os possíveis candidatos de 2026, citando ainda o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

APOIO A JANJA – Na entrevista, Dirceu também defendeu a atuação de Janja como conselheira de Lula, questionando se as críticas que ela recebe por sua atuação não são motivadas por “preconceito e machismo”.

— A primeira-dama, ela defende uma pauta das mulheres, antirracista, anti-homofobia, do meio ambiente, social. Por que o presidente pode ter amigos que são conselheiros dele influentes, como vocês mesmos reconhecem, e ela não pode ser uma conselheira influente do presidente? É machismo? É preconceito? — questionou.

Dirceu, que foi um dos fundadores do PT, falou ainda acreditar em um projeto de poder de mais 12 anos para a legenda, mas pontuando que só a esquerda não seria suficiente para viabilizar a continuidade do governo.

20 ANOS NO PODER – O ex-ministro, que anunciou também seu retorno ao debate político, disse que o movimento teria se concretizado e o PT teria governado o Brasil por 20 anos caso a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) não tivesse sofrido o impeachment.

— Vai começar um processo de crescimento, eu sempre vejo de 8 a 12 anos, eu nunca vejo, porque a vida não é assim. Quando nós chegamos no governo eu disse que nós tínhamos que ter uma perspectiva de 20 anos e nós tivemos—, afirmou.

Questionado sobre uma eventual candidatura do ministro Fernando Haddad à Presidência em 2026, Dirceu foi categórico em defender a reeleição de Lula: — Eu não acredito nisso, porque em 2026 nós vamos reeleger o Lula. Pelo menos do meu ponto de vista, nosso objetivo é governar com o Lula oito anos. Quem será o sucessor em 2030? Pelo amor de Deus, discutir isso agora é uma insanidade política — disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Dirceu não conhece a Janja, porque Lula não o recebe desde a Lava Jato. O último favor que pediu a Dirceu foi coordenar a defesa da segunda-dama, Rosemary Noronha, acusada de tráfico de influência junto com um primo, que era diretor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, nomeado por Lula a pedido dela. Dirceu contratou os melhores advogados, Rose acabou sendo inocentada. É hoje uma mulher triste, mas vive bem em São Paulo. Lula não deixa faltar nada a ela e à filha, que ninguém sabe se é filha de Lula, porque nasceu após o início do romance proibido. Mais para a frente, isso será sabido, porque ela certamente pedirá um exame de DNA, para disputar a polpuda herança. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)


Operação da Polícia Federal na Abin pode incriminar até os militares golpistas

Publicado em 26 de janeiro de 2024 por Tribuna da Internet

Tentativa de golpe fracassada | Charges | O Liberal

Charge do João Bosco (O Liberal)

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Havia um golpe em marcha em 8 de janeiro de 2023. O objetivo era destituir o presidente Lula e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, quiçá a então presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, que se aposentou no ano passado.

Houve resistência ao golpe na cúpula do governo, liderada pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (CE), e pelo ministro das Comunicações, Fabio Faria (PP-RN), com apoio do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira, que fora secretário-geral da Presidência da República.

No grupo de militares palacianos, a única voz discordante era o então ministro de Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha.

LIÇÃO DE 1964 – Embora aliados a Bolsonaro nas eleições, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sabiam que a maioria dos políticos teria muito mais a perder com um golpe militar do que qualquer outro segmento da sociedade.

Eis a lição aprendida com a quartelada de 1964: no frigir dos ovos, não foram apenas João Goulart, o líder comunista Luiz Carlos Prestes — que articulava a reeleição do presidente da República — e Leonel Brizola, que almejava seu lugar, que foram os derrotados. Juscelino Kubitschek, que pretendia voltar ao poder nas eleições de 1965, e o governador carioca Carlos Lacerda, cujo sonho era ser presidente da República, acabaram cassados. Previstas para 1965, as eleições para a Presidência da República só viriam a ocorrer em 1989.

Por que lembrar esses fatos agora? A história quase que se repetiu. A operação da Polícia Federal para apurar a suposta espionagem ilegal pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo de Jair Bolsonaro, deve chegar ao núcleo golpista liderado pelo ex-presidente, do qual faziam parte militares de alta patente. Segue o fio da meada da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid.

ARAPONGAGEM – O ex-ajudante de ordens do ex-presidente conta, entre outras coisas, que o quebra-quebra bolsonarista na Praça dos Três Poderes tinha por objetivo, sim, provocar a convocação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), pela qual os militares assumiriam o controle da capital da República.

Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito, no STF, que investiga o 8 de janeiro, na decisão que autorizou a operação de busca e apreensão contra o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência Alexandre Ramagem, afirma que o atual deputado federal do PL — e candidato de Bolsonaro a prefeito do Rio de Janeiro — usou a Abin para fazer espionagem ilegal.

Além de obter e repassar informações à família de Bolsonaro, Ramagem teria bisbilhotado a vida de milhares de pessoas, entre elas a ex-deputada Joice Hasselmann, o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação Camilo Santana e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia — além de ministros do STF, entre os quais Moraes.

MORAES ACUSA – “Os policiais federais destacados, sob a direção de Alexandre Ramagem, utilizaram das ferramentas e serviços da Abin para serviços e contrainteligência ilícitos e para interferir em diversas investigações da Polícia Federal”, afirma Moraes.

A Abin teria atuado ilegalmente também na apuração sobre o caso das “rachadinhas” no gabinete de Flavio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente; na investigação sobre tráfico de influência contra Jair Renan Bolsonaro; nas ações de inteligência para descredibilizar as urnas eletrônicas; e no monitoramento de promotora do caso Marielle Franco.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, saiu em defesa de Ramagem, com a narrativa de que o Congresso foi desrespeitado. Rodrigo Maia, então presidente da Câmara, ontem, disse que foi o contrário: quem atentou contra democracia foi o ex-chefe da Abin. Seria muita ingenuidade Pacheco e Lira saírem em defesa de Ramagem.

O que se sabe até agora é a ponta do iceberg golpista.


Apontada como uma das líderes do “Invasão Zero”, filha de ex-deputado baiano deve ser ouvida pela polícia

Foto: Reprodução/Arquivo
Dida Souza seria muito conhecida na sociedade baiana mas não há registros de que seja fazendeira25 de janeiro de 2024 | 17:32

Apontada como uma das líderes do “Invasão Zero”, filha de ex-deputado baiano deve ser ouvida pela polícia

EXCLUSIVAS

A empresária Dida Souza, filha do ex-deputado Osvaldo Souza, falecido em 2012, é, segundo a Polícia Civil da Bahia, uma das líderes do “Movimento Invasão Zero”, investigado sob a suspeita de, segundo policiais, ter mobilizado, através de aplicativos de troca de mensagens, o ataque de ruralistas contra indígenas da etnia Pataxó Hã Hã Hãi, no último domingo, no município de Potiraguá, no Sul da Bahia, que resultou na morte da liderança Maria de Fátima Muniz de Andrade, conhecida como Nega Pataxó, e deixou pelo menos outros cinco feridos.

Segundo as investigações preliminares, os fazendeiros tinham como objetivo retomar a área conhecida como Fazenda Inhuma, ocupada no sábado.

— Através das redes sociais, esse grupo, Invasão Zero, organizou no WhatsApp um movimento para ir até a fazenda, a princípio para fazer uma negociação, que se transformou em ação de retomada e conflito. Mas, até o momento, nenhum líder desse grupo se apresentou para reivindicar ou esclarecer o que aconteceu. Nós temos dois integrantes que foram presos pela Polícia Militar e autuados em flagrante por homicídio e tentativas de homicídio. Além da indígena morta, outros cinco foram alvejados e levados para o hospital em Ilhéus.

As declarações foram dadas pelo delegado Roberto Junior, da Delegacia Regional de Polícia de Interior (Dirpin) da região Sudoeste/Sul da Bahia, que está à frente das investigações, na última segunda-feira, um dia após o conflito que resultou na morte da liderança indígena.

Além de Dida, o “Invasão Zero” seria liderado por outro empresário baiano, Luiz Uaquim. O movimento teria surgido em abril do ano passado na Bahia e se expandido na esteira das discussões da CPI do MST, já no segundo semestre, quando se articulou com líderes bolsonaristas da Frente Parlamentar Agropecuária, sobretudo o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), que presidiu a comissão. Àquela altura, dizia ter mais de 10 mil fazendeiros baianos como membros, antes de começar a atuar em outros Estados.

O envolvimento do nome de Dida, que seria bastante conhecida na sociedade baiana, com o grupo causou surpresa porque não há registros de que ela seja produtora nem tivesse atuação prévia como ruralista. Mas, de acordo com reportagem do jornal O Globo, o movimento, classificado como uma espécie de antagonista do MST, ganhou tanta força, e se tornou tão popular entre os parlamentares bolsonaristas, que deu nome a uma Frente Parlamentar que foi lançada em outubro do ano passado, em Goiás, em cerimônia que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal Ricardo Salles (PL-SP).

O Globo também apurou que Uaquim e Dida são administradores do grupo de WhatsApp que convocou os ruralistas para o confronto com os indígenas Pataxós. Eles devem ser ouvidos pela polícia nos próximos dias, segundo a mesma reportagem do jornal. Este site tentou contato com a empresária e com Uaquim mas não obteve sucesso até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para que se manifestem.

Política Livre 

Governo Lula avalia demitir cúpula da Abin após suposto conluio

 Foto: Arquivo Agência Brasil

Fachada da Abin26 de janeiro de 2024 | 10:06

Governo Lula avalia demitir cúpula da Abin após suposto conluio

BRASIL

O governo Lula está considerando a possibilidade de demitir a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em meio aos avanços das investigações conduzidas pela Polícia Federal. As investigações indicam a existência de um suposto conluio na atual administração para proteger indivíduos envolvidos em um esquema de espionagem ilegal conhecido como “Abin Paralela”.

Segundo o blog de Andréia Sadi, do G1, os investigadores da PF têm classificado a permanência dos membros da direção da agência como “insustentável”. Uma facção está a favor da demissão do diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e do diretor Alessandro Moretti.

No dia 25, agentes da PF realizaram buscas em endereços do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da agência no governo Bolsonaro. A apreensão incluiu quatro computadores, seis celulares e 20 pendrives, sendo que entre os objetos confiscados, constam um notebook e um celular da Abin.

Luiz Fernando Corrêa conta com a confiança do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que detém a responsabilidade de tomar decisões sobre as demissões.

Vale destacar também que a nomeação de Alessandro Moretti, ex-número 2 de Anderson Torres, desencadeou uma verdadeira disputa nos bastidores do governo.

PoliticaLivre

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