segunda-feira, fevereiro 20, 2023

Guerra na Ucrânia: após um ano de conflito, cientistas políticos opinam quem pode sair vencedor



O confronto na linha de frente pode ter sido interrompido, mas a guerra segue na Ucrânia. Em Bakhmut, uma cidade que Moscou vê como chave para obter o controle de toda a área de Donbass Oriental, centenas de soldados são mortos e feridos todos os dias, de acordo com analistas dos EUA.

Por Florent Parmentier* e Cyrille Bret*. The Conversation

E o impasse continua.

Essa é a realidade na Ucrânia, quase um ano depois que a Rússia invadiu o país em 24 de fevereiro de 2022. Muitos “observadores” experientes da política russa falharam em prever o conflito e acreditaram que Vladimir Putin estava apenas estacionando suas tropas na fronteira com a Ucrânia para impedir a expansão da UE e da Otan em sua esfera de influência, num show de “diplomacia heavy metal”.

Dado o fracasso em prever a guerra, há alguma chance de antecipar como ela pode se desenvolver?

Até agora, o conflito gerou muitas “surpresas” militares, diplomáticas e estratégicas. Por um lado, Moscou foi surpreendida pela combatividade das forças ucranianas e o apoio da UE e dos Estados Unidos a Kiev.

Por outro lado, as chancelarias ocidentais também tiveram que lidar com canais diplomáticos bloqueados nas Nações Unidas e um apoio comedido à Rússia pela China, Índia e vários países africanos.

Apesar da série de sanções ocidentais implementadas com o objetivo de transformar a Rússia em um pária internacional, Moscou continua a atuar com desenvoltura. E a gigante onda de migração ucraniana para a Europa pegou muitas capitais ocidentais de surpresa.

Prevemos que o conflito pode se desenrolar de três maneiras.

Cenário 1: A Rússia sofre um grande revés

No primeiro cenário calculado, a Rússia lança uma nova ofensiva em Kiev, bem como em Donbass e na província de Kherson.

Esses ataques falham, no entanto. A Rússia perde muitos homens e uma grande parte das quatro províncias anexadas ilegalmente em setembro de 2022. Moscou descobre que não atingiu seu objetivo estratégico inicial de mudança de regime em Kiev. A Ucrânia retoma as fortalezas russas e avança para a Crimeia.

Vários fatores contribuem para essa derrota russa. Internamente, torna-se mais desafiador mobilizar os homens, com cidadãos elegíveis fugindo do país em massa. O comando sofre para formar novos recrutas e a base tecnológica e industrial de defesa (DTIB) dá sinais de esgotamento. As sanções ocidentais continuam duras, enquanto uma crise se espalha entre os dirigentes e o governo.

Na Ucrânia, o sucesso desse cenário depende de vários fatores. Por um lado, o país resistiu ao desgaste da guerra e desfruta de estabilidade política antes das eleições parlamentares de outono de 2023. A ajuda militar europeia e americana chega constantemente, e o Exército ucraniano consegue manter várias frentes simultaneamente.

Em dezembro de 2022, o chefe de gabinete Valeri Zaloujny converteu esse sucesso em números: 300 tanques, 600-700 veículos de combate de infantaria e 500 obuses.

No cenário internacional, essa hipótese pressupõe que a Rússia perca a posição de força que lhe foi conferida em 2022 pelo aumento dos preços da energia. Isso exigiria que seus compradores encontrassem fontes alternativas de abastecimento.

A longo prazo, esse cenário abriria caminho para um cessar-fogo e, eventualmente, para negociações de paz genuínas (que não seriam sinônimo de vitória russa). Para a Ucrânia, com vitória não há “negociações”; o país retornará às suas fronteiras originais, os russos serão processados ​​por crimes de guerra e também pagarão pelos danos.

No entanto, se a derrota russa for severa, a desordem política interna pode paralisar a liderança e criar o caos em Moscou, privando o país da capacidade de realmente se engajar em negociações. A Rússia teria que considerar a guerra perdida para sempre, mantendo uma cadeia de comando eficaz. Duas questões difíceis de lidar seriam o destino da Crimeia e a adesão à Otan. Em suma, esse cenário se basearia nas contra-ofensivas ucranianas bem-sucedidas de agosto a novembro de 2022.

Cenário 2: A Rússia alcança um sucesso tangível

O cenário inverso enxerga uma série de vitórias militares para a Rússia a partir do final do inverno. O país retoma a maior parte da província de Kherson, ameaça Kiev diretamente da Bielorússia e avança em direção a Odessa. Esse resultado depende de várias condições – sendo a principal delas o esgotamento humano e material dos ucranianos.

Do lado russo, o Kremlin acerta em várias áreas onde falhou até recentemente. As tropas mobilizadas no outono de 2022 são efetivamente treinadas e implantadas taticamente. As cadeias de suprimentos se sustentam nas três principais frentes (norte, leste e sul). Aprendendo com a contra-ofensiva ucraniana, o exército russo colocou seus centros de logística fora do alcance do HIMARS, o míssil fabricado nos Estados Unidos.

Tais sucessos resultariam em uma clara vitória russa na Ucrânia, com anexações ilegais consolidadas no leste do país e um governo pró-Rússia. A Ucrânia não teria a unidade necessária para reconstruir o país.

Para a Ucrânia, esse pior cenário poderia se concretizar se vários desenvolvimentos ocorressem. Em primeiro lugar, as Forças Armadas estarem severamente desgastadas e enfrentarem problemas de abastecimento de armas. Também veríamos uma Presidência de Zelensky mais fraca, possivelmente sob pressão de um escândalo de peculato, de um “partido da paz” ou, ao contrário, de nacionalistas exigindo poder mais forte. O governo pode falhar em manter o apoio ocidental ou se cansar das interferências ocidentais.

Internacionalmente, esse cenário pressupõe a continuidade das exportações russas de energia para a Ásia e uma estratégia de preços por parte das potências do gás. Moscou exploraria ao máximo suas redes diplomáticas, desfrutando de forte apoio da China em face da influência americana.

Enquanto isso, a influência dos governos pró-ucranianos na Polônia e dos países do norte da Europa na União Européia diminuiria. Para que a tempestade fosse perfeita, um desenvolvimento internacional como uma crise em Taiwan absorveria a atenção dos EUA.

Cenário 3: Guerra prolongada

Um terceiro resultado desse conflito pode ser a incapacidade de ambos os protagonistas de obter vantagem sobre o outro por um período de vários anos.

Esse cenário pode ocorrer com a estabilização das principais linhas de frente, pois as batalhas continuam a irromper em localidades de importância secundária (cruzamentos de estradas, eclusas de rios, pontes). Moscou poderia, por exemplo, retomar a ofensiva em direção a Kiev com sucesso limitado e concentrar seus esforços na consolidação de Donbass.

Por outro lado, a Ucrânia poderia tentar aumentar sua vantagem de Kherson para o sul para ameaçar a Crimeia. Este cenário não exclui combates intensos e sucesso limitado de ambos os lados. Isso não mudaria o equilíbrio geral do conflito.

Vários fatores podem se combinar para provocar essa situação. A ajuda militar ocidental pode atingir um “platô” devido ao estado dos estoques e à natureza das armas. A combatividade ucraniana poderá manter-se sem produzir os efeitos espetaculares do final do verão de 2022 por causa de uma “curva de aprendizagem” do lado russo, especialmente na articulação entre os diferentes exércitos.

Do lado russo, isso pode ocorrer devido aos limites estruturais de sua ferramenta militar: rigidez tática, logística deficiente, frentes e cadeias de suprimentos esticadas, limites de recursos humanos, cultura de mentiras nas administrações públicas, etc.

Fatores exógenos também podem levar à decadência militar e diplomática. Nenhum dos lados está em posição de fazer com que sua própria população e aliados aceitem negociações com base no atual equilíbrio de poder militar. Para a Rússia, não houve sucesso claro; para Kiev, a integridade territorial ainda não foi restaurada.

Entrar em negociações seria uma admissão de fracasso para Vladimir Putin e o colocaria em risco. Para Volodymyr Zelensky, concordar com as negociações seria uma renúncia que o faria perder o amplo apoio de que atualmente desfruta tanto interna quanto externamente.

Neste cenário, a Ucrânia se tornaria em 2023 palco de um novo conflito não resolvido no espaço pós-soviético.

*Florent Parmentier é secretário-geral do Centre de Recherches Politiques de Sciences Po (CEVIPOF) e professor da Sciences Po. -*Cyrille Bret é especialista em geopolítica, também da Sciences Po.

BBC Brasil

Prefeito de Guanambi nomeia denunciado por fraudes na secretaria de saúde

 

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Foto: Reprodução / Blog do Anderson

O prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (União Brasil), nomeou Paulo Fraga Rodrigues para o cargo de Superintendência Administrativa Geral da Secretaria Municipal de Saúde. Ele já ocupou o cargo de secretário de saúde na gestão dos ex-prefeitos Charles Fernandes Silveira Santana (PSD) e Jairo Silveira Magalhães (PSD). As informações são do Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias. 

 

Em novembro de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação penal contra três médicos e o então secretário de saúde de Guanambi, por estelionato e falsificação de dados no Projeto Glaucoma, financiado pelo Ministério da Saúde com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Segundo o MPF, a clínica alvo da ação chegou a receber R$ 9,4 milhões do SUS para atendimentos em Guanambi e em outros 30 municípios próximos entre os anos de 2013 e 2017. A denúncia afirma que os os médicos responsáveis colocaram em risco a saúde de pacientes, descumprindo diversos requisitos da Política Nacional de Atenção Oftalmológica e inserindo dados falsos no sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

https://www.bahianoticias.com.br/

Nota da redação deste Blog - Já em Jeremoabo um dos predicados para assumir cargo do alto escalão executivo na Aadminsitração Municipal é ja ter sido condenado ou responder processo por fraude e improbidade. Portato em Guanambi está começando agora em Jeremoabo é jornal antido, notícia velha...

Janja diz que popularidade é fruto de força da mulher e diz que Lula não pôde vir por logística envolvida

 

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Foto: Phelipe dos Anjos / Bahia Notícias

A socióloga e primeira-dama do Brasil, Rosângela Silva, a Janja, declarou que a receptividade do público ao nome dela é fruto do protagonismo das mulheres. Janja apareceu neste domingo (19) no circuito Dodô [Barra-Ondina] onde curte a festa no camarote Expresso 2222, da família Gil.

 

Uma pesquisa da Quaest, realizada entre 10 e 13 de fevereiro, apontou Janja com avaliação positiva de 41%. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro ficou atrás, com 35%. “Isso é uma demonstração de amor e de que nós mulheres estamos onde queremos estar, podemos falar o que queremos falar e isso me deixa muito feliz”, disse Janja em coletiva de imprensa.

 

A socióloga aproveitou para agradecer a recepção dos baianos no carnaval e se mostrou . “Eu tô muito feliz de estar aqui na Bahia. A gente veio aqui descansar, mas não poderia de deixar de passar aqui no camarote Expresso 2222, que era um sonho, e hoje estou aqui. Obrigada, Bahia”, afirmou.

 

Perguntada sobre o porquê do presidente Lula não a ter acompanhado, Janja disse que o deslocamento do presidente não possível, pela logística que seria envolvida, o que incluiria o aparato de segurança. "Seria muito confuso", finalizou.

Armandinho Macedo agradece homenagens de Daniela Mercury e fala sobre 100 anos de Osma


Por Bruno Leite / Alexandre Brochado

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Foto: Fhelipe dos Anjos / Bahia Notícias

O instrumentista Armandinho Macedo está neste domingo (19) aproveitando o Carnaval de Salvador no Expresso 2222. Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista falou da importância das homenagens de Daniela Mercury a Dodô e Osmar, criadores do trio elétrico.

 

 

“Daniela sempre fez homenagem maravilhosa, é uma que ela fez que homenagem que consagra os inventores do trio elétrico e da guitarra baiana. Toda homenagem é bem vinda, comemoramos agora os 100 anos do velho Osmar. Esse Carnaval é especialíssimo que é a volta do grande Carnaval, as energias, a vontade, a alegria é redobrada.”, declarou.

 

No camarote, Armandinho se encontrou com a primeira-dama Janja Lula da Silva, que ele define como uma fã e grande amiga. “Janja é minha amiga, uma fã dos meus trabalhos, de muito tempo. É uma felicidade encontrá-la aqui, agora que ela não tem mais tempo para nada. É a primeira-dama e eu tenho o maior orgulho disso, é minha amiga. Uma pessoa que está ocupando um grande cargo no Brasil e eu tenho a maior felicidade.”, destacou.

 

Chuva recorde deixa 36 mortos, interdita estradas e põe litoral de SP em estado de calamidade

Segunda-Feira, 20/02/2023 - 08h00

Por Francisco Lima, Clayton Castelani, Cláudio Oliveira e Aline Mazzo | Folhapress

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Foto: Divulgação / Governo de SP

As fortes chuvas que atingem o litoral norte de São Paulo desde sábado (18) deixaram um rastro de destruição e mortes. De acordo com a Defesa Civil do estado, 36 mortes já foram confirmadas. Há também 228 pessoas desalojadas e 338 desabrigadas.
 

Entre os mortos há uma criança de 7 anos, que morreu em um deslizamento de terra em Ubatuba. Os outros 35 mortos são de São Sebastião, a cidade mais afetada pelo temporal —31 óbitos na Barra do Sahy, 2 em Juquehy, 1 em Camburi, e 1 em Boiçucanga.
 

No início da noite deste domingo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decretou estado de calamidade pública para as cidades de Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, todas no litoral norte de São Paulo, além de Bertioga.
 

De acordo com o governo do estado, em menos de 24 horas o acumulado de chuva ultrapassou os 600 mm em alguns pontos do litoral. As áreas mais atingidas estão entre Bertioga (683 mm) e São Sebastião (627 mm). Tais índices pluviométricos são dos maiores já registrados no país em curto período e em situação não decorrente de ciclone tropical.
 

O índice pluviométrico refere-se à quantidade de chuva por metro quadrado em determinado local e período. Nesse cálculo, 1 mm de chuva equivale a 1 litro de água por metro quadrado. Assim, no caso em que o volume de chuva registrado é de 600 mm, significa que choveu 600 litros de água para cada metro quadrado.
 

O Corpo de Bombeiros informou que recebeu um número recorde de chamadas para socorro --só para São Sebastião foram 481 solicitações. A Defesa Civil alertou para que evitem se deslocar para o litoral norte em razão da quantidade de interdições nas estradas.
 

A chuva também impactou o fornecimento de água. Segundo o governo do estado, algumas estações de tratamento foram afetadas pela enxurrada, que arrastou troncos, pedras e muita lama, e técnicos da Sabesp tentam desde a madrugada restabelecer o serviço. Caminhões-pipa estão disponíveis para hospitais e áreas mais afetadas. A recomendação é que as pessoas economizem água.
 

UBATUBA
 

Durante a madrugada, um deslizamento de terra fez com que uma pedra atingisse uma casa na rua Benedito Alves da Silva, no bairro Estufa, em Ubatuba (220 km de SP). Uma criança de sete anos que estava no imóvel morreu na hora, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
 

A cidade registrou 335 mm de chuva, segundo a Defesa Civil.
 

SÃO SEBASTIÃO
 

A Prefeitura de São Sebastião (197 km de SP) decretou estado de calamidade pública após as fortes chuvas causarem deslizamentos de terra em diversas áreas do município. Até as 15h, a prefeitura e os Bombeiros contabilizavam duas mortes na cidade. A programação do Carnaval foi cancelada.
 

Segundo a prefeitura, Fabiana de Freitas Sá, 40, coordenadora do Programa Criança Feliz, projeto do Governo Federal, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, morreu após a casa em que morava, na estrada da Maquinha, em Boiçucanga, desabar.
 

Já o Corpo de Bombeiros confirmou a morte de um bebê de nove meses em Camburi.
 

À Folha, o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), disse que não é possível chegar à cidade por nenhuma estrada, pois todas estão interditadas. Segundo ele, a região mais afetada é a Vila do Sahy.
 

"Diversas casas desmoronaram, muitas pessoas ainda estão debaixo dos escombros. As equipes de busca e salvamento não estão conseguindo acessar diversos locais. A situação é muito caótica", disse Augusto em transmissão ao vivo nas redes sociais.
 

A Prefeitura de São Sebastião abriu escolas para receber famílias desabrigadas. Em locais mais afetados, como a travessa Antônio Tenório, no Itatinga, moradores estão sendo removidos e encaminhados para esses abrigos.
 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acompanhado do coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira, está na região e afirmou que a prioridade é liberar as vias para que o socorro consiga chegar.
 

Serão usados helicópteros das Forças Armadas e da Polícia Militar no resgate, e os feridos serão transferidos para hospitais de Caraguatatuba e de São Paulo. Um comitê para gerenciar as ações de atendimento aos desalojados e desabrigados foi montado.
 

BERTIOGA
 

Bertioga foi a cidade que registrou o maior volume de chuvas. Segundo a Defesa Civil, foram 687 mm nas últimas 24 horas. Há diversos pontos de alagamentos, inclusive na Riviera de São Lourenço, bairro de alto padrão.
 

Em imagens publicadas nas redes sociais é possível ver um homem enfrentando a enchente com água na altura das coxas na região da praia de Guaratuba.
 

Em comunicado nas redes sociais, a Prefeitura de Bertioga afirmou que as atrações de Carnaval foram adiadas em razão das fortes chuvas.
 

CARAGUATATUBA
 

Em Caraguatatuba também houve registro de alagamentos. A cidade registrou acumulado de 395 mm.
 

ILHABELA
 

Ilhabela está em estado de atenção. O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) colocou a região sul do arquipélago em estado de atenção devido às fortes chuvas que atingiram a cidade. Em 18 horas, choveu 337 mm no local, segundo o governo do estado.
 

A Defesa Civil atende neste domingo a ocorrências de deslizamentos de terra, alagamentos e quedas de galhos e postes da rede elétrica. Há monitoramento nas áreas de risco.
 

O transporte público entre os bairros Barra Velha e Borrifos está fora de operação e sem previsão de normalização.
 

O abastecimento de água na cidade está interrompido. A prefeitura pede para que a população evite desperdiçar água até a normalização do sistema.
 

A administração cancelou a programação do Carnaval com marchinhas e o Banho da Dorotéia, marcados para este domingo.
 

GUARUJÁ
 

A chuva também causou estragos no Guarujá (93 km de SP), na Baixada Santista.. Na região do Jardim Acapulco —um condomínio de alto padrão—, ruas e casas ficaram alagadas.
 

MOGI-BERTIOGA INTERDITADA
 

A rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) está interditada na altura do km 82, em Biritiba Mirim, devido ao rompimento de uma tubulação e consequente erosão causados pelas fortes chuvas que atingiram a região.
 

A interdição, de acordo com o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), ocorre desde a 0h30 deste domingo.
 

Não há previsão para liberação da pista. Os motoristas são orientados a usar como rotas alternativas as rodovias do sistema Anchieta-Imigrantes (SP-160 e SP-150), Tamoios (SP-99) e Oswaldo Cruz (SP-125).
 

RIO-SANTOS
 

Durante a madrugada, a Rio-Santos (BR-101) foi interditada no trecho entre os km 10 e 35, em Ubatuba (SP). De acordo com a concessionária CCR RioSP, a medida se deu devido às chuvas, que tornaram perigoso o tráfego no trecho.
 

A rodovia foi liberada na manhã deste domingo, após uma vistoria.

Rui Costa anuncia que acompanhará Lula no litoral norte de São Paulo

Segunda-Feira, 20/02/2023 - 08h40

Por Redação

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Foto: Reprodução / Instagram

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), também interrompeu o momento de folga para ir para o litoral norte de São Paulo, que teve cidades afetadas pelas fortes chuvas neste fim de semana. Em sua conta oficial no Twitter, o ex-governador da Bahia disse estará nesta segunda-feira (20) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi para SP neste domingo (19). 

 

"Estarei hoje com o presidente Lula no litoral norte de São Paulo. A tragédia requer todo o nosso empenho, trabalho e solidariedade. Meus sentimentos às famílias que perderam entes queridos", anunciou Rui. 

 

 

São Sebastião, Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela estão sofrendo com deslizamentos, alagamentos e interdições de rodovias. A última atualização indica que 36 pessoas já foram mortas em decorrência da tragédia no litoral norte de São Paulo. 

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