segunda-feira, dezembro 19, 2022

Da diplomação, dos pilares e o compromisso com uma nova gestão

 

                                                                       Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                                      “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

hoje, 19, a Justiça Eleitoral realizará a cerimônia de diplomação dos eleitos no pleito deste ano. Fábio Mitidieri foi eleito no segundo turno por conta de diversos fatores, entre eles a enorme rejeição do adversário, o senador Rogério Carvalho, e uma coalização formada no segundo turno envolvendo diversas lideranças e partidos.

Lideranças, Luiz e Érica Mitidieri

A verdade é que diversas lideranças tiveram importância na vitória de Fábio Mitidieri, e não se pode atribuir a um, a dois ou até mesmo a meia dúzia. Cada um fez a sua parte, porém é preciso destacar dois pilares fundamentais para a vitória, dentro da própria família: o ex-deputado estadual e médico Luiz Mitidieri, o seu pai, e a esposa, Érica Mitidieri.

Luiz Mitidieri, que sempre foi averso à mídia, tendo a discrição como norte na vida, é da escola dos políticos que a palavra dada vale mais do que um documento escrito. E isso fez muita diferença no segundo turno. Já a esposa de Fábio, Érica, desde o primeiro turno surpreendeu a todos criando e comandando um grupo com mulheres que percorreu todos os cantos, principalmente a grande Aracaju. Tem gente que diz que a desenvoltura da futura primeira-dama supera a do próprio Fábio.

Novo ciclo com uma gestão moderna

Que Fábio inaugurará um novo ciclo na política ninguém tem dúvidas. Com a eleição dele, fechou-se um ciclo de 3 décadas com políticos tarimbados como João Alves, Albano Franco, Maria do Carmo, Jackson Barreto, Valadares, Machado, entre outros.

A dúvida da gestão de Fábio é saber se ele vai mesmo renovar, a começar pelo secretariado, ou optará pela mesmice como vem ocorrendo em Sergipe nas últimas décadas.


Através do anúncio do secretariado, os sergipanos saberão se Fábio está mesmo disposto a construir um Estado voltado urgentemente para a constante modernização ou será apenas mais um governo que levará o Estado com uma barriga pesada, com uma equipe “apegada” ao poder e ao governador de plantão.

Uma equipe voltada para projetos atemporais

Para se ter uma ideia, o último planejamento de verdade que Sergipe teve foi com Déda, a partir de 2007, com a criação de projetos como o Proinvest e o Sergipe Cidades. Urge uma equipe técnica e uma área especifica para criar e pensar Sergipe com projetos atemporais e que não sejam apenas de um governo.

Fábio precisa compor o governo com aliados, mas ele pode pedir que os aliados sugiram nomes de gestores com capacidades técnicas. Déda fez isso.

Através do secretariado, todos saberão se Fábio realmente está disposto a implementar uma gestão arrojada e inovadora, ou apenas será mais um com uma máquina antiquada, pesada e composta de velhos nomes que não pensam em Sergipe, mas em seus interesses pessoais, e em alguns casos, empresariais.

O marqueteiro Carlos Cauê  Nos últimos dias, comenta-se nos bastidores, que o marqueteiro Carlos Cauê pode retornar à Secretaria de Comunicação do governo do Estado, que será recriada. Consultados, alguns amigos mais próximos do mago Cauê disseram que ele após várias vitórias eleitorais, está focado em retornar à criação literária. Cauê foi forjado no antigo PCdoB, ao lado de Edvaldo Nogueira e iniciou a trajetória no marketing eleitoral na campanha para prefeito em 1988, sob o comando de Jorgival Porto, elegendo Paixão prefeito de Aracaju. Nas outras vezes que o nome dele era cogitado Cauê fingia que não queria, mas desta vez amigos garantem que ele está cansado das intrigas políticas eleitorais. Cauê sabe que não se pode falar nas eleições em Sergipe, das décadas de 90 para cá, sem citar a vitoriosa carreira dele.  É um fato, talvez por isso entende que é o momento de pendurar as chuteiras. 

Um secretariado que dialogue com a mídia Eis um dado interessante que o governo Fábio precisa modificar. Depois de Déda, Jackson e Belivaldo preferiram optar que um jornalista fique explicando à imprensa sobre todas as áreas, principalmente quando aparecem problemas. O amigo Givaldo Ricardo, atual superintendente, tem que colocar a cara, quando na verdade o secretariado precisa aparecer. Givaldo virou um porta voz não do governador, mas de toda máquina. Com certeza, Givaldo terá um espaço, mas que o secretariado tenha a transparência necessária para colocar a cara. A sociedade merece!

Turismo: uma nova cara E o blog foi informado que a pasta do turismo terá uma atenção especial no novo governo e não será mais um apêndice de indicados políticos e amigos do gestor de plantão. Os próprios servidores da pasta estão ansiosos e na expectativa que a mudança da gestão chegue de verdade. Não dá mais para pautar o turismo em feiras e eventos para encher linguiça. Não é preciso milhões, mas criatividade, amor a Sergipe e força de vontade.  Os servidores já encomendarem até uma torta para comemorar…

Uma panelinha no turismo de Sergipe A verdade é que existe uma panelinha no turismo de Sergipe e, infelizmente, tem a participação até mesmo de alguns empresários que só pensam em seus projetos e esquecem do macro. Acham que mandam e continuarão mandando no turismo. É preciso inovação, planejamento e soluções. Pensar “fora da caixa”.

Forró Caju na Orla de Atalaia? Só pode ser boato! E no fim de semana dois leitores enviaram mensagens dizendo que o prefeito Edvaldo Nogueira pretende levar o Forró Caju para a orla da Atalaia para dar maior visibilidade marcar pontos com a classe alta. Só pode ser boato! O Forró caju nasceu não só para consolidar a cultura junina, mas também para dar uma oportunidade igual para a população da Zona Norte e toda Grande Aracaju. Na orla já tem a Vila do Forró sob a gestão da Setur. O correto é fortalecer e investir, não só o Forró Caju no mercado, mas também o tradicional concurso de quadrilhas da Rua São João. É aguardar!

Arcebispo indignado Disseram que a semana passada, na cúria metropolitana de Aracaju, aconteceu uma situação constrangedora entre o pe. Genivaldo Garcia, recém-nomeado bispo da diocese de Estância, e o arcebispo dos ricos e poderosos, d. João Costa. O blog teve acesso ao ocorrido porque um padre da cúpula da arquidiocese bateu com a língua nos dentes e a situação ficou fora do controle das paredes da cúria.

Cobras e lagartos Segundo o padre da cúpula da arquidiocese, que é oportunista e gosta de dinheiro, o arcebispo dos ricos e poderosos disse cobras e lagartos ao pe. Genivaldo Garcia, que permaneceu calado e escutou com serenidade os desaforos do desequilibrado d. João Costa. O pe. Genivaldo não mereceu os desaforos ditos pelo arcebispo d. João Costa. E nem adianta desmentir. Crendeuspai, será que “Ramos” vai ter coragem de dizer que é mentira do blog?

Responsáveis O comentário geral é que a situação da arquidiocese de Aracaju está insustentável. Dizem que o arcebispo “está com atitudes de um louco”. Diante da possibilidade do arcebispo estar com as faculdades mentais comprometidas, o blog faz os seguintes questionamentos ao clero e aos leigos da arquidiocese: caso o arcebispo esteja com essas atitudes, a cúpula do bispado informou tal situação ao representante do Papa Francisco? O vigário-geral, o chanceler, e o ministro da propaganda não deveriam ser responsabilizados de tal omissão? Qual o interesse em permanecer nessa situação? E o Conal não diz nada?

“O arcebispo ficou uma fera” Nos bastidores da arquidiocese de Aracaju, a informação é que o arcebispo d. João Costa ficou uma fera com o pe. Genivaldo Garcia porque ele escolheu o arcebispo-emérito d. Palmeira Lessa para ser o bispo-principal da sua ordenação. O pe. Genivaldo está coberto de razão, pois se o arcebispo estiver mesmo com as faculdades mentais comprometidas, a sua ordenação poderá ser considerada inválida. Misericórdia.

 Bajuladores do poder Para muitos leigos e leigas, “a situação da arquidiocese de Aracaju está insustentável porque o vigário-geral, o chanceler, o ecônomo, o coordenador de pastoral, o ministro da propaganda e alguns vigários-episcopais estão sendo beneficiados com a fragilidade do arcebispo. É melhor um arcebispo débil sob controle do que um outro que mude toda a cúpula.” Arrepare, Osmário, será que estão pensando apenas nos seus cargos?

 25 anos E quem está completando hoje 25 anos de ordenação presbiteral é o pe. Jadson Ramos, pároco da paróquia nossa senhora do Rosário e ecônomo da arquidiocese de Aracaju. Às 19h será realizada uma missa em ação de graças na paróquia. Dizem que o pe. Jadson, que já é o 3º ecônomo da arquidiocese durante o bispado de d. João Costa, está se preparando para deixar o economato caso um certo bispo d. Dulcênio Fontes seja nomeado arcebispo de Aracaju. Vixe maria.

Ataques à democracia O blog foi informado que, em Sergipe, alguns policiais, principalmente militares, estão sendo alvos de fiscalização e deverão encarar processos por atos antidemocráticos, incitar a ordem pública em defesa de intervenção e golpe militar. Inclusive policiais militares da ativa e da reserva. O MPF e a PF estão tendo muito trabalho em todo país e, em janeiro, mesmo com os patriotários deixando a frente dos quartéis, muitos enfrentarão a lei, por conta dos atos antidemocráticos.

Detran e os servidores abnegados E este espaço, que tanto crítica, quando recebe informações elogiosas sobre os serviços prestados pelo poder público fica alegre em destacar. Um exemplo: o Detran do CEAC do Shopping RioMar. Lá tudo funciona e a atenção de alguns servidores merece aplausos e divulgação. Um deles, de nome Cleverton, com uma extrema educação, paciência e dedicação para atender os usuários. Muitas vezes, o servidor desconta o baixo salário e os problemas no usuário, porém boa parte sabe que o responsável não é o usuário, mas o gestor de plantão. Ao tratar o usuário com respeito, o servidor público, em qualquer área, não só faz sua parte, mas ganha a adesão do usuário para suas reivindicações. Fica a dica!

 

Lagarto: Câmara de Vereadores freia tentativa da gestão dos Ribeiro de criar mais três secretarias Deu no site “O Bolo é Grande”: Na quinta-feira, 15, a Câmara Municipal de Lagarto não acatou a tentativa do Executivo para criação de mais três secretarias. Suspeita-se que tentativa de criar mais pastas é para alocar possíveis secretários exonerados. Assim que o projeto chegou ao Legislativo, o presidente da Câmara, Amilton Fontes, freou a matéria a toque de caixa. Vereadores de oposição também fizeram coro ao presidente e ajudaram a barrar o projeto que oneraria ainda mais o município de Lagarto.

 Questionamentos E finaliza a matéria do site: “Nos bastidores da política, alguns questionamentos estão ecoando, como por exemplo: será que os secretários que serão exonerados foram ludibriados, já que a promessa de realocar para novas secretarias não será cumprida? Sem secretarias novas, aqueles que serão exonerados perderão seus vantajosos salários na prefeitura de Lagarto?”

Nota Pública – Governo Itabaiana  O Governo de Itabaiana, através de sua secretaria de Comunicação, vem por meio desta informar que o prefeito Adailton Sousa passou por uma cirurgia de próstata na quinta-feira, 15. O procedimento, pouco invasivo e realizado de maneira rápida, ocorreu de forma plenamente satisfatória, tendo Adailton entrado e saído da sala de operação em menos de 3 horas. Assim como o procedimento, a recuperação também é rápida, tendo o prefeito recebido alta na tarde da sexta-feira, dia 16, indo diretamente para sua residência, local aonde, conforme orientação e autorização médica, permanecerá trabalhando em regime de home-office durante cinco dias, podendo voltar as suas atividades normais no prazo de uma semana. Certos de que a plena recuperação do prefeito Adailton Sousa conta com as orações de toda a população itabaianense, desde já agradecemos pela atenção e pelo carinho de todos.

Sergipe: safra de grãos 2022 cresce e colheita do milho será a maior da série histórica O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), publicado pelo IBGE no último dia 8 de dezembro, estima aumento de 16,6% na safra de grãos em Sergipe em relação ao ano anterior. O resultado também coloca o milho sergipano com safra recorde de 887.178 toneladas, representando um aumento de 17,5% na produção em relação ao ano passado e a maior colheita da série histórica divulgada pelo Instituto desde 2009. Ainda conforme o levantamento, das quatro principais lavouras de grãos no estado, estima-se crescimento na produção de feijão (84,%) e amendoim (1,1%). Já a lavoura de arroz deve ter pequena queda de 1,3%, mas mantém Sergipe como o terceiro produtor desse grão no Nordeste.

Rendimento De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Zeca da Silva, os dados poderiam ser maiores se não tivéssemos chuvas irregulares. Na região de Carira, por exemplo, as chuvas foram muitas no mês de maio atrasando o plantio e retardando também a colheita, pois choveu muito no fim de novembro e início de dezembro quando o grão já estava seco e pronto para ser colhido. Mas, no geral, o resultado estadual foi muito bom e isso só engrandece a agropecuária sergipana, colocando o estado como o 4º maior em produção de milho (depois de Bahia, Piauí e Maranhão) e o 1º em rendimento médio (produtividade de 5.113 kg/ha) na região Nordeste.

Fatores O secretário da Agricultura explica ainda que, a liderança da cultura do milho decorre de vários fatores. “Podemos afirmar que o aumento na produção e produtividade do milho tem vários fatores, entre eles, a introdução das boas práticas cultivares, mecanização de alta tecnologia e insumos adequados, acesso ao crédito por bancos públicos – entre eles o Banese que vem ampliando a oferta de crédito agrícola e abrindo agências especializadas e mais próximas do produtor. Além disso, os preços atrativos no mercado nacional e internacional e os incentivos fiscais do Governo de Sergipe, que desde 2019 reduziu a alíquota do ICMS de 12% para 2%, são também fatores significativos para a conformação do milho como produto do agronegócio”, avalia.

 Equipe técnica Conforme informações da equipe técnica da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), o processo de expansão da cultura do milho se estende principalmente pelos territórios agrestino e sertanejo. O grão já está presente em dezesseis municípios e ocupa mais de 90% das áreas de lavoura em todos eles, sendo Carira e Simão Dias os que apresentam maior produção e produtividade. O técnico agrícola do escritório da Emdagro em Simão Dias, Clóvis Emídio Vieira, destaca que a produção local foi dentro do esperado. “Nosso resultado final será de 28 mil hectares colhidos em 2022, maior do que o ano passado, com colheita total de 168 mil toneladas no município”. Ele também destaca a alta na produtividade com rendimento médio dos últimos anos entre 6 mil quilos por hectare.

Perda Em Carira, o técnico agrícola da Emdagro, José Ananias, confirmou uma perda de 30% na safra municipal em função das chuvas que retardaram o plantio e a colheita. “Além de atrasar o plantio, o excesso de chuva na colheita (140 milímetros na região de Carira) fizeram o grão germinar, prejudicaram a colheita. Perdemos cerca de trinta por cento e nosso rendimento médio caiu para 4.200 kg/ha ou 21 sacos por tarefa”, explica o técnico.

Outras lavouras O LSPA do IBGE também demonstra crescimento de outras lavouras com bastante importância econômica para o estado de Sergipe. A cana de açúcar, por exemplo, deverá fechar o ano com uma produção de 2 milhões de toneladas, 17,2% maior do que o ano passado. A mandioca também deverá crescer 1,3%. A produção de laranja tem crescimento de 17,9% na safra, no rendimento médio (15,4%) e na área plantada (2,1%) em relação a 2021. A safra de laranja mantém Sergipe como o 2º produtor do nordeste e o 5º do Brasil.

Caminhões e tratores para Prefeituras e associações de pequenos produtores O deputado federal e senador eleito, Laércio Oliveira, encerra seu mandato entregando caminhões, tratores, maquinários e implementos agrícolas para as Prefeituras de Pacatuba e Santana do São Francisco e mais seis associações nos municípios de Cedro de São João, Feira Nova, Itaporanga D’Ajuda, Japoatã, Porto da Folha e Propriá. Os equipamentos foram adquiridos através de uma emenda de sua autoria no valor de R$ 3 milhões e os recursos são oriundos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).

Importância “Esse é um momento muito especial na minha vida política. Fico feliz porque, ao encerrar a minha atividade como deputado federal, participo de um momento tão importante. Entregar esses equipamentos na segunda quinzena do último mês do ano, tendo o privilégio de estar junto com vocês, quitando a minha palavra, isso é muito gratificante. Foi um compromisso que nós firmamos com o propósito de atender a todos que mais precisam e a gente sabe o quanto eles serão úteis. Só peço que vocês façam um bom uso desses equipamentos”, disse Laércio.

Santana de São Francisco O município de Santana de São Francisco foi beneficiado com um caminhão basculante. Para o prefeito Ricardo Roriz, a entrega desse equipamento significa liberdade e economia para o município. “Essa caçamba vai ajudar muito o setor agrícola e, principalmente, o nosso artesanato. Laércio é esse grande homem e um grande parlamentar, é o nosso parceiro, um político que não olha apenas para Santana, mas para todo o Estado de Sergipe. Por isso, quero parabenizá-lo e dizer que Sergipe estará muito bem representado no Senado com Laércio Oliveira”, disse Roriz.

Pacatuba A prefeita de Pacatuba, Manoela Martins, agradeceu ao senador eleito pela liberação de recursos para a compra de um trator e implementos agrícolas. “É um dia de grande alegria para todos nós, o nosso povo está muito feliz com esse presente de Natal. Quero parabenizar o deputado federal e senador eleito Laércio Oliveira por sua trajetória política, sempre olhando para as necessidades dos municípios, e pedir a Deus que o abençoe sempre para que nos próximos oito anos o senhor possa fazer muito mais pelo Estado de Sergipe”, disse.

Japoatã O presidente da Associação Comunitária Amigos de Japoatã, Rafael Almeida, falou sobre a satisfação em receber um trator que, segundo ele, será de fundamental importância para ajudar os pequenos produtores. “Esse equipamento é muito importante para nós. Laércio é um deputado que ajuda muito ao município de Japoatã e vai fazer mais ainda. E hoje comprovou que ele renovou mais uma vez o compromisso com o município com a doação desse trator. Só tenho a agradecer por tudo que ele fez por Japoatã”, pontuou.

Amanhã, 20: Centenário do jornalista João Oliva será celebrado na Alese Se vivo estivesse, o jornalista, radialista, escritor e acadêmico João Oliva Alves completaria, no próximo dia 29 de dezembro, 100 anos, e para celebrar o centenário do sergipano de Riachão do Dantas a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese) realizará Sessão Especial, na próxima terça-feira, 20, às 16 horas, com a concessão (in memoriam) da Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar a João Oliva. A iniciativa foi do deputado estadual Iran Barbosa, do Psol, a partir de uma conversa com o filho do jornalista, o advogado e professor Luiz Eduardo Oliva.

Homenagens “Será uma celebração mais que especial para render homenagens a João de Riachão, como era conhecido o ilustre jornalista, que deixou importantes contribuições não só na área do jornalismo sergipano, como repórter e redator, em jornais do interior e da nossa capital, e na revista católica A Cruzada; mas também no rádio e como escritor, através das suas crônicas, ensaios e artigos. Sinto-me imensamente honrado em ter sido o proponente da realização dessa Sessão Especial comemorativa do centenário do saudoso João Oliva”, destacou o deputado Iran Barbosa.

Pensamento crítico e construtivo Para Luiz Eduardo Oliva, seu pai foi um dos últimos representantes de uma época em que o jornalismo pensava, com profundidade, Sergipe e o desenvolvimento do estado e do povo, com um pensamento crítico e construtivo. “Meu pai, ao nos deixar há três anos, foi um dos últimos representantes da época de ouro fundante do moderno jornalismo sergipano que pensou o Estado, sua cultura, seu desenvolvimento com visão crítica aprofundada, não paroquial mas inserindo Sergipe no contexto nacional. Isso se deu no final dos anos 50 e seguintes, sobretudo com a Gazeta de Sergipe de Orlando Dantas, da qual João Oliva fazia parte. É a época também da afirmação do rádio e da implantação da televisão nos anos 1970”, lembra.

Visão humanista Ele destaca, ainda, que na época em que seu pai atuava na imprensa sergipana, o jornalismo confundia-se com a atuação intelectual e com uma visão humanista. Daí João Oliva ser uma das grandes referências do nosso jornalismo sergipano. “Porque ele pensava as causas sociais, a defesa intransigente da democracia, e a atuação pelo desenvolvimento de Sergipe”, reforça o advogado e professor.

 

Nota Pública  – Taxação energia solar. Aracaju na contramão do mundo – ASSESOLAR (Associação das Empresas de Energia Solar de Sergipe)

Na contramão do mundo, que tem incentivado de todas as formas o uso de energia limpa, Aracaju busca taxar usuários de Energia Solar.

A Câmara Municipal de Aracaju precisa se impor e exigir do prefeito que os projetos apresentados pelo prefeito sejam debatidos com a sociedade.

Mandato parlamentar não é cheque em branco, os vereadores de Aracaju precisam mudar o formato de representação, passando a ouvir a sociedade e os setores organizados da sociedade civil, sempre que a apresentação de um projeto ou a modificação de uma lei, provocar aumento de despesa para os contribuintes.

Passado o período eleitoral, o prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira, parece querer descontar na população da capital sergipana, a conta da sua derrota eleitoral. E encaminhou à Câmara Municipal de Aracaju, a “Mensagem 039/2022”, objetivando acrescentar dispositivos à Lei Municipal nº 4453/2013.

No bojo da modificação proposta na lei 4453/2013, o prefeito Edvaldo Nogueira busca uma taxação para os consumidores de ENERGIA SOLAR. Uma energia produzida pela natureza.

O prefeito de Aracaju resolveu taxar a energia que é gerada pelos raios solares e captadas por um sistema solar adquirido pelo consumidor. Fruto de investimentos próprios, para atendimento a agenda mundial, que na luta pela preservação do meio ambiente, recomenda e exige o uso cada vez mais frequente da denominada energia limpa.

Sem que ofereça tempo suficiente para que a sociedade e os segmentos atingidos possam debater sobre os impactos da alteração proposta, o prefeito Edvaldo Nogueira encaminha para a câmara de Aracaju, uma mensagem de nº 039/2022.

O segmento solar é hoje um dos mais promissores, por oferecer como alternativa a obtenção de uma energia limpa, com um custo reduzido, propiciando economia significativa no bolso dos consumidores, sejam eles residenciais, comerciais e/ou industriais.

A economia gerada para as famílias aumenta o poder de consumo, já a economia gerada nas áreas comercial e industrial, acarretará certamente no aumento de produção e na geração de mais empregos.

A mensagem de Edvaldo Nogueira que sinaliza promover a taxação do sol, poderá ensejar uma bitributação, já que Marco Legal da Geração Distribuída instituiu para a partir de 07 de janeiro de 2022, a cobrança dos custos de distribuição de energia para quem gera a própria energia solar por meio de um sistema on grid, aquele que é conectado à rede de distribuição de energia.

Apesar do Marco Legal da Geração Distribuída ter instituído a cobrança pela distribuição a partir de 07 de janeiro de 2022, a Câmara federal aprovou e o senado passará a analisar o adiamento dessa cobrança para a micro e minigeração de energia renovável.

Alguns estados estão também concedendo isenção, como é o caso de Santa Catarina: “Santa Catarina dá isenção de impostos para micro e minigeração de energia renovável”

INFONET

 

Demissão do colunista Janio de Freitas é decisão que choca os leitores da Folha


Folha demite Janio de Freitas, Gregorio Duvivier e outros jornalistas - Portal Making Of

Janio de Freitas, em entrevista concedida ao Roda Viva

José Henrique Mariante
Folha

Foi fraudulenta e determinada por corrupção a concorrência pública, cujos resultados o governo divulgou ontem à noite, para construção da ferrovia Maranhão-Brasília (ou Norte-Sul): a Folha publicou os 18 vencedores, disfarçadamente, há cinco dias e antes de serem abertos, pela estatal Valec e pelo Ministério dos Transportes, os envelopes com as propostas concorrentes.”

Uma geração de leitores talvez se lembre do lide ou do “disfarçadamente”. Outras não, mas sabem que o crédito que encimava o texto “Concorrência da ferrovia Norte-Sul foi uma farsa”, publicado em 13 de maio de 1987, era “Janio de Freitas, colunista da Folha”. Colunista é repórter ou deveria sê-lo em espírito. A Folha tem muitos, e a maioria não é. Agora tem um a menos. Janio, o colunista e repórter sênior deste jornal por excelência, foi dispensado na quinta-feira (15), após 42 anos de casa.

LANCES BRILHANTES – A estratégia de publicar dias antes o resultado de uma licitação no meio das páginas de classificados é apenas um de muitos lances brilhantes de uma carreira longeva, celebrada por colegas e admiradores nas redes sociais nos últimos dias. Reformador de jornais e do jornalismo nacional, talvez apenas um ex-correspondente de F1 se lembrará de reputá-lo também como especialista de esporte a motor.

O volume das homenagens equivale ou, melhor, é superado pelo das críticas à Folha. Para muitos leitores e profissionais da área, Janio foi cortado por razões ideológicas. Impressão galvanizada pelo corte simultâneo das colunas de Gregorio Duvivier e Marilene Felinto.

Ao lembrar que há 20 anos saiu do jornal por decisão própria, a escritora escreveu em seu último artigo: “Agora a decisão é deles, pelo meu rótulo de esquerdista. Talvez queiram limpar o ambiente para a pura ‘neutralidade’ de opiniões sobre política”.

OUTROS DEMITIDOS – Deixaram o jornal também Atila Iamarino, Gerson Salvador, Hélio Beltrão, Henrique Gomes, Jaime Spitzcovsky, Karla Monteiro, Leandro Narloch e Maria Homem, segundo a Direção de Redação. Beltrão está na conta, mas já tinha sido substituído em novembro por Bernardo Guimarães.

Narloch era um dos colunistas mais criticados pelos leitores. Se por um lado sua saída não compensa em nada a ausência de Janio, sua permanência seria intolerável, deduz-se pela quantidade de reclamações. Afastada ou não a discussão ideológica, a explicação do jornal remetida ao ombudsman sublinha outro problema, o financeiro.

“Por restrições orçamentárias para 2023, a Folha encerra a colaboração de colunistas do jornal, entre eles Janio de Freitas, Gregorio Duvivier e Marilene Felinto. Janio de Freitas é um dos jornalistas mais importantes do país, com contribuições à imprensa e à Folha que perpassam gerações. Gregorio e Marilene estavam em sua segunda passagem, a primeira encerrada a pedido dos próprios.” Houve dispensas também de profissionais da Redação.

CRISE SEVERA – A Folha não foge à regra do mercado jornalístico do país, que não foge à regra do mercado jornalístico internacional. Há uma crise severa no setor, impactado por uma revolução tecnológica sem precedentes, desinformação generalizada e uma fábrica de confusões em torno da liberdade de expressão. Discute-se muito a liberdade, mas é preciso discutir também a sobrevivência do ofício de expressão.

Janio chegou a ter cinco colunas semanais na Folha. Seus textos eram dimensionados pelo que tinha a dizer, não pelo tamanho do espaço reservado na página. Era o terror dos redatores, que corriam para equilibrar expectativa e realidade a minutos do fechamento. A deferência se esvaiu com os anos, não sem atritos. As críticas à mídia e ao próprio jornal eram frequentes em seus textos.

Certamente notaria, como fez Reinaldo Azevedo, que a Folha padronizou da noite para o dia o nome “PEC da Gastança” no lugar de “PEC da Transição”. Na verdade, da noite para a tarde de terça-feira (13), quando a alcunha foi lançada em título de reportagem sobre a negociação da proposta na Câmara. Como se fosse difícil convencer alguém a criticar Lula e o PT neste momento.

SENSACIONALISMO – Segundo a Secretaria de Redação, “PEC da Gastança” é um “termo que reflete melhor o propósito da emenda, dado que ela ampliará o gasto federal no novo governo”, comparável à “PEC Kamikaze” do atual. Reflete igualmente evidente sensacionalismo, afiançado apenas por bolsonaristas e pela parte hidrofóbica do mercado.

 Critério bem diferente do adotado na cobertura das “emendas de relator”, já que “orçamento secreto”, de acordo com o jornal, é impreciso.

Pesos e medidas desiguais, estranhos aos leitores que se acostumaram a uma Folha coerente com seu papel nos tempos em que essa atitude era absolutamente necessária, como se dela dependesse sua sobrevivência. Janio, 90 anos, se manteve coerente com seu papel e seu tempo, o tempo todo.

PT tem garganta profunda e está atrapalhando a formação do governo de Lula


A CHARGE DE DOZE POR CENTO REJEITANDO O PT – Blog do Robson Pires

Charge do Nani (nanihumor.com)

Merval Pereira
O Globo

O PT não entendeu até agora o que aconteceu na eleição presidencial. Depois de ter sido derrotado em 2018 com um candidato “de raiz”, venceu desta vez por uma diferença ínfima tendo Lula como candidato. É claro que houve um uso abusivo da máquina pública por Bolsonaro, mas nada indica que Lula venceria se não tivesse o apoio de forças políticas de outras tendências.

O novo governo tem que dar motivos para que parte desse eleitorado que votou em Bolsonaro sem ser bolsonarista volte a acreditar no partido e em Lula. Para isso, precisa governar sem o radicalismo de grupos petistas, e sem a arrogância petista. Lula saiu do governo com 80% de aprovação, portanto muitos dessa metade que votou em Bolsonaro já gostou em algum momento do Lula.

ANTIPETISMO – O desgoverno de Dilma Rousseff, e as revelações de corrupção da Lava-Jato, confirmadas por confissões e devoluções de dinheiro roubado dos cofres públicos, fizeram com que o antipetismo levasse parte desse eleitorado, desinformado sobre o passado político dele, a escolher o que seria a antítese do PT e de Lula: um Bolsonaro com fama de ilibado, nacionalista, anticorrupção.

Nada disso se confirmou, mas os piores prenúncios, sim. Mesmo assim, na eleição presidencial, Lula teve pouco mais de 50% de votos. Uma diferença muito pequena, que só foi possível devido ao caráter de frente ampla que se formou. A montagem do novo governo começa a demonstrar que o PT não mudou, apesar das sinalizações que demonstram que precisa mudar para unir o país.

Mas desistir da Izolda Cela, uma técnica em educação reconhecida, com resultados concretos de melhoria do ensino no Ceará, para colocar o governador Camilo Santana, eleito senador pelo PT, é uma demonstração de que a prioridade é ser petista. Além da capacidade técnica testada concretamente, Izolda tem para apresentar até mesmo movimentos políticos importantes. Era do PDT, saiu rompida com o grupo de Ciro Gomes, e apoiou a candidatura de Lula.

HÁ INCOERÊNCIAS – Como não há lugar para dois representantes do Ceará no ministério, Camilo Santana, de quem Izolda era vice-governadora, quer a vaga para si, e ainda que Izolda continue sendo sua segunda no ministério da Educação. Me parece um equívoco, até mesmo do ponto de vista conceitual: mulher só serve para ser a segunda? Por que Camilo Santana precisa ser ministro, se foi eleito senador?

Também será um engano revelador se desistir da dra. Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, para colocar em seu lugar um deputado do PT, porque o partido acha que tem que ter as pastas de Saúde e Educação.

É perigosa essa tendência petista de achar que ganhou a eleição sozinho. Quem ganhou a eleição foi Lula, apoiado pelo PT e por uma coligação de centro, que vai do centro-direita, como o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, e a senadora Simone Tebet, à centro-esquerda, com a ex-ministra Marina Silva.

CASO DE SIMONE – Grupos antibolsonaristas que não são necessariamente do PT precisam ser contemplados nesse novo governo. É o caso da senadora Simone Tebet que, no segundo turno, foi fundamental para a vitória de Lula.

É compreensível que a gula do PT exija o ministério do Desenvolvimento Social por causa do Bolsa Família, mas é outro engano. Patrus Ananias, que é petista e foi quem descobriu o potencial eleitoral do Bolsa Família como ministro, não teve grande futuro por causa disso.

O Bolsa Família é ligado essencialmente a Lula, e à sua imagem. Simone Tebet tem razão em querer esse ministério, pois nele terá espaço para uma ação política muito além do Bolsa Família. Além do mais, ela foi escolhida como a coordenadora da área de desenvolvimento social do governo de transição. Por que colocá-la nessa posição se não querem dar a ela o posto?

ATITUDE MESQUINHA – Mas querer que Simone Tebet assuma o ministério do Desenvolvimento Social sem o Bolsa Família é uma atitude política muito negativa do PT.

É uma mesquinharia do PT querer tudo para si num momento como esse, em que, mais que durante a campanha, está em jogo a democracia. Lula não pode esquecer da governabilidade, deve saber que seu governo não pode ser só de uma parte das forças políticas que o apoiaram. Se fizer um governo de esquerda e petista, vai impedir que pessoas que não são bolsonaristas olhem para ele com boa vontade.

O PT não ganharia sozinho. Sozinho, não tem maioria no Congresso para aprovar suas demandas — veja-se a PEC da Transição, que subiu no telhado —, e nem mesmo para se defender dos ataques da oposição, que será muito mais forte que hoje com um Parlamento mais conservador, eleito à sombra do bolsonarismo.

Você acredita que Bolsonaro está deprimido ou acha que se prepara para o golpe final?

Publicado em 19 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Apático" e "depressivo", Bolsonaro delega tarefas básicas a Mourão e amplia reclusão

Jair Bolsonaro é um enigma, aparentemente indecifrável

Carlos Newton

O célebre político mineiro José Maria Alkmim (1901-1974), velha raposa do PSD e muito ligado ao presidente Juscelino Kubitschek, era conhecido por suas frases de efeito. Uma dela ficou na História: “Mais importante do que o fato é a sua versão”. O escritor e filósofo italiano Umberto Eco (1932- 2016) foi além: “Não são as notícias que fazem o jornal, mas o jornal é que faz as notícias, e saber juntar quatro notícias diferentes significa propor ao leitor uma quinta notícia” – escreveu, em sua obra “Número Zero”.

Tanto Alkmim quanto Eco estavam corretíssimos em suas reflexões. Hoje as verdades são cada vez mais difíceis de serem reconhecidas, enquanto as versões ganham espaço aberto, sob o codinome de “narrativas”.

DIFÍCIL DE ACREDITAR – Realmente, fica difícil acreditar no que se lê, especialmente na internet, como assinalou Umberto Eco em entrevista ao jornal italiano La Stampa: “As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis“.

É neste trapézio volante, sem rede de proteção, que os jornalistas profissionais hoje se equilibram, entre fatos e versões/narrativas.

Os brasileiros vivem intensamente essa guerra de informação e desinformação, transformando a verdade dos fatos num verdadeiro desafio de interpretação, que pode ser distorcida à vontade, como o Supremo faz em relação às leis que convêm aos ministros.

VERSÕES CONTRADITÓRIAS – Por exemplo, há quem acredite que foram os manifestantes bolsonaristas que realizaram os atos de vandalismo em Brasília, segunda-feira passada, mas também não falta quem acuse os black blocs, que teriam se infiltrado nos acampamentos…

Da mesma forma, espalha-se a informação de que o presidente Jair Bolsonaro estaria muito deprimido, seu filho Carlos, o Zero Dois, chegou a divulgar uma mensagem pedindo compaixão pelo pai, vejam a que ponto chegamos.

De repente, há um entra-e-sai de caminhões de mudança no eixo Alvorada-Planalto e até já desmontaram o cercadinho, como se o presidente estivesse de saída. Mas há quem garanta que não é nada disso e Bolsonaro estaria se preparando para a cartada final.

COINCIDÊNCIAS? – Circulam informações de que milhares de manifestantes virão a Brasília após o Natal, como relatou José Antonio Perez aqui na Tribuna da Internet. Em seguida, o portal Metrópoles informou que o Exército ampliou a área destinada ao acampamento diante do Quartel-General, para abrigar maior número de barracas. Ora, essa decisão do comando do Exército é um fato estranhíssimo e altamente preocupante.

E se houver novo quebra-quebra em Brasília, na noite do réveillon? O fato concreto é que na passagem do ano a segurança estará desguarnecida, porque a maior parte do efetivo estará escalada para a posse, no dia seguinte, com festão organizado por dona Janja e tudo o mais. Existe possibilidade de novos atos de vandalismo ou não?

Nesta hipótese, o que impediria Bolsonaro de convocar as Forças Armadas (artigo 142) e decretar estado de sítio (artigos 137 a 141), suspendendo a atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário? Respondam: o que impediria?

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P.S. –
 Acredite se quiser, diria o genial jornalista americano Robert Ripley, na voz sinistra de Jack Palance. No meu caso pessoal, só acredito que Bolsonaro desistiu do golpe quando ele for ao acampamento no Quartel-General do Exército, acompanhado pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e pelo comandante, general Barros Freire, para pedir aos manifestantes que voltem para suas casas. Enquanto não fizer isso, estarei achando que ainda não desistiu do golpe. É uma opinião pessoal minha. Espero estar errado, mas… (C.N.)

Amigos de Moraes avisam a bolsonaristas que o ministro não pretende amaciar a repressão


Charge reproduzida do Correio Braziliense

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

Alguns bolsonaristas de carteirinha se preparam para negociar uma trégua com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles acreditam que, da mesma forma que cabe aos insatisfeitos com o resultado da eleição se dedicarem a organizar a oposição de forma pacífica, o magistrado deveria também promover gestos de pacificação.

Nas rodas de conversas de um grupo de aliados do presidente, o argumento é de que só acirra os conflitos o fato de Moraes, em todas as falas, ameaçar prender manifestantes que discordam de suas decisões. Nessa linha, a tensão não se dissipará. Resta saber se o ministro aceitará.

Amigos de Moraes avisam que ele não vai rever ordens, nem deixará de tomar decisões duras diante de atos antidemocráticos. A avaliação no STF é de que, enquanto houver risco à democracia e à integridade das pessoas, como ocorreu nos atos da última segunda-feira, em Brasília, ele continuará com a corda esticada. Ou seja, a contar pelos ânimos desses dois atores — bolsonaristas e Supremo —, os próximos anos serão tensos.

EMENDAS DO RELATOR – Os congressistas aprovaram um projeto de resolução que torna mais transparentes as emendas de relator, vulgo orçamento decreto. Assim, espera-se evitar a inconstitucionalidade delas no STF, que decide o assunto nesta segunda-feira.

O futuro governo pretendia votar a PEC da Transição na semana passada. Não deu. Tem agora até terça-feira, a nova data, para tentar fechar os votos. Por enquanto, não os tem. E o presidente eleito Lula voltou a se encontrar com o presidente da Câmara, Arthur Lira, neste domingo, para tentar desenrolar a emenda.

E o ministério, hein? Os focos de disputa mais acirrados hoje são Minas e Energia e Desenvolvimento Social. Assim como a PEC, Lula vai deixar decantar mais um pouco para anunciar a sua decisão.

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