domingo, dezembro 18, 2022
VÍDEO: General Heleno visita Bolsonaro e incita apoiadores no Palácio do Alvorada
Por Redação

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, visitou o presidente Jair Bolsonaro (PL), no Palácio da Alvorada, na manhã deste domingo (18).
Ao deixar a residência, o ministro desceu de seu carro para cumprimentar apoiadores que estavam no local. Um simpatizante questionou o ministro se "o bandido" sobe a rampa do Palácio do Planalto, em referência ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em resposta, Heleno disse que "não".
Em 1º de janeiro de 2023, Lula tomará posse como o 39º presidente da República. Ele irá retornar ao comando do Palácio do Planalto para seu terceiro mandato e três depois de sair da prisão, onde passou 580 dias.
Condenado pelo ex-juiz Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato, o petista foi preso em abril de 2018.
Ele deixou a carceragem, em Curitiba (PR), em novembro de 2019, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a prisão em segunda instância.
Em março de 2021, o Supremo anulou as condenações impostas por Moro, que foi ministro de Bolsonaro e neste ano se elegeu senador pelo Paraná. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Lula precisa encenar o milagre do Natal na multiplicação de cargos no Ministério

Lula está quebrando a cabeça para distribuir Ministérios
Vinicius Torres Freire
Folha
Lula da Silva tem ainda seis ministérios gordos para distribuir entre candidatos a aliados do governo. Quanto a estatais, têm pouca coisa no bolso, a não ser que resolva fazer picadinho da Lei das Estatais e jogar a imundície no ventilador. Não tem mais a Eletrobras, histórico cabidão. A Petrobras talvez não dê nem para o PT. Bancos públicos maiores podem render alguma diretoria, mesmo assim com restrições “técnicas”.
Restam uma Codevasf, empresa de escoamento orçamentário, por assim dizer, fundações/fundos na Saúde e na Educação (grande risco de roubança aí), alguma diretoria de banco regional, estatais menores, mas meio falidas.
PASTAS COBIÇADAS – Os ministérios mais vistosos em disputa são Saúde, Infraestrutura, Minas e Energia, Cidades, Integração Regional e Desenvolvimento Social (Bolsa Família).
No governo Dilma 1, a Saúde ficou com o PT, Infraestrutura com o PL, Minas e Energia com o MDB, Cidades com o PP e Integração Regional com o PSB, na verdade com Fernando Bezerra Coelho, ora no MDB e ex-líder de Jair Bolsonaro. O Desenvolvimento Social ficou com o PT.
Na segunda divisão, o Desenvolvimento (MDIC) também ficou com o PT, a Agricultura com o MDB (Kátia Abreu) e a Previdência com o MDB.
DILMA SE ESTREPOU – Mesmo dando fatias gordas do bolo para a coalizão, Dilma Rousseff sofreu no Congresso, que acabou por cortar sua cabeça. Na primeira leva do gabinete, de resto, havia ministros cheios de rolos, gente que acabou caindo na então chamada “faxina” dilmiana.
No Congresso eleito em 2010, o PT era o maior partido da Câmara (68 deputados). O aliado ou inimigo íntimo MDB tinha 65 e a oposição maior era o PSDB, com 54 (o DEM tinha 21). O resto quase todo era negociável. Em números, a situação de Lula é pior.
O maior partido agora é o PL bolsonarista-negocista duro, com 99 deputados (o PT tem 68). PP, bolsonarista-negocista maleável, mas com muito antipetista, União Brasil, PSD, MDB e Republicanos juntam 231 deputados. É uma mistura adúltera de tudo, mas é aí, com muitas defecções direitistas, que Lula pode buscar um bloco de apoio, por ora instável, para juntar à pequena esquerda parlamentar.
VAI FALTAR MINISTÉRIO – União Brasil, MDB e PP querem meia dúzia de ministérios gordos. Não vai dar para todo mundo. Se a Saúde ficar com uma nomeação de Lula (Nísia Trindade, da Fiocruz), sobra ainda menos, a não ser que um aliado receba um presentão como a Funasa, o que transformaria o ministério em um pato manco. Além do mais, depois do desastre de Bolsonaro e generais, entregar a Saúde a qualquer um seria um insulto nacional.
Se Lula jogar ao mar Simone Tebet, tirando-lhe o Desenvolvimento Social (que o PT também quer), vai acabar com as ilusões de “frente ampla”.
Turismo pode ser um prêmio menor, que deve ir para o PSD. Agricultura deve ficar com o PP. Dá para acomodar MDB, outro PP e um União Brasil em Infraestrutura, Cidades, Minas e Energia e Infraestrutura, mas Lula vai arrumar desafetos no Senado ou na Câmara (cada partido quer um ministro de cada Casa).
MUITA DIFICULDADE – Disputas regionais dificultam ainda a composição. E o Republicanos, da Igreja Universal, leva o quê? Como Josué Gomes, da Fiesp, recusou o MDIC, sobra uma cadeira menor. Mas Lula vai jogar um estranho no ninho da economia, toda arrebentada e sob desconfiança dos donos do dinheiro?
Lula vai ter de entregar mais ministérios do que Dilma. Tem mais oposição, menos estatais para regatear, a direita é muito forte, não há dinheiro para nada (o que permitiria fazer outros arranjos) e o PT parece estar com escassa inclinação para “união nacional”.
Lula tem uma semana para conseguir tirar as meias sem descalçar os sapatos.
Lula não pode ter “ilusão de classe” nem errar demais, no cenário de crise social

Ilustração de Maurenilson Freire (C.B.)
Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense
Houve um tempo em que a expressão “ilusão de classe” era um jargão da esquerda. Caiu em desuso porque estava relacionada à ideia de que o “ser operário” era a “classe geral”, historicamente destinada a libertar todos os explorados e oprimidos. Como a classe operária está em extinção, substituída por robôs e algoritmos, a expressão perdeu o sentido que tinha antes.
Mas há muitas formas de ilusão. Uma delas é acreditar que a elite política e econômica do país e a classe média estão de bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e vão apoiar uma política de combate às desigualdades sociais, num país de passado escravocrata, que fez quase todos os ciclos de modernização de forma excludente e autoritária, exceto nos governos de Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso. A elite e a classe média não estão satisfeitas — será preciso que o governo Lula dê certo.
JOGO DEMOCRÁTICO – Entretanto, quem ganhou a eleição foi Lula. No jogo democrático, seu mandato vai até 2026. Apostar no fracasso do próximo governo, num cenário de profunda crise social e dificuldades econômicas, com uma oposição feroz liderada pelo presidente Jair Bolsonaro — quando 32% dos eleitores apoiam uma intervenção militar —, é um equívoco político monumental.
O “quanto pior, melhor” leva água para o moinho da extrema direita, e não para o da chamada terceira via. Lula se beneficiou da polarização para derrotar Bolsonaro, porque a consciência democrática da sociedade decidiu o segundo turno das eleições a seu favor.
Mas essa polarização não interessa mais à sociedade — a eleição já passou — nem ao novo governo. Só interessa à oposição, que explora os erros de Lula na montagem de sua equipe ministerial.
CONFLITO DISTRIBUTIVO – Vamos falar francamente: existe um “conflito distributivo” no Brasil, no qual a sociedade transfere renda para o Estado (questão fiscal) e os pobres para os mais ricos (questão social), ao lado das desigualdades de gênero (principalmente a condição feminina) e do racismo estrutural (discriminação e preconceito contra o “povo preto”), que também impactam a renda das famílias.
O que elegeu Lula foi a junção da questão social com a questão democrática (política), em detrimento da fiscal.
Ou seja, uma disputa política na qual a parcela pobre da população — negros e mulheres majoritariamente, mas muito majoritariamente — confrontou a elite política e econômica do país, e a classe média — profissionais liberais e empreendedores, principalmente. Lula venceu com apoio dos assalariados e dos sem renda. Por isso mesmo, não pode perder esse apoio.
RUMO POLÍTICO – Quando faz sua opção preferencial pelos pobres, define um rumo político para o governo e busca uma solução para o conflito, que não é possível no cenário atual.
Ou retomamos o caminho do desenvolvimento e aumentamos a produção de riquezas, de maneira a enfrentar o problema das desigualdades, ou será impossível morder o bolso dos mais ricos e enriquecer a classe média emergente para ter seu apoio. O governo precisa ampliar sua sustentação social.
A concentração de poder nas mãos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), coincide com a formação de uma “partidocracia” por meio de fusões e federações partidárias, que distanciará e provocará mais ojeriza aos políticos na sociedade. Esse é o caldo de cultura dos movimentos antissistema e do golpismo.
Argentina vence França nos pênaltis e conquista 3º título da Copa do Mundo
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- Copa 2022
A Argentina é campeã da Copa do Mundo pela terceira vez na história! A seleção argentina venceu a França nos pênaltis após empate por 2 a 2 neste domingo (18), no Estádio Icônico de Lusail, em Lusail (Catar), e garantiu o primeiro título mundial de Lionel Messi.
O título serve como coração da carreira do principal ídolo recente do futebol argentina, mas também como validação para uma geração que tirou a seleção de um jejum de troféus que durou 28 anos.
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É o terceiro título de Copa do Mundo dos argentinos. O primeiro veio em casa, em 1978, com Mario Kempes liderando as linhas. Já o segundo veio em 1986, no México, com o maior nome do futebol do país, Diego Armando Maradona, no comando.
O jogo
A Argentina começou o jogo melhor, mantendo a bola por mais tempo e pressionando rapidamente quando perdia a posse de bola. A primeira oportunidade veio logo aos 4 minutos, quando Mac Allister bateu de fora para a defesa tranquila de Lloris.
Os argentinos chegaram de novo pouco depois. Bola cruzada pela direita passou pela área, Messi desviou e Di Maria chutou de direita por cima do gol. A França tentou entrar no jogo, mas a tentativa de passe para Mbappé parou no goleiro Dibu Martinez.
O primeiro gol veio aos 23 minutos. Di Maria entrou na área, foi derrubado por Dembele e o árbitro apontou para a marca do pênalti. Messi foi para a cobrança e bateu cruzado com força sem chances para Lloris.
Em uma das primeiras vezes que a França subiu para tentar pressionar, a Argentina aumentou o placar no contra-ataque. Messi ajeitou para Alvarez, que achou Mac Allister. O meia do Brighton serviu Di Maria e ele foi decisivo mais uma vez, tocando por cima de Lloris para aumentar o placar e completar uma linda jogada.
O domínio argentino no primeiro tempo foi tão grande que Deschamps resolveu mexer na seleção francesa antes mesmo do intervalo. Randal Kolo Muani e Marcus Thuram entraram nos lugares de Ousmane Dembele e Olivier Giroud, colocando Mbappé no centro do ataque.
Assim como na etapa inicial, a Argentina tem a primeira chegada do segundo tempo. Di Maria cruza e De Paul bate de primeira para a defesa de Lloris. E mesmo com a França precisando de gols, quem levou mais perigo no início foi a Argentina, com Alvarez e Messi, mas Lloris defendeu a tentativa do camisa 9 e o capitão argentino foi bloqueado.
A França finalizou pela primeira vez na partida já aos 25 minutos do segundo tempo, com Mbappé mandando por cima do gol de Lloris. Daí para frente, os franceses melhoraram bastante na partida e diminuíram a vantagem aos 35, quando Otamendi derrubou Kolo Muani na área e Mbappé acertou a cobrança de pênalti.
A comemoração da torcida nem tinha acabado e a França empatou. Coman desarmou Messi no meio de campo e iniciou a jogada que aos pés de Mbappé. O astro do PSG tabelou com Thuram e bateu de primeira para empatar o jogo um minuto depois do primeiro tento.
O confronto ficou mais aberto a partir do empate, com a França tendo mais a bola do que tee durante o resto do jogo, mas a melhor chance foi argentina, com Messi batendo de fora da área e parando na defesa de Lloris.
Já na prorrogação, a melhor chance da primeira etapa veio já no fim. Lautaro Martinez foi bloqueado no último momento por Upamecano e Varane tirou chute de Montiel que tinha o endereço do gol. Logo na sequência, Lautaro recebeu mais uma bola na área e foi novamente travado, mas o árbitro deu tiro de meta.
A Argentina voltou a liderar no início do segundo tempo da prorrogação. Enzo Fernandez achou Lautaro Martinez na direita e o atacante parou em defesa de Lloris, mas a sobra foi para Messi empurrar para a rede. O lance foi revisado e o VAR confirmou a posição legal de Martinez no lance.
Quando o jogo parecia decidido para a Argentina, a França teve um pênalti após Montiel bloquear chute com o braço dentro da área. Mbappé bateu novamente e fez seu terceiro no jogo, se tornando apenas o segundo da história a fazerum hat-trick em final (Geoff Hurst, da Inglaterra, em 1966).
Nos acréscimos, cada lado teve uma boa chance. A bola sobrou para Kolo Muani na frente de Martinez, mas o goleiro argentino fez uma defesaça para manter o empate. Do outro lado, Lautaro Martinez teve chance de cabeça e mandou para fora.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA x FRANÇA
Local: Estádio Icônico de Lusail , em Lusail (Catar)
Data/Horário: 18/12/2022, ao meio-dia (horário de Brasília)
Árbitro: Szymon Marciniak (POL)
Assistentes: Pawel Sokolnicki (POL) e Tomasz Listkiewicz (POL)
Árbitro de Vídeo: Tomasz Kwiatkowski (POL)
Cartões amarelos: Enzo Fernández, Marcos Acuña, Leandro Paredes (ARG), Adrien Rabiot, Marcus Thuram (FRA)
Cartões vermelhos: -
Gols: Lionel Messi (23’/1T, 1-0), Ángel Di Maria (36’/1T, 2-0), Kylian Mbappé (35’/2T, 2-1), Kylian Mbappé (36’/2T, 2-1), Lionel Messi (3’/2T PRO, 3-2), Kylian Mbappé (13’/2T PRO, 3-3)
Pênaltis: Messi, Dybala, Paredes e Montiel marcaram (ARG), Mbappé e Kolo Muani marcaram, Coman e Tchouaméni perderam (FRA)
ARGENTINA
Emiliano Martinez, Nahuel Molina (Gonzalo Montiel, PRO), Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico (Paulo Dybala, 15’/2T PRO); Rodrigo de Paul (Leandro Paredes, 11’/1T PRO), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister (Germán Pezzella, 10’/2T PRO), Ángel Di Maria (Marcos Acuña, 19’/2T); Julián Álvarez (Lautaro Martinez, 11’/1T PRO), Lionel Messi. Técnico: Lionel Scaloni.
FRANÇA
Hugo Lloris, Jules Koundé (Axel Disasi, 15’/2T PRO), Raphael Varane (Ibrahima Konaté, 8’/2T PRO), Dayot Upamecano, Theo Hernández (Eduardo Camavinga, 26’/2T); Aurélien Tchouameni, Adrien Rabiot (Youssout Fofana, 6’/1T PRO), Antoine Griezmann (Eduardo Camavinga, 26’/2T); Ousmane Dembélé (Randal Kolo Muani, 40’/1T), Olivier Giroud (Marcus Thuram, 40’/1T), Kylian Mbappé. Técnico: Didier Deschamps.
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