domingo, novembro 06, 2022

Acusado de omissão, diretor diz que PRF fez maior operação da História em bloqueios ilegais de bolsonaristas

Após as acusações de que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) agiu com omissão e leniência nos bloqueios ilegais nas rodovias do país feitos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, diretor geral da PRF, Silvinei Vasques, disse em um vídeo publicado nas redes sociais que o órgão fez "maior operação da história" da corporação.

— Nós abrimos mais de mil pontos no Brasil. Isso nunca ocorreu numa greve de caminhoneiros — disse ele em vídeo publicado na noite desta sexta-feira no perfil oficial da instituição no Instagram. — Esta é a maior operação da história da PRF. O maior efetivo da História.

No último boletim divulgado neste sábado, a PRF informou que havia apenas um bloqueio no país e outras 4 interdições parciais. No vídeo, Vasques afirma que a PRF é uma instituição de Estado e que precisa garantir "o direito de ir e vir de todo cidadão".

— Eu sei o que vocês estão estão cansados. Estamos passando para a sexta madrugada, e indo para o sétimo dia. Mas nós precisamos continuar, porque a PRF é uma polícia de Estado — afirmou, dirigindo-se aos policiais rodoviários . — É uma operação muito complexa, mas nós precisamos garantir o direito de ir e vir de todo o cidadão.

As declarações de Vasques ocorrem em um momento em que agentes da PRF foram acusados de serem lenientes com os bloqueios antidemocráticos que fecharam rodovias pelo país nesta semana. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro interditaram as pistas em protesto contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No início da semana, a demora do presidente em se pronunciar sobre o resultado eleitoral acabou ampliando as paralisações até que ele se manifestou contra a violação do direito de ir e vir. Nesse meio tempo, viralizaram vídeos de agentes da PRF sendo condescendentes com os manifestantes que pediam uma intervenção militar, o que é inconstitucional e antidemocrático.

Essas informações levaram o Ministério Público Federal a pedir uma investigação da Polícia Federal contra o Vasques, na última quarta-feira. A investigação requisitada pelo MPF verificará se houve omissão do diretor-geral relação aos bloqueios criminosos de rodovias. O fato pode caracterizar os crimes de prevaricação e participação por omissão nos crimes praticados pelos invasores das rodovias, de acordo com o órgão.

Além da suposta omissão em relações aos bloqueios nas estradas, ele também deve ser investigado pelas blitzes feitas pela corporação durante o segundo turno das eleições, no último domingo. O Supremo Tribunal Federal havia vetado operações que restringissem o transporte de passageiros, mas a PRF intensificou ações do tipo, sobretudo na Região Nordeste.

Na última semana, Vasques chegou a ser convocado duas vezes para prestar esclarecimentos pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. A primeira sobre as operações voltadas ao transporte de passageiros e a segunda sobre os bloqueios antidemocráticos nas estradas.

O pedido de abertura de inquérito policial trata da suspeita dos crimes de prevaricação e desobediência.

No comando da PRF desde abril de 2021, Vasques é um apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro. Ele pediu, inclusive, voto ao presidente numa publicação feita no último sábado — que depois foi apagada.

Reservadamente, integrantes da PRF afirmam que ele tem proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Inspetor dos quadros da corporação desde 1995, ele era superintendente no Rio de Janeiro antes de ocupar o cargo máximo da corporação.

YAHOO

Moraes determina que Marcos Cintra preste depoimento à PF por ‘atacar as instituições democráticas’


O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou bloquear a conta no Twitter do economista Marcos Cintra, candidato a vice de Soraya Thronicke (União Brasil) nestas eleições, por espalhar desinformação sobre urnas eletrônicas. A rede social já atendeu a determinação.

Desgastado nas eleições: ministro da Justiça defende atuação da PRF e conta bastidores da prisão de Roberto Jefferson

Apesar de derrota de Bolsonaro: direita ganha força no país, mas é heterogênea

Moraes determinou ainda que a Polícia Federal realize uma oitiva de Marcos Cintra em 48 horas para o ouvir "acerca do conteúdo descrito nesta decisão, em especial, sobre quais os fundamentos concretos de sua fundamentação".

Na decisão, publicada neste domingo, Moraes reagiu a uma publicação de Cintra em que ele questionava o fato de algumas urnas não terem registrado nenhum voto a favor de Jair Bolsonaro (PL), dizendo que as "dúvidas sobre a integridade do sistema" estavam se "avolumando", e colocando em xeque o sistema eleitoral.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados em reportagem do Globo neste domingo, mostram que em 147 seções do país um dos candidatos ao Palácio do Planalto conseguiu ser unanimidade no segundo turno. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva teve todos os votos válidos em 144 urnas, e Bolsonaro, em três.

"Conforme se verifica, Marcos Cintra utiliza as redes sociais para atacar as instituições democráticas, notadamente o Tribunal Superior Eleitoral, bem como o próprio Estado democrático de Direito, o que pode configurar, em análise preliminar, crimes eleitorais", afirma a decisão.

Moraes afirma ainda que essas circunstâncias permitem, portanto, a adoção de medidas que restrinjam a divulgação de conteúdo falso e, nas suas palavras, "eminentemente antidemocrático em evidente violação à liberdade de expressão, bem como a realização de diligências, de modo que os fatos apurados sejam completamente esclarecidos".

YAHOO

Opinião – A contradição de pedir intervenção militar, mas com Bolsonaro no poder


[*] Alonso Gomes Campos Filho

Bolsonaro nunca negou a ninguém que é de extrema-direita. Disse até muito mais. Portanto, muito provavelmente, quem o segue optou pela extrema-direita, uns mais do que outros.

Mas é escolha de cada um, consciente ou inconscientemente. Alguns podem até dizer que não são bolsonaristas e que são mesmo é contra “Lula-ladrão”. Eu também tenho inúmeras restrições à forma como Lula governou, embora tenha visto muitos avanços no governo.

Nem por isso sou obrigado a optar por uma pessoa com as características de Bolsonaro, o qual, se tivesse sido eleito, levaria o país a uma ditadura (como ele mesmo apregoou).

Extrema-direita é o lado mais radical e violento da política de direita. Essa ideologia é conhecida pela defesa da supremacia racial, do nacionalismo exacerbado, do ódio a grupos minoritários (com aceitação natural das desigualdades), de um Estado forte e autoritário (ou seja, a ditadura), do populismo etc. Não há como fugir dessas características. Vocês, que o apoiam, já se deram conta a que estão dando sustentação e aprovação?

Por isso que muitos privilegiados se colocam ao lado de outros privilegiados, e, nessa afinidade, não conseguem enxergar além. Com efeito, o meio influencia muito nas escolhas.

Não se pode esquecer que a extrema-direita teve como grandes expoentes o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália. Lembram do que aconteceu nesses países?

Nos últimos dias, vimos pessoas bloqueando estradas e pedindo intervenção militar, em protesto contra o resultado das eleições, entretanto, sem indicar qual a fraude ocorrida nas eleições. Viram como se comportou a Polícia Rodoviária Federal à frente do evento?

Vi há poucos minutos, pela TV, em diversas partes do Brasil, inclusive aqui em Aracaju, pessoas fazendo manifestações em frente a quartéis do Exército, também contra o resultado das eleições. Os manifestantes pedem intervenção militar e gritam: “Eu autorizo!”. Meu Deus.

Essas ações, de cunho nitidamente golpistas, clamam por uma ruptura democrática. Pedem intervenção militar no regime democrático, mas com Bolsonaro no poder. Não é contraditório? Querem suplantar a legitimidade do voto popular com o uso da força e com desordem. Quem pede um golpe militar não pode gritar “Lula é ladrão”.

O povo pedir uma intervenção e uma ditadura é implorar para ser açoitado e flagelado. Diferentemente de 1964, quando o chicote veio unilateralmente. Ou seja, a própria estrutura do horror está sendo pedida pelo povo.

À vista disso, indago: quem está querendo transformar o país em uma ditadura? Lembro que Dilma sofreu impeachment, Lula foi preso, o PT perdeu as eleições em 2018, mas em nenhum momento o PT atentou contra a democracia. Aceitou tudo democraticamente. Não entendo.

JLPolítica

[*] É advogado militante, ex-policial federal, ex-promotor de justiça na Bahia e em Sergipe. 

Quem serão os ministros de Lula | Cantor morre aos 34 anos | Neymar brilha pelo PSG

 

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É hora de falar em punição e não em pacificação


Milly Lacombe

Colunista do UOL


05/11/2022


Uma das mais eficazes ferramentas do capitalismo, especialmente em sua versão neoliberal, é a capacidade de inverter todas as pautas. Antes mesmo de Lula sair vencedor da eleição já escutávamos intelectuais liberais falando em anistia e em pacificação.

As mesmas pessoas que passaram quatro anos numa boa vendo Bolsonaro afundar o Brasil em violências de todos os tipos, da lentidão para comprar vacinas até a congratulação a policiais que se comportavam como milicianos passando pelos inúmeros sigilos de 100 anos em qualquer suspeita de malfeito ou corrupção, agora pedem que Lula e sua turma sejam os pacificadores.

Querem que aqueles que passaram quatro anos sendo abusados sejam os pacificadores.

Criticam Gleisi Hoffmann por ela não aceitar ou reconhecer o pedido de perdão de um pastor que há mais de quatro anos prega o diabo em nossas vidas e explicam, sempre vestidos de suas aparentes razoabilidades e imparcialidades, que o Brasil não aguenta mais essa polarização.

Primeiro: não existe polarização. Existe um campo democrático e o extremismo.

Segundo: não cabe ao campo que há tantos anos é criminalizado, excluído, oprimido, abusado, assediado em todas as suas formas de vida aplicar pacificação nenhuma.

Terceiro: não haverá pacificação sem punição.

Não haverá pacificação sem a construção de um espaço de memória, de investigações e confrontos a respeito de um passado nem tão distante como o da ditadura.

Foi por não fazermos isso que trouxemos à presidência um tarado pelo que acontecia nos porões da ditadura.

Um homem que goza com a morte e que foi capaz de passar quatro anos tranquilamente no poder sem ser apontado por esses intelectuais liberais que agora exigem pacificação pelo que ele realmente é: um extremista de direita.

Foi por não fazermos isso que aceitamos calados que boa parte do empresariado apoiasse financeiramente essa tragédia como se ela fosse parte aceitável do jogo político, apenas "um dos campos".

Agora é a hora de colocar todo esse horror na mesa e fazer uma autópsia do que passamos.

Investigar, processar, punir.

Punir quem torturou e assassinou Genivaldo, punir quem estrangula crianças que gritam "Lula", punir policiais e políticos prevaricadores, punir quem pede propina em compra de vacina, punir quem mete sigilo de 100 anos em tudo, punir quem idealizou e executou o Bolsolão, punir juiz que atua como justiceiro, punir empresário que praticou assédio eleitoral... a lista é longa e certamente cada um de nós vai ser capaz de se lembrar de mais alguma desumanidade que deveria estar nela.

Só assim poderemos, um dia, chegar à pacificação verdadeira e duradoura. Qualquer outro trajeto nos levará ao ambiente cantado pelo O Rappa: "paz sem voz não é paz, é medo".

Sem o caminho da investigação e da punição, falar em pacificação é coisa de gente intelectualmente desonesta que não vê a hora de 2026 chegar para eleger Tarcisios ou algum dos filhotes de Bolsonaro.

Não tem pacificação sem punição e quem estiver falando que tem está jogando contra você e contra o Brasil democrático.

Quem estiver falando em pacificação antes de falar em punição está simbolicamente compactuado com o racismo, o fascismo, o nazismo, a LGBTfobia, o machismo e a misoginia.

São as mesmas pessoas que naturalizaram a extrema-direita, que em 2018 disseram que Haddad e Bolsonaro eram dois extremos equivalentes, que vibravam com as arbitrariedades da Lava Jato e que, mais uma vez, se fantasiam de uma inexistente imparcialidade para vender suas ideologias como universais.

Esqueçam esse papo furado cheio de interesses pessoais.

Só temos um caminho a seguir: Hora do campo democrático capturar o passado para que, assim, possa haver algum futuro.

https://www.uol.com.br/

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