sábado, abril 16, 2022
Além do Viagra, TCU vai investigar também compra de próteses penianas pelo Exército

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)
Rayssa Motta
Estadão
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir uma investigação sobre a compra de 60 próteses penianas infláveis pelo Exército por R$ 3,4 milhões. A aquisição foi aprovada pelo Ministério da Defesa.
É a segunda frente de apuração envolvendo contratos das Forças Armadas aberta no TCU em menos de uma semana. O tribunal já havia autorizado uma investigação sobre a compra de 35 mil comprimidos de Viagra para as tropas. De acordo com a Marinha, o medicamento é usado para tratar hipertensão arterial pulmonar.
REPRESENTAÇÕES – Os dois processos foram abertos a partir de representações do deputado Elias Vaz (PSB-GO) e do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO). Os parlamentares apontaram indícios de superfaturamento nas aquisições.
O preço de cada prótese de silicone, com comprimento entre 10 e 25 centímetros, variou de R$ 50 mil a R$ 60 mil. Dados do Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram três pregões para aquisição do material, todos homologados em 2021. De acordo com os editais, os equipamentos seriam destinados aos hospitais militares de área de São Paulo e de Campo Grande. As próteses penianas são usadas no tratamento de disfunção erétil.
Em nota, o Exército negou ter comprado 60 próteses no ano passado. Segundo a instituição, apenas três foram adquiridas.
“A quantidade de 60 representa a estimativa constante na ata de registro de preços e não efetivamente o que foi empenhado, liquidado e pago pelas Organizações Militares de Saúde. Cabe destacar que os processos de licitação atenderam a todas as exigências legais vigentes, bem como às recomendações médicas”, diz o texto.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Asse pessoal da Intendência (seja civil ou militar) não é fácil, como se dizia antigamente. O superfaturamento está claríssimo, por isso o TCU entrou no circuito. Com R$ 60 mil (suposto preço de uma prótese) compra-se um automóvel zero quilômetro. (C.N.)
Em informe enviado à OCDE, ONGs voltam a apontar retrocessos do governo Bolsonaro
Publicado em 16 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Dorinho (Arquivo Google)
Victor Correia
Correio Braziliense
Entidades da sociedade civil enviaram uma carta à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) denunciando a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de reconhecer a importância da entrada do Brasil no chamado “clube dos países mais ricos do mundo”, as instituições ressaltam que, antes disso, o país precisa adotar boas práticas nas políticas públicas.
A carta, endereçada ao secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, foi assinada por entidades do terceiro setor, como Transparência Internacional no Brasil, WWF-Brasil, Human Rights Watch e Anistia Internacional Brasil.
PAÍS EM RETROCESSO – “Desde que o presidente Jair Bolsonaro chegou ao poder, (o Brasil) vem retrocedendo em práticas e políticas cruciais para a estabilidade democrática”, diz o documento assinados pelas organizações não-governamentais.
A manifestação ocorre em meio a negociações do governo federal com a OCDE para o ingresso no grupo, composto por 38 países. Entre eles estão Estados Unidos, França, Colômbia e Japão. O Brasil foi oficialmente convidado para fazer parte da organização em 24 de janeiro deste ano. A aproximação com o bloco é uma pauta defendida por Bolsonaro, mas sofre resistência de outros países-membros — sobretudo a França.
As entidades salientam três retrocessos durante o governo Bolsonaro: 1) aumento de 138% nos casos de invasão a territórios indígenas; 2) o recuo de nove posições no ranking internacional de liberdade de imprensa e; 3) maior número de casos de conflitos por terra desde 1985.
OCDE AVALIZARIA? – “Estamos muito preocupados que o convite realizado poderia passar a mensagem equivocada de que essa prestigiosa organização avaliza as ações e políticas em curso, as quais levaram ao maior desmatamento anual da Floresta Amazônica nos últimos 15 anos, a retrocessos sem precedentes na transparência e na luta contra a corrupção”, diz um trecho do documento.
A entrada na OCDE é pode levar até cinco anos. O grupo de países avalia o cenário político, econômico e social do país e pode exigir a mudança de leis locais, entre outras adaptações.
A nação candidata precisa demonstrar aos membros da OCDE que segue princípios básicos, como “a preservação da liberdade individual, os valores da democracia, a proteção dos direitos humanos e o valor das economias de mercado abertas, comerciais, competitivas, sustentáveis e transparentes”. O convite, porém, não foi feito apenas ao Brasil: Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia também receberam acenos para integrar o clube.
FRANÇA VETARÁ – “Assim que o Brasil pensar em entrar, a França já vetou. Enquanto não resolvermos o problema do meio ambiente, nós não entramos. O Brasil podia ter entrado no primeiro governo Lula, mas ele bateu o pé e negou. Agora, as condições são mais difíceis”, assegura o professor da Universidade de Brasília David Verge Fleischer.
Também para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, o grande adversário da entrada do Brasil na OCDE é a França. “Já se sabe que, dentro da Organização, a França tem uma postura muito protecionista. Ela vai tentar usar de todos os artifícios para barrar. Interessa muito para os países da Europa receber produtos agrícolas brasileiros mais baratos, mas para a França, não”, explicou.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Este é o segundo informe enviado à OCDE, baseado na política ambiental ruinosa e predatória do governo Bolsonaro. O informe anterior era exclusivamente sobre o afrouxamento no combate à corrupção, reforçando a posição da OCDE, que já tem o Brasil sob mira, como único país permanentemente monitorado pela instituição. (C.N.)
Ciro Nogueira emplacou a irmã do “meu menino” en subsidiária do Banco do Brasil
Publicado em 16 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Ciro Nogueira é exemplo do caráter fisiológico do Centrão
Vinicius Valfré, Julia Affonso, Guilherme Pimenta e Lorenna Rodrigues
Estadão
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), emplacou no conselho de uma subsidiária do Banco do Brasil a advogada Sabá Cordeiro Filha, sua chefe de gabinete na pasta e irmã do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Cordeiro.
Como revelou o Estadão, o ministro trata o chefe do Cade como “meu menino” e defende que a atuação do aliado é importante, pois “não podemos perder a maioria”. O colegiado é responsável por julgar suspeitas de cartéis e fusões de empresas bilionárias.
ESTRANHA NO NINHO – A oficialização de Sabá como integrante do Conselho Fiscal da BB Investimentos, subsidiária do banco público especializada no mercado de capitais, é de 29 de novembro. Como conselheira, ela participa de reuniões mensais e precisa analisar e emitir pareceres sobre relatórios contábeis.
Entretanto, o currículo dela não indica qualquer expertise na área fiscal ou em gestão de investimentos. Com registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) cancelado a pedido, ela dizia assessorar o marketing de Ciro, no Senado.
Sabá assumiu pela primeira vez a chefia de gabinete do senador, hoje ministro, ainda em 2013. Na época, Cordeiro era secretário executivo do Ministério das Cidades e logo em seguida seria nomeado por Ciro na terceira secretaria do Senado. De lá, começaria sua ascensão no Cade até a presidência do órgão, o que conseguiu sob o governo Jair Bolsonaro.
CURRÍCULO ILUSÓRIO – Sabá responde pela chefia de gabinete na Casa Civil desde agosto, pouco depois de o líder do Centrão se aliar a Bolsonaro e ser nomeado para o primeiro escalão do governo. Na documentação que apresentou ao BB, ela destacou ter “especialização em Desenvolvimento Gerencial e em Administração Pública”.
No currículo entregue à Casa Civil afirmou ter “ampla experiência na área de projetos legislativos e políticas públicas, com ênfase em segurança pública e defesa do consumidor” e ter atuado “na área de estratégia de comunicação e marketing institucional”.
A função de conselheira rende o pagamento de jetons mensais de R$ 4,9 mil. O valor se soma ao salário de R$ 10,1 mil que recebe pelo cargo de confiança.
EXEMPLO DO PODER – Sabá é mais um exemplo do poder que Ciro exerce em setores estratégicos do governo, com o aval do presidente. É dele o controle de áreas nas quais suspeitas de corrupção têm vindo à tona, como é o caso do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Em nota, o Banco do Brasil afirmou que a chefe de gabinete de Ciro “atende a todos os requisitos técnicos e legais” para ocupar o cargo na instituição. A experiência profissional e a formação técnica e acadêmica da conselheira “foram submetidas ao Comitê de Elegibilidade da empresa, que estabelece critérios rigorosos para exercício do cargo”.
O banco também destacou que o “currículo da conselheira correspondeu plenamente às exigências da Lei das Estatais e do decreto 8945, que regulamenta a atuação de gestores em sociedades anônimas”.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não há a menor novidade na postura de Ciro Nogueira. Ele sempre foi assim e em primeiro plano só cuida de seus interesses pessoais. Os interesses do país, que estão a cargo da Casa Civil, ficam em último plano. A novidade seria se Ciro Nogueira tivesse adquirido alguma noção de dignidade e espirito público, mas isso ainda não aconteceu. (C.N.)
Além de autopromoção, propaganda enganosa e desrespeito aos direito autorais.
Poder é dinheiro, dinheiro é poder, mas não é necessário ser presidente para ter poder
Publicado em 16 de abril de 2022 por Tribuna da Internet
Duarte Bertolini
Em meio à esculhambação da política brasileira, em que a disputa pela Presidência da República se trava a qualquer preço, num vale-tudo surrealista, repleto de manobras e fake news, o jornalista Carlos Brickmann nos traz uma visão diferente sobre a corrida presidencial. Em poucas palavras, direto ao assunto, ele defende uma tese muito interessante, que parece ser rigorosamente verdadeira.
###
GANHAR E PERDER
Carlos Brickmann (Site da Veja)
Uma característica importante desta eleição é que nem todos têm a mesma concepção do que é ganhar. Bolsonaro e Lula disputam para ganhar a eleição de acordo com o pensamento da maioria da população: quem ganha ocupa a Presidência da República.
Mas vamos combinar que ser presidente é bom (ou não haveria tanta disputa), mas dá trabalho; enquanto, com as leis que prepararam, deputado e senador ganham excelentes salários (com todos os penduricalhos, muito mais que o presidente), têm férias mais constantes, têm acesso, se quiserem, a diferentes tipos de corrupção, dispõem de assessores que desempenham todo o trabalho do cargo (inclusive, conforme o cargo, até recebem para entregar ao patrão), têm passagens aéreas, diárias, etc.
Um vidão! É por isso que tantos partidos preferem buscar aliados diferentes, um em cada Estado, pedindo em troca facilidades para ampliar a bancada. Uma boa bancada representa uma boa parcela do dinheiro público que financia as eleições. Poder é dinheiro, dinheiro é poder. Não é preciso ser presidente.
Quarenta e cinco minutos de chuva torrencial hoje nas Lajes Jeremoabo - Bahia
Recordista absoluto, Lula participa pela nona vez de eleições presidenciais
Lula participa direta ou indiretamente das disputas desde 1989
Pedro do Coutto
Numa reunião na quinta-feira com lideranças sindicais em São Paulo, Geraldo Alckmin afirmou que Lula da Silva é o maior líder popular do país. Não está longe da verdade, sem discutir o mérito da questão, pois o país encontra-se dividido, o que se reflete na polarização cristalizada entre o ex-presidente e Jair Bolsonaro que tenta a reeleição nas urnas de outubro.
É interessante assinalar para efeito histórico, creio, o fato de Lula da Silva vir participando direta ou indiretamente das eleições presidenciais do país de 1989 até 2022. Perdeu para Collor, perdeu duas vezes para Fernando Henrique Cardoso e seu candidato Fernando Haddad perdeu para Bolsonaro em 2018. Venceu outras quatro, duas com a sua própria eleição e duas com a eleição e reeleição de Dilma Rousseff.
IMPEACHMENT – O grande fracasso do PT foi com Dilma, sobretudo em seu segundo mandato, que terminou em impeachment. Agora, ele vai às urnas disputar novamente o voto, apresentando-se como uma solução para a retomada do desenvolvimento econômico e social do país, afetado fortemente pela administração atual.
Vai, desta vez, acompanhado e endossado pelo ex-tucano e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin que lhe acrescenta sufrágios, esperam seus partidários, de correntes de pensamento do centro político. O objetivo de Lula é isolar Bolsonaro na extrema-direita. As urnas vão dizer se está certo ou errado.
As perspectivas são favoráveis a ele, como assinalou a mais recente pesquisa do Datafolha, apontando-o com 43% dos votos contra 26% de Bolsonaro. A margem é grande, mas Bolsonaro recuperou espaços nas últimas semanas. A rejeição popular aos dois principais candidatos é alta, porém a de Bolsonaro é maior.
SEGUNDO TURNO – Em pesquisas anteriores, tanto as do Datafolha, quanto as do Ipec, havia a hipótese de o líder do PT vencer no primeiro turno. O mais recente levantamento do Datafolha, entretanto, aponta uma possibilidade maior para que o pleito seja decidido no segundo turno.
Vai depender do crescimento ou não de candidaturas como as de Ciro Gomes e Simone Tebet. Mas a de Tebet ainda não decolou e se encontra com uma percentagem muito reduzida de intenções de voto. A exaltação de Lula por Alckmin foi divulgada na noite de quinta-feira pela GloboNews e pelo JN da TV Globo, e foi focalizada com grande destaque nas edições de ontem de O Globo e da Folha de S.Paulo.
Marcaram o dia político e deixaram no ar, no caso de um segundo turno, uma perspectiva de apoio do grupo tucano que reúne Fernando Henrique Cardoso e José Serra, do qual Geraldo Alckmin fez parte ao longo de trinta anos. FHC não pode apoiar Bolsonaro que, certa vez, como deputado federal, propôs o seu fuzilamento.
NOVE SUCESSÕES – Um aspecto das eleições deste ano merece ser destacado, pois efetivamente Lula, ao que me lembre, é o único político, não só no Brasil, mas também no plano internacional, que vai se envolver em nove sucessões presidenciais seguidas, claro que nos regimes democráticos. O presidente que mais disputou eleições e reeleições foi Franklin Roosevelt, nos Estados Unidos, e que venceu em 1932, 1936, 1940 e em 1944, o último mandato de sua vida, pois faleceu em abril de 1945.
As suas vitórias sucessivas levaram o Congresso americano a mudar a Constituição, numa das raras emendas aprovadas até hoje. O texto passou a limitar no máximo a uma reeleição. No Brasil, a reeleição existe em escala maior, mas não pode ocorrer seguidamente em mais de um episódio. Pode ser intercalada, nos Estados Unidos não.
Fica aqui o registro que acredito ser interessante, afinal de contas nos últimos 33 anos, Lula não deixou de participar das disputas e agora ressurge novamente como candidato, após ter sido preso por 18 meses, condenado pelo ex-juiz Sergio Moro, mas cuja sentença foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal.
SALÁRIO MÍNIMO – Fernanda Trisotto e Eliana Oliveira, O Globo desta sexta-feira, e Fábio Pupo, na Folha de S. Paulo, focalizam o projeto de diretrizes orçamentárias do governo para o exercício de 2023. Está estimado um déficit primário de R$ 65,9 bilhões, mas há uma previsão no sentido de que o Produto Interno Bruto cresça 2,5% no próximo ano.
Não está computada nas contas públicas, aliás como sempre, o custo do giro da dívida interna, resultado da incidência da taxa Selic hoje em 11,75% sobre R$ 5,9 trilhões. Todos os governos, sem exceção, omitem o peso dessa despesa gigantesca com o pagamento de juros.
Sobre o salário mínimo, seu reajuste previsto na escala de 6,7% fica muito abaixo da inflação do IBGE que, nos últimos 12 meses, passa de 11%. Politicamente, sobretudo no caso eleitoral, o anúncio de tal salário mínimo é negativo para o Planalto.
Em destaque
EDITORIAL: A Lei do Retorno na Política de Jeremoabo – Quem tem Telhado de Vidro não Atira Pedra
Foto Divulgação Por José Montalvão Diante dos recentes e turbulentos fatos que movimentam os bastido...
Mais visitadas
-
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL (12626) N. 0600425-35.2024.6.05.0051 (PJe) – JEREMOABO – BAHIA R...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
blog em 7 abr, 2026 3:00 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a ...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
O mundo perdeu uma pessoa que só andava alegre, cuja sua ação habitual era o riso, um pessoa humilde que demonstrava viver bem com a vida...
-
Tiro no pé : É de se notar que nem os Estados Unidos fizeram barulho sobre o assunto pelo qual se entranhou a mídia tupiniquim
-
: É com profundo pesar que venho comunicar aos eleitores de Jeremoabo o triste falecimento da Democracia em nossa cidade. No final deste des...
-
É com profundo pesar que tomo conhecimento do falecimento de José Aureliano Barbosa , conhecido carinhosamente pelos amigos como “Zé de Or...