domingo, agosto 22, 2021

Operação da PF contra Sérgio Reis multiplica convocações para “guerra” em 7 de setembro


Apoiadores de Bolsonaro reforçaram narrativa de que protestos de 7 de setembro serão 'batalha final' após operação da PF contra Sérgio Reis e outros envolvidos no inquérito dos atos antidemocráticos

Não se trata de convocação para uma manifestação pacífica

Johanns Eller
O Globo

As operações da Polícia Federal contra articuladores dos protestos do 7 de setembro convocados por Jair Bolsonaro ensandeceram os grupos de WhatsApp e Telegram a favor do presidente nessa sexta-feira.

Os mandados de busca e apreensão contra os cantores Sergio Reis e Eduardo Araújo, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e outros alvos do inquérito dos atos antidemocráticos despertaram entre bolsonaristas a cobrança por mais mobilização.

Convocações para caravanas supostamente gratuitas saindo de cidades de todo o Brasil inundaram as redes bolsonaristas na última sexta

Nas redes sociais, há convocações para caravanas gratuitas

CARAVANAS GRATUITAS – Nas redes, militantes divulgam caravanas gratuitas para os atos de São Paulo e Brasília, enquanto outros tentam caronas ou companhia para rachar o combustível e pedágios.

Uma lista divulgada em diferentes grupos elenca 102 cidades no Rio de Janeiro e São Paulo com ônibus disponíveis para os manifestantes, com destino final na Avenida Paulista, onde bolsonaristas deverão se reunir para protestar contra o Supremo Tribunal Federal.

As ações da PF foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que à noite se tornou alvo de um pedido de impeachment protocolado por Bolsonaro. Entre os seguidores do presidente, a decisão de Moraes foi encarada como o “limite” ultrapassado pelo STF.

ATOS VIOLENTOS – Os alvos da PF são acusados de incentivarem atos criminosos e violentos contra a democracia e as instituições no próximo feriado. A julgar pelo tom dos grupos de WhatsApp e Telegram, é exatamente isso que deseja uma parcela dos bolsonaristas.

“Quem tiver roupa camuflada, leve. Vamos para cima, seremos o exército do presidente!”, bradou um bolsonarista. “É certo que os senadores não farão o impeachment dos ministros do STF, consequência (sic), o povo ocupará o Congresso, fazendo uma intervenção civil. Estando lá dentro, exigiremos que as Forças Armadas destituam os ministros do STF e os senadores por prevaricação! SELVA!”, afirmou outro, se referindo ao grito de guerra do Exército.

Antes de o presidente sinalizar que participaria do protesto do próximo dia 7 em Brasília e em São Paulo, apoiadores já construíam a narrativa de uma “batalha final” no feriado da independência.

ÁUDIO DE SÉRGIO REIS – O discurso bélico de Bolsonaro diante do tensionamento entre os Poderes e a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson engrossaram o caldo. Para completar, houve o vazamento de um áudio do cantor Sérgio Reis mencionando uma suposta paralisação de caminhoneiros para forçar o impeachment de ministros do STF. No áudio que viralizou, o cantor e ex-deputado federal ameaçava invadir o Supremo.

Junto com a autorização para a operação de sexta, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o sertanejo e os demais indiciados de se aproximar da Praça dos Três Poderes no dia 7 de setembro – o que foi encarado pelos bolsonaristas como evidência de que o Brasil está sob uma “ditadura da toga”.

Ganhou força, assim, a narrativa de que o Judiciário conduz uma conspiração contra o governo.

CONCLAMAÇÃO – “A última manifestação será em setembro. Eles querem tomar mesmo o poder, como disse Barroso. Depois dessa manifestação, não haverá outra. Nem se quiséssemos, seríamos impedidos. É uma convocação! Não fique com a família, lute por ela!”, defendeu um dos manifestantes.“Sérgio Reis e o Zé Trovão [Marcos Antônio Pereira Gomes, caminhoneiro alvo da PF] podem vir para São Paulo e falar com o povo em Brasília por telão”, sugeriu outro.

Em tom ainda mais sombrio, houve até quem defendesse a antecipação dos protestos, diante da decisão de Moraes.  “Gente: essas manifestações marcadas para 7.09 já merecem serem antecipadas. Até lá o STF já prendeu todas as lideranças e o filho do Presidente”, desabafou um apoiador de Bolsonaro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Diante do computador, muita gente tira onda de valente, como Sérgio Reis, que depois afinou, como se dizia antigamente, e disse que era tudo brincadeira. Mas brincadeira tem hora. A verdade é que Bolsonaro e seus adoradores estão semeando a cizânia, pregando abertamente o caos e a balbúrdia. É claro que isso não vai acabar bem. O presidente é um insano e está pouco se importando com o que pode acontecer no feriadão. (C.N.)

Eleitores que desistiram de Bolsonaro aguardam ansiosamente a definição de uma terceira via

Publicado em 22 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Direito esquerda

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Alberto Sardenberg
O Globo

Primeiro, foram empresários da economia real. Depois, a eles se juntaram banqueiros e economistas do primeiro time. E, agora, o mercado financeiro também entrou no processo de divórcio com o governo Bolsonaro e, muito especialmente, com o ministro Paulo Guedes.

As previsões para os números macroeconômicos já vinham piorando havia semanas: perspectiva de inflação, juros e dólar em alta, expectativa de PIB cada vez menor para este e o próximo ano. Mas isso era percepção. “Só” percepção, se dizia, que poderia mudar assim que o governo e o Congresso se entendessem sobre um Orçamento minimamente equilibrado para 2022 e, com sorte, sobre algumas reformas (tributária?) e privatizações.

CADÊ O DINHEIRO? – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, procurou acalmar os mercados justamente com esta tese: tudo isso passa quando o governo mostrar de onde vem o dinheiro para os diversos gastos.

Mas na semana passada aconteceu algo real no mercado financeiro, que não acontecia havia mais de ano: nos contratos de futuros, os títulos do governo foram negociados a juros de quase 11% anuais.

Isso revela enorme desconfiança em relação à capacidade de o governo entregar qualquer coisa que ao menos pareça controle de contas públicas — gastos abaixo do teto — ou reformas. E sexta-feira o ministro Guedes praticamente sepultou a reforma do Imposto de Renda — no que foi um raro momento de bom senso. Ele disse que, se for para piorar o sistema, então é melhor deixar como está — que é muito ruim.

ESTAMOS PIORANDO… – Sempre pensamos que era impossível complicar e pesar ainda mais o sistema tributário brasileiro. Pois as últimas discussões sobre a reforma do IR mostram que estávamos todos errados.

E reparem: há bons projetos de reforma tributária já longamente discutidos, que até alcançaram um bom nível de apoio. Mas uma mudança dessas exige um presidente que lidere não apenas sua gente, mas todo o país, incluindo governadores, prefeitos, empresários e as pessoas, enfim todo mundo que sofre os efeitos positivos ou negativos do sistema de pagamento de impostos. E mais um ministro da Economia que também saiba ligar o mundo econômico ao político. Não é o caso, nem de um nem de outro.

Tudo somado e subtraído, temos: o ritmo de recuperação deste ano cai em relação ao previsto no início do ano, quando se achava que a vacinação permitiria a abertura plena da economia; o crescimento em 2022 está apontando para menos de 2%, que é o — baixo — nível de expansão natural do Brasil; desemprego permanecendo elevado; inflação e juros em alta.

DÓLAR NÃO CAI – O dólar deveria cair, não é mesmo? Se os juros estão altos, se a renda fixa e os títulos do Tesouro voltaram a ser atraentes, era de esperar que investidores externos viessem com muitos dólares para aproveitar esses rendimentos. Ainda mais que os juros continuam a zero lá no mundo desenvolvido.

Mas o dólar continua alto por aqui, bem acima dos R$ 5. É outro claro sinal de desconforto. É seguro investir num país em que o presidente é ameaça às instituições e o governo tem duas políticas econômicas? Sim, duas: uma, a supostamente liberal do ministro Guedes; e a outra, do Orçamento paralelo, ou secreto, comandado pelo Centrão.

NUM ANO ELEITORAL – Assim nos encaminhamos para um ano de eleições gerais. Bolsonaro está confinado a seu núcleo duro e nada indica que possa sair dali. Sua popularidade desmancha semana a semana.

Isso abre uma enorme avenida para Lula, que já está jogando em todo o país. Mas também abre espaço para a terceira via, um candidato de centro — que ainda não está em campo.

Mas toda aquela gente que está em processo de divórcio com Bolsonaro procura justamente essa terceira via. Seria ridículo ter votado em Bolsonaro para tirar Lula, depois votar em Lula para tirar Bolsonaro.

O último ato de Bolsonaro só poderá ser o de cancelar as eleições de 2022

Publicado em 22 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Amarildo (agazeta.com)

Pedro do Coutto

Em continuidade ao meu artigo de ontem, sábado, explico o motivo pelo qual acho que o processo contra Alexandre de Moraes foi o penúltimo gesto de Bolsonaro no Planalto. A ele só resta agora tentar fazer cumprir a ameaça que fez à nação de cancelar as urnas de 2022, como consequência explícita de a Câmara dos Deputados ter rejeitado o caminho de volta ao voto impresso no país.

A ameaça de Bolsonaro, absolutamente extremada e extremista, representa historicamente um compromisso que ele assumiu, principalmente consigo mesmo, mas também em relação aos seus seguidores que acham que o uso da força pode resolver os problemas nacionais.

PROMESSA – Bolsonaro, para ser coerente com o seu radicalismo e com os radicais, após rejeitado o processo contra Alexandre de Moraes, será impelido a cumprir a promessa que fez publicamente de tentar violar a Constituição e suspender as eleições gerais de 2022. Chamo a atenção para o destaque “eleições gerais”.

Eleições gerais porque não se referem apenas ao presidente da República, mas também aos governadores, senadores e deputados federais cujos mandatos estarão em jogo em 2022. Desta forma, Jair Bolsonaro cai num abismo de contradições em relação aos seus próprios adeptos. Isso porque simplesmente, sem as urnas, senadores, deputados federais e governadores perderiam automaticamente os seus mandatos.

“IMPERADOR” –  Com isso, Bolsonaro ao se proclamar imperador do Brasil estaria extinguindo as representações parlamentares no Congresso, os mandatos dos atuais governadores e a perspectiva eleitoral daqueles que desejam sucedê-los nas urnas democráticas. Se tomar a iniciativa de violar a Constituição de 1988 e bloquear o acesso do povo às urnas, Bolsonaro automaticamente perderá o apoio do próprio Centrão que o sustenta no quadro institucional brasileiro.

Afinal de contas, como será possível uma representação parlamentar votar contra a sua própria existência no cenário democrático do país? Bolsonaro certamente não pensou nisso. Mas as principais figuras do Centrão, nesse ponto ultra nevrálgico, terão que se colocar ao lado dos oposicionistas, sobretudo porque se não fizerem isso estarão se opondo a si mesmos.

Por isso, na minha impressão, o último ato do presidente que explodiu a si mesmo será desconsiderar o próprio processo democrático que o levou ao poder em 2018 e que agora o rejeita intensamente, no percurso  de 2022. Como se desenvolverá a sucessão antecipada de Bolsonaro ? Conforme disse o poeta, “ser ou não ser presidente, é a questão essencial”.


Aumenta o número de vacinados, mas ainda não se pode deixar de usar máscaras


Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, faz aplicação de vacina

Infelizmente, ainda falta muito para imunizar a todos

José Carlos Werneck

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou neste sábado, a 122.376.066, o equivalente a 57,79% da população total.

Nas últimas 24 horas, 1,11 milhão de pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, segundo informa o consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias dos 26 Estados e do Distrito Federal.

IMUNIZAÇÃO – Entre os mais de 122 milhões de vacinados, 54,89 milhões estão com a imunização completa, representando 25,92% da população.

Nas últimas 24 horas, 881.174 pessoas foram imunizadas com a segunda dose e outras 7.847 receberam uma vacina de aplicação única. Somando todas as vacinas aplicadas, o Brasil administrou 2.002.067 doses neste sábado.

Em termos proporcionais, São Paulo é o Estado que mais vacinou até agora e o primeiro a ultrapassar a marca de 70% da população total com a primeira dose, chegando a 70,68% neste sábado.

MS ESTÁ NA FRENTE – Já Mato Grosso do Sul continua sendo o Estado com a maior proporção de totalmente imunizados com duas doses ou vacinas de aplicação única, que representam 40,60% de seus habitantes.

Quem ainda não se vacinou vá, urgentemente, a um posto de vacinação. Aqueles que tomaram a primeira dose devem completar a imunização, se a vacina que recebeu exige a segunda dose.

Continuem usando máscaras, pois, ao contrário do que dizem os ignorantes, seu uso é importantíssimo. Respeitem o isolamento social e observem, rigorosamente, as medidas de higiene, lavando, cuidadosamente as mãos.

Falta pouco para a vida voltar ao normal, mas lembrem-se de que a Covid continua fazendo vítimas!

Entender que a subscrição de um pedido de impeachment contra um Ministro do STF é um atentado a democracia é alucinação.


 


Não sou bolsonarista. Muito longe disso. Agora entender que a subscrição de um pedido de impeachment contra um Ministro do STF é um atentado a democracia é alucinação. Aliás, uma vez na vida o Bozó faz democracia. Quem garante o direito de petição é a CF no art. 5o, XXXV, e quem exerce um direito fundamental faz democracia. O STF deve entender que a ele cabe interpretar a norma constitucional, sem legislar, sem investigar, sem processar, sentenciar e executar a pena fora do devido processo legal.

Nota da redação destwe Blog - "

XandeSilva


  
57 meses atrás

Fechado

A frase é muito conhecida, principalmente por quem milita nos corredores da justiça. E acredite, ela não é apenas parte da mitologia forense, mas uma realidade no cotidiano da sociedade brasileira. (https://br.toluna.com/opinions/2803344/Muitos-Ju%C3%ADzes-pensam-que-s%C3%A3o-Deuses-e-alguns)

sábado, agosto 21, 2021

Bolsonaro alega que obedeceu à Constituição ao pedir o impeachment do ministro Moraes


Bolsonaro é recebido por multidão em Iporanga, SP — Foto: Alexsander Ferraz/Jornal A Tribuna

Sem usar máscara, Bolsonaro causa aglomeração em Iporanga

Deu em O Globo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou neste sábado que, ao pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agiu “dentro das quatro linhas da Constituição”. O presidente ingressou na tarde de sexta-feira (20) no Senado com o pedido. Além da destituição do cargo, solicitou o afastamento do ministro de funções públicas por oito anos.

“Engraçado, quando eu entro com uma ação no Senado, fundado no artigo 52 da Constituição, o mundo cai na minha cabeça. Quando uma pessoa em um inquérito no fim do mundo me bota lá ninguém fala nada. Não é revanche. Cada um tem que saber o seu lugar, só vamos poder viver em paz e harmonia se cada um respeitar o próximo e saber que tem um limite, o limite é a nossa Constituição”, disse o presidente durante visita à cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo.

NA FORMA DA LEI – “Todos os incisos do artigo quinto da Constituição, eu cumpri todos. Não tem um só ato meu fora dessas quatro linhas”, disse, em declaração registrada pelo canal de televisão CNN.

O presidente chegou às 14h desta sexta-feira a Iporanga (SP), pouco antes de o pedido de impeachment contra Moraes ser apresentado no Congresso. No Vale do Ribeira, foi recebido por uma multidão de apoiadores, que, em sua maioria, também não utilizavam máscara, segundo o G1. A cena se repetiu em seguida na cidade de Eldorado, onde Bolsonaro foi visitar a mãe e irmãos.

Antes de falar aos jornalistas na manhã deste sábado, Bolsonaro visitou a mãe, Olinda, de 94 anos, que teve um sangramento recentemente. Ele posou ao lado dela e seus três filhos.

SUPREMO PROTESTA – Em nota, o STF disse logo após a apresentação do pedido que num momento em que “as instituições brasileiras buscam meios para manter a higidez da democracia, (o tribunal) repudia o ato do excelentíssimo senhor presidente da República, de oferecer denúncia contra um de seus integrantes por conta de decisões em inquérito chancelado pelo Plenário da Corte”. Reservadamente, os ministros mostram-se céticos quanto à possibilidade de o pedido ter maiores repercussões práticas.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM- MG), também se posicionou de forma contrária a Bolsonaro. Ele afirmou que vai analisar o pleito, mas adiantou que não enxerga “critérios jurídicos” e “políticos” para a abertura de um processo de afastamento do magistrado.

Por ter infringido regras sanitárias, sem usar máscaras e provocando aglomerações, Bolsonaro recebeu autuação dupla do governo de São Paulo. O valor total das multas pode chegar a R$ 3 milhões com base em legislação federal. Ao todo, o presidente já cometeu cinco infrações de normas sanitárias no território paulista, chegando à quarta reincidência.

Nota da redação deste Blog - Não concordo com as atitudes de Bolsonaro, não voto nele, agora dizer que o mesmo está errado porque requereu o Impeachment de um Ministro do Supremo é desconhecer a Constituição.
Ninguém está acima da lei, nem Ministro, juiz, promotor ou qualquer outra autoridade, com exceção do prefeito de Jeremoabo  que desrespeita determinação judicial, determinação do TCM-BA muito menos da Câmara de Vereadores, é reincidente nas ilicitudes, principalmente nepotismo, e tudo permanece com dantes na Colônia da Jurema em Flor .
A CF garante como direito fundamental o "direito de petição".

Em destaque

Falta d’água em Jeremoabo: um escândalo que atravessa décadas

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Jrnoticias (Junior de Santinha ) (@jrnoticias.com.br) Falta d’água ...

Mais visitadas