quinta-feira, junho 24, 2021

CPI avalia prevaricação e vê indiciamento de Bolsonaro mais próximo após caso Covaxin

Publicado em 24 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Vacina indiana Covaxin - Coronavirus - Covid19

Caso Covaxin demonstra que há prevaricação no governo

Renato Machado e Julia Chaib
Folha

A cúpula da CPI da Covid do Senado afirma que as novas suspeitas contra o governo envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin abrem um novo e promissor caminho de investigação, que pode levar à responsabilização do presidente Jair Bolsonaro.

Os senadores do grupo majoritário da comissão, formado por oposicionistas e independentes, avaliam que, se forem comprovados ilícitos na negociação de compra da vacina, Bolsonaro pode responder por prevaricação, independentemente de ter acionado ou não a Polícia Federal ao ser informado das denúncias.

ADVOCACIA ADMINISTRATIVA – Além disso, consideram que há indícios de crimes de advocacia administrativa —usar a máquina pública em favor de entidades privadas. Por outro lado, não há unanimidade a respeito do crime de corrupção.

A análise foi feita em privado, durante reunião do grupo no fim da manhã desta quarta-feira (23), no gabinete do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Publicamente, o grupo adotou um tom crítico e de desconfiança em relação ao governo com os novos indícios, mas evitou fazer pré-julgamentos públicos. “A gente está investigando. Ainda vamos ouvir as pessoas. O servidor [do Ministério da Saúde] ainda vai trazer os documentos”, disse o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), à Folha.

EM NOVA FASE – A CPI inaugurou uma nova fase de investigações nesta semana, após o surgimento de indícios de pressão no Ministério da Saúde para beneficiar uma empresa, a Precisa. O caso em torno das suspeitas de pressão pela compra da Covaxin pelo governo Bolsonaro foi revelado pela Folha na sexta-feira passada (18), com a divulgação do teor do depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde.

Ele disse em oitiva no Ministério Público Federal que recebeu uma pressão “atípica” para agilizar a liberação da vacina indiana, desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech.​

Em entrevista à Folha, o irmão do servidor, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) também disse que o presidente Bolsonaro foi alertado a respeito das suspeitas de irregularidades e recebeu documentos sobre isso.

EM TEMPO RECORDE – A revelação veio a se somar às suspeitas da comissão de que o governo havia atuado no exterior em benefício da Precisa Medicamentos, intermediária na negociação da Covaxin. Isso porque o contrato foi fechado em tempo recorde, quando comparado com as negociações com a Pfizer e o Instituto Butantan.

A vacina indiana ainda tem o preço mais alto de todas as contratadas pelo governo federal, com valor de R$ 80 por dose.

Em relação à conduta pessoal do presidente Bolsonaro, os senadores da CPI dizem acreditar que há fortes indícios para a responsabilização do chefe do Executivo caso sejam comprovados ilícitos na negociação com a Precisa.

PREVARICAÇÃO – A primeira grande suspeita é de prevaricação, quando o agente público não toma as decisões e medidas corretas em defesa do bem público.

O presidente da comissão, Omar Aziz, solicitou ao delegado da Polícia Federal cedido para a comissão que indague a diretoria da corporação sobre se Bolsonaro determinou a investigação dos fatos que foram revelados a ele pelos irmãos Miranda.

Aziz disse nesta quarta-feira que seria “preocupante” se o presidente não tivesse agido. Caso isso fique comprovado, estaria caracterizado o crime de prevaricação.

Alguns senadores, no entanto, defendem que a prevaricação já estaria bem definida, uma vez que o Ministério da Saúde não rompeu o contrato com a Precisa Medicamentos, apesar do atraso na entrega das vacinas — nenhum lote acordado foi cumprido e a imunização ainda nem tem autorização definitiva da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) — e dos indícios de irregularidade.

Ainda pesa contra a Precisa o fato de ter os mesmos sócios da Global Gestão em Saúde, empresa que fechou contrato em 2017 de R$ 20 milhões para o fornecimento de medicamentos que nunca foram entregues. O pagamento, no entanto, foi feito e jamais devolvido. O Ministério Público Federal investiga o caso.

 

Bomba política: Vacina da Índia e demissão de Salles explodem o governo Bolsonaro

Publicado em 24 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Nando Motta (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

As edições de hoje do O Globo, da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo não deixam dúvidas de que os fatos dramáticos das últimas 24 horas explodiram o governo Jair Bolsonaro de forma arrasadora. Não vejo a possibilidade de o presidente da República se recuperar do impacto e manter o poder na administração do país.

A reportagem de O Globo, assinada por Natália Portinari, Julia Lindner e Thiago Bronzatto, revelam a impossibilidade de o governo prosseguir como se nada tivesse ocorrido no cenário nacional.  Em sua denúncia, Luis Ricardo Miranda, funcionário do Ministério da Saúde, revelou ter comunicado diretamente a Bolsonaro as suspeitas que envolveram a compra encomendada da Covaxin, empresa da Índia produtora de vacina destinada a combater a Covid-19.

DESESPERO – Isso foi tão arrasador que o Planalto está tentando de forma desesperada acionar simultaneamente a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e a Controladoria Geral da União para impedir o depoimento de Miranda previsto para amanhã, sexta-feira, à CPI do Senado Federal.

Outra reportagem de Daniel Gullino e Paulo Cappelli, também no O Globo, atestam diretamente o clima de pânico  que, como uma nuvem de tempestade, envolve o centro do poder. Se o depoimento de Luis Carlos Miranda não se revestisse de um efeito extraordinário, não haveria razão para que Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria Geral, se mobilizasse maciça e intensamente contra o depoimento que se desenha como terrível para a administração federal.

Várias ofertas de vacinas, uma delas da Pfizer, se sucederam e não despertaram a atenção do governo. Mas a atenção governamental, na área da Saúde, se voltou para a aquisição da Covaxin, cujos preços superam de várias vezes o valor das unidades das demais vacinas.

SUSPEITA –  O que se pode dizer sobre isso? Nada a não ser lançar-se à sombra da suspeita o governo que, por outro lado, foi capaz de nomear e se esforçar para manter Ricardo Salles no Meio Ambiente, mesmo quando a pasta política tornou-se irrespirável para o Executivo e incapaz de manter o antiministro.

Bolsonaro demite ministros, como no caso de Eduardo Pazuello e Ricardo Salles, elogiando ambos como se não fossem culpados de nada, como se fossem eficientes auxiliares de um projeto falido. Se os ex-ministros fossem realmente extraordinários no sentido positivo, por que demiti-los?

Aconteceu também com o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub que, após perder o cargo, foi nomeado para o Banco Mundial. Não há como definir a realidade do período Jair Bolsonaro que ficará para sempre incorporado à história do país como a pior passagem de alguém pelo poder e que, ao invés de agir procurando algo construtivo, faz questão tacitamente de traçar a linha sinuosa da desconstrução e, portanto, também da destruição.

NEGACIONISMO –  A destruição é a política da terra arrasada pela incompetência, pelo negacionismo em relação ao coronavírus.  Uma falta de sensibilidade mínima para adquirir vacinas imunizantes. Bolsonaro deixou cair a máscara, não só a de proteção, mas da incapacidade absoluta de governar.

A carga contrária ao governo, na minha opinião, revela a impossibilidade de Bolsonaro permanecer mais tempo na Esplanada de Brasília, transformada por ele em um ponto de contestação tanto ao Congresso Nacional quanto ao Supremo Tribunal Federal. Um desastre cujos efeitos a cada dia aumentam. Parecia incrível que alguém fosse capaz de cometer tantos erros e omissões, com tanto rancor e desprezo pelos homens e mulheres que trabalham em nosso país.

Depois que o episódio Luis Ricardo Miranda se concretizar amanhã na CPI, a população brasileira estará à espera de uma solução e do preenchimento de um espaço democrático e construtivo para recuperar o país da explosão bolsonarista.


Lorenzoni reage às denúncias sobre Covaxin fazendo ameaças e Renan fala em “prendê-lo”ao deputado e a seu irmão


onyx

Lorenzoni se excedeu e o relator Renan reagiu na CPI

Bruna Lima e Maria Eduarda Cardim
Correio Braziliense

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, fez uma série de ameaças ao deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). O parlamentar e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, denunciaram suspeitas de corrupção na compra, pelo governo federal, da vacina indiana Covaxin.

De acordo com o ministro Lorenzoni, o presidente Jair Bolsonaro imediatamente determinou que a Polícia Federal investigue os dois.

TAMBÉM NA CGU – Lorenzoni afirmou que vai pedir também a abertura de um procedimento administrativo disciplinar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar a conduta do servidor, que disse, em depoimento à Procuradoria da República do Distrito Federal, ter sofrido “pressões anormais” em relação à Covaxin por parte da alta cúpula da pasta.

“O servidor será investigado por prevaricação”, enfatizou o ministro, em pronunciamento realizado para negar as acusações em relação à aquisição do imunizante.

Ao comentar e mostrar documentos da contratação, Lorenzoni levantou a possibilidade de falsificação de provas.

SUBSIDIÁRIA – “O senhor Luis Miranda diz que havia um contrato entre o governo brasileiro e a empresa A, Bharat Biotech, e que apareceu uma nota fiscal de uma compra por meio da Madison Biotech. A Madison nada mais é do que a subsidiária da Bharat Biotech, localizada em Cingapura, responsável por todos os contratos da Bharat Biotech no comércio internacional. Portanto, não existe uma terceira empresa”, frisou.

De acordo com o ministro, o governo pedirá aos peritos da Polícia Federal uma análise dos documentos. Ressaltou, também, que, apesar de o contrato ter sido assinado, ainda não houve pagamento pela vacina. “Nenhum centavo saiu dos cofres do Ministério da Saúde”, destacou.

AVISO AO DEPUTADO – Em tom de ameaça, o ministro mandou recado ao parlamentar: “Deputado Luis Miranda, Deus tá vendo, mas o senhor não vai só se entender com Deus, não, vai se entender com a gente também. O senhor vai explicar e pagar pela irresponsabilidade, pela má-fé, pela denunciação caluniosa e pela produção de provas falsas”, completou.

Mas alguns senadores dizem acreditar que já está caracterizado o crime de advocacia administrativa. Isso porque o presidente enviou uma carta pedindo ao primeiro-ministro indiano Narendra Modi pedindo os bons ofícios na liberação de doses da vacina AstraZeneca, ocasião na qual também citou a Covaxin — que ainda não figurava no rol das imunizações preferenciais do Brasil.

A carta foi enviada enquanto o sócio-administrador da Precisa, Francisco Maximiano, estava no país asiático negociando a compra da Covaxin.

Além disso, os senadores da comissão querem averiguar se o presidente teve papel ele próprio na pressão para liberar a Covaxin. Para isso, vão tentar mapear a origem das ordens.

PRESSÃO DO CORONEL – Em depoimento ao MPF, o servidor Luís Ricardo Miranda mencionou que a pressão partia da Secretaria Executiva — na época comandada pelo coronel Élcio Franco, braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello — e também citou o nome do tenente-coronel Alex Lial Marinho, próximo também ao general e ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos em Saúde.

Agora, os senadores querem verificar se há ligação entre a atuação da alta cúpula da Saúde e integrantes do Palácio do Planalto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O clima está esquentando. Na CPI, o relator Renan Calheiros reagiu às declarações de Lorenzoni e ameaçou mandar prendê-lo se fizer pressões sobre as testemunhas. Mas é só Piada do Ano, para dar mais emoção à CPI. O mundo acaba e Renan não prende ninguém. É só brincadeirinha(C.N.)

Hoje 24.06.2021, data histórica em Jeremoabo onde pela primeira vez na história de Jeremoabo um cidadão usa o seu direito de cidadania, sinal de novos tempos,

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Não conheço esse cidadão mas quero parabenizá-lo por esse grande ato de bravura já visto em Jeremoabo, um trabalhador ter a coragem e a dignidade de ao exercer seu direito de cidadania denunciar um ato de discriminação e arbitrariedade oriundo de um (des)governo desastroso e incompetente  fora da lei.
A vigilância sanitária de Jeremoabo para ser justa deveria penalizar o prefeito por  provocar aglomeração, não respeitar o distanciamento e não usar máscara.
Deveria fiscalizar e multar os Bancos por seguir o exemplo do prefeito.
Deveria fiscalizar e multar a lanchonete do Posto Paloma, e não um cidadão trabalhador que de forma honesta trabalha para com dignidade manter o sustento de sua família.
Sugiro a esse cidadão que junte-se aos demais prejudicados injustamente e de forma arbitrária, que batam a porta do ministério público e exijam tratamento iguaal, já que nem prefeito, nem ninguém está acima da lei.
Continue exercendo seu direito de cidadania, não se acovarde diante da tirania, você merece o respeito e os aplausos de todo cidadão de bem de Jeremoabo.

Bolsonaro.Dia de fúria contra imprensa passa recibo do medo que sente

 em 23 jun, 2021 4:30

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.



Mais do que um texto, uma excelente reflexão da colunista da UOL, Olga Curado:

Bateu o desespero. A fúria. O capitão está se sentindo encurralado, com medo. A linguagem não verbal, ao atacar de maneira despropositada e descontrolada a repórter que o entrevistava em Guaratinguetá, mostra que a tensão está subindo.

Algumas das características do medo são a oscilação do tom de voz e o movimento de cabeça como se estivesse desviando de um ataque. No Atlas das Emoções, de Paul Ekman, a irritabilidade aparece como ponto inicial de um processo que pode chegar à fúria. E, como ensina o pesquisador, a raiva está intimamente ligada ao medo. Aliás, a raiva muitas vezes oculta o medo.

Na escala das emoções, a raiva segue a trilha iniciada com a irritação para, no passo seguinte, expor frustração, exasperação, argumentação, amargor, retaliação e fúria. Um exemplo icônico é o filme Um dia de Fúria, de 1993. William Foster (Michael Douglas), um homem emocionalmente perturbado que perdeu seu emprego e vai ao encontro de Beth (Barbara Hershey), sua ex-mulher, e da filha, sem sequer reconhecer que o seu casamento já acabou há muito tempo. Em seu caminho, William vai eliminando quem cruza seu destino.

A raiva nas suas diversas intensidades também tem um papel: esconder o medo. Ainda lembrando o Atlas das Emoções de Paul Ekman, é possível ver como o medo se mostra, igualmente num crescente. Começa com apreensão, vai para o nervosismo, segue na ansiedade, e cresce mostrando temor, desespero, pânico, horror e terror.

No encontro com a repórter da TV Vanguarda, o capitão mostrou-se um clássico das expressões de medo e de raiva. Teve a solidariedade da deputada Carla Zambelli, que tinha os números de “investimentos” do governo federal na Santa Casa da cidade. E, enquanto ela falava, o capitão não conseguia esconder o desconforto, olhando para o alto, movendo lateralmente o corpo, na expectativa de que seria em algum momento golpeado.

Quando retoma a palavra, mesmo anunciando facilidades para o financiamento de casas a militares e agentes de segurança – tem dificuldade em manter o olhar numa direção firme. A postura desequilibrada antecipa o comportamento incontrolável, dominado pelo sentimento de medo, que aparece como raiva, diante da imprensa. É mais forte do que as suas habilidades de autocontrole. Calou fundo a cobertura das manifestações contra ele no final de semana.

Tomou a iniciativa de se defender, informando à Rede Globo que estava usando um “capacete de balística à prova de 762”, no seu passeio de moto em São Paulo.

Uma das características do medo é justamente essa de ir para a boca do loboÉ uma contrafobia. Responde a uma situação, diante da qual se sente atemorizado, indo para o ataque, mesmo quando não há ameaça no momento. Provoca a situação de risco de tanto medo. Parece paradoxal, mas é uma maneira desesperada de lidar com o próprio pavor, a fantasia de que será atacado. Falta de autocontrole. Vai pra cima! Mas mantém o discurso da vitimização: “sou o alvo de canalhas do Brasil”.

No descontrole, sobra até para o próprio séquito, para o qual esbraveja pedindo silêncio. A síndrome do “ninguém me escuta”, “ninguém me compreende” e “ninguém dá bola para mim”. Uma vítima. Mas insiste no conselho negacionista: “se você não quiser usar máscara, não use”, diz para a jornalista, depois de ter sido lembrado de que a multa que recebeu não foi por causa de capacete, mas por não usar máscara. Ficar acima da lei. O desejo dos tiranetes.


E segue na catilinária negacionista. O tratamento precoce teria salvado a vida do capitão, segundo disse, “e de mais 200 pessoas no meu prédio”. Não explicou que prédio, já que mora no Palácio da Alvorada… e invoca conversas reservadas com jornalistas que também se dizem adeptos do seu tratamento precoce.

Tenta negociar: “parem de falar no assunto”. Sim, medo, desespero. E tira a máscara. Na provocação de quem se sente encurralado, num dia de fúria. Impropérios, impropérios, desequilíbrio. E a solidária deputada Zambelli dá apoio emocional ao capitão e também tira a máscara.

Foi em Guaratinguetá. Depois do final de semana em que a tragédia brasileira contou mais de 500 mil mortos, quando milhares de pessoas foram às ruas em todo o país, pedindo vacina, pedindo auxílio emergencial e pedindo que o capitão vá para casa, para o prédio onde “mais de 200 pessoas” se curaram da covid -19 tomando cloroquina, ivermectina.

Enquanto o capitão se enfurece com a imprensa, o país chora o luto de mais de 500 mil pessoas mortas pelos desvarios de um governo que não reconhece a dor de enterrar brasileiros e brasileiras que poderiam estar vivos.

O capitão não aprende sobre a importância da vida. Nem sobre a dor da morte.


Nota oficial. Renuncie, Presidente!

Renuncie, presidente!

Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, insultando jornalistas da TV Globo e da CNN.

Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas desnudaram o crescente isolamento de seu governo.

Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.

Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas.

Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil.

Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022.

É preciso que os democratas estejam alertas e mobilizados.

Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil.

Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente.

Então, renuncie, presidente!

Paulo Jeronimo
Presidente da ABI


INFONET

Testes para saber se vacina fez efeito são imprecisos, explica médico

 em 24 jun, 2021 7:00


Exames sorológicos para saber se a vacina realmente fez efeito na pessoa, não possuem representatividade para comprovação (Foto: Freepik)

A imunização contra a covid-19 está ocorrendo em todo o Brasil e, com isso, surgem diversas dúvidas. Uma delas é quanto à eficácia da vacina, o que levou diversas pessoas a buscarem testes para saber se a vacina fez algum tipo de efeito.

Essa prática, conforme o médico infectologista Matheus Todt, não é recomendada, pois não tem capacidade para indicar a eficácia da vacina. “A realização de exames sorológicos com objetivo de identificar se vacina realmente fez efeito não possuem representatividade para comprovação. Quando a pessoa já tomou a vacina e deseja saber se o imunizante realmente fez o efeito, ela pensa em fazer um exame sorológico, mas o resultado dos exames vai mostrar apenas como estão os anticorpos, é algo muito limitado”, declara. 

Médico Infectologista e professor do curso de medicina da Unit, Matheus Todt (Foto: Arquivo pessoal)

Ainda sobre os exames sorológicos, o profissional menciona que o resultado não é preciso, já que quem lida com o vírus é a linha celular. “A linha celular é a principal linha que vai lidar com um vírus quando ele estiver no corpo. A linha moral, que são os anticorpos, não é a principal, e é ela que é mostrada no resultado dos exames de imunidade”, afirma.

As vacinas Pfizer, CoronaVac e AstraZeneca e, brevemente, Sputnik V, são os imunizantes disponibilizados para os sergipanos. O infectologista menciona a importância de se imunizar tomando as duas doses. “Mesmo que fazer testes não mostre se a vacina funcionou, é importante estar ciente de que cada imunizante, com base em estudos científicos, possui sua base de eficácia e porcentagem de imunização. A pessoa estará imunizada 14 dias depois de tomar a segunda dose da vacina”, destaca.

Segundo Matheus Todt, é necessário reforçar que, mesmo após a imunização, a pessoa pode ter covid-19. “A segunda dose garante uma maior segurança na imunidade, mas ainda assim existe o risco de ter a covid-19 moderada. A única forma de prevenir isso é continuar respeitando as medidas de segurança, utilizar máscara, manter o distanciamento social e sempre higienizar as mãos”, ressalta.

Por Isabella Vieira e Verlane Estácio

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Alberto Balazeiro é indicado para vaga de ministro do TST por Bolsonaro

Alberto Balazeiro é indicado para vaga de ministro do TST por Bolsonaro
Foto: Alexandre Galvão / Bahia Notícias

O procurador-geral do Trabalho, Alberto Balazeiro, foi indicado para uma vaga de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), pelo presidente Jair Bolsonaro. O baiano já foi chefe do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA). Balazeiro tem um perfil de defesa dos direitos trabalhistas e sempre se manifestou contra a retirada de direitos dos trabalhadores. 

 

A vaga no TST foi aberta com a aposentadoria do ministro João Batista Brito Pereira. Para ocupar a cadeira aberta no TST, Balazeiro será sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Posteriormente, o nome do procurador precisa ser aprovado por maioria absoluta no Senado para ser nomeado pelo presidente da República.

Bahia Notícias

PM interrompe festa promovida pela prefeitura de São Gonçalo do Campos pela 2ª vez

PM interrompe festa promovida pela prefeitura de São Gonçalo do Campos pela 2ª vez
Foto: Reprodução/TV Bahia

Mesmo com a proibição estadual, a prefeitura de São Gonçalo dos Campos promoveu uma festa de São João com utilização de minitrio elétrico, na manhã desta quinta-feira (24). O evento foi interrompido pela Polícia Militar (PM), e a ação acabou gerando uma confusão.

 

De acordo com o Jornal da Manhã, o caso ocorreu no bairro Murilo Leite. O motorista do minitrio foi detido e colocado em uma viatura da PM. A procuradora da cidade foi chamada ao local para negociar com os policiais.

 

No dia 21 de junho a prefeitura da cidade divulgou uma nota em que informava que realizaria uma ação durante o período de São João. A ação foi chamada de “Forró Itinerante”, e tinha por objetivo, segundo a prefeitura, animar os moradores em casa. O texto ressalta que durante a apresentação musical, não seria permitida aglomerações de pessoas. Ainda na nota, o prefeito Tarcísio Pedreira diz que, se houver aglomeração, a ordem é parar imediatamente.

 

A programação do Forró Itinerante teve início às 17h30 de terça-feira (22) e o plano da prefeitura previa programação até o sábado (26). Na terça, também houve confusão com a PM, pelo mesmo motivo.

 

Após o episódio de terça a prefeitura divulgou outra nota se posicionando sobre o caso. O texto informa que a Procuradoria Geral do Município de São Gonçalo dos Campos não recebeu qualquer recomendação do Ministério Público sobre eventos, "tendo tomado conhecimento informalmente na noite de ontem (22), já quando a Polícia Militar tentava impedir a realização do evento itinerante".

Em outro trecho da nota a prefeitura sinaliza que "a recomendação do Ministério Público, como bem denominado, independente do respeito merecido ao órgão, trata-se de um pedido, de um conselho, não possuindo força vinculativa ou equiparação à decisão da Justiça".

Bahia Notícias

HGE registra o maior número de cirurgias bucomaxilofacial do país em 2020


HGE registra o maior número de cirurgias bucomaxilofacial do país em 2020
Foto: Divulgação

Pelo segundo ano consecutivo, o Hospital Geral do Estado (HGE) ocupa o primeiro lugar no país em número de cirurgias de face. Em 2020, o HGE realizou 597 procedimentos, através do Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial. Em todo o país, 442 unidades hospitalares públicas ofertam esse tipo de procedimento.

 

O HGE dispõe de uma equipe com oito cirurgiões bucomaxilo, além de residentes e internos. Segundo o coordenador do Serviço, o cirurgião Samário Maranhão, as cirurgias mais frequentes são para correção de fraturas de mandíbula. Em média, são feitas cerca de 20 cirurgias por semana, inclusive de pacientes encaminhados, via regulação, de municípios do interior do estado.

O vice-coordenador do Serviço, Ravy Carvalho, acrescenta que o atendimento ocorre durante toda a semana, 24 horas por dia, e acrescenta que os resultados satisfatórios são possíveis em função do empenho da direção do hospital, que investe na estruturação e no provimento dos recursos necessários às cirurgias.

O cirurgião Samário Maranhão explica que os pacientes que dão entrada na emergência do HGE e necessitam de cirurgia bucomaxicilofacial recebem os primeiros atendimentos e, dentro das primeiras 48 a 72 horas, são submetidos à cirurgia. Cerca de 90% dos pacientes recebem alta 48 horas após o procedimento cirúrgico e são acompanhados, em ambulatório, uma vez por semana, até a alta definitiva, que ocorre entre três e seis meses após a cirurgia.

 

De acordo com Samário Maranhão, a maior parte dos pacientes submetidos à cirurgia bucomaxicilofacial é de vítimas de acidentes de veículos, incluindo motocicletas, seguidas de agressão física e acidentes por arma de fogo. “No caso de acidentes com motos, são atendidos pelo menos seis casos por semana, a grande maioria vindos do interior”, revela o cirurgião, acrescentando que esses tipos de traumas, além de causar comprometimentos estéticos, podem causar também problemas de saúde, como dificuldade de respirar, mastigar, enxergar, dentre outros.

O coordenador do Serviço de Cirurgia Bucomaxicilofacial do HGE lembra que a assistência a esse tipo de trauma foi iniciada em 2008, na emergência da unidade, onde só eram feitos os primeiros procedimentos. Em seguida, os pacientes eram encaminhados para outras unidades, a fim de serem submetidos às cirurgias necessárias. A partir do ano seguinte – 2009 -, com a realização de concurso público e o preenchimento de vagas para a especialidade na rede pública estadual, o serviço foi estruturado e hoje alcança reconhecimento a nível nacional.

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