sexta-feira, abril 23, 2021

Renan diz que CPI da Covid responderá quantas vidas teriam sido salvas se Bolsonaro ‘tivesse acertado a mão’


Calheiros deve ser oficializado, segundo acordo entre senadores

Deu no Correio Braziliense / BBC News

A primeira resposta a ser dada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid é quantas vidas poderiam ter sido salvas no Brasil se o governo do presidente Jair Bolsonaro “tivesse acertado a mão”, de acordo com o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Calheiros deve ser oficializado, segundo acordo entre senadores, como relator da CPI que vai investigar “ações e omissões” do governo federal diante da pandemia de coronavírus.

IMUNIZAÇÃO DE REBANHO – “A primeira resposta (a ser dada pela CPI) é se houve materialização da tese da imunização de rebanho. A CPI vai dizer se houve ação ou omissão do governo e se isso pode ter agravado as circunstâncias. Em outras palavras: se o governo tivesse acertado a mão, quantas vidas poderiam ter sido salvas no Brasil?”, disse o senador em entrevista à BBC News Brasil.

A primeira reunião da comissão está marcada para terça-feira, dia 27, quando o senador Omar Aziz (PSD-AM) deve ser escolhido como presidente do colegiado. Calheiros disse que a CPI também vai investigar “se o governo se omitiu, deixou de fazer pré-contratos quando laboratórios produtores estavam ofertando, se estimulou aglomeração, se minimizou o papel da máscara”.

“A CPI precisa cumprir o seu papel. Precisa colaborar no sentido da agilização da vacinação e caminhar no rumo da investigação para responsabilizar ou não. Se o governo tem convicção de que acertou a mão em todos os momentos, não precisa ter preocupação, nem sobressalto, e a CPI será oportunidade para que demonstre o contrário.”

PRESSÃO  – Calheiros, que está sob forte pressão de aliados do presidente, diz que “não há predisposição contra ninguém”. “O presidente da República não é nosso inimigo. A nossa inimiga é a pandemia. São os porões da pandemia que vamos investigar.”

O fato de Calheiros ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho, tem sido apontado por aliados do Palácio do Planalto como o que deveria ser um impeditivo para que o senador assuma a relatoria, visto que a CPI também investigará repasses a Estados e municípios de verbas federais para saúde.

“O fato que alegam, de não poder participar da CPI por ser pai de um governador, é meio ridículo. O governador não está sendo investigado e, se for – ninguém estará isento de investigação -, a comissão designará sub-relator para fazer qualquer investigação, com total responsabilidade.”

AÇÃO – A deputada governista Carla Zambelli (PSL-SP) anunciou em redes sociais que ingressou com ação na Justiça Federal do Distrito Federal para impedir que Calheiros assuma a relatoria. “Acabamos de ingressar com ação na Justiça para barrar @renancalheiros na relatoria da CPI. A presença de alguém com 43 processos e 6 inquéritos no STF evidentemente fere o princípio da moralidade administrativa. Outros parlamentares também ingressarão com ações”, escreveu a deputada em sua conta no Twitter.

Calheiros diz que a judicialização antes de a CPI começar “só fortalece o trabalho da comissão”. No entanto, o senador admite a possibilidade de designar sub-relatores para cuidarem de temas específicos. “A alternativa a isso (sub-relatorias) seria fazer investigação sobre amigos próximos, o que me deixa nessa zona da suspeição, e sobre familiares também. O prudente, para de logo afastar essa possibilidade, é designar sub-relatores e reafirmar que não decidirei monocraticamente nada, absolutamente nada.”

PLURALIDADE – E afirma que poderia aceitar deixar na mão de aliados do Palácio do Planalto a linha de investigação que interessa mais a Bolsonaro, que é a aplicação de recursos originados da União e enviados a Estados e municípios. “Em havendo necessidade da indicação de sub-relatores, vamos indicar de acordo com a pluralidade da comissão. Não vamos indicar apenas pessoas da nossa corrente.”

Questionado se, assim, a sub-relatoria relativa aos Estados poderia ficar com um senador alinhado ao Planalto, respondeu: “Se for necessário, sim”. A apuração da aplicação de recursos por Estados e municípios, incluída posteriormente como objeto da CPI, foi defendida por Bolsonaro, inclusive em áudio divulgado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

EQUÍVOCO – Calheiros diz que o governo federal está tratando a CPI de forma equivocada. “Se o governo aproveitar melhor o espaço na CPI para demonstrar o contrário do que a sociedade pensa, será melhor. Será muito mais produtivo do que o governo arrastar a instalação da CPI, que deveria ter sido instalada em fevereiro”, diz.

“O governo está tratando equivocadamente esta questão, tem que aproveitar a oportunidade para convencer as pessoas de que não errou, de que fez tudo certo, na hora certa. Se não conseguir, paciência, vai ampliar o desgaste na população.”

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em março mostra que 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho de Bolsonaro na gestão da pandemia e 22% consideram ótimo ou bom.

ELEIÇÃO – A importância do tema da CPI e o fato de ela acontecer um ano antes da próxima eleição levam a comissão a ser considerada a principal vitrine política dos próximos meses. Calheiros diz que a tentativa de atrasar os trabalhos da CPI aproxima ainda mais os resultados da comissão às eleições de 2022.

“Na medida em que o governo delonga a instalação da CPI, colabora para que desfecho vá para diante. Teremos no próximo ano eleição nacional e, na medida em que os trabalhos da CPI cheguem mais próximos das eleições, é evidente que isso, de uma forma ou de outra, vai impactar”, disse.

Imprensa internacional destaca ‘tom moderado’ e reage com ceticismo a discurso de Bolsonaro


Com seu discurso, Bolsonaro não conseguiu convencer…

André Biernath
BBC

No cenário internacional, políticas ambientais do governo Bolsonaro são vistas com desconfiança há meses. E o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi um dos convidados do primeiro dia da Cúpula de Líderes sobre o Clima. O evento, organizado pelo presidente americano, Joe Biden, tem como objetivo retomar a participação dos Estados Unidos nas discussões sobre as mudanças climáticas.

Na abertura, líderes de várias partes do mundo falaram sobre as ações que estão tomando para lidar com essa ameaça ao futuro do planeta. Bolsonaro foi o 19º líder a discursar.

DISSE BOLSONARO – Em pouco mais de três minutos, o presidente confirmou que até 2050 o Brasil vai alcançar a neutralidade climática, com redução drástica das emissões de gases causadores do efeito estufa e com a adoção de medidas ambientais que compensem esse estrago.

Outro ponto que chamou atenção na fala de Bolsonaro foi a promessa de que o país acabará com o desmatamento ilegal nos próximos nove anos.

“Destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, disse.

MODERAÇÃO E CETICISMO – Na imprensa internacional, o tom do discurso de Bolsonaro foi classificado como “moderado”. Vários veículos, porém, reagiram com ceticismo às promessas do presidente brasileiro.

O jornal americano The Washington Post destacou que Bolsonaro era um dos principais aliados do ex-presidente americano Donald Trump e chegou até a ameaçar tirar o Brasil do Acordo de Paris, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos na gestão anterior.

“Bolsonaro ofereceu um tom mais conciliatório à administração de Biden nesta quinta-feira. […] As promessas do líder brasileiro foram recebidas com grande ceticismo por muitos especialistas, que observam que as ações anteriores [de Bolsonaro] para proteger a floresta resultaram em pouco progresso e o desmatamento aumentou desde que ele assumiu o cargo em 2019.”

LE MONDE E FINANCIAL – O jornal francês Le Monde fez uma análise que segue a mesma linha: “Até o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que era bastante próximo a Donald Trump e que é um pouco mais distante de Joe Biden, prometeu acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, apesar do ceticismo dos observadores”.

Em sua cobertura sobre a Cúpula do Clima, o Financial Times salientou que o Brasil está isolado:

“Muitos permanecem profundamente céticos sobre se Bolsonaro está genuinamente comprometido com a proteção do meio ambiente. Alguns analistas, porém, apontam que o país latino-americano ficou isolado no assunto desde a saída de Donald Trump da Casa Branca.”

ATAQUE A SALLES – O argentino La Nación destacou que Bolsonaro corre o risco de se transformar numa “moléstia se não se adaptar à agenda da ambiental da mudança climática”:

“Aliado do ex-presidente Donald Trump e eleito com um discurso contrário às entidades ambientalistas e às reservas indígenas amazônicas, e a favor da mineração na selva Sul-Americana, Bolsonaro corre o risco de converter-se numa moléstia se não se adaptar à agenda ambiental da mudança climática.”

O veículo ainda chama a atenção para Ricardo Salles, o ministro do Meio Ambiente: “Salles ficou famoso por dizer durante uma reunião de gabinete que se poderia aproveitar a pandemia do coronavírus e a distração midiática para abrandar a legislação ambiental e permitir o avanço do agronegócio e da mineração. Na semana passada, ele foi denunciado por colaborar com o desmatamento por um investigador da Polícia Federal do Amazonas, que foi demitido na sequência”.

REVOLUÇÃO VERDE – No Reino Unido, a BBC deu enfoque a um outro trecho do discurso de Bolsonaro, que retratou o Brasil como uma potência agroambiental e um protagonista do que ele chamou de “revolução verde”.

“Bolsonaro tem atraído muita atenção como presidente por suas políticas ambientais, especialmente na Floresta Amazônica, e por sua resistência às metas climáticas do país. O mandatário brasileiro insiste que os órgãos ambientais se fortaleceram e defende ‘o direito ao desenvolvimento’ no Brasil e em outros países”.

Na sua versão em espanhol, o El País classificou Bolsonaro como um “presidente muito controverso” e lembrou das pretensões do governo brasileiro em contar com a ajuda financeira internacional:

DISSE EL PAÍS – “Biden não renunciou em convidar alguns presidentes muito controversos, como o brasileiro Jair Bolsonaro. Esse mandatário assegurou que colocará em marcha um plano para acabar com o desmatamento ilegal da Amazônia até 2030 — ainda que esse problema tenha disparado durante o seu mandato. Paralelamente, Bolsonaro não ocultou suas intenções de que a comunidade internacional o compense economicamente por manter a salvo o grande pulmão do planeta”.

A agência de notícias Associated Press percebeu uma moderação no discurso do presidente brasileiro e relacionou a mudança à pressão interna e externa que o governo vêm sofrendo:

“O discurso mostra que a administração Bolsonaro percebeu que precisa ao menos começar a dialogar em face à pressão doméstica e internacional. […] Semana passada, um grupo de 15 senadores americanos escreveu uma carta a Biden reclamando dos recordes ambientais negativos de Bolsonaro e pedindo que os Estados Unidos condicione qualquer apoio à proteção da Amazônia a um progresso significativo na redução do desmatamento”.

Extremo ceticismo – O jornal americano The New York Times apontou que o discurso de Bolsonaro foi visto com “extremo ceticismo”, apesar da mudança de tom:

“O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, anunciou que o país vai acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Essa promessa foi encarada com extremo ceticismo pela comunidade ambiental que tem acompanhado como a destruição da Amazônia explodiu durante seu mandato”.

O jornal também fez um paralelo do discurso com a realidade das políticas ambientais brasileiras: “Terminar com o desmatamento até 2030, discursou Bolsonaro, reduziria as emissões de carbono do Brasil em 50%. Apesar de ter enfraquecido significativamente as agências de fiscalização ambiental de seu país, Bolsonaro prometeu que elas serão fortalecidas”.

EX-PROTAGONISTA – Em seu site, a rede de televisão americana CNN observou como o Brasil passou de protagonista a coadjuvante no debate ambiental:

“Tradicionalmente um dos primeiros países a discursar em eventos sobre mudança climática, o Brasil foi um dos últimos a falar desta vez. As palavras de Bolsonaro estiveram alinhadas com uma carta que ele enviou ao presidente Biden na semana passada, em que ele já prometia acabar com o desmatamento até 2030 no Brasil”.

“Apesar do discurso de Bolsonaro, o desmatamento no Brasil continua a crescer. Agências ambientais como o Ibama e a ICMBio enfrentam a falta de recursos e profissionais, com militares em posições técnicas e com menos autoridade para supervisionar os trabalhos.”

NA ALEMANHA – Em seu site em português, o canal alemão Deutsche Welle comparou o discurso de Bolsonaro com o que foi dito por outros mandatários internacionais:

“Em contraste com outros líderes que abriram seus discursos com planos para reduzir emissões ou falando sobre a importância de combater as mudanças climáticas, Bolsonaro iniciou sua fala defendendo o que, na sua visão, são pontos fortes do Brasil na área ambiental, afirmando, por exemplo, que 84% da Amazônia estão preservados”.

Antes da reunião, vários veículos já haviam publicado artigos e reportagens sobre a frágil posição do governo brasileiro em relação às políticas globais de preservação do meio ambiente.

Num texto escrito ao The Guardian, os ex-ministros do meio ambiente Rubens Ricupero e Marina Silva disseram que “os bilhões de Biden não farão Bolsonaro parar de destruir a Amazônia”.

RECURSOS INÚTEIS – Ricupero e Silva classificam Bolsonaro como “um cético da mudança climática” e entendem que não há investimento que resolva a destruição do meio ambiente no país no atual contexto: “Nosso alerta é baseado no seguinte fato: o desmatamento da Amazônia Brasileira não é resultado da falta de dinheiro, mas é uma consequência do descuido deliberado do governo”.

Numa reportagem, a revista americana Time questiona se é possível confiar em Bolsonaro e em suas políticas ambientais:

“Desde que assumiu o cargo em 2019, Bolsonaro destruiu os orçamentos das agências ambientais e tentou afrouxar as regulamentações ambientais para tornar mais fácil para as empresas explorarem a terra, enquanto demitia e insultava líderes estrangeiros que tentavam intervir. Ativistas ambientais dizem que suas ações criaram impunidade para madeireiros, mineradores e pequenos agricultores que cortam e queimam árvores ilegalmente para usar terras na Amazônia e outras áreas protegidas, reacendendo um problema que governos anteriores haviam controlado”.

OFERTA AUDACIOSA – Numa reportagem publicada na quarta-feira (21), o Wall Street Journal também já destacava os pedidos brasileiros para ajuda financeira americana para preservar a Amazônia:

“O governo do Brasil, amplamente criticado por grupos ambientalistas como um administrador negligente da Floresta Amazônica, fez uma oferta audaciosa ao governo Biden: forneça US $ 1 bilhão e o governo do presidente Jair Bolsonaro reduzirá o desmatamento em 40%. A proposta foi feita enquanto o presidente brasileiro se preparava para uma cúpula ambiental virtual com cerca de 40 chefes de estado, patrocinada pelo presidente Biden, que fez do combate às mudanças climáticas uma peça central de sua administração. Governos e ativistas europeus expressaram publicamente sua desconfiança com as propostas de Bolsonaro sobre o meio ambiente porque ele cortou fundos para agências de proteção ambiental em meio a um aumento no desmatamento”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, Bolsonaro não conseguiu enganar ninguém. (C.N.)

Bolsonaro isenta Pazuello de colapso em Manaus: “Trabalho muito bem feito”


Bolsonaro se empenha em blindar Pazuello diante da CPI

Vinícius Valfré
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello nesta quinta-feira, dia 22. Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o chefe do Executivo disse que o trabalho do seu ex-auxiliar “foi muito bem feito” em Manaus (AM), onde o sistema de saúde entrou em colapso por falta de oxigênio para pacientes com a covid-19, em janeiro.

Para elogiar Pazuello, Bolsonaro usou como referência o título de cidadão manauara que ele mesmo deverá receber nesta sexta-feira, 23, na capital do Amazonas. “É sinal que o nosso trabalho em Manaus, o meu trabalho, e o do Pazuello como ministro da Saúde, foi muito bem feito naquela região. Lamentamos a crise que teve lá, mortes, a coisa que chocou a todos nós, mas, infelizmente, foi uma coisa que ninguém esperava”, disse. A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Delegado Péricles (PSL) e aprovada pela maioria da Assembleia Legislativa do Amazonas.

ESTOPIM – O caos no sistema público de saúde do Amazonas foi o estopim para a criação da CPI da Covid, que será instalada no Senado na próxima terça-feira, 27. A eventual responsabilidade de Pazuello na crise é uma das frentes de apuração no colegiado, onde o governo não tem maioria.

Substituído pelo médico Marcelo Queiroga no ministério, Pazuello é um dos alvos da CPI e a convocação dele para questionamentos é dada como certa. O governo tem trabalhado para proteger o general, que deve ganhar uma secretaria no Palácio do Planalto.

Os senadores também têm mãos um duro relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou uma série de omissões graves de Pazuello no comando da pasta. O documento apontou que o ministério evitou assumir a liderança do combate à covid-19 e abriu mão de responsabilidades. “O governo brasileiro fez sua parte (na crise de Manaus)”, declarou Bolsonaro na transmissão ao vivo.

NA MIRA DA CPI – Como mostrou o Estadão, além do general Pazuello, militares levados por ele para postos importantes da pasta também estão na mira da CPI. A pressão preocupa o Planalto em razão do risco de recair sobre militares o rótulo de ineficiência e incompetência no enfrentamento à pandemia.

O atual ministro da Defesa, general Braga Netto, também está na mira da CPI. Como chefe da Casa Civil, Braga Netto coordenava o comitê de crise do governo que, na avaliação de técnicos do TCU, foi omisso.


Marinheiro de primeira viagem porque com competência e dignidade aponta os erros e mostra a solução.

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Pelas palavras do prefeito subtende-se que indiretamente se referiu ao vereador Zé Miúdo, o prego no seu sapato.
Existe um dito que diz: 

"Ninguém atira pedras em árvore que não dá frutos..."

Vereador Zé Miúdo, seu opositor político não estaria de atacando, se você não tivesse algo de muito bom dentro de você, Ladrões não tentam roubar casas vazias"

Portanto, não fique triste, não desanime, não mude seu modo de agir nem se preocupe quando tentarem te diminuir, podar, isolar, boicotar ou retaliar, em qualquer área da vida, pois infelizmente, isso é muito mais comum do que se imagina, para todos nós.
Desde o primeiro dia que você usou da tribuna da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, você conseguiu se destacar pela sua humildade, pela sua firmeza e pela sua dignidade, demonstrando que aprendeu muito na escola da vida.
Você está incomodando o prefeito  porque você é povo, conhece as necessidades do povo, está lutando em benefício e defesa dos direitos dos mais humildes, dos que sempre foram enrolados, nunca tiveram voz.
Você é marinheiro de primeira viagem porque ainda não conseguiram te corromper, você age com firmeza apontando os erros e mostrando a solução. a exemplo do benefício do IPTU com uma prorrogação do pagamento por 90(noventa)dias.
Você não tem experiência porque demonstrou para o povo de Jeremoabo, o exato valor de quanto chegou para o COVID-19, mais de R$ 11 milhões.
Teve a coragem de denunciar junto aos seus colegas da oposição o desvio do dinheiro do COVID-19, para gasto alheios ao que determina a lei.
Marinheiro de primeira viagem porque mostrou que o " rei hospital está nu", que propaganda enganosa não salva vidas.
Nesse curto intervalo de tempo em que está como vereador, já prestou relevantes serviços para o munícipio de Jeremoabo,  já tomou providências para estancar a sangria com a malversação do dinheiro público.
Por último quero dizer que você  é um marinheiro de primeira viagem inteligente, que em tão curto período de tempo já aprendeu que:

A função fiscalizadora está relacionada com o controle parlamentar, isto é, a atividade que o Poder Legislativo exerce para fiscalizar o Executivo e a burocracia. O controle parlamentar diz respeito ao acompanhamento, por parte do Legislativo, da implementação das decisões tomadas no âmbito do governo e da administração.

Como funções típicas, a Câmara tem também competência administrativa e judiciária. Na sua função administrativa, a Câmara gerencia seu próprio orçamento, seu patrimônio e seu pessoal. A Câmara também exerce uma função administrativa quando organiza seus serviços, como a composição da Mesa Diretora, a organização e o funcionamento das Comissões, etc.

A Câmara exerce uma função judiciária, porque cabe a ela processar e julgar o Prefeito por crime de responsabilidade, além de julgar os próprios Vereadores, inclusive o Presidente da Câmara, em caso de irregularidades, desvios éticos ou falta de decoro parlamentar."







A entrevista do prefeito de Jeremoabo fez os mortos de Jeremoabo ceifados pelo COVID-19 estremecerem no túmulo.

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A entrevista do prefeito de Jeremoabo fez os mortos de Jeremoabo ceifados pelo COVID-19 estremecerem no túmulo, tudo isso porque o mandatário de Jeremoabo parabenizou os familiares dos falecidos vítimas do coronavírus.
Aliás, a entrevista foi um festival de contradições principalmente quando sugere ao povo que evite aglomeração, não saiam de casa; no entanto, ontem mesmo o dito prefeito patrocinou aglomeração, carreata e queima de fogos.
Tudo indica que o prefeito esteja com amnésia ou fazendo de contas que está, pratica uma aberração, um atentado contra a saúde pública num dia,  e, no dia seguinte esquece de tudo que fez, ou praticou.
A respeito das 100(cem) denúncias o prefeito não apura porque o primeiro a ser responsabilizado por estar fora da lei é ele, portanto, o povo que dane-se.
O prefeito de Jeremoabo não sabe o que fala, toda hora entra em contradição, diz que cirurgia eletiva está suspensa, porém hoje irá fazer vinte e duas,  para amanhã quatorze.
Quantos médicos e quantos anestesistas estão no hospital para executar essas cirurgias.
Prefeito você alegou que se preocupa e se interessa pelo menor favorecido, isso é balela, quem carece de preocupação e de assistência com dignidade é o menor desfavorecido.
Prefeito a respeito da consulta feita ao seu deputado federal a concernente ao descontrole do COVID-19 em Jeremoabo, ele deveria te orientar a dar bom exemplo não aglomerando, para depois, exigir do povo.
A verdade dessa sua entrevista é que os hospitais estão cheios, não existe vagas para os doentes de COVID-19 oriundos de Jeremoabo, tanto é verdade, que agora nesse exato momento a rádio Angiquinho de Paulo Afonso está anunciado um paciente de Jeremoabo que está levantando voo em UTI aérea para Salvador.
Sabe quem conseguiu essa UTI AÉREA e VAGA  NO HOSPITAL?
 A ex-prefeita ANABEL, só que ela pratica o bem sem alarde nem propaganda enganosa.
Quanto ao restante desse blá-blá-blá, desculpe-me, mas vocês que tem saco e um bom estomago escutem o restante.

Covid-19: Huse e mais sete hospitais estão com 100% de ocupação

 em 23 abr, 2021 8:58

O Huse é um dos hospitais que atingiram 100% de ocupação em Sergipe (Foto: Valter Sobrinho/SES)

Com o aumento dos casos do novo coronavírus (Covid-19) em Sergipe, o sistema de Saúde, sobretudo o público, segue enfrentando consequências dessa crescente internações. O boletim atualizado da Secretaria de Estado da Saúde (SES) aponta que oitos hospitais com leitos públicos de UTI estão com lotação máxima, isto é, operam com 100% de ocupação.

São eles: Huse, Hospital de Cirurgia (leitos SUS), Hospital Universitário de Lagarto, Hospital Regional de Estância, Hospital Nossa Senhora da Conceição, Hospital São José, Hospital Renascença (leitos SUS) e Hospital do Coração (leitos SUS).

Ao todo, a rede pública apresenta uma taxa geral de ocupação no valor de 96,1%. Isso quer dizer que estão atualmente ocupados 225 leitos dos 233 disponibilizados para o tratamento da doença em Sergipe.

Alerta

Há uma semana o número de hospitais com leitos públicos de UTI chegou a 10 e a taxa geral de ocupação ultrapassou quase chegou aos 97%.

Covid-19 em Sergipe

Em Sergipe, 194.312 pessoas já testaram positivo para a Covid-19 e 4.061 morreram. Até o momento, 180.067 pacientes foram curados.

por João Paulo Schneider 

INFONET

Bahia tem 15 casos de superfungo; Covid-19 aumenta chances de infecção


por Jade Coelho

Bahia tem 15 casos de superfungo; Covid-19 aumenta chances de infecção
Paciente com Covid está mais exposto | Foto: Paula Fróes/GOVBA

Com 15 casos contabilizados do superfungo “Candida auris” na Bahia desde o ano passado, a Secretaria da Saúde (Sesab) “permanece em alerta”. Entre as características do microrganismo está a resistência a medicamentos e a possibilidade de causar graves infecções hospitalares.

 

O primeiro caso veio à tona em dezembro de 2020, e foi identificado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular de Salvador. Na ocasião uma notificação foi feita à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em seguida fez um alerta (leia mais aqui). No mês seguinte, em janeiro de 2021, a agência informou que caracterizava a situação como um surto (entenda melhor aqui). O órgão fez alertas que a Candida auris é um fungo emergente que representa uma “grave ameaça à saúde global”.

 

Desses 15 casos identificados na Bahia, a Sesab informa que se tratam de 12 de 2020, sendo três infecções e 9 de colonização. Em 2021 foram três casos: um de infecção e dois de colonização. Para entender melhor a diferença entre as duas classificações, a reportagem conversou com o infectologista Igor Brandão e com o biomédico e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Jailton Azevedo.   

 

Os especialistas explicam que os seres humanos e os animais podem ter contato e ser colonizados por diversos microrganismos sem que necessariamente sofram algum tipo de mal ou dano causado por eles. Nesse sentido, a pele e as mãos, por exemplo, podem tocar e ter a presença de vírus, bactérias e fungos, sem que eles causem doenças.

 

Por outra lado, a infecção diz respeito a um mal causado por aquele microrganismo. “Porque a gente pode ter aquele vírus, bactéria ou fungo e ele não estar fazendo nenhum dano. Mas quando ele invade o corpo da pessoa e causa algum dano, essa condição é caracterizada como infecção”, explicou Igor Brandão.

 

A nomenclatura não se estende às superfícies, acrescenta o infectologista. Objetos, móveis e utensílios podem conter vírus, bactérias e fungos, mas não se fala em colonização e infecção nesses casos. “Uma superfície não vai estar doente. O meu celular, a mesa, ou um corrimão podem conter fungos, vírus ou bactérias, e se alguém pegar com a mão ou qualquer outra superfície do corpo pode colonizar, sujar nossa parte do corpo, e se ele invadir tecido e fizer algum sintoma aquilo pode ser considerado infecção”, completou o médico. 

 

FUNGOS E COVID-19

Brandão sugere que a infecção pelo Candida auris pode ser inclusive uma complicação da infecção por Covid-19. Segundo o médico, pacientes submetidos a grandes quantidades de medicamentos com corticoide, que tem potente ação anti-inflamatória, acabam tendo a imunidade diminuída e, portanto, têm maiores chances de infecções por bactérias e fungos. Ele ainda ressalta que muito tem se falado da Candida auris, mas que existem mais de 100 tipos de fungos da espécie Candida, tão graves e até mais comuns do que a auris.

 

O biomédico Jailton Azevedo sugere uma correlação nos casos de Covid-19 e infecções fúngicas com base na própria fisiopatologia da infecção pelo Sars-CoV-2. “Na qual a resposta inflamatória e a tempestade de citocinas podem proporcionar às Candidas da mucosa intestinal uma maior possibilidade de invasão e infecções sistêmicas oportunistas”, explicou.

 

Outro fato que aumenta as chances de um paciente grave com Covid-19 acabar com uma infecção fúngica é o longo período de internação somado aos aparatos médicos necessários no tratamento, a exemplo de drenos, tubos e cateteres.  

 

“Eles têm muito fatores para ter Candida, auris e não auris, porque esses pacientes estão na UTI, intubados, com cateter central, algumas vezes utilizando diálises, nutrição venosa, e isso é um prato cheio para identificar um germe atípico no Brasil e no mundo. O médico sabe que o paciente pode ter risco de desenvolver uma candidemia. Mas para o paciente fora do hospital, ter uma infecção por um fungo desse é praticamente impossível", frisou Igor Brandão.

 

'KIT COVID'

Outro alerta feito pelo infectologista Igor Brandão é para as consequências do uso inapropriado de terapias. Já que esses pacientes com Covid-19 acabam tendo aumentadas as chances de infecções por fungo, a auto medicação e a adesão a remédios sem comprovação científica, ou de outros comprovadamente ineficazes, de forma preventiva para a infecção contra o coronavírus podem potencializar ainda mais essas chances.

Bahia Notícias

Advogado acusa juíza de enviar áudios com ameaças contra delação de desembargadora


por Cláudia Cardozo

Advogado acusa juíza de enviar áudios com ameaças contra delação de desembargadora
Foto: Divulgação

A suposta delação premiada da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli ainda movimenta o Judiciário baiano. A desembargadora foi presa em março de 2020, na 5ª fase da Operação Faroeste. Em setembro, Sandra e o filho Vasco Rusciolelli foram transferidos para prisão domiciliar. Anteriormente, a investigada estava custodiada no Presídio da Papuda, em Brasília, e o filho estava detido no Centro de Observação Penal (COP), da Mata Escura, em Salvador. Informações obtidas pelo Bahia Notícias sinalizam que a conversão da prisão preventiva em domiciliar se deu por forças de ameaças que os dois investigados estavam recebendo nas penitenciárias, e não por terem firmado uma delação. Fontes do Bahia Notícias indicam que o documento já foi apresentado ao Ministério Público Federal (MPF) e aguarda homologação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Na última segunda-feira (19), a Folha revelou uma tentativa de obstrução da Justiça, através da presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Nartir Weber (veja aqui). Na terça-feira (20), o Bahia Notícias recebeu mais áudios de conversas de Nartir com familiares da desembargadora, que foram interpretados como ameaças e “tortura” por parte da representante dos magistrados. 

 

Em áudio direcionado para a irmã de Sandra, Nartir diz que não gostaria de incomodar, mas que teria a “obrigação de reportar o que está acontecendo, dada a gravidade da situação”. Ela elenca: “Primeiro, foi aquela lista que surgiu na internet, no WhatsApp, e agora é uma suposta delação que Sandra fez”. A preocupação de Nartir era com os dados revelados na suposta delação, independente de serem falsos ou verdadeiros. Os dados apresentavam o patrimônio da desembargadora e processos em que ela supostamente teria trabalhado. “Olha, tá muito complicado, eu estou muito preocupada com a situação de Sandra, de como ela pode estar sendo levada neste turbilhão, como está sendo usada… Sei lá, minha amiga. Eu tô muito preocupada, porque, se for verdadeira e vazou, não vai ser homologada, não tem nem condições de homologar. Se ela fez outra e essa for uma forma de despistar a verdadeira, de qualquer sorte, eu tô pedindo apuração na Procuradoria e que a PF investigue, porque não é possível que se faça  uma situação dessa, pondo em risco toda segurança dela, a sanidade, porque ela hoje, Sandra, está na boca do povo. Todo mundo só fala sobre essa suposta delação”, diz Nartir para a irmã da desembargadora.

 

Em outro momento, uma das sobrinhas de Sandra avisa a Nartir que a mãe, irmã da investigada, não tem mais condições de tratar o assunto com ela, e que, se for falar sobre o caso, que mande para ela. “Nós não temos nada a ver com o que está acontecendo, e nem com o que está acontecendo, e nem com o que o tribunal faz ou deixa de fazer, quem roubou ou quem deixou de roubar. Então, por favor, não encaminhe mais essa mensagem para minha mãe”, pede a sobrinha. Em outro, ela diz que se Nartir está tão preocupada, de fato, com sua tia Sandra, que faça a parte dela como presidente da associação, e não diga nada sobre as reações da categoria contra a desembargadora, “porque não temos nada a ver com isso”. “Vou considerar que o que você está mandando é uma tortura e não uma ameaça”, classifica a sobrinha de Sandra Inês Rusciolleli. 

 

Devido à viralização da suposta delação, juízes representados pela Amab, citados no texto que circulou nos grupos de WhatsApp, decidiram interpelar o advogado de Rusciolelli. A interpelação foi feita pelas desembargadoras Cynthia Maria Pina Resende e Maria de Lourdes Pinho Medauar, além dos juízes Eliene Simone, Benício Mascarenhas Neto, Argemiro de Azevedo Dutra, José Luiz Pessoa Cardoso e Maria do Rosário Passos da Silva Calixto. O conteúdo da suposta delação foi considerado “ofensivo à honra e imagem dos Interpelantes, em narrativa permeada por calúnias, injúrias e difamações”. Na interpelação, os magistrados querem que o advogado responda a questões como: se ele foi o autor dos textos que viralizaram; se ele é o responsável pelas afirmações apresentadas; e se não são, quem passou para ele, a fim de redigir as petições; se o advogado tem conhecimento de atos ilícitos praticados pelos juízes e quais; qual seria o interesse de uma das desembargadoras na criação do Centro de Solução de Conflitos Fundiários do Oeste baiano; se os juízes receberam vantagens indevidas por proferir sentenças; se há um esquema de recuperações judiciais; entre outras questões, até de fundo íntimo e particular de um possível relacionamento extraconjugal. 

 

Em um contra-ataque, o advogado Pedro Henrique Duarte moveu uma representação na Procuradoria Geral da República, em um ofício direcionado para a subprocuradora Lindôra Araújo, responsável pelas investigações da Operação Faroeste, informando que os atos da presidente da Amab podem ser considerados como obstrução de Justiça. Para ele, a interferência de Nartir Weber é “indébita, subversiva e imoral”, e a representante dos magistrados baianos tenta obstruir, “de todas as formas ao seu alcance, o desenrolar das apurações pertinentes à operação [Faroeste], envidando esforços no sentido de desmoralizá-la e quem quer que com ela colabore, em qualquer nível de atuação”. "Assim é que, à marca de 02 de setembro de 2020, a Juíza NARTIR DANTAS WEBER efetiva uma mensagem de áudio dirigida a uma irmã da acusada, e tia do outro, de teor estarrecedor e surreal, considerando o alto cargo envergado por ela, seja em face das ameaças proferidas – inclusive à vida da Desembargadora –, seja pelo elevado grau de
cinismo e hipocrisia revelados", acusa. No ofício, ele declara que Nartir plantou uma profissional de sua confiança em Brasília junto à desembargadora, “com o nítido propósito de impedir uma eventual colaboração da magistrada então recolhida à enxovia”.

 

Pedro Henrique relata que Nartir empreendeu uma série de ações para intimidar a advocacia, como também macular a Operação Faroeste e as supostas delações, “recriando o ambiente de impunidade em que durante anos maculou uma pequena parcela da magistratura baiana”. Ainda no documento, o advogado diz que Nartir, na condição de presidente da Amab, deveria ir a público para se manifestar a favor das investigações para que “o joio fosse separado do trigo, e que meia dúzia de desconscientizados que envergonham e desmoralizam a classe judicante baiana pudesse ser apartada de uma enorme maioria digna, trabalhadora, honesta, responsável e infensa a fake News”. Pedro ainda classifica Nartir como uma “espécie de sindicalista anárquica que atualmente preside tão vetusta Instituição”.

 

“Além do mais, ao instruir meia dúzia de magistrados que vestiram a carapuça da chamada ‘delação fake’ – autoincriminando-se, talvez –, a intentarem uma interpelação judicial criminal contra este advogado, mais uma vez a juíza Nartir mentiu, na medida em que alega, nos procedimentos judiciais, somente ter tomado conhecimento da ‘delação fake’ em janeiro do corrente ano, quando, na verdade, pela simples transcrição do áudio ameaçador enviado aos familiares da Desembargadora fica claro que tivera conhecimento da ‘delação falsificada’ em 1°de setembro de 2020, tudo isso para evitar a decadência da ação de natureza privada proposta em 23 de março de 2021, portanto, ultrapassado o marco temporal de 06 (seis) meses”, diz o ofício. Ele ainda pede a Lindôra Araújo que investigue o crime de ameaça contra Sandra Inês Rusciolelli. 

 

TENTATIVA DE MANCHAR O NOME

Em nota enviada ao Bahia Notícias, a juíza Nartir Dantas Weber informou que não teve conhecimento formal de qualquer denúncia feita pelo advogado Pedro Henrique Duarte. "Porém, através de circulação em rede social, ficou a par de uma petição subscrita pelo Bacharel, em que atribui a ela crime de ameaça. A maneira como chegou ao conhecimento da magistrada mostra, de forma clara, que o propósito do advogado foi, exclusivamente, coagi-la e constrangê-la. É evidente que jamais houve qualquer tipo de ameaça a quem quer que seja, e isso será plenamente esclarecido oportunamente. A Presidente da AMAB está tranquila porque sabe que quem a conhece não se deixa enganar com essa tentativa de manchar o seu nome", diz o texto.

 

A presidente da Amab defende ainda que o advogado "busca criar um factoide para atingir a Presidente da Associação dos Magistrados, tanto assim que, no instante em que deu entrada no procedimento na Procuradoria Geral da República, rapidamente liberou cópia do documento para conhecimento do público e da imprensa, o que evidencia, claramente, o seu propósito de ameaçar e constranger a presidente da AMAB no exercício de sua missão estatutária".

 

"O advogado Pedro Henrique Duarte, além de dar a indevida publicidade à representação que fez junto à PGR, também divulgou áudios trocados entre a presidente da AMAB e familiares da desembargadora Sandra Inês, que representa, expondo principalmente a sua cliente e a sua família. Ouvindo o áudio na integralidade, percebe-se que não há qualquer tipo de ameaça, mas sim um diálogo em um contexto de naturalidade, com pessoas que buscavam auxílio institucional da entidade da qual a desembargadora é associada. Desta forma, a AMAB considera que, neste contexto, a única ameaça e constrangimento é a conduta do advogado, que cria um expediente jurídico manifestamente incabível, para constranger a Associação e sua presidente, na errônea expectativa de que esta não desempenhe a sua função institucional com a liberdade que deve ter, o que será objeto de resposta no momento certo", conclui a nota.

Bahia Notícias

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