Última atualização no calendário foi feita em 19 de março
Rayssa Motta Estadão
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para que o governo federal preste informações sobre a divulgação do cronograma de recebimento de doses de vacinas para Covid-19. Foram encaminhados ofícios ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ministro da Saúde Marcelo Queiroga.
O pedido de esclarecimentos foi feito em uma ação movida pela Rede Sustentabilidade, que pede ao tribunal que obrigue o governo a atualizar o calendário de entregas dos imunizantes comprados, disponibilizado no site do Ministério da Saúde, pelo menos a cada 15 dias. O partido argumenta que os números defasados comprometem a programação de governadores e prefeitos. A última atualização foi feita em 19 de março.
EMERGÊNCIA – Em despacho nesta terça-feira, dia 20, o ministro afirma que pediu informações do governo em razão da ‘importância da matéria’ e da ‘emergência de saúde pública’. “Solicitem-se prévias informações ao Presidente da República e ao Ministro de Estado da Saúde, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre os pedidos formulados”, escreveu Lewandowski.
O governo está sob pressão para ampliar o ritmo de vacinação na fase mais crítica da pandemia. Por falta de doses, algumas cidades chegaram a interromper as campanhas de imunização. Depois de alterações sucessivas no cronograma de entrega das vacinas, o Ministério da Saúde chegou a dizer ao Estadão que não iria mais divulgar a previsão de doses que espera receber a cada mês. Na sequência, o ministro Marcelo Queiroga contrariou a informação repassada por sua assessoria de imprensa e disse, em entrevista no Rio de Janeiro, que o cronograma ainda será divulgado.
Flávio disse que tratativas para retorno do pai ao PSL foram inviabilizadas
Paulo Cappelli O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) avalia que o governo “perdeu o timing” para indicar membros da CPI da Covid no Senado. Em entrevista ao O Globo, o parlamentar afirmou que faltou articulação para que fossem escolhidos nomes “mais isentos”, mas disse que o Palácio do Planalto ainda tem esperança de “virar o jogo”, seja por decisão judicial ou pela desistência de nomes já indicados. A comissão deverá ser instalada na terça-feira.
Na avaliação de Flávio, nem Renan Calheiros (MDB-AL) nem Jader Barbalho (MDB-PA), críticos do governo, poderiam integrar a CPI, pelo fato de seus filhos governarem respectivamente Alagoas e Pará. Para defender sua tese, argumenta que estados também poderão ser investigados pela comissão e que faltaria isenção por parte dos dois emedebistas. O senador confirmou, ainda, que esfriou a tratativa para a volta de Bolsonaro ao PSL e revelou conversas com outros três partidos para a filiação do núcleo do presidente.
Uma das principais críticas à gestão do governo federal na pandemia é o fato de, no início, ter recusado a oferta para comprar vacinas. Como avalia? Somos hoje o quinto país que mais vacina, atrás apenas dos que produzem vacina e que, por isso, destinam primeiro suas doses à própria população. Em setembro do ano passado, o governo fez um contrato de R$ 100 milhões de encomenda tecnológica com a AstraZeneca, que tem os direitos de produção e comercialização da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Não dá para culpar o governo. A vacina não chega na prateleira e vai para casa. Está o planeta inteiro disputando o produto.
Justamente por isso, o presidente não deveria ter comprado vacinas assim que elas foram oferecidas? Na ocasião, era um dilema. Tinha que botar dinheiro na frente e não havia sequer comprovação da Anvisa e nem responsabilização pela vacina. O presidente Bolsonaro foi até onde pôde, mas a verdade é que, até hoje, não sabemos os efeitos colaterais. Só vamos saber com o tempo. Essa decisão lá atrás não foi tomada com dolo ou por incapacidade, mas com preocupação com a saúde das pessoas.
Essa questão deverá ser abordada na CPI da Covid. A composição não se mostra favorável ao governo. Prevê muitas dificuldades? Acredito que o governo perdeu o timing para fazer as indicações de membros para a CPI. Faltou presença nossa na articulação para que fossem escolhidos nomes mais isentos. Tem muita gente contra o governo. A própria entrevista que Renan (Calheiros) deu, antes mesmo de assumir a relatoria, reforça isso. Mas ainda podemos tentar virar o jogo.
De que forma? Eu mesmo não batalhei para integrar a CPI, porque sou filho do presidente e, óbvio, não teria posição isenta na comissão. É claro que eu iria querer defender o governo. Da mesma forma, Renan e Jader (Barbalho) vão olhar para os estados deles e, caso haja suspeita de irregularidades, como atuariam? Tanto o filho do Renan quanto o do Jader são governadores (de Alagoas e Pará). Isso levanta suspeição, já que a CPI investigará repasse de verba federal a estados e municípios. Avalio que não seria de bom tom a CPI ter a minha presença nem a do Jader e a do Renan.
Na prática, quais são as cartas para tentar mudar a composição da CPI? A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) entrou com uma ação pedindo a suspeição, e acho que pode haver uma decisão judicial favorável. Outra possibilidade é algum membro desistir voluntariamente de compor a CPI.
O governo está trabalhando para que algum membro desista e seja substituído por um nome mais alinhado com o Planalto? Não. Isso teria que partir voluntariamente da pessoa. Não dá para contarmos com isso. A possibilidade na qual mais acredito é a via judicial.
A filiação ao PSL era a principal aposta para 2022, mas praticamente foi sepultada essa semana pelo presidente do partido, Luciano Bivar. Como fica agora a questão partidária do presidente Jair Bolsonaro? A tendência é ir para um partido menor. Temos conversado com o Patriota, por meio do Adilson Barroso; com o PMB, por meio do filho da Sued Haidar (presidente do partido); e com o DC, do Eymael. Mas, independentemente de o presidente não se filiar ao PP nem ao PSL, selamos na terça-feira um compromisso de que tanto PP quanto PSL estarão na coligação do Bolsonaro em 2022.
A ida para um partido menor ocorre por conta da resistência de siglas maiores em ceder o controle aos diretórios regionais? Queremos um partido no qual Bolsonaro possa ter minimamente o poder nos diretórios estaduais. Nos grandes, isso é mais difícil. Mas mais importante do que o partido a se filiar é já partirmos de um apoio formal gigante. O apoio do PSL, que tem o maior tempo de propaganda na TV, e o do PP, que tem grande capilaridade, é bem importante. Então mesmo que Bolsonaro se filie ao PMB, que não tem deputado, por exemplo, já começaríamos com uma chapa bem forte. Só com PSL e PP na coligação, já iniciamos com 5 minutos de TV. Fiquei bem feliz com o resultado da reunião de terça. Além disso, temos conversas bem encaminhadas com o PL e com o Republicanos.
Luciano Bivar afirmou ao O Globo que o partido lançará candidatura própria em 2022 e disse não acreditar que esse nome seja o de Bolsonaro. Falou até em Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), desafetos do presidente. Já dá como certo o acordo com Rueda? Não fará sentido Bivar trabalhar por candidatura própria à Presidência com tudo o que estamos construindo de alianças. Tanto PP quanto PSL participarão juntos da indicação de nomes para disputar governos estaduais e vagas ao Senado. Se Bivar tiver pretensão de candidatura em Pernambuco (reduto eleitoral do dirigente), por exemplo, vai ser atendido. Minha conversa foi com Rueda, mas Rueda tem carta branca do Bivar para tratar dessas articulações. Bivar sabe que não há mágoa de nada do passado. Em relação ao PP, foi acordado com o próprio Ciro Nogueira, e ele vai confirmar se você perguntar. No Rio, a tendência é Bolsonaro lançar um nome ao Senado e apoiar o governador Cláudio Castro (PSC).
Bivar também condenou a gestão do governo federal no combate à pandemia, afirmando que a crise sanitária foi “muito mal administrada” e que “a ciência não foi seguida à risca, traduzindo-se na quantidade de mortes”… Bivar tem as percepções dele. Se conhecer mais a fundo as dificuldades da pandemia, os dilemas que tivemos que decidir… quem tiver bom senso, vai saber que é uma situação nova, que ninguém nunca teve que enfrentar antes. É inédito para todo mundo. Erros estão no pacote, mas tenho convicção de que acertamos bem mais do que erramos.
A respeito da pressão internacional para manter intocáveis as florestas da Amazônia, é preciso lembrar sempre a receita dos países desenvolvidos, que cuidam dos interesses deles e estão pouco se incomodando para os interesses das nações ainda em desenvolvimento. O lema deles é: “Fazendas produtivas em nossos países e florestas no Brasil”.
Não se pode ignorar ou fingir que não existe esta receita dos malandros internacionais… Mas os serviços de inteligência de nossa Forças Armadas sabem muito bem o que as ONGs vêm fazendo em nosso país, principalmente na Amazônia brasileira.
RECORDAR É VIVER – O editor da TI, Carlos Newton, em 20 de agosto de 2019, escreveu, com todas as letras: “A floresta limpa a sujeira do ar? Quem suja? São as nações que já derrubaram suas florestas? Se é assim, por qual razão essas nações não pagam pela faxina?
Esta semana, o cientista político americano Ian Bremmer, presidente da consultoria de risco Eurasia e um dos analistas mais ouvidos por investidores internacionais e empresários em todo o mundo, declarou em entrevista à BBC News Brasil:
“Historicamente, a maior parte das emissões de carbono e a maior parte do desmatamento foi feita pelos países ricos. Então, se você for um país de renda média, como o Brasil, e os países ricos vêm e dizem que você tem que cuidar do clima, é compreensível que o Brasil diga: “Vocês é que são responsáveis por destruir o clima e vocês têm muito mais dinheiro, o que vão fazer para nos ajudar?”. Eu não acho que isso seja hipócrita”, afirmou Bremmer.
DO MESMO QUILATE – As afirmativas do jornalista brasileiro e do analista americano são de mesmo quilate. Demonstram claramente que os diversos governos que passaram pelo Brasil foram surdos e omissos com relação ao que interessava para o país.
E devemos lembrar que, na visão dos políticos estrangeiros, a Amazônia é tão importante que deveria ser internacionalizada. Pensem nisso.
Braga Netto tenta fazer o “serviço” que seu antecessor rejeitou
Bruno Boghossian Folha
Se alguém tinha dúvidas sobre as intenções de Jair Bolsonaro ao trocar o comando das Forças Armadas, basta acompanhar os pronunciamentos do novo ministro da Defesa. Em poucas semanas, o general Walter Braga Netto mostrou que pretende manter a escolta política dos militares ao governo e seguir a retórica conflituosa do presidente.
Desde o início do mandato, Bolsonaro usa as Forças Armadas como ferramenta para intimidar adversários políticos e outros Poderes. Foi assim em seu embate com governadores e em ameaças que fez ao STF. Braga Netto indicou que vai ajudar o presidente nesse delírio autoritário.
AUXILIAR POLÍTICO – Na semana passada, com o governo acuado pela CPI da Covid, o ministro agiu como auxiliar político de Bolsonaro e repetiu a tática de desviar o foco das investigações. “O uso de recursos pelos gestores dessas instâncias, estadual e municipal, deve ser acompanhado pela população e sofrer apuração rigorosa”, declarou.
Braga Netto reforçou o gesto de continência nesta terça (20), na posse do novo comando do Exército. Num recado ao Congresso e ao Judiciário, disse que “é preciso respeitar o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros”.
“A sociedade, atenta a essas ações, tem a certeza de que suas Forças Armadas estão prontas a servir aos interesses nacionais”, completou. O general só não quis explicar por que os militares deveriam vigiar o que ocorre no terreno da política.
RELATÓRIO DE GESTÃO – Em contraste, o comandante demitido fez um discurso burocrático, quase sonolento. Edson Pujol passou longe da cartilha bolsonarista e apresentou um relatório de gestão que mencionava até a sinalização de trânsito no setor militar de Brasília.
O antecessor de Braga Netto também dava guarida ao presidente. Fernando Azevedo e Silva sobrevoou com Bolsonaro uma manifestação golpista e assinou uma mensagem ao STF em tom ameaçador, mas foi derrubado mesmo assim.
O novo ministro já provou que está disposto a cumprir as missões políticas do chefe para ficar mais tempo no cargo.
Charge do Miguel Paiva (diariodocentrodomundo.com.br)
Laís Modelli e Mariana Garcia G1
O presidente Jair Bolsonaro discursou nesta quinta-feira, dia 22,, na Cúpula de Líderes sobre o Clima. Ele prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases do efeito estufa e pediu “justa remuneração” por serviços ambientais prestados pelo Brasil.
Especialistas ouvidos pelo G1 ressaltaram que presidente discursou sobre metas climáticas já estabelecidas anteriormente pelo Brasil e fez promessas importantes, porém que não condizem com a atual política nacional de meio ambiente. Eles também corrigiram números errados dados por Bolsonaro sobre preservação da Amazônia.
DESMATAMENTO ILEGAL – Em carta a Biden, Bolsonaro pede apoio aos EUA e promete eliminar desmatamento ilegal até 2030 ‘Bolsonaro estimula agentes da devastação’, diz carta de ex-ministros enviada à Cúpula do Clima
O coordenador do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Raoni Rajão, destaca a promessa de Bolsonaro de dobrar os recursos para ações de fiscalização ambiental, mas lembra que R$2,9 bilhões – valor que deveria ser usado para este fim – seguem paralisados no Fundo Amazônia desde janeiro de 2019.
“Importante Bolsonaro ter indicado mais recurso para ações de fiscalização. Mas hoje o Fundo Amazônia ainda tem dezenas de milhões de recursos que estão prontos para uso, inclusive para a Força Nacional”, disse Rajão.
FISCALIZAÇÃO – Para o professor da UFMG, o mais urgente é a contratação de fiscais e a substituição do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pelo que ele chama de “um ministro efetivamente comprometido com a agenda ambiental”.
De 2016 a 2018, o Ibama recebeu recursos do Fundo Amazônia para bancar o aluguel de veículos especiais em operações na Amazônia e implementar pelo menos 466 missões de fiscalização . Em 2019, o ministro Salles tentou mudar as regras do fundo para destinar os recursos captados para indenizar proprietários de terras.
O secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, também comenta a promessa de duplicar o orçamento para fiscalização ambiental, mas lembra que o governo federal cortou verbas do Ministério do Meio Ambiente para 2021.
“MENTIRA” – “É uma mentira. Na verdade, ele mesmo [Bolsonaro] colocou a fiscalização ambiental no orçamento para 2021 como o menor dos últimos 20 anos, então ele simplesmente não tem a menor noção da realidade”, Marcio Astrini, secretário-executivo do OC.
O ambientalista se refere ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) deste ano, em que o governo destinou R$ 1,72 bilhão ao Ministério do Meio Ambiente, o menor desde 2000. O corte causou redução de 27,4% do orçamento de 2021 destinado para fiscalização ambiental e combate de incêndios florestais.
Astrini também destaca que, mais uma vez, o presidente brasileiros pediu dinheiro à comunidade internacional para executar as promessas de proteção à Amazônia. “Ele passou a metade do vídeo pedindo dinheiro (…) É também importante dizer que esse pedido de dinheiro tão insistentemente feito para outros países não faz nenhum sentido. O Brasil tem neste momento R$ 3 bilhões parados no Fundo Amazônia. Esse dinheiro não é usado pelo governo desde 2019. O problema do Brasil não é falta de recursos, é falta de governo e de compromisso”.
DADOS ULTRAPASSADOS – A especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, destaca que o presidente apresentou dados ultrapassados do Brasil. “As promessas colidem com a prática. Mostram-se dados passados, anteriores ao governo Bolsonaro, como um cenário de um país que se preocupa com a questão ambiental. O governo atual desconstruiu o que se fazia nesse sentido e demanda dinheiro para corrigir o que eles mesmo pioraram. Mais importante do que financiamento internacional, é a reversão do quadro de desmonte completo da política ambiental”, Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima.
O climatologista Carlos Nobre afirma que o discurso foi vago e não apresentou ações concretas. “Foi um discurso defensivo e não pró-ativo. Se esperava que apresentasse propostas concretas de como zerar os desmatamentos, degradação e queimadas na Amazônia, fator principal que tornou o país como um grande vilão ambiental nacional e globalmente”, climatologista Carlos Nobre.
A Cúpula de Líderes sobre o Clima foi organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e contou com a participação de cerca de 40 líderes de estado de várias partes do mundo.
MAQUIAGEM – Sobre os dados apresentados por Bolsonaro, Araújo destaca que o discurso trouxe apenas dados em porcentagens, e não em números absolutos, o que ajudou a maquiar a situação do país quanto à emissão de gases de efeito estufa (GEE).
“Ele diz que o Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas desses gases, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo. Mas a realidade hoje é que o Brasil é o sexto maior emissor de GEE no mundo atualmente”, explica Araújo.
O climatologista Carlos Nobre esclarece que até mesmo as porcentagens apresentadas por Bolsonaro nesta manhã não estavam corretas. “O Brasil emite entre 4 e 5% das emissões globais de todos os gases de efeito estufa”, diz Nobre, rebatendo a fala do presidente de que o país emite menos de 3% das emissões globais anuais.
BIOMA AMAZÔNICO – Bolsonaro também afirmou que o Brasil tem “orgulho de conservar 84% de nosso bioma amazônico”, mas Nobre ressalta que o número, mais uma vez, não está correto.
“Já desmatamos por corte raso cerca de 20% da floresta Amazônica e há uma área estimada entre 10% e 20% adicionais em diferentes graus de degradação. Em 2020, as emissões diminuíram na maioria dos países devido à pandemia. No Brasil, aumentaram devido o aumento dos desmatamentos da floresta Amazônica” – climatologista Calor Nobre.
DISCURSO DIVERGENTE – Astrini destacou divergências entre as promessas feitas por Bolsonaro nesta quinta e as promessas feitas anteriormente à Organização das Nações Unidas (ONU), como a de o Brasil zerar até 2030 o desmatamento ilegal.
“Essa proposta já tinha sido apresentada na ONU, na submissão do Brasil de promessas de clima em 2015. E o governo Bolsonaro, quando fez a releitura da submissão em 2030, retirou esse compromisso. E agora ele está falando novamente de desmatamento ilegal zero até 2030. Então a gente tem que saber para quem ele está falando a verdade: pra ONU ou nesse vídeo?”, Márcio Astrini, secretário-executivo do OC.
Astrini destaca outra divergência entre os discursos, desta vez sobre a promessa de o país zerar as emissões de carbono. “Hoje Bolsonaro fala em neutralidade de carbono para o Brasil em 2050. Na proposta oficial encaminhada para ONU em dezembro, está lá que a meta é 2060”.
“VÍTIMA” – Bolsonaro discursou na Assembleia da ONU em setembro do ano passado. Na ocasião, ele afirmou que o Brasil é “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.
“De maneira geral, o governo sai da Cúpula do Clima do mesmo jeito que entrou: desacreditado. Um governo que está há 28 meses prestando serviços para o crime ambiental, destruindo o meio ambiente no Brasil. Não vai ser um vídeo de cinco minutos que vai reverter essa situação”, conclui Astrini.
A coordenadora de Clima e Justiça do Greenpeace, Fabiana Alves, afirma que, apesar das promessas mais ambiciosas e da mudança de discurso, o presidente não falou como vai alcançar as metas. “O governo Bolsonaro não possui política pública para a contenção do desmatamento. Em sua fala, ele ressalta o mercado de carbono como solução, dando às empresas de combustíveis fósseis um caminho para ‘compensar’ sua poluição com florestas, em vez de, de fato, reduzi-la”, diz Alves.
PROMESSAS – Bolsonaro participou da cúpula acompanhado de alguns ministros, entre os quais o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de críticas de ambientalistas e de diversos setores da sociedade.
Entre outros pontos, Bolsonaro disse no discurso que o Brasil se compromete a: zerar até 2030 o desmatamento ilegal; reduzir as emissões de gases; buscar ‘neutralidade climática’ até 2050, antecipando em dez anos; ‘fortalecer’ os órgãos ambientais, ‘duplicando’ recursos para fiscalização.
“À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima. Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar e a refirmar a NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030”, afirmou o presidente na cúpula.
NEUTRALIDADE – “Coincidimos, senhor presidente, com seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos. Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em dez anos a sinalização anterior”, completou.
Em outro trecho, Bolsonaro declarou: “É preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação.”
FORA DO ENCONTRO – Presidente do Conselho Nacional da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão não participou. Questionado sobre o assunto em uma entrevista, Mourão respondeu: “Se o presidente julgasse necessária a minha contribuição ele teria pedido, acho que ele não julgou necessário.”
Na quarta-feira, dia 21, véspera da cúpula, um grupo formado por dezenas de empresários se reuniu por videoconferência com Ricardo Salles para discutir a pauta ambiental do governo.
Venho através deste BLOG , prestar condolência e solidariedade pelo falecimento de Carlos Augusto Barros Garboggini, Agrônomo e ex-Secretário do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Jeremoabo durante a administração Tista de Deda. A sua família que por consideração é a minha também, força e fé e nossos profundo sentimento de pesar . Para ele, nossas orações paar que dsecance em paz.
Nota da redação desse Blog - É nessa hora de dor e tristeza que devemos expor a verdade.
Vários já se foram, hoje chegou a vez de Carlos Augusto Barros Garboggini, amanhã o futuro a Deus pertence, porém, foi o próprio Jesus que ensinou: " Faça a tua parte que eu te ajudarei”.
Em Jeremoabo aqueles que tem a obrigação e o dever moral de fazer sua parte em benefício da população, não estão fazendo, o povo está abandonado, entregue a fome do COVOID-19.
O dinheiro do COVID-19 ao invés seu usado em benefício da saúde, está sendo desviado para pagar aluguel de FIAT/TORO para o prefito passear e esnobar, está servindo para bancar aluguel de veículo de vereador, está servindo para pagar pensão alimentícia de ex-chefe de gabinete e outra improbidade e trambicagens.
A vacina que era para tentar salvar vidas dos portadores de morbidades, de forma criminoso está beneficiando dezenas de fura-filas.
Os profissionais da saúde da linha de frente, estão expondo suas vidas por falta de proteção para trabalhar, a exemplo de luvas e máscaras e falta de medicamentos.
O dinheiro que era para ser gasto em benefício da saúde, dizem que está mofando na Conta do Banco.
É isso povo de Jeremoabo, só nos resta rezar e apelar para Deus, porque os vereadores nem uma CPI para apurar essas anormalidades fizeram nem irão fazer, salve-se quem puder.
Garboginni descanse em paz, sua missão aqui na terra você soube cumprir com dignidade.