terça-feira, março 30, 2021

Essa exorbitância de dinheiro R$ 150.000,00 que o prefeito estourou com peixe não seria melhor doar cesta básica como muitos gestores estão fazendo.

 

Prefeitura Municipal de Caldas Brandão/PB, substitui peixe da Semana Santa e entrega Cestas básicas a população, Confira!

 


O prefeito Fábio Rolim do (MDB), da cidade de Caldas Brandão, localizada na região do Agreste paraibano, juntamente com a secretaria municipal de Assistência Social e do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), garantiu a substituição do tradicional peixe da semana santa e entregou na manhã desta segunda-feira 29/03, cestas básicas, às famílias que se encontram em vulnerabilidade social no município.

 Em contato com a nossa redação Fábio Falou, “Fizemos um esforço muito grande para substitui o peixe da Semana Santa em entrega de cestas básicas, foi uma grande conquistar as cestas básicas,  que consideramos ser extremamente importante nesse momento de pandemia do Covid-19,para as famílias mais carente do nosso município. Vamos continuar lutando por mais alimentos para quem mais precisa”, disse Fábio Rolim.

Lista dos Itens que compõem na cesta básica:

02 kg de feijão

O2 kg de açúcar

O2 kg de arroz

O2 pacote de macarrão

02 pacotes de leite

02 pacote de café

Meio kg de charque

02 margarida

02 sardinha

01 kilo e meio de salame

01 litro de óleo.

Veja algumas fotos!












Da Redação
Do Portal Umari


PF cobrará de novo ministro da Justiça independência total em relação a Bolsonaro

Publicado em 30 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Policiais não querem movimentos de intervenção e de uso político do órgão

Bela Megale
O Globo

Integrantes da Polícia Federal garantem que cobrarão do novo ministro da Justiça, Anderson Torres, a independência total do órgão em relação a Bolsonaro. Na avaliação de membros da corporação, por ser um delegado da PF, ele vai ter responsabilidade maior em proteger a entidade de interferências políticas.

Torres conhece bem os limites que tem incomodado seus pares, como o fato de a imagem de PF estar cada vez mais associada a uso político do governo. Na noite de segunda-feira, ao ser convidado para assumir o cargo, Anderson Torres foi alertado por colegas sobre o extremo incômodo que a atitude do seu antecessor, André Mendonça, causou na PF, ao abrir investigações contra pessoas que criticaram Bolsonaro de maneira pacífica e dentro da lei. A mensagem passada diretamente para o novo ministro é que qualquer atuação de uso político da corporação irá incendiar sua gestão.

LIMITES – “Anderson Torres será muito mal interpretado se fizer, sem justificativa, requisições de investigações que André Mendonça fez contra pessoas que criticaram Bolsonaro. Por ser delegado da PF, sabe quais são nossos limites e como interpretamos movimentos de intervenção e de uso político do órgão. O novo ministro precisará de muito jogo de cintura para atender a Bolsonaro e a PF ao mesmo tempo. Torres já foi alertado de que será muito cobrado sobre a independência do órgão”, disse um integrante da cúpula da corporação.

Além disso, o novo ministro vai enfrentar um clima de animosidade entre os policiais, que não estão nada contentes com o tratamento que têm recebido do governo Bolsonaro. Policiais federais estão se sentindo desvalorizados, principalmente pela perspectiva de terem seus salários congelados pelos próximos 15 anos.

Pebinha da Icozeira faz uma sugestão ao prefeito e vice-prefeito de Jeremoabo

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                                              Foto Divulgação - Zap


Assistindo hoje a reunião da Câmara de Vereadores de Jeremoabo  hoje à noite, escutei quando o vereador Ivande sugeriu aos demais vereadores que devido a situação crítica que a população carente vem sofrendo devido a pandemia, onde muita gente está passando fome, que os seus colegas vereadores doassem uma ajuda a esse povo carente.

Eu Pebinha da Icozeira desafio o prefeito e vice-prefeito empresários que são, que imite o prefeito da cidade de Jacobina que reduziu o próprio salário em 92% para ajudar a sugestão do vereador Ivandi, não em 92%, mas em 50% cada um, já seria uma boa ajuda par esse povo .

Por: Pebinha da Icozeira


‘Encurralado’ : Imprensa internacional repercute mudanças em cargos do governo Bolsonaro


No Página 12 : “Encurralado, Jair Bolsonaro mudou seis ministros”

Nelson de Sá
Folha

A reforma ministerial no Brasil vem sendo relacionada na cobertura externa, unanimemente, ao colapso no combate à pandemia. Os jornais econômicos The Wall Street Journal e Financial Times destacaram nas chamadas, respectivamente, que as mudanças vieram “conforme cresce a raiva com o número de mortos” ou “conforme cresce a pressão por causa da Covid”, sobretudo do Congresso.

Da “profunda” mudança, o WSJ sublinha a saída do chanceler Ernesto Araújo, que via a pandemia “como parte de uma conspiração comunista global” e é acusado pelos atrasos nas vacinas e nos insumos da China. O FT ouviu do ex-chanceler Celso Amorim que “é difícil falar o quanto a política externa pode ter contribuído para as mortes, mas sabemos que não ajudou em nada em relação à obtenção de vacinas” e insumos.

LE MONDE – A troca nas Forças Armadas foi ressaltada no francês Le Monde e na alemã Der Spiegel, entre outros, com o primeiro levando ao enunciado que Bolsonaro irritou as cúpulas militares.”Entre os generais e o capitão, a guerra parece declarada”, descreveu o correspondente Bruno Meyerfeld, como ressaltou a Rádio França Internacional (RFI) em seu relato da imprensa europeia.

Mas também o Le Monde, na home desta terça-feira, dia 30, dá prioridade à crise da Covid, com reportagem sobre São Paulo, que poderia “não se recuperar”. Na mesma direção, o argentino Clarín dá mais atenção à própria pandemia e ao avanço da variante brasileira no país.

“ENCURRALADO” – Tanto Clarín, mais à direita, como Página/12, à esquerda, descrevem Bolsonaro como “encurralado”, em seus enunciados sobre a reforma ministerial. Na descrição do correspondente da rede pública de rádio (NPR) dos EUA, Philip Reeves: “Ele está significativamente mais fraco. Sua popularidade está caindo. Seu arquirrival, o ex-presidente Lula, está de volta, com suas condenações anuladas. Bolsonaro está numa situação difícil.”

Na AS/COA, o vice-presidente da organização, jornalista Brian Winter, escreve que “Um inseguro Bolsonaro se prepara para o seu 6 de Janeiro”, referência à invasão do Capitólio, em Washington. “Sitiado pela Covid, tenta se proteger” reunindo mais “homens armados”.Até a manhã desta terça, o New York Times não havia noticiado a reforma ministerial, mas não deixou de ressaltar, na noite de segunda, o “Brasil em queda livre”, com “mais casos novos e mortes que qualquer outro país”.

Na mesma linha, a rede americana ABC produziu reportagem sobre o colapso dos hospitais. E o correspondente do alemão Die Zeit destacou a “Nova máscara de Bolsonaro” (acima), tentanto aparentar preocupação com a pandemia.

7º Sessão Ordinária 30/03/2021 - Câmara Municipal de Jeremoabo

 

A crise atual lembra o final da ditadura, quando Geisel demitiu o ministro do Exército


Geisel demitiu o ministro Frota e indicou João Figueiredo

Roberto Figueiredo

É realmente uma situação gravíssima. O presidente defenestrou mais um amigo de várias décadas, seu colega de turma na AMAN, que não aceitou usar as Forças Armadas para seus objetivos golpistas. O Exército não é do presidente. O Exército é uma Força do Estado, assim como a Aeronáutica e a Marinha. Não pode ser usado ao bel prazer do inquilino do Planalto, seja ele quem for.

Trata-se da a demissão mais esdrúxula, de todas até aqui. O general Azevedo e Silva tinha interlocução com o Supremo e era um elo de ligação com os militares, que o respeitavam.

SOUBE DIZER NÃO – Perdeu o presidente um amigo leal, mas, que soube na hora certa dizer não aos arroubos autoritários desse déspota medieval, em quem o povo acreditou, tanto da classe A, como da classe média e das classes C e D. Mas errar é humano e faz parte do aprendizado das pessoas, sobretudo nas eleições.

Quem discorda de Bolsonaro, logo é demitido, sem dó nem piedade. Os casos emblemáticos são: Gustavo Bebianno, general Santos Cruz, Sérgio Moro, Luiz Mandetta e agora o general Azevedo e Silva. Quem será o próximo?

O general Hamilton Mourão, só não teve a cabeça ceifada, porque vice é indemissível. Mas o presidente deixa claro que não o suporta.

HÁ TEMPOS ATRÁS – A crise atual lembra o final da ditadura de 64, quando o general Silvio Frota, ministro do Exército do governo Ernesto Geisel, era da linha dura. Não concordou com a distensão lenta e segura do regime e preparava um golpe contra o presidente.

Geisel chamou recebeu os comandantes militares ao Planalto e comunicou a todos que demitiria seu ministro. Escolheu o comandante do Sul, general Fernando Bethlem, como substituto. Foi pessoalmente ao Forte Apache demitir Frota. Ainda deu a ordem: Viaje para o Rio agora, que a mudança irá depois.

ABREU E FIGUEIREDO – O desenrolar de toda essa engrenagem estava a cargo do general Hugo de Abreu, chefe da Casa Militar do presidente Geisel. Tinha três estrelas e era o primeiro na lista de promoção. Mas Geisel escolheu o general João Figueiredo, chefe do SNI, também de três estrelas e quinto da lista e depois o indicou para assumir a Presidência.

Abreu foi para a reserva ressentido com o chefe e escreveu o livro: “O outro lado do Poder”. Magoado e triste com o fim melancólico de sua carreira, o general teve um enfarte fulminante.

Não foi fácil para Figueiredo restaurar a democracia. A linha dura resistiu e o ápice dessa resistência foram as bombas jogadas na Tribuna da Imprensa e no Riocentro, ambas em abril de 1981, após a aprovação da anistia ampla, geral e irrestrita.

Concretizar impeachment do presidente Jair Bolsonaro é difícil, mas totalmente possível


Charge do Márcio Baraldi (Arquivo Goggle)

José Nêumanne
Estadão

Nove encontros da cúpula do Congresso com grandes empresários, representantes de bancos e do mercado financeiro resultaram em movimento político pela intervenção no desgoverno de Bolsonaro. Os mais de 300 mil mortos pela covid-19 e a situação cada vez pior da economia levaram os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, a afinarem o discurso com o mercado.

Ambos têm colocado o impeachment como possibilidade, se as conversas com o governo fracassarem. As cobranças mais urgentes do setor econômico eram a demissão dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A avaliação recorrente nas reuniões é de que Araújo atrapalha as negociações por vacinas e insumos da Índia e da China. E Salles prejudica contatos com os Estados Unidos. Bem, Araújo já foi exonerado, mas ainda falta o governo se livrar de Salles.

TRÁFEGO AÉREO – Na recentíssima História do Brasil, processos de impeachment são precedidos de intenso tráfego aéreo entre Brasília e São Paulo, com jatinhos particulares transportando parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interessados em mudar presidentes da República.

Esse tráfego foi bastante intenso quando o alvo era Fernando Collor, processo no qual o vice, substituto constitucional e, portanto, maior interessado, era o mineiro Itamar Franco. Mas este nem precisou mexer-se muito, deixando a articulação no Legislativo com Fernando Henrique, no Senado, e Roseane Sarney, na Câmara dos Deputados. Collor ainda tentou reagir com a mão pesada do líder da bancada do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na Câmara, Roberto Jefferson, e os conselhos de Thales Ramalho, que tinha sido muito próximo de Tancredo Neves.

No caso de Dilma Rousseff, que era ainda mais desastrada do que  o alagoano nascido no Rio, tudo ficou nas mãos de Eduardo Cunha, o Caranguejo do propinoduto da Odebrecht no processo chamado de mensalão no STF.

QUADRILHÃO DO MDB – Toda a complicada conspiração que levou Collor ao solo foi substituída pela costura de uma conspiração, na qual pontificava o “quadrilhão” do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), para ocupar o poder na pessoa do vice Michel Temer,  escolhido por Lula para as chapas vencedoras de madame.

A sólida aliança que havia evitado o impeachment e garantido a reeleição de Lula em plena efervescência do mensalão derreteu-se no fogo ateado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e seu lugar-tenente preferido, Romero Jucá. A aliança, que levou o constitucionalista de Tietê ao cargo máximo da República, manteve-o lá, apesar de todos os esforços de um adversário institucionalmente poderoso, mas politicamente inofensivo, Rodrigo Janot, que não alcançou a maioria de três quintos necessária dos deputados federais para depor o ex-vice.

Agora, mais uma vez o impeachment se torna necessário.

MP-BA processa academias Self It e Alpha Fitness por não cancelarem matrículas

MP-BA processa academias Self It e Alpha Fitness por não cancelarem matrículas
Foto: Divulgação

O Ministério Público da  Bahia (MP-BA) processou as redes de academia Self It e Alpha Fitness por criarem dificuldades para cancelar ou suspender contratos de prestação de serviços, independente do plano contratado, durante a pandemia da Covid-19. A ação é assinada pela promotora de Justiça Joseane Suzart.

 

O MP pede que, para o cancelamento ou suspensão, não se exija a presença do consumidor nas academias e que não dificulte a suspensão quando houver parcelamento do contrato por meio de cartão de crédito. Pede ainda que se determine que, nesses casos, os valores pagos sejam reembolsados sem “postergação infundada” e, quando se tratar de pagamento por cartão, que a operadora seja comunicada da suspensão da cobrança. Outro pedido é que, diante da suspensão das atividades presenciais em decorrência da pandemia, mantendo-se o isolamento social, seja respeitado o direito do consumidor a obter a compensação dos dias não frequentados, ou das aulas específicas não ministradas, por meio de reposição ou acréscimos de dias a serem frequentados, válidos até o fim do contrato, cabendo renovação, com a devida conciliação de eventuais compensações, desde que possam ser negociadas individualmente com cada consumidor.

 

A promotora de Justiça requer que as academias alterem a redação de cláusulas consideradas abusivas e unilaterais, com destaque às que dizem respeito às normas de suspensão de contrato e de acesso às unidades pelos alunos, sendo necessário que as academias alterem os termos e passem a comunicar aos alunos. A ação levou em consideração que chegou ao conhecimento do MP a prática de multas exorbitantes nos contratos executados pelas academias. 

Bahia Notícias

Ilhéus: STF suspende reintegração de posse e mantém terras para tupinambás

 Terça, 30 de Março de 2021 - 12:40


por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

Ilhéus: STF suspende reintegração de posse e mantém terras para tupinambás
Foto: Reprodução / Blog do Gusmão

Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski suspendeu a reintegração de posse de uma área em Ilhéus, no Litoral Sul. Em decisão desta terça-feira (30), o magistrado acolheu reclamação da Comunidade Indígena Tupinambá de Olivença. Com isso, os cerca de 30 lotes de uma área conhecida como “Canto das Águas”, atribuída a Ilhéus Empreendimentos SA, e ainda não alienada a terceiros devem ficar em posse dos indígenas.

 

Relator do caso no STF, Lewandowisk julgou procedente a reclamação e determinou a suspensão do processo na origem para que se aguarde o julgamento de mérito [questão principal do processo]. Na argumentação, a comunidade Tupinambá declarou que a Justiça Federal em Ilhéus passou por cima de uma decisão do também ministro do STF Edson Fachin.

 

A  determinação havia ordenado a suspensão de processos judiciais que envolvessesm ações sobre posse ou demarcação, sem prejuízo dos direitos territoriais dos povos indígenas até o término da pandemia da Covid-19 ou do julgamento final da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário.

Bahia Notícias

SAJ: MP-BA aciona Justiça para vetar abertura de academias

SAJ: MP-BA aciona Justiça para vetar abertura de academias
Foto: Reprodução / Infosaj

O Ministério Público do Estado acionou a Justiça para que seja suspenso o funcionamento de academias e outros estabelecimentos de prática de atividade física em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo. Na ação civil pública, os promotores pedem a revogação de uma liminar que autorizou a abertura desses locais. Eles também querem a anulação de decretos municipais feitos pelo prefeito Genival Deolino Souza que flexibilizou medidas de restrição à escalada da Covid-19.

 

A ação é assinada pelos promotores Thiago Cerqueira, Karina Santos, Danúbia Bittencourt, João Santana e Felipe Ranauro.  Segundo eles, flexibilização com o funcionamento de academias foi mantida mesmo após reunião com o MP-BA. Na ocasião, os promotores afirmam que apresentaram aos prefeitos da região dados do cenário epidemiológico regional e da qual decorreu recomendação expedida aos gestores para que eles adequassem os decretos municipais às definições do governo do Estado, evitando flexibilizações indevidas.  

 

Ainda segundo o MP-BA, os decretos em Santo Antônio foram editados nos últimos dias 3 e 22 de março. Através deles, a prefeitura permitiu a abertura das academias em até 30% da capacidade de lotação, além de liberar a circulação de pessoas em horário noturno vedado pelo Estado. Para os promotores, as academias de ginástica não prestam atividades consideradas essenciais, e, além disso, mesmo que fossem, o decreto estadual especificou a proibição do funcionamento de tais estabelecimentos.

 

Os promotores ressaltaram ainda que a cidade fica na microrregião de saúde Leste, “zona com maior número de contaminados” e onde havia até 20 de março 203 pessoas esperando regulação para leito de UTI Covid-19.

Bahia Notícias

Demissão de Azevedo e saída dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica deixam Bolsonaro por um fio no Planalto.


Sobe o clima de insatisfação nas Forças Armadas

Pedro do Coutto

A demissão do general Azevedo, que recebeu a solidariedade dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e o registro do general Edson Pujol, comandante do Exército, abalaram profundamente o governo na medida em que sobe o clima de insatisfação nas Forças Armadas e destaca-se um enigma no desfecho político.

Certamente, o vice Hamilton Mourão forma na linha de Fernando Azevedo Silva. Afastado do Ministério da Defesa, porém, não poderá se pronunciar publicamente, principalmente porque, na minha opinião, ele pode se tornar uma alternativa para o desfecho da onda que se criou no país em relação ao presidente da República.

DEFINIÇÃO DOS COMANDANTES – Merval Pereira e Miriam Leitão, em artigos da edição de hoje, o Globo, destacaram com precisão as horas que antecederam a definição dos comandantes das Forças Armadas em solidariedade ao general Azevedo e Silva.

Ontem e hoje escrevi neste blog que o clima em Brasília lembrava as atmosferas que precederam a renúncia de Jânio Quadros, a queda de Joao Goulart e a substituição do general Silvio Frota, então ministro do Exército pelo presidente Ernesto Geisel.  

Hoje, terça-feira, eu me lembro também da tensão que marcou o movimento político-militar de 11 de novembro de 1955, que teve como objetivo garantir a posse de Juscelino Kubitschek na Presidência da República que fora eleito nas urnas de 3 de outubro.  

MOBILIZAÇÃO – Na madrugada de 11 de novembro, o general Odílio Denys, comandante do 1º Exército, comunicou ao ministro Teixeira Lopes que o Exército não aceitava a forma com que o presidente em exercício Carlos Luz demitiu o próprio lote.   A partir do amanhecer do 11 de novembro, a Câmara Federal, então no Palácio Tiradentes, estava mobilizada para votar o impeachment de Carlos Luz e empossar o senador Nereu Ramos na Presidência da República.

No momento, a dificuldade de Jair Bolsonaro é flagrante. A pressão nos meios militares vai refletir no posicionamento do Centrão porque manter o apoio ao governo, nesta encruzilhada, pode se reverter num ato contrário ao próprio Congresso do qual o Centrão faz parte.  

A excelente reportagem de Eliane Cantanhêde, manchete principal em oito colunas na edição do Estado de São Paulo de hoje, destaca declarações do general Fernando Azevedo e Silva ao deixar o cargo de ministro da Defesa na nota que divulgou aos jornais: “preservei as Forças Armadas como instituições de Estado”.

CRISE – Ficou claro que Azevedo destacou tacitamente que Jair Bolsonaro desejava usar os segmentos militares como instituições, não do Estado, mas do governo. Eliane Cantanhêde, inclusive, na Globo News, na noite de ontem, havia feito brilhante comentário chamando atenção para a crise e dando como certa a saída dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Aliás, no O Globo de hoje, Miriam Leitão assegurava igualmente que os três comandantes entregariam os cargos em solidariedade à posição de Azevedo e Silva.

Quanto à insatisfação existente na caserna, Jussara Soares, Natalia Portinari e Julia Lindner publicaram também importante reportagem. Igor Gielow, na Folha de São Paulo classificou um impulso de Bolsonaro como uma jogada desesperada arriscando a crise militar.

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