segunda-feira, março 29, 2021

Kátia Abreu chama Ernesto de "marginal" e cobra sua demissão

 

Mais cedo no domingo, Ernesto fez uma postagem nas redes sociais sobre o conteúdo de uma conversa reservada com a senadora durante um almoço no Itamaraty

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29/03/21 05:11 ‧ HÁ 5 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA DISCUSSÃO


senadora Katia Abreu (PP-TO) chamou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de "marginal" em uma resposta dura à acusação do chanceler de que a senadora teria defendido interesses da China durante um almoço entre os dois. Kátia disse que Ernesto "insiste em viver à margem da boa diplomacia" e "à margem da verdade dos fatos" e cobrou a demissão do ministro.

"O Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal", escreveu a senadora em nota distribuída à imprensa neste domingo, 28.

Leia Também: Após tuíte acusando Kátia Abreu, senadores voltam a pedir demissão de Ernesto

Mais cedo neste domingo, Ernesto fez uma postagem nas redes sociais sobre o conteúdo de uma conversa reservada com a senadora durante um almoço no Itamaraty, insinuando que ela teria defendido interesses da China, especificamente na questão do mercado de 5G de telefonia.

"Em 4/3 recebi a senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: "Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado." Não fiz gesto algum", escreveu Ernesto em sua conta no Twitter neste domingo. "Desconsiderei a sugestão inclusive porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria".

Leia Também: Pacheco: Tentativa de Ernesto de desqualificar Kátia Abreu atinge todo o Senado

Katia considerou uma "violência" resumir o conteúdo da conversa em um tuíte. "É uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte que falta com a verdade. Em um encontro institucional, todo o conteúdo é público. Defendi que os certames licitatórios não podem comportar vetos ou restrições políticas", afirmou a senadora.

A parlamentar disse ter alertado "esse senhor" dos prejuízos que um veto à China na questão 5G poderia dar às nossas exportações, especialmente para o setor do agronegócio. "Defendi também que a questão do desmatamento na Amazônia deve ser profundamente explicada ao mundo no contexto da negociação para evitar mais danos comerciais ao Brasil".

"Se um Chanceler age dessa forma marginal com a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República de seu próprio país, com explícita compulsão belicosa, isso prova definitivamente que ele está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira. Temos de livrar a diplomacia do Brasil de seu desvio marginal", concluí Katia Abreu.

A publicação do Ernesto foi um contra-ataque ao Senado, após parlamentares da Casa cobrarem publicamente sua demissão, e uma tentativa de endossar a narrativa sustentada nos bastidores por aliados do chanceler sobre qual seria o motivo de sua "fritura", a de que, sem ele no governo, o caminho estaria livre para os asiáticos entrarem no mercado brasileiro do 5G.

Há, no entanto, uma avaliação generalizada e vocalizada de que Ernesto é responsável pelo fracasso das negociações internacionais para a compra de vacinas contra a covid-19 e isso é o que tem motivado a pressão recente pela sua saída do cargo. A gestão dele à frente da política externa brasileira está sendo contestada e reprovada não só por parlamentares, mas também por economistas, empresários, militares, governadores, prefeitos e até por diplomatas.

https://www.noticiasaominuto.com.br/


Pacheco: Tentativa de Ernesto de desqualificar Kátia Abreu atinge todo o Senado

 

A manifestação de Pacheco refere-se à acusação feita pelo chanceler brasileiro de que a senadora teria atuado em favor de interesses do 5G da China durante um almoço reservado entre eles no Itamaraty.


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29/03/21 04:54 ‧ HÁ 5 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA GOVERNO BOLSONARO


presidente do Congresso e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que "a tentativa do ministro Ernesto Araújo de desqualificar a competente senadora Kátia Abreu atinge todo o Senado Federal". A declaração foi publicada no Twitter na noite deste domingo, 28. A manifestação de Pacheco refere-se à acusação feita pelo chanceler brasileiro de que a senadora teria atuado em favor de interesses do 5G da China durante um almoço reservado entre eles no Itamaraty.

Pacheco, que assim como boa parte do Congresso, vem cobrando do governo uma mudança na política externa do País, com a consequente demissão de Ernesto, ressaltou que o episódio protagonizado pelo chefe das Relações Exteriores ocorre "justamente em um momento que estamos buscando unir, somar, pacificar as relações entre os Poderes". "Essa constante desagregação é um grande desserviço ao País", disse.

Mais cedo, Ernesto fez uma postagem nas redes sociais sobre o conteúdo de uma conversa reservada com a senadora durante um almoço no Itamaraty insinuando que ela teria defendido interesses da China, especificamente na questão do mercado de 5G de telefonia.

"Em 4/3 recebi a senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: "Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado." Não fiz gesto algum", escreveu Ernesto em sua conta no Twitter neste domingo. "Desconsiderei a sugestão inclusive porque o tema 5G depende do Ministério das Comunicações e do próprio Presidente da República, a quem compete a decisão última na matéria".

Em seguida, Kátia rebateu o ataque. "O Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal", escreveu a senadora em nota distribuída à imprensa neste domingo, 28.

A senadora também considerou uma "violência" resumir o conteúdo da conversa em um tuíte. "É uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte que falta com a verdade. Em um encontro institucional, todo o conteúdo é público. Defendi que os certames licitatórios não podem comportar vetos ou restrições políticas", afirmou a senadora.

A publicação do Ernesto foi um contra-ataque ao Senado, após parlamentares cobrarem publicamente sua demissão, e uma tentativa de endossar a narrativa sustentada nos bastidores por aliados do chanceler sobre qual seria o motivo de sua "fritura", a de que, sem ele no governo, o caminho estaria livre para os asiáticos entrarem no mercado brasileiro do 5G.

Há, no entanto, uma avaliação generalizada e vocalizada de que Ernesto é responsável pelo fracasso das negociações internacionais para a compra de vacinas contra a covid-19 e isso é o que tem motivado a pressão recente pela sua saída do cargo. A gestão dele à frente da política externa brasileira está sendo contestada e reprovada não só por parlamentares, mas também por economistas, empresários, militares, governadores, prefeitos e até por diplomatas.

Senadores como o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PI), Weverton (PDT-MA) e Simonte Tebet (MDB-MS) saíram em defesa da colega e do Parlamento neste domingo. Tebet escreveu: "Ernesto e democracia não andam juntos". "Não há opção. Democracia fica. Ernesto tem de sair".

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Da Redação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) enviou um comunicado no Instagram alertando para o uso indevido do nome da entidade na rede social. Identificado como @mpdabahia.com.br, o perfil “fake” reproduz postagens do MP-BA.

“Identificamos, um perfil não autorizado utilizando o nome do Ministério Público da Bahia de forma indevida. O perfil oficial da instituição nas redes sociais é @mpdabahia e o nosso site é o www.mpba.mp.br. Pedimos que, caso alguém sofra alguma tentativa de golpe, comunique o fato ao nosso Centro de Apoio Operacional Criminal pelo e-mail caocrim@mpba.mp.br”, publicou o MP-BA.

A instituição pediu ainda que as pessoas fiquem atentas antes de clicar ou compartilhar qualquer conteúdo da internet, conferindo antes se a informação é verdadeira ou falsa em sites confiáveis, a exemplo dos veículos de imprensa conhecidos.

https://www.todabahia.com.br/

Morre PM que foi baleado por colegas após surto no Farol da Barra

Morre PM que foi baleado por colegas após surto no Farol da Barra
Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA

O policial militar que teve um surto psicótico no Farol da Barra, na tarde deste domingo (28), morreu, segundo confirmado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) ao Bahia Notícias. O óbito ocorreu no Hospital Geral do Estado (HGE), unidade de saúde para a qual ele foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ter sido alvo de uma série de tiros disparados por colegas policiais.

 

Os militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) atiraram no agente depois que ele atirou com um fuzil contra a guarnição, por volta de 18h30, após cerca de 3h30 de negociação sem sucesso.

 

De acordo com o G1, o agente foi identificado como Wesley Góes. Durante o surto, ele esteve com o rosto pintado de verde e amarelo e disparou tiros para cima, chamando atenção de moradores da região e passantes (saiba mais aqui). (Atualizada às 7h11 para acrescentar a confirmação do óbito pela SSP-BA e mais informações)

Bahia Notícias

Comandante diz que tiros que mataram PM após surto na Barra foram gerenciamento de crise


por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

Comandante diz que tiros que mataram PM após surto na Barra foram gerenciamento de crise
Foto: Bruno Luiz/ Bahia Notícias

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Paulo Coutinho, declarou na manhã desta segunda-feira (29) que os tiros disparados contra um PM que teve um surto no Farol da Barra, neste domingo (28), foram um dos prognósticos orientados pela "doutrina internacional de gerenciamento de crise". O PM em questão, identificado como Wesley Góes, morreu nos Hospital Geral do Estado (HGE) ainda na noite de ontem (saiba mais aqui).

 

"É previsto mundialmente, infelizmente tínhamos um provocador de evento crítico, transtornado mentalmente, utilizando arma de grande letalidade e que, em determinado momento, não obstante todos os recursos que nós utilizamos de isolamento e contenção, ele direcionou essa arma pra tropa e efetuou disparos que poderiam ter atingido mortalmente não só policiais militares, mas também a comunidade naquele local que reside", defendeu o comandante-geral, em coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) só dispararam tiros contra o PM depois que ele, armado com um fuzil calibre 5,56, atirou contra a corporação. Na ocasião, diversos tiros foram ouvidos por quem estava no local, mas o comandante-geral preferiu deixar que o inquérito policial militar, já instaurado, aponte quantos disparos foram feitos. Segundo ele, o PM foi atingido na perna e no braço.

 

Coutinho também lamentou o ocorrido e ressaltou a solidariedade do alto comando da PM com a família do agente e com a tropa. Ele reforçou que a primeira medida adotada foi a tentativa de negociação. "É muito difícil estabelecer essa conexão e foi o caso evidenciado de ontem. O desenvolvimento da ocorrência se deu com lapsos, que ele delatava uma forma de atuar de maneira violenta, efetuando disparos para o alto, e eu gostaria de deixar bem claro que até então nossa tropa nada fez, respeitando profundamente aquele momento e só foi atuar quando efetivamente ela foi agredida através de disparos frontais", frisou.

 

De acordo com a SSP-BA, foram cerca de três horas e meia de negociação antes que a situação escalasse para a troca de tiros. O comandante-geral ressaltou que o fuzil utilizado pelo agente tinha grande potencial de letalidade e as ações do Bope "foram desencadeadas com objetivo de retirá-lo do enfrentamento". (Atualizada às 8h11)

Bahia Notícias

Policias militares serão ouvidos sobre conduta em relação às equipes de reportagem


por Bruno Luiz / Leandro Aragão

Policias militares serão ouvidos sobre conduta em relação às equipes de reportagem
Foto: Alberto Maraux / SSP

A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) abriu um procedimento interno para apurar a conduta de policias com as equipes de reportagem que estavam nos arredores do Foral da Barra cobrindo o surto do soldado da corporação no Farol da Barra. O caso aconteceu neste domingo (28). Um dos policiais efetuou disparos para cima para dispersar os profissionais da imprensa do local (assista no vídeo abaixo). Além disso, eles foram empurrados pelos agentes. De acordo com o major Cledson, os envolvidos da PM serão ouvidos.

 

"Nós temos um procedimento interno de acompanhamento constante dessa auditoria. E uma das providências, logo após a ocorrência, é justamente proceder um acompanhamento no sentido de principalmente que esse policial militar esteja com a saúde mental em condições de continuar trabalhando", afirmou. "Eles serão ouvidos e direcionados em sentido do procedimento normal administrativo nosso", completou.

 

De acordo com o comandante geral da PM, Paulo Coutinho, o Governo da Bahia contratou psicólogos para trabalharem junto aos policiais militares.

 

"Sem dúvida, a instituição se preocupa muito no processo formativo e de acompanhamento. Recentemente, inclusive, houve por determinação do governador do estado a contratação de 20 psicólogos para atendimento a nossa instituição, isso tem sido feito em todas as regionais do estado, com o objetivo de acompanhar saúde mental dessa tropa, mas como seres humanos e, como tais, suscetíveis a determinadas situações em que nós temos que, sobretudo, compreender, acolher e tentar corrigir na medida do possível", disse.

 

Durante a tarde, o soldado da PM identificado como Wesley Góes, lotado na 72ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM de Itacaré), invadiu o cercado do Farol da Barra. Fardado e armado com pistola e um fuzil calibre 5,56. Uma equipe do Bope foi acionada para o local. Após mais de quatro horas de negociação, ele acabou atirando contra os companheiros de corporação e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), foi atingido por 10 tiros em meio a uma tentativa de neutralização. O policial foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas morreu ainda na noite deste domingo. 

Comandante-geral diz que 'não procede' informação sobre perseguição a PM morto

por Bruno Luiz / Cláudia Cardozo / Jade Coelho

Comandante-geral diz que 'não procede' informação sobre perseguição a PM morto
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O comandante comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, Paulo Coutinho, diz ter sido surpreendido com as especulações de que o policial Wesley Góes era perseguido dentro do batalhão em que era lotado. 

 

Wesley foi atingido por disparos de PMs após "surto psicológico" na Barra, em Salvador, neste domingo (28). Ele morreu no Hospital Geral do Estado (HGE) (leia mais aqui). 

 

Segundo Paulo Coutinho, "a referência é que ele era um excelente policial militar". O comandante ainda sugeriu que "não procede esse tipo de comentário".  

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os agentes do Bope só dispararam tiros contra o PM depois que, armado com um fuzil calibre 5,56, atirou contra a corporação. Na ocasião, diversos tiros foram ouvidos por quem estava no local, mas o comandante-geral preferiu deixar que o inquérito policial aponte quantos disparos foram feitos. Segundo ele, o PM foi atingido na perna e no braço.

Bahia Notícias

Comandante-geral da PM descarta greve e diz que grupo 'não representa a instituição'

por Bruno Luiz / Ailma Teixeira

Comandante-geral da PM descarta greve e diz que grupo 'não representa a instituição'
Foto: Bruno Luiz/ Bahia Notícias

Embora alguns policiais militares da corporação baiana tenham convocado greve, o comandante-geral da PM, Paulo Coutinho, acredita que o movimento não terá força. Para ele, esse é um segmento da sociedade que logo vai entender a situação ocorrida no Farol da Barra, neste domingo (28).

 

"Eu entendo que isso é um segmento que não representa a instituição. A gente tem que ter bem claro que a instituição é muito maior do que tudo isso. Aqui nós estamos com o alto comando da corporação, com funcionamento claro de que estamos disponíveis pra servir e proteger e que manifestações de ordem política não cabem nesse momento, que é um momento de consternação de todos nós", ressaltou Coutinho, em coletiva de imprensa realizada pela corporação na manhã desta segunda-feira (29), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

 

O comandante se refere ao caso do policial Wesley Góes, morto após ser baleado por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que estavam no local para conter o surto registrado por ele na ocasião. O agente em questão foi armado para o Farol da Barra, disparou vários tiros para o alto e, horas depois, já com a tropa em negociação, atirou contra os policiais (saiba mais aqui e aqui).

Bahia Notícias

PM usou inicialmente balas de borracha, mas policial 'em surto' seguiu atirando após cair


por Bruno Luiz / Jamile Amine / Júnior Moreira Bordalo / Jade Coelho

PM usou inicialmente balas de borracha, mas policial 'em surto' seguiu atirando após cair
Foto: Bruno Luiz/ Bahia Notícias

O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), major Cledson Conceição, argumentou que a tropa teve que reagir “para evitar que um mal maior ocorra”, ao justificar os tiros disparados contra o PM Wesley Góes, que protagonizou um “surto psicológico” na Barra, em Salvador, neste domingo (28) (veja aqui). “Apesar do isolamento, nossa contenção, quando ele [Wesley] efetuou vários disparos, poderia ter acontecido um mal maior, tanto com os policiais, tanto com a imprensa, tanto com transeuntes. Infelizmente o resultado foi aquele”, disse o comandante do Bope em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (29).

 

Segundo o major, que foi o responsável pela operação, num primeiro momento, foi utilizada a arma de borracha, mas quando e quando Wesley caiu no chão e continuou atirando outra arma foi utilizada.

 

“É preciso entender o seguinte: a partir do momento que inicia o processo de violência contra o policial militar que está na situação, aquele processo de violência tem que ser cessado e para isso tem que ter uma resposta altura para não ter desdobramentos piores do que o caso estava exigindo”, justificou. “Nós utilizamos todos os recursos para preservar a vida e aplicar a lei. Infelizmente, o resultado foi aquilo”, disse.

 

A dificuldade de gerenciar momentos de crise foi destacada pelo major. “As técnicas que os nossos negociadores utilizam é procurar a todo instante trazer o causador do evento crítico para a realidade”. Em seguida ele explicou que existem três tipos de causador do evento crítico: o criminoso comum, o terrorista e o mentalmente perturbado, considerado “um dos mais difíceis casos pra tentar estabelecer essa conversa.

 

“Nesses casos do provocador de evento crítico mentalmente perturbado existem picos de lucidez e picos de loucura, então assim, em determinado momento, quando o negociador chamava a atenção dele, ele voltava para o negociador e já imediatamente ele já se desconectava”, disse ao destacar a dificuldade da negociação ocorrida no Farol da Barra no domingo.

 

O comandante-geral da PM-BA, Paulo Coutinho, disse ainda que o policial Wesley Góes resistiu à negociação. "Estávamos em um processo negociativo, que é muito fluido quando se consegue falar. Porém, ele resistiu durante todo o percurso", afirmou.

Bahia Notícias

Após tuíte sobre Kátia Abreu, Ernesto Araújo é chamado de mentiroso e bandido por senadores


Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo

Ernesto Araújo é mais um que se acha perseguido político

Amanda Almeida
O Globo

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) disse aos senadores que Ernesto Araújo mentiu ao sugerir que ela o pressionou a fazer um “gesto em relação ao 5G”. A senadora quer que a Casa tome uma “medida séria” contra o chanceler, que, na semana passada, ouviu os parlamentares pedindo que renunciasse ao cargo pelo “fracasso” na articulação por vacinas contra a Covid-19.

Mesmo bombardeado por parlamentares, que querem a sua imediata demissão, e vendo o Itamaraty sob bloqueio do Senado, Araújo resolveu partir para o ataque no Twitter.

TUÍTE DE ARAÚJO – “Em 4/3 recebi a Senadora Kátia Abreu para almoçar no MRE. Conversa cortês. Pouco ou nada falou de vacinas. No final, à mesa, disse: ‘Ministro, se o senhor fizer um gesto em relação ao 5G, será o rei do Senado.’ Não fiz gesto algum”.

Contrariada, a senadora, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores, se justificou aos colegas. Disse que tem testemunha da conversa com Araújo e que a declaração dele é uma “inverdade”. Segundo ela, o ministro resumiu um encontro de três horas em uma “frase péssima como se os senadores tivessem sido vendidos para o 5G”.

AÇÃO ORQUESTRADA – A senadora Katia Abreu disse ainda que há uma ação orquestrada nas redes bolsonaristas para espalhar que Arthur Lira e os senadores foram comprados pela chinesa Huawei.

O senador Telmário Mota (PROS-RR), crítico da atuação de Araújo especialmente sobre as relações com a Venezuela, respondeu se solidarizando com a senadora. Disse que “não dá para conversar com bandido”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ernesto Araújo se tornou uma espécie de ministro morto-vivo, a vagar pela Praça dos Três Poderes. Já está demitido desde sexta-feira, mas esqueceram de avisar a ele. (C.N.)

Ao devassar a Justiça brasileira, a OCDE devia começar pelos crimes fiscais da Rede Globo


Resultado de imagem para sonegação premiada charge

Charge do Tiago Recchia

Carlos Newton

A crescente podridão da Justiça pode ser considerada o maior problema do país, porque provoca um retrocesso moral, institucional e material em praticamente toda a sociedade. Quando a Justiça se faz presente, tudo funciona melhor e os crimes diminuem. Mas a imagem da Justiça está tão degradada que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se viu forçada a enviar uma delegação ao Brasil, que ficará aqui durante sete meses.

A missão desse grupo de trabalho é monitorar o afrouxamento do combate à corrupção para fortalecer a blindagem de políticos, autoridades e empresários envolvidos em desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

PERANTE A LEI – Esses especialistas internacionais da OCDE têm muito trabalho pela frente, mas não haverá dificuldade para identificar que a maior mazela é o descumprimento da norma constitucional de que todos são iguais perante a lei. Basta acompanhar o que acontece com a Rede Globo.

Assim, com a maior facilidade os investigadores saberão que há anos e anos a maior emissora do país vem sendo acusada de crimes fiscais e nada acontece, porque está sob proteção dos três Poderes da República e de praticamente todos os demais órgãos de comunicação do país, já que apenas a Tribuna da Internet está acompanhando esse importante assunto.  

Revoltado com essa situação, um cidadão brasileiro decidiu entrar na Justiça, para forçar que esses crimes fiscais da TV Globo sejam realmente investigados. E o que aconteceu? Nada.

PROCESSO SUMIU – A ação é movida pelo ex-deputado Afanasio Jazadji, representado pelo advogado Luiz Nogueira. Teve parecer favorável do Ministério Público Federal de São Paulo e foi transferida para a 2ª Vara Federal Criminal do Rio, cujo juiz determinou que a Polícia Federal eo Ministério Público prosseguissem as investigações na sede da TV Globo. E o que aconteceu? Nada.

Desde 4 de dezembro de 2019, o processo desapareceu na internet, no percurso entre os dois quarteirões que separam a 2ª Vara e a PF no Rio. Depois de intensa e inútil pressão do advogado Luiz Nogueira na Corregedoria da PF, o procurador da República Paulo Henrique Ferreira Brito exigiu a devolução dos autos.

Assim, ficou claro que a paralisação do processo contra os filhos de Roberto Marinho ocorre única e exclusivamente por responsabilidade da Polícia Federal no Rio de Janeiro, sem que as explicações devidas sejam oferecidas à sociedade pelo superintendente Tácio Muzzi.

CARTA PRECATÓRIA – Como dissemos, fica fácil para a delegação da OCDE constatar como funciona a Justiça no Brasil. No caso dos crimes fiscais da TV Globo, depois do sumiço dos autos por mais de um ano, também desapareceu a carta precatória citando a Globopar (Globo Comunicação e Participações S/A) e os empresários Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho.

A explicação oficial do Tribunal Regional Federal-2 é de que a carta precatória foi recebida, porém não existe mais, e consta a informação de “ARQUIVO REMOVIDO“.

A simplicidade do relato, como se nada de excepcional e até de suspeito tenha ocorrido, levou o advogado Luiz Nogueira a encaminhar pedido de providências ao Corregedor do TRF-2, desembargador Federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho. 

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P.S. 
– Fica patente que a delegação da OCDE não precisa permanecer por sete meses no Brasil. Basta levar um relatório sobre os crimes fiscais da TV Globo, que são tantos que estou até pensando em escrever um livro a respeito, e informar aos dirigentes da organização que o Brasil é o único dos 193 países da ONU que não prende corrupto após condenação em segunda instância. Em apenas uma semana o grupo de trabalho da OCDE já teria concluído sua missão. (C.N.)


Desmoralizado pelo fracasso do partido Aliança, Bolsonaro tenta voltar a se candidatar pelo PSL

 


O presidente Jair Bolsonaro 25/03/2021 Foto: EVARISTO SA / AFP

Bolsonaro vai descendo a rampa numa velocidade absurda

Bernardo Mello e Paulo Cappelli
O Globo

Em busca de um partido com estrutura para disputar as eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro tenta vencer focos de resistência para retornar ao PSL, sigla que deixou há pouco mais de um ano após desavenças com a direção nacional. O partido, que terá a segunda maior fatia do fundo eleitoral e do tempo de propaganda em TV, é visto por aliados de Bolsonaro como a alternativa viável, em meio às repreensões que o presidente tem recebido de parlamentares do Centrão.

A maior oposição está em São Paulo. O principal símbolo da contrariedade era o senador Major Olimpio, que morreu há dez dias em decorrência da Covid-19 — parlamentares avaliam que a recusa de Bolsonaro em prestar condolências também atrapalhou o cenário.

ALTERNATIVA SÓLIDA — “O PSL precisa buscar uma alternativa sólida. O país está numa situação de desesperança por conta da Covid-19, e o presidente não vem mostrando sensibilidade humana” — criticou o deputado Junior Bozzella, presidente do diretório paulista.

Embora a volta seja defendida por parte da cúpula do PSL, o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), ainda resiste. Emissários de Bolsonaro já fizeram sucessivas reuniões com o vice de Bivar no PSL, Antonio Rueda, numa tentativa de desarmar o conflito iniciado em 2019.

Bivar tem adotado o discurso de que Bolsonaro precisaria “se adequar” e que o PSL planeja fazer parte de um “projeto de centro” em 2022. Bivar espera também atrair parlamentares de outras legendas na próxima janela partidária, no início do ano que vem, o que poderia mitigar o peso interno do bolsonarismo.

HÁ APOIADORES – Por outro lado, a maior parte da bancada federal de 53 deputados apoia Bolsonaro. A eleição à presidência da Câmara deu um termômetro: mais de 30 parlamentares assinaram as listas em apoio a Arthur Lira (PP-AL), candidato de Bolsonaro, rejeitando o bloco formado por Baleia Rossi (MDB-SP), que tinha o apoio da cúpula do partido.

Para esses parlamentares, a eventual ida de Bolsonaro para siglas como PP, PL, PSD ou Republicanos, que já estiveram no seu radar, dificultaria os planos de reeleição da base bolsonarista, por se tratarem de partidos com diretórios estaduais já estruturados.

“Sem espaço para deputados de sua base brigarem por mais um mandato, o presidente correria o risco de ver sua identidade se diluir dentro de outro partido. O PSL pode ter alguns focos de ferrugem, mas tem identificação com o bolsonarismo” — avalia o deputado Luiz Lima (PSL-RJ), que defende o retorno.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – À proporção que a pandemia avança, diminui o prestígio de Bolsonaro. Se a segunda onda não for logo revertida, a sonho da reeleição vai virar pesadelo(C.N.)

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