terça-feira, dezembro 15, 2020

SE reduz ocupação de bares, restaurantes e eventos: veja os detalhes

em 15 dez, 2020 17:10

Comitê Técnico-Científico deliberou medidas restritivas para as festas de fim de ano (Foto: Mário Sousa)

As novas medidas anunciadas pelo Governo do Estado nesta terça-feira, 15, para impedir o avanço do contágio da Covid-19 em Sergipe, neste período de festas de fim de ano, entrarão em vigor a partir desta quinta-feira, 18 de dezembro. O foco é o ocupação de bares, restaurantes, lanchonetes e eventos, que deverá ser reduzida.

“Redobramos os cuidados com os eventos de fim de ano. Vamos reduzir a quantidade de pessoas nos bares, restaurante e nos eventos também.  Até então, a gente estava permitindo a ocupação de 75%, vamos reduzir para 50% nos bares e restaurantes. E quanto aos eventos que vieram a acontecer, nos quais eram permitidas 200 pessoas em ambientes fechados e 300 em ambientes abertos, iremos reduzir para 50%. O que estamos fazendo é em defesa da vida das pessoas”, disse o governador Belivaldo Chagas.

Além da ocupação reduzida, fica determinada a obrigatoriedade da apresentação de projeto detalhado das medidas sanitárias a serem adotadas pelo estabelecimento e respectiva aprovação pela Secretaria de Estado da Saúde.

Durante o período de permanência no estabelecimento, os clientes deverão permanecer predominantemente sentados. Também está proibida a utilização de pistas de dança ou a disponibilização de espaços equivalentes. Permanece autorizada a realização de apresentação artística de pequeno porte, com até 02 (dois) artistas, que deverão utilizar máscaras durante toda a apresentação obrigatoriamente.

A partir dos números apresentados, o chefe do Executivo Estadual disse, também, que é possível que a restrição por fases volte a ser utilizada para conter o avanço do contágio no estado. “Tudo é possível.  O que eu não posso é correr o risco de ver a rede entrar em colapso”, frisou Belivaldo.

Com informações da ASN 

INFONET

Covid-19: governador anuncia novas medidas e teme colapso na saúde

 em 15 dez, 2020 14:05

Governador teme colapso no sistema de saúde em janeiro (Foto: Arquivo / Reprodução de Rede Social)

O Governador Belivaldo Chagas anunciou nesta terça-feira, 15, após reunião com o Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (Ctcae), que por conta do aumento considerável no número de casos de Covid-19 no Estado, vai reduzir a quantidade de pessoas nos estabelecimentos comerciais. O governador também anunciou que irá adotar medidas mais duras no início de janeiro de 2021, temendo um colapso no sistema de saúde no final para o final do mês.

“Infelizmente os números de Covid-19 aumentaram muito em Sergipe e para conter o avanço da doença nós vamos reduzir a quantidade de pessoas em bares e eventos. Os bares que estavam autorizados a funcionar com 75% da capacidade voltarão a funcionar com 50%, e os eventos abertos que podiam ter 200 pessoas e os fechados que podiam ter 300 pessoas, terão redução de 50% da capacidade”, aponta.

Belivaldo adiantou que na reunião prevista para a primeira semana de janeiro de 2021 serão adotadas medidas severas. “É lamentável, mas estamos com muitas pessoas infectadas pela doença. Temos o maior índice de contágio do país, ou seja, cada 100 pessoas infectadas contamina 187, isso é lamentável. E a expectativa é que tenhamos um colapso no sistema de saúde no final de janeiro, por isso vamos adotar medidas mais severas. É preciso que as pessoas tenham consciência”, ressalta o Governador.

Até ontem, segundo Belivaldo, 272 pessoas estavam internadas por conta do Covid-19 e a projeção dos pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) é aconteça nove óbitos por dia. “Eu gostaria muito que essas projeções estivessem erradas, mas não estão. Por isso que digo: se for preciso eu fecho tudo novamente. Espero que não precise. Ninguém fecha tudo porque quer, faz isso porque é necessário. O vírus sofreu mutação, ele está circulando no Brasil e é muito mais contagioso. Se fala muito de vacina, ela virá! Mas, até ela chegar quantas pessoas vão morrer? A vacina do momento é usar máscara e o distanciamento, mas isso as pessoas não estão fazendo”, enfatiza.

Vacina

Belivaldo disse que amanhã, às 10h, o Ministério da Saúde vai apresentar o Plano Nacional de Imunização. “Vamos aderir ao plano nacional, afinal o gestor maior é o Ministério da Saúde e o Governo Federal será o responsável pela vacina. A partir da apresentação desse plano é que vamos saber como agir. O que ficamos sabemos é que até o momento nenhum laboratório pediu registro a Anvisa. Vamos aguardar as diretrizes que o Governo Federal”, ressalta.

Por Karla Pinheiro

INFONET

Aras quer que procuradores de todo o país tenham acesso a dados sigilosos da Lava Jato


Charge do Duke (domtotal.com)

Marcelo Rocha
Folha

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta terça-feira, dia 15, que o banco de dados da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba será disponibilizado no próximo ano a todos os integrantes do Ministério Público Federal.

Aras explicou que a íntegra do arquivo, com 1.000 terabytes de tamanho, está em poder da Sppea (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise) da PGR (Procuradoria-Geral da República) e que estudos estão sendo realizados sobre a forma de as informações serem compartilhadas.

DADOS SIGILOSOS  – O banco de dados reúne informações sigilosas sobre pessoas e empresas investigadas, incluindo detalhes de acordos de delação premiada e de leniência. De acordo com o chefe do MPF, o procurador que estiver tocando uma investigação poderá consultar o arquivo atrás de eventuais elementos que possam contribuir para o trabalho que está realizando. Para isso, o interessado terá que formalizar um pedido e justificá-lo.

O banco de dados da força-tarefa no Paraná foi uma das polêmicas envolvendo o procurador-geral e integrantes da Lava Jato nos últimos meses. O caso motivou, inclusive, um recurso de Aras ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso às informações reunidas pela Lava Jato de Curitiba desde março de 2014, quando foi realizada a primeira fase da operação.

A força-tarefa se negou inicialmente o acesso da PGR aos dados e denunciou à Corregedoria do MPF a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, uma das principais auxiliares de Aras. “A situação agora está equalizada”, disse o procurador-geral em uma coletiva à imprensa nesta terça-feira para fazer o balanço sobre as ações da PGR (Procuradoria-Geral da República) em 2020.

Desembargadoras presas pela PF pegaram mais de R$ 1,7 milhão em propinas por venda de sentenças


Pepita Ortega e Fausto Macedo
Estadão

As suspeitas que recaem sobre as desembargadoras Lígia Cunha e Ilona Reis, alvos de mandados de prisão temporária nas fases da Operação Faroeste abertas nesta segunda-feira, dia 14, são detalhadas em representação de 201 páginas enviada pela Procuradoria-Geral da República ao ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, relator da investigação sobre venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia.

Segundo o documento, as organizações criminosas relacionadas às magistradas teriam pegado mais de R$ 1,7 milhão em propinas em razão da venda de decisões judiciais. Segundo a PGR, as desembargadoras assumiram posição de destaque em atividades criminosas investigadas na Faroeste após a deflagração das primeiras fases ostensivas da investigação, quando ‘a concorrência diminuiu’ com o afastamento de desembargadores que hoje são réus perante o Superior Tribunal de Justiça.

AFASTAMENTO – As sexta e sétima fases da Faroeste cumpriram 36 mandados de busca, além de ordens de afastamento não só das desembargadoras, também do desembargador Ivanilton Santos da Silva, do juiz João Batista Alcântara Filho, do Secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, da chefe de gabinete da SSP-BA, Gabriela Caldas Rosa de Macedo e da promotora de justiça Ediene Santos Lousado.

As informações que basearam novas as etapas ostensivas das investigações constam na delação do advogado Júlio César. Segundo a PGR, o operador revelou ‘a existência de um modelo judicial criminoso no seio do Tribunal de Justiça baiano, em que várias organizações criminosas operavam sozinhas ou associadas, tendo julgadores, advogados e servidores, no seu corpo de funcionários e a venda de decisões como mercadoria para enriquecimento de todos em escalada geométrica’.

NEGOCIAÇÃO – A Procuradoria diz que a organização criminosa da desembargadora Lígia Cunha, ‘foi agraciada com a localização perfeita para desenvolvimento da atividade criminosa’, a Câmara do Oeste do TJBA, ‘vez que lá, independente de ter direito ou não, a corrupção é a regra do jogo’. Os investigadores apontam que o grupo negociou provimentos judiciais em cinco processos sob a relatoria de Lígia, pelo valor total de R$ 950 mil.

“Júlio César foi procurado por Diego Ribeiro, quando então trabalhava como assessor do Tribunal de Justiça da Bahia, na Câmara do Oeste, a fim de que pudessem identificar processos com valores altos em disputa, para que a parceria jurídica daquele, com Rui Barata e Sérgio Nunes, angariasse divisas criminosas, com a obtenção de julgamentos favoráveis de Lígia Cunha”, apontou a PGR.

Ainda segundo a Procuradoria, após a ‘logística criminosa ser implantada’, o grupo foi reforçado por Ivanilton Júnior, filho do Desembargador Ivanilton da Silva, e por Arthur Barata, irmão de Rui Barata e filho de Lígia Cunha. Os investigadores falam ainda em uma expansão da ‘rede de captação’ da organização criminosa para a desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, que também foi presa no âmbito da Faroeste.

OPERADORES – Já a organização criminosa montada pela desembargadora Ilona Reis contava com a participação dos advogados Marcelo Junqueira e Fabrício Boer como principais operadores, apontou o delator Júlio César. A ele cabia ‘pagar e confeccionar as decisões, dentro dos parâmetros ilícitos ajustados’.

“Em resumo, Júlio César relevou que integrava, como intermediador da venda de decisões, a organização criminosa da Desembargadora Ilona Reis, que contava com o operador Marcelo Junqueira, dentre outros, e era alimentada pelo advogado Fabrício Boer, numa captação de propina de R$ 800 mil”.

Em sua delação, o advogado Júlio César ainda revelou suposta associação criminosa montada pelo desembargador Ivanilton da Silva com seu filho Ivanilton Júnior, seu principal operador. “Segundo o colaborador Júlio César, um voto foi negociado por Ivanilton Júnior, filho do desembargador Ivanilton Santos, tendo sido adiantado um valor de R$ 82.500,00 em cheque por Erardo Marchetti.

Ostentação e Luxo: Desembargadora presa tinha mansão milionária em Alphaville e lancha

 Terça, 15 de Dezembro de 2020 - 13:20

por Cláudia Cardozo

Ostentação e Luxo: Desembargadora presa tinha mansão milionária em Alphaville e lancha
Foto: Divulgação

A organização criminosa que teria sido criada pela desembargadora Lígia Ramos, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), junto com os filhos, os advogados Rui Barata e Arthur Barata, permitiu que os integrantes do esquema vivenciassem uma vida de ostentação e luxo. Lígia Ramos foi presa temporariamente nesta segunda-feira (14), em mais uma fase da Operação Faroeste, por tentar destruir provas.  

 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), não foi detectado movimentação financeira atípica nas contas da desembargadora Lígia Ramos. Mas o crescimento patrimonial do filho Rui Barata desde que a mãe virou desembargadora, indica que ele fazia a gestão financeira da organização criminosa. 

 

O MPF pontua que, no início de 2013, o patrimônio de Rui Barata era avaliado em R$ 718 mil. No final de 2018, já era avaliado em quase R$ 4 milhões, representando um crescimento de 4,56 vezes ao inicial, com recebimento de valores não declarados, ou movimentação em nome de terceiros. Com tais recursos, a família leva uma vida de luxo. A desembargadora mora em uma casa “palaciana” no Alphaville, em Salvador, avaliada em R$ 2,9 milhões. O filho Rui Barata reside em um apartamento avaliado em quase R$ 1,9 milhão, no Horto Florestal, além de possuir lancha e diversos outros imóveis. Para o MPF, os ganhos são incompatíveis com o salário de desembargadora e com os vencimentos de advogado e ex-juiz eleitoral. 


Foto: Denúncia MPF

 

A desembargadora passou a ser investigada a partir da delação premiada do advogado Júlio César Calvacanti, ex-assessor do TJ-BA. O início da organização criminosa da desembargadora Lígia Ramos, segundo o delator, iniciou quando a magistrada se tornou desembargadora, assumindo uma vaga em agosto de 2015, na então criada Câmara do Oeste pelo TJ-BA. 

Foto: Denúncia MPF

 

Segundo a subprocuradora da República Lindôra Araújo, a desembargadora foi “agraciada com a localização perfeita para desenvolvimento da atividade criminosa, vez que lá, independente de ter direito ou não, a corrupção é a regra do jogo”. A magistrada já havia aparecido em outras petições do MPF, que já a investigava por venda de sentenças e formação de organização criminosa. Para o órgão acusador, a desembargadora assumiu “papel de destaque” no esquema de corrupção. 

 

Ao MPF, o delator da operação, Júlio César Cavalcanti narrou conta como tudo começou. Ele disse que foi procurado pelo advogado Diego Ribeiro, ex-juiz eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), para que pudessem identificar processos com altos valores para firmar uma parceria junto com Rui Barata e o advogado Sérgio Nunes. Na época, o delator atuava como assessor do TJ-BA, na Câmara do Oeste. No início do esquema, o delator ganhava entre R$ 5 mil a R$ 10 mil para atender aos pedidos dos advogados da organização criminosa. 

 

Quando percebeu que o negócio era lucrativo e sua rede de contatos no 2º Grau do TJ-BA, aliado ao seu “anseio de ficar rico”, iniciou no ano de 2018 seu próprio escritório de advocacia, ganhando percentual sobre o valor da propina negociada. Desde a entrada dele no esquema, movimentou mais de R$ 24 milhões, conforme um relatório de inteligência financeira. 

 

Posteriormente, de acordo com o MPF, a organização foi reforçada pelo desembargador Ivanilton da Silva e pelo filho dele, o advogado Ivanilton Júnior.  O esquema contou também com a participação de Arthur Barata, irmão de Rui Barata e filho de Lígia Ramos, e da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, junto com o filho, Vasco Rusciolelli. Os valores das propinas eram, em média, de R$ 400 mil. Em um dos casos, a propina foi negociada por Rui Barata e Júlio Cavalcanti na ordem de e R$ 1,5 milhão. 

 

Uma delatora da justiça, possivelmente, a esposa de Júlio César, servidora do gabinete de Lígia Ramos, informou que a desembargadora possuía uma agenda rosa, em que eram anotados todos os processos de interesse da organização para acompanhar a tramitação. Mas quando a desembargadora percebeu que a operação poderia chegar até ela, destruiu as folhas com as anotações. Posteriormente, ela mandou a servidora a escrever documentos de próprio punho, para tentar incriminá-la futuramente. A desembargadora chegou a ordenar a assessora a ir até o gabinete para destruir provas (veja aqui). 

 

A prisão temporária foi solicitada diante do risco da desembargadora tentar destruir provas ou ordenando que os assessores do gabinete alterassem os posicionamentos em processos “na certeza de que ficaria impune”. Até Rui Barata tentou criar mecanismos para escapar da investigação ao firmar um contrato de parecer jurídico o com Júlio César para maquiar o esquema. A subprocuradora diz na petição que “tais práticas devem ser repudiadas, numa sistemática processual penal, em que as instituições não podem ser colocadas duplamente em xeque”, como buscam Lígia Ramos e Rui Barato, que, “além de ostentarem vida de luxo, custeada, em tese, com dinheiro de corrupção, procuram manipular o colaborador Júlio César e a declarante da Justiça baiana”. 

 

NOVAS MEDIDAS

Todos esses detalhes fazem parte da denúncia do MPF apresentada ao ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Relator da Faroeste, ele autorizou a deflagração das 6ª e 7ª fases da operação, que culminou no afastamento de Maurício Barbosa, da promotora de Justiça Ediene Lousado e do desembargador Ivanilton da Silva de suas respectivas funções, em mandados de prisão contra as desembargadoras Ilona Reis e Lígia Ramos e outras medidas (saiba mais aqui e aqui).

Bahia Notícias

Faroeste: Ilona Reis foi alvo de operação controlada em janeiro através de operador


por Cláudia Cardozo

Faroeste: Ilona Reis foi alvo de operação controlada em janeiro através de operador
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias | TJ-BA

Em janeiro deste ano, a desembargadora Ilona Reis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) foi alvo de uma operação controlada da Polícia Federal. Na ocasião, a desembargadora recebeu R$ 250 mil. Posteriormente, ela receberia mais de R$ 500 mil através do advogado Marcelo Junqueira, com auxílio de Fabrício Boer. O fato ocorreu quando a Operação Faroeste já havia sido deflagrada pelo Ministério Público Federal (MPF) para conter os esquemas de corrupção na Corte baiana. Segundo o órgão, a magistrada não se intimidou em continuar as tratativas com o delator Júlio César para receber propina, mesmo com a operação em curso. 

 

A ação controlada foi realizada no dia 27 de janeiro, ocorrendo no estacionamento aberto do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O delator se deslocou de seu veículo para encontrar Marcelo Junqueira, que estava em uma BMW X5. O encontro durou 11 minutos. O ex-juiz eleitoral chegou a manifestar preocupação com a situação de Júlio César, que já era investigado desde a primeira fase da operação. No encontro, Marcelo lembra que já havia feito o pagamento de R$ 200 mil, no estacionamento do Shopping Salvador, e que o restante do pagamento seria realizado no êxito do processo.  Marcelo também contou que iria se reunir com a desembargadora Ilona Reis para resolver o voto e que, se fosse necessário, o julgamento da ação seria retirado da pauta.  

 

 

A desembargadora Ilona Reis, conforme informou o delator, tinha como operadores os advogados Marcelo Junqueira Ayres, ex-juiz eleitoral do TRE-BA, e Fabrício Boer. No esquema, Júlio César escrevia as decisões negociadas. Em um caso, houve captação de propina de R$ 800 mil. 

 

Com os rumores de que seria alvo da operação, ao contrário de Lígia Ramos, que tentou destruir provas, a desembargadora Ilona Reis procurou ficar fora do radar em boa parte deste ano, pedindo afastamentos e adiando julgamentos que a pudessem colocar em risco. 

 

Durante o ano, Ilona Reis foi investigada por uma comissão formada por desembargadores do TJ-BA por determinação do CNJ por atuação no esquema de venda de sentenças na disputa de terras do oeste baiano. Ela foi presa temporariamente nesta segunda-feira (14), mas tentou fugir da polícia em um carro com “placa fria”. 

Bahia Notícias

Câmara aprova projeto que repassa R$ 65,6 bilhões para compensações da Lei Kandir


Estados receberão 75% dos repasses totais, e os municípios ficarão com 25%

Camila Turtelli e Anne Warth
Estadão

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira, dia 14, proposta que autoriza a transferência de R$ 65,6 bilhões até 2037 de recursos da União a Estados e municípios para compensar perdas de arrecadação provocadas pela Lei Kandir. O projeto já foi aprovado pelo Senado e agora vai à sanção presidencial. O dinheiro vai compensar perdas de arrecadação decorrentes da isenção da cobrança de ICMS de produtos destinados à exportação.

O valor está previsto em acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) entre a União e o Fórum Nacional de Governadores, homologado em maio deste ano. Em contrapartida, os Estados deverão desistir de ações judiciais protocoladas na Corte para cobrar as perdas.

REPASSES EXTRAS – Do total repassado como compensação, R$ 58 bilhões devem ser transferidos entre 2020 e 2037. Estão previstos também, como parte do acordo, dois repasses extras da União. Um, de R$ 3,6 bilhões, condicionado à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, que está no Senado. O outro, de R$ 4 bilhões, depende do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos (SP).

No mês passado, 18, o presidente, Jair Bolsonaro, sancionou uma lei que permite o início do cumprimento do acordo. A primeira parcela do total devido pela União será quitada ainda neste ano. A proposta é resultado de um acordo – firmado pela União e por representantes de estados e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio – que tem o objetivo de pôr fim a um impasse de mais de 20 anos.

Em 1996, entrou em vigor uma lei que estabeleceu regras para cobrança do ICMS – tributo de competência estadual, distribuído entre o Estado (75%) e seus municípios (25%).

A LEI – Batizada de Lei Kandir, essa legislação isentou da cobrança de ICMS a exportação de produtos primários e semielaborados – como soja, milho, carnes e minérios – com o objetivo de estimular exportações e reduzir custos para o produtor.

O texto previa que a União deveria, de forma provisória, compensar estados e municípios pela perda na arrecadação do tributo. Defensores do projeto dizem que a contrapartida nunca foi devidamente equacionada, o que resultou na judicialização do tema.

Fim da festa! Procuradoria investigará atuação da Abin para blindagem de Flávio Bolsonaro

Publicado em 15 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Atual diretor-geral da Abin será indicado por Bolsonaro para a chefia da PF | Poder360

Ramagem, da Abin, comandou essa operação de blindagem

Correio Braziliense
(Agência Estado)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai apurar a informação de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) encaminhou por escrito, à defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), orientações para tentar inocentá-lo no caso das “rachadinhas”. O parlamentar foi denunciado por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro em 3 de novembro.

A apuração será conduzida como parte de um inquérito sigiloso aberto no mês passado para investigar se estruturas do governo federal foram usadas para favorecer o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

JÁ EM ANDAMENTO – A notícia de fato foi instaurada em novembro, após a publicação de reportagens sobre uma reunião, ocorrida em agosto, entre o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, o diretor da Abin, Alexandre Ramagem, Bolsonaro e advogados de Flávio.

Reveladas na sexta-feira pela revista Época e confirmadas pelo Estadão, as orientações repassadas por integrantes da cúpula da Abin para a defesa do senador pelo WhatsApp foram um desdobramento daquele encontro.

A apuração sobre a reunião entre GSI, Abin e defesa de Flávio foi aberta a pedido da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). Ela questionou a PGR se os participantes do encontro cometeram crimes de advocacia administrativa e tráfico de influência.

COBRANÇA GERAL – Outros parlamentares provocaram a Procuradoria anteontem sobre a troca de mensagens. “As novas informações divulgadas sobre o caso foram juntadas à notícia de fato. Não há informação disponível sobre o andamento da notícia de fato por se tratar de procedimento interno sigiloso.

Sobre os fatos novos, a PGR deverá receber representações já anunciadas por parlamentares, irá analisá-las e se manifestar oportunamente”, informou a PGR, em nota oficial.

CONFISSÃO DE CULPA – Em uma das mensagens da Abin, o texto afirma que o objetivo é “defender FB (Flávio Bolsonaro) no caso Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”, segundo a reportagem da Época.

O texto sugere o que a defesa de Flávio deveria fazer para obter documentos que permitissem embasar um pedido de anulação do inquérito das “rachadinhas”. Segundo o relatório, uma suposta organização na Receita Federal teria obtido dados fiscais do senador de forma ilegal.

O GSI repetiu nota divulgada quando veio à tona a reunião de agosto. “As acusações são desprovidas de veracidade, se valem de falsas narrativas e abordam supostos documentos, que não foram produzidos pela Abin.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Na História Republicana, jamais houve um escândalo dessas proporções. Os casos da adictocracia de Fernando Collor, da cleptocracia de Lula da Silva e da lunaticocracia de Dilma Rousseff não chegam aos pés do capitão Bolsonaro. Com a cumplicidade de dois amigos íntimos (general Augusto Heleno, do GSI, e delegado Alexandre Ramagem), o chefe do governo acionou a estrutura institucional de Inteligência para evitar que um de seus filhos seja processado. E a solução encontrada é bestial, como dizem os portugueses: 1) demitir o ministro Waller Júnior da Corregedoria-Geral da União (CGU) e substituí-lo por “um policial federal” amestrado; 2) demitir três servidores da Receita (chamados de “elementos”) que estão atrapalhando a blindagem de Flávio Bolsonaro e sua quadrilha. Isso significa que os trapalhões da Abin, orquestrados pelo general Augusto Heleno, de triste memória, acabam de desbastar o caminho para o impeachment de Bolsonaro, que já vai tarde, como se dizia antigamente. (C.N.)  

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