sexta-feira, maio 29, 2020

Sergipe tem mais de 6.400 casos confirmados da Covid-19 e 144 mortes pela doença

Por G1 SE
O Boletim Epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), na noite desta sexta-feira (29), aponta que 306 novos casos da Covid-19 foram confirmados em Sergipe, totalizando 6.462 casos.
O documento também apresenta os números de mortes que, somados às 7 confirmadas nesta sexta, chega a 144.
Até o fechamento dessa matéria a SES não havia informado os casos e óbitos por município.
Covid-19 em Sergipe
MUNICÍPIOCASOSMORTES
Amparo de São Francisco40
Aracaju3.62359
Arauá43
Areia Branca390
Aquidabã151
Barra dos Coqueiros1351
Brejo Grande20
Boquim170
Campo do Brito80
Canindé do São Francisco302
Capela230
Carira40
Canhoba10
Carmópolis81
Cedro de São João280
Cristinápolis100
Cumbe10
Divina Pastora30
Estância1513
Feira Nova30
Frei Paulo131
Gararu21
General Maynard10
Graccho Cardoso160
Indiaroba91
Ilha das Flores10
Itabaiana2662
Itabaianinha1242
Itabi10
Itaporanga D'Ajuda331
Japaratuba141
Japoatã30
Lagarto1283
Laranjeiras192
Macambira60
Malhada dos Bois60
Malhador130
Maruim180
Moita Bonita81
Monte Alegre30
Muribeca20
Neópolis61
Nossa Senhora Aparecida10
Nossa Senhora das Dores280
Nossa Senhora da Glória1361
Nossa Senhora de Lourdes71
Nossa Senhora do Socorro47217
Pacatuba140
Pedrinhas20
Pinhão20
Pirambu40
Poço Redondo341
Poço Verde110
Porto da Folha261
Propriá262
Riachão do Dantas41
Riachuelo7o
Ribeirópolis92
Rosário do Catete101
Salgado232
Santa Luzia do Itanhi30
Santa Rosa de Lima10
Santana do São Francisco20
Santo Amaro das Brotas131
São Miguel do Aleixo20
São Cristóvão2747
São Domingos51
São Francisco30
Simão Dias1062
Siriri70
Tobias Barreto503
Tomar do Geru20
Umbauba714
Novos casos3067
TOTAL6.462144

Ex-ministros da Justiça criticam habeas corpus de Mendonça em favor de Weintraub: “Aberração jurídica”

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Ação de Mendonça sinaliza união do governo contra o STF
Suzana Correa
O Globo
Ex-ministros da Justiça e especialistas em Direito criticaram nesta quinta-feira, dia 28, a decisão do ministro da Justiça, André Mendonça, de entrar com habeas corpus em favor do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no inquérito de investigação de fake news em curso no STF.
O pedido visa suspender a convocação de Weintraub para depor na Corte por ter afirmado em reunião ministerial de abril que deveriam se colocar “vagabundos na cadeia” e “começando pelo STF”. O habeas corpus foi considerado sem precedentes e duramente criticado por antecessores de Mendonça no cargo, para quem o pedido dá tom institucional e governista às graves críticas do ministro da Educação ao Supremo.
“EXTREMAMENTE GRAVE” – Ministro da Justiça durante o governo FH, Miguel Reale Júnior considera “extremamente grave” a atual defesa do ministro da Educação pelo ministro da Justiça: “É muito grave um ministro apresentar esse habeas corpus. Nunca vi nada parecido. No momento em que o faz, (Mendonça) transforma a ofensa pessoal proferida pelo ministro contra o STF em institucional: tem sua chancela de ministro e do governo, porque ele certamente não fez isso sem anuência da Presidência”, declara.
Reale acredita também que a medida é um “tiro no pé”, com efeito nulo além de acirrar tensões e mobilizar a base bolsonarista contra um adversário comum: “Não é porque ele é ministro da Justiça que o habeas corpus têm mais chances de ser aceito pelo STF. Pelo contrário, piora a situação. É um ministro da Justiça se colocando em favor de ofensas às instituições. Sinaliza que o STF é o inimigo. Nunca vi uma crise artificial tão grave”.
DEFESA PRÓPRIA – O ineditismo da medida causou, entre juristas, ampla defesa de que Weintraub utilize-se de defesa própria no inquérito. “Chamar ministros do STF de ‘vagabundos’ não pode ser ato de ofício defensável pela advocacia pública”, defende Eugênio Aragão, ministro da Justiça em 2016.”O que Bolsonaro está fazendo é apostar na disruptura da autoridade estatal”, acrescenta.
Ministro da pasta também no governo FH, o jurista José Gregori categoriza o habeas corpus de Mendonça como “mais uma aberração jurídica”: “Duvido que haja precedentes. E não houve no Brasil, onde há milhares de advogados competentes, um só que quisesse lhe patrocinar a causa?”, questiona.
O pedido protocolado por Mendonça pede suspensão da convocação de Weintraub pelo STF, defende a garantia de “liberdade de expressão dos cidadãos” e “independência, harmonia e respeito entre os poderes” e menciona pedido da Procuradoria Geral para arquivamento do inquérito sobre fake news.
DISSIMULADO – “O argumento de defesa da liberdade de expressão utilizado no habeas corpus é totalmente dissimulado. É uma vergonha que o ministro da Justiça atue para impedir investigação de um grupo criminoso organizado”, afirma Tarso Genro, ministro da Justiça e da Educação entre 2004 e 2010.
“Ele fez um arranjo e entrou com o pedido com seu nome próprio, não como ministro. Qualquer um pode pedir um habeas corpus, mas nesse caso é um desvio inaceitável de sua função de ministro. É absurdo”, diz.
Uma alteração consolidada no início de maio na jurisprudência do STF considera agora cabível habeas corpus contra ato individual de ministros da Corte, segundo o professor de Direito Constitucional da USP, Daniel Falcão. “Mas quando um assessor direto do Executivo, como o ministro da Justiça, toma essa atitude, claramente é o governo utilizando de meio do estado para defender um ministro da Educação que não está nem sendo investigado por ato de governo”, afirma.
SINTOMÁTICO – Para o professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Dias, o ato tem mensagem clara: “O próprio ministro da Justiça impetrar este habeas corpus em favor de um colega ministro é sintomático. É o governo sinalizando que está coeso e unido contra qualquer órgão de controle, como o STF”.
No documento, Mendonça pede também suspensão de tudo “que seja considerado resultado do exercício do direito de opinião e liberdade de expressão”. Assim, estende a defesa para demais alvos do inquérito, como militantes e ativistas bolsonaristas que não fazem parte oficial do governo e foram alvo de medidas de busca e apreensão no âmbito do inquérito.
CONFISSÃO – “Não recordo situação em que membro do governo usasse do poderes para proteger pessoas de fora dele de modo tão escancarado. É quase uma confissão das conexões desse governo com esses disseminadores de notícias falsas. E que não tinha sido feita ainda de forma tão clara”, explica o professor de Teoria Geral do Direito da USP, Rafael Mafei.
O jurista lembra ainda que ataques ao Judiciário são ponto de inflexão presente em todas as rupturas democráticas recentes.”Hoje o governo parece disposto a jogar para essa base e reduzir o ministério da Justiça a um órgão de defesa do bolsonarismo”, diz.

PGR pede ao STF ações contra aliados de Bolsonaro em inquérito sobre atos antidemocráticos


Parte dos atos contou com a participação de  Bolsonaro
Carolina Brígido
O Globo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu novas diligências contra aliados do presidente Jair Bolsonaro no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga manifestações antidemocráticas ocorridas em abril. Parte desses atos, em Brasília, contou com a participação do próprio Bolsonaro.
Caberá ao ministro Alexandre de Moraes autorizar ou não as medidas — que tem, entre os alvos, youtubers e influenciadores digitais. Eventual nova ofensiva pode acirrar ainda mais a relação entre o Palácio do Planalto e o Supremo.
ATOS CONTRA A DEMOCRACIA –  Diferentemente da ação da Polícia Federal, em cumprimento à ordem do Supremo, na última quarta-feira, que atingiu aliados de Bolsonaro, essas novas diligências da PGR foram pedidas no inquérito aberto no mês passado sobre os atos antidemocráticos.
Anteontem, os mandados de busca e apreensão e as quebras de sigilo bancário e fiscal de blogueiros e empresários que apoiam o presidente ocorreram nas investigações sobre fake news e ataques contra ministros do Supremo, instauradas há mais de um ano.
Na PGR, o entendimento é que medidas contra apoiadores radicais do presidente devem ser tomadas no inquérito mais recente, porque o inquérito das fake news corre sem a participação do Ministério Público. A investigação sobre os atos de abril, em contrapartida, foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.
DILIGÊNCIAS VIRTUAIS – A equipe de Aras foca agora em diligências virtuais, que podem pegar usuários de internet que propagam mensagens ofensivas e antidemocráticas. Há vários pontos em comum entre o inquérito das fake news e o mais recentes.
Por exemplo, dois dos investigados se repetem em ambos os casos: os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ) e Junio Amaral (PSL-MG). Os dois inquéritos estão protegidos pelo sigilo. Portanto, a divulgação de eventual nova operação dependerá da defesa dos investigados, ou do próprio STF.
As investigações ocorrem em meio às críticas crescentes de Bolsonaro e aliados contra o Supremo. Elas têm unido os ministros na defesa de si mesmos e do tribunal. Se antes da pandemia havia desentendimentos frequentes na Corte, o clima hoje é de harmonia, com defesas públicas de decisões monocráticas de colegas.
ATAQUE – Nesta quinta-feira, Bolsonaro fez duro ataque à ação que atingiu seus aliados. “Mais um dia triste na nossa história. Mas o povo tenha certeza, foi o último dia triste”, disse o presidente, acrescentando depois:” Repito, não teremos outro dia igual ontem. Chega. Chegamos no limite. Estou com as armas da democracia na mão. Eu honro o juramento que fiz quando assumi a presidência da República”.
Anteontem, a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo sobre fake news. Entre os alvos, estavam o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), o blogueiro Alllan dos Santos (do site Terça Livre), o empresário Luciano Hang, a ativista Sara Winter e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Após ser criticado pela comunidade judaica, Weintraub diz que tem “o direito de falar do Holocausto”


Sem noção, Weintraub confunde desrespeito com liberdade de expressão
Naira Trindade
O Globo
Criticado por órgãos e indivíduos ligados ao governo de Israel por comparar a ação da Polícia Federal de quarta-feira, dia 27, à ação da polícia política nazista na Alemanha de Adolf Hitler, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em seu perfil do Twitter no início da noite desta quinta-feira, dia 28, “ter o direito de falar do Holocausto” e que “não precisa de mais gente atentado contra sua liberdade”.
Na publicação, Weintraub disse não falar em nome “de todos os cristãos ou judeus do mundo”, mas que apenas fala por si só. O ministro afirmou ainda ser neto de católicos e de sobreviventes dos campos de concentração nazistas e ilustrou a postagem com uma foto.
“FALO POR MIM” –  – “Não falem em nome de todos os cristãos ou judeus do mundo. Falo por mim! Tive avós católicos e avós sobreviventes dos campos de concentração nazistas (foto). Todos eram brasileiros. Tenho direito de falar do Holocausto! Não preciso de mais gente atentando contra minha liberdade !”, escreveu o ministro no Twitter.
Nesta quinta-feira, entidades judaicas pediram um basta às declarações sobre o Holocausto. A Embaixada de Israel, em Brasília, postou no Twitter que “houve um aumento da frequência de uso do Holocausto no discurso público, que de forma não intencional banaliza sua memória e a tragédia do povo judeu. Pela amizade forte de 72 anos entre nossos países, pedimos que a questão do Holocausto fique à margem da política e ideologias”.
SEM COMPARAÇÕES – Pouco antes, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Alon Lavi, escreveu que “o Holocausto, a maior tragédia da história moderna, onde 6 milhões de judeus, homens, mulheres, idosos e crianças foram sistematicamente assassinados pela barbárie nazista, é sem precedentes. Esse episódio jamais poderá ser comparado com qualquer realidade política no mundo”.
Lavi também republicou mensagens do Comitê Judaico Americano, que é a principal entidade judaica dos EUA, da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do Museu do Holocausto de Curitiba.
O Comitê Judaico Americano repudiou a postagem feita por Weintraub, classificando-a como  “profundamente ofensiva aos judeus do mundo” e  “um insulto às vítimas e sobreviventes do terror nazista”. No Twitter, a organização ainda criticou a “repetida politização da linguagem do Holocausto por funcionários do governo brasileiro”.
PEDIDO DE DESCULPAS – Fundado em 1906, o Comitê Judaico Americano é uma das organizações mais antigas e influentes em defesa dos direitos civis de judeus e parte importante do lobby pró-Israel nos EUA. No mês passado, a associação já havia exigido um pedido de desculpas do chanceler Ernesto Araújo, que comparou o isolamento social para conter a Covid-19 a campos de concentração nazistas.
No Twitter em que comparou a ação da Polícia Federal de quarta-feira à ação da polícia política nazista na Alemanha, o ministro afirmou que a operação será lembrada como a Noite dos Cristais brasileira — um dos primeiros atos violentos cometidos por forças paramilitares nazistas contra judeus entre os dias 9 e 10 de novembro de 1938.
“Hoje foi o dia da infâmia, vergonha nacional, e será lembrado como a Noite dos Cristais brasileira. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? Sieg Heil !”, escreveu o ministro, que ainda usou uma imagem nazista para ilustrar sua publicação.

Moro argumenta que o Planalto tinha interesse político na libertação de Lula

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Moro aponta incoerência entre discurso de Bolsonaro e suas alianças
Deu no O Tempo
O ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou, em entrevista à revista “Crusoé”, que o Palácio do Planalto tinha interesse na soltura de Lula, o que seria bom politicamente para o presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou ter ouvido isso quando estava no governo, mas se recusou a dizer quem teria feito essa avaliação a ele.
“O que se dizia no Planalto era que a soltura do Lula era bom politicamente para o presidente. Isso foi dito. Eu sou um homem de Justiça, um homem de lei, e não acho que um cálculo político pode ser envolvido nisso”, disse Moro, responsável pela decisão de primeira instância que levou o petista para a cadeia.
POLARIZAÇÃO – O presidente tem apostado na polarização para manter a popularidade diante de um setor da sociedade e se manter no poder. Em tese, com Lula solto, essa polarização ficaria mais evidente. Na entrevista, Moro também disse que Bolsonaro abandonou o discurso de campanha, firmou alianças que disse que não faria e deu de ombros para o combate à corrupção.
“No que se refere à agenda anticorrupção, de fortalecimento das instituições e aprimoramento da lei para tanto, sim (o governo se afastou), e já faz algum tempo. No que se refere às alianças políticas, o discurso do presidente também era muito claro no sentido de que ele não faria alianças políticas com o centrão, e ele está fazendo. E a culpa por isso não pode ser posta em mim, dizendo: ‘Olha, foi preciso fazer aliança com o centrão por causa da saída do Moro. Não, isso precedeu à minha saída. Começou antes, pelo receio do presidente de sofrer um impeachment. A motivação principal da aliança é essa”, avaliou Moro.
RACHADINHA – Ele também foi questionado se, ao não se empenhar pelo pacote anticrime e pela manutenção da prisão em segunda instância, o presidente queria proteger o filho Flávio Bolsonaro, que é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pela prática de rachadinha.
“Isso me chamou atenção porque é incoerente com o discurso. Assim como são incoerentes com o discurso as alianças recentes que o presidente tem feito com personagens do nosso mundo partidário que não se destacam exatamente pela imagem de probidade. Acho isso um tanto peculiar, porque o discurso para os eleitores é um, e a prática é outra bastante diferente”.

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